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sábado, 31 de julho de 2010

Contabilidade e Eleição 2: Instituições Procuram Ampliar Transparência das Eleições

TSE, CFOAB e CFC se unem por legalidade e transparência nas eleições


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) divulgaram hoje várias iniciativas para garantir a legalidade e transparência das prestações de contas das campanhas eleitorais. Partidos políticos, candidatos e comitês financeiros encaminham, a partir de hoje e até o dia 3, à Justiça Eleitoral os primeiros balanços parciais das receitas e despesas das campanhas. A divulgação dos balanços ocorre somente no dia 6 de agosto. A prestação de contas final das campanhas deve ser apresentada até o dia 2 de novembro.

O TSE disponibilizou em sua página na internet (www.tse.jus.br) um link para cadastrar os cidadãos e empresas interessados em contribuir para a fiscalização das contas de campanha (doações e gastos eleitorais) dos candidatos, comitês financeiros ou partidos políticos, faça seu cadastro. Na prática, este link implementa dispositivo de Resolução do TSE que prevê o reforço de voluntários na fiscalização e controle das contas eleitorais. Assim, doadores e fornecedores de bens e serviços às campanhas poderão prestar informações voluntárias à Justiça Eleitoral. Para tanto, deverão se cadastrar no local indicado pelo TSE. Eles receberão uma mala-direta com instruções, link e senha de acesso ao cadastro de informações.



Cartilha explicativa  

Por sua vez, a OAB e o Conselho Federal de Contabilidade uniram-se para lançar uma cartilha com esclarecimentos didáticos sobre as prestações de contas eleitorais e os processos de fiscalização, análise e julgamento dos balanços. As duas entidades também assinaram um protocolo de intenções em que se comprometem a atuar em conjunto na fiscalização das campanhas e no combate à corrupção eleitoral. O objetivo é que a cartilha, que estará disponível na internet, no site do CFC (www.cfc.org.br), funcione como uma ferramenta a mais, ao lado da Lei Ficha Limpa, para intensificar o combate à corrupção e formação de caixa dois nessas eleições.

Juntas, as duas instituições vão promover cursos nos Estados, em parcerias com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), para capacitar os profissionais que atuarão nas prestações de contas, seja do lado dos candidatos, partidos e comitês financeiros, seja do lado dos juízes eleitorais, na análise das contas. O advogado e contador Bruno Mendes, coautor da cartilha, observa que os instrumentos de combate à corrupção vêm se aperfeiçoando a cada eleição. Uma percepção desse aprimoramento seria é a elevação dos limites de gastos das campanhas. Segundo ele, um sinal de que os candidatos e partidos não estariam mais dispostos a recorrer a artifícios como a formação de caixa dois.

Os candidatos elevaram as estimativas de gastos nas campanhas. Por exemplo, em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato à reeleição, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previsão de gastar até R$ 115 milhões na campanha. Na prestação de contas final, o petista declarou gastos de R$ 91,4 milhões. Neste ano, a previsão de gastos da candidata do PT, Dilma Rousseff, é de R$ 157 milhões.

O mesmo ocorreu com o PSDB. Candidato em 2006, Geraldo Alckmin, declarou ao TSE previsão de gastar até R$ 95 milhões. No final da campanha, apresentou relatório de despesas no valor de R$ 81,9 milhões. Neste ano, o candidato tucano à Presidência, José Serra, afirmou que pretende gastar até R$ 180 milhões - mais que o dobro do valor gasto há quatro anos pelo PSDB na corrida presidencial.

Fonte: Agência Estado.

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Contabilidade e Eleição 1: Cartilha Apresenta Propostas para Fiscalização de Contas dos Candidatos




Candidatos e cidadãos interessados em entender melhor o universo da política eleitoral terão a oportunidade de consultar um novo manual com o passo a passo do processo eleitoral. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram nesta quarta-feira (28) o livro Partidas dobradas - Eleições 2010 - contabilidade necessária, uma obra que vai orientar candidatos e eleitores na direção de uma prestação de contas transparente nas campanhas eleitorais. 
O livro, de autoria de José João Appel Matos, Bruno Mendes e Davi de Oliveira Rios, traz regras eleitorais e apresenta as respostas às principais dúvidas relativas às convenções partidárias, ao registro da candidatura, ao financiamento de campanha, à propaganda eleitoral, à fiscalização das eleições e outros aspectos desse processo. A obra mostra o que e o que não pode nas eleições e chama a atenção do eleitor para aquilo que ele deve fiscalizar.
 
"Esse livro procura ajudar na cidadania, no aperfeiçoamento do processo democrático. O candidato preocupado em acertar tem nessa obra um bom instrumento. E o cidadão comum vai compreender como se dá o processo eleitoral. Ele vai poder acompanhar esse processo, compreendendo um ambiente que se mostra muitas vezes irracional", afirma Bruno Mendes, um dos autores.
 
Segundo Mendes, o título é uma provocação e enfatiza a parte mais importante da obra, a prestação de contas. "Partidas dobradas é um método contábil que significa o óbvio: que cada débito deve corresponder a um crédito. O capítulo mais importante das eleições é o do dinheiro", conta.
 
A iniciativa de lançar o manual surgiu a partir de uma campanha do CFC e da OAB pela legalidade e a transparência nas prestações de contas das campanhas eleitorais. A obra será distribuída em palestras e seminários realizados pelas duas entidades e poderá ser acessada também no site das instituições.
 
A partir desta semana será possível baixar o manual nas páginas na internet da OAB e do Conselho de Contabilidade.
 
Fonte: Jornal de Brasília.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Evasão nas Universidades Chega a 20%. Por Que Estudantes Desistem?

Evasão escolar assola universidades públicas e privadas


Em todo o Brasil, cerca de 20,7% dos estudantes de instituições particulares de ensino superior desistem do curso no meio do caminho, de acordo com dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo).

Ao contrário do que se possa imaginar, questões financeiras não são os únicos motivos para tamanha evasão, uma vez que o índice de desistência nas faculdades públicas também é alto, de cerca de 14,4%. De acordo com o Semesp, somente na USP (Universidade de São Paulo), 40% dos estudantes deixam as salas de aula no primeiro ano da faculdade.

Mas quais as "pedras" encontradas por tantos universitários que fazem com que eles desistam no meio do caminho? Para o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o aumento da concorrência (e do número) nas instituições particulares, a mudança do perfil do aluno e o maior acesso das classes C e D ao ensino universitário alteraram o cenário – e ampliaram o número de jovens que não sabem os caminhos a seguir para galgar uma carreira sólida.

Parou por quê?

