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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Empresas Com Boa Governança Rendem até 8.000% em 10 anos


As ações que melhor remuneram seus acionistas no longo prazo são as de companhias que possuem boas práticas da governança corporativa e se concentram na perpetuidade dos negócios. Um levantamento realizado pelo consultor de investimentos da Compliance, Clodoir Vieira, e divulgado com exclusividade ao InfoMoney, mostra que o retorno aos investidores de empresas que adotam estas práticas foi de quase 8.000% em 10 anos (encerrados em 31 de agosto de 2013), mais de 30 vezes o retorno do Ibovespa, de 262,25%. [1]

Os papéis com maior retorno foram do Banese (BGIP4), com 7.968,89%, seguidos pelas ações da Hering (HGTX3), que valorizaram 7.097,21%. As ações da Iochp-Maxion (MYPK3) vem a seguir, com alta de 6.561,06%. Excelsior, Schulz, Hotéis Othon, CCR SA, Coelba e Alpargatas completam a lista das que mais valorizaram. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA acumulou alta de 70,84%

“De modo geral, mesmo sendo de segunda linha, essas ações foram valorizadas por causa do reconhecimento de seus planos de expansão e praticamente todas com excelente estrutura profissional”, diz Vieira. Com exceção de Hering e CCR, nenhuma das ações está no Ibovespa.

O sócio-diretor da Strategos, Telmo Schoeler, afirma que melhorias na governança corporativa, reestruturações de comando e operações são fatores comuns na gestão dessas companhias e lembra que o valor de uma ação resulta de variáveis mercadológicas e outros fatores, como emoção.

“Poucos são os que percebem a verdadeira extensão do tema e as suas bases de sustentação”, afirma. “Nas empresas de capital aberto o valor está retratado pelo preço das ações no mercado, o que retrata a percepção do sentimento qualitativo. Já nas de capital fechado, isso só é realmente mensurado no momento de venda, quando surge uma consistência conceitual, o que não é sempre praticada pelos controladores”, continua.

Segundo Vieira, outro ponto comum entre essas empresas é a gestão de pessoas. Para a CEO da HSD Consultoria em Recursos Humanos, Susana Falchi, as atividades envolvidas no gerenciamento de riscos corporativos devem contribuir para a organização e atender seus objetivos estratégicos. “A conduta das pessoas que representam uma organização pode ser uma referência para o sucesso ou fracasso de um negócio. Poucas empresas expressam preocupação com o conhecimento do perfil comportamental de seus executivos e de suas lideranças”, diz.

[1] Essa é uma boa justificativa em favor da relação custo-benefício da adoção de práticas diferenciadas de governança corporativa, que possuem um custo elevado para as empresas.

Fonte: Infomoney.

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Justiça Suspende Advogados e Contadores por Fraudes no INSS


A pedido da Procuradoria da República em Campinas (SP), a Justiça Federal suspendeu o exercício profissional de três advogados e três contadores acusados de fraudes contra a Previdência. Segundo a Procuradoria, os advogados e os contadores integravam uma quadrilha especializada em obter fraudulentamente benefícios previdenciários junto ao INSS. Os prejuízos somaram R$ 5 milhões ao Tesouro.

O grupo foi desarticulado no dia 5 de dezembro passado durante a Operação El Cid II. A denúncia criminal é da procuradora da República Elaine Ribeiro de Menezes. "Como os denunciados não preenchiam todos os requisites para a decretação da prisão preventiva, o Ministério Público Federal optou, como alternativa à prisão, por pedir que a Justiça determinasse o afastamento deles de suas atividades profissionais como forma de impedir a continuidade das práticas criminosas por eles cometidas", assinala a procuradora.

Segundo o Ministério Público Federal "estão proibidos de exercer atividade econômica" 3 contadores e 3 advogados. Dois dos advogados recorreram ao Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) para tentar voltar ao trabalho, mas a Corte manteve a decisão da Justiça Federal de Campinas.

Para o desembargador federal Paulo Fontes, é grande a chance de os réus voltarem a delinquir se retomarem o exercício da advocacia. "Inegavelmente, em virtude do grande número de benefícios previdenciários para cuja obtenção fraudulenta os impetrantes (os dois advogados) teriam concorrido, é possível concluir que a empreitada criminosa se lhes afigurava bastante lucrativa. Nessa ordem de ideias, as regras de experiências permitem inferir que, se continuarem no exercício da advocacia, é grande a possibilidade de que os impetrantes voltem a delinquir."

Os seis acusados são réus na ação penal ajuizada pela Procuradoria no último dia 4 de julho. O recebimento da denúncia e a determinação da suspensão da atividade profissional dos réus são do dia 22 de julho. Os advogados e os contadores também estão proibidos de se ausentar do país e tiveram que entregar seus passaportes à Justiça. O eventual descumprimento dessas determinações judiciais poderá resultar em decreto de prisão preventiva, informou a Procuradoria.

Também a pedido do Ministério Público Federal, a Justiça Federal determinou o sequestro dos valores pagos pelo INSS a título de benefício previdenciário ou assistencial de 25 pessoas que se beneficiaram da atuação da quadrilha. Os denunciados tiveram ainda seus bens bloqueados.

