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quinta-feira, 23 de março de 2017

Governança Corporativa para Criação de Valor



Recentemente concedi uma entrevista ao programa Conta+ do amigo Rodrigo Leone, que foi transmitida pela RCTV (canal 27 da Net). Abaixo disponibilizo os dois blocos da entrevista.


Parte 1 de 2


Parte 2 de 2


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações


Dentro do projeto de Resenhas Críticas de livros, apresento a “bola da vez” ou, talvez, a “pequena bola da vez”!

Ainda no tema investimentos, mais especificamente na área de avaliação de empresas (valuation), apresento um “livro de bolso” daquele que é considerado mundialmente como o “guru da valuation”, o indiano Aswath DAMODARAN.

Autor de diversos livros sobre avaliação de empresas (e ativos), Damodaran lançou em 2011 um pequeno livro, de cunho introdutório, chamado “The Little Book of Valuation: How to Value a Company, Pick a Stock, and Profit”. No Brasil, em 2012 chegou a versão em português, chamada: “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações”. E hoje falo um pouco sobre esta obra.

Livro: VALUATION: COMO AVALIAR EMPRESAS E ESCOLHER AS MELHORES AÇÕES

Autor: Aswath Damodaran, professor de finanças da Universidade de Nova Iorque.

O livro “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações” certamente vai proporcionar uma agradável e rápida leitura àqueles interessados em adentrarem no mundo da valuation. Em suas cerca de 200 páginas em folha A5 e com grandes letras, Damodaram aborda de maneira resumida e quase “informal” os principais fundamentos de uma boa avaliação, em onze capítulos, distribuídos em três seções metaforicamente denominadas de: “Saia na Frente” (fundamentos da avaliação), “Do Berço ao Túmulo” (ciclo de vida da avaliação), e “Quebrando o Molde” (situações especiais em avaliação).

De forma geral, não são apresentadas muitas fórmulas e modelos de avaliação, com complexas variáveis e estimadas de fluxos de caixa das empresas. O livro em si é bastante introdutório, oferecendo ao leitor uma noção geral do que é uma avaliação de empresas, destacando seus principais fundamentos, destaques na estimativa e na análise e as utilidades desses modelos. Segundo o próprio Damodaran: “este livro oferecerá as ferramentas aos que quiserem tentar e ensinará alguns atalhos aos que preferirem manter-se mais à distância” do processo de avaliação.

Na primeira seção (Saia na Frente), Damodaran destaca que o “valor” é mais que um número, que é preciso conhecer a empresa que se está avaliando, tendo a noção de que todo processo de avaliação pode conter vieses (tendências). Destaca que a maioria das avaliações está errada, mesmo as boas, pois os modelos de avaliação apenas aproximam um valor da empresa. Isso tendo em vista que o processo de valuation envolve o valor do dinheiro no tempo (fluxo de caixa), o risco e o crescimento do negócio, os quais são tratados usualmente por meio de modelos estatísticos para se encontrar o valor intrínseco da empresa. E para isso, é indispensável a obtenção de inputs (dados) confiáveis, com destaque para os dados contábeis das companhias. Isso tendo em vista uma avaliação com base em um modelo de desconto de fluxos de caixa. Há, ainda, a avaliação relativa, na qual são utilizados múltiplos de desempenho da empresa para compará-la a outras companhias, no sentido de descobrir se ela está sobre ou subavaliada (mais cara ou mais barata que empresas semelhantes).

Na segunda seção (Do Berço ao Túmulo), a discussão é pautada no ciclo de vida das companhias. Isto é, avaliar empresas em diferentes estágios de ciclo de vida não é tarefa fácil, pois elas apresentam taxas de crescimento diferentes. Ainda, as empresas jovens dispõem de menos dados que sejam utilizados como inputs nos modelos de valuation. Ainda, como o crescimento é um elemento essencial nesses modelos, sua variação pode afetar (e muito) o valor encontrado em cada modelo. Assim, deve-se atentar para os períodos de alto crescimento, de crescimento, de estabilidade e, ainda, para períodos de decadência (chamado por Damodaran de apocalipse).

A terceira e última seção (Quebrando o Molde) fala de algumas situações especiais em avaliação, as quais também precisam de atenção especial. Por exemplo, cita-se os casos dos bancos, que habitualmente têm altos índices de endividamento e baixo patrimônio líquido (proporcionalmente); de empresas cíclicas e de commodities, que têm alta volatilidade em seus fluxos de caixa; assim como de empresas com altos volumes de ativos intangíveis, as quais possuem o “valor invisível”, com maior dificuldade de ser estimado.

