Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Amigo Secreto dos Blogs de Contabilidade


Há alguns anos que alguns amigos têm se reunido para confraternizar suas paixões pela contabilidade e a dedicação compartilhar informações por meio de blogs dedicados a esta ciência. Nos reunimos eletronicamente e sorteamos um amigo secreto, cujos presentes são entregues no Brasil inteiro por meio dos Correios. Algo muito bacana!

Pois bem, este foi mais um ano do AMIGO SECRETO DOS BLOGS DE CONTABILIDADE, que este ano reuniu 11 blogueiros de 9 diferentes blogs! Como sempre, foi um prazer poder compartilhar este momento com os colegas.

Eu fui o amigo secreto do Pedro Correia, do blog Contabilidade Financeira, a quem presenteei com um livro sobre TOEFL, pois ele o desejava para um teste que pretende fazer.

Já o meu amigo secreto foi mais misterioso! Presenteou-me com esta bela camisa. Mas não se identificou na entrega nem após ela. Depois de algumas descobertas e burburinhos, descobrimos que foi o César Tibúrcio, também do blog Contabilidade Financeira. Muito obrigado César!

No Contabilidade Financeira tem um excelente infográfico resumindo toda a nossa brincadeira! Veja AQUI.

Muito obrigado pessoal! Foi excelente.

Espero que ano que vem possamos realizar nosso amigo secreto novamente, com mais blogueiros fazendo parte.

Aqui no blog vocês podem acessar os blogs participantes na seção "Blogs Recomendados", nas colunas à direita.

Um excelente 2018 a todos!!!

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Assimetria de Informação e Estrutura de Capital


Recentemente a Revista Evidenciação Contábil & Finanças (RECFin) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) publicou seu primeiro volume de 2018, disponível AQUI.

Há 5 anos, tive o prazer de coordenar o Grupo de Trabalho da UFPB que criou a RECFin, sendo seu primeiro editor geral ao longo de 4 anos. Neste ano de 2017, conclui meu segundo mandato de editor e fui substituído pelo professor Dr. Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, que tem conduzido a RECFin com maestria, fazendo um belíssimo trabalho.

Este ano, após me desvincular da RECFin pude submeter à revista uma das pesquisas desenvolvidas com meus alunos. Submetemos o produto dos projetos de iniciação científica da Thamirys e da Maria Natalice, e recentemente recebemos a grata resposta de seu aceite para publicação, após dois rounds de avaliação.

Desta forma, aproveito para divulgar aqui a minha satisfação por esta publicação, e para disponibilizar por este meio o produto de nossa pesquisa. Boa leitura a todos!

Indicadores de Assimetria de Informação e Estrutura de Capital das Empresas Abertas no Brasil

Thamirys de Sousa Correia, Maria Natalice Francelino da Silva, Orleans Silva Martins

Resumo

Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a variação dos indicadores de assimetria de informação das empresas abertas no Brasil de acordo com sua estrutura de capital.

Fundamento: Abordou-se um referencial teórico acerca da mensuração da assimetria da informação e da estrutura de capital, destacando-se duas teorias: Trade-Off e Pecking Order.

Método: Foram coletados dados de 211 companhias não financeiras que negociaram ações na Brasil, Bolsa e Balcão (B3) no período de 2010 a 2014. Para tanto, analisou-se a diferença das médias por meio do teste de Kruskal-Wallis e a associação dos indicadores de assimetria com o endividamento das empresas por meio de uma regressão com dados em painel e efeitos fixos.

Resultados: Os principais resultados mostraram que: (i) em média a dívida de longo prazo é maior em relação à dívida de curto prazo; (ii) os indicadores de assimetria Market-to-book, Beta e Volatilidade apresentaram médias maiores no grupo de empresas com maior endividamento de curto prazo; (iii) os indicadores Retorno Anormal, ADR e Governança Corporativa apresentaram médias maiores no grupo de empresas com maior endividamento de longo prazo; e (iv) a maior parte dos indicadores de assimetria apresentou associação negativa com o endividamento total das empresas.

Contribuições: Nossas evidências revelam que os indicadores de assimetria de informação que habitualmente são utilizados na literatura de finanças se associam negativamente e diferem significativamente de acordo com o nível de endividamento das empresas.

Palavras-chave: Assimetria de Informação; Dívida de Curto Prazo; Dívida de Longo Prazo.

Texto completo: AQUI


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sábado, 9 de dezembro de 2017

Banco ou Bitcoin


Mas afinal, o que cargas d'água é essa tal de Bitcoin?!

Ganhando cada vez mais adeptos nos últimos anos, especialmente tendo apresentado um crescimento vertiginoso em 2017, a Bitcoin ganhou atenção especial até da Netflix, que lançou este ano um documentário especial para contar um pouco de sua história.

Como explicado um dos diversos sites especializados (Mercado Bitcoin, este no Brasil):

"Bitcoin é uma forma de dinheiro, com a diferença de ser digital e não ser emitido por nenhum governo. Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É uma tecnologia inovadora."