Na denúncia, a procuradora Elaine Ribeiro de Menezes destaca que o grupo utilizava empresas inativas, muitas vezes substituindo os sócios por pessoas já falecidas. Por meio dessas empresas, foram forjados vínculos empregatícios inexistentes que eram inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O envio dos dados geralmente era extemporâneo e ficava sob a responsabilidade dos contadores que integravam a quadrilha.

A partir dos vínculos falsos, muitos benefícios previdenciários eram concedidos administrativamente. Quando isso não ocorria, entravam no circuito os advogados integrantes da organização criminosa, segundo o Ministério Público Federal. O Judiciário era induzido por esses advogados e determinava o reconhecimento do falso vínculo empregatício - e, por consequência, a concessão do benefício pleiteado.

Para obter os benefícios previdenciários indevidos - administrativamente, diretamente junto ao INSS, ou judicialmente, a partir da atuação dos advogados -, a quadrilha falsificava documentos como carteiras de Trabalho, RGs, fichas de empregados, contratos de aluguel e cartões de planos de saúde.

Fonte: O Estadão.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Crise na Governança Corporativa?


Por Roberto Teixeira da Costa
Economista e primeiro presidente da Comissão de Valores Mobiliários

Artigo recentemente publicado no Valor Econômico levanta dúvidas sobre a governança corporativa que vem sendo praticada pelas companhias de capital aberto negociadas em bolsa.

Questiona a eficácia dos controles de governança e a ela atribui as atuais deficiências do mercado como alocador de poupança.

Não subscrevo que estamos vivendo no momento atual uma governança corporativa sem vigilância, onde aqui e no exterior diversas fraudes e irregularidades societárias afetam os interesses dos acionistas minoritários. Não tenho ideia de onde obteve-se dados estatísticos que comprovem essas informações.

Talvez o fato que tenhamos maior visibilidade e transparência que no passado transmita uma falsa impressão.

Por outro lado, afirma-se que muitos falam dessa desgovernança e que outros dizem tratar-se de mera perfumaria. Não sei se o autor subscreve essas opiniões e quem serão esses muitos que fazem tais afirmações.

Acusa os órgãos de fiscalização de não atuar preventivamente e não punir eficientemente práticas arriscadas e detrimentosas ao funcionamento do mercado. Não me recordo de nos últimos 50 anos em que acompanho a regulação de ter visto um mercado tão policiado e uma imprensa tão alerta e crítica às irregularidades.

Aqui também gostaria de ponderar que talvez o que esteja faltando são programas de educação ao investidor que não avalia de forma objetiva os riscos que estão assumindo. Às vezes o olho gordo e a ganância obscurecem uma decisão racional.

Como primeiro presidente da CVM sempre insisti no princípio básico que não cabe ao órgão regulador dizer ao investidor o que deve ou não fazer. Compete sim ao órgão regulador fornecer ao investidor tempestivamente informações fundamentais para que ele possa considerar o risco que está assumindo. O regulador não substitui o investidor em seu processo decisório. Evitar o uso de informações privilegiadas (insider trading) é também uma atividade básica.

Concordo com a crítica que os processos administrativos instaurados pelo órgão regulador deveriam ter uma maior agilidade para que os agentes de mercado possam ter a clara consciência que os infratores serão punidos exemplarmente. Esse seria certamente um ponto de grande relevância para o investidor constando as devidas punições.

Discordo sobre a visão crítica dos benefícios do novo mercado. A opinião que ele acalenta não é a que ouvimos, aqui e no exterior, sobre os progressos alcançados na governança corporativa com as regras do novo mercado. Não são poucos aqueles que, apesar de constantes e necessários aperfeiçoamentos nos chamados BRICs, somos favoravelmente comparados com os padrões da China, Rússia e Índia. Quanto a volatilidade dos preços, refletem uma situação macro econômica mundial instável que nos afeta diretamente, como também resultados modestos de crescimento do nosso PIB com impacto no preço das ações das empresas de maior relevância acionária na bolsa.

Discordo também da ideia de que em situações críticas o melhor seria suspender a ação do pregão por prazo determinado. Ora, a Bolsa assim o faz regularmente quando pede esclarecimentos adicionais, mas o que não é aceitável é tirar a liquidez dos papéis que por uma razão ou outra passam por um momento crítico. Certamente, punir com iliquidez não é a solução para quem tomou uma decisão errada.

Também é perigoso generalizar que o comportamento de algumas empresas que tiveram conduta fortemente negativa seja um retrato fiel da grande maioria das companhias abertas. Não me parece que a realidade confirme essa colocação.

Terminaria enfatizando que, longe de mim a ideia de que nossa governança corporativa é exemplar, e que nossos órgãos reguladores são modelos de eficiência e perfeição.

Certamente não é esse o caso, mas também atribuir a governanças corporativas as agruras que vive o nosso mercado não me parece uma análise adequada e que definitivamente não subscrevo.

Fonte: Valor Econômico.

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Profissões mais Subestimadas e mais Supervalorizadas nos EUA


Algumas profissões podem parecer mais glamurosas e relevantes – mas elas nem sempre são as que proporcionam mais reconhecimento, salários competitivos e oportunidades profissionais. A conclusão é do site de empregos americano CareerCast, que analisou diversos aspectos de 200 profissões para avaliar se sua "reputação" está em par com o ambiente de trabalho, remuneração, perspectiva e nível de estresse causado.

