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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ativos Intagíveis

Com a chegada da Lei 11.638, o valor dos bens intangíveis passou a ser calculado no balanço contábil.


Você chegou ao supermercado e todas as caixas de sabão em pó são iguais, as embalagens têm mesmo formato e cor, sem nome ou rótulo, apenas o conteúdo é diferente. Como reconhecer o produto? Por trás da marca, estão não só as características que conquistam a preferência do consumidor, mas também investimentos em inovação e tecnologia. São esses conceitos que permitem transformar a marca em algo extremamente valioso. E mais: garantir melhores financiamentos nos bancos, facilitar ações junto ao governo federal e, inclusive, facilitar uma negociação futura.

Muitas empresas tiveram uma grande valorização de seus ativos intangíveis, como marca, patentes, embalagens, procedimentos e franquias, principalmente após a entrada em vigor da Lei 11.638 (IFRS). As regras revisadas e emitidas pelo Comitê de Normas Internacional de Contabilidade (IASB) exigem que novas áreas sejam mensuradas a valor justo e dão origem a novos desafios aos avaliadores.

Apesar de o assunto ganhar repercussão, conhecer o valor da marca ainda não é uma prática comum na maioria das empresas. Segundo Eduardo Rêdes, sócio da área de Transações da Ernst&Young, os direcionadores dos intangíveis são diversos. "Se engarrafar a Coca-Cola e tirar o rótulo, o produto vai vender menos", exemplifica.

O cálculo inclui a estimativa da receita a curto, médio e longo prazos e também os recursos extras gastos com a marca, incluindo os royalites. É a chamada "projeção dos resultados futuros" o que define o valor.

Segundo a Lei da Propriedade Industrial, que regulamenta a questão, é preciso declarar quais os artigos intangíveis que devem entrar na equação. Marcas, relacionamento contratual com o cliente, fidelidade do consumidor, tecnologias que são específicas do setor fazem parte desta lista.

Outro conceito levado em conta é o mindshare, ou seja, o quanto uma marca é lembrada pelos consumidores. É preciso um investimento muito pensado para ter esse destaque de ser lembrado como referência de qualidade ou sinônimo de bom produto mesmo sem ser comprado. É a chamada valoração intangível. Por outro lado, há uma base de consumidores que entende seu produto como uma referência de qualidade, mas não necessariamente o consomem imediatamente. É o que acontece com a marca Calvin Klein. Muitas pessoas que a conhecem não têm condições de comprá-la, mas o fazem assim que sua situação econômica muda. "Isso não se pode quantificar", afirma Rêdes.

Projeção de lucro depende do tipo de empresa e avaliação estratégica
Há inúmeras formas de fazer a avaliação do valor intangível. Para o advogado Gustavo Augusto Hanum Sardinha, especialista em ativos intangíveis, avaliação estratégica de marcas e direito do consumidor, a melhor forma é a que a legislação indica: contabilizar os ativos intangíveis. A metodologia a ser utilizada vai depender do tipo de empresa e do seu fluxo de caixa contábil. Outras formas seriam relativas à possibilidade de geração de lucro, a projeção no tempo, o ramo, a forma societária e, além disso, a análise do produto e sua participação de mercado.

Autor do livro Marca Comercial: Quanto vale a sua?, o advogado explica que são várias as formas de se chegar ao resultado. São muitos os recursos utilizados por grandes corporações de todo o mundo em técnicas avançadas de branding. "Qualquer que seja o método, a marca só tem valor se ela está incrustada na cabeça do consumidor", afirma.

Ele exemplifica com o lançamento do carro modelo Classe A, da Mercedes-Benz. A iniciativa representou uma tentativa de popularizar a marca no Brasil, mas como o produto era incompatível com o perfil do consumidor Mercedes-Benz, a ação foi frustrada. "Isso de certa forma desvalorizou e teve impacto negativo na marca, que era conhecida por marketing de luxo. A ação foi tão catastrófica que a linha saiu de fabricação", afirma.

Qualidade, experiência e associação definem colocação
As marcas têm pesos diferentes, que variam de acordo com a projeção no mercado, reconhecimento, valor intrínseco pelo público-alvo e pela capacidade de alavancar o faturamento das empresas. Quanto maior o investimento na projeção, por marketing e comunicação, maior a possibilidade de alavancar os resultados.

O administrador João Fernando Moreira Júnior, gerente comercial da Marpa Marcas e Patentes, explica que há diferentes metodologias para se precificar uma marca. Os profissionais capacitados para fazer esse tipo de avaliação são pessoas da área de Ciências Contábeis credenciados junto a algumas entidades para fazer avaliação, respeitando normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central, da Lei das S.A., além de normativas técnicas do Banco Central e Receita Federal.

Há aspectos que mesmo as pesquisas não conseguem quantificar por se tratar de uma questão mais qualitativa. "Tem quesitos que são de difícil mensuração", ressalta Moreira Júnior, referindo-se a fatores como qualidade, experiência e associação. Um exemplo disso é que uma marca como a Varig, que teve muitos contratempos em sua história, agora está sendo utilizada pela empresa Gol (sua nova proprietária) nas rotas internacionais. Isso porque o consumidor associa a alta qualidade aos tempos áureos do nome Varig. Um outro caso citado pelo especialista é da Rotermund, que, mesmo estando há muito tempo sem investir em mídia, é sempre lembrada pelas empresas que querem comprar agendas para distribuir aos clientes. Nesse caso, é uma questão de experiência e tradição.

A Lei da Propriedade Industrial, que orienta o registro de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, recomenda às empresas que procurem se proteger e registrar suas formas. "Posso explorar uma marca que é detida por terceiros, faço todo um planejamento e depois não posso usar. Isso seria um desperdício de tempo e dinheiro", adverte.

Mídias sociais tem impacto na divulgação
A ascensão das redes sociais demarcou uma nova fronteira na forma de divulgação e relacionamento entre as marcas e seus públicos-alvo. Estar conectado aos sites de relacionamento e monitorar a opinião dos participantes não é apenas um diferencial para quem quer se posicionar no mercado, mas uma necessidade.

Por ser um canal para encontrar o consumidor, a prática se tornou uma questão de sobrevivência para as companhias, argumenta Eduardo Rêdes, sócio da área de Transações da Ernst&Young. "Estamos sendo monitorados por todos os lados e, por isso, temos que estar posicionados em todos eles. Há várias mídias que se pode medir a opinião do consumidor."

Ao mesmo tempo em que se apresentam como um precioso suporte de divulgação, as mídias sociais podem apresentar um risco à imagem da empresa. Para o advogado Gustavo Sardinha, o papel das redes é tão forte que elas são decisivas na divulgação, mas essa formação de opinião pode ser tanto para o lado bom quanto para o lado ruim. Aqueles que não têm atenção voltada ao consumidor das mídias sociais podem ter um decréscimo nas vendas, pois, se o internauta fala mal, vai atingir muitas pessoas, e ninguém da empresa vai saber. Por outro lado, se as marcas fazem gestão rápida disso, podem contornar o resultado negativo e usar a situação a seu favor, como uma oportunidade de se retratar com o cliente.

Um exemplo recente foi o lançamento do iPhone 4, situação em que as mídias sociais tiveram papel importante ao alertar sobre um problema de transmissão no sinal. Ao ser pulverizada na internet, a informação sobre problemas de conectividade do aparelho fez com que muitos consumidores deixassem de comprá-lo. Cobrada por pelos usuários, a Apple teve que se retratar, e ao divulgar práticas de melhoria via internet, encontrou uma forma de contornar o problema. "A avaliação da marca, ao contrário do que todos pensam, pode ser uma boa ferramenta para o empresário", argumenta.

