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quarta-feira, 30 de março de 2011

Alguns Países são "Mais Criativos" na Contabilidade, diz FMI




O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, evitou tecer comentários a respeito das manobras contábeis que o governo brasileiro apresentou nos últimos anos para atingir os resultados fiscais, mas admitiu, em relação à contabilidade: alguns países são "mais criativos" do que os outros.

Strauss-Kahn está no Brasil nesta quinta-feira, quando se reuniu com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ministro Guido Mantega (Fazenda) e tem encontro marcado com a presidente Dilma Rousseff.

Embora não tenha se referido nominalmente ao Brasil, ele afirmou, questionado sobre a chamada "contabilidade criativa" do governo brasileiro, que cada país tem seu jeito de apresentar os resultados das contas públicas.

"Temos de cavar mais fundo para achar o panorama real e fazer uma comparação. Levamos tudo em consideração. Quando fazemos nossas avaliações, temos um departamento que normaliza esses dados dos diversos países", explicou.

Ele também fez questão de afirmar que, quando o Fundo liberou, no fim de janeiro, um documento em que apontava uma deterioração da situação fiscal do país, a análise foi feita a partir dos sinais da economia para este ano.

"Um dos problemas quando se faz uma projeção é que só levamos em conta o que ocorreu, ainda não sabíamos quais seriam as medidas do governo. E o Brasil já tomou medidas que consideramos estar no rumo certo", afirmou, referindo-se ao corte de R$ 50 bilhões no Orçamento para o ano.

Na ocasião, o ministro da Fazenda havia afirmado que o relatório trazia "bobagens" sobre o país e deveria ter sido escrito por um dos "velhos ortodoxos" do FMI quando o diretor-geral estava de férias. Strauss-Kahn não rebateu as críticas e afirmou que, em face do corte no Orçamento, a próxima projeção já será mais em linha com as expectativas do governo brasileiro.

Na exposição inaugural, o diretor-gerente do FMI afirmou que discutiu com Mantega o panorama global da economia, com o forte crescimento das nações em desenvolvimento, a ainda tímida recuperação norte-americana e as preocupações com a Europa.

Também foi tema da conversa a forte valorização do petróleo em decorrência dos conflitos em diversos países árabes, que já derrubaram ditadores na Tunísia e no Egito e ameaçam a Líbia com uma guerra civil.

SUPERAQUECIMENTO

Em relação ao Brasil, Strauss-Kahn afirmou que existe o risco de um superaquecimento da economia, que cresceu 7,5% no ano passado. Ele afirmou que o governo deve seguir adotando medidas para refrear esse forte crescimento, garantindo uma expansão sustentável da economia para o longo prazo. "E o crescimento também tem de ser inclusivo, como o Brasil está tentando fazer, combatendo as desigualdades", afirmou.

Em relação à forte valorização do real ante o dólar, que prejudica a competitividade dos produtos brasileiros, ele afirmou que é uma situação que em parte reflete o sucesso da economia brasileira, que atrai o capital estrangeiro --tanto o investimento estrangeiro direto quanto o capital mais volátil, no mercado financeiro.

Mesmo assim, ele elogiou a política monetária do Banco Central, apesar de o aumento na taxa básica de juros (Selic), definido nesta quarta-feira pelo BC, que passou de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano.

A alta pode favorecer a entrada de capital estrangeiro, pois o investidor de fora sente-se tentado a aplicar no país para obter a alta rentabilidade proporcionada pelos juros internos, mais alta que o externo. "No caso do Brasil ainda há o fato de que a poupança interna é baixa. Fosse mais alta, os juros poderiam ser menores", apontou.

Fonte: Folha de São Paulo.

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Lucro do Itaú Unibanco pelo Padrão IFRS Recua 1,1%





O Itaú Unibanco informou hoje as principais alterações em suas demonstrações financeiras decorrentes da adoção do padrão contábil internacional, o IFRS. Pelo novo padrão, o lucro líquido totalizou R$ 11,708 bilhões em 2010, o que representa uma queda de 1,1% ante o obtido no ano anterior, também ajustado pelo IFRS. No padrão brasileiro de contabilidade, o BR GAAP, o lucro divulgado em 22 de fevereiro foi de R$ 13,323 bilhões, um valor 32,3% maior que o registrado em 2009.


Outro ajuste informado diz respeito aos ativos totais, que pelo padrão IFRS somaram R$ 727,481 bilhões em 2010, com aumento de 25,7% ante o exercício anterior. O patrimônio líquido do Itaú Unibanco foi de R$ 67,942 bilhões, 15% acima do apresentado em 2009.


Em BR GAAP, os ativos totais eram de R$ 755,1 bilhões, com expansão de 24,1% em 12 meses. O patrimônio líquido foi de R$ 64,6 bilhões, um valor 20,1% maior que o de 2009, conforme os dados republicados hoje pelo banco.


Fonte: O Estadão.

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Walmart Enfrenta Maior Ação Judicial do Mundo Sobre Discriminação Sexual




O Walmart, maior rede de varejo do mundo, enfrenta na Suprema Corte dos Estados Unidos a maior ação judicial do planeta sobre discriminação sexual, que pode atingir 1,5 milhão de pessoas, informa o jornal britânico “Financial Times”.

Funcionárias acusam a empresa de pagar menos para as mulheres, mesmo quando elas exercem a mesma função do homem.

Esse processo judicial foi iniciado há cerca de uma década. A novidade é que nesta terça-feira, 29, a Suprema Corte, órgão mais alto do Poder Judiciário, vai ouvir a defesa do Walmart. A decisão da Justiça está prevista para julho.

Neste momento, a Suprema Corte não vai julgar o mérito da acusação. Não vai dizer se o Walmart cometeu ou não uma ilegalidade. A corte vai julgar se, caso o Walmart tenha mesmo cometido discriminação sexual, a decisão judicial vai valer ou não para todos os funcionários. Se isso ocorrer, a medida atingirá 1,5 milhão de pessoas que trabalham ou trabalharam no Walmart nos EUA.

Esse processo diz respeito apenas às lojas do Walmart nos EUA. Qualquer que seja a decisão da Justiça, não afetará as unidades da empresa em outros países.

Na avaliação do “Financial Times”, essa questão não se limita ao Walmart. Uma eventual decisão judicial favorável à acusação “tem potencial de transformar o andamento de disputas legais entre grandes empresas e trabalhadores nos EUA”.

Fonte: O Estadão.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Polêmica: Contadores Baratos e Caros



Foi começar a falar sobre impostos e serviços contábeis (no Portal Exame) para a discussão pegar fogo nos posts logo abaixo, com direito até de jabá de contador oferencendo seus serviços a partir de 100 reais.

Contabilidade é um assunto polêmico e traiçoeiro. Afinal, quem começa um negócio próprio costuma achar contabilidade algo caro e chato, pelo que oferece de retorno. Um verdadeiro mal necessário.

Os anos passam e somente na hora que os verdadeiros custos de um serviço aparentemente "barato" aparecem, é que o empreendedor consegue ver a economia burra que fez. Arrependimento é o sentimento mais comum nesses momentos.

Mas o fato é que, independente da mensalidade do contador custar 100, 200 ou 400 reais, a prática mostra que o serviço contábil precisa ser revisado mensalmente, com muita atenção.

Conheço muita gente que pagou multas astronômicas por erros contábeis, guias não recolhidas ou simplesmente deixadas de serem enviadas para os orgãos competentes.