Os resultados mostram que profissões como analista de sistemas, veterinário e biólogo estão entre alguns dos empregos mais subestimados da lista. Entram na lista também contadores, engenheiros civis e bibliotecários. "Encontramos um grande número de postos subvalorizadas, nos quais profissionais em transição de carreira poderiam considerar para ter reconhecimento, estabilidade e oportunidades", diz o diretor do CareerCast, Tony Lee.

Já a lista das profissões mais supervalorizadas é liderada por executivo de conta de agências de publicidade, seguido de cirurgião e corretor da bolsa. Outras profissões almejadas, como advogado, economista e executivo sênior, também entram no ranking dos empregos que costumam ser superestimados.


Fonte: Valor Econômico.

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ABRASCA se Posiciona Sobre a IN 1.397 da Receita Federal


A Abrasca analisou a Instrução Normativa nº 1.397/13 da Receita Federal publicada no D.O.U. em 17/09/2013, no contexto da adoção no Brasil do padrão contábil internacional IFRS com neutralidade tributária, como disposto explicitamente nas Leis 11.638/07 e 11.941/09.

As normas contábeis internacionais foram adotadas no Brasil a partir de 2008, momento no qual a Receita Federal teve importante papel, contribuindo para esse processo de modernização. Foi, em decorrência, criado o chamado Regime Tributário de Transição  (RTT) pela Lei nº 11.941/2009, com vistas a neutralizar, para fins fiscais, as modificações contábeis no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas. Havia forte expectativa de que no ano passado ou no presente ano seria proposta Medida Provisória, com o tratamento tributário definitivo, conforme previsto no parágrafo 1º do artigo 15 da referida Lei.

No entanto, de forma surpreendente, foi publicada no D.O.U. em 17/09/2013 a Instrução Normativa (IN) nº 1.397, da Receita Federal, que manteve o RTT, criou obrigações acessórias e trouxe novas interpretações do tratamento tributário. [1]

Essa IN configura um retrocesso e apresenta graves desvantagens, como estas:

Em lugar de extinguir o RTT, estabelecendo o tratamento definitivo,  mantém o regime transitório, que já dura cinco anos. Já houve tempo suficiente para avaliar os possíveis efeitos das normas contábeis internacionais. A manutenção de um regime transitório apenas adia, inexplicavelmente, o tratamento definitivo.  Passará a ser obrigatória, a partir de 2014, a geração de duas escriturações contábeis, uma com base nas normas atualmente vigentes e outra, para efeitos fiscais, com base nas normas contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Os custos dessa nova obrigação serão muito elevados, pois será duplicado todo o trabalho contábil. Ainda mais grave, são custos desnecessários, já que existem alternativas mais simples e eficientes, conforme já demonstrado por representantes da ABRASCA, inclusive em oportunidades com a presença de autoridades. A IN traz interpretações novas para várias situações. Pretende-se impor, sem as necessárias alterações em lei, que dividendos isentos seriam apenas aqueles calculados com base nas normas contábeis existentes em 31 de dezembro de 2007; já os juros sobre capital próprio deveriam ser calculados com base em patrimônio líquido (PL) apurado segundo os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007; e a equivalência patrimonial igualmente não deveria ser calculada a partir do PL contábil, mas, sim, de PL derivado das normas contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Trata-se de tratamento distinto do aplicado até o momento pelas empresas e que gerará elevados e desnecessários custos administrativos. Como as instruções normativas não criam obrigações tributárias, apenas regulamentam normas superiores, tem-se a impressão -  bem mais grave - de que a pretensão da Receita Federal é a de exigir tributos não recolhidos nos últimos anos por não terem sido adotadas as mencionadas novas interpretações trazidas com a IN, sem a observância do princípio da anterioridade. Dessa forma, passou a existir o risco de as empresas e seus acionistas ou sócios serem autuados, com exigência de tributos, com juros de mora e multa de ofício de 75%. Ademais, a IN, sem base em lei, institui a cobrança de impostos na distribuição de dividendos, inovando neste particular.  Ao final, serão três os efeitos negativos da IN-SRF nº 1.397: o desnecessário e substancial aumento de custos que dificulta as atividades empresariais (mais um "custo Brasil"), o desincentivo ao investimento em sociedades de capital aberto (dificultando a geração de empregos e riquezas ao País) e o grave dano à imagem do Brasil no exterior por acarretar perda de credibilidade e transmitir a sensação de insegurança jurídica.

Frente a tudo isso, a ABRASCA faz suas as palavras de outras entidades, no sentido da conveniência de reabertura de exame do tema por parte da Receita Federal do Brasil, com a participação das entidades interessadas, para que uma solução melhor seja encontrada. [2]

[1] Infelizmente essa é uma prática que se repete no Brasil. O Governo, na figura da Receita Federal, acaba sobrecarregando os profissionais contábeis e empresários com tributos e obrigações acessórias. Não é incomum ver-se "re-trabalhos" no dia-a-dia dos contadores. São informações equivalentes que são enviadas de diversas formas diferentes, facilitando o trabalho da RFB e dificultando para as empresas.