Pegar carona nas mídias sociais para fazer crescer o valor da marca e se aproximar dos seus públicos de interesse. Essa é a sugestão do gerente comercial da Marpa Marcas e Patentes, João Fernando Moreira Júnior, em relação à divulgação por meio das mídias sociais. "É extremamente importante porque é livre, sincero e voluntário. Hoje qualquer empresa que está em crescimento valoriza a opinião advinda das mídias sociais, pois é um feedback gratuito, em que valem tanto as reclamações quanto os elogios."

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Duas Empresas Falsas São Abertas Por Dia no Paraná

Artimanha é utilizada por criminosos que recorrem a documentos roubados.


Por dia duas empresas falsas são abertas com documentos adulterados, segundo Mauro Cesar Kalinke, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Paraná (Secap-PR). Por ano são cerca de 500 empresas clandestinas abertas mediante o uso de documentos perdidos ou roubados, cujos titulares não abrem um Boletim de Ocorrência (BO) por desconhecer as implicações legais futuras.

Por mês o setor de Achados e Perdidos dos Correios recebe entre 3 mil e 4 mil documentos, conforme os dados da assessoria da Empresa Brasileira e Correios e Telégrafos de Curitiba. E apenas 10% destes documentos retornam às mãos dos donos verdadeiros.

Essas estatísticas ajudam a elevar o número de empresas constituídas com documentos adulterados. Segundo o advogado Edson José da Silva, essas fraudes são favorecidas pelo próprio judiciário. "Se você tentar fazer um BO (Boletim de Ocorrência) porque perdeu seus documentos você não vai conseguir fazer isso. A lei brasileira estabelece que o BO só pode ser feito no casos de roubo de documentos", afirma. "O mesmo vale para o caso de você ter os documentos furtados após as 18 horas de sexta-feira, uma vez que as delegacias só abrem BOs em horário comercial", diz Silva.

Silva é o advogado de defesa do professor aposentado Pedro Antônio Triepvtiler, 56 anos, que está respondendo a acusação de formação de quadrilha e roubo de cargas.  Triepvtiler teve os seus documentos perdidos durante um acidente sofrido na região de Itararé (SP), em 2006. "Como ele usava mais a carteira funcional, de professor do Senai, ele não percebeu o que havia acontecido com os documentos de imediato e, quando depois de um tempo deu conta do ocorrido, tentou fazer um BO e não conseguiu", explica Silva.

A história toda estourou em junho, segundo o advogado, quando Triepvtiler recebeu uma intimação para depor no 12º Distrito Policial. Lá ele descobriu que integrantes de uma quadrilha presa em Paranaguá haviam alugado um galpão industrial no bairro da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Essa quadrilha usaria o galpão para esconder cargas roubadas, conforme revelou o advogado. "Ele que já não tinha uma saúde muito boa, está abaixo de fortes medicamentos", diz.

Fonte: CFC.

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domingo, 29 de agosto de 2010

Maus Gestores Públicos Causam Perda de R$ 3,5 Bilhões

A maioria dos problemas é causada por maus prefeitos, secretários municipais e diretores de autarquias regionais.


O próximo presidente da República já sabe que herdará um problema que a administração pública federal não consegue eliminar. A cada ano, só aumenta a quantidade de irregularidades envolvendo o mau uso de recursos federais por gestores públicos - na maior parte dos casos, prefeitos, secretários municipais ou diretores de autarquias regionais.

Levantamento feito pelo Grupo Estado com dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que essa espécie de "custo gestor nacional" se transformou num buraco bilionário. Desde 2005, a soma das condenações e aplicações de multas feitas pelo TCU a esses maus gestores já alcança cerca de R$ 3,5 bilhões. Mesmo corrigindo os valores, não existe a certeza de recuperação desses recursos, uma vez que os acusados recorrem constantemente de suas condenações, alongando ao máximo a definição de seus processos.

Apenas no primeiro trimestre de 2010, as punições pelo mau uso de recursos julgadas pelo TCU já somavam R$ 157 milhões. Mas a tendência é que o número ultrapasse a marca do ano passado, de R$ 1,2 bilhão. Desde 2005, o TCU abriu 6.744 processos e pediu punições para 10.287 responsáveis pela gestão de verbas federais que apresentaram problemas.

"É importante conversar com o próximo presidente e mostrar a necessidade de formar uma rede de informações entre todos os órgãos com função de controle e fiscalização", afirma o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar. O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, também defende mudanças na legislação para conseguir a punição eficiente de maus gestores que tenham comprovadamente agido com dolo. Na sua avaliação, a cobrança judicial da verba desviada atualmente "leva uma vida" para ser feita, justamente pela quantidade de recursos previstos em lei, e essa protelação garante a impunidade dos corruptos. "Ou se muda a lei ou não tem solução." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal Exame.

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Indústria Quer Novo Modelo de Tributação

Associações defendem troca de incidência na folha de pagamento por alíquota baseada no faturamento.


Associações da indústria de TI defenderam, nesta quarta-feira (25/08), uma mudança na tributação da folha de pagamento, onde parte dos impostos seria substituída por uma alíquota vinculada ao faturamento das companhias. 

De acordo com Edmundo de Oliveira, diretor de marco regulatório da Brasscom, que acompanhou a coletiva de imprensa para divulgação do documento "O Valor Estratégico de Tecnologia da Informação", a proposta é substituir em torno de 20% da incidência sobre a folha por uma alíquota entre 2% e 4% incidindo sobre o faturamento das companhias de TI. O especialista frisou que, neste caso, não seria alterada a alíquota vigente de FGTS. 

"Essa é a questão mais sensível não só em TI, mas para a competitividade brasileira. Propusemos algo simples. Hoje a folha tem incidência de 36%, não vamos mexer em FGTS", afirma Oliveira. Ele lembrou que estudo produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o peso da mão-de-obra como encargo em proporção à receita líquida de uma empresa de software era de 45%. Por outro lado, pontua, levantamento da indústria revela um número bem maior: 75%. "A diferença é muito comum. Há interpretações diferenciadas. Tem a estatística oficial e a realidade que a indústria retrata e isso reflete diferentes graus de informalidade." 

Antônio Carlos Gil, presidente da Brasscom, ressaltou que competição com Índia é injusta e não apenas pelo custo - hoje fazer negócio com indianos é 50% mais barato - mas pela qualificação e conhecimento que as empresas brasileiras têm. "Uma empresa de TI que fatura US$ 1 bilhão tem cerca de sete mil funcionários e uma fabricante de automóveis, por exemplo, que fatura US$ 1 bilhão tem 300/400 funcionários", provocou, dizendo que a tributação alta na folha afeta muito a indústria de TI, já que o insumo maior é mão-de-obra e não mercadorias. 

Fonte: FinancialWeb.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

IFRS: A Hora Está Próxima!

A intenção é que os balanços de 2010 já estejam plenamente alinhados ao padrão global.


Muito já se falou da necessidade das companhias brasileiras se prepararem para adaptar suas demonstrações contábeis às normas estabelecidas pelo International Financial Reporting Standards (IFRS), padrão contábil internacional adotado por mais de cem países, entre eles o Brasil.

A intenção é que os balanços de 2010 já estejam plenamente alinhados ao padrão global. E, para tanto, não tem faltado empenho por parte dos órgãos reguladores.

