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sábado, 16 de setembro de 2017

Uso de Casos de Ensino nas Aulas de Contabilidade


Uma das maiores demandas dos estudantes de diferentes instituições de ensino do Brasil é por atividades mais práticas em sala de aula. Diante disso, a Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC) têm publicado com frequência Casos de Ensino que buscam auxiliar os docentes a levarem à sala de aula atividades práticas, replicando situações vivenciadas nas empresas.

Em seu último número (v. 11, n. 3, 2017), a REPeC publicou o estudo “Liquidez ou Solvência, de Quem é a Culpa? A Análise Econômico-Financeira de uma Instituição Financeira”, de autoria de José Américo Pereira Antunes, Renata Sol Leite Ferreira da Costa e José Elias Feres de Almeida, que ilustrou o uso de conceitos associados à liquidez e à solvência para suportar a tomada de decisões estratégicas de longo prazo. Em seus resultados, o Banco Y apresentou rápido crescimento da carteira de crédito, nos últimos anos, apoiado em uma estratégia de alongamento de prazos, que não foi acompanhado na mesma proporção pelo seu patrimônio líquido, levando ao aumento da alavancagem e à compressão do capital regulamentar. Insatisfeitos, os sócios discordavam quanto às causas do insucesso: seria um problema de liquidez, consequência da estratégia de alongamento da carteira de crédito, ou seria um problema de solvência, pois, além de ilíquida, a carteira seria também inadimplente?

Convido você a realizar a leitura deste Caso de Ensino e, também, a conhecer outros Casos publicados pela REPeC, os quais podem ajudar a tornar suas aulas ainda mais interessantes.

Link do artigo: AQUI

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Disclosure na Internet em Empresas Latino Americanas


A Revista Gestão, Finanças e Contabilidade (RGFC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) publicou em seu volume 7, número 3, uma pesquisa desenvolvida em meu grupo de pesquisa, o Contabilidade e Mercado de Capitais (COMECA), por duas alunas de iniciação científica da UFPB, sob minha orientação.

Esta pesquisa faz uma análise sobre a divulgação de informações financeiras das empresas nos principais países da América Latina, comparando-os por meio de um índice de disclosure. Este estudo é parte integrante de uma pesquisa realizada por mim e pela Talieh Ferreira, também integrante do COMECA, o qual foi divulgado anteriormente neste blog AQUI.

Abaixo apresento os dados deste artigo:

ANÁLISE DA DISCLOSURE NA INTERNET DAS COMPANHIAS ABERTAS NA AMÉRICA LATINA

Maria Natalice Francelino da Silva
Thamirys de Sousa Correia
Orleans Silva Martins

RESUMO
O objetivo desse estudo foi estimar e analisar o Índice de Divulgação Corporativa na Internet (ICDI) das empresas latino-americanas que negociaram suas ações nas principais bolsas de valores da América Latina no ano de 2014. Para isso foram coletados os dados de 747 empresas de capital aberto por meio de seus sites corporativos. Foi estimado o ICDI com o auxílio de uma Análise dos Componentes Principais (ACP) e, em seguida, o mesmo foi analisado por meio de estatísticas descritivas, de análise de correlação e de testes de médias. O ICDI geral encontrado foi de 57,38%, indicando que todas as empresas analisadas divulgaram pouco mais que a metade dos itens requeridos pelo índice. A maior média por país foi apresentada pelo Brasil (63,44%), seguido pelo Chile (58,46%), México (46,97%) e Argentina (43,81%). Na análise de correlação pode-se verificar que as cinco seções do índice são positiva e estatisticamente correlacionadas, o que reforça sua robustez em representar a disclosure das empresas. E no que se refere às diferenças de médias entre os países, apenas o Chile não apresentou médias estatisticamente diferentes entre os demais países analisados. Assim, entre as contribuições deste estudo, destaca-se a estimação de um nível de divulgação para os principais países dessa região, relevando que, apesar das facilidades de acesso a tais informações pela internet, o nível de divulgação ainda é pouco superior à metade daqueles exigidos pelo índice estimado.

