Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Indústria Quer Clareza e Padrão para as Informações



A busca por mais transparência é um dos movimentos em curso no segmento de fundos de investimentos imobiliários. Para ter uma alternativa num universo que carece de padronização das informações disponíveis aos investidores, a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) editou, no fim do ano passado, as Instruções 516 e 517, relacionadas a divulgação de demonstrações financeiras dos fundos. A primeira determina a adoção de critérios contábeis similares aos de companhias abertas para mensurar ativos, passivos, receitas e despesas, com atualização de ativos imobiliários pelo valor de mercado. A segunda substitui a exigência de balancete semestral pela demonstração dos fluxos de caixa do período.

Para o consultor especializado Sergio Belleza Júnior, da Fundo Imobiliário, a decisão da CVM vai facilitar as análises dos interessados - principalmente no que diz respeito a fundos de incorporação e recebíveis, quando o valor patrimonial é decisivo. "Os valores estavam defasados. Tinha fundo que não atualizava há cinco anos", diz ele. Embora as medidas não afetem o valor da cota no balcão de negócios e seu impacto para os gestores limite-se a aspectos fiscais, evidenciam a preocupação com a clareza e a uniformidade das informações dos fundos.

E a CVM não é a única. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) deve consolidar, ainda este ano, um código de autorregulação para o segmento, a exemplo do que foi feito no passado com os fundos 409.

O conjunto de normas está sendo elaborado pelo Comitê de Produtos Financeiros e Imobiliários, presidido por Rodrigo Machado. Segundo ele, como hoje o setor é marcado pela assimetria de informações entre investidores e administradores, a entidade busca construir bases mais homogêneas para questões como precificação de cota ou valor de fechamento.

Uma das iniciativas estimula a criação de normas para um banco de dado mais consistente, com nível de padronização elevado, a serem oferecidas a administradores dos fundos em bases mensais. Atualmente, o projeto está em fase de implementação e preparação de sistemas e deve iniciar a divulgação em breve, para lançamento ainda neste semestre. Outra vertente é a elaboração de um código de autorregulação, contemplando questões como periodicidade ou informações mínimas que devem ser fornecidas pelos gestores dos fundos e cuja publicação deve ocorrer no segundo semestre.

O uso de formadores de mercado, responsáveis por colocar diariamente uma quantidade determinada de papéis para compra e venda com preço determinado, é mais um instrumento no qual o mercado aposta para conquistar transparência. Recentemente, a Anbima encaminhou solicitação à CVM para liberar a contratação desse serviço pelos fundos, para incentivar a liquidez e a formação de mais mercado para o produto.

Atualmente, as poucas iniciativas existentes neste sentido são bancadas pelos administradores, mas a despesa extra desestimula a maioria. Os programas visam acelerar a maturidade do setor que, apesar do crescimento, ainda é incipiente e passa por processo de aprendizado. "A movimentação é grande, mas a formação de preço é imperfeita, o mercado é impreciso e a informação ainda não é a melhor que existe", admite Machado.

Um dos fundos apoiados por formador de mercado é o Brazilian Capital Real Estate Fund I, o BC Fund, um dos cinco melhores no quesito rentabilidade em 2011, com 34,43% no ano (considerando os doze meses anteriores a fevereiro último, o índice ficou em 39,99%). Mas não é esta a única ferramenta utilizada pela gestora, a Brazilian Mortgage, para estimular a clareza dos negócios em torno de um fundo com gestão ativa, voltado a comprar, vender e negociar aluguéis de mais de uma dezena de imóveis - o fundo conta ainda com instrumentos como uma área de relações com investidores e um website próprio, inclusive com versão em inglês.

"Tudo isso ajuda o investidor", diz Sergio Belleza Junior, ele próprio interessado em atuar como formador de mercado tão logo a CVM autorize a contratação do serviço pelos fundos. Também está nos planos a organização de uma área de inteligência para aprofundar análises no mercado e embasar a criação de um fundo de fundos. Além disso, o consultor sugere iniciativas como a criação de um índice específico para os fundos imobiliários pela bolsa e a organização de reuniões entre administradores e analistas para que o mercado ganhe mais transparência.