Valendo-se de Portarias e Medidas Provisórias, as autoridades têm dado garantias importantes. Por exemplo: a MP 449, emitida no final de 2008, estabeleceu efeito fiscal nulo com a adesão aos IFRS. Dessa forma, eliminou o receio de que possíveis variações no balanço societário acarretadas pelo novo modelo levem ao aumento dos impostos devidos. Ou seja: mesmo que a lei sofra alterações que modifiquem o critério de reconhecimento de receitas e do lucro líquido do exercício, não haverá modificações na apuração do lucro real da pessoa jurídica.

Mas as empresas ainda manifestam preocupações, e têm boas razões para isso. Por exemplo: uma das maiores dificuldades diz respeito à capacitação dos profissionais, que, historicamente, foram treinados para atender mais aos interesses do Fisco do que aos do empresário. As normas do IFRS mudam esse paradigma.

Também passa a haver uma prevalência do aspecto econômico em detrimento da forma jurídica. Assim, o julgamento dos profissionais contábeis passará a ter um peso maior do que as regras rígidas. Essa é uma mudança substancial no modo de fazer as coisas.

Outro aspecto aparentemente secundário, mas que pesa um bocado sobre os ombros dos contabilistas, é o domínio da língua inglesa. Nem todos os profissionais da área estão familiarizados com o idioma ao ponto de lerem, sem problemas, as Normas do IFRS no original.

Estas foram adaptadas à contabilidade brasileira pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) - mas, sem dúvida, tudo flui melhor quando o profissional está apto a buscar informações diretamente na fonte. Por isso, melhorar o conhecimento dessa língua que se tornou o idioma da globalização é um dos desafios que devem ser assumidos por quem atua na área.

Também há dúvida a respeito de como dar ao mercado uma explicação clara e consistente sobre as variações significativas que vierem a ocorrer nos resultados ou no patrimônio líquido da empresa. É urgente que os profissionais que atuam na relação com os investidores estejam preparados para prestar esclarecimentos sobre o balanço financeiro aos investidores. E o mesmo se aplica aos analistas, que precisam estar preparados para avaliar os balanços em IFRS.

Uma coisa é certa: cada vez mais, o contabilista será reconhecido, pelas empresas, como o detentor de um papel estratégico, na medida em que ele deixa de ser simplesmente o responsável pelas obrigações tributárias e passa a coletar e fornecer informações fundamentais à melhoria do desempenho econômico.

Fonte: Brasil Econômico.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Crise Consolida Brasil Como 8ª Economia Mundial

País superou Espanha.

A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos. 

A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a oitava potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego, um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições. 

Já dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating (ver gráfico), indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.

Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada com US$ 1,46 trilhão. Já a projeção do Fundo para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha.

Dependência

Sem um mercado interno dinâmico por causa do desemprego, a Espanha passou a depender apenas das exportações. Mas, com a Europa em crise, produtos não competitivos e uma queda da demanda nos Estados Unidos, empresas não aguentaram e muitas faliram. No total, foram sete trimestres de encolhimento do PIB, também prejudicado pelo fim da bolha imobiliária que mantinha 25% do crescimento da economia. Agora, a recuperação apenas patina e já se fala em nova queda no fim do ano.

No Brasil, a crise internacional foi compensada pelo mercado doméstico em expansão, crédito e consumo. Pelo ranking do FMI, os Estados Unidos continuam no primeiro lugar, com um PIB nominal projetado para 2010 de US$ 14,8 trilhões, quase o triplo do chinês. A China vem em segundo, com US$ 5,4 trilhões, seguida pelo Japão com US$ 5,3 trilhões. 

O primeiro país europeu no ranking é a Alemanha, com US$ 3,3 trilhões, seguido de longe pela França, com US$ 2,7 trilhões, Reino Unido, com US$ 2,2 trilhões e Itália com US$ 2,1 trilhões. O Brasil vem na oitava posição, colocação que já ocupou nos anos 90, com US$ 1,9 trilhão. 

Em entrevista ao jornal espanhol, o ex-ministro de Assuntos Exteriores do país, Josep Piqué, apontou que, juntas, as economias latino-americanas já seriam a quarta maior economia do mundo, superando a Alemanha. Para ele "a Europa é o doente da economia mundial". 

O ranking do FMI indica que a posição do Brasil variou muito desde meados da década de 90. Em 1995, o Brasil era a sétima maior economia do mundo em PIB nominal, com US$ 769,7 bilhões. As crises cambiais e econômicas da segunda metade dos anos 90, porém, acabaram forçando a desvalorização do real em 1999, que foi acentuada nas turbulências de 2001 a 2003. 

A conjunção de moeda desvalorizada e baixo crescimento fizeram o Brasil recuar seis posições no ranking do FMI, caindo em 2003 e 2004 para a 13.ª colocação no ranking global de PIBs. Nesses dois anos, o Brasil ficou atrás de países como Espanha, Canadá, México, Coreia do Sul e Índia. 

Pulando degraus

A partir de 2005, porém, com a valorização do real, e de 2006, com a aceleração do ritmo de crescimento, o Brasil recuperou cinco posições, e chegou em 2009 ao nono posto no ranking dos PIBs. Segundo Agostini, da Austin Rating, "vale lembrar que a boa colocação do Brasil obtida nos anos 90 se deveu ao câmbio artificialmente valorizado, que aumentava o PIB em dólares". 

Para o economista, hoje a realidade é diferente, pois, mesmo com o câmbio relativamente valorizado, o País está em um nível de abertura comercial e competitividade muito maior que no passado. "Isso são fatores que reforçam a solidez da economia brasileira nos dias de hoje, o que fica demonstrado, até mesmo, pela forma como superou com louvor a crise mundial", acrescenta.

As projeções do FMI indicam, porém, que o Brasil deve se manter na oitava posição pelo menos até 2015, quando o PIB nacional atingirá US$ 2,6 trilhões. Mas haverá uma mudança significativa no ranking, já que o País ultrapassará a Itália e será, por sua vez, ultrapassado pela Rússia, que deve chegar a 2015 com PIB de US$ 3,1 trilhões. 

Em 2015, segundo as previsões do FMI, o PIB americano atingirá US$ 18,2 bilhões. Com US$ 9,4 trilhões, o PIB chinês já será um pouco mais do que a metade do americano.

Fonte: Estadão.

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Os 10 Times de Futebol mais Valiosos do Mundo

Lista elaborada pela revista Forbes é dominada por equipes europeias.


Manchester United, o mais bem-sucedido do futebol inglês e lider da lista

O país que inventou o futebol conta com o time mais valioso do mundo. Segundo a revista americana Forbes, o Manchester United vale 1,84 bilhão de dólares. O clube inglês, um dos mais populares do mundo, faz por merecer. Por cinco anos seguidos, o Manchester foi campeão inglês – à exceção deste ano, que perdeu o título para o rival Chelsea -, além de levar a Liga dos Campeões (UEFA) e o Mundial de Clubes em 2008. O time conta com craques como o inglês Wayne Rooney, tido como a promessa da seleção inglesa na Copa da África do Sul – mas que teve uma atuação apagada.

Tanta popularidade – são cerca de 333 milhões de torcedores no mundo todo, segundo o clube – e bons resultados nos gramados elevam a receita do time. A Nike segue como patrocinadora e fornecedora de material esportivo do time que paga 470 milhões de dólares mais 50% de participação em merchandising até 2015. As altas cifras também estão nas dívidas. Depois de ser comprado pelo empresário americano Malcom Glazer em 2005, o débito do time vem crescendo. Hoje as dívidas do time somam 839 milhões de dólares.

