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terça-feira, 30 de abril de 2013

Faltam Contadores para Atender as Demandas do IFRS



A expansão da economia brasileira e a necessidade de investimentos no país têm trazido para o Brasil dezenas de empresas de várias partes do mundo. Entre as companhias europeias que aportam por aqui, interessadas em atuar como fornecedoras em áreas como infraestrutura e serviços, por exemplo, as de pequeno e médio porte começam a enfrentar um problema: a falta de pessoal qualificado para atender a norma contábil internacional.

O Brasil aderiu e adotou rapidamente a norma IFRS (International Financial Reporting Standards), que fixa padrões para as informações financeiras das empresas, mas não se preparou para universalizar seu uso. A norma entrou em vigor em 2010. As empresas tiveram apenas dois anos para se familiarizar com ela. Na Europa, por exemplo, a adoção foi gradual. Países como Canadá, que está adotando agora, Estados Unidos e Japão retardaram a entrada da IFRS em vigor.

"São dois os problemas das empresas de médio porte que chegam ao Brasil neste momento: entender a legislação fiscal e encontrar pessoas capacitadas para atender as normas internacionais", aponta Marcello Lopes, diretor da LCC Auditores e Consultores. Nos últimos seis meses, Lopes conta ter atendido a 13 solicitações de empresas das áreas de "health care", hotelaria, embalagens e alimentos à procura de soluções para suas demonstrações financeiras.

O problema é que, apesar da adoção rápida, o conhecimento das novas normas IFRS no Brasil está limitado a grandes empresas e grandes escritórios de contabilidade. Nem os escritórios menores nem as empresas de pequeno porte se prepararam. Além disso, as faculdades de ciências contábeis ainda não adaptaram seus currículos, entre outras razões porque dependem de aprovação do Ministério da Educação para efetuar essas mudanças.

"As mais sérias oferecem cursos extracurriculares para tratar da IFRS e outras atualizações", diz Lopes. "Fora isso, 100% dos profissionais que deixam os bancos universitários saem despreparados para lidar com as normas internacionais."

Isso tem obrigado as empresas a disputar os poucos profissionais disponíveis a peso de ouro, afirma o diretor da LCC.

Ainda não existem pesquisas que apontem a valorização desses profissionais, mas é certo que os que detêm o conhecimento específico estão mais valorizados, afirma Lopes.

Até grandes empresas enfrentam o problema. A Unilever Brasil teve dificuldades, recentemente, para repor um profissional que deixou seu departamento de contabilidade, por absoluta escassez de mão de obra qualificada. A solução foi trazer um profissional de outra empresa, revela o diretor financeiro da Unilever Brasil, Milton Brandt.

"Vamos levar um tempo ainda treinando pessoas", pondera Bruce Mescher, sócio-líder de Global IFRS and Offering Services (GIOS) da Deloitte. "O Brasil tem mais de um milhão de contadores e nem todos estão preparados", afirma.

A consultoria tem oferecido treinamento para profissionais de várias empresas e ajudado seus clientes a encontrar técnicos capacitados para as normas internacionais. Por ironia, a empresa também acaba perdendo profissionais com conhecimentos de IFRS, que, no momento, são os mais requisitados do mercado, e recebem propostas tentadoras para trocar de emprego.

Para Marta Pelucio, professora do MBA em IFRS da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) da Universidade de São Paulo, a formação de profissionais é uma questão de tempo. "Muitos já estão sendo formados", afirma. "Dentro de dez anos o mercado estará suprido. O problema é adaptar quem já atua", comenta.

As dificuldades seriam menores se os contadores passassem por reciclagens periódicas, afirma Danilo Simões, sócio do Departamento de Práticas Profissionais da KPMG.

"Os auditores, para manter sua qualificação, precisam comprovar 40 horas de educação continuada por ano", pondera. "Isso não é exigido dos contadores."

Ele revela que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) já está pensando em adotar um sistema semelhante também.

A escassez de profissionais é tamanha que a KPMG programou para o final do ano passado e início deste dois eventos - um em São Paulo, outro no Rio de Janeiro - para debater os principais problemas das demonstrações de 2012. A ideia era atender duzentas pessoas, mas a consultoria foi obrigada a realizar mais dois encontros e acolher mais de quatrocentos interessados.

O que as empresas têm feito para sanar as dificuldades, em especial as de pequeno é médio porte, é procurar, no primeiro momento, um escritório de contabilidade para atender a suas necessidades mais urgentes.

Essa terceirização deve levar no mínimo um ano - "para por a casa em ordem" - e no máximo três, diz Lopes. É o tempo necessário para preparar um departamento de contabilidade interno apto a atender a todas as normas.

A contabilidade interna torna o acesso às informações mais ágil e permite que a empresa formule estratégias mais rapidamente, o que é uma das vantagens da norma IFRS, comenta o diretor da LCC Auditores e Consultores.