Bem, como tenho dito, este é apenas um aperitivo do livro (que já é um aperitivo sobre valuation). Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Qualidade da Governança Corporativa no Brasil


A governança corporativa tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil, especialmente nos últimos anos, devido a problemas identificados em diferentes empresas de capital aberto. E apesar da existência de segmentos de mercado especialmente criados para diferenciar as empresas com melhores práticas de governança (qualidade), não é estranho observar problemas de governança nas empresas que estão no segmento mais alto (Novo Mercado).

Portanto, conduzi uma pesquisa de iniciação científica desenvolvidas pelas alunas Thamirys de Sousa Correia e Maria Natalice Francelino da Silva, ambas da UFPB, que culminou no artigo que lhes apresento, publicado no final de 2016 na Revista Contexto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Abaixo disponibilizo os dados da pesquisa e o link para a pesquisa completa, no site da revista.

Boa leitura!

QUALIDADE DA GOVERNANÇA CORPORATIVA DAS EMPRESAS NO MERCADO BRASILEIRO DE CAPITAIS

Thamirys de Sousa Correia
Maria Natalice Francelino da Silva
Orleans Silva Martins

RESUMO
Este artigo tem o objetivo de estimar um índice de qualidade da governança corporativa para as empresas que negociaram suas ações na BM&FBOVESPA e relacioná-lo aos diferentes níveis de Governança Corporativa nos quais elas estiveram listadas no período de 2010 a 2013. Para isso, é realizada uma revisão de literatura que aborda as principais dimensões da governança corporativa. Ademais, a partir dos formulários de referência das empresas listadas na BM&FBOVESPA no período de 2010 a 2013, foram coletados os dados relativos a sete dimensões de governança, sendo: conselho de administração, estrutura de propriedade, incentivos aos administradores, disclosure, relação com investidores, comitê de auditoria e assimetria de informação. Também, pela Análise de Componentes Principais (ACP), foi construído um Índice de Qualidade da Governança Corporativa (IQGC), tendo sua composição analisada com o auxílio de análises de correlação e de testes de diferença de médias. Nos resultados, pode-se observar que o IQGC médio das empresas foi de 0,631, sendo verificada uma diferença estatisticamente significante do IQGC entre as empresas listadas nos segmentos diferenciados de governança e o segmento tradicional. Quanto às peculiaridades das dimensões, destacam-se a entrega do relatório no prazo, o free float, o uso dos serviços de auditoria das “big four” e a independência do conselho de administração. Como principais contribuições do estudo, destacam-se a construção de um Índice de Governança Corporativa (IGC) mais robusto, com a mensuração de sete dimensões significativamente correlacionadas entre si, além da ratificação da importância dos segmentos diferenciados da BM&FBOVESPA.

Pesquisa completa AQUI.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Começando a Resenha!


Ao longo dos últimos anos, tenho observado diversas discussões e questionamentos sobre bons livros na área de investimentos, seja em fóruns de investidores, em salas de aula ou mesmo em conversas com amigos.

O tema “investimento” desperta o interesse de diferentes públicos, seja aquele indivíduo que possui a capacidade de resguardar apenas uma pequena parte do seu salário, ou aquele que possui grandes recursos financeiros para aplicação. Difere também a formação dos interessados, alguns formados na área de negócios, outros na área de saúde, ou até aquele que não teve uma formação superior.

Por essas razões, escolher um livro para obtenção de conhecimentos sobre investimentos, ou mesmo indicar um livro a alguma pessoa, não é uma tarefa fácil. Melhor seria se fosse possível “degustar” o livro de forma resumida, para saber se o seu conteúdo é aquilo mesmo que se está procurando.

Pensando nisso, decidi criar uma seção neste blog para, periodicamente, publicar pequenas resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, sejam acadêmicos ou literários, destacando seus pontos fortes e fracos, indicando suas melhores aplicações.

O primeiro deles é um clássico do mundo dos investimentos, chamado INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO. Esta será minha próxima postagem.

Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Confira na postagem a seguir!

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Investindo em Ações no Longo Prazo


Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Livro: INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO

Autor: Jeremy J. Siegel, professor de finanças da Universidade da Pensilvânia.

O livro INVESTINDO EM AÇÕES NO LONGO PRAZO certamente é um clássico no mundo inteiro. Como diz seu subtítulo é “O Guia Indispensável do Investidor no Mercado Financeiro”. Em sua 5ª edição, publicada em 2015 na versão em português pela editora Bookman, o livro já traz em sua contracapa imponentes comentários de importantes jornais acerca de sua qualidade. Com os quais eu concordo.