Portanto, se vale uma sugestão, contrate os serviços de um profissional com ótimas referências (ligue para o máximo de clientes que ele tem em carteira), para não ter dor de cabeça no futuro. Afinal, dificilmente o contador pagará multas que vierem a aparecer por erros contábeis e, nesse caso, a batata quente vai parar nas suas mãos.

Outra sugestão vital é tirar certidões negativas de impostos municipais, estaduais e federais, pelo menos uma ou duas vezes por ano. Essa é a medida mais pro-ativa que você pode adotar para checar se o trabalho do contador está sendo feito corretamente e, assim, evitar sustos no futuro.

Fonte: Portal Exame.

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Cuidados na Escolha do Contador



Para as pequenas e médias empresas, escolher bem o contador é fundamental. Saiba o que é essencial antes de contratar os serviços de um deles e como acompanhar os trabalhos

O que fazer se o contador atende empresas concorrentes?
Como o contador lida com uma série de informações estratégicas, é melhor não contratar os serviços de um escritório que atende mais de um cliente no mesmo setor. Se isso não for possível, um contrato de confidencialidade, com a previsão de multas, pode ajudar a evitar problemas.

É correto deixar contas para ser pagas pelo contador?
Não. O correto é o contador entregar as guias de recolhimento de impostos e outros deveres para que a própria empresa se encarregue do pagamento. "Por comodidade, muitos empresários preferem correr o risco de o contador ficar com o dinheiro", diz Domingos Chiomento, vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo. Quem optar por delegar a responsabilidade ao contador deve fazer os repasses por meio de cheques. No verso, escreva a que o pagamento se refere. Isso é levado em consideração no caso de fraude.

Qual a melhor forma de fiscalizar o trabalho de um escritório de contabilidade?
Pedir relatórios mensais para conferir o andamento das contas pode dar bons indicadores da qualidade do trabalho. E visitas-surpresa ao escritório de contabilidade para verificar se sua documentação está em ordem podem ser ainda mais reveladoras.

Como obter informações sobre o contador antes de contratá-lo?
Consulte o conselho regional de contabilidade do estado para confirmar se ele possui registro. Também é recomendável pedir certidões negativas na Receita Federal e nos cartórios de protesto. Isso pode ser feito pela internet nos sites ww.protesto.com.br e www.receita.fazenda.gov.br. Por fim, busque referências em outras empresas.

Fontes: CFC/CRCSP.

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O Contador Ideal que as Empresas Procuram no Momento


O crescimento da presença das empresas brasileiras no mercado financeiro internacional está revolucionado o perfil dos contadores no país. Além de aumentar a demanda, o novo cenário pede profissionais com um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios. 

Isso significa que a imagem de senhores sisudos que passam o dia atrás de uma calculadora científica e de uma montanha de formulários não cola mais com essa carreira. "O profissional de contabilidade deixou de ser tecnicista", afirma Edgar Cornachione, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). 

Os executivos das principais empresas brasileiras confirmam isso. Segundo pesquisa da consultoria Robert Half divulgada em julho, 96% das companhias brasileiras admitem que os profissionais de contabilidade tornaram-se peças centrais para a tomada de decisões.

De acordo com especialistas, o aquecimento da economia e o crescimento da participação brasileira no mercado internacional são os principais fatores para essa mudança nos rumos da profissão. "A competição está mais acirrada. Isso faz com que a empresa fique mais pressionada pelo mercado", diz Edilene Santana Santos professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

Nesse novo cenário, as companhias estão mais cautelosas durante os processos decisórios. E, por conta disso, cresce a demanda por profissionais capazes de analisar todas as variáveis em questão. 

O pesquisador da USP exemplifica isso com situações de compra de ativos pela empresa. Segundo ele, antes, o contador era chamado para apenas registrar a operação. "Hoje, ele participa da decisão junto com os outros gestores", diz. 

Regras internacionais

O fenômeno é uma tendência mundial. "Recentemente, os países membros do G20 definiram que é prioritária a adoção de uma linguagem comum de contabilidade entre as nações do mundo", lembra Maria Clara Cavalcante Bugarim, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Sem normas universais para o exercício da contabilidade, os países viviam em uma espécie de torre de Babel. "Era possível que uma empresa, de acordo com as regras usadas no Brasil, fosse altamente lucrativa, mas que em outro país apresentasse prejuízo, apenas por causa das diferenças entre as normas", afirma a especialista.

Por isso, a partir de 2007, o Brasil passou a adotar o International Financial Reporting Standards (IFRS), o conjunto de regras contábeis determinados pela International Accounting Standards Board (IASB), com sede em Londres. "Isso dá mais segurança para os acionistas", explica. 

O novo conjunto de regras cooperou para a revolução na carreira. "O exercício da contabilidade era bem formalista. Tudo estava previsto na lei", explica Edilene, da FGV. Nem sempre, contudo, a legislação correspondia à realidade de todas as empresas. Um exemplo disso, segundo a professora, era o momento de registrar a depreciação dos ativos da empresa. No caso de veículos, ela explica, a Receita Federal determina que após um período de cinco anos de uso, o valor do carro é igual a zero. 

"No entanto, há muitos carros rodando com mais de cinco anos. Mas o contador não avaliava o tempo real de vida útil dos ativos. Seguia apenas o que as regras mandavam", diz. Com o IFRS, o profissional precisa julgar a vida econômica real do ativo. "E, para isso, ele precisa entender bem do negócio".

O fim do check list

Por isso, o contador não pode trabalhar em uma empresa sem entender qual a lógica por traz de cada dado que registra nos relatórios. "Antes era possível ser um bom contador sem entender tanto do negócio em questão. O profissional apenas reagia às transações", afirma Cornachione, da USP. "Agora, ele deixa de ser apenas a pessoa que tinha o conhecimento da linguagem dos negócios para deter conhecimentos sobre a lógica do negócio".

Nesse contexto, circular e compreender todas as áreas da companhia é essencial para o profissional, afirma William Monteath, diretor de operações da Robert Half.

"Isso o torna mais completo, afinal o setor de finanças interage com todos os outros", diz. Fluência em inglês, pós-graduação no setor de atuação e capacidade de liderança completam os requisitos do contador procurado pelas grandes companhias brasileiras.

Atualmente, os serviços de auditoria e consultoria, segundo os especialistas, são os que oferecem as melhores oportunidades de salário e carreira. Isso se deve, de acordo com Edilene, da FGV, ao fato de que, desde 2008, as empresas de grande porte são obrigadas a contratar serviços de auditoria externa. Até então, a exigência estava restrita às companhias de capital aberto.

Além disso, o crescimento economia brasileira também está puxando a demanda por profissionais no setor. Indústria e mercado financeiro lideram as contratações, apontam os especialistas.Mas, diante da miríade de oportunidades, profissional deve manter o foco. "Ele precisa repensar sua carreira e ver nitidamente em qual canoa quer colocar o pé. Para então, investir as fichas", afirma o professor Cornachione.

Fonte: Portal Exame.

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USP Lançará Projeto para Reformular Graduação Noturna



A Universidade de São Paulo (USP) finaliza o maior projeto de reformulação de seus cursos noturnos. É a primeira vez que a reitoria decide concentrar investimentos especificamente nessas graduações, que tiveram suas vagas ampliadas nos últimos anos. O plano, que deve custar cerca de R$ 23 milhões, dá prioridade à infraestrutura e à organização acadêmica e pretende frear a evasão nessas carreiras.

A taxa de evasão mais recente é de 2004, quando foi diagnosticado que 20% dos ingressantes desistiam da graduação - a maioria no primeiro semestre e no turno da noite. Atualmente, há um novo levantamento sendo realizado, no qual já é possível identificar que a evasão ainda é maior nos cursos noturnos.