Trata-se de uma moeda, como o Real ou o Dólar, mas esta é virtual. Alguns investidores já a consideram como alternativa de investimento, haja vista sua grande valorização, especialmente no passado recente. Vejam o gráfico da variação de seu valor em dólar:


Para quem tem interesse em obter mais informações sobre esta moeda, sugiro que assistam ao documentário da Netflix: "Banco ou Bitcoin". O mesmo trás informações desde o surgimento, passando pelo seu uso como moeda alternativa à compra de drogas na internet, à tentativa do governo dos Estados Unidos à regulamentá-la, até a prisão de alguns envolvidos em sua criação.

Mais informações sobre o documentários AQUI.

Apesar das minhas restrições à esta moeda, sugiro que assistam o documentário, uma vez que é esclarecedor e trata de um tema em crescente relevância no mercado financeiro.

Observação: deixo claro que não estou sugerindo a consideração desta moeda como alternativa de investimento, até mesmo porque não a vejo assim. Em minha opinião, hoje ela é mais carregada de expectativa e especulação, do que de valor.

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sábado, 16 de setembro de 2017

Uso de Casos de Ensino nas Aulas de Contabilidade


Uma das maiores demandas dos estudantes de diferentes instituições de ensino do Brasil é por atividades mais práticas em sala de aula. Diante disso, a Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC) têm publicado com frequência Casos de Ensino que buscam auxiliar os docentes a levarem à sala de aula atividades práticas, replicando situações vivenciadas nas empresas.

Em seu último número (v. 11, n. 3, 2017), a REPeC publicou o estudo “Liquidez ou Solvência, de Quem é a Culpa? A Análise Econômico-Financeira de uma Instituição Financeira”, de autoria de José Américo Pereira Antunes, Renata Sol Leite Ferreira da Costa e José Elias Feres de Almeida, que ilustrou o uso de conceitos associados à liquidez e à solvência para suportar a tomada de decisões estratégicas de longo prazo. Em seus resultados, o Banco Y apresentou rápido crescimento da carteira de crédito, nos últimos anos, apoiado em uma estratégia de alongamento de prazos, que não foi acompanhado na mesma proporção pelo seu patrimônio líquido, levando ao aumento da alavancagem e à compressão do capital regulamentar. Insatisfeitos, os sócios discordavam quanto às causas do insucesso: seria um problema de liquidez, consequência da estratégia de alongamento da carteira de crédito, ou seria um problema de solvência, pois, além de ilíquida, a carteira seria também inadimplente?

Convido você a realizar a leitura deste Caso de Ensino e, também, a conhecer outros Casos publicados pela REPeC, os quais podem ajudar a tornar suas aulas ainda mais interessantes.

Link do artigo: AQUI

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Disclosure na Internet em Empresas Latino Americanas


A Revista Gestão, Finanças e Contabilidade (RGFC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) publicou em seu volume 7, número 3, uma pesquisa desenvolvida em meu grupo de pesquisa, o Contabilidade e Mercado de Capitais (COMECA), por duas alunas de iniciação científica da UFPB, sob minha orientação.

Esta pesquisa faz uma análise sobre a divulgação de informações financeiras das empresas nos principais países da América Latina, comparando-os por meio de um índice de disclosure. Este estudo é parte integrante de uma pesquisa realizada por mim e pela Talieh Ferreira, também integrante do COMECA, o qual foi divulgado anteriormente neste blog AQUI.

Abaixo apresento os dados deste artigo:

ANÁLISE DA DISCLOSURE NA INTERNET DAS COMPANHIAS ABERTAS NA AMÉRICA LATINA

Maria Natalice Francelino da Silva
Thamirys de Sousa Correia
Orleans Silva Martins

RESUMO
O objetivo desse estudo foi estimar e analisar o Índice de Divulgação Corporativa na Internet (ICDI) das empresas latino-americanas que negociaram suas ações nas principais bolsas de valores da América Latina no ano de 2014. Para isso foram coletados os dados de 747 empresas de capital aberto por meio de seus sites corporativos. Foi estimado o ICDI com o auxílio de uma Análise dos Componentes Principais (ACP) e, em seguida, o mesmo foi analisado por meio de estatísticas descritivas, de análise de correlação e de testes de médias. O ICDI geral encontrado foi de 57,38%, indicando que todas as empresas analisadas divulgaram pouco mais que a metade dos itens requeridos pelo índice. A maior média por país foi apresentada pelo Brasil (63,44%), seguido pelo Chile (58,46%), México (46,97%) e Argentina (43,81%). Na análise de correlação pode-se verificar que as cinco seções do índice são positiva e estatisticamente correlacionadas, o que reforça sua robustez em representar a disclosure das empresas. E no que se refere às diferenças de médias entre os países, apenas o Chile não apresentou médias estatisticamente diferentes entre os demais países analisados. Assim, entre as contribuições deste estudo, destaca-se a estimação de um nível de divulgação para os principais países dessa região, relevando que, apesar das facilidades de acesso a tais informações pela internet, o nível de divulgação ainda é pouco superior à metade daqueles exigidos pelo índice estimado.

Palavras-chave: Divulgação; Transparência; Internet.

Referência:
SILVA, M. N. F.; CORREIA, T. S.; MARTINS, O. S. Análise da disclosure na internet das companhias abertas na América Latina. Revista Gestão, Finanças e Contabilidade, v. 7, n. 3, p. 4-22, set./dez. 2017.

Disponível AQUI.