A BM&F Bovespa, por seu lado, além de incluir o produto em seus programas voltados à popularização dos investimentos na bolsa, busca promover e sediar encontros com players do mercado - recentemente, foi palco do encontro promovido com a CVM durante o período de consultas públicas que antecedeu a edição das Instruções 516 e 517. "O mercado evoluiu muito, basta olhar os prospectos mais antigos e os atuais", observa Cirulli. "O crescimento do mercado também depende de transparência e educação", acrescenta Frederico Paglia, gestor associado da RB Capital. "Relatórios mais completos e claros podem ajudar investidores menos afeitos ao setor entender as nuances do negócio." (MF)

Fonte: Valor Econômico.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

A Contabilidade no Cinema



No lugar do quadro negro, o telão. Em vez do giz, o controle remoto. Quem assistiu ao longa-metragem estrangeiro, vencedor de oito Oscars em 2009, Quem quer ser um milionário?, sabe que não existe uma única forma de aprendizado. A película conta a história do indiano Jamal Malik Othman, um jovem das favelas de Mumbai que participa de um programa popular que empresta o nome ao filme. 

Através das perguntas feitas pelo apresentador, o rapaz relembra a sua vida, onde encontra todas as respostas concorrendo a uma fortuna. O intrigante é que o garoto teve uma infância difícil sem chances aos estudos. Portanto, a aposta do escritor e professor da Universidade Federal da Bahia Adriano Leal Bruni é exatamente na vivência. “O conhecimento também se processa a partir das experiências de cada aluno e, nesse contexto, o filme é mais didático e lúdico”, explica o mestre, que há sete anos trouxe o cinema para a sala de aula.

Porém, nem sempre eles são transmitidos na íntegra, e uma edição de partes que interessam para a disciplina que está sendo abordada é o suficiente para cumprir o objetivo. “Em apenas três minutos de exposição de uma cena é possível se discutir o que se levaria 16 horas de trabalho”, avalia o professor.

Doutor e mestre em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Bruni está escrevendo seu 17º livro pela editora Atlas, que será lançado em 2013, no qual faz uma analogia do mundo real, das finanças empresariais com a ficção. Como amante da sétima arte, descobriu que as histórias contadas através da tela do cinema eram uma forma de prender a atenção dos jovens. “O filme é um recurso didático complementar, uma ferramenta de apoio”, completa. Com o olhar treinado, o professor confessa que não consegue mais se desligar nem mesmo no momento de lazer.

Além disso, Bruni também utiliza histórias publicadas na mídia impressa para que os alunos do curso de Ciências Contábeis, Administração e Economia, encontrem alternativas para resolver problemas das instituições em análise. “Casos de jornais e revistas são compactados para que os estudantes possam entender o aporte teórico da situação, a fim de montar soluções”. Segundo ele, dessa forma, fica evidente que não existe uma só resposta ou uma única percepção, pois cada um constrói um caminho com base em suas experiências pessoais, mesmo que auxiliados pela teoria. “As pessoas são diferentes e chegam a conclusões diversas”, justifica.

Para Bruni, as exposições ficaram ainda mais ricas e dinâmicas e os jovens correspondem muito bem aos estímulos, o que vem se comprovando na assiduidade aos cursos.

Indicados como melhores filmes para profissionais da Contabilidade:
  • A Lista de Schindler – Mostra a importância do contador em uma empresa. O drama conta a história de Oskar Schindler, um antigo militar polonês, que progride nos negócios com a sua fábrica de panelas. Schindler contou com ajuda do seu contador judeu para elaborar uma lista de pessoas que acabaram sendo livradas dos campos de concentração com a alegação de serem úteis para seus negócios. 
  • Chocolate - com Juliette Binoche e Carrie-Ann Moss – Fala da criação de novos negócios, empreendedorismo e gestão
  • Mestre dos mares – Dirigido por Peter Weir, com o ator Russell Crowe, trabalha o planejamento estratégico.
  • A Firma – Suspense dirigido por Sydney Pollack, estrelado por Tom Cruise. O diretor mostra os meandros de uma grande empresa advocatícia que ajuda a lavar dinheiro da máfia.
  • Roger e Eu – Aborda o papel da gestão, importante para contadores e administradores de empresas. Fala sobre a empresa General Motors. Direção de Michael Moore.
  • Wall Street 1 – Poder e Cobiça – Indicado para os contadores e para quem lida com o mercado financeiro. Trabalha a ética, mercados de capitais e o valor da informação. Estrelado por Michel Douglas e Charlie Scheen.
  • Um bom ano – Filme de Ridley Scott com Russell Crowe. Traz um duro conceito de finanças, compra e venda de ações. Indicado para economistas também.
  • Uma linda mulher – Estrelado por Julia Roberts e Richard Gere, apesar da classificação de romance, o filme é apresentado em algumas partes para discussões nas aulas de contabilidade e finanças.
  • Ameaça Virtual - Caso Barings - Com Ewan Mcgregor. Fala de tecnologia da informação, contabilidade, liderança, ética, responsabilidade social corporativa e qualidade de vida no trabalho.
  • Náufrago – Na interpretação de Tom Hanks, a película mostra o aprendizado e a importância do planejamento, principalmente, em situações de risco.
  • Enron – Os mais espertos da sala – Documentário que relata um dos maiores escândalos financeiro já visto na história. A companhia de energia estadunidense, localizada em Houston, Texas, foi alvo de denúncia de fraudes contábeis e fiscais, levando o poderoso grupo a pedir concordata que arrastou consigo a Arthur Andersen, empresa de auditoria.
Dicas do professor baiano Adriano Leal Bruni

