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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Avaliação de Empresas e Assimetria de Informação



O último número da Revista de Administração da USP (RAUSP), publicado neste mês de setembro, conta com um artigo de minha coautria que retrata a influência da assimetria de informação no processo de avaliação de empresas no Brasil, com o uso do modelo de Ohlson (1995).

Como proxy de assimetria de informação foi utilizado o modelo EHO (2002), que estima a probability of informed trading (PIN). 

Abaixo seguem informações do artigo e, em seguida, o link para seu download e leitura na íntegra.


Avaliação de empresas e probabilidade de negociação com informação privilegiada no mercado brasileiro de capitais

Autores: Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, Orleans Silva Martins e Edilson Paulo
Emails: luizfelipe@ccsa.ufpb.br, orleansmartins@yahoo.com.br, e.paulo@uol.com.br

Resumo
O objetivo no estudo apresentado neste artigo foi investigar a influência da assimetria de informação na avaliação de empresas no mercado brasileiro de capitais. Para tanto, foi realizado um estudo com base na mensuração da assimetria de informação na negociação de ações e no modelo de avaliação de empresas proposto por Ohlson (1995). Analisou-se a relação da assimetria informacional e os preços de 198 ações listadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), durante os quatro trimestres do ano de 2011. Os resultados sugerem que a assimetria de informações tem conteúdo informacional adicional na avaliação de empresas, principalmente para aquelas companhias não listadas nos segmentos diferenciados de governança corporativa.
Palavras-chave: modelo de Ohlson, assimetria de informação, probabilidade de negociação com informação privilegiada, valuation.

Artigo na íntegra AQUI.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Capital Externo na BM&FBovespa Bate Recorde


O investidor estrangeiro parece não estar nem um pouco preocupado com a corrida ao Palácio do Planalto. Enquanto o Ibovespa oscila ao sabor das pesquisas eleitorais, o fluxo de capital externo rumo à BM&FBovespa não para de crescer e acaba de bater seu recorde histórico.

Segundo o último dado divulgado pela bolsa, os estrangeiros já compraram mais de R$ 21 bilhões em ações brasileiras neste ano, até sexta-feira (19). O montante supera os R$ 20,596 bilhões de capital estrangeiro que entraram na Bovespa em todo o ano de 2009, o maior fluxo registrado pela bolsa até agora.

Embora o Ibovespa acumule baixa de 7,7% em setembro, reflexo da reversão de expectativas sobre a corrida presidencial, diante da recuperação de Dilma Rousseff nas pesquisas, o fluxo de capital externo no mês está positivo em R$ 3,6 bilhões.

"O estrangeiro aparece quase sempre na ponta compradora. Ele é quem tem dado saída ao investidor local, que está mais focado na especulação eleitoral", comenta um experiente operador de uma corretora brasileira.

"O que o estrangeiro está fazendo no mercado brasileiro é arbitragem com taxa de juros", explica o executivo de uma grande corretora internacional. "Com o juro praticamente zero nos Estados Unidos e Europa, esse investidor busca rendimento aqui", afirma a fonte. Segundo esse executivo, a estratégia de investimento dos estrangeiros é toda "travada", ou seja, independe do rumo da bolsa. Para isso, os investidores utilizam combinações que envolvem ações, opções e derivativos, como o contrato futuro de Ibovespa.

"O estrangeiro está sempre hedgeado [protegido]. No fim das contas, o que ele faz é estabelecer uma taxa de juros de sua aplicação no período definido para aquela operação durar." Além do fluxo de capital externo no mercado à vista - compra direta de ações - outro termômetro muito observado pelos operadores para monitorar o posicionamento do estrangeiro é o saldo de contratos futuros de Ibovespa na BM&F.

Segundo o último dado da bolsa, o estrangeiro mantinha até segunda-feira (22) saldo de 68,5 mil contratos de compra de Ibovespa Futuro. Em outras palavras, a aposta predominante desse investidor ainda é de alta da bolsa.

Enquanto o estrangeiro segue na compra, a bolsa brasileira registrou ontem sua quinta baixa consecutiva, em meio ao clima de tensão no exterior e à volatilidade provocada pelas incertezas sobre a corrida presidencial.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,49%, aos 56.540 pontos. O mercado - leia-se o investidor local - preferiu manter a cautela antes da divulgação de novos levantamentos sobre a corrida presidencial.