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sábado, 12 de agosto de 2017

[livro] Manual do Pequeno Investidor em Ações


Há tempos queria postar a resenha deste livro que li já faz algum tempo, mas que para mim é um dos mais didáticos e agradáveis sobre o mercado de ações no Brasil. Breve e com linguagem acessível, ele dá uma boa noção do funcionamento do nosso mercado e ainda explica técnicas de reduzir a tributação sobre o ganho de capital com as ações.

Livro: MANUAL DO PEQUENO INVESTIDOR EM AÇÕES

Autor: Fábio Portela L. de Almeida, servidor público, pequeno investidor, aplicando parte do rendimento do seu trabalho.

A história do Fábio Almeida se assemelha a de muitos brasileiros que aplicam no mercado de ações (assim como o que vos escreve). Servidor público de carreiro, ele buscou no mercado de ações construir um patrimônio ao longo do tempo, de forma que fosse capaz de prover a segurança de sua família.

O Fábio entrou no mercado em 2006, em pleno período de euforia e, logo à frente, encarou a crise de 2008. Investidor baseado em fundamentos, faz diferentes referências ao Benjamin Graham ao longo de seu livro, citando sua estratégia de buy and hold.

De forma didática, seu livro é direto e dividido em seis partes, resumidas a seguir.

1) Você está preparado para investir em ações? Nesta seção ele dá noções básicas sobre porque investir em ações, sobre a diferença entre abrir um negócio e investir em ações, e destaca que ações são investimento para o longo prazo, com vista em sua independência financeira. E resume: não é preciso ser um gênio para investir em ações, basta ter controle emocional, diversificar seu investimento e ter um "colchão" de segurança.

2) Introdução ao investimento em ações: aqui explica o que é uma ação, o que representa um "ticker", quais os direitos dos acionais, porque os preços das ações variam tanto, quais os riscos de se investir em ações e as diferenças entre análise fundamentalista e análise técnica.

3) Começando a investir em ações: nesta seção o Fábio detalha os primeiros passos, desde a escolha da corretora, passando pelas recomendações de analistas, pela diferença entre investir em um fundo de ações ou em uma ação individual, assim como discute a rentabilidade que se deve esperar das ações. Também destaca que as ações podem proteger o seu patrimônio da inflação (o que é bastante razoável no Brasil) e explica quando começar a investir em ações.

O pulo do gato (economia de imposto de renda): nesta parte, o Fábio destaca uma importante estratégia para o pequeno investidor, que apesar de parecer óbvia, passa despercebida por vários (já verifiquei isso com colegas investidores). No Brasil, há isenção de imposto de renda sobre os ganhos de capital com a venda de ações em valor inferior a R$ 20mil por mês (total). Assim, ele sugere que, ao utilizar o buy and hold e possuir ações compradas há algum tempo que apresentem razoável valorização, você pode vendê-las e recomprá-las em valor inferior a R$ 20mil (talvez no mesmo dia), para realizar seu ganho até aquele preço. Isso o livrará de pagar imposto de renda sobre esse montante, quando decidir vender suas ações, especialmente se a venda total superar R$ 20mil. Quando falo que "talvez no mesmo dia" é se você recomprar acima do valor vendido (mesmo que recompre alguns centavos acima, valerá apenas porque você não pagará o imposto de renda). Se recomprar no mesmo dia por um valor inferior pode incorrer em day trade e ter que pagar o imposto. Eu mesmo já utilizei esta estratégia em final de mês (mas não no último dia), vendendo, por exemplo, no dia 25 e recomprando no dia 26 (várias vezes já tive a sorte de recomprar por um valor menor, pois eu deixava para vender em dias em que a ação apresentava forte valorização). Mas afirmo, eu sou buy and hold, mas só realizava a venda/recompra quando minhas ações apresentavam boa valorização e eu tinha razoável certeza da variação do seus preços naquele período.

4) Descobrindo o quanto vale uma empresa: fundamento, essa é a palavra chave. Como citado anteriormente, o Fábio faz bastante referência ao Benjamim Graham, logo, comenta como comprar ações por menos do que vale e fala do poder dos juros compostos. Isto é, há diferença entre o valor e o preço.

5) Buy and Hold: investindo para o longo prazo! Há diferença entre investir e especular, e o sucesso dessa estratégia consiste em adquirir boas empresas, por um valor justo, e mantê-las para o futuro. Para isso, como aponta o Warren Buffet, é essencial identificar empresas com vantagens competitivas duradouras!

6) Erros comuns que você pode evitar: o grand finale. Quem quer ganhar dinheiro, tem que aprender a perder dinheiro! Ações são títulos com rendimento variável, logo, em alguns momentos pode apresentar reduções em seu preço (que é diferente de seu valor). Voltando à seção 1, é preciso ter paciência e controle emocional. E não seguir sugestões, dicas ou "a boiada", no típico movimento de manada em que todos correm na mesma direção (que pode ser um precipício).

Ao final, o Fábio conclui o livro com considerações finais sobre suas observações e estratégias.

Destaco, por fim, que este é apenas um resumo do livro, sugiro que o leiam para que observem a riqueza dos detalhes de sua experiência como "pequeno investidor".

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Congresso ANPCONT 2018



Congresso ANPCONT 2018 vem à João Pessoa!