[2] Este é um dos maiores retrocessos que poderemos ver no sistema tributário e legal das empresas brasileiras. Depois de tanto esforço para fortalecer a contabilidade e a gestão das empresas, a RFB, mesmo participando do CPC, empurra "goela abaixo" mais um normativo, fazendo jus à histórica complexidade e burocracia que compõem o chamado "custo Brasil". E quem vai pagar toda essa conta? Você! 

Fonte: DCI.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O País Cresce com Contadores


No Brasil existem aproximadamente trezentos mil contadores, e somente no estado de São Paulo o número chega a mais de 76 mil profissionais, segundo o Conselho Federal de Contabilidade. Além disso, a contabilidade é a quarta profissão que mais oferece oportunidade de trabalho no mundo. Informações estratégicas que uma empresa necessita para tomar decisões importantes, a contabilidade oferece de forma precisa. Conhecido antigamente por “guarda-livros”,  o contador tem um importante papel na sociedade e, nesses últimos anos, as transformações foram fortes no mercado, de tal modo que confere um dos cursos que oferecem o melhor custo-benefício.

“Muitas coisas ocorreram nesse período. Quando comecei na profissão trabalhava com ficha tríplice, cópia de diário em gelatina e os equipamentos mais modernos que as empresas pequenas e médias tinham, à época, eram os sistemas Ruff e Front Feed”, relembra o presidente da BDO Auditoria, Consultoria e Contabilidade, Raul Corrêa da Silva, que conta uma experiência de mais de quarenta anos no mercado contábil.  “Em meados dos anos 70, a Sharp lançou uma máquina que seria, talvez, o primórdio dos sistemas informatizados, e já nos anos 80, começaram a ter os primeiros microcomputadores e primeiros sistemas de troca de informações entre os vários departamentos das companhias,” completa.

De acordo com Corrêa, foi o início de grande mudança, sendo que, dessa forma, a contabilidade passou a processar com maior velocidade e exatidão seus números, que mesmo assim eram insuficientes para mostrar a realidade das empresas com foco gerencial.  

“Nos anos 90, com o controle inflacionário e ERP’s mais sofisticados, porém simples, a contabilidade deu a grande guinada que passou a exercer o efetivo papel de ferramenta de controle e gerencial”, enfatiza.  “Apesar de ter começado como técnico de contabilidade em 1971, a partir de 1976  iniciei na atividade de auditoria. Uma profissão que está em permanente crescimento e adaptação no mercado”, diz.  

Para se adaptar e melhor atender os clientes diante das transformações do mercado contábil, a BDO passou por um logo tempo de amadurecimento. “Ao fundar a Terco, em 1982, procurávamos estar próximo às entidades contábeis pelo trabalho de reciclagem e atualização, bem como possibilidade de benchmarking com as outras empresas do mercado, com o desenvolvimento das normas internacionais, passamos em 1988 a ter uma representação internacional (MRI, hoje PRAXITY) e, desde aquela época, participamos com assiduidade de cursos e congressos internacionais para estar up to date com as melhores práticas contábeis internacionais”, conta.

Em 2001, ao vender a Terco e fundar a RCS, ficou fora do mercado de auditoria por força de contrato de não competição até o final de 2004. Naquele período, esteve trabalhando com finanças corporativas, o que acabou trazendo um conhecimento importante sobre ferramentas gerenciais, que implantou com sua equipe  a partir de 2005.

Considerada a maior empresa de Middle Market, iniciou-se um processo de capilarização e hoje administra a BDO RCS, quinta maior empresa do país, com 18 escritórios e mais de 800 profissionais.

Sobre o projeto de lei que exige contabilidade para todas as empresas, aprovado na CCJ do Senado, ele avalia de forma positiva e acrescenta: “Sempre trabalhei com a premissa de que a contabilidade não é para atendimento fiscal, e sim para gerar informações de decisão. Dessa forma, nunca tive clientes que não tivessem contabilidade mensal. É fundamental para a consolidação e sobrevivência das empresas”. A contabilidade mudou e o contador também.

“Hoje todas as entidades de classe permitem acesso gratuito às melhores práticas, sendo que a formação e adaptação dos profissionais às normas internacionais serão uma consequência simples e prática. Como acontece com toda mudança, o início é mais trabalhoso, mas depois apresenta uma adaptação integral”, acrescenta Corrêa.

Segundo ele, o papel do profissional de contabilidade e do empresário é um processo irreversível, e quanto antes o profissional estiver adaptado, seu escritório sai na frente com melhores condições de crescimento.

Nesse sentido, a empresa já trabalha com o Sped desde o seu surgimento, procurando auxiliar o cliente em processos tanto de informação quanto de implementação de sistemas.  Ainda segundo Corrêa, o cenário do mercado nestes últimos dois anos foi muito favorável. Com a crise europeia e uma estabilização na economia nacional, houve uma série de investimentos internacionais que acabaram por resultar em um forte processo de fusão de aquisições de empresas que movimentaram  o mercado e geraram maior necessidade em adaptar-se às novas normas. 

Fonte: DCI.

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"Apelo" à Imagem do Contador [1]


“É de fundamental relevância a campanha ‘2013: Ano da Contabilidade no Brasil’,  instituída em boa hora pelo Conselho Federal de Contabilidade, o CFC”, enfatiza o presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp), José de Souza. “Com essa campanha, temos a oportunidade de divulgar em diferentes mídias, mostrando e conscientizando a sociedade sobre o real e importante papel do profissional da contabilidade no desenvolvimento social e econômico do País. Paralelamente, chamamos a atenção e mostramos, de forma clara e objetiva, os serviços que prestamos e o quanto são necessários e indispensáveis para a saúde das empresas”, afirma.