O problema fica mais sério porque as empresas que estão se internalizando agora "não são mais as grandes, mas as do segmento middle market, as médias", diz, Ricardo Julio Rodil, sócio da Baker Tilly Brasil, empresa que presta serviços nas áreas de contabilidade, auditoria e consultoria em negócios justamente para o segmento das companhias de porte médio. Para elas, a contratação de profissionais capacitados torna-se mais difícil.

"As empresas ganham com uma contabilidade voltada para os grandes números, como a proposta pela IFRS. Podem administrar melhor seus custos, contas a pagar, a receber e fluxo de caixa, entre outras informações importantes para a gestão", diz Lopes.

"No Brasil, falta convicção de que a IFRS é um conjunto de normas que ajuda a entender melhor o funcionamento da empresa", complementa Rodil.

Para consultor, complexidade fiscal é maior problema

A complexidade das normas fiscais é apontada por consultores e executivos como problema mais sério para as demonstrações financeiras no país. Se a falta de conhecimento sobre as normas IFRS representa dificuldade hoje, pode deixar de ser em pouco tempo, na medida em que o mercado for adotando e se adaptando às regras. Mas para a complexidade fiscal não há solução fácil no horizonte.

"A carga tributária é um problema menor que a complexidade fiscal", diz Milton Brandt, diretor financeiro da Unilever Brasil e diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP).

A Unilever, como todas as grandes empresas instaladas no país, é obrigada a manter um contingente de dezenas, às vezes centenas de funcionários para atender às demandas do Fisco.

Quando adotou a IFRS, o Brasil criou o RTT (Regime Tributário de Transição), pelo qual as demonstrações passaram a ser adaptadas às novas regras. Se por um lado o RTT facilitou as coisas, por outro criou um problema. "Na prática, ficaram três contabilidades: a local, caminhando para IFRS, a fiscal, com ajustes pelo RTT, e a global, que é usada nos reportes à matriz."

Para quem chega ao país o cipoal fiscal é incompreensível. "Nós fazemos muitas aberturas de empresas que estão chegando ao Brasil. Praticamente todas já têm noção de IFRS, mas desconhecem a legislação fiscal brasileira", revela Kátia Abate, diretora de outsourcing da Baker Tilly Brasil. "O problema, então, é conciliar a IFRS com as normais locais, que são complexas e exigem que façamos um esforço para familiarizar as empresas com ela. Explicar essas diferenças exige horas adicionais de dedicação."

Para Marcello Lopes, diretor da LCC Auditores e Consultores, o país precisa de uma mudança cultural muito grande para adotar de vez a IFRS em 100% das empresas e acabar com o velho conceito predominante da contabilidade voltada para o Fisco.

Também favorável à adoção integral, Bruce Mescher, sócio-líder de Global IFRS and Offering Services da Deloitte afirma que pequenas e médias empresas não devem se omitir na adoção das normas, já que existe uma variante da IFRS, mais flexível, voltada exatamente para as PMEs. "É um desafio, mas a IFRS já é a linguagem desde 2010 no Brasil e em mais de 120 países."

Marta Pelucio, professora do MBA em IFRS da Fipecafi, acredita que o foco intenso na questão fiscal faz com que os profissionais de contabilidade no Brasil sejam muito exigidos: têm de conhecer a fundo a questão fiscal e ainda são responsáveis pelas informações prestadas. Na Espanha, em visita de trabalho recente, descobriu que a profissão de contador nem sequer é regulamentada. Lá prevalece a interpretação de que os administradores são os responsáveis pelas demonstrações e demais informações financeiras. "É preciso simplificar urgentemente a norma para baixar o custo e facilitar a vida das empresas, exigindo menos contadores", diz. 

Fonte: Valor Econômico.

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Últimas Horas para Acertar as Contas com a Receita Federal





Até às 23h59min desta terça-feira a Receita Federal recebe as últimas declarações do Imposto de Renda 2013, referente aos ganhos e gastos de 2012. E mesmo com o prazo quase no final, muitos brasileiros, como acontece anualmente, deixaram o acerto de contas com a Receita para a última hora. A estimativa do órgão, ontem no final do dia, era de que mais de cinco milhões de contribuintes, em todo o Brasil, ainda não haviam entregado a prestação de contas. A expectativa é superar a marca de 26 milhões de declarações. 

No Paraná, onde se espera mais de 1,5 milhão de declarações, 1.240.00 de contribuintes já tinha cumprido com a obrigação até ontem. Já em Londrina foram 75.665 declarações entregues até ontem, cerca de 76,5% do total. 

Em alguns escritórios de contabilidade da cidade, a semana começou com muita correria e com a expectativa de finalizar e enviar o mais rápido possível as declarações pendentes. Trabalho que o contador e vice-presidente do Sindicato das Empresas de Assessoramento e de Serviços Contábeis (Sescap) de Londrina Jaime Junior Silva Cardoso, esperava terminar ainda ontem em sua empresa. 