A ser realizado na capital paraibana, o XII Congresso ANPCONT ocorrerá entre os dias 09 e 12 de junho de 2018.

Local e programação ainda não foram definidos, mas em breve vocês terão mais informação.

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sábado, 5 de agosto de 2017

[livro] Faça Fortuna com Ações


Particularmente eu sou um daqueles investidores que gostam de literatura nacional. Habitualmente procuro por bons livros que retratem o mercado brasileiro (infelizmente são poucos). Na literatura sobre investimentos, temos excelentes livros, mas a maioria retrata o mercado norte-americano (como O Investidor Inteligente, Investindo em Ações no Longo Prazo, Ações Comuns Lucros Extraordinários, Security Analysis etc.). O Faça Fortuna com Ações: Antes que Seja Tarde é talvez um dos mais conhecidos e mais antigos do mercado brasileiro, por isso decidi contar minha experiência e percepção sobre essa leitura, fazendo esta breve Resenha.

Livro: FAÇA FORTUNA COM AÇÕES: ANTES QUE SEJA TARDE

Autor: Décio Bazin, jornalista e investidor

O Décio Bazin (autor) foi um jornalista e investidor que durante muito tempo antes de publicar o livro escreveu sobre o mercado de ações para o jornal “Gazeta Mercantil” e para a revista “Balanço Financeiro”. Com isso, ele enrique o livro, ao final de cada capítulo, com a adição de seus artigos relacionados ao tema do capítulo e publicados por aqueles veículos de comunicação.

O livro é um clássico nacional, pois além de contar as estratégias de investimentos e observações que o Bazin fazia ao longo de sua experiência com a bolsa de valores, contando como era nossa bolsa naquele período (tendo em vista que o livro foi publicado em 1992, quando o mercado era bem diferente de hoje, com republicações até hoje). Como o próprio subtítulo do livro já diz: "Profissional do Mercado mostra o caminho através do fascinante mundo da Bolsa".

Com um conteúdo fortemente relacionado à análise fundamentalista, Bazin é cético ao desacreditar a análise técnica e focar na importância dos números contábeis das empresas. Boa parte do livro ele destina a criticar os papéis de especuladores e manipuladores no mercado. Para o Bazin, "fazer fortuna com ações" é resultado de muito estudo dos números contábeis e investimento em boas empresas pagadoras de dividendos. Utilizando o termo "cash yield" para designar a remuneração dos dividendos em relação ao preço da ação, ele determina 6% de retorno sobre o preço da ação como taxa mínima de atratividade, indicando a substituição de empresas que não atendam a esse critério por períodos consecutivos.

O livro é divido em dois, tratando, na primeira parte, dos seguintes temas: i) introdução, ii) a ação e o preço, iii) por que investir em ações, iv) fórmulas para investir, e v) o investidor vai desaparecer. Na segunda parte, trata de: i) o mercado, ii) cinco personagens, iii) os que atrapalham o mercado, e v) apêndice.

Como um clássico nacional, recomendo a leitura àqueles que se interessam pelo mercado de ações, sejam investidores já experientes ou iniciantes, pois terão a oportunidade de ter uma visão "vintage" do mercado de ações no Brasil, conhecendo o famoso "Método Bazin", apregoado por algumas consultorias de investimento atualmente.

Portanto, boa leitura e faça a sua fortuna!

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Disclosure na Internet, Risco e Retorno em Empresas na América-Latina


No segundo número de 2017 da Revista de Administração Mackenzie (RAM), a Talieh Ferreira e Eu tivemos a oportunidade de publicar o artigo fruto de sua dissertação de mestrado, sob minha orientação, cujo título apresento abaixo.


ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE DISCLOSURE NA INTERNET, RISCO E RETORNO EM COMPANHIAS LATINO-AMERICANAS.

Talieh Shaikhzadeh Vahdat Ferreira
Orleans Silva Martins

O trabalho faz uma análise nos principais mercados de capitais da América Latina buscando relacionar o volume de informações disponibilizadas pelas empresas em seus sites, com seus riscos e retornos no mercado. Abaixo detalho as principais informações da pesquisa, e disponibilizo o link para acesso gratuito ao artigo completo.

Objetivo: 
Este estudo buscou analisar as relações entre a disclosure de informações divulgadas na internet, o risco de informação e o retorno das empresas na América Latina.

Originalidade/lacuna/relevância/implicações:
Este estudo se diferencia dos anteriores já que preenche uma lacuna na literatura ao relacionar uma medida de disclosure na internet com o risco e o retorno das empresas na América Latina, uma vez que nessa literatura só é possível identificar estudos que analisam tais variáveis de forma independente ou com relação a outros fatores.

Principais aspectos metodológicos:
A amostra contou com 758 empresas listadas nas quatro principais bolsas latino-americanas (Argentina, Chile, Brasil e México) que tiveram seu nível de disclosure quantificado e verificadas as relações com o risco e o retorno por meio de regressões Tobit.

Síntese dos principais resultados:
Os resultados evidenciam que é possível observar que a emissão de ADR, o tamanho e a liquidez afetam as relações entre disclosure, risco e retorno. Ainda, que a disclosure na região tem avançado ao longo dos anos, com destaque para o Brasil. Porém, não foram identificadas diferenças significantes entre os países, ao ponto de impactar as relações com o risco e o retorno das empresas.

