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quinta-feira, 4 de maio de 2017

[Livro] Contabilidade Comportamental: Conceitos e Aplicações



Em primeira mão, tenho a satisfação de divulgar o livro Contabilidade Comportamental: Conceitos e Aplicações.

Esta obra é fruto da disciplina "Contabilidade Comportamental" do curso de doutorado em Ciências Contábeis do Programa Multinstitucional e Inter-Regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da UnB/UFPB/UFRN. 

Ao longo de alguns anos, o Prof. Dr. José Dionísio Gomes da Silva conduziu a realização de algumas pesquisas nesta área e, em 2016, resolveu convidar os seus ex-alunos a montarem este livro, que é um diferencial por ainda não existir no Brasil um livro específico nesta área.

Eu sou responsável pela elaboração do capítulo 5, que trata da "dependência da forma no comportamento do profissional contábil face à adoção dos novos padrões contábeis internacionais", em conjunto com a Diana Vaz de Lima e o professor Dionísio.

Convidamos todos a baixarem gratuitamente o livro (AQUI) e utilizarem eu seus estudos e carreira profissional.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Editor da Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC)


Desde de 2016 que eu faço parte do Corpo Editorial da Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC), revista mantida pela Academia Brasileira de Ciências Contábeis (ABRACICON). Naquele ano, na qualidade de Editor Adjunto, tive a oportunidade de trabalhar com o Prof. Dr. Valcemiro Nossa, editor geral da REPeC.

Em 2017, com o término do seu segundo mandato como Editor Geral, fui convidado a ocupar esta importante posição na REPeC. 

Este é um grande desafio profissional, tendo em vista a representatividade e relevância que a REPeC tem no âmbito da pesquisa em contabilidade no país. Desejem-me sorte!

Assim, convido-os a visitarem o site da REPeC, lerem seus artigos e curtirem sua página no Facebook.


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terça-feira, 28 de março de 2017

Mulheres no Conselho de Administração Afetam o Desempenho da Empresa?


Recentemente tive uma pesquisa desenvolvida com o Prof. Dr. Cláudio Pilar da Silva Júnior, da Universidade Federal de Sergipe, publicada pela Revista Sociedade, Contabilidade e Gestão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O trabalho aborda a relação da presença das mulheres nos conselhos de administração das empresas de capital aberto no Brasil com seus desempenhos. Abaixo apresento o título e resumo do artigo científico, que pode ser acessado completa e gratuitamente no link no final desta página.

Mulheres no Conselho Afetam o Desempenho Financeiro? Uma Análise da Representação Feminina nas Empresas Listadas na BM&FBOVESPA

Claudio Pilar da Silva Júnior
Orleans Silva Martins

Resumo

Diante da crescente participação feminina no mercado de trabalho e, consequentemente, nos cargos de alta importância, o presente artigo teve por objetivo analisar a influência da participação feminina nos conselhos de administração sobre a performance das organizações. Utilizando uma amostra composta pelas empresas mais líquidas listadas na BM&FBovespa, nos períodos de 2010 a 2013, o presente estudo utilizou as variáveis: percentual de presença feminina e a dummy para presença feminina nos conselhos como proxies para análise da influência feminina sobre o desempenho financeiro das empresas. Observou-se que em média 63% das empresas analisadas não apresentam mulheres em seu conselho de administração. Adicionalmente, verificou-se uma baixa representação feminina nos conselhos, apresentando um percentual de 5,6%, em média, do gênero feminino nos conselhos de administração analisados. Inicialmente, comparando-se as características das organizações com e sem a presença feminina, observou-se que as empresas que possuíram uma diversidade de gênero apresentaram um melhor desempenho, capturados pelo Q de Tobin e pelo ROA, não se podendo rejeitar a hipótese de que as empresas com presença feminina no conselhos de administração apresentam um desempenho financeiro maior do que as sem. Contrariando as evidências de estudos internacionais, não foi possível observar uma relação de endogeneidade na relação entre desempenho e a presença feminina nos conselhos de administração. Nesse sentido, buscou-se averiguar a relação entre a presença feminina e o desempenho financeiro por meio da estimação em mínimos quadrados ordinários e também pela utilização da regressão quantílica. Os resultados demonstraram que a presença feminina influenciou positivamente no desempenho financeiro, não se podendo rejeitar a Hipótese 2 da pesquisa.