O mais aguardado, do Ibope, saiu após o fechamento da bolsa e reiterou o quadro observado em pesquisas anteriores: de empate entre Marina Silva e Dilma Rousseff no segundo turno. Nesta pesquisa, ambas aparecem com 41% das preferências de voto. Outra pesquisa divulgada ontem, logo na abertura da bolsa, foi produzida pelo instituto MDA. O levantamento também mostrou empate, porém com leve vantagem de Dilma (42%) sobre Marina (41%).

Para o gestor da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, a reação do mercado à pesquisa MDA foi moderada porque os investidores já anteciparam na segunda-feira, com base em rumores originados de pesquisas "clones", que Dilma apareceria à frente de Marina. "Essa melhora de Dilma foi antecipada. Mas a bolsa deve continuar volátil porque temos mais pesquisas para sair nos próximos dias", comentou.

Entre as principais ações do Ibovespa, quase todas fecharam no vermelho: Itaú PN (-0,48%, a R$ 37,06), Petrobras PN (-2,23%, a R$ 20,13), Bradesco PN (-0,82%, a R$ 37,38) e Ambev ON (-0,30%, para R$ 16,39).

A exceção foi Vale PNA (0,71%, a R$ 24,04). A mineradora recuperou parte das perdas de segunda-feira, quando declarações do ministro das Finanças da China, Lou Jiwei, de que o governo chinês não fará mudanças drásticas em suas políticas apenas por causa da fraqueza de um indicador, deixaram os investidores preocupados.

Contrariando as expectativas, o índice de atividade (PMI) preliminar da China, medido pelo HSBC, avançou de 50,2 pontos em agosto para 50,5 pontos em setembro.

No noticiário corporativo, o destaque do dia foi o credenciamento para o leilão de licenças de serviços da quarta geração (4G) da telefonia móvel na faixa de 700 megahertz (Mhz). Quatro operadoras - Claro, Vivo, TIM e Algar Telecom (CTBC) - anunciaram sua participação na disputa, que acontecerá no dia 30.

A Oi decidiu não participar por considerar que a atual frequência, de 2,5 Mhz, já atende a necessidade de seus clientes e as obrigações de cobertura até 2017. "A Oi preferiu ser defensiva neste momento. Ao que parece, eles querem arrumar a casa antes de pensar em novos investimentos", avalia Pereira.

"Outra possibilidade é a Oi comprar ativos no futuro que possuam essa frequência. Vamos esperar os próximos passos de consolidação do setor." A Oi contratou o BTG Pactual no mês passado para avaliar uma proposta de compra da TIM e fatiamento da empresa entre as concorrentes Claro e Vivo. TIM ON subiu 1,18%, Oi PN ganhou 1,16% e Vivo PN caiu 1,02%.

A lista de maiores baixas trouxe Eletrobras PNB (-2,86%), PDG Realty ON (-2,43%) e Rossi ON (-2,38%). Na ponta positiva ficaram Marfrig ON (3,95%), Ecorodovias ON (2,92%) e Marcopolo PN (2,17%).

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eike Vende Mais Uma Empresa para Pagar Bancos



Os dois maiores bancos privados brasileiros vão receber uma boa quantia em breve: US$ 400 milhões deverão ir para o bolso de Itaú Unibanco e Bradesco - e uma parte irá para o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi. Quem vai assinar o cheque é Eike Batista, que acaba de vender mais uma empresa para quitar dívidas.

A mineradora de ouro AUX, que nunca chegou a ter o capital aberto na Bovespa, foi vendida para investidores do Qatar, de acordo com informações do blog Radar On-line, de Lauro Jardim. Eike comprou a empresa em 2011, pagando US$ 1,5 bilhão por ela. Bradesco e Itaú, dois dos maiores credores do grupo EBX, haviam contribuído com US$ 1,4 bilhão.

Os últimos dias não tem sido fáceis para o megaempresário. Recentemente, a justiça mandou bloquear R$ 1,5 bilhão de suas contas bancárias, alegando problemas com a cláusula de put que o obrigava a pagar US$ 1 bilhão para a OGX quando a empresa quisesse se capitalizar. A diretoria da OGX chegou a solicitar o valor, mas Eike contestou e acabou não cumprindo o contrato.

Fonte: InfoMoney.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Oportunidade para Monitoria



Oportunidade!

Alun@s da UFPB, estou oferecendo uma vaga para Monitor Bolsista da disciplina Contabilidade IV para os períodos 2014.2 e 2015.1. Os interessados devem fazer sua inscrição no DFC entre 15/09 e 17/09, entregando a seguinte documentação destinada aos meus cuidados:
a) Histórico escolar;
b) Cópia do RG, com email e número de telefone para contato anotados.