Principais considerações/conclusões:
Suas principais contribuições são a ampliação das evidências sobre essas variáveis, relacionando-as entre si em mercados emergentes.

Keywords: Disclosure; Índice; Informação; Mercado de capitais; América Latina.

Referência:
FERREIRA, TALIEH SHAIKHZADEH VAHDAT; MARTINS, ORLEANS SILVA. ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE DISCLOSURE NA INTERNET, RISCO E RETORNO EM COMPANHIAS LATINO-AMERICANAS. Rev. Adm. Mackenzie [online]. 2017, vol.18, n.2, pp.154-183. ISSN 1678-6971.
http://dx.doi.org/10.1590/1678-69712016/administracao.v18n2p154-183.

Disponível AQUI.

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fome de Poder: A História do McDonald's


Recentemente tive a oportunidade de assistir ao filme Fome de Poder (do original americano The Founder). Uma interessante trama sobre hambúrgueres, negócios, empreendedorismo e persistência.
Valeu à pena, e conto porquê!

Como se já não bastasse a impressionante rede de lanchonetes que já é o McDonald's (alimentando cerca de 1% da população mundial todos os dias), a história de crescimento da rede também é fantástica. Tudo se iniciou com dois irmãos criativos e uma minúscula lanchonete no interior dos Estados Unidos há décadas atrás!

O filme conta a história de Ray Kroc, que adquire uma participação na revolucionária lanchonete de hambúrgueres dos irmãos Richard e Maurice Mac McDonald, no sul da Califórnia - Estados Unidos. Aos poucos Ray vai tomando a frente do negócio, visionário como era, até se tornar o proprietário de toda a rede, tirando os irmãos McDonald do negócio, proibindo-os, inclusive, de usarem seu próprio sobrenome em novos negócios.

Não contarei mais detalhes para não dar spoilers desagradáveis sobre o filme. Essa é minha sugestão para o momento!

Mais informações AQUI.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

[Livro] Contabilidade Comportamental: Conceitos e Aplicações



Em primeira mão, tenho a satisfação de divulgar o livro Contabilidade Comportamental: Conceitos e Aplicações.

Esta obra é fruto da disciplina "Contabilidade Comportamental" do curso de doutorado em Ciências Contábeis do Programa Multinstitucional e Inter-Regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da UnB/UFPB/UFRN. 

Ao longo de alguns anos, o Prof. Dr. José Dionísio Gomes da Silva conduziu a realização de algumas pesquisas nesta área e, em 2016, resolveu convidar os seus ex-alunos a montarem este livro, que é um diferencial por ainda não existir no Brasil um livro específico nesta área.

Eu sou responsável pela elaboração do capítulo 5, que trata da "dependência da forma no comportamento do profissional contábil face à adoção dos novos padrões contábeis internacionais", em conjunto com a Diana Vaz de Lima e o professor Dionísio.

Convidamos todos a baixarem gratuitamente o livro (AQUI) e utilizarem eu seus estudos e carreira profissional.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Editor da Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC)


Desde de 2016 que eu faço parte do Corpo Editorial da Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC), revista mantida pela Academia Brasileira de Ciências Contábeis (ABRACICON). Naquele ano, na qualidade de Editor Adjunto, tive a oportunidade de trabalhar com o Prof. Dr. Valcemiro Nossa, editor geral da REPeC.

Em 2017, com o término do seu segundo mandato como Editor Geral, fui convidado a ocupar esta importante posição na REPeC. 

Este é um grande desafio profissional, tendo em vista a representatividade e relevância que a REPeC tem no âmbito da pesquisa em contabilidade no país. Desejem-me sorte!

Assim, convido-os a visitarem o site da REPeC, lerem seus artigos e curtirem sua página no Facebook.


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terça-feira, 28 de março de 2017

Mulheres no Conselho de Administração Afetam o Desempenho da Empresa?


Recentemente tive uma pesquisa desenvolvida com o Prof. Dr. Cláudio Pilar da Silva Júnior, da Universidade Federal de Sergipe, publicada pela Revista Sociedade, Contabilidade e Gestão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O trabalho aborda a relação da presença das mulheres nos conselhos de administração das empresas de capital aberto no Brasil com seus desempenhos. Abaixo apresento o título e resumo do artigo científico, que pode ser acessado completa e gratuitamente no link no final desta página.

Mulheres no Conselho Afetam o Desempenho Financeiro? Uma Análise da Representação Feminina nas Empresas Listadas na BM&FBOVESPA