A maioria das 140 declarações feitas no seu escritório já tinha sido enviada, mas ainda restava cinco na mesa à espera de documentos e informações dos contribuintes. "São últimas e pequenas informações que faltam, como nota fiscal do veículo, cópia do recibo de um veículo vendido e que a pessoa não sabe os dados de quem comprou ou até informes de bancos, já que este ano alguns bancos parecem não ter mandando aos seus clientes pelo correio", destaca. 

A contadora Patrícia Barbieri Figueiredo, de outro escritório da cidade, também aguardava informações de seis declarações, que representam 5% do total de contribuintes que procuraram os serviços da empresa. 

Ela contava com os dados para enviar as declarações ainda ontem, mas destaca que, dependendo da situação, é melhor fazer a entrega com o documento incompleto e depois fazer uma retificação. O objetivo é fugir da multa por atraso que parte de R$ 165,74, mas pode chegar ao limite de 20% sobre o imposto devido. "Se ela não tiver os rendimentos, por exemplo, pode fazer uma estimativa e depois colocar os dados exatos na retificação", exemplifica. Mas a contadora faz um alerta importante: "O ideal é notificar a Receita o quanto antes, para evitar de cair na malha fina. É possível consultar se existe pendências antes do fisco notificar", destaca. 

Com o relógio se aproximando do horário limite para entrega da declaração existe também a possibilidade de congestionamento do sistema e demora no envio. "Se for entregar às 20h pode já não conseguir. Lembrando que esses cerca de cinco milhões de brasileiros têm que entregar até amanhã [hoje]", ressalta Patrícia. 

Menos adepto dessa ideia – de enviar a declaração e se faltar alguma coisa fazer a retificação depois -,o vice presidente do Sescap Londrina explica que a retificação deve ter informações exatas e que não entrem em conflito com o que foi declarado antes. Ele também avisa: "Toda declaração retificada tem risco maior de ir pra malha fina. Dependendo da situação pode ser melhor pagar multa".


Fonte: FolhaWeb

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Quando Faltam Profissionais Qualificados no Mercado



Com a escassez de mão de obra do Brasil, cada vez mais a gestão de pessoas nas organizações deve ser vista como estratégica. Observamos que alguns segmentos, como Contabilidade, Fiscal e Tributária, Engenharia, e Tecnologia da Informação (TI), têm vagas abertas e não fechadas devido à falta de mão de obra qualificada. Se utilizarmos TI como exemplo, temos 100 mil vagas!  E hoje não falamos mais somente de mão obra qualificada, mas, em níveis técnicos e operacionais, também há falta de profissionais experientes. [1]

Com este cenário, torna-se imperioso olhar para Gestão de Pessoas não mais como uma área burocrática mas como uma área que precisa prover,  desenvolver  e reter pessoas para dar sustentação às estratégias de negócios.  Um tópico extremamente importante é como prover pessoas, já que não temos uma oferta significativa para selecionarmos os melhores profissionais para compor os quadros de funcionários das empresas.

É mais fácil, mais rápido e mais barato desenvolver conhecimentos do que comportamentos. Com isso em mente, precisamos ter processos seletivos bem estruturados focando os aspectos comportamentais e capacidade de aprendizagem para que possamos desenvolver profissionais dentro das próprias organizações. Utilizar ferramentas de avaliação para identificação de gaps de competências para otimização dos recursos em treinamento e desenvolvimento é um caminho interessante,  uma vez que  as ações são direcionadas para a necessidade organizacional e dos indivíduos.

A retenção de pessoas passa pelo modelo de gestão. Isto inclui a liderança, perfis de liderança desenvolvimentista. A adoção de tal política é necessária neste cenário para manter os profissionais e desenvolvê-los “dentro de casa”. Explicitar oportunidades de carreira trazendo um guia claro, específico e transparente para a equipe visualizar o potencial de crescimento dentro da própria organização e manutenção da remuneração na mediana de mercado, podem ser fatores críticos de retenção das pessoas na organização.

Se como executivo você ainda não pensou em Gestão de Pessoas como uma das vertentes estratégicas do seu negócio, é melhor refletir sobre o assunto, pois investir em pessoas pode ser o diferencial para a evolução ou a involução do seu negócio.  Os conceitos tradicionais de gestão de pessoas não mais atendem às necessidades das organizações e das pessoas, ao mesmo tempo em que não existem conceitos e práticas consagradas para ocupar o espaço que se abre. O trabalho criativo e individualizado que perceba a empresa como tendo personalidade própria e única é fundamental para que seu processo de gestão tenha sucesso em suas metas.


[1] Isso pode ser consequência das recentes mudanças no ensino superior no país, onde se pode ver o aumento quantitativo, sem o devido acompanhamento qualitativo. Forma-se muito, mas sem a qualidade necessária. Talvez um reflexo das atuais políticas públicas para o ensino público fundamental e médio, com programas de educação continuada sem a devida preocupação com a absorção dos conteúdos pelos alunos. Nessas políticas, o que vale são as estatísticas!