 

Real Madrid, recordista de vitórias na UEFA

Iker Casillas, Sergio Ramos, Xabi Alonso... Os nomes soam familiares? Se não, a Copa do Mundo da África ficou de fora da sua programação. Os três jogadores foram responsáveis pela vitória inédita da Espanha em mundiais. A estratégia do Real Madrid é investir em jogadores-marca. O time conta também com o brasileiro bom moço Kaká e o português espalhafatoso Cristiano Ronaldo para atrair mais atenção à equipe. A compra dos dois jogadores foi avaliada em 222 milhões de dólares.

Mesmo com o reforço, o Real Madrid não ganhou nada na última temporada, mas o clube continua bem cotado: 1,32 bilhão de dólares. Só a receita de mídia saltou de 35 milhões de dólares para 563 milhões de dólares. O contrato com o grupo de mídia espanhol Mediapro garante ao Real Madrid um total de 1,5 bilhão de dólares na temporada de 2013-2014. Nada mal para o clube eleito o time do século 20, em 2000, pela Fifa. Além disso, a equipe é recordista de vitórias da Liga dos Campeões com nove títulos.

 

Arsenal, controle compartilhado

O popular clube inglês foi avaliado em 1,18 bilhão de dólares. Apesar de figurar na terceira posição da lista da Forbes, nos últimos anos a equipe deixou a desejar nos gramados. O Arsenal conta com 13 títulos na Liga dos Campeões (o último deles em 2004), na Premier League e 10 vitórias na FA Cup (pela última vez em 2005). Os fracos resultados, porém, foram insuficientes para atrapalhar a tradição do time e diminuir sua torcida de 27 milhões de torcedores no mundo todo. Além disso, o time conta com craques como o atacante Thierry Henry, um dos responsáveis pela vitória da seleção francesa contra o Brasil na Copa do Mundo de 2002.

Fundado em 1886 por trabalhadores da fábrica de armas Woolwich Arsenal Armament Factory, o clube hoje passa por mudanças em sua gestão. A empresária Indiana Lady Bracewell-Smith – quarta maior acionista do time – deseja encontrar um comprador para sua parcela de 15,9%. Um dos possíveis compradores é o milionário americano Stanley Kroenke, que já detém 29%. Kroenke também controla dois grandes times nos Estados Unidos -- o Colorado Avalanche e o Denver Nuggets. Os fãs do Arsenal são contra essa nova mudança de controle no time. Eles defendem um controle compartilhado.

 

Barcelona, catalão de nascimento, suíço de criação

Bons resultados em campo garantem bons rendimentos a um time, além da fama que ele tem. No caso do Barcelona, avaliado em 1 bilhão de dólares, não foi diferente. A equipe ganhou o campeonato espanhol, a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes da Fifa em 2009, e o campeonato espanhol deste ano. Como resultado de uma boa temporada, as receitas com transmissão de jogos do time atingiram 222 milhões de dólares, contra 59 milhões de dólares na temporada passada.

A equipe espanhola conta com craques como David Villa, o atacante da seleção espanhola e um dos principais responsáveis pela vitória histórica na Copa da África do Sul, o argentino Lionel Messi, o sueco Zlatan Ibrahimovic. A diversidade de craques – o que caracteriza os times europeus – também acontece no Barcelona, desde sua criação, em 1899. Na época, o ex-jogador suíço Hans Gamper fez um anúncio num jornal local buscando atletas que desejassem formar um time da cidade. O resto é história.

 

Bayern de Munique, de Franz à Franz

O mais famoso e bem-sucedido time alemão foi campeão nacional, venceu a Copa da Alemanha e vice-campeão da Champions League neste ano. Tanto sucesso fez o time ser cotado em 990 milhões de dólares.

A melhor fase do time, no entanto, aconteceu no final dos anos 60 e início dos anos 70, quando o time era liderado pelo “Kaiser” Franz Beckenbauer, ao lado do atacante Gerd Müller e do goleiro Sepp Maier. Nessa época, o time ganhou três Copas Europeias seguidas entre 1974 e 1976. O time foi fundado em 1900, por Franz John jogador, então jogador do MTV 1879, e mais e dez colegas que estavam cansados das condições nas que tinham que jogar.

 

Liverpool, o papa-troféus

Os números do Liverpool mostram como o time faz parte da história do futebol inglês. Avaliado em 822 milhões de dólares, o time foi 18 vezes vencedor da Liga dos Campeões, cinco vezes campeão europeu e três vezes vencedor da Copa da UEFA. Entre as décadas de 60 e 80, a equipe dominou os campeonatos ingleses e europeus, sob o comando do empresário Bill Shankley. Apesar de tantos bons resultados, o time vem amargando um período de seca. O Liverpool ganhou a última Liga dos Campeões em 2005 e perdeu a final do Mundial para o São Paulo. Não é campeão inglês desde 1990. Recentemente, o time confirmou o recebimento de diversas propostas de aquisição, entre elas do Royal Bank of Scotland, seu maior credor.

Na história do Liverpool, há dois episódios trágicos que marcaram sua trajetória vitoriosa. Em 29 de maio de 1985, em Bruxelas, na Bélgica, aconteceu a tragédia de Heysel, quando 39 pessoas foram mortas devido a acidentes causados por hooligans ingleses no estádio de Heysel. Quatro anos depois, no estádio Hillsborough, em Sheffield, quando Liverpool e Nottingham Forest jogavam, 96 pessoas morreram no que ficou conhecido como o Desastre de Hillsborough.

 

AC Milan, o time do primeiro-ministro

Desde 1986, a equipe italiana está sob os mandos e desmandos do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Figurão da política sempre metido em escândalos, pelo menos o italiano injetou altas cifras no Milan desde que assumiu seu comando. A squadra italiana foi fundada, na verdade, pelo inglês Alfred Edwards como um time de críquete e futebol, em 1899. Hoje é um dos times mais ricos do futebol mundial, avaliado em 800 milhões de dólares. A equipe conta com os atacantes brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato.

Em 2006, o Milan e mais quatro times se envolveram no escândalo de manipulação de resultados do campeonato italiano. A polícia excluiu os dirigentes do Milan da lista de suspeitos, mas a associação italiana de futebol puniu o time com uma redução de 15 pontos no campeonato. O time recorreu e conseguiu reduzir a pena para 8 pontos, o que permitiu sua participação na temporada 2006-2007 da Liga dos Campeões, da qual saiu vencedor pela sétima vez.

 

Juventus, símbolo do futebol italiano driblou altos e baixos

Fundada por jovens estudantes da cidade de Turim, a Juventus se tornou a mais bem-sucedida equipe italiana. Com cerca de 170 milhões de torcedores no mundo – sendo a maior torcida da Itália – o time é avaliado em 656 milhões de dólares. Durante os anos 70 até meados da década de 80, a equipe foi campeã dos principais campeonatos internacionais. Depois de uma série de conquistas, houve a fase seca que durou até a temporada de 1994-1995, quando o time levou novamente os principais campeonatos da região.