Todos os fatores citados por Capelato levam aos outros. Se o perfil do aluno mudou, as instituições também devem mudar. “Mas, isso não ocorre, elas precisam mudar o modo de dar aula”, afirma. “Por que não tornar o currículo mais atrativo para os estudantes?”, questiona o diretor. Independentemente do currículo, o que atrai muitos estudantes é o preço do curso. Para Capelato, uma escolha feita tendo esse fator como base só faz crescer a evasão.

Ele explica que a concorrência entre as particulares fez os preços das mensalidades caírem ao longo dos anos. Preços mais em conta atraíram um segmento que até então imaginava que ser universitário era algo distante. “A concorrência permitiu o acesso das classes C e D. A formação desse segmento, contudo, é frágil”, explica.

Dessa forma, mesmo tendo recursos para bancar uma mensalidade, muitos futuros profissionais desistem do curso por não conseguirem acompanhá-lo. Essa situação é verificada, principalmente, nas universidades públicas. Capelato lembra que nos cursos em que há grande parcela de estudantes de menor renda, geralmente da área de Humanas, a evasão é muito alta. “A qualidade do ensino médio público é muito baixa e os alunos que chegam com uma base extremamente frágil têm dificuldades de acompanhar os cursos”, comenta.

E mesmo se uma mensalidade em um curso particular for mais baixa, ainda assim, segmentos de menor renda podem ter dificuldades de arcar com as despesas. “Tem muitas mensalidades que chegam a comprometer 50% da renda familiar. Então, qualquer problema financeiro que esse estudante tiver, ele vai desistir do curso”, diz Capelato.

Aí entra uma outra questão. Se a renda está mais apertada, invariavelmente, universitários das classes econômicas mais baixas não param de trabalhar, mesmo estudando. A dificuldade de se levar uma dupla jornada é outro motivo que compromete a conclusão do curso.

A escolha errada

Outro motivo da evasão é o descontentamento, seja com o curso ou mesmo com a profissão. Ainda assim, muitos decidem terminar o que começaram e até entrar no mercado de trabalho, mesmo descontentes. Para Capelato, levar uma decisão errada até o fim pode até comprometer o desempenho profissional no futuro, afinal, um profissional infeliz vai ter de se esforçar muito para atingir resultados medianos.

A gerente de Orientação de Carreira da Cia de Talentos, Bruna Dias, acredita que, mesmo descontente, esse jovem de hoje pode ser um ótimo profissional amanhã. Para ela, a questão é outra. “É o preço que se paga por isso. Atuar em uma profissão que eu já não queria muito é fazer um esforço grande para entregar resultados básicos”, afirma.

Ela aconselha àqueles que estão pensando em desistir por falta de estímulo a parar e refletir. “Se for uma certeza e ele tiver condições, é melhor parar mesmo e tentar outra coisa”, diz Bruna. Contudo, para grande parte dos universitários, parar no meio do caminho significa não voltar mais a estudar. Por isso, a assistente de Orientação e Informação Profissional do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), Gisele Laranjeira Sepúlveda, recomenda atenção antes de escolher o curso. “Conhecer as aptidões, as competências e as habilidades desde cedo ajuda nessa escolha”, afirma.

Além disso, a informação sobre o curso, a instituição, a profissão e as perspectivas de carreira que ela oferece devem ser bem analisada. E, se a insatisfação bater, é melhor tentar entender de onde ela vem, se do curso ou mesmo da profissão. Para evitar desespero logo no primeiro ano de faculdade, Gisele lembra que os cursos são sempre bem generalistas. “Tendo essa informação, ele saberá lidar com essas disciplinas”, afirma.

Bruna lembra também que é preciso analisar os valores da profissão com os valores do futuro profissional. “Os estudantes precisam saber que as escolhas são difíceis, mas as consequências também”.
 
Fonte: Infomoney.

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Lucro de Empresas dos EUA Deve-se a Cortes, Não a Vendas

Corte de custos



O aumento do lucro que as empresas norte-americanas têm anunciado nos balanços do segundo trimestre deve-se mais ao corte de gastos do que às vendas de produtos, segundo uma reportagem do jornal The New York Times.

“Muitas empresas estão priorizando corte de gastos para manter o crescimento do lucro, mas os benefícios majoritariamente vão para os acionistas, e não para a economia, na medida em que os administradores mantêm o dinheiro parado ao invés de usá-lo em contratação de funcionários e na produção”, afirma o jornal.

A fabricante de motos Harley Davidson, por exemplo, anunciou no ano passado que cortaria entre 1.400 e 1.600 empregos até o final de 2011, além dos 2.000 já demitidos no ano passado. Com isso, a companhia triplicou seu lucro no segundo trimestre deste ano, para US$ 71 milhões.

Fonte: Estadão.

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Registro para Contador: Documentos Necessários

Carteira de registro profissional do Contador


Profissionais de contabilidade – sejam bacharéis ou técnicos – ganharam mais prazo para tirar seu registro sem a necessidade de fazer o exame de suficiência. A data limite, que acabaria na próxima sexta-feira (30), passou para 29 de outubro, conforme determinação do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 

O Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC) listou quais os documentos necessários para o requerente registrar seu interesse em obter a chancela. 

Em São Paulo, é necessário ter domicílio no Estado. O profissional deve comparecer à sede  do CRC ou a uma delegacia do conselho munido de orginais e cópias de: 

  • RG
  • CPF
  • Título de eleitor (maiores de 18 anos)
  • Certidão de nascimento ou casamento
  • Reservistas (para homens com menos de 46 anos)
  • Duas fotos 3x4
  • Comprovante de pagamento da solicitação
  • Diploma

Os técnicos em contabilidade precisam apresentar o histórico escolar, original e cópia, para a comprovação da carga horária. 

O custo é de o R$ 103,50 para técnicos e R$ 111,50 para contadores. O pagamento não configura a concessão de registro. 
 
Fonte: FinancialWeb.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Exame de Suficiência Será Exigido Apenas em Novembro

Obrigatoriedade a partir de 1º de novembro: hora de intensificar os estudos


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) prorrogou de 29 de julho para 29 de outubro o prazo máximo para que bacharéis em Ciências Contábeis e técnicos em contabilidade solicitem o registro profissional sem a realização do Exame de Suficiência. A partir de 1º de novembro, uma segunda-feira, passa a ser obrigatória a aprovação no Exame para o exercício da atividade contábil. De acordo com o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a decisão de prorrogar o prazo foi tomada na sexta-feira passada, em reunião plenária da entidade, realizada em Brasília,com base em relatório apresentado pela comissão técnica, composta por conselheiros de todo o Brasil, responsável pela implementação do Exame. "Foram apontadas dificuldades operacionais, como o tempo necessário à contratação da instituição que ficará encarregada por promover o Exame", explicou. 