O novo projeto é da Pró-Reitoria de Graduação e deve ser lançado nos próximos dias. "É um plano complexo, com várias fases, que demonstra que a USP entende a necessidade de os cursos noturnos serem suportados de maneira especial", afirma a pró-reitora de graduação, Telma Zorn.

A fase um do projeto visa à recuperação dos espaços didáticos. Todas as 43 unidades da USP, de todos os câmpus, serão beneficiadas com uma verba de R$ 195 mil cada uma - quantia suficiente para revitalizar seis ou sete salas de aula. Dessas escolas, as 27 com cursos noturnos receberão, além dessa quantia, um montante de acordo com o seu número de alunos.

A fase dois foca no âmbito acadêmico. As unidades serão convocadas a apresentar propostas para desenvolver o interesse dos alunos e a analisar os dados de evasão desses cursos. A USP entende que o aluno da noite merece um outro olhar porque tem um perfil diferenciado: muitos trabalham e têm outras atividades durante o dia. 

Fonte: O Estado de São Paulo.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Desenvolvimento X Burocracia



Brasil recebe nota 9 (nove) e é destaque em burocracia, ou será burrocracia? Em todo caso, o fato é que quase tiramos 10 (dez)!!!

Segundo pesquisa recente realizada por organismos internacionais, em uma escala de zero a dez, o Brasil obteve nota 9 (nove), em entraves burocráticos. O que será que faltou para conseguirmos atingir a nota máxima e alcançarmos mais um recorde vergonhoso? 

O Brasil torna-se ano após ano o paraíso do incentivo ao empreendedorismo, daAlavancagem das empresas já existentes e da abertura comercial para entrada de empresas estrangeiras, porém, na contramão das iniciativas governamentais está a tão famosa e conhecida “burocracia”, inerentes a maioria dos órgãos de fiscalização e controle do próprio governo, reflexo esse de uma herança que há décadas não sofre uma reformulação. As necessidades de reforma política, tributária e jurídica são indispensáveis e a muito debatidas por um número cada vez maior de especialistas e interessados no desenvolvimento do país.

Os dados da pesquisa foram apresentados durante o debate “Segurança Jurídica: Quais são os obstáculos para modernização do Brasil”, realizados no último dia 16/02/2011 quarta-feira, na sede do FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, pelo CEO da BRAiN – Brasil, Investimentos e Negócios.

O resultado acentua a necessidade e o caráter de urgência do tema em questão, enquanto não tivermos representantes do povo realmente preocupados e comprometidos com os interesses do país, a Sociedade continuará lamentando o desenvolvimento lento e cerceado da indústria, do comércio, e de outros setores responsáveis pelo crescimento da nação.

Ainda segundo dados da pesquisa, o momento atual é perfeito para o país se transformar em um grande polo de Investimento global, pois sua imagem é positiva no mercado externo. Outro ponto bastante interessante é que temos a terceira maior Bolsa de Valores do mundo e 80% do mercado de equities (apresentação de um Investimento pelo valor patrimonial) da América Latina.

Não custa lembrar que durante o período da última crise o Brasil teve um comportamento invejável, recuperando-se rapidamente dos efeitos por ela causados e tornando-se atrativo para o mercado externo.

Fica claro que o maior impedimento para o Brasil alcançar um patamar de país de primeiro mundo, é a falta de vontade política em mudar as regras do jogo, principalmente no tocante a reforma tributária e jurídica que a muito se anseia mais não acontece, e ninguém sabe por que. É relevante destacar que o fator educação é primordial para consecução das políticas públicas, pois uma população mais consciente de sua importância no desenvolvimento da nação torna-se mais participante.

Os entraves burocráticos são resultados da insuficiência ou inexistência de mudanças nas áreas acima citadas em concomitância com excesso de ministérios e secretarias criados com a justificativa de diminuir ou combater os entraves que cerceiam o desenvolvimento do país, porém, os mesmos apenas têm servido de paliativo, tornando-se muitas vezes ineficientes ou até contribuindo para o aumento da morosidade nos processos de legalização dos empreendimentos e da abertura de novos investimentos.

O côncavo e o convexo, essa é a melhor forma de definir o Brasil no atual momento de nossa economia, de um lado tudo que é preciso para sairmos da incomoda posição de país de terceiro mundo, do outro tudo lado tudo que impede essa mudança. A pergunta é: Até quando???

Fonte: Portal Classe Contábil.

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CRC Quer Maior Justiça Fiscal




Você sabe que o açúcar do cafezinho matinal poderia ser "mais doce" ao bolso do consumidor, se não fosse os 40,4% de imposto que o produto traz embutido nos cristais? Ou que um veículo poderia ser adquirido pela metade do preço, se não trouxesse no "bagageiro" uma carga tributária de até 50% do valor do bem? E que poderíamos falar por mais tempo ao telefone se cada ligação não tivesse 47,7% de tributos? 

Enfim, no momento de adquirir um produto ou serviço, você sabe a quantidade e o valor dos tributos que estão inseridos no preço final? Até as 19h de ontem, o contribuinte brasileiro já havia pago, somente este ano, R$ 308 bilhões, e o cearense, R$ 1,7 bilhão, em impostos.

Diante desse cenário e sem respostas dos governos que justifiquem a atual situação fiscal do País, o Conselho Regional de Contabilidade (CRC-CE), com o apoio da OAB-CE e do Ineppat, deflagraram na noite de ontem, em Fortaleza, nova campanha em defesa de uma maior justiça fiscal no Brasil. Presente à solenidade na sede do Conselho, a procuradora da Fazenda Nacional e professora de Direito tributário, Denise Lucena Cavalcante, puxou o debate questionando a excessiva carga tributária e a ausência de transparência nos gastos da União.

"O governo (Federal) arrecada muito, mas o pior é que gasta muito e mal, sem transparência", criticou a procuradora. Para ela, a edição de uma nova emenda à Constituição Federal faz-se necessária, no sentido de tornar mais transparente o volume de tributos contidos nos produtos e serviços.

Conforme explicou, a população até sabe que paga muito imposto, mas não tem a devida consciência crítica, por não ver o peso da carga tributária estampado no rótulo de cada mercadoria ou serviço, no dia a dia, nas gôndola e prateleiras. "E essa situação só irá mudar com pressão social, popular", defende Denise Lucena, ao sugerir a inclusão da emenda no bojo na nova reforma tributária, prometida - há anos - pelo governo.

Composição tributária

Nesse sentido, o presidente do CRC-CE, o contador Cassius Coelho, sugere que, assim como acontece com a descrição dos componentes dos alimentos, as embalagens também disponham a composição tributária dos produtos. Dessa forma, avalia Coelho, o consumidor teria condições de saber o quanto e quantos tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS etc) inflam o preço real do bem ou serviço.

Para ele, de todos, "o ICMS (imposto Estadual) é o mais prejudicial (ao bolso), porque incide sobre toda a cadeia produtiva, mas quem o paga de fato é o consumidor final". Além do que, acrescenta o presidente do CRC - CE, "proporcionalmente, o atual modelo tributário afeta mais quem ganha menos".

No âmbito das empresas, ele considera que acontece o mesmo. "As empresas pequenas pagam mais do que as grandes, pois estas gozam de vantagens e benefícios fiscais, que as primeiras não têm. E essa injustiça só favorece à sonegação e à informalidade", alerta.