Em 2006, foi campeã italiana e teve o título revogado por escândalos de manipulação de resultados e apostas. Resultado: caiu para a série B pela primeira vez em mais de 100 anos de história, e ainda perdeu o título das duas temporadas anteriores. Retornou, em 2007, à primeira divisão, mas desde então não apresenta resultados expressivos. A Juventus terminou em terceiro lugar na sua primeira temporada após voltar em 2007-2008, e se classificou para a terceira rodada de qualificação para a Liga dos Campeões na temporada de 2008-2009. O time investiu em novas contratações para correr atrás de bons resultados. Os italianos Fabio Canavaro e Fabio Grosso, e o brasileiro Felipe Melo reforçaram o time.

 

Chelsea, investimentos que vêm do petróleo

A equipe inglesa é outra que despertou interesses de mais um milionário. O magnata russo Roman Abramovich, da indústria petroleira, comprou o time em 2003 e, desde então, injetou bilhões de dólares na compra de caros jogadores. Tanto investimento no time fundado em 1905 parece ter dado certo. A equipe, avaliada em 646 milhões de dólares, foi campeã inglesa neste ano, desbancou o Manchester United depois de cinco títulos consecutivos de vitórias do adversário, levou a Copa da Inglaterra e foi finalista da Liga dos Campeões contra o Manchester em 2007. Entre seus os jogadores, está o atacante da Costa do Marfim Didier Drogba. O próximo que pode reforçar a equipe é o craque Neymar, do Santos.

 

Inter de Milão, cinco vezes no topo

A atual campeã italiana foi avaliada em 413 milhões de dólares. Há cinco anos consecutivos, o Inter de Milão é o vencedor do campeonato nacional. Em 2010, levou também a Copa da Itália e a Liga dos Campeões, e estará no Mundial da UEFA. Fundado em 1908, o Internazionale que dá nome ao time é fruto do desejo de seus fundadores de receber jogadores de outros países. O primeiro capitão do time, aliás, foi o suíço Hernst Manktl. Como todo time europeu, muitos outros craques de diversos países já vestiram sua camisa, como o ex-capitão da seleção brasileira Lúcio e o camaronês Samuel Eto’o.

Fonte: Portal Exame.

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Petrobras Perde Posto de Maior da América Latina para a Vale

Companhia ultrapassou a Petrobrás em valor de mercado.


A Petrobras (PETR3); (PETR4) perdeu hoje o posto de maior empresa da América Latina para a Vale (VALE3); (VALE5). A troca de posição foi motivada pela forte queda de 25% das ações da estatal brasileira este ano por conta das incertezas da capitalização. O valor de mercado caiu 94 bilhões de reais, para 253,132 bilhões de reais este ano. O valor de mercado da Vale está em 254,914 bilhões de reais. Os papéis preferenciais de classe A da Vale subiram 4,89% em 2010.

A mineradora já tinha conquistado este posto por uma semana em setembro de 2007. À época, a mineradora alcançou um valor em bolsa de 286,036 bilhões de reais, ante os 285,333 bilhões da Petrobras. Agora, a estatal do petróleo tem patinado nas declarações confusas da União e da Petrobras no aumento de capital que visa dar recursos para a exploração do petróleo na camada pré-sal. O problema está no valor do barril a ser concedido na cessão onerosa.

Para encontrar um preço, a Petrobras contratou a consultoria DeGolyer & MacNaughton. Entretanto, na lei da capitalização aprovada em 10 de junho, exige-se um segundo laudo independente, esse feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para isso, a agência contratou a Gaffney, Cline & Associates. A estimativa é de que a empresa conclua o trabalho até o final de agosto. O mercado espera um valor entre 5 e 7 dólares por barril. Entretanto, especulações sugerem que o preço fique em torno de dez dólares.

O analista Osmar Camilo, da corretora Socopa, explica que, caso o valor de 10 dólares sugerido seja confirmado, isso implicaria em maior injeção dos minoritários. "Mantendo constante a quantidade de barris da cessão onerosa em cinco bilhões de barris, a US$ 10 cada, o mercado teria que acompanhar o aumento de capital em, aproximadamente, US$ 90 bilhões para não ser diluído", diz o analista.

Fonte: Portal Exame.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os Ultimos Dias no Poder do "Aiatolá da Contabilidade"

Perto da aposentadoria, Sir David Tweedie, presidente do Iasb, ainda tem vários desafios pela frente.


Sir David Tweedie diz que seu pessoal está preocupado com o que ele será capaz de fazer nos seus últimos meses como presidente do Comitê Internacional de Normas Contábeis (Iasb, na sigla em inglês), o poderoso formulador de normas globais que ele chefiou por uma década.

"Acredito que as pessoas estão muito preocupadas sobre como me sairei nos meus seis últimos meses aqui, com todas as minhas vendetas e todos esses ressentimentos que venho acumulando... Penso que eles estão preocupados que eu possa deixá-los escapar", diz, rindo.

Sir David, que deverá se aposentar em junho de 2011 e ter um sucessor atuando muito antes disso, é uma das figuras mais francas e controversas nas finanças internacionais.

Se por um lado um jornal francês já o descreveu como o "aiatolá da contabilidade", sir David, por outro, presenteia visitantes com histórias da "Christian Aid" (agência cristã de ajuda do Reino Unido e Irlanda) protestando diante do seu escritório sobre contabilidade na África e as batalhas que travou com a Comissão Europeia na confusão da crise. Sobre sua parede há uma tira cômica dele duelando com Gordon Brown, quando o ex-premiê britânico era ministro da Fazenda. Seus defensores dizem que ele é insubstituível.

Seus derradeiros meses no cargo, antes da vinda - ainda não decidido - do seu substituto, e quando assumir um cargo de aposentadoria, como dirigente do Instituto dos Auditores da Escócia, porém, deverão ser um dos mais atarefados e de maior notoriedade.

Ele e seu colega nos EUA, Bob Herz, do Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (Fasb), precisam terminar um plano para convergir uma série de normas consideradas falhas desde a crise financeira. Sir David também acredita que uma reestruturação na governança do Iasb seja iminente, para levar em consideração o poder econômico crescente das economias asiáticas.

Ele considera que a maior fonte de tensão, que provavelmente o colocará mais uma vez em conflito com os órgãos reguladores do sistema bancário europeu, poderá decorrer da revisão na forma como os bancos contabilizam seus prejuízos em vista da crise financeira.

O Iasb propôs passar de um modelo de prejuízo "incorrido" para um modelo de prejuízo "esperado" para ajudar a moderar fortes altos e baixos nos lucros dos bancos ao longo do ciclo econômico.

Os reguladores do sistema bancário nacional na Europa, porém, incluindo alguns dos que estão no Comitê da Basileia, prefeririam que os auditores considerassem exigir que as companhias coloquem de lado parte dos seus lucros para servir de proteção em tempos de recessão econômica.

A reação a essa sugestão - que ele descartou como "auditoria de potinho de biscoitos", no sentido de que a medida permitiria aos dirigentes de bancos guardar e ocultar lucros - é brusca.

"Nós não mostraremos bancos dando lucro quando estiverem dando prejuízo", disse. "Deixaremos o lucro claro e depois dependerá do órgão regulador dizer 'essa parte não pode ser distribuída, essa parte deve ser retida'. Essa não é a atribuição da auditoria."

Ele mantém a mesma fala grossa quando o Iasb e o Fasb são criticados por seu fracasso em cumprir uma data limite concedida a eles pelo G-20 para convergir as normas contábeis até junho de 2011. A realização dessa meta deveria ser o ápice da glória de sir David antes da sua aposentadoria. Em vez disso, o conselho admitiu em junho que eles não cumprirão a data limite e publicaram um plano de trabalho limitado, à medida que o Iasb e o Fasb mostraram sinais de divergir, não convergir, em torno de importantes mudanças de regras envolvendo uma controversa contabilidade por valor justo.