Claudio Pilar da Silva Júnior
Orleans Silva Martins

Resumo

Diante da crescente participação feminina no mercado de trabalho e, consequentemente, nos cargos de alta importância, o presente artigo teve por objetivo analisar a influência da participação feminina nos conselhos de administração sobre a performance das organizações. Utilizando uma amostra composta pelas empresas mais líquidas listadas na BM&FBovespa, nos períodos de 2010 a 2013, o presente estudo utilizou as variáveis: percentual de presença feminina e a dummy para presença feminina nos conselhos como proxies para análise da influência feminina sobre o desempenho financeiro das empresas. Observou-se que em média 63% das empresas analisadas não apresentam mulheres em seu conselho de administração. Adicionalmente, verificou-se uma baixa representação feminina nos conselhos, apresentando um percentual de 5,6%, em média, do gênero feminino nos conselhos de administração analisados. Inicialmente, comparando-se as características das organizações com e sem a presença feminina, observou-se que as empresas que possuíram uma diversidade de gênero apresentaram um melhor desempenho, capturados pelo Q de Tobin e pelo ROA, não se podendo rejeitar a hipótese de que as empresas com presença feminina no conselhos de administração apresentam um desempenho financeiro maior do que as sem. Contrariando as evidências de estudos internacionais, não foi possível observar uma relação de endogeneidade na relação entre desempenho e a presença feminina nos conselhos de administração. Nesse sentido, buscou-se averiguar a relação entre a presença feminina e o desempenho financeiro por meio da estimação em mínimos quadrados ordinários e também pela utilização da regressão quantílica. Os resultados demonstraram que a presença feminina influenciou positivamente no desempenho financeiro, não se podendo rejeitar a Hipótese 2 da pesquisa.

Texto Completo: AQUI.

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Governança Corporativa para Criação de Valor



Recentemente concedi uma entrevista ao programa Conta+ do amigo Rodrigo Leone, que foi transmitida pela RCTV (canal 27 da Net). Abaixo disponibilizo os dois blocos da entrevista.


Parte 1 de 2


Parte 2 de 2


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segunda-feira, 6 de março de 2017

[livro] Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações


Dentro do projeto de Resenhas Críticas de livros, apresento a “bola da vez” ou, talvez, a “pequena bola da vez”!

Ainda no tema investimentos, mais especificamente na área de avaliação de empresas (valuation), apresento um “livro de bolso” daquele que é considerado mundialmente como o “guru da valuation”, o indiano Aswath DAMODARAN.

Autor de diversos livros sobre avaliação de empresas (e ativos), Damodaran lançou em 2011 um pequeno livro, de cunho introdutório, chamado “The Little Book of Valuation: How to Value a Company, Pick a Stock, and Profit”. No Brasil, em 2012 chegou a versão em português, chamada: “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações”. E hoje falo um pouco sobre esta obra.

Livro: VALUATION: COMO AVALIAR EMPRESAS E ESCOLHER AS MELHORES AÇÕES

Autor: Aswath Damodaran, professor de finanças da Universidade de Nova Iorque.

O livro “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações” certamente vai proporcionar uma agradável e rápida leitura àqueles interessados em adentrarem no mundo da valuation. Em suas cerca de 200 páginas em folha A5 e com grandes letras, Damodaram aborda de maneira resumida e quase “informal” os principais fundamentos de uma boa avaliação, em onze capítulos, distribuídos em três seções metaforicamente denominadas de: “Saia na Frente” (fundamentos da avaliação), “Do Berço ao Túmulo” (ciclo de vida da avaliação), e “Quebrando o Molde” (situações especiais em avaliação).

De forma geral, não são apresentadas muitas fórmulas e modelos de avaliação, com complexas variáveis e estimadas de fluxos de caixa das empresas. O livro em si é bastante introdutório, oferecendo ao leitor uma noção geral do que é uma avaliação de empresas, destacando seus principais fundamentos, destaques na estimativa e na análise e as utilidades desses modelos. Segundo o próprio Damodaran: “este livro oferecerá as ferramentas aos que quiserem tentar e ensinará alguns atalhos aos que preferirem manter-se mais à distância” do processo de avaliação.

Na primeira seção (Saia na Frente), Damodaran destaca que o “valor” é mais que um número, que é preciso conhecer a empresa que se está avaliando, tendo a noção de que todo processo de avaliação pode conter vieses (tendências). Destaca que a maioria das avaliações está errada, mesmo as boas, pois os modelos de avaliação apenas aproximam um valor da empresa. Isso tendo em vista que o processo de valuation envolve o valor do dinheiro no tempo (fluxo de caixa), o risco e o crescimento do negócio, os quais são tratados usualmente por meio de modelos estatísticos para se encontrar o valor intrínseco da empresa. E para isso, é indispensável a obtenção de inputs (dados) confiáveis, com destaque para os dados contábeis das companhias. Isso tendo em vista uma avaliação com base em um modelo de desconto de fluxos de caixa. Há, ainda, a avaliação relativa, na qual são utilizados múltiplos de desempenho da empresa para compará-la a outras companhias, no sentido de descobrir se ela está sobre ou subavaliada (mais cara ou mais barata que empresas semelhantes).

Na segunda seção (Do Berço ao Túmulo), a discussão é pautada no ciclo de vida das companhias. Isto é, avaliar empresas em diferentes estágios de ciclo de vida não é tarefa fácil, pois elas apresentam taxas de crescimento diferentes. Ainda, as empresas jovens dispõem de menos dados que sejam utilizados como inputs nos modelos de valuation. Ainda, como o crescimento é um elemento essencial nesses modelos, sua variação pode afetar (e muito) o valor encontrado em cada modelo. Assim, deve-se atentar para os períodos de alto crescimento, de crescimento, de estabilidade e, ainda, para períodos de decadência (chamado por Damodaran de apocalipse).