Fonte: Jornal do Brasil.

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 de Abril: Dia do Contabilista ou da Contabilidade?




No dia 25 de abril, comemora-se o Dia da Contabilidade. Neste dia, em 1926, o senador João Lyra Tavares, patrono da contabilidade no Brasil, defendeu a regulamentação da profissão contábil no Congresso Nacional. A regulamentação ocorreu através do Decreto nº 20.158, de 30/6/1931, que organizou o ensino comercial no Brasil. Cumpre destacar que 25 de abril não é o dia do profissional contábil, e, sim, o Dia da Contabilidade. Os profissionais contábeis celebram algumas datas comemorativas ao longo do ano, a saber: 22 de setembro - Dia do Contador; 20 de novembro - Dia do Técnico em Contabilidade; e 12 de janeiro - Dia do Empresário Contábil [1].

A Contabilidade, como campo de estudo, e, através de suas técnicas, na geração de informações contábeis, possibilita que as pessoas jurídicas tomem conhecimento de sua situação econômica, financeira e patrimonial, integrando-se na sociedade, o que confere segurança na realização dos negócios. Através da contabilidade apuram-se custos, despesas, receitas, ativo, passivo, PIB, arrecadação de tributos etc. Além disso, é ela que apura lucros ou prejuízos e que fornece subsídios para que as empresas prosperem com segurança. Quando há problemas, é a contabilidade que acena com as soluções. 

Portanto, no dia 25 de abril, comemora-se o Dia da Contabilidade, e é com muito orgulho que seus profissionais, contadores e técnicos, devem comemorá-lo. Apesar de ainda não terem logrado reconhecimento como profissões necessárias à proteção da sociedade, devem aproveitar este momento para repensar o seu papel junto a essa área tão importante para a estabilidade social [2]. 

[1] Particularmente desconhecia o dia do Técnico, por isso acreditava no dia do "contabilista", expressão que na verdade não define categoria profissional. Além disso, com o eminente fim da formação de técnicos em contabilidade, é razoável considerar o já tradicional "25 de abril" como dia da contabilidade. Seria uma boa oportunidade para os conselhos e órgãos de classe explorarem essa data para a divulgação e fortalecimento da profissão contábil.
[2] Discordo de "não terem logrado reconhecimento como profissões necessárias". É verdade que ainda não temos o reconhecimento merecido, mas também não passamos despercebidos. Neste ano, especialmente, o CFC lançou um programa chamado "2013, o Ano da Contabilidade no Brasil" que busca promover a profissão contábil junto à sociedade por meio de ações de públicas, marketing e propaganda.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Brasil Cresce em Produção Científica, mas Índice de Qualidade Cai

A produção científica brasileira, medida pela quantidade de trabalhos acadêmicos publicados em periódicos especializados, está em ascensão. Mas a qualidade dos trabalhos não acompanha o ritmo.

O cenário foi encontrado em informações tabuladas pela Folha a partir da base aberta de dados Scimago (alimentada pela plataforma Scopus, da editora de revistas científicas Elsevier). Ela traz números da produção científica de 238 países.

De 2001 para 2011, o Brasil subiu de 17º lugar mundial na quantidade de artigos publicados para 13º --uma conquista que costuma ser comemorada em congressos científicos do país.

Em 2011, os pesquisadores brasileiros publicaram 49.664 artigos. O número é equivalente a 3,5 vezes a produção de 2001 (13.846 trabalhos).

O problema é que a qualidade dos trabalhos científicos, medida, por exemplo, pelo número de vezes que cada estudo foi citado por outros cientistas (o chamado "impacto"), despencou.

O Brasil passou de 31º lugar mundial para 40º. China e Rússia, por outro lado, ganharam casas no ranking de qualidade nesse período.






MAIS BRASILEIROS

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, um dos motivos do salto de produção com queda de qualidade foi o aumento do número de periódicos brasileiros listados nas bases de dados: de 62 para 270 em dez anos.

"Isso aconteceu por causa de uma política de abertura para revistas científicas nacionais de países como Brasil, China e Índia", explica o cienciometrista da USP Rogério Meneghini, coordenador da base Scielo, que reúne 306 periódicos brasileiros.

O problema é que os trabalhos de periódicos científicos brasileiros têm pouco impacto. Apenas 16 dessas revistas receberam, em 2011, uma ou mais citações por artigo. Para ter uma ideia, cada artigo da revista britânica "Nature" recebeu cerca de 36 citações.

O maior impacto entre os periódicos nacionais é igual a 2,15, da revista "Memórias do Instituto Oswaldo Cruz".

"Cerca de 45% dos trabalhos científicos que recebemos são de autores estrangeiros", conta Francisco José Ferreira da Silva Neto, do corpo executivo do periódico.