Palavras-chave: Divulgação; Transparência; Internet.

Referência:
SILVA, M. N. F.; CORREIA, T. S.; MARTINS, O. S. Análise da disclosure na internet das companhias abertas na América Latina. Revista Gestão, Finanças e Contabilidade, v. 7, n. 3, p. 4-22, set./dez. 2017.

Disponível AQUI.

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sábado, 12 de agosto de 2017

[livro] Manual do Pequeno Investidor em Ações


Há tempos queria postar a resenha deste livro que li já faz algum tempo, mas que para mim é um dos mais didáticos e agradáveis sobre o mercado de ações no Brasil. Breve e com linguagem acessível, ele dá uma boa noção do funcionamento do nosso mercado e ainda explica técnicas de reduzir a tributação sobre o ganho de capital com as ações.

Livro: MANUAL DO PEQUENO INVESTIDOR EM AÇÕES

Autor: Fábio Portela L. de Almeida, servidor público, pequeno investidor, aplicando parte do rendimento do seu trabalho.

A história do Fábio Almeida se assemelha a de muitos brasileiros que aplicam no mercado de ações (assim como o que vos escreve). Servidor público de carreiro, ele buscou no mercado de ações construir um patrimônio ao longo do tempo, de forma que fosse capaz de prover a segurança de sua família.

O Fábio entrou no mercado em 2006, em pleno período de euforia e, logo à frente, encarou a crise de 2008. Investidor baseado em fundamentos, faz diferentes referências ao Benjamin Graham ao longo de seu livro, citando sua estratégia de buy and hold.

De forma didática, seu livro é direto e dividido em seis partes, resumidas a seguir.

1) Você está preparado para investir em ações? Nesta seção ele dá noções básicas sobre porque investir em ações, sobre a diferença entre abrir um negócio e investir em ações, e destaca que ações são investimento para o longo prazo, com vista em sua independência financeira. E resume: não é preciso ser um gênio para investir em ações, basta ter controle emocional, diversificar seu investimento e ter um "colchão" de segurança.

2) Introdução ao investimento em ações: aqui explica o que é uma ação, o que representa um "ticker", quais os direitos dos acionais, porque os preços das ações variam tanto, quais os riscos de se investir em ações e as diferenças entre análise fundamentalista e análise técnica.

3) Começando a investir em ações: nesta seção o Fábio detalha os primeiros passos, desde a escolha da corretora, passando pelas recomendações de analistas, pela diferença entre investir em um fundo de ações ou em uma ação individual, assim como discute a rentabilidade que se deve esperar das ações. Também destaca que as ações podem proteger o seu patrimônio da inflação (o que é bastante razoável no Brasil) e explica quando começar a investir em ações.

O pulo do gato (economia de imposto de renda): nesta parte, o Fábio destaca uma importante estratégia para o pequeno investidor, que apesar de parecer óbvia, passa despercebida por vários (já verifiquei isso com colegas investidores). No Brasil, há isenção de imposto de renda sobre os ganhos de capital com a venda de ações em valor inferior a R$ 20mil por mês (total). Assim, ele sugere que, ao utilizar o buy and hold e possuir ações compradas há algum tempo que apresentem razoável valorização, você pode vendê-las e recomprá-las em valor inferior a R$ 20mil (talvez no mesmo dia), para realizar seu ganho até aquele preço. Isso o livrará de pagar imposto de renda sobre esse montante, quando decidir vender suas ações, especialmente se a venda total superar R$ 20mil. Quando falo que "talvez no mesmo dia" é se você recomprar acima do valor vendido (mesmo que recompre alguns centavos acima, valerá apenas porque você não pagará o imposto de renda). Se recomprar no mesmo dia por um valor inferior pode incorrer em day trade e ter que pagar o imposto. Eu mesmo já utilizei esta estratégia em final de mês (mas não no último dia), vendendo, por exemplo, no dia 25 e recomprando no dia 26 (várias vezes já tive a sorte de recomprar por um valor menor, pois eu deixava para vender em dias em que a ação apresentava forte valorização). Mas afirmo, eu sou buy and hold, mas só realizava a venda/recompra quando minhas ações apresentavam boa valorização e eu tinha razoável certeza da variação do seus preços naquele período.