"A palavra que preocupou o G20 foi 'atraso'", diz, dando de ombros. "Mas sabíamos que era iminente. Podíamos enxergar isso. Então estivemos em regime de Plano B por algum tempo."

Nas palavras de sir David, depois de passar dez anos lidando com demandas concorrentes da Europa e depois nos EUA, ele fica muito empolgado quando descreve as mudanças que ele acredita que deveriam ser incorporadas à missão do Iasb e à sua governança como consequência do crescente poder econômico da Ásia.

Ele diz que a estrutura do conselho de monitoramento - no qual apenas Europa, EUA, Japão e a Organização Internacional de Comissões de Valores Mobiliários possuem assentos - pode ser "temporária". As discussões entre os membros, sobre conceder assentos para as economias emergentes, especialmente Brasil, China e Índia, prosseguem.

Além disso, Tweedie acredita que, no fim das contas, o resultado será uma "mudança no equilíbrio" no Iasb - com a Ásia surgindo como "voz decisiva" - em comparação com a situação atual na qual as decisões tendem a ficar divididas entre Europa e EUA.

Isso, por sua vez, resultará em uma mudança no foco do Iasb, do prazo de 2011 para as normas contábeis defendidas pelos países emergentes, como as centradas nas operações de câmbio e nos setores de extrativismo, agricultura e silvicultura, incluindo regras tão específicas como, por exemplo, a contabilização do valor das seringueiras na Malásia. Seu maior pesar é que ele não será a pessoa que supervisionará isso. "Vou sentir falta", afirma.

Fonte: Valor Econômico.

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Lula Defende Apoio da Classe Contábil às Micro e Pequenas Empresas

O presidente destacou a necessidade do apoio da categoria
às micro e pequenas empresas (MPE), especialmente na formalização.


Ao ser homenageado pela classe contábil, na noite de quarta-feira (18), em Brasília, no hotel Brasília Alvorada, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a necessidade do apoio da categoria às micro e pequenas empresas (MPE), especialmente na formalização. No evento, Lula fez um balanço da sua administração e relacionou entre resultados de seu governo a criação de mais micro e pequenos empreendimentos.

O presidente também voltou a destacar a necessidade de um ministério para a micro e pequena empresa. Disse que pensou em criar a pasta, mas como estava terminando seu mandato, decidiu deixar a tarefa para o próximo governante. "Resolvi que não era justo criar no final do mandato, que era melhor esperar que, a partir de 1º de janeiro, quem estiver na presidência crie o ministério e ponha o ministro para as coisas começarem a andar", afirmou.

Antes da fala do presidente Lula, o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro, destacou a importância da criação do Empreendedor Individual, que possibilita a formalização de autônomos como cabeleireiras, pipoqueiros e vendedores de churrasquinho. Esse mecanismo jurídico foi inserido na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) por meio da Lei complementar 128/08.

Atualmente já são mais de 461 mil empreendedores individuais no País. Na avaliação de Juarez Domingues, as formalizações por parte desse público demonstram que a iniciativa foi "uma acertada política pública, de imenso alcance social". Ele destacou a importância da classe contábil no apoio tanto de grandes corporações quanto dos pequenos negócios.

Base de sustentação social

A criação do ministério da micro e pequena empresa também foi defendida no evento pelo presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias e Informações e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon. Ele disse que as micro e pequenas empresas "são a base da sustentação social e econômica", conforme provaram na recente crise financeira mundial, mantendo e criando postos de trabalho.

O presidente Lula foi homenageado pelo CFC, juntamente com a Fenacon. Um dos principais motivos foi a sanção da Lei nº 12.249, em 11 de julho de 2010. Entre as medidas, essa lei restabelece o Exame de Suficiência para registro no Conselho Federal e nos conselhos regionais de Contabilidade.

A importância da iniciativa foi destacada pela presidenta da Academia Brasileira de Serviços Contábeis, Maria Clara Cavalcante Bulgarim. "É um marco histórico vinculando o governo Lula com a contabilidade brasileira e servirá de ponte entre a primeira década do século XXI e a posteridade da profissão contábil", disse.

Sebrae

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, também participou do evento. A instituição tem convênio com o CFC e com a Fenacon para capacitar contabilistas visando ampliar a orientação aos donos de micro e pequenas empresas. Uma das iniciativas é o programa Contabilizando o Sucesso, desenvolvido há 10 anos em parceria com o CFC e que tem por objetivo criar uma rede de profissionais contábeis para consultoria especializada às micro e pequenas empresas.

Até agora foram mais de 6 mil empresas preparadas. A meta é até dezembro de 2010 capacitar 8,6 mil contabilistas. Levando em conta que esses escritórios normalmente têm uma média de 30 empresas clientes, isso equivale a 258 mil empresas. Outra ação é realizada em parceria com a Fenacon e tem por objetivo a orientação das empresas, especialmente para a formalização do público-alvo do Empreendedor Individual.

Também participaram do evento o vice-presidente José Alencar, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, que foi condecorado com o título de Membro Honorifico da Entidade Magna dos Cientistas Contábeis, o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, o presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade, José Martônio Alves Coelho, e o presidente do Comitê Gestor do programa Fome Zero, Antoninho Trevisan

Fonte: Agência Sebrae.

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Pontualidade de Pagamentos das MPEs cai para 95,3% em Julho

Recuo no mês foi puxado pelas empresas industriais, apontou Serasa Experian.


A pontualidade de pagamentos das micros e pequenas empresas atingiu, em julho de 2010, o patamar de 95,3%. Assim, a cada mil pagamentos efetuados durante o mês passado, 953 foram quitados à vista ou com no máximo sete dias de atraso.

Em relação ao mês anterior (junho/2010), houve queda de 0,1 ponto percentual na pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas, recuo este que foi puxado pelas empresas que atuam no setor industrial, cuja pontualidade caiu de 95,3% (junho/10) para 94,8% (julho/10). Nos demais setores as pontualidades de pagamentos, em julho/10, situaram-se praticamente nos mesmos níveis observados em junho/10, sendo de 95,3% no comércio (queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior) e de 95,3% no setor de serviços (estabilidade em relação ao verificado em junho/10).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as paralisações da atividade fabril nos dias de jogos da seleção brasileira durante a Copa da África e o período de férias escolares afetaram a geração de caixa das empresas industriais, criando dificuldades para que honrassem, com maior pontualmente os seus compromissos financeiros durante o mês de julho. Todavia tal situação deverá ser normalizada ao longo dos próximos meses dado que, sazonalmente, os níveis de pontualidade dos pagamentos durante o segundo semestre são superiores aos do primeiro semestre. Isso ocorre porque o dinamismo econômico é maior na segunda metade do ano em razão do Natal e da entrada da segunda parcela do 13º salário na economia.

O valor médio dos pagamentos efetuados pontualmente recuou 1,3% em julho/10 frente ao mês de junho/10, atingindo o valor de R$ 1.476,27. Em comparação ao mesmo mês do ano passado (julho de 2009), o valor médio dos pagamentos pontuais apresenta queda de 3,7%. Todavia, tais recuos anuais estão perdendo intensidade, sinalizando que a melhora das condições de crédito para as micros e pequenas deverá elevar, gradativamente, os volumes médios negociados ao longo dos próximos meses. 

Fonte: FinancialWeb.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Salário dos Profissionais de Contabilidade é o que mais Cresceu em 2010

Novas normas contábeis aquecem salários de contadores.