As informações sobre o Exame foram repassadas pelo presidente do CFC, como notícia em primeira mão, sexta-feira à noite, em  palestra ministrada no Hotel Internacional Termas do Gravatal, local onde aconteceu a Assembléia Geral da Federação dos Contabilistas Catarinenses (Fecontesc), com a presença de lideranças contábeis de todo o Estado. Na oportunidade, Juarez Carneiro falou da importância - para o fortalecimento da profissão - da Lei nº 12.249, sancionada em 11 de junho, que garantiu o retorno do Exame de Suficiência e deu ao CFC o poder de normatizar. Ele lembrou que a contabilidade hoje, no mundo, já é a quinta profissão mais demandada e, nos próximos 10 anos, pode chegar ao topo. "Para isso precisamos contar com uma legislação moderna e investir no constante aprendizado", listou.

Outra novidade repassada pelo presidente do CFC foi a decisão da entidade, também tomada sexta-feira, de fazer uma campanha de arrecadação de recursos para a construção de 100 casas em Santana do Mundau, uma das localidades mais castigadas pelas enchentes que atingiram o Estado de Alagoas. "Tenho certeza que os contabilistas catarinenses, por também terem passado pelo mesmo drama, serão solidário nesta hora", observou. 
 
Fonte: CRCSC.

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A Carga Tributária Invisível


Fantasma invisível e presente na vida do brasileiro


É consenso o fato de que a carga tributária, que se aproxima perigosamente de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), já ultrapassou os limites que a sociedade brasileira consegue suportar. Isso significa que cada brasileiro trabalha cinco meses apenas para alimentar a mastodôntica e ineficiente máquina pública. E todos nós sofremos (não há verbo melhor para descrever) na pele o que recebemos como contrapartida: serviços públicos ineficientes e insuficientes. Não há educação de qualidade, não há saúde pública suficiente, não existe segurança adequada. 

E, para piorar, essa carga tributária de 40% do PIB é apenas a face mais visível do apetite arrecadatório do governo. Pouco se fala - e, por isso mesmo, pouco a sociedade vê e menos ainda ela exige mudança - a respeito de uma carga tributária invisível, mas que nem por isso deixa de ter um impacto direto no caixa das empresas brasileiras. Trata-se da voluntária inépcia do Poder Executivo em atualizar os valores de referência para base de cálculo de alguns impostos e contribuições, como, por exemplo, o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). E mais dinheiro sugado pelo governo significa menos recurso para investimento. 

Até 1995, ano da extinção da correção monetária, os valores expressos na legislação tributária eram atualizados com base nos diversos indicadores que povoaram nossa economia à época, tais como FAP, ORTN, OTN, UFIR etc. Desde então, o Poder Executivo resolveu adotar a sorrateira premissa de inflação zero, com prejuízos, é claro, para o contribuinte. A exceção fica por conta do Imposto de Renda Retido na Fonte e da tabela progressiva do IR de Pessoa Física, cujos valores foram atualizados recentemente. 

Sem analisar a fundo o impacto dessa carga tributária oculta, pode parecer que se trata de algo pequeno. Não é. Alguns casos são esclarecedores. No caso do Adicional do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, que é de 10% sobre o lucro mensal acima de R$ 20 mil (estimativa), a carga tributária invisível alcança 10%. Explico: Atualizando o valor estabelecido no longínquo 1995, de R$ 20 mil, com base no IPCA (que é o indexador da tabela do IR Pessoa Física), chega-se a R$ 48,5 mil. Sem essa atualização no valor referência, o contribuinte paga a mais, ao final de um ano, R$ 34,2 mil ao Fisco.  

O mesmo mecanismo afeta empresas que optam pela modalidade de tributação pelo lucro presumido, cujo valor-limite de receita para fins de opção está congelado desde 2002 em R$ 48 milhões. Caso esse valor fosse corrigido pelo IPCA, estaria hoje em quase R$ 65 milhões. Isso faz com que uma empresa que hoje fatura anualmente R$ 64 milhões, que poderia auferir vantagens tributárias caso adotasse o lucro presumido, tenha de ser enquadrada na modalidade de lucro real. No final das contas, essa não atualização, que a obriga a calcular seu IRPJ pelo lucro real, acarreta um acréscimo significativo na carga tributária dessa empresa. Uma companhia industrial, por exemplo, com faturamento anual de R$ 64 milhões, cujo lucro tributável pelo IRPJ represente 12% do faturamento, mas que, com base no presumido, teria lucro tributável de 8% do faturamento, sofreria um acréscimo do IRPJ devido de cerca de R$ 650 mil no ano, além de aumento da CSLL do Pis e da Cofins calculados pelo lucro real em relação ao lucro presumido.   

O apetite do Fisco, obviamente, não se limita ao mundo corporativo. Atinge também a sociedade. Para citar só um exemplo, desde 1995 há isenção de IR para a venda de um único imóvel com ganho de capital no valor de até R$ 440 mil. Caso atualizássemos esse valor de acordo com a taxa Selic, de 96 a 2009, esse valor seria de mais de R$ 1 milhão. Nesse caso, sem considerar outros fatores, o aumento da carga tributária seria de 15%. 

Todos esses exemplos são, evidentemente, fictícios, mas estão presente na realidade de boa parte das empresas do Brasil. Eles servem como alerta para a tremenda injustiça fiscal cometida pelas autoridades contra o contribuinte. Essa carga tributária é invisível, mas os seus efeitos nefastos são bem reais e se traduzem no aumento do "custo Brasil", na falta de dinheiro para investimentos privados e explica em parte os recordes seguidos de arrecadação do Fisco Federal. Isso para não falar do mau uso dos recursos arrecadados. Até quando o cidadão honesto vai aceitar, quieto, tamanho absurdo? 
 
Fonte: FinancialWeb.

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sábado, 24 de julho de 2010

Selação para Mestrado e Doutorado em Contabilidade



Terá início, no próximo dia 02 de agosto, o processo seletivo para os cursos de mestrado e doutorado do Programa Multiinstitucional e Inter-Regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da UnB/UFPB/UFRN.

Serão oferecidas 20 vagas para o curso de mestrado acadêmico, em duas turmas, sendo uma com aulas ministradas na UnB (Turma Brasília) e outra com aulas ministradas na UFPB e UFRN (Turma Nordeste).

Ainda, serão oferecidas 8 vagas para o curso de doutorado, sendo 4 para inscritos em Brasília, 2 para inscritos na Paraíba e 2 para inscritos no Rio Grande do Norte., onde um candidato não pode se inscrever em mais de uma localidade.

Algumas novidades em relação às seleções anteriores são a exigência da realização do teste da Anpad e a importância atribuída às pesquisas e publicações científicas dos candidatos.

As inscrições serão realizadas nas três universidades (UnB, UFPB e UFRN) durante o período de 02/08/2010 a 03/09/2010.