4) Descobrindo o quanto vale uma empresa: fundamento, essa é a palavra chave. Como citado anteriormente, o Fábio faz bastante referência ao Benjamim Graham, logo, comenta como comprar ações por menos do que vale e fala do poder dos juros compostos. Isto é, há diferença entre o valor e o preço.

5) Buy and Hold: investindo para o longo prazo! Há diferença entre investir e especular, e o sucesso dessa estratégia consiste em adquirir boas empresas, por um valor justo, e mantê-las para o futuro. Para isso, como aponta o Warren Buffet, é essencial identificar empresas com vantagens competitivas duradouras!

6) Erros comuns que você pode evitar: o grand finale. Quem quer ganhar dinheiro, tem que aprender a perder dinheiro! Ações são títulos com rendimento variável, logo, em alguns momentos pode apresentar reduções em seu preço (que é diferente de seu valor). Voltando à seção 1, é preciso ter paciência e controle emocional. E não seguir sugestões, dicas ou "a boiada", no típico movimento de manada em que todos correm na mesma direção (que pode ser um precipício).

Ao final, o Fábio conclui o livro com considerações finais sobre suas observações e estratégias.

Destaco, por fim, que este é apenas um resumo do livro, sugiro que o leiam para que observem a riqueza dos detalhes de sua experiência como "pequeno investidor".

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Congresso ANPCONT 2018



Congresso ANPCONT 2018 vem à João Pessoa!

A ser realizado na capital paraibana, o XII Congresso ANPCONT ocorrerá entre os dias 09 e 12 de junho de 2018.

Local e programação ainda não foram definidos, mas em breve vocês terão mais informação.

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sábado, 5 de agosto de 2017

[livro] Faça Fortuna com Ações


Particularmente eu sou um daqueles investidores que gostam de literatura nacional. Habitualmente procuro por bons livros que retratem o mercado brasileiro (infelizmente são poucos). Na literatura sobre investimentos, temos excelentes livros, mas a maioria retrata o mercado norte-americano (como O Investidor Inteligente, Investindo em Ações no Longo Prazo, Ações Comuns Lucros Extraordinários, Security Analysis etc.). O Faça Fortuna com Ações: Antes que Seja Tarde é talvez um dos mais conhecidos e mais antigos do mercado brasileiro, por isso decidi contar minha experiência e percepção sobre essa leitura, fazendo esta breve Resenha.

Livro: FAÇA FORTUNA COM AÇÕES: ANTES QUE SEJA TARDE

Autor: Décio Bazin, jornalista e investidor

O Décio Bazin (autor) foi um jornalista e investidor que durante muito tempo antes de publicar o livro escreveu sobre o mercado de ações para o jornal “Gazeta Mercantil” e para a revista “Balanço Financeiro”. Com isso, ele enrique o livro, ao final de cada capítulo, com a adição de seus artigos relacionados ao tema do capítulo e publicados por aqueles veículos de comunicação.

O livro é um clássico nacional, pois além de contar as estratégias de investimentos e observações que o Bazin fazia ao longo de sua experiência com a bolsa de valores, contando como era nossa bolsa naquele período (tendo em vista que o livro foi publicado em 1992, quando o mercado era bem diferente de hoje, com republicações até hoje). Como o próprio subtítulo do livro já diz: "Profissional do Mercado mostra o caminho através do fascinante mundo da Bolsa".