Você fala inglês fluente, domina as novas normas contábeis, tem experiência de no mínimo cinco anos no setor financeiro e de contabilidade? Então, cheque seu holerite. Há grandes chances de você estar entre os profissionais que mais tiveram aumento salarial em 2010 com relação ao ano passado.

É o que aponta pesquisa divulgada pela consultoria Robert Half - confira a Tabela de Salários atualizada.

Os novos dados comprovam o que os especialistas martelavam desde o início do ano: o mercado de trabalho brasileiro está vivendo um momento de real aquecimento.

De acordo com o estudo, o setor de finanças e contabilidade apresentou as maiores valorizações salariais.

Um dos fatores para isso, de acordo com Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half, é a adoção das novas regras de contabilidade e o aumento do número de empresas de capital aberto no país. (saiba mais na matéria O contador ideal que as empresas procuram).

Dessa forma, no ano passado, um controller que trabalhava em empresas de pequeno e médio porte recebia, em média, uma remuneração de 7 a 12 mil reais. Este ano, o salário desses profissionais pulou para 16 mil reais. Nas empresas de grande porte, o teto salarial para esse cargo pulou de 21 mil reais para 23 mil reais.

Na área de Marketing e Vendas, o destaque salarial fica para o cargo de gerente de desenvolvimento de negócios. Já na área de Tecnologia da Informação, ganharam mais valorização os profissionais que ocupam os cargos de Analista de Business Intelligence.

Em engenharia, profissionais da área de fusões e aquisições, além de setores ligados ao crédito, estão na lista de destaques. Por outro lado, em engenharia, a valorização salarial foi para o setor da construção civil.

Recém-formados

A ebulição do mercado, no entanto, não necessariamente se traduz num aumento da faixa salarial média de todos cargos. "As mudanças estão no meio da faixa salarial. Por exemplo, com o aumento da demanda, mais profissionais com menos experiência estão sendo promovidos", explica Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half. 

O setor de engenharia é um exemplo prático disso. Apesar do aumento da demanda por novos profissionais na área, alguns do setor tiveram um achatamento salarial. Isso se deve, em parte, à um processo de juniorização da categoria.

Diante da escassez de mão de obra qualificada, as empresas de engenharia estão apostando em profissionais recém-formados ou com pouca experiência no mercado.

Por conta disso, o piso salarial de um  Engenheiro de Aplicação/ Processos caiu para a faixa de 2 a 2,5 mil reais. No ano passado, essa remuneração, em média, era de 2,5 a 3,5 mil reais.

"E isso não acontece porque as empresas estão querendo pagar menos", explica o diretor. "É porque não encontram profissionais com o perfil e experiência desejada".

Fonte: Portal Exame.

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Os 10 Maiores Lucros do Primeiro Semestre no Brasil

Bancos predominam no ranking entre os recordistas.


Petrobras gera o maior lucro da história das empresas

A Petrobras encerrou o primeiro semestre com o maior lucro líquido consolidado de uma empresa brasileira, em toda a história, de acordo com a consultoria Economática. A estatal somou 16,021 bilhões de reais no período. A cifra foi 18,2% superior à da primeira metade de 2009.

De acordo com a Petrobras, os ganhos foram puxados pelo aumento do preço médio do barril de petróleo e pelo maior volume de vendas de derivados. A empresa também alcançou seu recorde de produção diária, com 2,568 milhões de barris de petróleo equivalentes (unidade de medida que também considera a produção de gás natural).

Vale dobra resultados com retomada da demanda

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, mais do que dobrou o lucro líquido no primeiro semestre. Seus ganhos passaram de 4,617 bilhões de reais para 9,514 bilhões, de acordo com a consultoria Economática.

Dois fatores puxaram os resultados. O primeiro foi a retomada da demanda mundial por minério. Isso fez com que a receita líquida subisse 32%, para 32 bilhões de reais. O mercado em alta puxou os preços de venda – e isso foi captado pelo novo sistema de precificação da companhia. Com a tabela corrigida trimestralmente por um índice que reflete o preço à vista, a Vale pôde captar melhor o bom momento do mercado.

Itaú Unibanco bate recorde de lucro no setor bancário

O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, encerrou a primeira metade do ano com um lucro de 6,399 bilhões de reais, segundo a consultoria Economática. Trata-se do maior lucro que um banco brasileiro já obteve em um semestre. A cifra é 39,5% maior que a do mesmo período do ano passado.

No final de junho, a carteira de crédito da instituição somava 296,2 bilhões de reais. O montante, que inclui avais e fianças, é 11,45 maior que o da comparação.

Apesar do salto no lucro, os analistas ficaram preocupados com o aumento dos gastos. As despesas não vinculadas a juros cresceram 11% no segundo trimestre, sobre o mesmo período de 2009. Para o mercado, isso pode ser um sinal de problemas para captar as sinergias decorrentes da fusão com o Unibanco.

Banco do Brasil cresce 26,5% com recorde de crédito

O quarto maior lucro semestral de uma companhia aberta brasileira coube ao Banco do Brasil. A instituição totalizou 5,076 bilhões de reais no período – um incremento de 26,5% sobre a primeira metade de 2009.

O banco público atribuiu seu desempenho à expansão da carteira de crédito. Somente para as pessoas físicas, as linhas somaram 101,5 bilhões de reais – um recorde. A cifra é 31% maior que a da comparação. O resultado reflete as aquisições da Nossa Caixa, que trouxe uma forte carteira de crédito consignado, e do Banco Votorantim, que fortaleceu a atuação no crédito automotivo.

Bradesco avança com ascensão da classe C

O Bradesco é outro banco que figura na lista dos maiores lucros líquidos deste semestre. A instituição ganhou 4,508 bilhões de reais entre janeiro e junho. A cifra é 12,1% maior que a da comparação com 2009, segundo a consultoria Economática.

O que impulsionou o banco foi a ascensão da classe C. Nos últimos três anos, cerca de 2 milhões de correntistas mudaram de classe social, saindo das classes D e E para a classe C. Atualmente, 10 milhões dos quase 22 milhões de clientes do Bradesco integram as camadas A, B e C da pirâmide social.

Para o banco, o enriquecimento dos correntistas se traduziu em maior demanda por serviços como seguros e crédito. Apenas no segmento de crédito imobiliário, o Bradesco elevou de 6,5 bilhões para 7,5 bilhões de reais a expectativa de empréstimos neste ano.

AmBev lucra 6,6% mais com mercado interno forte

A AmBev, maior cervejaria do país e braço da belgo-brasileira ABInbev, figura na relação da consultoria Economática com o sexto maior lucro líquido do semestre, entre as companhias listadas na Bovespa. No período, a empresa gerou lucros de 3,160 bilhões de reais – 6,6% mais que na comparação.

Os bons números foram impulsionados pela força do mercado interno. Somente no segundo trimestre, as vendas cresceram 8,3% em volume, atingindo 36,896 milhões de hectolitros. De acordo com a empresa, o Brasil responde, hoje, por 70% do volume de vendas de cervejas e refrigerantes. O restante é dividido entre Canadá, Argentina e Bolívia.

Itaúsa tem o sétimo maior lucro do pais

Com 2,264 bilhões de reais, a Itaúsa ocupa a sétima posição no ranking dos maiores lucros, de acordo com a consultoria Economática. O montante é 18,6% superior ao do mesmo período de 2009.