Os requisitos para ser monitor são:
a) Já ter cursado Contabilidade IV tendo sido aprovado com nota mínima 7,0;
b) Não ter sido reprovado nas disciplinas Contabilidade III e Contabilidade IV;

O processo seletivo se dará mediante "entrevista" (N1). Será selecionado aquele que apresentar maior nota média (M) nos seguintes quesitos: nota obtida na entrevista (N1), nota obtida na disciplina (N2) e Coeficiente de Rendimento Escolar (C), com pesos 3, 2 e 1, respectivamente, calculada conforme a seguinte expressão: M = (3N1+2N2+C)/6.

Para maiores informações, entrem em contato comigo no seguinte email: orleansmartins@yahoo.com.br.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O Impairment do Futebol Brasileiro


Por Eliseu Martins

A regra do impairment, que obriga à redução do valor de um ativo porque ele perdeu capacidade de produção de caixa a ponto de não ser mais possível recuperar todo o (ou parte do) dinheiro nele investido, não tem exceção. Qualquer ativo se subordina à regra de que não pode estar registrado por valor superior ao que vale. Entende-se aqui “o que vale” como o maior entre duas alternativas: a) o que vale se for vendido no mercado; b) o que vale pelo que se estima que venha a trazer de fluxo de caixa líquido no futuro trazido a valor presente.

A famosa provisão para devedores duvidosos é uma prática antiquíssima de impairment. A provisão para depreciação é uma forma sistemática de reconhecimento dele. A não menos famosa regra para os estoques de “custo ou mercado, dos dois o menor”, idem. Ou seja, nada de novidade.

Só que todos os demais ativos (imóveis, veículos, máquinas, direitos de concessão, outros intangíveis etc.) estão também subordinados à regra. A generalização da necessidade dos testes para ver se é necessário ou não reconhecer a perda nesses outros ativos havia sido um tanto quanto esquecida e foi ressuscitada com a adoção entre nós das normas contábeis internacionais.

Com a forma mais desastrada já vista de eliminação das esperanças brasileiras numa Copa do Mundo, quanto terá que ser feito de impairment especial sobre os valores contabilizados dos jogadores brasileiros nos balanços de seus respectivos clubes? Afinal, todos os valores investidos na formação dos jogadores ou no contrato de aquisição de seus serviços são ativados para caírem sistematicamente durante sua vida útil (respeitada a possível existência de um valor residual ao fim do contrato). Mesmo esses saldos contábeis, contudo, precisam ser submetidos ao teste de recuperabilidade, que pode demonstrar a obrigação da baixa especial.

Ou estarão os jogadores, individualmente, livres desse risco mesmo com o desempenho coletivo catastrófico? A única certeza que tenho é que o impairment do técnico já foi feito. A CBF já efetuou sua baixa integral. Ufa!

Nós, torcedores da seleção canarinha, já fizemos mentalmente enormes impairments de todos ou quase todos eles, com a honrosíssima exceção que não precisa ser nominada. Mas, e os clubes aos quais estão vinculados? O ilustre leitor sabia dessas práticas contábeis nos balanços dos clubes?

A título de exemplo: balanço de 31 de dezembro de 2013 do Glorioso Timão, nota 2c: “Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) — O clube analisa periodicamente se existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperado”. E os valores relativos aos jogadores superam R$ 98 milhões nesse balanço. Mas lá nada parece haver de obrigação de registro de impairment.

Você sabia que, observado o figurino, essas regras deveriam estar sendo rigidamente seguidas? Aliás, sabidamente em alguns países isso é acompanhadíssimo junto aos clubes muito de perto, inclusive pelo mercado. Já entre nós, controvérsias há.

Ah, ia esquecendo: vale a lembrança de que, se reconhecido o impairment pela perda de valor num dado momento, se no balanço futuro houver recuperação essa perda será revertida. Ainda bem. A única exceção para a reversão é o goodwill. (Aliás, quem está interessado em boa vontade com esta seleção? Desculpem-me, nada a ver, mas não resisti).

Vamos começar a torcer para que a reversão dos impairments, contábeis ou mentais (em nossas cabeças), ocorra rapidamente?