Mais informações no site do Programa, vide editais:


Edital do Doutorado

Edital do Mestrado - Turma Brasília

Edital do Mestrado - Turma Nordeste

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Exame de Suficiência 1: O Teste da Contabilidade



O profissional contábil agora, não apenas por opção, deverá seguir o caminho da busca por mais conhecimento, atualização e da qualificação. A Lei 12.249/2010, sancionada em junho deste ano pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, traz novas regras para a categoria.


Além da obrigatoriedade do curso superior em Ciências Contábeis – não poderão ser mais apenas técnicos os profissionais responsáveis por uma empresa – o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) fará um exame de suficiência, semelhante ao aplicado aos bacharéis em Direito pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no intuito de qualificar os bacharéis em Ciências Contábeis a exercerem sua profissão.


Esta nova exigência do exame de suficiência se aplicará para todos os profissionais que concluírem o curso de Ciências Contábeis e para os técnicos em contabilidade já registrados no Conselho Regional de Contabilidade – ou os que venham a fazê-lo até 1o de junho de 2015, pois os mesmos terão assegurados o seu direito ao exercício da profissão.


A aplicação destas novas exigências para os contadores no Brasil mostra a importância dada pelo governo a esta profissão que desde o final de 2007, com a entrada em vigor da Lei 11.638, vem passando por várias alterações e normas.


A adaptação ao IFRS (International Financial Reporting Standard) trouxe a contabilidade brasileira para globalização de suas informações geradas, ou seja, todos os balanços publicados por empresas instaladas no País serão entendidos em qualquer parte – já que o IFRS é a principal maneira de se apresentar as informações contábeis em todo o mundo.


Como em todas as profissões, para crescer, o profissional tem que adquirir sempre mais conhecimento e ficar atento a todas as mudanças e novidades que surgem e podem, de certa maneira, alterar a maneira de trabalho. Na contabilidade não seria diferente. Com a entrada em vigor da Lei 12.249/2010, a qualidade dos profissionais contábeis aumentará, e muito. Com isso, a profissão ganhará mais respeito e mostrará a sua importância para o crescimento de país emergente em busca de ser uma nova potência.


Fonte: FinancialWeb.

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Exame de Suficiência 2: Valorização para o Contabilista



Acaba de ser sancionada Lei Federal, uma antiga reivindicação da categoria: a obrigatoriedade do Exame de Suficiência que, a exemplo da prova aplicada aos bacharéis de Direito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é uma evolução no sentido de assegurar a necessária valorização para que o futuro profissional de contabilidade possa ter reconhecidos seu conhecimento e capacitação por um mercado cuja expansão é notória.


O Sescon-SP sempre esteve na vanguarda da luta pela elaboração e aprovação da Lei, que recebeu o número 12.249/10. A entidade preocupou-se em garantir que a regulamentação se caracterizasse, de fato, como um mecanismo de avanço para a carreira de contabilista.


O texto aprovado vai exatamente ao encontro dessa aspiração. Valoriza a atividade, estimula maior qualificação no preparo dos futuros contabilistas e, mais importante, garante aos profissionais técnicos já registrados ou que obtiverem o registro até 1º de junho de 2015 o direito ao exercício da carreira.


A atividade de contabilista se sofistica e se torna mais complexa a cada dia. Se examinarmos o mercado de atuação deste profissional, constataremos que se trata de uma carreira em ascensão. Hoje, no Brasil, já há 417 mil contabilistas e 70 mil empresas contábeis. Destes, 118 mil profissionais e 18 mil empresas operam no estado de São Paulo. E a tendência é de crescimento desta demanda.


Os profissionais da categoria sabem: quem não encarar seu cotidiano como aprendizado permanente corre o risco de estagnar. A disposição para o estudo, portanto, é uma necessidade de mercado. E uma obrigação para com o cliente. Apenas para dar um exemplo: nas áreas fiscal e tributária há modificações constantes, e simultâneas muitas vezes, de regras, prazos, normas – enfim o que vale hoje muda na velocidade desta era em que vivemos, a da tecnologia do conhecimento.


Diante desta realidade, é inevitável constatar que os futuros profissionais contabilistas necessariamente terão de ter uma base acadêmica sólida para ampliar as oportunidades de crescimento pessoal e empresarial. E o Exame de Suficiência é o primeiro passo de uma vida de aprendizado constante.


Militamos em uma área em que as oportunidades se multiplicam. Atualmente o contabilista não é mais coadjuvante – é protagonista. Empresas de todos os portes não podem prescindir das informações desses profissionais simplesmente porque elas são cruciais para a tomada de decisões.


Somos chamados a oferecer nossos conhecimentos em áreas fundamentais para todas as organizações, como auditoria, assessoramento, análise financeira e controladoria. Temos de estar preparados e atualizados para prosperar. O Exame de Suficiência busca a meta de oferecer ao mercado profissionais valorizados e aptos para atender às demandas do sistema produtivo contemporâneo.


Fonte: FinancialWeb.

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INSS e FGTS têm Maior Peso para Empresário


Entre os impostos de maior impacto financeiro para os empresários brasileiros estão os relacionados com contratação de pessoal. São eles: INSS e FGTS. A constatação é da pesquisa feita pela Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton, que ouviu apenas empresas privadas de capital fechado. O resultado foi obtido tendo em vista as respostas conincidentes de 45% dos participantes, de um total de 7.400 empresas.


"Isso demonstra novamente um dos grandes entraves ao nosso desenvolvimento, pois desestimula o emprego formal e, por consequência, se traduz em relevantes perdas sociais”, afirmou o sócio da Terco Grant Thornton, Wanderlei Ferreira. Ainda de acordo com ele, o estudo reforça que está na hora de o governo brasileiro rever a legislação trabalhista. “De forma geral, os encargos trabalhistas e previdenciários podem representar um custo equivalente a 100% do valor do próprio salário pago ao funcionário”, completou.


Deste montante, na média o INSS pago pela empresa representa algo em torno de 27,8%. Em segundo lugar, na lista de tributos que mais pesam, os brasileiros citaram os impostos indiretos, como o ISS, o ICMS e o IPI, que tiveram 19% das respostas


Na média geral, o que mais pesa, de acordo com os entrevistados, é o imposto sobre lucros (26%), seguido de tributos com empregados (23%) e imposto de renda (22%).


Fonte: FinancialWeb.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

O IFRS para Micro e Pequenas Empresas



A contabilidade brasileira está conectada ao resto do mundo. Foi isso que aconteceu quando a Lei 11.638 entrou em vigor no final de 2007. A partir do ano seguinte, as empresas brasileiras se viram em um turbilhão de mudanças e alterações em tudo o que sabiam e aplicavam em relação à contabilidade. Agora, qualquer pessoa em alguma parte do mundo pode ler – e entender – os balanços publicados pelas companhias brasileiras.


A adaptação – que ainda para muitas empresas não está completa – foi árdua e afetou principalmente os profissionais responsáveis pela contabilidade, que tiveram que se atualizar para atender as novas demandas do mercado.