Dinamismo e criatividade ajudam no aprendizado

Como todo artista que gosta de plateia, todo o professor quer prender a atenção do aluno. “A nossa realização é ver os olhos brilhantes dos alunos, demonstrando que assimilaram bem aquela aula”, comenta a professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Rede Metodista de Educação do Sul - IPA, Neusa Monser. Segundo ela, algumas matérias são mais complexas, densas e difíceis de ensinar.

É o que ocorre com a cadeira Princípios Fundamentais da Contabilidade, em que a professora se utiliza do teatro para reforçar o aprendizado da disciplina. “Encenamos situações de casos reais que ilustram a teoria estudada”, explica. O retorno dessa prática, segundo ela, foi surpreendente, pois os universitários acabaram assimilando o estudo de uma forma bastante rápida e fácil. 

“Precisamos ter uma postura diferente como professores perante o novo perfil de estudante, dessa Geração Y”, diz. A Geração Y é um conceito sociológico para explicar o comportamento dos jovens nascidos entre os anos 1980 e 2000 perante as mudanças da sociedade moderna, incentivada pelos avanços tecnológicos e o desenvolvimento da comunicação. 

De acordo com a coordenadora, a instituição vem incentivando o corpo docente a buscar uma metodologia que cative cada vez mais os jovens. Para Neusa, é importante que o professor se coloque constantemente no lugar do aluno. “A autoavaliação sincera é fundamental”, aconselha. A técnica de filmes também é estimulada pela faculdade. “Temos que ter sensibilidade para criar um novo comportamento em sala de aula”, avalia a professora. “Nossa função é ensinar e, se esse objetivo não está sendo alcançado, nossa tarefa é inócua”, comenta.

Luz, tela, ação, debate e pipoca

Cinema na sala de aula, com direito a pipoca. É assim que a Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia, Hotelaria e Turismo (Face) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) atua há pelo menos três anos. A iniciativa é responsabilidade dos professores Sedinei Beber e Vicente Zanella, que ministram cursos nas cinco faculdades da universidade e integram o currículo extraclasse. No projeto Aula com Pipoca, do professor Zanella, o estudo de uma história através da linguagem cinematográfica é complementar às outras disciplinas da Face. “O aluno se sente mais envolvido”, analisa o professor. O projeto busca a integração dos estudantes de diferentes cursos e conta com o patrocínio da locadora Espaço Vídeo no fornecimento da pipoca.

Segundo Zanella, em um estudo sobre a Teoria dos Jogos, a película escolhida foi Uma mente brilhante, onde foram convidados como debatedores o economista e professor Leandro de Lemos e o psiquiatra Lucas Spanemberg, do Hospital São Lucas, abordando a saúde mental. Uma mente brilhante, drama biográfico dirigido por Ron Howard, trata da vida de um grande gênio da matemática, John Nash, interpretado por Russell Crowe.

Aos 21 anos ele formulou um teorema que provou sua genialidade, mas aos poucos Nash começou a demonstrar ser um homem sofrido e atormentado e chega a ser diagnosticado como esquizofrênico. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel. 

“A ideia é utilizar os longas-metragens como ferramenta de aprendizagem”, diz o coordenador. Segundo Zanella, a universidade é um local onde os estudantes estão abertos ao grande universo de informações, portanto, o tema acaba sendo tratado com mais profundidade, extrapolando o conteúdo da disciplina. Atualmente, cerca de 300 universitários participam da disciplina no auditório do prédio 50 da Pucrs.

Para o professor Sedinei Beber, coordenador do programa O Olhar do Cinema, a universidade precisa se adaptar à modernidade e se ajustar as exigências do novo perfil de estudante. “A cinematografia nos mantêm atentos”, comenta. “Temos que acostumar os jovens a ver filmes com outros olhos”, diz. Segundo ele, as aulas são bastante concorridas.