Segundo  Souza, a Fecontesp e as demais entidades que representam a contabilidade atuam fortemente como disseminadoras da campanha de valorização do contador, em todos os eventos que realizam, principalmente através das diferentes mídias. [2]

“A Fecontesp esteve presente no lançamento oficial da Campanha, realizada no Congresso Nacional e, posteriormente, participamos do lançamento da Campanha no Estado de São Paulo, evento realizado na Assembleia Legislativa”, informa. “Na classe contábil existe um sentimento de orgulho e satisfação em função da campanha, por parte da sociedade temos  um respeito bem maior e solidificado. Temos certeza que os resultados serão maiores a partir deste quadrimestre, quando estiverem incrementadas as veiculações que estão em fase desenvolvimento. A campanha foi o marco inicial, devemos nos conscientizar  que todos os anos continuarão sendo da Contabilidade no Brasil”, completa.  A campanha tem o intuito de divulgar o real papel do profissional e da profissão perante a sociedade e nas organizações públicas e privadas.

Segundo o Conselho Federal, existe uma deturpação em relação aos contadores por parte de alguns segmentos da mídia,  principalmente os relacionados com determinados programas humorísticos e novelas, que apresentam o profissional de forma distorcida e irresponsável. [3] Ou seja, a campanha tem caráter educativo. “É uma honra, mas também uma responsabilidade muito grande ocupar esse cargo."

A opinião de Souza é reforçada  por Luís Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo-CRC-SP. Além dos 140 mil profissionais, a entidade reúne no estado de São Paulo mais de 20 mil empresas de contabilidade. “Nosso papel é o de servir esses profissionais e a sociedade”, afirma o executivo que está à frente do maior conselho do País, quase 1/3 do contingente nacional. O Brasil conta hoje com aproximadamente 500 mil profissionais registrados na área contábil.

O CRC-SP possui atualmente dezoito delegacias regionais e 125 delegacias locais instaladas nas maiores cidades paulistas. Para todo o suporte necessário aos profissionais da área, a entidade oferece oficinas técnicas, palestras e seminários. Há muita atividade oferecida ao longo do ano sobre os mais variados assuntos. A programação se estende a todo o estado de São Paulo. A entidade está começando a investir na educação  a distância. No site do Conselho Regional de Contabilidade já é possível acompanhar a programação. Existe, ainda, o espaço técnico disponibilizado da TV CRC-SP, que  também aborda diversas disciplinas da área contábil.

Contabilidade na educação

De acordo com a entidade, a educação é um processo de transformação de um indivíduo que deve objetivar o desenvolvimento de múltiplas dimensões, em que o exercício da profissão é só uma delas. A educação contábil deve ir além da dimensão técnica, buscando o conhecimento multidisciplinar. Segundo o Conselho, a reflexão dos valores morais deve estar inserida em todas as disciplinas, ajudando a contribuir na formação da atitude ética profissional.

Reconhecer as ameaças à profissão configura-se como o principal desafio de educadores na área contábil, pois a sociedade precisa de um profissional competente para atacar as novas demandas de negócios. Só com uma contabilidade forte a nação vai ascender ao lugar de destaque no contexto econômico de um mundo globalizado.

Setor público

Segundo o CRC-SP, a modernização da contabilidade aplicada ao setor público é de grande impacto estratégico e a gestão contábil será fundamental. O nível de maturidade do profissional  contábil para a área pública demanda conhecimento amplo, estrutura organizacional, plano de contas e demonstrações contábeis e fiscais e um amplo conhecimento em tecnologias.

Todo esse aparato profissional visa atender não só as empresas, cujos negócios tendem a ser cada vez mais transparentes, exigência dos novos tempos. De um modo geral, o  Brasil tem tomado diversas medidas com o foco no aprimoramento da transparência administrativas.

[1] A primeira observação dessa postagem diz respeito ao título, que usa o termo "apelo". A meu ver, "apelaram" no título. Será mesmo um apelo? Ou um programa de disseminação da importância desse profissional, como o próprio CFC?

[2] A campanha se trata do "2013, Ano da Contabilidade".

[3] Infelizmente esse problema não é exclusivo do Brasil, embora aqui ocorra com maior frequência. Cabe ao CFC coibir, como vem fazendo.

Fonte: DCI.

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O País da "Inteligência Fiscal"


“A contabilidade tem passado por um processo gradual de valorização perante a sociedade, portanto, está vivendo um momento de expansão.” Esse é o principal pensamento do presidente do Sescon-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, principal entidade que representa as empresas de serviços contábeis do Estado de São Paulo.

O Brasil é um dos países que possuem uma das inteligências fiscais mais avançadas do mundo, e a contabilidade tem sido percebida como uma prestação de serviço de grande valor agregado, como um grande instrumento de gestão que permite a radiografia fiel do negócio, possibilitando análises e projeções que viabilizam a gestão empresarial e a tomada de decisão certa. “O empreendedor brasileiro tem percebido como a ciência contábil é vital para qualidade e consistência dos dados corporativos, essencial tanto para a prestação de contas aos fiscos, como para a competitividade”, diz Sérgio Approbato.