Para as micro e pequenas empresas não poderia ser diferente. Elas representam, de acordo com estudo realizado pelo Sebrae em 2006, 98% das empresas do Brasil e 62% das empresas exportadoras – equivalendo a 2,3% do valor das exportações – e geram 20% do PIB (Produto Interno Bruto). Diante de tanta importância no cenário econômico do Brasil, a adaptação torna-se inevitável e obrigatória em 2011.


Pode-se notar que, mesmo sendo empresas de micro e de pequeno porte, elas são fundamentais para o crescimento econômico do País, e as alterações contábeis vieram para ajudá-las a melhorar o seu desempenho. Um exemplo simples e interessante: passam a ter maior visibilidade no cenário mundial favorecendo – e muito – sua entrada no mercado no Exterior.


O fato é que, assim como para as grandes empresas, a adoção da IFRS permitirá aos empresários, donos de ME (Micro Empresa) e EPP (Empresa de Pequeno Porte), ter a contabilidade como uma ferramenta de gestão. A aplicação das alterações é inadiável e, assim, o empresário tem duas maneiras para se adequar: procurar uma empresa que ofereça cursos e capacitar os profissionais contábeis internos ou contar com empresas especializadas em contabilidade para auxiliarem nesta alteração da vida contábil brasileira.


Fonte: FinancialWeb.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Contabilidade: Uma Profissão com Futuro Promissor




Há algum tempo é possível observar o destaque que se tem dado ao curso de Ciências Contábeis no Brasil. Seja pelas recentes aprovações das Leis 11.638/07 e 11.641/09, que alteraram de forma significativa a importância dos demonstrativos e relatórios contábeis nas organizações, pelas recentes introduções dos conteúdos das IFRS no dia-a-dia das empresas brasileiras, pelo crescimento da importância e necessidade do Contador no crescente mercado financeiro brasileiro, ou pelas recentes alterações na Lei rege e regulamenta a profissão contábil no Brasil através da Lei 12.249/10, reinstituindo o Exame de Suficiência e reafirmando o compromisso e a seriedade dessa profissão.

Fato é que a profissão contábil tem se valorizado e esta valorização tem despertado a atenção para a carência de Contadores no mercado e para o amplo mercado de trabalho que o profissional dessa área possui atualmente no Brasil.

Prova disso são os recentes destaques dados por dois dos maiores meios de comunicação do país, ressaltando a diversidade dos trabalhos, o amplo mercado de trabalho e a boa empregabilidade desses profissionais.

Já no ano de 2007, o site G1, do grupo Globo.com, destacava em seu Guia de Carreiras a profissão contábil como tendo "mercado de trabalho diversificado e boa empregabilidade":


Gostar de matemática e ser bom nas ciências exatas não são requisitos obrigatórios para ser um contador, garantem profissionais da área. Ter raciocínio lógico e saber se comunicar bem são características que se encaixam melhor no perfil do profissional de ciências contábeis, tema do Guia de Carreiras desta semana, com destaque para as principais áreas de atuação e as que geram mais emprego, além de uma entrevista com Antoninho Marmo Trevisan, dono de umas das maiores empresas de contabilidade do país, com 16 escritórios no Brasil.

O contador é a pessoa responsável por fazer o registro contábil de uma empresa, acompanhar os dados e indicar qual regime tributário a instituição deve seguir, orientando o pagamento de impostos e a divisão de recursos entre os sócios.

Profissional obrigatório em todas as empresas do país, das micro aos grandes conglomerados, o contador tem um mercado de trabalho que hoje conta com 5,1 milhões de entidades no país. Dessas, 98% são micro e pequenas, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

As possibilidades de emprego são bem maiores que o tamanho da categoria que possui cerca de 200 mil bacharéis atuando na área, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). “É um dos melhores mercados de trabalho. Melhor que administração e economia, que são áreas afins”, afirma a professora Christianne Calado Vieira de Melo, coordenadora do curso da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo ela, muitos dos alunos já terminam o curso empregados. As áreas de atuação são diversificadas e oferecem diversas possibilidades. O estudante pode optar por abrir seu próprio escritório, atuar em empresas ou tentar um concurso público.

Segundo profissionais do setor, cada vez mais o mercado exige que o contador tenha uma visão global da empresa e seja capaz de auxiliar o gestor nas decisões. “A contabilidade é um instrumento de gestão. O contador deve ter o papel de consultor do empresário”, afirma José Antônio de França, presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade.

De acordo com profissionais do setor, um bom contador deve ter conhecimento multidisciplinar, saber interpretar dados e ser capaz de sugerir medidas necessárias ao melhor funcionamento da empresa. “Ele detém a informação e deve buscar melhorar a saúde financeira do empreendimento”, diz a presidente do conselho federal, Maria Clara Bugarim.

Outra característica destacada como essencial é a ética no trabalho. Os balanços contábeis e auditorias feitas por um profissional devem refletir a realidade da situação financeira da instituição. “Tem que ser um profissional compromissado em informar à sociedade sobre a receita patrimonial correta de uma empresa”, explica o professor Valmor Slomski, coordenador da graduação da Universidade de São Paulo (USP), primeira curso superior do país na área.


Mais recentemente, dia 04/07/2010, o jornal Folha de São Paulo veiculou em sua versão eletrônica, na internet, matéria que destacava uma das maiores empregabilidades do país para essa profissão, com cerca de 90% dos Contadores empregados, e salários que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 20 mil, de acordo com o CFC:


Apesar de contar com 412 mil profissionais registrados no CFC (Conselho Federal de Contabilidade), a área de ciências contábeis vive hoje um desafio: a falta de mão de obra qualificada no país.

A quantidade de formados, justifica o conselho, é insuficiente para atender à necessidade dos 5 milhões de empresas no Brasil.

Segundo a vice-presidente do CFC, Maria Clara Cavalcante Bugarim, a taxa de empregabilidade de contadores é superior a 90%. "O campo de trabalho é bastante vasto, e existe demanda em diversas áreas, como auditoria e controladoria", sinaliza.

Um levantamento da consultoria Manpower com 850 recrutadores de grandes empresas brasileiras dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná confirma a escassez. Pelo estudo, elaborado no primeiro trimestre de 2010, 64% das companhias indicaram dificuldade em preencher vagas.

A carência está ligada às peculiaridades das ciências contábeis, avalia o coordenador de pós-graduação em contabilidade da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), Edgar Cornachione.

"No país, há 50 atribuições que só podem ser exercidas por um profissional registrado, tais como avaliação patrimonial e implantação de plano de depreciação", afirma.

Segundo Cornachione, a demanda maior é por profissionais com ensino superior. "Neste momento de sofisticação da economia brasileira e de modernização da contabilidade, são necessárias pessoas dinâmicas e altamente qualificadas para acompanhar esse movimento", diz.