Gestão e Negócios foi um tema debatido com alunos interessados de diversos cursos da Pucrs. O longa-metragem escolhido para ilustrar foi Minority Report, de ficção científica, lançado em 2002, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Steven Spielberg. Nesta transmissão, o professor Beber abordou, entre outros assuntos, a legalidade das decisões, questões de estratégia e como uma pessoa perseverante pode superar grandes desafios. O tema foi considerado um sucesso de público.

Cinema e literatura caminham juntos

A leitura é a arma utilizada para chamar a atenção dos alunos do coordenador do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Rocha. Ele aconselha seus alunos ao hábito de ler e recomenda o livro O Mundo é Plano, de Thomas Friedman, sobre economia internacional, e A Meta – Um Processo de Melhoria Contínua, um best-seller escrito por Eliyahu M.Goldratt e Jeff Cox com mais de 2 milhões de exemplares vendidos no mundo. 

O livro A Meta trata do funcionamento de uma indústria e questionamentos sobre o seu funcionamento e de como seria possível solucionar os problemas. O processo de melhoria contínua desenvolvido pelos autores pode ser aplicado em outras organizações.

O livro de Friedman traz uma análise da globalização e mostra o comportamento de países como a Índia e a China e tantos outros que ingressaram na cadeia global de fornecimentos de serviços e produtos. 

A experiência positiva do professor como aprendiz nos cursos de mestrado e doutorado foi bastante enriquecedora. “Fazíamos debates sobre os filmes e livros e isso era um fator motivacional”, comenta. Rocha acredita que a metodologia incrementa o interesse do aluno, embora a Ufrgs não desenvolva nenhum programa específico. 

Rocha, apesar de não utilizar a sistemática do cinema em sala de aula, aposta na pedagogia adotada pelo professor John Keating no longa-metragem Sociedade dos Poetas Mortos, estrelado em 1989 pelo ator Robin Williams. 

A história conta que, em meados do século XX, na Welton Academy, em uma tradicional escola preparatória, o professor de literatura aplica seus métodos inovadores para incentivar os universitários a pensar por si próprios criando um choque cultural com a ortodoxa direção do colégio. “Neste caso, são os professores quem deve assistir”, recomenda o coordenador.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Classe Contábil Será Beneficiada com Isenção de Imposto



A categoria contábil, a qual soma 6.686 profissionais ativos no Estado – a maioria na capital -, será isenta do pagamento do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS) de forma individual, fora do sistema Simples Nacional. O benefício depende da assinatura de um decreto municipal, prevista para acontecer ainda este mês, segundo informações da presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Jeanne Figueira. 

Na última semana, Jeanne e um proprietário de um dos mais de 400 escritórios de contabilidades instalados em Manaus, informaram ao acrítica.com que estavam sendo obrigados a pagar, de forma indevida, 5% sobre o faturamento bruto referente ao ISS, quando na realizada a categoria contábil é a única de profissionais liberais inserida na lista de beneficiados do Simples Nacional.

O programa reúne todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma só guia de pagamento, totalizando 6% sobre o faturamento bruto da empresa, 2% deles relativos ao ISS. Trata-se de um mecanismo de benefício fiscal criado durante o governo Lula para, em princípio, contemplar apenas micro e pequenas empresas. Contudo, um acordo com o governo federal possibilitou o ingresso da categoria na lista de beneficiados.

Segundo a presidente do CRC, os que pagaram o imposto desde o início da cobrança, em janeiro deste ano, terão o dinheiro ressarcido, conforme adiantou na última semana o subsecretário de Receita da Semef, Átila Benjamim. Ele atribuiu a cobrança a uma falha no novo sistema de tributação da Prefeitura de Manaus. Contudo, os que estavam inadimplentes e deixaram de pagar o tributo, terão a dívida cancelada e passarão à condição de adimplentes, podendo ter acesso à certidão negativa.

Reunião

Jeanne Explicou que, hoje pela manhã, o secretário municipal de Economias e Finanças (Semef) Alfredo Paes se reuniu com representantes de entidades representativas da classe contábil e apresentou o decreto. Como o texto foi alterado para contemplar outros pleitos da categoria, ele será reescrito e encaminhado amanhã ao prefeito Amazonino Mendes para assinatura.