Correção

Como forma de promover maior justiça fiscal, Coelho defendeu ainda a correção anual da tabelado Imposto de Renda, de acordo com a inflação; e a elevação do teto de enquadramento das empresas do Simples Nacional de R$ 2,4 milhões, para R$ 3,6 milhões. Em relação à elasticidade das parcelas para pagar o IPVA, ele diz que "depende apenas de vontade política".

Fonte: Diário do Nordeste.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Erros de Contadores Engordam Seguros



Roberto Uhl, da Ace Seguros: demanda por seguros para profissionais aumenta com surgimento de casos contábeis polêmicos, como do PanAmericano. Os riscos com erros e omissões cometidos por auditores e contadores estão ajudando a engordar as estatísticas do seguro de Responsabilidade Civil (RC) Profissional. 

Modalidade de seguro contratada por pessoas jurídicas, o RC Profissional tem como finalidade indenizar clientes, consumidores e usuários de produtos e serviços que se sentem prejudicados, recorrem à Justiça contra danos morais ou materiais e ganham a causa.Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), entre janeiro e outubro deste ano as seguradoras faturaram aproximadamente R$ 70 milhões em prêmios com apólices de RC Profissional, o que representou um crescimento de 28,2% comparado ao mesmo volume registrado em igual período de 2009. A expectativa é encerrar 2010 na marca de R$ 100 milhões em prêmios, o que representará um crescimento de 23,5% em relação a 2009.

Roberto Uhl, gerente da área de Linhas Profissionais da ACE Seguradora, afirma que a demanda de seguro por contadores e auditores vem aumentando no ritmo dos casos polêmicos vindos a público sobre falhas importantes destes profissionais, como os prejuízos financeiros do Banco PanAmericano e da rede de supermercados Carrefour, que ficaram anos escondidos nos balanços.

"A área mais demandada tem sido a contabilidade", diz Uhl. A ACE é líder deste mercado com aproximadamente 25% de participação no total e sua produção praticamente dobrou no período janeiro a outubro de 2010, para R$ 17 milhões.

Em sua carteira de clientes, a ACE tem perto de 300 escritórios de contadores, advocacia e só este ano emitiu 18 mil apólices, das quais 600 foram para médicos pessoas físicas. No total são 1,5 mil segurados.

Os contadores já estão entre as categorias que mais contratam RC Profissional (20% das apólices emitidas), atrás de engenheiros (30% a 35%) e advogados (25%), afirma Vinicius Jorge, gerente de linhas financeiras da Zurich Seguros, segunda maior empresa do ramo, com R$ 13,4 milhões de faturamento em prêmios. "O risco é inerente a estas profissões", afirma Jorge.

Apesar do significativo crescimento das vendas, o RC Profissional ainda é um mercado muito pequeno no Brasil, se comparado com outros países. Nos Estados Unidos movimenta perto de US$ 17 bilhões, dos quais só os médicos respondem por US$ 10 bilhões.

"Lá (nos EUA) existe muito mais consciência do consumidor em buscar seus direitos", diz o executivo da ACE. No Brasil esse movimento cresceu, mas ainda é incipiente. A aposta das seguradoras é que novas leis e um maior rigor na fiscalização por parte dos fiscos federal e estaduais têm alertado os contadores para a necessidade de protegerem-se. "A própria confusão do sistema regulatório causa a maior parte das falhas", diz Uhl.

As principais exigências dos clientes destas empresas tem a ver com atrasos em declaração de imposto de renda e falhas na contabilidade. "É um processo de conscientização, associado às exigências de governança que aumentaram com o processo de internacionalização das empresas", analisa Vinicius Jorge.

Segundo Robert Uhl, da ACE, os valores de cobertura contratados oscilam entre R$ 300 mil até R$ 50 milhões. O custo varia muito, dependendo do porte do escritório e de sua especialidade, mas em geral fica em torno de 1,5% do limite segurado, afirma Uhl.

Julio Ferreira, diretor da Aon Risk, empresa internacional de gestão de riscos e corretagem de seguros, concorda com os seguradores sobre o potencial do mercado, mas não está tão otimista. Ferreira diz que o RC Profissional é um mercado ainda muito restrito também do ponto de vista da oferta. São poucas as seguradoras que aceitam e trabalham com o risco e a linha de produtos não é a mais adequada à demanda.

"O mercado de RC sempre foi visto como caro, complexo, de difícil contratação, o que esfria um pouco em termos de desenvolvimento", diz Ferreira. "Existe um mercado potencial a ser desenvolvido, mas falta criar um ambiente favorável a essa cobertura", afirma o executivo da Aon.

Fonte: Valor Econômico.

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KPMG Adquire Operações da BDO no Brasil



A KPMG, uma das quatro grandes firmas de contabilidade do mundo, anunciou a aquisição das operações da BDO no Brasil.

A transação, iniciada em julho do ano passado, foi confirmada por Pedro Melo, presidente da KPMG, e Eduardo Pocetti, presidente-executivo da BDO.

"Tomamos a iniciativa de procurar a KPMG, em julho do ano passado, para estreitar relacionamento e alavancar os negócios", disse Pocetti. "Os clientes serão beneficiados pela junção das operações", completou Melo.

Até 31 de março deste ano, as empresas — KPMG e BDO — continuarão operando separadamente. A operação já foi informada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Não vamos comentar o valor envolvido na operação já que estamos falando da união de sócios e benefícios aos clientes", ponderou o presidente da KPMG. Entretanto, fontes disseram ao Brasil Econômico que o montante desembolsado para a aquisição se aproximou de R$ 120 milhões.

Tanto Melo quanto Pocetti ressaltaram que a operação não implicará em demissões. "Não só manteremos os funcionários como iremos contratar trainees aprovados em ambos os programas de contratação", lembrou Melo.


BDO e RCS

Mesmo tendo perdido seu parceiro, a BDO Internacional manterá suas operações no país, sendo representada pela RCS Auditores Independentes — até então, a RCS representava a Crowe Horwath. Com o acordo, a BDO RCS contará com aproximadamente 400 funcionários a partir de abril.

Raul Correa, presidente e chief executive office (CEO) da BDO RCS, ficou satisfeito com a operação. "A marca BDO é mais forte e representa um importante passo em nossa estratégia de expansão", ressaltou o executivo, completando que a operação não envolveu dinheiro.

Fonte: Brasil Econômico.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

A Profissão de Atuário



Pouco conhecida dos jovens, a área de ciências atuariais- tema do Guia de Carreiras do G1 de 19/06/2007 - é responsável por colocar preço em valores de seguros, previdência, planos de saúde, títulos de capitalização entre outros produtos financeiros. É esse profissional que calcula o valor do seguro do carro das pessoas e quanto elas devem receber caso haja um sinistro.

O profissional que trabalha com isso estima tanto o preço que o consumidor paga, quanto o que vai receber no futuro. O atuário também é responsável por calcular o que as empresas arrecadam e quanto devem ter em caixa para arcar com suas obrigações com os clientes e garantir sua auto-sustentabilidade.

"É uma profissão que exige uma responsabilidade muito grande porque o erro de um atuário pode atrapalhar muita gente", afirma o professor Sérgio Rangel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Com um mercado de trabalho promissor, a atuária tem como principais setores de atuação companhias de seguros, fundos de pensão, empresas de capitalização, previdência social, perícia técnica-atuarial, auditoria atuarial e planos de saúde.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), há cerca de dois mil profissionais registrados no país, mas apenas 1.200 atuam na área. Desses, 33% trabalham em fundos de pensão e 32% em seguradoras. Os demais profissionais se dividem nas outras áreas. No entanto, segundo o instituto, novos campos estão surgindo, como resseguro e análise de risco financeiro, e os recém-formados devem investir nessas áreas.