Requisitos

Exemplo disso, ressalta o chefe do departamento de ciências contábeis da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Gleubert Carlos Coliath, é a lei nº 11.638. Em vigor desde dezembro de 2007, ela traz práticas internacionais para o dia a dia das companhias brasileiras.

"O mercado precisa de pessoas que dominem idiomas, principalmente inglês e espanhol, e que acompanhem normas internacionais da contabilidade", pontua.

Graduado em ciências contábeis, Luiz Pegoraro, 25, acrescenta outra exigência --além de idioma estrangeiro e atualização-- para que o profissional tenha sucesso: poder de convencimento.

"Antes, o profissional ficava fechado em uma sala contabilizando os números; hoje, é preciso que ele tenha persuasão para convencer os gestores", pondera Pegoraro, que atua no ramo de auditoria contábil na consultoria PricewaterhouseCoopers.

O salário para quem preenche os requisitos pode variar de R$ 1.500 para trainee a R$ 20 mil para "controller", profissional que fornece informações financeiras para gestores.



Com isso, é razoável afirmar que para o profissional contábil não falta emprego. Assim, com as recentes alterações na legislação que regulamenta o exercício da profissão, reintituindo o Exame de Suficiência, por exemplo, resta aos alunos dedicarem-se ao máximo a seus cursos e, aos docentes, esforçarem-se ao máximo para que seus alunos "aprendam" contabilidade e tornem-se aptos a prestarem o Exame e suprirem essa carência apontada pelo mercado.

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Petrobrás: Uma Gigante em Fase de Crescimento

Em 2009, a Petrobras tornou-se a 4ª maior empresa das américas. Sua receita equivale a 6,5% do PIB brasileiro, e ela não para de crescer. Isso é bom ou ruim?



Entre as 500 maiores empresas do Brasil, nenhuma se compara em dimensão à Petrobrás, estatal do petróleo que lidera a lista de MELHORES E MAIORES há 37 anos. Nessas quase quatro décadas, o capitalismo brasileiro sofreu profundas transformações. Empresas foram criadas. Outras desapareceram. Setores inteiros ganharam importância. Ou minguaram. Fusões, aquisições e divisões mudaram a configuração dos negócios. Ainda assim, a Petrobras conseguiu aumentar sua atuação, sua abrangência e seu poder na economia brasileira. De qualquer ângulo que se olhe, a empresa é superlativa. Seu faturamento, de 103 bilhões de dólares em 2009, corresponde a 10% das vendas totais das 500 maiores companhias brasileiras.


Em 1974, primeiro ano de publicação de MELHORES E MAIORES, essa participação era de 5%. Sozinha, a Petrobras representa 6,5% do PIB brasileiro. Trata-se de uma fatia astronômica, algo que só encontra paralelo em países - desenvolvidos ou não - que possuem grandes companhias petroleiras. Em tempos de busca de novas fontes de energia, o petróleo ainda ocupa um espaço desproporcional na economia. A exceção são os Estados Unidos. A Exxon Mobil é a segunda maior corporação americana, segundo a revista Fortune. Em 2009, ficou muitos bilhões de dólares em faturamento abaixo da líder, a rede varejista Walmart, cujas vendas - de 408 bilhões de dólares - representaram 2,9% do PIB da principal economia mundial. No Reino Unido, a BP, recente protagonista de um dos maiores desastres ambientais da história, impera. Seu faturamento corresponde a 11% de tudo o que o país produz. Na França, a participação do grupo de energia Total na economia é de 6%.


O gigantismo da Petrobras tem dois efeitos diretos sobre as finanças do Estado brasileiro, seu controlador e maior acionista. Nenhuma empresa paga tanto em impostos. Foram mais de 24 bilhões de dólares no ano passado. Outros 2,7 bilhões de dólares foram pagos sob a forma de dividendos. Em tese, quanto mais a Petrobras cresce, mais o Estado enriquece. Isso explica, em grande medida, a euforia em torno das recentes descobertas de petróleo na área do pré-sal. A perspectiva de fornecer mais petróleo a um mundo sedento de energia fez com que o preço das ações da companhia disparasse em 2009. Segundo a consultoria Economática, a Petrobras passou a ser a quarta maior empresa em valor de mercado das Américas, atrás apenas de Exxon Mobil, Microsoft e Walmart. O governo brasileiro e os executivos da estatal sabem que, mais cedo ou mais tarde, as expectativas terão de se transformar em realidade. O petróleo terá de ser extraído das profundezas do oceano, uma empreitada que, segundo os cálculos da própria Petrobras, deve consumir mais de 100 bilhões de dólares em investimentos até 2020. Trata-se do maior investimento a ser feito pelas petroleiras em operação. Uma quantidade de dinheiro que nem mesmo um gigante como esse é capaz de suprir sozinho. Daí a enorme ansiedade em torno do projeto de capitalização da empresa, programado para setembro.


Diante de tudo isso, fica a pergunta: a Petrobras crescerá no ritmo em que o Brasil se tornar uma economia mais forte, com companhias de setores diversos maiores e mais eficientes? Ou teremos apenas uma gigante da qual nos orgulhar? A resposta a essa questão é de vital importância para o futuro do capitalismo brasileiro.


Fonte: Portal Exame.

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Magazine Luiza Compra a Lojas Maia por R$ 290 Milhões




Foi fechada na manhã de ontem a aquisição da rede de varejo nordestina Lojas Maia pelo Magazine Luiza. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou, o valor do negócio foi de R$ 290 milhões, sendo a maior parte em assunção de dívida e cerca de R$ 100 milhões para o pagamento aos acionistas da Lojas Maia. Procurado, o Magazine Luiza não comentou o assunto - deve se pronunciar na próxima segunda-feira.

Com a compra, o Magazine Luiza deve faturar cerca de R$ 5,7 bilhões em 2010, se aproximando da segunda colocada no varejo de eletroeletrônicos. Neste ano, a Máquina de Vendas, resultado da fusão de Insinuante e Ricardo Eletro - com a posterior integração da City Lar -, espera registrar uma receita de R$ 6,1 bilhões.


Sediada na Paraíba, a Lojas Maia tem cerca de 150 lojas nos nove Estados do Nordeste e faturou R$ 500 milhões no ano passado. No negócio, a rede foi assessorada pelo escritório de advocacia Demarest & Almeida. O Magazine Luiza teve assessoria do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga.


Depois de cerca de dois meses de negociação, o contrato de venda começou a ser assinado na noite da última quinta-feira em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Estavam lá Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, a fundadora da rede, Luiza Trajano Donato, e seu marido. Também estavam na reunião os acionistas da Lojas Maia Marcelo Maia, diretor da empresa, e Arnaldo Maia, presidente. Outros quatro acionistas da rede nordestina assinaram o documento na manhã de ontem, em João Pessoa. Luiza Helena emprestou seu jatinho para que o documento fosse levado rapidamente.