A Itaúsa é a holding do grupo Itaú, com participações em empresas nos setores industrial, bancário e imobiliário. Entre elas, o Itaú Unibanco, Deca, Duratex, Itautec e Itaúsa Empreendimentos.

Santander Brasil dobra lucros no semestre

O espanhol Santander não deve ter se arrependido de transformar o Brasil em um de seus alvos prioritários. Sua operação local, o Santander Brasil, literalmente dobrou os ganhos semestrais em relação a 2009. O montante passou de 1 bilhão para 2,016 bilhões de reais no período - um salto de 100,4%, segundo a consultoria Economática.

Puxado pelo Brasil, a América Latina já responde por 37% dos lucros mundiais do Santander. Estimulado pela expansão da renda e pela retomada da economia, a região demandou 20% mais crédito do banco - sendo que, no Brasil, a expansão foi de 28%.

Eletrobrás reverte prejuízo bilionário

Única empresa do setor elétrico a figurar entre os dez maiores lucros do primeiro semestre, a Eletrobrás entrou para o ranking da Economática ao dar uma guinada no desempenho.

Entre janeiro e junho do ano passado, a estatal registrou um prejuízo de 1,989 bilhão de reais. No mesmo período de 2010, o resultado passou a ser positivo em 1,733 bilhão de reais.

CSN quase dobra lucro, puxada pelo mercado interno

A CSN é a única representante do setor siderúrgico no ranking dos dez maiores lucros semestrais da consultoria Economática. O lucro líquido da companhia subiu 95,5%, para 1,375 bilhão de reais.

O que impulsionou os resultados foi a forte demanda interna por aço, a fim de alimentar a indústria automotiva, de construção civil e de linha branda, entre outros. Enquanto as vendas no mercado externo subiram 19%, as do mercado interno avançaram 52%. Com isso, a receita líquida total alcançou 7,057 bilhões de reais – um incremento de 43%.

Dona da Casa de Pedra, uma das mais importantes reservas de minério de ferro do país, a CSN também foi favorecida pela alta do preço da commodity.

Fonte: Exame.

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PF Prende 10 Suspeitos de Fraudar ICMS em R$ 200 Milhões








A Polícia Federal informou nesta terça-feira que desarticulou uma quadrilha que fraudava ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O golpe gerou prejuízos de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos, segundo levantamento da PF. 

A operação, chamada de Anhanguera, descobriu que os fraudadores geravam crédito de ICMS, sem o recolhimento posterior do tributo. 

Foram cumpridos dez mandados de prisão e oito de busca e apreensão no Estado de São Paulo (Campinas, Piracicaba, Tietê, Charqueada, Torrinha, Embu), além de outros 17 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul. 

Segundo os investigadores, o grupo produzia álcool de alto teor (álcool neutro 96%) e o vendia como se fosse de baixo teor para indústria de bebidas. Isso porque a venda de álcool de baixo teor gera ICMS de 18% sobre o valor do produto, a ser pago posteriormente pela empresa que o adquire e usa no seu processo produtivo. 

O valor do tributo deve ser recolhido no momento em que o álcool é revendido, segundo a legislação. Os fraudadores, no entanto, abriam empresas que vendiam o produto, mas que não recolhiam o ICMS devido. "A empresa vendedora, em São Paulo, devedora do ICMS, desaparecia sem pagar o tributo e esse mesmo papel passava a ser desempenhado por outras empresas abertas para esse fim", explica a PF em nota. 

Os fraudadores vendiam em torno de 1 milhão de litros de álcool por mês. 

Os acusados responderão por crimes contra a ordem tributária (de dois a cinco anos de reclusão), falsidade ideológica (de um a cinco anos de reclusão e multa), formação de quadrilha (de um a três anos de reclusão) e lavagem de dinheiro (de três a dez anos de reclusão). 

Fonte: Folha de São Paulo.

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Os Pontos da Fusão da TAM com a LAN que a Anac Vai Questionar

Estrutura Societária e Governança.



"Estamos muito confiantes de que a operação atende a todo o arcabouço legal brasileiro do setor de aviação civil", disse o presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna em teleconferência com analistas. Tanto otimismo, porém, pode cair por terra caso a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encontre alguma irregularidade na estrutura de toda a operação.

Segundo apurou o site EXAME, há dois pontos principais da operação podem ser barrados. A agência já foi comunicada pela TAM sobre a fusão, mas ainda não recebeu o processo, o que a impede de dar qualquer opinião sobre a operação.

Como se trata da união entre uma empresa brasileira e uma estrangeira, a chilena poderá ter o controle de apenas 20% das ações ordinárias na TAM, de acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica. Há meses está em tramitação uma proposta do Ministério da Defesa que propõe a ampliação, para 49%, do limite de participação de capital estrangeiro em empresas aéreas nacionais.

Na visão do Ministério, as empresas ganharão fôlego financeiro e facilidade administrativa. "Caso a lei seja aprovada, não descartamos a possibilidade de uma revisão nos termos, com o objetivo de uma simplificação societária", disse Bologna, em evento da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), nesta terça-feira (17/8).

Estrutura societária

Na holding Latam, que controlará as companhias TAM e LAN, a divisão do bloco de controle ficou com 13,5% pertencente à família Amaro, 24,1% à família Cueto. Os outros 62,4% (15,8% da TAM e 46,6% da LAN) são free float que estão nas mãos de investidores independentes. A proporção na participação se deu por conta do valor de mercado das companhias. A LAN vale 9,64 bilhões de dólares, e a TAM está cotada em 3,25 bilhões.

Especialistas em direito aeronáutico com forte atuação no setor ouvidos pelo site EXAME afirmam que essa nova estrutura pode ser barrada pela Anac. "São 65% de ações livres no mercado no bloco de controle. Quem garante que isso irá para brasileiros? A Anac pode pedir uma revisão dessa estrutura para que a quantidade de ações nas mãos de estrangeiros fique dentro do limite legal", diz uma fonte.

Governança

As empresas do grupo TAM S.A. (a holding que, até então, controlava as operações), como a TAM Linhas Aéreas (o braço operacional do grupo, que possui as aeronaves e realiza os voos) e a Multiplus (a gestora de programas de fidelidade), continuam com os mesmos comandos, sem interferência da holding Latam, até que sua aprovação seja dada pelas autoridades. Estima-se que a operação seja concluída em até nove meses.

A mudança acontece também na holding Latam, que será presidida pelo chileno Enrique Cueto. Maurício Amaro, filho do Comandante Rolim, fica com o cargo de presidente do conselho de administração da nova empresa. "Com essa estrutura, dá a impressão de que os chilenos vão mandar. Ou seja, mesmo que tenham o limite de 20% das ações, a palavra final será deles. E isso a Anac não vai deixar passar", diz a fonte.

São nove cadeiras disponíveis para o bloco de controle: duas para a família Amaro, duas para a família Cueto, e as cinco restantes para investidores independentes. As famílias terão de dar um voto único, o que, a rigor, pode gerar atrito entre as decisões da empresa. Por ora, o que se sabe é sobre a antiga e amistosa relação entre as famílias. "A proximidade entre eles é antiga, mas o acordo foi desenhado nas últimas semanas", diz Líbano Barroso, presidente da TAM Linhas Aéreas.

Com o controle compartilhado da maior empresa aérea da América Latina, resta esperar para ver se a Anac aprovará a operação sem restrições. E, se, uma vez aprovada, a relação entre os Cueto e os Amaro continuarão cordiais na cabine de comando da agora maior empresa aérea da América Latina.

Fonte: Exame.

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