Pela lei, todos os fundos de pensão, seguradoras, planos de saúde e previdências públicas sao obrigados a contar com serviços de atuários.

Nao há um piso salarial fixo para a categoria, nem tampouco existem sindicatos que fixem esse valor. O IBA estima que um atuário em início de carreira em São Paulo recebe de R$ 2.500 a R$ 3.000.

Prova

Para trabalhar como atuário, o aluno deve ter registro no Ministério do Trabalho. É necessário fazer uma prova no IBA logo após concluir o curso de graduação. Só quem passa na prova, tem o pedido de registro encaminhado ao ministério. 

De acordo com Daniela Rezende Furtado de Mendonça, presidente do IBA, o índice de aprovação no último exame, realizado em 2006, foi de 33%, o que, na visão dela, foi um índice adequado. "É um bom percentual porque as universidades estão muito abaixo do nível que nós gostaríamos", afirmou. 

Curso

Existem 13 cursos de ciências atuariais no país (até a data da reportagem), segundo o Ministério da Educação (MEC). Os dados nao contabilizam graduações de universidades estaduais, pois elas não são submetidas ao MEC e sim a instâncias estaduais de educação. Por ter poucos alunos, o curso não participou do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Exame) - antigo Provão. 

A graduação, em geral, dura de quatro anos a quatro anos e meio. Nos primeiros períodos o aluno tem disciplinas introdutórias da formação como cálculo, computação, economia, noções de direito, entre outras. Após o primeiro ano de curso, são ensinadas matérias mais profissionais como demografia, estatística, matemática atuarial, introdução a previdência social e complementar, finanças corporativas.

Em geral, as faculdades não exigem estágio obrigatório, mas incentivam os estudantes a procurar obter prática durante o curso e também contam com disciplinas que simulam casos práticos, como é feito na Universidade Federal do Ceará (UFC), por exemplo.

Para concluir a graduação, algumas faculdades exigem monografia e outras um trabalho diferente de conclusão de curso, como faz a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - ou no curso novo da FEA USP e promete ser o melhor do Brasil. Cursos de Atuária em São Paulo: USP, PUC-SP e FMU.

Fonte: Portal G1.

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Lucros Devem Crescer com a Adoção de Normas Internacionais



As empresas brasileiras de capital aberto, que vivem um momento operacional de bons resultados, contarão no decorrer deste ano com mais um fator positivo. Até o fim de março, devido à segunda fase de adoção das Normas Internacionais de Contabilidade, também conhecidas como IFRS (International Financial Reporting Standards), os resultados financeiros que serão apresentados por essas empresas contarão com um elemento suplementar que impulsionará o lucro das companhias de capital aberto, com o abatimento de despesas extras nas demonstrações financeiras. O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC/SP), Domingos Orestes Chiomento, fala sobre como as empresas podem crescer e tirar proveito da adoção das Normas Internacionais de Contabilidade. 

JC Contabilidade - De que forma a adoção das Normas Internacionais de Contabilidade podem influenciar nos resultados das empresas? 

Domingos Orestes Chiomento - A partir da adoção das Normas Internacionais passamos a ter duas formas de resultados, societário e fiscal. Neste sentido, o resultado societário deve evidenciar a essência econômica, pois com a adoção das Normas Internacionais prevalece a essência sobre a forma jurídica de como ele é realizado. Com o advento da Lei 11.638/07, Lei das Normas Brasileiras de Contabilidade, por exemplo, a depreciação do maquinário é de acordo com a vida útil do bem. Dentro desse novo conceito prevalece a essência (vida útil) sobre a forma (10% ao ano). Em princípio, como os conceitos de apropriação de custo (principalmente quanto às depreciações, leasing e avaliação de estoques) mudaram completamente o resultado, podendo ser na maioria das vezes maior que no balanço fiscal, o ajuste é feito pelo Livro de Apuração do Lucro Real. Mas não são apenas os lucros empresariais que devem aumentar com a adoção das novas normas contábeis. As notas explicativas que acompanham os balanços também crescerão, uma vez que, ao apresentar o balanço completo, a Norma Internacional será bem mais exigente no que diz respeito à divulgação de dados.

Os lucros aumentam significativamente por causa do pronunciamento técnico CPC 15, que rege os registros e as divulgações pertinentes às demonstrações contábeis. A norma disciplina que as transações de combinação de negócios devem ser contabilizadas considerando-se a essência econômica, independentemente da forma elegida para concretizá-la. Essa regra traz um efeito extremamente positivo para os balanços, já que trata do que é denominado pelos profissionais da Contabilidade de "combinações de negócios". A norma inclui aquisições, fusões, cisões e incorporações e traz o fim da amortização do ágio, gerada nas aquisições. Como esse abatimento, que causava uma despesa extra na demonstração de resultados, deixa de existir, automaticamente o lucro das empresas aumenta, de forma gradativa. 

JC Contabilidade - Quais são as principais características das Normas Internacionais? 

Chiomento - As Normas Internacionais de Contabilidade colocarão os balanços das empresas brasileiras no mesmo padrão contábil utilizado em cerca de 100 países. Este processo exigirá mudanças na forma de agir e pensar dos contadores. Hoje os profissionais devem produzir informações contábeis com muita objetividade, tendo como premissa básica a ética profissional. Desta forma, é preciso ter plena convicção do valor econômico financeiro daquilo que está sendo contabilizado. Por enquanto, as empresas de capital aberto, por conta das exigências legais, estão caminhando à frente nesse processo. Logo atrás virão as instituições financeiras, seguidas de pequenas e médias empresas. A partir de agora os balanços beneficiarão os acionistas, uma vez que haverá mais informação de interesse dos investidores. Os valores estarão mais próximos da realidade. O principal ponto a respeito do IFRS, portanto, é que ele traz para o presente aqueles valores que foram gerados anteriormente. Outra característica das Normas Internacionais é o fim do "meramente contábil". Este fator sepulta de vez o valor histórico, trazendo o valor de mercado no momento que está encerrando o balanço societário. 

JC Contabilidade - Qual a importância da adoção do IFRS para as empresas? 

Chiomento - A importância de sua adoção é harmonização internacional da Contabilidade e dos atos e fatos econômicos e financeiros gerados no período que está sendo apresentado. Com a implantação das Normas Internacionais, a leitura das peças contábeis também ficou mais fácil de ser interpretada pelos investidores em geral, oferecendo maior segurança no que diz respeito aos investimentos. 

Esse novo modelo representa confiança e credibilidade por parte de quem utilizará as demonstrações financeiras, como os bancos, órgãos governamentais, empresas de capital aberto e o mercado como um todo.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Falta de Contabilidade Inviabiliza Ong's



Boa parte das entidades enfrenta problemas que colocam em risco a continuidade dos trabalhos; para especialistas, a assessoria contábel é fundamental.

Não existe um estudo que identifique o índice de mortalidade das entidades beneficentes e Organizações Não Governamentais (ONG). Mas na realidade a maioria delas enfrenta problemas de gerenciamento que colocam em risco a continuidade da prestação dos serviços e da proposta inicial que levou à sua criação. Para o contador especialista em terceiro setor e empresário da contabilidade Marcos Wanderley Marques, falta ainda aos criadores destas entidades ver sua iniciativa como empresa, com todas as prerrogativas que implicam na gestão de qualquer negócio. 