Texto Completo: AQUI.

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Governança Corporativa para Criação de Valor



Recentemente concedi uma entrevista ao programa Conta+ do amigo Rodrigo Leone, que foi transmitida pela RCTV (canal 27 da Net). Abaixo disponibilizo os dois blocos da entrevista.


Parte 1 de 2


Parte 2 de 2


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações


Dentro do projeto de Resenhas Críticas de livros, apresento a “bola da vez” ou, talvez, a “pequena bola da vez”!

Ainda no tema investimentos, mais especificamente na área de avaliação de empresas (valuation), apresento um “livro de bolso” daquele que é considerado mundialmente como o “guru da valuation”, o indiano Aswath DAMODARAN.

Autor de diversos livros sobre avaliação de empresas (e ativos), Damodaran lançou em 2011 um pequeno livro, de cunho introdutório, chamado “The Little Book of Valuation: How to Value a Company, Pick a Stock, and Profit”. No Brasil, em 2012 chegou a versão em português, chamada: “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações”. E hoje falo um pouco sobre esta obra.

Livro: VALUATION: COMO AVALIAR EMPRESAS E ESCOLHER AS MELHORES AÇÕES

Autor: Aswath Damodaran, professor de finanças da Universidade de Nova Iorque.

O livro “Valuation: Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações” certamente vai proporcionar uma agradável e rápida leitura àqueles interessados em adentrarem no mundo da valuation. Em suas cerca de 200 páginas em folha A5 e com grandes letras, Damodaram aborda de maneira resumida e quase “informal” os principais fundamentos de uma boa avaliação, em onze capítulos, distribuídos em três seções metaforicamente denominadas de: “Saia na Frente” (fundamentos da avaliação), “Do Berço ao Túmulo” (ciclo de vida da avaliação), e “Quebrando o Molde” (situações especiais em avaliação).

De forma geral, não são apresentadas muitas fórmulas e modelos de avaliação, com complexas variáveis e estimadas de fluxos de caixa das empresas. O livro em si é bastante introdutório, oferecendo ao leitor uma noção geral do que é uma avaliação de empresas, destacando seus principais fundamentos, destaques na estimativa e na análise e as utilidades desses modelos. Segundo o próprio Damodaran: “este livro oferecerá as ferramentas aos que quiserem tentar e ensinará alguns atalhos aos que preferirem manter-se mais à distância” do processo de avaliação.

Na primeira seção (Saia na Frente), Damodaran destaca que o “valor” é mais que um número, que é preciso conhecer a empresa que se está avaliando, tendo a noção de que todo processo de avaliação pode conter vieses (tendências). Destaca que a maioria das avaliações está errada, mesmo as boas, pois os modelos de avaliação apenas aproximam um valor da empresa. Isso tendo em vista que o processo de valuation envolve o valor do dinheiro no tempo (fluxo de caixa), o risco e o crescimento do negócio, os quais são tratados usualmente por meio de modelos estatísticos para se encontrar o valor intrínseco da empresa. E para isso, é indispensável a obtenção de inputs (dados) confiáveis, com destaque para os dados contábeis das companhias. Isso tendo em vista uma avaliação com base em um modelo de desconto de fluxos de caixa. Há, ainda, a avaliação relativa, na qual são utilizados múltiplos de desempenho da empresa para compará-la a outras companhias, no sentido de descobrir se ela está sobre ou subavaliada (mais cara ou mais barata que empresas semelhantes).