Com um conteúdo fortemente relacionado à análise fundamentalista, Bazin é cético ao desacreditar a análise técnica e focar na importância dos números contábeis das empresas. Boa parte do livro ele destina a criticar os papéis de especuladores e manipuladores no mercado. Para o Bazin, "fazer fortuna com ações" é resultado de muito estudo dos números contábeis e investimento em boas empresas pagadoras de dividendos. Utilizando o termo "cash yield" para designar a remuneração dos dividendos em relação ao preço da ação, ele determina 6% de retorno sobre o preço da ação como taxa mínima de atratividade, indicando a substituição de empresas que não atendam a esse critério por períodos consecutivos.

O livro é divido em dois, tratando, na primeira parte, dos seguintes temas: i) introdução, ii) a ação e o preço, iii) por que investir em ações, iv) fórmulas para investir, e v) o investidor vai desaparecer. Na segunda parte, trata de: i) o mercado, ii) cinco personagens, iii) os que atrapalham o mercado, e v) apêndice.

Como um clássico nacional, recomendo a leitura àqueles que se interessam pelo mercado de ações, sejam investidores já experientes ou iniciantes, pois terão a oportunidade de ter uma visão "vintage" do mercado de ações no Brasil, conhecendo o famoso "Método Bazin", apregoado por algumas consultorias de investimento atualmente.

Portanto, boa leitura e faça a sua fortuna!

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Disclosure na Internet, Risco e Retorno em Empresas na América-Latina


No segundo número de 2017 da Revista de Administração Mackenzie (RAM), a Talieh Ferreira e Eu tivemos a oportunidade de publicar o artigo fruto de sua dissertação de mestrado, sob minha orientação, cujo título apresento abaixo.


ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE DISCLOSURE NA INTERNET, RISCO E RETORNO EM COMPANHIAS LATINO-AMERICANAS.

Talieh Shaikhzadeh Vahdat Ferreira
Orleans Silva Martins

O trabalho faz uma análise nos principais mercados de capitais da América Latina buscando relacionar o volume de informações disponibilizadas pelas empresas em seus sites, com seus riscos e retornos no mercado. Abaixo detalho as principais informações da pesquisa, e disponibilizo o link para acesso gratuito ao artigo completo.

Objetivo: 
Este estudo buscou analisar as relações entre a disclosure de informações divulgadas na internet, o risco de informação e o retorno das empresas na América Latina.

Originalidade/lacuna/relevância/implicações:
Este estudo se diferencia dos anteriores já que preenche uma lacuna na literatura ao relacionar uma medida de disclosure na internet com o risco e o retorno das empresas na América Latina, uma vez que nessa literatura só é possível identificar estudos que analisam tais variáveis de forma independente ou com relação a outros fatores.

Principais aspectos metodológicos:
A amostra contou com 758 empresas listadas nas quatro principais bolsas latino-americanas (Argentina, Chile, Brasil e México) que tiveram seu nível de disclosure quantificado e verificadas as relações com o risco e o retorno por meio de regressões Tobit.

Síntese dos principais resultados:
Os resultados evidenciam que é possível observar que a emissão de ADR, o tamanho e a liquidez afetam as relações entre disclosure, risco e retorno. Ainda, que a disclosure na região tem avançado ao longo dos anos, com destaque para o Brasil. Porém, não foram identificadas diferenças significantes entre os países, ao ponto de impactar as relações com o risco e o retorno das empresas.

Principais considerações/conclusões:
Suas principais contribuições são a ampliação das evidências sobre essas variáveis, relacionando-as entre si em mercados emergentes.

Keywords: Disclosure; Índice; Informação; Mercado de capitais; América Latina.

Referência:
FERREIRA, TALIEH SHAIKHZADEH VAHDAT; MARTINS, ORLEANS SILVA. ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE DISCLOSURE NA INTERNET, RISCO E RETORNO EM COMPANHIAS LATINO-AMERICANAS. Rev. Adm. Mackenzie [online]. 2017, vol.18, n.2, pp.154-183. ISSN 1678-6971.
http://dx.doi.org/10.1590/1678-69712016/administracao.v18n2p154-183.

Disponível AQUI.

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