Elas precisam atender a critérios e formalizações complexas para garantir a certificação como entidades públicas. É este documento que permite a elas receber recursos e doações, que compõem as fontes que as mantém. Ter a certificação federal, por exemplo, garante ainda a isenção das contribuições para a seguridade social (parte do empregador do INSS), que representam uma significativa redução de custos da mão de obra - cerca de 24% -, um dos itens mais caros para as entidades que precisam de profissionais qualificados e por isto, com alta remuneração. 

As normas que regem estas entidades obrigam desde a cotação de preços, prestação de contas individuais para cada tipo de verba conseguida, e até a obrigatoriedade de edital de concurso, entre outras exigências. '"A contabilidade é uma ferramenta fundamental de gestão para as entidades beneficentes e ONGs. E elas precisam de um gerenciamento profissional para manter a entidade apta a usufruir de todos os benefícios previstos em lei.'" Marques lembra que o objetivo das entidades é manter o atendimento e expandir sua atuação, requisitos nada diferentes de qualquer empresa da iniciativa privada. 

A nova legislação, que data de 2009, e descentralização da emissão da certificação federal trouxe ainda mais dúvidas. Por isto o II Encontro Estadual das Entidades Beneficentes do Paraná, marcado para maio próximo em Londrina, vai ter como tema central a lei da filantropia (2101/ 2009), suas implicações e exigências. Organizado pelo Fórum das Entidades Beneficentes de Londrina, o evento vai contar com a presença de representantes dos três ministérios que hoje respondem pela certificação das entidades, de acordo com sua área de atuação: educação, saúde e assistência social. 

A presidente do Fórum, a socióloga Maria Inez Gomes, estima que o município tenha cerca de 200 entidades atuando nas várias áreas de assistência. A mais representativa em número é a da educação - são 68 centros de educação infantil beneficentes, seguido da assistência social e saúde. '"A maioria das entidades enfrenta sérias dificuldades para atender às exigências das normas. Sobra boa vontade e comprometimento, mas há excesso de burocracia'", comenta ela. 

Marcos Wanderley Marques esclarece que a base de tudo está no estatuto da entidade a que precisa estar adequado à lei. Finalidades, serviços, fontes de sustento e atividades - devem estar definidas e ser retratados pela contabilidade de modo segregado. Para se ter uma idéia a lei obriga a conservar em ordem, pelo prazo de 10 anos contados da data de emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial. 

O especialista explica que ao contrário de empresas privadas, onde o proprietário e sócios respondem apenas com o capital do negócio, nas entidades beneficentes e ONGs, eles respondem sempre com seu capital particular. 

Fonte: Folha de Londrina - PR.

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Governo Anuncia Corte Adicional de R$ 557 Mi no Orçamento

Corte já chega a R$ 50,7 bilhões.

O governo ampliou o corte no Orçamento de 2011 em R$ 577 milhões, elevando o ajuste para R$ 50,7 bilhões ante R$ 50,1 bilhões estimados anteriormente para este ano. As mudanças estão no Relatório Bimestral de Receitas e Despesas encaminhado ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Segundo nota divulgada pelo ministério, o novo ajuste é resultado de alterações em parâmetros macroeconômicos, comportamento da arrecadação no mês de fevereiro e previsão de reajuste da tabela do Imposto de Renda em 4,5%.

O Ministério do Planejamento informou ainda que a receita total foi reduzida em R$ 1,2 bilhão em decorrência da diminuição da previsão de arrecadação nos recursos administrados pela Receita Federal em R$ 511,7 milhões, da diminuição da projeção de pagamento de dividendos pelas empresas estatais em R$ 577,1 milhões e da redução de R$ 116,4 milhões na expectativa de arrecadação de outras receitas.

De acordo com o Planejamento, um dos motivos da mudança, no caso da arrecadação, foi a diminuição na estimativa de arrecadação dos recursos administrados pela Receita, devido ao reajuste da tabela do Imposto de Renda, cujo impacto é de R$1,6 bilhão, em parte compensado pelo aumento nas projeções do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), crescimento da massa salarial nominal e aumento do preço do barril do petróleo.

As transferências a estados e municípios foram reduzidas em R$ 678,2 milhões, em decorrência da alteração no valor das receitas administradas. Do lado das despesas, houve ainda incorporação de créditos especiais reabertos pelos demais poderes, no valor de R$ 50 milhões, acrescentou o ministério.

O ajuste de R$ 577 milhões será distribuído da seguinte forma: Poder Legislativo, R$ 80,6 milhões; Poder Judiciário, R$ 373,2 milhões; e Ministério Público da União, R$ 123,3 milhões.

Fonte: Agência Brasil.

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domingo, 20 de março de 2011

Ensino da Contabilidade se Adapta às Mudanças da Profissão




As mudanças estruturais e tecnológicas vividas pela contabilidade nos últimos anos começam a surtir efeito na área acadêmica e, consequentemente, na formação de novos profissionais. A adoção das normas internacionais, suplantando o modelo vigente anteriormente e a influência da Tecnologia da Informação (TI), através de elementos como o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) Contábil e Fiscal, são alguns dos fatores que influenciaram a criação de novas diretrizes nos cursos de graduação e pós-graduação.

O tempo em que o contador era responsável apenas por fazer escrituração ficou para trás. O burocrata absorto em uma pilha de papéis deu lugar ao gestor da informação. “O profissional está muito mais inserido no processo decisório da empresa, se configurando não só em um assessor fiscal e tributário”, analisa o coordenador da Comissão de Graduação em Ciências Contábeis e Atuariais (Cgatu) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Marcos da Rocha.

Para acompanhar as necessidades impostas pelo mercado de trabalho, o processo de formação de contadores passa por diversas modificações. Com o Brasil priorizando uma legislação societária em detrimento da legislação fiscal, os cursos tomam novos rumos. Há três anos, pelo menos, as universidades têm realizado alterações em seus currículos para se adaptar à nova realidade. Desde então, temas como administração e gestão de organizações e disciplinas práticas, que recorrem ao uso da tecnologia, tiveram seu espaço ampliado na grade de conteúdos. O mesmo ocorreu com a área de auditoria, visto que a audição dos negócios se configurou em mais uma tarefa a ser cumprida pelo contador.

O presidente da 6ª Seção Regional do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Sérgio Fioravanti, acredita que ainda não terminou a fase de adaptação dos cursos às reformas que atingiram a profissão. Segundo ele, ainda restam outros nós a serem desatados no ensino da contabilidade. “Solidificar nas grades curriculares o atendimento a todos os mais de 40 pronunciamentos técnicos editados no País nos últimos dois anos é o próximo desafio para os coordenadores”, garante.

O atual panorama contábil também criou perspectivas para os cursos de extensão. As demandas recentes estimulam a busca por aperfeiçoamento profissional. No entanto, o contador com ambição de retornar ao ambiente acadêmico esbarra na carência de mestrados e doutorados ligados à área no País. Apenas a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) disponibiliza mestrado em Ciências Contábeis, no Estado. Esse cenário é amenizado, em parte, pela vasta oferta de pós-graduações.

Mesmo com as instituições de ensino adaptadas ao padrão internacional de normas, há quem alerte para a existência de um conflito entre a legislação e as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). “Alguns docentes não sabem o que dizer aos alunos. No momento em que as faculdades seguem à norma do conselho, os alunos vão perguntar ao professor se obedecem à lei ou a norma administrativa. A contabilidade está partindo para o campo da subjetividade”, lamenta Salézio Dagostim, especialista em finanças e professor da Escola Brasileira de Contabilidade (Ebracon).

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Quer Ser um Bilionário? Abra um Banco no Brasil

Ranking das pessoas mais ricas do mundo em 2010: 13 dos 30 integrantes do país têm suas fortunas oriundas do setor bancário.