Este cenário tem dado uma nova dinâmica ao setor contábil, que também tem sido fortemente impactado pela necessidade de adaptação das empresas brasileiras às normas internacionais de contabilidade, inclusive às micro e pequenas empresas, um grande desafio e também um novo leque de oportunidades para os empresários e profissionais do segmento contábil.  

Segundo Sérgio Approbato, o setor vive em sua fase positiva. “Para as boas empresas e os bons profissionais que estão enfrentando os inúmeros desafios tecnológicos, legislativos, econômicas e fiscais, não há hoje desemprego. Estamos vivendo o chamado ‘pleno emprego’. A profissão contábil é uma das cinco mais demandadas no mundo e o leque de áreas para atuação também é diversificado, como em perícia, auditoria, consultoria, gestão empresarial, gestão pública, ensino, entre outras,” enfatiza.

A frente da entidade desde janeiro de 2013, Approbato diz que quando assumiu a entidade, seu principal objetivo era trabalhar com o intuito de dar  suporte para o desenvolvimento das empresas de serviços contábeis do Estado de São Paulo, buscando melhorias no ambiente empreendedor.

“A educação vem sendo uma de nossas prioridades, pois hoje o empresário e profissional da contabilidade deve ser plural, ter conhecimentos diversos e, principalmente, ter consciência de que o aprimoramento e a atualização devem ser constantes. Eles estão no centro das grandes mudanças legislativas, tributárias e tecnológicas, e suas responsabilidades têm crescido gradualmente. Com a Universidade Corporativa do Sescon-SP [Unisescon] temos idealizado cursos, palestras e seminários, visando prepará-los para os constantes desafios impostos nesta nova ordem econômica”, diz.  O executivo faz também um balanço em que a entidade  já avançou em relação à missão de dar suporte na gestão, pois acredita que a contabilidade e a tecnologia da informação estão intrinsecamente ligadas e que são indissolúveis uma da outra. “Para isso, lançamos o Portal Sescontech, que permite ao nosso associado optar pelas melhores soluções disponíveis e adequadas ao seu negócio. Uma grande ferramenta de auxílio às empresas de contabilidade. Também temos estreitado relacionamentos e aberto canais de diálogos com a Fenacon, nossa federação nacional, com outras entidades do empreendedorismo e com esferas de governo, visando melhorias tanto para a nossa classe como para o segmento produtivo brasileiro”, completa.

Segundo um estudo do IBGE, a Região Sudeste do País possui mais de 3 milhões de empresas e o Estado de São Paulo concentra a maioria do profissionais de contabilidade da região. As empresas do estado ainda têm um grande avanço a ser feito, que é a adaptação as novas normas internacionais de contabilidade. “A falta de informação, de poder aquisitivo e de suporte adequado está dificultando a adaptação pelas MPEs  no País, muitas ainda nem sabem dessa mudança.

Para se ter ideia da problemática, muitas delas nem processam a escrituração contábil, fator que precisa e deve mudar em breve, diante deste panorama”, diz. Segundo Approbato, o novo padrão requer uma aproximação e maior integração entre o empreendedor ou o administrador e a sua assessoria contábil.

“Esta adaptação é mais um desafio e também oportunidade para o empresário e o profissional da contabilidade, pois é mais uma situação em que ele pode mostrar a importância do seu papel para o desenvolvimento das empresas. Falar a contabilidade universalmente e ter um entendimento único dos balanços e relatórios contábeis/financeiros internacionais é um grande item de valorização da categoria. Mas, para isso, é preciso preparo, capacitação, educação continuada e o Sescon-SP tem buscado auxiliá-los nesta questão, com boas opções de aprimoramento”, finaliza. 

Fonte: DCI.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CFC Critica Regra que Obriga a Fazer 2 Balanços


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) considera um “retrocesso” a decisão da Receita Federal de obrigar as empresas brasileiras a ter duas contabilidades completas paralelas, uma societária e outra fiscal.

O posicionamento consta de comunicado assinado pelo presidente da entidade, Juarez Domingos Carneiro, divulgado há pouco.

A necessidade de se fazer, a partir de 2014, a Escrituração Contábil Fiscal, que será o novo balanço, de acordo com as regras contábeis vigentes até 2007, consta da Instrução Normativa 1.397 da Receita, publicada ontem no Diário Oficial da União.

No comunicado de hoje, o presidente do CFC pede a reabertura do diálogo com a Receita “para completo reestudo do conteúdo da Instrução Normativa, principalmente quanto às obrigações acessórias desnecessariamente adicionadas”.

Ao Valor, Carneiro chamou atenção para a surpresa com a publicação da IN, já que nos últimos anos tem havido um diálogo das empresas e dos contadores com a Receita, principalmente no âmbito do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em que o órgão governamental participa como ouvinte.

Para o CFC, a necessidade de se entregar um balanço completo adicional cria um enorme ônus para as empresas, sem que haja benefícios em troca.

O órgão regulador da profissão de contabilidade também faz um alerta sobre a crescente “insegurança jurídica” caso o Fisco queira aplicar retroativamente (de 2008 a 2013) o entendimento explicitado na IN 1.379 sobre distribuição isenta de dividendos e sobre o pagamento de juros sobre capital próprio.