Acerca do livro, em geral, digo que é muito bom! Valeu a pena cada real investido nele. É rico em conhecimento não só sobre o mercado de ações, mas também aborda o mercado de dívida, de renda fixa, os períodos de crise, o desempenho da economia, as finanças comportamentais, entre outros. Sua abordagem é ampla, sem deixar de ser detalhada em cada um de seus capítulos. Há muitos dados do mercado norte-americano, os quais suportam cada afirmação do autor. Por essa razão, talvez para um iniciante ele seja um pouco “denso”, “pesado”. Eu não o indico para alguém que vai ler seu primeiro livro sobre investimentos, mas para alguém que já tem uma pequena noção, pois tirará mais proveito ao se deparar com temas, chavões e expressões mercadológicas frequentes nessa área. Pena que se restrinja ao mercado dos Estados Unidos, todavia, devido à forte correlação desse mercado com todos os outros mercados do mundo (por ser o maior), suas lições podem ser exportadas para esses outros mercados.

O livro está dividido 24 capítulos, distribuídos em 5 partes.

Na primeira parte, aborda-se os retornos das ações no passado, presente e futuro. Iniciando com fatores históricos, o Jeremy aborda temas como o retorno das ações em períodos de pico de preços, assim como os períodos de crise, com destaque para a crise dos subprime de 2008. Ainda, aborda a crise dos benefícios sociais, assim como a reação do mercado a essas crises.

A segunda parte aborda fatores históricos, chamada de “o veredito da história”. Destacando o retorno das ações no mercado dos EUA desde 1802, mostrando porque no longo prazo as ações são menos arriscadas do que os títulos. Alternativamente, aborda a formação e negociação de índices, assim como o impacto dos impostos sobre o retorno das ações. Destaca indicadores de lucro e dividendos e parâmetros para avaliar as ações.

Na parte III é destacado como o ambiente econômico afeta as ações. Explica-se o padrão ouro e sua extinção, o reflexo das políticas monetárias, o impacto da inflação, assim como a relação do preço das ações com os ciclos econômicos. O que move o mercado? Nem sempre seus movimentos estão atrelados a fatores específicos, e outras vezes quando se espera uma reação positiva vem uma avalanche descendo com tudo! Ou vice-versa.

A quarta parte é voltada às oscilações das ações no curto prazo. Nesta parte há atenção especial à volatilidade dos mercados. Fundos negociados em bolsas, futuros de índices, arbitragem, ETFs... como lidar com esses elementos em períodos de alta oscilação dos preços, chegando a suspender o pregão na bolsa? Como tratar as anomalias de mercado e como se proteger das armadilhas psicológicas? Aqui há uma atenção final às finanças comportamentais.

A quinta e última parte, menor e certamente mais atraente ao leitor, fala da construção de riqueza por meio de ações. Certamente de forma proposital, o Jeremy J. Siegel deixou a melhor parte para o final, não por crueldade, mas com certeza porque, para se construir riqueza com ações, é preciso atenção a todos os elementos antes discutidos, desde crises e riscos, passando por volatilidade, anomalias e armadilhas psicológicas, para se chegar ao esperado retorno (e riqueza). Assim, ao final se discute o desempenho de fundos e a indexação dos investimentos, assim como a estrutura de uma carteira para um crescimento de longo prazo.

Com isso, encerro minha resenha crítica. Isto é apenas um aperitivo. Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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Vem aí o Congresso ANPCONT 2017


O Congresso ANPCONT é um evento de importante significado acadêmico-científico da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (ANPCONT). Este evento proporciona a interação da comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, representando um meio de divulgação da produção técnico-científica na área das Ciências Contábeis.

A submissão de trabalhos pode ser feito para as sessões de apresentação de artigos científicos, para as sessões do Consórcio Mestral e Doutoral e para as sessões da Mostra de Iniciação Científica.

Informações

Título do evento: XI Congresso ANPCONT
Período do evento: 03 a 06 de junho de 2017
Local de realização: Hotel Mercure Belo Horizontes Lourdes - Centro de Convenções Planetarium
Número estimado de participantes: 300 pessoas
Abrangência do evento: Internacional
Tipos de Trabalhos: Artigos Científicos, Projetos de Dissertação de Mestrado, Projetos de Tese de Doutorado e Trabalhos de Iniciação Científica.

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