O ranking das pessoas mais ricas do mundo em 2010, divulgado na semana passada, evidenciou um traço particular da economia nacional: 13 dos 30 integrantes do país na relação da revista americana Forbes têm suas fortunas oriundas do setor bancário. Essa expressiva participação de banqueiros – que não se repete nos países desenvolvidos nem nos emergentes, em cujas listas há predomínio de empresários dos mais diversos setores produtivos – evidencia como o modelo econômico do Brasil cria condições para o florescimento do mercado financeiro, na mesma medida em que retarda o aparecimento de novos bilionários ligados à economia real.

Dos 12 novos integrantes brasileiros do ranking, sete são antigos acionistas do Itaú Unibanco, o segundo maior banco do país. Em 2010, o Itaú registrou o maior lucro da história dos bancos brasileiros, de 13,3 bilhões de reais, com alta de 32,3% na comparação com 2009. Outros dois estreantes são acionistas do Bradesco, o terceiro maior banco nacional.

Segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, a primeira conclusão a que se chega é que a taxa de juros no país, uma das mais altas do mundo, tende a impulsionar as margens de lucros das instituições financeiras. A taxa básica de juros da economia, a Selic, fechou 2010 em 10,75% ao ano. Em 2011, já no governo Dilma, passou a 11,75% ao ano, após duas altas consecutivas de 0,5 ponto porcentual realizadas pelo Banco Central, em sua tarefa de impedir o avanço da inflação. “Esse quadro é resultado de um estado gastador que precisa segurar a economia via altas taxas de juros”, explica Alexandre Assaf Neto, professor de finanças da Universidade de São Paulo (USP).

Na visão do economista José Márcio Camargo, da Opus Consultoria, há outras razões que determinam o fenômeno. Ele afirma que – embora o país seja um importante produtor de commodities e tenha se beneficiado da alta dos preços destes produtos, como petróleo e minério de ferro – ainda não “deu tempo” de o Brasil gerar muitos bilionários. A explicação é que as grandes companhias desses setores eram estatais até pouco tempo atrás, no caso da Vale, ou ainda são estatais, como a Petrobras. “Com exceção do Eike Batista, ainda não se gerou nenhum outro bilionário de peso”, afirma. Camargo também avalia que a industrialização brasileira foi calcada em investimento direto estrangeiro e, portanto, os donos e executivos das multinacionais não moram no país.

Por fim, a menor concentração de bilionários ligados à economia real do Brasil na lista da Forbes também é conseqüência dos problemas estruturais do país, que impedem que as empresas, sobretudo a indústria, sejam tão lucrativas como as estrangeiras. O Brasil figura atualmente na 58ª colocação no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial e sua posição é determinada por questões já muito familiares aos empresários locais, como a infraestrutura insuficiente, a carga tributária sufocante, a falta de mão de obra qualificada e – por que não? – os juros altos. “O juro alto impede o crescimento das empresas. Uma taxa menor possibilitaria que o empresário tomasse dívida para fazer a empresa crescer”, explica Márcio Garcia, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Logo, teríamos mais bilionários.

Fonte: Portal Exame.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Jovens Contadores São Assediados por Empresas Ainda nas Faculdades



Empresas de médio e grande porte de todo o País e multinacionais têm dado atenção especial aos graduandos do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo é captar estudantes com perfil e desempenho promissor. O coordenador do Trabalho de Conclusão de Curso do Departamento de Ciências Contábeis da UEL, professor Claudenir Tarifa Lembi, conta que já é comum alunos que se destacam saírem da universidade com entrevistas marcadas e até empregados por estas empresas.

''Elas realizam palestras e até cursos para os estudantes, voltados a despertar neles o interesse pelas áreas de sua demanda. Este contato permite que elas façam uma triagem do potencial dos futuros profissionais'', afirma. A captação de talentos no curso de contabilidade, analisa o professor, é resultado da valorização do profissional da contabilidade, que deixou de ser ''um guardador de livros'', para se tornar um consultor para o gerenciamento da empresa.

A explicação para esta mudança do perfil da profissão está no avanço das tecnologias, globalização da economia; na complexidade das exigências tributárias brasileiras e consequente crescimento da demanda por especialidades na área de contabilidade como auditoria, controladoria e gerenciamento. Uma pesquisa realizada por empresas 'caça talentos' , que buscam profissionais no mercado, mostra que, em 2011, 36% das empresas pretendem aumentar suas equipes de executivos. E deste total, 40% das vagas são na área de contabilidade.

O presidente do Sescap Londrina e empresário da contabilidade, Marcelo Odetto Esquiante explica que hoje toda empresa, independente do porte e setor que atua, depende de tomada de decisões complexas, acertivas e ágeis para continuar no mercado com competividade. E para isto, acrescenta ser indispensável ter na contabilidade um gerenciamento e uma equipe capaz de disponibilizar, analisar e oferecer alternativas de direcionamento do negócio.

''O contador está hoje no topo das equipes de executivos, faz parte do grupo que traça as estratégias da empresa. Dos seus conhecimentos dependem as decisões em áreas essenciais como a financeira, tributária e de controles', frisa. Esquiante diz ainda que os escritórios de contabilidade também têm buscado fortalecer suas equipes para atender à demanda. No seu escritório, por exemplo, os profissionais da equipe ou são formados ou estão concluindo o curso universitário.

A exigência do mercado não é uma novidade, mas vem se tornando cada vez mais forte nos últimos anos. Uma situação que levou à reformulação do currículo do curso de Ciências da Contabilidade da UEL. Foram incluídas disciplinas como contabilidade internacional e controladoria. Outra medida que veio fortalecer a profissão foi a volta do Exame de Suficiência, que se tornou lei no ano passado. Agora não basta passar pela faculdade. Depois de formado, para poder assinar como contador, é preciso ser aprovado no exame, à exemplo da OAB.

''Igual a outras profissões, o curso superior não é mais suficiente. O contador precisa buscar a especialização e continuar se atualizando constantemente''. Segundo o professor da UEL, Claudenir Lembi, um profissional com especialização, em início de carreira, pode entrar no mercado com um salário de R$ 2 mil. Conseguindo se destacar profissionalmente, pode chegar facilmente a salários maiores de R$ 5 mil em cargos diretivos de empresas.

Fonte: Sescap-Ldr - Sindicato das Empresas de Serviços, Contabilidade, Auditoria e Perícia de Lodrina.

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O Curso de Ciências Contábeis, Um Diferencial no Mercado de Trabalho



Quando iniciamos a graduação, sonhamos em atuar na nossa área, ser um profissional diferenciado no mercado de trabalho. O Curso de Ciências Contábeis é diferenciado no mercado, o aluno ao iniciar o curso de contabilidade, adquire credibilidade para buscar uma colocação no mercado por meio de um estágio. 

O Estágio para o Aluno da faculdade de Ciências Contábeis é um diferencial, a integração do conhecimento teórico a pratica contábil, modela um profissional por completo. 

O Aluno do primeiro período do curso de Ciências Contábeis pode buscar o estágio em construtoras, Indústrias, comércio e demais áreas, porém a maior escola para o estagiário é o escritório de contabilidade, o aprendizado é diversificado e a rotina é completa.

Como ex-aluno, graduado no curso de Ciências Contábeis, pós graduando em Auditoria Externa e com um desejo especial em entrar para a área acadêmica, recomendo a todos aqueles que estão iniciando o curso, a procura de um estágio em um escritório de contabilidade ainda no primeiro período. 