Mas não são apenas os periódicos nacionais que derrubam o impacto da ciência brasileira no mundo.

"A política atual de ensino superior no Brasil pressiona para que os pesquisadores publiquem mais e para que publiquem de qualquer jeito", diz o biólogo Marcelo Hermes-Lima, da UnB (Universidade de Brasília).

SALAME

Cientistas brasileiros acabam desmembrando trabalhos parrudos em artigos com menos impacto, fenômeno conhecido como "salame".

"Cada descoberta é fatiada e publicada separadamente", explica Fernando Reinach, biólogo que deixou a academia e agora está na iniciativa privada. "O número de trabalhos aumenta, as descobertas ficam semelhantes e o impacto diminui."

Fonte: Folha de São Paulo.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

CVM Pode Mudar Regras para Divulgação de Balanços




Para atrair a abertura de capital de empresas de menor porte, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda, entre outros pontos, a possibilidade de livrar essas companhias da obrigação de divulgar balanços em jornais, o que reduziria parte dos custos para entrar no mercado acionário [1]. A obrigatoriedade passaria a ser apenas a publicação das informações pela Internet [2].

"Estamos realizando estudos, como este, para promover a expansão da oferta de empresas menores. A simplificação é um ato em estudo", disse, o presidente da CVM, Leonardo Gomes Pereira, após participar do Encontro com Investidores, evento no Ministério da Justiça, ontem. "Provavelmente, começaremos com empresas com este perfil. Depois avaliaremos o que pode ser expandido", continuou Pereira.

No início do mês, a Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, autorizou as empresas norte-americanas a utilizar redes sociais para anunciar informações financeiras cruciais, desde que informem os investidores com antecedência os detalhes sobre o que será divulgado e como.

O relatório emitido pela SEC confirma que a nova regulamentação, que permite a empresas de capital aberto a divulgação de informações financeiras em redes sociais como o Facebook e o Twitter, funciona da mesma forma que a revelação de conteúdo nos sites das companhias [3].

Pereira também comentou ontem que o novo cenário macroeconômico brasileiro, com patamar de juros menores e nova remuneração da caderneta de poupança, reforça a importância da educação financeira. "É de interesse da CVM que as pessoas estejam bem informadas", afirmou.


[1] Em alguns casos chega a algumas centenas de milhares de reais.
[2] O que é razoável, tendo em vista que este é um meio de comunicação mais ágil e que tem apresentado confiabilidade.
[3] Com isso as empresas e os investidores ganham tempestividade.


Fonte: DCI – SP.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

PEC das Domésticas Amplia Mercado de Trabalho para Contadores no Recife



O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda termina em 30 de abril e, até o encerramento do período, os profissionais de Ciências Contábeis terão muito trabalho. Os novos direitos trabalhistas conquistados pelas empregadas domésticas têm movimentado os escritórios de contabilidade, que estão contratando mais funcionários.

Em Pernambuco, há 13 mil contadores registrados. Entre as atribuições desse profissional, está a responsabilidade pela folha de pagamento de uma empresa. Ele também faz o controle das contas, gastos e lucros e está habilitado para fazer declaração exigida pela Receita Federal.

A contadora Roberta Fonseca conta que a demanda de trabalho aumentou bastante após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Domésticas [1]. “A gente tem que estar se revezando para atender ao telefone, trabalhar, tirar dúvidas e até convidar as pessoas para gente fazer reuniões e explicar da melhor forma”, disse.

De olho nas oportunidades na área contábil, há pessoas com outra formação acadêmica voltando para a universidade em busca do curso de Ciências Contábeis. “Eu já sou formada em Administração, tenho pós-graduação em Gestão Financeira e escolhi o curso de contábeis porque eu tinha dificuldade em algumas áreas que eu precisava do apoio da contabilidade”, disse a estudante Fabiana Locatelli.

Também formado em Administração, Rafael Coelho, trabalha como auditor e resolveu voltar à sala de aula para cursar Ciências Contábeis [1]. “Trabalho com auditoria e foi o que me motivou a fazer o curso. O mercado está superaquecido e eu me identifiquei bastante com a área”, destacou.

Dispensa de estágio

E engana-se quem pensa que precisa estar formado para conseguir emprego na área. O Conselho Federal de Contabilidade permite que o aluno de contábeis seja admitido, com carteira assinada, sem precisar passar por estágio. O salário é de R$ 730 enquanto ele não recebe o diploma. No Recife, donos de escritórios têm contratado estudantes a partir do terceiro período de graduação. “Nós não recrutamos na condição de estagiário o profissional contábil. Ele já é contratado com carteira assinada desde o primeiro dia na nossa empresa”, afirma o empresário Albérico de Morais.

Adriana Correia escolheu a profissão depois de ler anúncios nos jornais sobre vagas na área. Ela diz que não precisou esperar muito para conseguir uma chance. “Eu não me decepcionei, tanto é que eu estou trabalhando na área."