"A intervenção da Luiza Helena foi essencial para o fechamento do negócio. Ela é muito carismática", disse um executivo a par das negociações. As conversas entre as redes chegaram a ser suspensas durante a semana, com o vazamento das notícias da negociação e com as discussões de condições e prazo para o pagamento. Até esse momento, apenas executivos e assessores do Magazine Luiza participavam diretamente das conversas. Foi quando Luiza Helena interveio e deu segurança aos Maia de que o negócio seria fechado. No final, o prazo de pagamento foi reduzido e algumas condicionantes foram amenizadas.

Fonte: O Estado de São Paulo.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ministro Nega "Rombo" nas Contas da Previdência, que Deve Fechar o ano com Déficit de R$ 47 Bi




O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, classificou como "catastróficas" as avaliações que qualificam o déficit das contas do setor como "rombo". Ele afirmou que "não há rombo nenhum, apenas o ministério faz atualização dos dados a cada comportamento de pagamentos, o que influencia a projeção de gastos". Dessa forma, ele justificou o aumento dos gastos previdenciários como decorrente do reajuste de 7,72% para aposentados e pensionistas aprovado pelo Congresso Nacional.

Mesmo negando o "rombo", Gabas estima que, no quadro atual, haverá "necessidade de financiamento" da Previdência Social este ano de R$ 47 bilhões, para equilibrar a relação entre receita e despesa. A projeção original apontava para um déficit de R$ 50 bilhões, conforme mencionou, depois reduzida para R$ 45 bilhões. A previsão, agora, se eleva para R$ 47 bilhões no fechamento deste ano, contra um déficit de R$ 43 bilhões registrado em 2009.

O ministro disse que a Previdência "tem evoluído muito, com o controle de gestão, que levou à redução de fraudes e pagamentos indevidos e à melhora no atendimento ao segurado. Na medida em que a economia cresce arrecada-se mais e o resultado será mais favorável". Carlos Eduardo Gabas participou da abertura do seminário "Fundamentos para Registro de Benefícios Previdenciais a Empregados", promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Na ocasião, o ministro destacou que, "na verdade, não há déficit nenhum na Previdência Social. Apenas o sistema cumpre a Constituição Federal, promulgada em 1988, e subsidia as aposentadorias rurais, que partem de um salário mínimo por mês para a mulher trabalhadora que complete 60 anos de idade e para o agricultor que complete 65 anos de idade". Por esta razão, o ministério passou a mostrar as contas de pagamentos de aposentadorias e pensões de forma separada para aposentados urbanos e rurais.

Na avaliação dele, "esse é um benefício social justo, pois 70% dos alimentos produzidos no país vêm do trabalho desses agricultores, que só estavam vindo para a periferia das cidades porque não tinham outra saída para sua vida. Com o apoio que vêm recebendo do governo, eles agora preferem ficar onde gostam mesmo de ficar, que é na zona rural", completou o ministro.

Fonte: Agência Brasil.

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Concurso Público



Estão abertas até o dia 4 de agosto as inscrições para o concurso público para preenchimento de 92 vagas nos cargos de professor adjunto, assistente e auxiliar da carreira de magistério superior da Universidade Federal da Paraíba.


5 dessas vagas são para o curso de Ciências Atuariais, do Departamento de Finanças e Contabilidade, distribuídas da seguinte forma: 3 para a a área de "Contabilidade Geral e Atuarial" e 2 para a área de "Previdência Básica e Complementar e Seguros". Ambas as vagas são para professor auxiliar, com exigência mínima de graduação e salário inicial de R$ 1.518,63.


Os candidatos inscritos farão uma prova escrita em etapa única, de caráter eliminatório, além de prova didática, prova de plano de trabalho e exame de títulos. No edital constam ainda o conteúdo programático, o calendário oficial das provas e o nome dos membros que compõem a banca examinadora. Esses dados serão entregues aos candidatos no ato da inscrição.


Aqui está disponível o edital.


Aqui está disponível o conteúdo programático.



Mais informações pelo telefone (83)3216.7150.


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Executivo da Volkswagen é Preso por Envolvimento em Fraude Fiscal



Uma operação da Polícia Civil do Maranhão em conjunto com o Ministério Público do Estado encontrou um esquema de fraude fiscal na venda de automóveis que já resultou na prisão do dono e de executivos da revendedora Volkswagen Euromar e também na decretação da prisão de dois funcionários da montadora. Anderson Tadeu, responsável pela área de venda diretas da Volkwagen em Brasília está detido. Já o supervisor de vendas diretas da companhi, Ricardo Martinez, é considerado foragido pela Justiça maranhense.


Além deles, o dono da concessionária Euromar, Alessandro Martins, um dos maiores revendedores de automóveis do Nordeste, foi preso no Rio de Janeiro, depois de tentar fugir. O empresário aderiu ao programa de delação premiada, que pode reduzir em até dois terços a pena do réu, e deu um depoimento envolvendo altos executivos da montadora. Martins declarou que o ex-vice-presidente de Markting da Volkswagen, Flávio Padovan, e Marco Aurélio Tondelli, apontado como terceiro homem na hierarquia da empresa, estariam diretamente envolvidos na fraude.


O crime que teria sido cometido pela Euromar com a participação da Volkswagen é de fraude fiscal. De acordo com a promotora Lítia Cavalcanti, do Ministério Público do Maranhão, a montadora incentivava concessionárias como a Euromar a comprar veículos em nome de frotistas e locadoras para se beneficiar de descontos de ICMS permitidos por lei. A lei, no entanto, exige que a locadora ou o frotista permaneça com o veículo por um prazo mínimo de um ano. De acordo com a promotora, a Euromar e outras revendas Volkswagen se beneficiavam do desconto e vendiam o carro, ainda zero, ao consumidor final. “Entre outubro de 2009 e janeiro deste ano foram mais de 2 000 veículos vendidos irregularmente”, disse Lítia à EXAME.


Durante as investigações, que levaram dois anos, a promotora encontrou documentos que comprovariam a fraude. Um deles mostra que Martins utilizou os dados cadastrais da funerária Pax união para comprar 39 veículos em apenas um mês. Veículos que dificilmente transportariam caixões, dadas suas dimensões. Eram New Beetles, Boras e Voyages. A fraude garantia uma margem de até 30% o valor do veículo.


Atualização: a Volkswagen nega qualquer irregularidade e diz que eventuais ilegalidades são todas de responsabilidade da concessionária Euromar. A seguir, a nota da montadora.