Para aqueles que desejam ingressar em um estágio, vou deixar algumas dicas valiosas: 
• Elaborar um currículo contendo apenas o necessário.
• Procurar vagas em sites como SINESCONTABIL, CRC e o site de sua instituição de ensino.
• Seja humilde, aceite iniciar por baixo, não é da noite para o dia que viramos gerente.
• Em uma entrevista, pontualidade e postura são fundamentais.
• Evite demonstrar medo, estagio é aprendizado, ninguém inicia um estágio sabendo tudo.
• O Networking é fundamental, procure conhecer e trocar contatos com pessoas da área.

No intuito de ajudar você estudante, estou desenvolvendo um canal de relações, no intuito de propiciar troca de informações e divulgação de vagas.

Aqueles que interessarem em ingressar neste canal envie um e-mail para caropjunior@hotmail.com, com o assunto canal de relações, no corpo do e-mail descrever o seu objetivo, cidade e pretensão, quando localizarmos alguma vaga para seu perfil, envio um e-mail contendo a vaga e seus contatos.

Aqueles que também desejarem divulgar vagas, podem se sentir a vontade em enviar e-mail com a vaga a ser anunciada, o intuito do canal de relações é a integração do estudante de contabilidade ao mercado de trabalho.


Autor: Carlos Alberto R O Junior


Fonte: Portal da Classe Contábil.

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É Mais Fácil Trocar de Cliente Contábil do Que Mudar Seu Conceito



O conceito que um cliente tem sobre sua empresa dificilmente mudará com o passar do tempo. Acompanhei a história de muitos escritórios contábeis e observei que muitos dos que foram constituídos por profissionais liberais, atendendo uma pequena Carteira de clientes a anos atrás, se tornaram escritórios maiores, com diversos funcionários e muitos clientes. Porém, dezenas desses que se mantiveram fiéis desde seus primeiros anos e presenciaram o crescimento da empresa contábil, não evoluíram na mesma proporção, e, nestes casos, o conceito que tinham sobre o empresário e sua empresa também não mudou. Exemplificando, se um cliente habitualmente tratava diretamente com o empresário contábil, ele continuará buscando ser tratado diretamente por ele. Se ele freqüentemente atrasava seus honorários, pagava com cheques de terceiros, ou reclamava da fatura, provavelmente também não mudou. Os exemplos são muitos, mas a verdade é que mudar o conceito de um cliente é mais difícil que mudar de cliente.

Em um processo de re-estruturação de uma empresa contábil, decidimos separar os clientes de acordo com o conceito e os tratos comerciais que tinham com a empresa de contabilidade. Em seguida criamos uma nova empresa, com um conceito diferenciado, migrando os clientes mais rentáveis para essa nova empresa. Os que ficaram na empresa anterior eram, na sua maioria, aqueles clientes mais antigos, com vícios que os clientes mais novos não tinham. Esses além de pagarem honorários inferiores demandavam maior custo de atendimento, sendo, deste modo, eram menos rentáveis. Os que surgiram após a mudança eram ainda mais diferentes, pois já entravam buscando o novo conceito. Após tudo isso, definimos quais eram os Serviços que cada grupo de clientes teria direito, padronizamos os Serviços dos clientes que permaneceram na empresa anterior e oferecemos Serviços personalizados para aqueles que migraram para a empresa nova. Definimos também quais eram os clientes com potencialidades para migração à nova empresa e iniciamos um processo de conscientização, onde grande parte destes aceitaram serem transferidos. Por último, os remanescentes foram gradativamente sendo dispensados daCarteira de clientes.

Apesar de esse processo ter sido bem sucedido, recomendo que qualquer estratégia semelhante seja acompanha por um profissional especializado em Marketing contábil, pois muitos detalhes dessa estratégia, que não foram mencionados aqui, foram determinantes para o sucesso.

Clientes são como um nosso cônjuge. Se no namoro ele tinha problemas de personalidade sérios, era impaciente, compulsivo, brigão, falava sem antes pensar ou passava dias sem conversar, então, depois do casamento muito provavelmente continuará assim. Do mesmo modo é nosso cliente. Assim como é muito difícil mudar uma pessoa, semelhantemente é muito difícil mudar um cliente.


Autor: Anderson Hernandes


Fonte: Portal Classe Contábil.

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Descontração: A Mulher na Contabilidade



Você tem noção de como funciona a classificação realizada pela Contabilidade?

Vou explicar como funciona, mais ou menos, exemplificando com a MULHER:


A Solteira é Crédito
A Casada é Débito
A Viúva é Ativo Imobilizado
A Cunhada é Provisão para devedores duvidosos
A Bonita é Lançamento
A feia é Estorno
A feia e Rica é Compensação
A Bonita e Rica é Lucro
A Ex-namorada é Saldo de Exercícios Anteriores
A Namorada é Resultado de Exercício Futuro
A Noiva é Reserva Legal
A Esposa é Capital Integralizado
A Vizinha é Ação de outras companhias
A Amante é Empresa coligada + (lucro duvidoso)
As Que Fazem Operações Plásticas são Benfeitorias
As Gestantes são Obras em Andamento
As Que Dão Bola são Incentivos Recebidos
As Que Não São Viúvas, Casadas e Solteiras são Contas a Classificar
As Que Muito Namoram e Não se Casam são Saldo à Disposição da Assembléia
As Que são Surpreendidas em Flagrante são Passivo a Descoberto

Já a sogra pode ser classificada como... PREJUÍZO ACUMULADO!


Autor: Desconhecido.

Sugestão de: Ana Izabel.

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sábado, 12 de março de 2011

‘Economist’ Sugere que Empregadores Tomem Cuidado com o Brasil



“Cuidado, empregador” é o título de uma reportagem sobre o Brasil na edição desta semana da revista britânica “The Economist”. O texto expõe aos estrangeiros as principais críticas dos empresários brasileiros às leis trabalhistas. Chama a legislação brasileira de “arcaica”, diz que é derivada de Mussolini e afirma que ela prejudica tanto empresas como empregados.

Mas traz duas novidades interessantes. A primeira: a “Economist”, uma revista liberal, defende o sindicato dos metalúrgicos do ABC, em São Paulo, frisando que é de lá que saiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Recentemente, a causa pela reforma [trabalhista] ganhou um aliado surpreendente: justamente o sindicato que Lula uma vez liderou”, escreve a “Economist”. A entidade quer que o trabalhador brasileiro tenha o direito de negociar redução de salários em momentos de crise, para evitar demissões, como ocorre em outros países.

A outra novidade do texto é abordar o impacto do câmbio na folha de pagamento. Não são apenas as leis trabalhistas que afugentam alguns empresários estrangeiros. Algumas companhias preferem atrelar o salário dos empregados à moeda do país de origem. Como o real está se fortalecendo, o funcionário que recebe, por exemplo, em dólar, vê o seu poder de compra diminuir a cada mês aqui no Brasil.

Como consequência, os funcionários depois de pouco tempo saem da empresa. Segundo uma consultora entrevistada pela revista, isso leva alguns investidores a desistirem do Brasil. Isso acaba tendo um lado bom para o empresário brasileiro: “Significa menos competição [com os estrangeiros], e lucros maiores”.

Além de abordar esses dois pontos, a revista conta a história de três empresários que compraram uma rede de farmácias e descobriram que quatro ex-empregados cobravam US$ 500 mil da companhia, referentes a férias e horas-extras. Os novos donos não tinham os registros de pagamento e por isso a Justiça congelou a conta bancária da empresa. Resultado: a rede de farmácias teve que demitir 35 funcionários para sobreviver a essa briga trabalhista.

Fonte: O Estadão.

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