O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Myron Palhano, afirma que, mesmo com a maior disponibilidade de vagas para a área contábil, é preciso preparação do profissional, que pode seguir os estudos acadêmicos com especializações e cursos de aperfeiçoamento. “É importante também que ele saiba idiomas, principalmente o inglês e o espanhol, e também ter o poder de persuasão porque antigamente o contador era conhecido como guarda-livros, e hoje não, realmente ele é um gestor”, finaliza.

[1] Pelo menos ao que parece, os empregadores terão as mesmas obrigações acessórias que as empresas (relativas ao INSS, IRRF e FGTS). Há chances de ser aprovado uma espécia de "Super Simples das Domésticas" para reduzir essas obrigações.
[2] Certamente o entrevista desenvolve algum trabalho na área de auditoria interna, já que as atribuições de auditoria, principalmente independente, são exclusivas do profissional contábil.

Fonte: G1.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Multa de Demissão de Doméstica Deve Ser de 10% do FGTS


O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que desempenha o papel de relator da chamada PEC das domésticas, a alteração constitucional que equiparou os direitos destes trabalhadores aos demais, afirmou nesta quinta-feira que vai propor uma redução de 40% para 10% no valor da multa sobre o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) quando houver dispensa sem justa causa.


A proposta faz parte de um conjunto de medidas que o Congresso tenta aprovar para socorrer os patrões das despesas e burocracias adicionais criadas pela aprovação da PEC das domésticas. Nesta quinta, Jucá prometeu votar esses atenuantes da lei até o dia 1.º de maio, mas não há certeza se o Congresso Nacional vai conseguir apresentar uma solução à questão ainda este mês.

Depois da primeira reunião da Comissão Mista das Leis nesta quinta, Jucá admitiu que pode não conseguir um consenso sobre alguns pontos da matéria. Durante o encontro, Jucá apresentou suas propostas já tratadas com representantes do governo. As propostas são a adoção de um regime chamado Simples das domésticas (boleto único para as contribuições patronais - FGTS, INSS e seguro de acidente de trabalho) e um Refis, parcelamento de dívidas dos patrões com a Previdência.

Divergência. Embora os integrantes da comissão concordem com a iniciativa de Jucá de diminuir a burocracia para os patrões, com a adoção, por exemplo do Simples, o boleto único de contribuição, com a qual o governo, inclusive, já concordou, alguns discordam da proposta do relator de diminuir o porcentual da multa do FGTS paga por demissões sem justa causa de 40% para 10%.

"A contribuição do FGTS é uma poupança e as domésticas devem ter o mesmo tratamento que os demais trabalhadores nessa matéria. A diminuição da multa é tornar o emprego doméstico mais precário que os demais", destacou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

O senador Jorge Viana (PT-AC) também acha "inaceitável" baixar o porcentual da multa. "Podemos sair do informal para o ilegal." Segundo ele, não se pode falar em redução de porcentuais.

Outro ponto discutido na reunião que pode atrasar a regulamentação da PEC é a necessidade de adequar as legislações. O senador Pedro Taques (PDT-MT), ex-procurador da República, disse estar fazendo um levantamento nas leis. "Teremos que fazer adaptação da legislação do FGTS, da legislação previdenciária, do auxilio creche."

Prazos. Apesar dos impasses, a intenção de Jucá é apresentar seu relatório entre os dias 23 e 25 de abril para que ele seja votado até 1.º de maio na Comissão Mista. Até lá, ele continua a se encontrar com equipes do governo. Segundo informou, ainda vai se reunir com representantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Além disso, o Ministério do Trabalho ficou de apresentar na próxima sexta-feira uma posição sobre o conflito de legislação sobre questões específicas de empregado e empregador doméstico que contrastam não apenas com a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), como também com acordos internacionais firmados com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O mesmo vale para as equipes da Receita Federal, que devem voltar a ele com um parecer sobre as propostas de redução dos porcentuais e da unificação da contribuição em boleto único. 

Fonte: Estadão.com.br.

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Destaque dos Impostos nas Notas Fiscais



A diversas possibilidades de tributação e a permissão de usar valores aproximados vão mostrar uma cobrança de impostos errada e exagerada, quando começar a ser aplicada a lei que obriga a descrição dos impostos nas notas fiscais, prevista para junho [1]. 

A avaliação é do representante da Receita Federal na audiência da Comissão de Finanças e Tributação, João Rech.

— Essa transparência é positiva, mas temos que ter cautela. Ou temos que assumir que vamos incorrer em erro, porque ao considerar o teto das cobranças não estaremos refletindo a realidade, mostraremos uma tributação exagerada [2].

Para exemplificar os possíveis erros, Rech mostrou que os impostos cobrados em um mesmo produto, como um relógio, podem ser diferentes dependendo da cadeia produtiva. O imposto será menor se for fabricado por uma cooperativa, por exemplo, que possui benefícios fiscais.