Na segunda seção (Do Berço ao Túmulo), a discussão é pautada no ciclo de vida das companhias. Isto é, avaliar empresas em diferentes estágios de ciclo de vida não é tarefa fácil, pois elas apresentam taxas de crescimento diferentes. Ainda, as empresas jovens dispõem de menos dados que sejam utilizados como inputs nos modelos de valuation. Ainda, como o crescimento é um elemento essencial nesses modelos, sua variação pode afetar (e muito) o valor encontrado em cada modelo. Assim, deve-se atentar para os períodos de alto crescimento, de crescimento, de estabilidade e, ainda, para períodos de decadência (chamado por Damodaran de apocalipse).

A terceira e última seção (Quebrando o Molde) fala de algumas situações especiais em avaliação, as quais também precisam de atenção especial. Por exemplo, cita-se os casos dos bancos, que habitualmente têm altos índices de endividamento e baixo patrimônio líquido (proporcionalmente); de empresas cíclicas e de commodities, que têm alta volatilidade em seus fluxos de caixa; assim como de empresas com altos volumes de ativos intangíveis, as quais possuem o “valor invisível”, com maior dificuldade de ser estimado.

Bem, como tenho dito, este é apenas um aperitivo do livro (que já é um aperitivo sobre valuation). Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Qualidade da Governança Corporativa no Brasil


A governança corporativa tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil, especialmente nos últimos anos, devido a problemas identificados em diferentes empresas de capital aberto. E apesar da existência de segmentos de mercado especialmente criados para diferenciar as empresas com melhores práticas de governança (qualidade), não é estranho observar problemas de governança nas empresas que estão no segmento mais alto (Novo Mercado).

Portanto, conduzi uma pesquisa de iniciação científica desenvolvidas pelas alunas Thamirys de Sousa Correia e Maria Natalice Francelino da Silva, ambas da UFPB, que culminou no artigo que lhes apresento, publicado no final de 2016 na Revista Contexto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Abaixo disponibilizo os dados da pesquisa e o link para a pesquisa completa, no site da revista.

Boa leitura!

QUALIDADE DA GOVERNANÇA CORPORATIVA DAS EMPRESAS NO MERCADO BRASILEIRO DE CAPITAIS

Thamirys de Sousa Correia
Maria Natalice Francelino da Silva
Orleans Silva Martins

RESUMO
Este artigo tem o objetivo de estimar um índice de qualidade da governança corporativa para as empresas que negociaram suas ações na BM&FBOVESPA e relacioná-lo aos diferentes níveis de Governança Corporativa nos quais elas estiveram listadas no período de 2010 a 2013. Para isso, é realizada uma revisão de literatura que aborda as principais dimensões da governança corporativa. Ademais, a partir dos formulários de referência das empresas listadas na BM&FBOVESPA no período de 2010 a 2013, foram coletados os dados relativos a sete dimensões de governança, sendo: conselho de administração, estrutura de propriedade, incentivos aos administradores, disclosure, relação com investidores, comitê de auditoria e assimetria de informação. Também, pela Análise de Componentes Principais (ACP), foi construído um Índice de Qualidade da Governança Corporativa (IQGC), tendo sua composição analisada com o auxílio de análises de correlação e de testes de diferença de médias. Nos resultados, pode-se observar que o IQGC médio das empresas foi de 0,631, sendo verificada uma diferença estatisticamente significante do IQGC entre as empresas listadas nos segmentos diferenciados de governança e o segmento tradicional. Quanto às peculiaridades das dimensões, destacam-se a entrega do relatório no prazo, o free float, o uso dos serviços de auditoria das “big four” e a independência do conselho de administração. Como principais contribuições do estudo, destacam-se a construção de um Índice de Governança Corporativa (IGC) mais robusto, com a mensuração de sete dimensões significativamente correlacionadas entre si, além da ratificação da importância dos segmentos diferenciados da BM&FBOVESPA.

Pesquisa completa AQUI.

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