“As empresas enquadradas no Simples [Nacional] que tenham serviço de assessoria de contabilidade estarão isentas dos 5%. As que têm outras atividades como auditoria, perícia e consultoria, serão tributadas separadamente, num montante de 12 UFMs – Unidades Fiscais do Município - por ano (o equivalente a R$ 845,28)”, frisou.

Ela acrescentou que o valor ficaria em 20 UFMs, ou R$ 1.408, mas, atendendo a um pedido dos representantes da classe, a Semef prometeu reduzi-lo a 12 UFMs, que poderão ser parceladas em quatro vezes ou pagas à vista, com desconto de 10%.

Contrapartida

Jeanne Figueira explica que por ter o pleito atendido, a contrapartida da categoria será prestar todos os serviços de informação e orientação aos micro-empreendedores individuais, de acordo com o que foi estabelecido pela Lei Complementar 123/2006(alterada pela Lei Complementar 128/2008), a qual insere a classe contábil no programa federal, além de auxiliar no recadastramento das mais de 25 mil empresas da capital no sistema da prefeitura, o Giss Online, lançado recentemente pelo município.

Ela explica que o acordo feito com o governo federal, há alguns anos, para o ingresso da classe na lista de beneficiados do Simples Nacional, já previa essa contrapartida de modo a reduzir a informalidade no meio.

Jeanne também destaca que o decreto beneficiará os escritórios regularizados e motivará os demais a procurarem a regularização para gozar do benefício. “Na maioria das capitais do País o percentual de tributação (do ISS) é fixo, o que não ocorre em Manaus. A prefeitura, atendendo a um pleito da classe, fez com que a tributação na capital fosse somente pelo simples”, acrescentou.

A reportagem de acrítica.com tentou contato com o titular da Semef, mas não obteve sucesso.

Fonte: acrítica.com.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

2,7%: O PIB da Ineficiência



Por Stephen Kanitz


O Estado de São Paulo está de parabéns pelo editorial O Pib da Ineficiência.

Faltou explicar porque o Brasil é tão mal administrado, tão ineficiente, tão pobre nas suas análises.

Somos de fatos ineficientes, e continuaremos a ser se não percebermos que precisamos colocar no governo pessoas que entendam de eficiência. 

Para melhorar a análise do Estado de São Paulo gostaríamos de acrescentar alguns dados.

Descontado o crescimento populacional e a parcela do PIB que vai para o governo, a renda per capita disponível para a população brasileira quase não cresceu.

Aliás, fica próxima do erro estatístico no cálculo do PIB, que obviamente não é perfeito. Mas se entrevistarmos qualquer contador deste país, e qualquer aluno de administração que já tenha completado o primeiro ano, eles mostrarão algo mais grave.

1. Uma parte do PIB é venda de extração de minério, ferro, alumínio e extração de petróleo.

O que entra no PIB é o valor adicionado, não o valor do minério in natura.

Acontece que o minério e o petróleo extraídos deveriam ser deduzidos do Patrimônio Líquido Nacional.

Demonstrativo que toda empresa elabora, menos o Governo Brasileiro. 

Neste contexto estamos ficando mais pobres, estamos esgotando nossas reservas minerais.

Se em vez do PIB, calculássemos a variação do Patrimônio Líquido, como fazem as empresas eficientes e não tão eficientes, iremos descobrir que ficamos mais pobres em 2011.

Os 2,7% de crescimento do PIB não compensou a venda de patrimônio liquido deste país, que sequer calculamos, mas deve ser maior do que 2,7% do PIB. 

2. Um outro dado, que todo contador brasileiro aprende no primeiro ano, é que o aumento da dívida de uma empresa sem contrapartida é uma redução do patrimônio. 

Em 2011, a dívida não contabilizada do governo deve ter aumentado no mínimo R$ 500 bilhões.

Ficamos R$ 500 bilhões mais pobres, mas isto não é contabilizado e representaria mais 1,2% do PIB. São os direitos adquiridos que por ineficiência e esperteza não são contabilizados. 

A maioria dos brasileiros e jornalistas, nem sabe que existem estas despesas não contabilizadas, o que mostra o grau de ineficiência que nos permitimos chegar.

Sequer sabemos o nível dos nossos problemas. 

Pelo menos, a ficha caiu que somos ineficientes. 

Onde somos ineficientes é que ninguém percebeu ainda. "É nos juros", "É no câmbio", 'É na educação".

Continuem pensando assim. 

Quando descobrirem que ineficiência se combate com profissionais treinados para combater a ineficiência estaremos um pouco menos atrasados. 

Fonte: Blog do Stephen Kanitz.

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