Ele explicou que a descrição da cobrança de PIS e Confins também poderá ter erros, porque são calculados com base no faturamento das empresas e não sobre os produtos [3].

Regulamentação

Publicada em dezembro passado, a lei (12.741/12) entra em vigor no dia 10 de junho e ainda precisa ser regulamentada pelo Ministério da Justiça. Segundo o texto sancionado, o valor informado dos tributos na nota ou cupom fiscal deve ser aproximado.

São sete os impostos a serem considerados: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Pasep, Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços).

No caso de produtos estrangeiros, também deverão ser descritos os impostos de importação quando eles representarem mais de 20% do preço. E se o pagamento de funcionários influenciar o valor do produto, ainda precisa ser informado o que é pago de contribuição previdenciária.

Os estabelecimentos poderão divulgar as parcelas dos impostos em painéis afixados em lugar visível ou por outro meio eletrônico ou impresso. As empresas que descumprirem a norma poderão sofrer punições previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e interdição.


[1] A tributação no Brasil é tão complexa que pode dificultar até mesmo sua transparência.
[2] A exigência de transparência é um clamor de parte da população na tentativa de despertar no brasileiro o instinto fiscalizador dos gastos públicos e de pressionar os gestores a reduzirem a carga tributária.
[3] Uma solução seria destacar apenas os impostos diretos.



Fonte: R7.

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Exame de Suficiência Testa Futuros Profissionais



Calculadora, lápis, borracha e muita atenção acompanharam os mais de 44 mil profissionais, entre contadores e técnicos,  que prestaram o Exame de Suficiência no domingo, dia 24 de março, em todo o País. No Rio Grande do Sul, 2.600 foram inscritos. A aprovação, que exige acerto de pelo menos 50% da prova, é requisito para obter o registro profissional nos Conselhos Regionais de Contabilidade. No Brasil, somente os cursos de Direito e Contabilidade se utilizam desse recurso para medir o conhecimento e nivelar o mercado. Instituída em setembro de 2010, pela Lei nº 12.249/2010, a avaliação  vem demonstrando um índice muito baixo de aprovações. A segunda edição do ano de 2012 reprovou 70% dos inscritos, segundo o presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), José Martonio Alves Coelho. As provas são elaboradas e coordenadas pela entidade.  O presidente espera que, a partir deste ano, o nível de aprovação cresça. “A expectativa é de que melhore”, reforça, ao atribuir os baixos índices de aprovação à fraca qualidade do ensino.  

Com o resultado, a entidade realiza uma avaliação que é enviada para as universidades sobre a performance de cada instituição, as faculdades e as escolas podem, assim, ter um feedback da qualidade do que transmitem aos seus estudantes. “A gente manda individualmente para eles saberem como estão se saindo e avaliarem o grau de dificuldade que os alunos tiveram”, comenta. Preocupado com os índices anteriores, Coelho diz que isso é um retrato da educação no Brasil. Recentemente o Ministério da Educação (Mec) assinou acordo de cooperação técnica com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a fim de estabelecer novas regras de política regulatória do ensino jurídico, visando à melhoria dos cursos de Direito no País. Feliz com a decisão do ministério, o presidente adiantou que o órgão também está em tratativas com o Mec para realizar a mesma parceria, o que poderá, segundo ele, contribuir ainda para a melhoria do ensino. “Hoje já temos um convênio com Ministério, mas queremos sentar e conversar para que possamos dar a nossa contribuição”, disse ele. O Brasil possui hoje mais de 1.100 escolas de Ensino Superior em Ciências Contábeis. A preocupação, segundo ele, não é com a quantidade, mas com a qualidade dessas instituições.   

Otimista com a edição de 2013, o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Zulmir Breda, acredita num aumento do índice de aprovação. “Na última edição já tivemos uma queda de reprovados, mas o aluno tem que procurar melhorar sua formação”, acrescenta.

Contadores tiveram dificuldades com questões conceituais

Todo exame de contabilidade exige cálculos e conhecimentos teóricos da matéria. Para a bacharel Carla Goulart, a prova não estava difícil, mas cansativa, pelo excesso de leitura. Em sua primeira vez no exame, Carla já trabalha há 10 anos na área e considera necessário qualificar o mercado, pois as mudanças exigem muito estudo e preparo. Apesar disso, ela reclama que a valorização dos contadores ainda não é adequada. “Nossa remuneração ainda está inferior ao que deveria”, reclama, mas aposta na campanha do Conselho Federal de Contabilidade que elegeu o ano de 2013 como o ano da Contabilidade. 

O bacharel Felipe Spolavori fazia o teste pela primeira vez e, para ele, o nível de dificuldade mereceu nota sete. Trabalhando a dez anos na área, considera importante o Exame de Suficiência para nivelar a concorrência. “Contabilidade é divertido, pois só tem encrencas”, satiriza. Já a colega Milene Selau atribui nota oito para a prova. Ela se forma no final de 2013 e ainda não tem planos de entrar no mercado, pois no momento prefere continuar no trabalho em que está como bancária. 