A terceira e última seção (Quebrando o Molde) fala de algumas situações especiais em avaliação, as quais também precisam de atenção especial. Por exemplo, cita-se os casos dos bancos, que habitualmente têm altos índices de endividamento e baixo patrimônio líquido (proporcionalmente); de empresas cíclicas e de commodities, que têm alta volatilidade em seus fluxos de caixa; assim como de empresas com altos volumes de ativos intangíveis, as quais possuem o “valor invisível”, com maior dificuldade de ser estimado.

Bem, como tenho dito, este é apenas um aperitivo do livro (que já é um aperitivo sobre valuation). Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Qualidade da Governança Corporativa no Brasil


A governança corporativa tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil, especialmente nos últimos anos, devido a problemas identificados em diferentes empresas de capital aberto. E apesar da existência de segmentos de mercado especialmente criados para diferenciar as empresas com melhores práticas de governança (qualidade), não é estranho observar problemas de governança nas empresas que estão no segmento mais alto (Novo Mercado).

Portanto, conduzi uma pesquisa de iniciação científica desenvolvidas pelas alunas Thamirys de Sousa Correia e Maria Natalice Francelino da Silva, ambas da UFPB, que culminou no artigo que lhes apresento, publicado no final de 2016 na Revista Contexto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Abaixo disponibilizo os dados da pesquisa e o link para a pesquisa completa, no site da revista.

Boa leitura!

QUALIDADE DA GOVERNANÇA CORPORATIVA DAS EMPRESAS NO MERCADO BRASILEIRO DE CAPITAIS

Thamirys de Sousa Correia
Maria Natalice Francelino da Silva
Orleans Silva Martins

RESUMO
Este artigo tem o objetivo de estimar um índice de qualidade da governança corporativa para as empresas que negociaram suas ações na BM&FBOVESPA e relacioná-lo aos diferentes níveis de Governança Corporativa nos quais elas estiveram listadas no período de 2010 a 2013. Para isso, é realizada uma revisão de literatura que aborda as principais dimensões da governança corporativa. Ademais, a partir dos formulários de referência das empresas listadas na BM&FBOVESPA no período de 2010 a 2013, foram coletados os dados relativos a sete dimensões de governança, sendo: conselho de administração, estrutura de propriedade, incentivos aos administradores, disclosure, relação com investidores, comitê de auditoria e assimetria de informação. Também, pela Análise de Componentes Principais (ACP), foi construído um Índice de Qualidade da Governança Corporativa (IQGC), tendo sua composição analisada com o auxílio de análises de correlação e de testes de diferença de médias. Nos resultados, pode-se observar que o IQGC médio das empresas foi de 0,631, sendo verificada uma diferença estatisticamente significante do IQGC entre as empresas listadas nos segmentos diferenciados de governança e o segmento tradicional. Quanto às peculiaridades das dimensões, destacam-se a entrega do relatório no prazo, o free float, o uso dos serviços de auditoria das “big four” e a independência do conselho de administração. Como principais contribuições do estudo, destacam-se a construção de um Índice de Governança Corporativa (IGC) mais robusto, com a mensuração de sete dimensões significativamente correlacionadas entre si, além da ratificação da importância dos segmentos diferenciados da BM&FBOVESPA.

Pesquisa completa AQUI.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Começando a Resenha!


Ao longo dos últimos anos, tenho observado diversas discussões e questionamentos sobre bons livros na área de investimentos, seja em fóruns de investidores, em salas de aula ou mesmo em conversas com amigos.

O tema “investimento” desperta o interesse de diferentes públicos, seja aquele indivíduo que possui a capacidade de resguardar apenas uma pequena parte do seu salário, ou aquele que possui grandes recursos financeiros para aplicação. Difere também a formação dos interessados, alguns formados na área de negócios, outros na área de saúde, ou até aquele que não teve uma formação superior.

Por essas razões, escolher um livro para obtenção de conhecimentos sobre investimentos, ou mesmo indicar um livro a alguma pessoa, não é uma tarefa fácil. Melhor seria se fosse possível “degustar” o livro de forma resumida, para saber se o seu conteúdo é aquilo mesmo que se está procurando.

Pensando nisso, decidi criar uma seção neste blog para, periodicamente, publicar pequenas resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, sejam acadêmicos ou literários, destacando seus pontos fortes e fracos, indicando suas melhores aplicações.

O primeiro deles é um clássico do mundo dos investimentos, chamado INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO. Esta será minha próxima postagem.

Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Confira na postagem a seguir!

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[livro] Investindo em Ações no Longo Prazo


Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Livro: INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO

Autor: Jeremy J. Siegel, professor de finanças da Universidade da Pensilvânia.

O livro INVESTINDO EM AÇÕES NO LONGO PRAZO certamente é um clássico no mundo inteiro. Como diz seu subtítulo é “O Guia Indispensável do Investidor no Mercado Financeiro”. Em sua 5ª edição, publicada em 2015 na versão em português pela editora Bookman, o livro já traz em sua contracapa imponentes comentários de importantes jornais acerca de sua qualidade. Com os quais eu concordo.