Fonte: Valor Econômco.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Insider Traders Enfrentam mais Sentenças de Prisão nos EUA


Juízes norte-americanos estão impondo sentenças de prisão cada vez maiores por uso de informações privilegiadas, ou "insider trading", mostrou uma análise da Reuters. A maior severidade nas sentenças foi ao menos parcialmente movida pelos lucros  cada vez maiores obtidos através dos esquemas ilegais, disseram advogados de defesa.

A tendência deve continuar na próxima segunda-feira, quando o ex-gestor de recursos Mathew Martoma, da SAC Capital Advisors, for sentenciado pelo que promotores chamaram de caso mais lucrativo de negociações de ativos com uso de informações privilegiadas já julgado.

No período de cinco anos encerrado em dezembro de 2013, réus em casos de insider trading nos Estados Unidos  receberam uma sentença média de 17,3 meses, acima dos 13,1 meses em média durante os cinco anos anteriores, ou crescimento de quase 32 por cento, mostrou a analise de 207 sentenças em casos de negociação com informação privilegiada. Casos que foram anulados com recursos dos réus foram excluídos do estudo.

O número de casos vem aumentando, com 57 por cento das sentenças impostas durante os últimos cinco anos. Só nos últimos três anos foram vistas duas sentenças recorde.

Em 2011, o ex-bilionário e fundador do hedge fund Galleon Group, Raj Rajaratnam, recebeu uma pena de 11 anos sob acusação de insider trading que lhe rendeu 63,8 milhões de dólares em lucros ilícitos. Um ano depois, um juiz de Nova Jersey condenou o ex-advogado corporativo Mateus Klugera a 12 anos por fornecer informações privilegiadas em um esquema de 37 milhões de dólares.

O aumento dos grandes casos reflete em parte uma onda de processos liderados pelo promotor federal Preet Bharara, de Manhattan. Desde outubro de 2009, seu gabinete acusou 89 pessoas por uso de informações privilegiadas e garantiu 81 condenações.

"Os juízes têm visto uma erupção desses casos, por isso pode ser que exista uma sensação de que punições mais severas são necessárias", disse o advogado Paul Shechtman, do escritório Zuckerman Spaeder.

Juízes federais são criteriosos na imposição de sentenças, embora eles sejam obrigados a considerar normas consultivas estabelecidas pela Comissão de Sentenças dos EUA. No Judiciário, as opiniões variam, com alguns juízes dizendo que penas mais severas são importantes para agir como um impedimento de atos ilícitos futuros e outros afirmando as punições são maiores do que os crimes.

Na próxima segunda-feira, um juiz federal em Nova York decidirá se impõe o que pode ser uma sentença recorde por insider trading ao ex-gestor de recursos da SAC Capital Advisors.

Em fevereiro, um júri condenou Martoma, 40, pelo uso de insider trading que permitiu à SAC obter lucros e evitar perdas de 275 milhões de dólares.

No ano passado, a SAC se declarou culpada de insider trading e concordou em pagar 1,8 bilhão de dólares em acordos processuais criminais e civis.

Antes do julgamento de Martoma, um departamento do tribunal calculou que, com base em diretrizes de condenação, o ex-gestor poderia ser condenado a quase 20 anos de detenção, considerando o tamanho da fraude pela qual é acusado.

Fonte: Portal Exame.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Novo Número da Revista Evidenciação Contábil & Finanças (RECFin)


Caros leitores,

Revista Evidenciação Contábil & Finanças acaba de publicar seu último número (v. 2 n. 2) em http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/recfin

Agradecemos o interesse na RECFin e convidamos você a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.

Revista Evidenciação Contábil & Finanças v. 2, n. 2 (2014)

Sumário

Editorial
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EDITORIAL (1-3)
    Orleans Silva Martins

Seção Nacional
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Jorge Eduardo Scarpin, Márcia Martins Mendes De Luca, Jacqueline Veneroso Alves da Cunha, Lara Fabiana Dallabona, Vanessa Ingrid da Costa Cardoso

Edilson Paulo, Luiz Nelson Guedes de Carvalho, Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão

Paulo Henrique Magalhães de Oliveira, Valéria Gama Fully
Bressan, Aureliano Angel Bressan

Mariana Rodarte do Amaral, Claudio Moreira Santana, Isabel Cristina Henriques Sales, Luiz Medeiros de Araujo Neto

Roswelton Anjos de Paula, Diana Vaz de Lima

Luciano Aparecido dos Santos, Eliane Utrabo Camacho


Orleans Silva Martins (UFPB)
Editor Geral
orleansmartins@yahoo.com.br

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Revista Evidenciação Contábil & Finanças

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