Com relação às recentes declarações sobre operações ilegais na venda de automóveis no Maranhão, a Volkswagen do Brasil repudia as acusações e faz os seguintes esclarecimentos:

No contexto da crise econômica de 2008, a empresa adotou uma ação de estimulo de vendas, em especial a frotistas, dentro das práticas legais do mercado para esse segmento. A ocorrência de eventuais ilegalidades nesse processo no Maranhão é de responsabilidade da concessionária Euromar.

Tais ilegalidades apontadas pelo Ministério Público somente ocorriam, sem qualquer participação da Volkswagen, após o encerramento do processo de vendas a frotistas, quando os documentos dos veículos eram adulterados no Detran do Maranhão.

Em março de 2010, a Volkswagen já havia notificado a concessionária do encerramento do contrato de concessão, aguardando apenas, por força da lei 6.729/79, o término do prazo do contrato referido.

A Volkswagen tem todo o interesse na elucidação desse caso e não tem quaisquer vantagens comerciais em práticas ilegais como as que estão sendo investigadas no Maranhão. Prova disso é que fez o pagamento de todos os tributos devidos pela Euromar aos órgãos competentes, valores que deverão ser ressarcidos em créditos posteriores pela concessionária.

Com o objetivo de continuar colaborando com as investigações das autoridades, a empresa está realizando internamente apurações através de auditorias para verificar possíveis irregularidades administrativas. Em caso de constatação, serão tomadas todas as medidas cabíveis.

A Volkswagen no Brasil firma seu compromisso com a sociedade e a legislação vigente, atuando por meio de práticas comerciais pautadas pela ética nos negócios. Nesse sentido, a Volkswagen já está finalizando processo de nomeação de novas concessionárias para garantir o atendimento de seus clientes no Maranhão.


Fonte: Portal Exame.

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U2 é a Banda que Ganhou mais Dinheiro ao Redor do Mundo


O grupo faturou US$ 10 milhões em ingressos vendidos em cada escala da turnê, o que, somado a outras receitas de merchandising, o fez chegar ao topo da lista, à frente do grupo de heavy metal australiano AC/DC, que recebeu US$ 114 milhões em sua turnê mundial.


O terceiro lugar na lista é da cantora de R&B Beyonce Knowles, com US$ 87 milhões, três posições à frente de seu marido, o rapper Jay-Z.


Bruce Springsteen e sua E Street Band e a diva pop Britney Spears completam os cinco primeiros lugares na lista.


"Quase metade dos artistas que compõem a lista deste ano são músicos e bandas que já estão por aí há tempo suficiente para poder ter aparecido na trilha sonora de 'De Volta ao Futuro'", disse a Forbes.com.


O site financeiro acrescentou que as duas bandas que foram as primeiras colocadas, somadas a Springsteen e Madonna, a oitava colocada, podem ter ganho até US$ 372 milhões entre junho de 2009 e junho de 2010.


Lady Gaga, no sétimo lugar, passou à frente de Madonna depois de receber US$ 62 milhões com sua turnê de 106 shows, vendas de discos e acordos de marketing.


Fonte: Forbes.com.


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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Auditoria 2.0


A pesquisa anual da PricewaterhouseCoopers (PwC) “Tendências da Auditoria Interna”, em sua última edição, concluiu que, para permanecerem relevantes e atenderem às demandas dos stakeholders, os departamentos de auditoria interna devem evoluir para um patamar que ofereça, a acionistas e administradores, o monitoramento da gestão de risco nos negócios.

A pesquisa introduziu o conceito “auditoria 2.0”, que, segundo a Price, foca em riscos estratégicos e governança, e não apenas em controles financeiros e de compliance. “O novo conceito aponta para uma visão mais moderna, pois considera fortemente a antecipação de temas críticos, a alavancagem da qualidade dos trabalhos via emprego de tecnologia, a defesa da qualidade dos produtos e serviços da empresa, a gestão de talentos e a sustentabilidade”, diz o documento. Os resultados da pesquisa demonstram justamente que essas questões ocupam pouco espaço na agenda dos departamentos de auditoria interna.

A gestão dos riscos estratégicos, a partir da crise financeira mundial de 2008, continua sendo uma preocupação relevante para os acionistas e gestores empresariais. Nesse sentido a pesquisa da PwC indica que os departamentos de auditoria interna são os mais bem preparados – considerando sua visão holística, grau de penetração e conhecimento acumulado de toda a empresa – para atuar como consultoria de riscos estratégicos com os diversos stakeholders.

“A crise financeira de 2008 intensificou a revisão das práticas de gestão de riscos das empresas. Como muitos caracterizaram a crise como consequência de uma má gestão de riscos, líderes empresariais de todos os setores estão procurando aprimorar sua capacidade de gestão de riscos como um todo, de forma a se prepararem melhor para um ambiente de negócios cada vez mais desafiador”, afirma Manuel Araújo, sócio de auditoria interna da PwC.

Ainda segundo Araújo, “as necessidades e expectativas dos stakeholders, à luz das responsabilidades dos auditores internos, nunca foram tão elevadas. A questão é se a auditoria interna está respondendo à altura. Na pauta do dia, temos o desafio de construir um consenso para um papel expandido e mais estratégico da função de auditoria interna”.

Foram identificadas pela pesquisa três áreas críticas em que os executivos de auditoria interna acreditam que tenham mais espaço para o amadurecimento: antecipação de riscos e problemas críticos; alinhamento da proposição de valor com as expectativas dos stakeholders; e a comparação da atual estrutura de recursos humanos da auditoria interna com sua proposta de valor.

“A pesquisa mostra que, para que os departamentos de auditoria interna assumam seu papel de protagonistas na identificação, avaliação e gestão de riscos estratégicos, seus principais colaboradores precisam ter competências e habilidades que permitam identificar, de forma precisa, os potenciais focos problemáticos; analisar e sintetizar grandes quantidades de dados e informações; e empregar tecnologia para apoiar as empresas nos seus desafios em um ambiente competitivo”, diz Araújo.

O levantamento foi realizado no último trimestre de 2009 e contou com a participação de mais de dois mil executivos de auditoria interna de mais de 50 países, sendo que, no Brasil, 70 empresas participaram da pesquisa.

Ao analisarmos, no horizonte de três anos, que atividades integrarão os planos anuais de auditoria interna, verificamos que 91% das empresas participantes pretendem dar mais ênfase nas atividades de gestão de riscos (além da visão de controles internos). Na sequência, 82% das empresas destacaram aumento no foco em riscos de tecnologia da informação, 81% em riscos operacionais e 78% tanto em riscos emergentes como em políticas regulatórias e de compliance. Mas apenas 41% das empresas pretendem envidar esforços no tema IFRS (International Financial Reporting Standards) e, da mesma forma, apenas 48% sinalizaram investimentos em trabalhos que foquem a redução de custos ou recuperação de receita.

Fonte: Razão Contábil.

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