Para o diretor-técnico do Conselho Regional de Contabilidade (CRCRS), Décio Neves, as provas estão realmente mais trabalhosas, mas acredita que é necessário exigir cada vez mais, pois o próprio mercado fará isso. “A aprovação tem sido abaixo de 50%”, reclama. Esse resultado, diz ele, é bem mais profundo do que atribuir somente às faculdades. Em sua opinião, o problema está no ensino básico. “A educação tem sido relegada a um segundo plano, infelizmente”, lamenta.  

Quem prestou exame para o técnico, teve que estudar contabilidade geral, contabilidade de custos, Direito; matemática financeira; legislação e ética profissional; princípios de contabilidade e normas brasileiras de contabilidade e língua portuguesa. Já para os contadores, as provas eram acrescidas de contabilidade aplicada ao setor público; contabilidade gerencial; controladoria; teoria da contabilidade; legislação e ética profissional; auditoria contábil; perícia contábil; matemática financeira e estatística.

Prova foi considerada mais fácil

Na Capital, no dia 24 de março, na Faculdade Dom Bosco, o clima era tenso. Em meio aos cálculos e rabiscos, as mãos que apoiavam a cabeça deixam transparecer a atenção e o cansaço mental. Mas para a técnica em Contabilidade, Milene de Oliveira, a prova não foi uma surpresa. “Estava dentro do que eu estudei”, comenta satisfeita. Ela mal encerrou o segundo grau e já fez o vestibular para Ciências Contábeis, na Cesuca - Complexo de Ensino Superior em Cachoeirinha. Para ela, o embasamento que o ensino técnico lhe proporcionou está facilitando seus estudos na faculdade. “Tem muita gente que entra sem noção alguma”, comenta ao explicar o grau de dificuldade de alguns colegas de profissão.

“Achei essa prova mais fácil”, expressou o técnico contábil Julcemar Sangalli Costa, que fazia o exame pela segunda vez e está cursando nível superior na Faculdade São Judas Tadeu. “Da outra vez esqueci a máquina de calcular e não consegui fazer os cálculos”, justifica. Costa já trabalha em escritório de contabilidade e já está acostumado à linguagem da profissão. Apesar de tê-la  escolhido por acaso, pois na escola em que estava o segundo grau oferecia essa opção, ele está satisfeito com a decisão tomada. 

Com a voz roca, Elise Rench saiu da sala muito mais cansada do que imaginava. Formada em técnico contábil na noite anterior ao exame, ela não quis esperar as provas de setembro, quando acontece a segunda edição do exame deste ano, preferiu fazer logo para testar seus conhecimentos. “Passei a semana em função dos preparativos para a formatura e não consegui estudar”, conta com dificuldade de encontrar a voz. “Nunca fiz nem concursos”, brinca.  Otimista ela diz que o mercado está em alta e já chegou a recusar propostas de emprego. “Acho que esse é um ano bom para a contabilidade”, reforça. Em razão disso, ela já está se preparando para fazer o curso superior. 

Édina Rodrigues de Borba veio de Capão da Canoa prestar o exame. “É a terceira vez que faço”, diz, um pouco desanimada. Na primeira prova, conta que teve 17 acertos de um total de 50 questões, mas precisava de 25 para passar. Na segunda, acertou 23. “Errei duas questões de juros simples”, lamenta. A diferença é que, nessa terceira tentativa, ela fez cursinho preparatório e o estresse diminuiu. Mas Édina prestou exame para garantir carteira profissional como técnica, embora já seja bacharel. Ela trabalha na área em um escritório de contabilidade em sua cidade e, dessa vez, achou que havia menos cálculos a fazer. “Achei mais fácil”, diz.

Para Jessica Agostinho Guedes, formada no curso técnico em administração e contabilidade, pela SEG - Escola de Educação Profissional Cecília Meireles, a contabilidade ainda não é a primeira opção.  Fez a prova porque o curso que fez lhe propicia atuar nas duas áreas, mas seu coração bate mais forte pela área administrativa. “Uma profissão agrega a outra, mas se eu for fazer faculdade vou fazer de administração”, justifica. 

Graças a experiência do dia a dia na empresa, Gibran Oliveira, técnico em contabilidade, acredita que tirou de letra a prova do domingo. “Tinha algumas questões conceituais que a gente tem que saber e estudar mais, mas a prova estava adaptada ao que se usa diariamente”, garante. 
Apesar de parecer mais fácil, o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Zulmir Breda, disse que as provas continuam com o mesmo rigor, mas acredita que os alunos estudaram mais, devido ao resultado dos últimos exames. “Acho que eles se preparam melhor”, avaliou.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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