Acerca do livro, em geral, digo que é muito bom! Valeu a pena cada real investido nele. É rico em conhecimento não só sobre o mercado de ações, mas também aborda o mercado de dívida, de renda fixa, os períodos de crise, o desempenho da economia, as finanças comportamentais, entre outros. Sua abordagem é ampla, sem deixar de ser detalhada em cada um de seus capítulos. Há muitos dados do mercado norte-americano, os quais suportam cada afirmação do autor. Por essa razão, talvez para um iniciante ele seja um pouco “denso”, “pesado”. Eu não o indico para alguém que vai ler seu primeiro livro sobre investimentos, mas para alguém que já tem uma pequena noção, pois tirará mais proveito ao se deparar com temas, chavões e expressões mercadológicas frequentes nessa área. Pena que se restrinja ao mercado dos Estados Unidos, todavia, devido à forte correlação desse mercado com todos os outros mercados do mundo (por ser o maior), suas lições podem ser exportadas para esses outros mercados.

O livro está dividido 24 capítulos, distribuídos em 5 partes.

Na primeira parte, aborda-se os retornos das ações no passado, presente e futuro. Iniciando com fatores históricos, o Jeremy aborda temas como o retorno das ações em períodos de pico de preços, assim como os períodos de crise, com destaque para a crise dos subprime de 2008. Ainda, aborda a crise dos benefícios sociais, assim como a reação do mercado a essas crises.

A segunda parte aborda fatores históricos, chamada de “o veredito da história”. Destacando o retorno das ações no mercado dos EUA desde 1802, mostrando porque no longo prazo as ações são menos arriscadas do que os títulos. Alternativamente, aborda a formação e negociação de índices, assim como o impacto dos impostos sobre o retorno das ações. Destaca indicadores de lucro e dividendos e parâmetros para avaliar as ações.

Na parte III é destacado como o ambiente econômico afeta as ações. Explica-se o padrão ouro e sua extinção, o reflexo das políticas monetárias, o impacto da inflação, assim como a relação do preço das ações com os ciclos econômicos. O que move o mercado? Nem sempre seus movimentos estão atrelados a fatores específicos, e outras vezes quando se espera uma reação positiva vem uma avalanche descendo com tudo! Ou vice-versa.

A quarta parte é voltada às oscilações das ações no curto prazo. Nesta parte há atenção especial à volatilidade dos mercados. Fundos negociados em bolsas, futuros de índices, arbitragem, ETFs... como lidar com esses elementos em períodos de alta oscilação dos preços, chegando a suspender o pregão na bolsa? Como tratar as anomalias de mercado e como se proteger das armadilhas psicológicas? Aqui há uma atenção final às finanças comportamentais.

A quinta e última parte, menor e certamente mais atraente ao leitor, fala da construção de riqueza por meio de ações. Certamente de forma proposital, o Jeremy J. Siegel deixou a melhor parte para o final, não por crueldade, mas com certeza porque, para se construir riqueza com ações, é preciso atenção a todos os elementos antes discutidos, desde crises e riscos, passando por volatilidade, anomalias e armadilhas psicológicas, para se chegar ao esperado retorno (e riqueza). Assim, ao final se discute o desempenho de fundos e a indexação dos investimentos, assim como a estrutura de uma carteira para um crescimento de longo prazo.

Com isso, encerro minha resenha crítica. Isto é apenas um aperitivo. Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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Vem aí o Congresso ANPCONT 2017


O Congresso ANPCONT é um evento de importante significado acadêmico-científico da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (ANPCONT). Este evento proporciona a interação da comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, representando um meio de divulgação da produção técnico-científica na área das Ciências Contábeis.

A submissão de trabalhos pode ser feito para as sessões de apresentação de artigos científicos, para as sessões do Consórcio Mestral e Doutoral e para as sessões da Mostra de Iniciação Científica.

Informações

Título do evento: XI Congresso ANPCONT
Período do evento: 03 a 06 de junho de 2017
Local de realização: Hotel Mercure Belo Horizontes Lourdes - Centro de Convenções Planetarium
Número estimado de participantes: 300 pessoas
Abrangência do evento: Internacional
Tipos de Trabalhos: Artigos Científicos, Projetos de Dissertação de Mestrado, Projetos de Tese de Doutorado e Trabalhos de Iniciação Científica.

Saber mais AQUI

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ano Novo, Vida Nova?


A cada início de ano, habitualmente buscamos colocar em prática nossos novos planos e expectativas de mudanças. Em geral, buscamos avançar em nossas ideias e melhorar como pessoas.

Pois bem, estando em falta já há algum tempo com este blog, também há tempos planejo a realização de algumas mudanças e melhorias, para as quais não encontrei tempo no ano passado.

Já em 2017 dediquei alguns dias das minhas férias para cumprir essa missão e, como habitualmente as pessoas fazem, decidi colocar meus novos planos em prática!

A partir de 2017 o Blog Informação Contábil passará a contar com menos notícias e mais conteúdos mais espontâneos, como publicação de minhas pesquisas, artigos críticos, comentários e sugestões de livros e artigos na área de negócios, entre outros temas de interesse.

Para iniciar, fiz a atualização de todos os links do blog, reunindo os endereços das principais revistas e eventos científicos, assim como dos programas de mestrado e de doutorado em contabilidade no Brasil. Também faço boas sugestões de outros blogs de colegas professores.

Espero que aproveitem e interajam com comentários, perguntas e sugestões.

Tenham um excelente 2017. E como dizia um certo mexicano colorado: SIGAM-ME OS BONS!

Att,

Orleans Martins

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