No documento, o Fisco deixa claro que só será isenta a distribuição de dividendos feita com base no “lucro fiscal”, apurado conforme legislação vigente até 2007, e não o lucro apurado no IFRS, como muitos entenderam que seria e alguns vinham distribuindo desde 2008.

A Receita Federal também diz que a dedutibilidade dos juros sobre capital próprio será calculada pela incidência da Taxa de Juros de Longo Prazo sobre o “patrimônio líquido fiscal”, e não sobre o patrimônio contábil ajustado pela conta de ajustes de avaliação patrimonial, como prevê a Lei 11.941, que instituiu o Regime Tributário de Transição (RTT).

Fonte: Valor online.

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Manutenção de Multa Adicional do FGTS é ‘Passo Atrás’


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a manutenção do veto ao Projeto de Lei Complementar 200/2012, que pôs o fim do adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é um "passo atrás no processo de racionalização do sistema tributário brasileiro". Em nota, a CNI afirma que "a decisão do Congresso Nacional de manter essa contribuição frustra os anseios do setor produtivo nacional de ver extinto um tributo criado para ser provisório e que cuja finalidade, a de salvar o FGTS da falência, foi integralmente cumprida ao longo dos últimos 12 anos".

De acordo com a CNI, a decisão do Congresso Nacional "frusta antigo anseio do setor produtivo do País". Na nota, a CNI argumenta que as empresas brasileiras cumpriram sua parte no grande acordo que resultou na criação do adicional de 10% do FGTS, em 2001. "Ao longo desses anos, o setor privado contribuiu com R$ 43 bilhões no esforço para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do Fundo. Segundo notificou a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos do FGTS, isso ocorreu em julho de 2012", afirma a confederação.

Uma vez mantida a cobrança, a CNI estima que cerca de R$ 270 milhões continuarão a ser desembolsados a cada mês pelo setor privado. Isso representa fatia referente ao adicional de 10% do FGTS. "Caso o tributo tivesse sido extinto pelo Congresso Nacional, esses recursos poderiam ser revertidos em qualificação profissional, em inovação e em investimentos para a ampliação da capacidade produtiva", cita a nota da confederação.

A CNI ressalta que uma eventual extinção desta contribuição não causaria prejuízo aos direitos e garantias do trabalhador. Isso porque o PLP 200/2012, destaca a entidade, não elimina ou altera a multa recissória de 40% sobre o saldo do FGTS, também pago em caso de demissão sem justa causa, e que é pago ao empregado dispensado.

Vitória do governo

O governo conseguiu reeditar a vitória do mês passado e garantiu, ontem à noite, a manutenção de todos os vetos analisados na sessão conjunta do Congresso Nacional. Dessa forma, o Planalto viu preservado o veto ao fim da multa adicional de 10% sobre o FGTS nos casos de demissão sem justa causa, o mais importante dentre as sete matérias votadas. Caso este veto fosse rejeitado pelo Congresso, a União perderia mais de R$ 3 bilhões por ano, montante arrecadado com a cobrança extra e que a oposição acusa de ser usado para engordar o superávit primário. O resultado foi divulgado nesta madrugada pela Secretaria-Geral da Mesa do Senado Federal.

No total, os parlamentares analisaram ontem vetos a 95 dispositivos de sete matérias diferentes. Além do veto ao fim da arrecadação extra do FGTS, o Congresso manteve os vetos da Medida Provisória 610, publicada originalmente para ampliar o valor do benefício garantia-safra para a safra de 2011 e de 2012. Dentre os vetos confirmados pelos parlamentares a essa matéria, está o que impediu a prorrogação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) até o final de 2014.

Fonte: O Estadão.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Telexfree: Receita Federal Investiga Divulgadores


Investidores que receberam dinheiro de empresas acusadas de serem pirâmide financeira estão na mira da fiscalização da Receita Federal em Vitória. O órgão também investiga as finanças das companhias que dizem atuar no mercado de marketing multinível, no qual se destacam Telexfree e BBom.

Em nota, a Receita confirmou que associados e divulgadores dessas organizações estão sob investigação. No entanto, não detalhou o andamento das apurações porque “as informações relativas a elas são sigilosas”.

Em entrevista concedida para A GAZETA em 22 de fevereiro, o delegado-adjunto da Receita no Estado, Ivon Pontes, destacava que os investidores poderiam cair na malha fina. Todas as comissões e créditos recebidos por eles por meio dos negócios deveriam ser declarados ao Fisco. [1]

A Telexfree costumava destacar que o Imposto de Renda dos divulgadores era retido na fonte, antes do pagamento. Isso pode ter confundido associados, fazendo com que eles tenham deixado de entregar a declaração.

A declaração do Imposto deve ser feita se o rendimento anual superar R$ 24,5 mil. Auditores da Receita explicaram que nos cálculos deveriam ser somados os rendimentos salariais e os créditos obtidos com marketing multinível. Estima-se que muitos não tenham tido o cuidado e cairão na malha fina.

Natal

No Rio Grande do Norte, a Receita Federal já identificou associados de empresas suspeitas que não declararam Imposto de Renda. O chefe de fiscalização do Fisco em Natal, Manoel Delfim, explicou que eles poderão ser multados em 75% do valor não declarado.
Caso fique constatado que houve sonegação fiscal, eles poderão responder a ação penal.

“Estamos fazendo uma avaliação muito criteriosa. Já identificamos pessoas que não declararam. Elas serão fiscalizadas e, a princípio, não prejudicam em nada as empresas. Se a pessoa jurídica pagou o recurso, reteu na fonte e fez a declaração, não há problema nenhum”, ressaltou.

Surpresa com a dimensão que as empresas acusadas ganharam no Rio Grande do Norte, a Receita em Natal passou a investigar pessoas que participam dos negócios. São 200 investidores de oito empresas suspeitas que estão passando por um pente-fino do Fisco.

Entre os selecionados pelos auditores estão os que passaram a ostentar, em pouco tempo, veículos luxuosos e ganhos milionários. “Faziam questão de ostentar padrão de consumo que chamou a atenção. Trabalhamos com dados declarados pelo contribuinte e com os que levantamos em redes sociais, jornais e revistas. Nosso trabalho não é focado na empresa A ou B. É nas pessoas que receberam recursos e adquiriram carros de alto valor”, frisou Delfim.

Explosão

A estratégia adotada no Estado nordestino foi traçada após a constatação de que o crescimento das empresas ditas de marketing multinível ganhou proporções assustadoras. “Em Natal isso se transformou em febre. De casa para o trabalho passávamos por mais de 20 carros divulgando empresas de marketing multinível, das mais diversas. Isso começou a chamar a atenção”, disse o servidor.

Entre as empresas com crescimento avassalador no Estado estão a BBom e a Telexfree, considerada a maior pirâmide financeira da história do país. [2]

Segundo o chefe da fiscalização, a informação divulgada por algumas empresas sobre recolher os impostos antes de repassar os pagamentos aos associados também está sob análise da Receita potiguar. “É preciso saber se o desconto está correto e se a tabela aplicada está correta. As empresas podem ter aplicado a tabela de descontos errada. A gente tem que avaliar isso”.

Segredos

A Receita Federal nacional se manifestou em nota. Informou que não detalha para o público os procedimentos desenvolvidos no curso das ações fiscais que estejam em andamento, mesmo que não haja individualização do fiscalizado.

Da mesma forma, não torna públicos os seus procedimentos operacionais de execução das atividades de fiscalização e/ou de monitoramento de suas estratégias na gestão de risco das ilicitudes de natureza fisco-tributária.

[1] Como parece ser característico de quem procura este tipo de investimento, há uma tentativa de se ganhar dinheiro fácil e rápido, por isso não há de ser estranho identificar quem tenha tentado "bular" a tributação e não recolher os impostos. Já que aqueles que o defende dizem ser um investimento como qualquer outro, por que não recolher os impostos como qualquer outros?

[2] Há quem ainda diga que não é, mesmo não conseguindo provar o contrário.

Fonte: A GAZETA.

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Futebol e Bolsa de Valores


Se os maiores clubes do País estivessem na BM&FBovespa, eles teriam tamanho para competir no pregão com algumas das empresas que fizeram IPO nos últimos anos. O Corinthians, por exemplo, tem valor de mercado de R$ 1,1 bilhão, maior que o da varejista Magazine Luiza, de R$ 1 bilhão. Flamengo e São Paulo, cujos valores de mercado são, respectivamente, R$ 855 milhões e R$ 844 milhões, superariam a locadora de frotas Locamerica, de R$ 672 milhões. O Palmeiras também seria maior que a Unicasa, fabricante de móveis — R$ 496 milhões contra R$ 387 milhões. Os valores dos clubes foram levantados pela BDO RCS, empresa especializada em auditoria, e divulgados neste ano. Listar-se em bolsa, contudo, é um projeto aparentemente distante da agenda dos cartolas — um cenário bem diverso do que se observa em outras partes do mundo. [1]

Na Europa, 22 times de 11 países diferentes têm capital aberto. Há, inclusive, um índice para medir o desempenho dos papéis de clubes europeus — o Stoxx Europe Football. Um dos casos de sucesso é o do Borussia Dortmund, que entre 2011 e 2012 foi bicampeão alemão e neste ano, em maio, foi finalista da Liga dos Campeões, principal torneio interclubes do mundo. Exatamente nos meses em que o Borussia obteve bons resultados em campo, suas ações atingiram os maiores níveis de compra. Em maio, durante a campanha do vice-campeonato da Liga, o papel atingiu sua máxima histórica, chegando a € 3,13. Outro gigante europeu, o inglês Manchester United, tem ações negociadas na Nyse. Seu papel também disparou em maio, com o título de campeão inglês: foi de US$ 12, em novembro do ano passado, para US$ 19 — valorização de 58% no período. 

Se levarmos em conta que as cinco maiores torcidas do Brasil — Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco — têm, juntas, 95,3 milhões de pessoas, segundo o Ibope, e que o objetivo da BM&FBovespa é conseguir 5 milhões de pessoas físicas até 2018, não pareceria loucura tentar atrair esses times para o mercado acionário brasileiro. "O torcedor teria orgulho de dizer que é dono de um pedaço do time de coração", observa Eduardo Carlezzo, sócio do escritório Carlezzo Advogados Associados, especializado em negócios do esporte. Para os clubes, o mercado poderia ser uma fonte de credibilidade e, consequentemente, de capacidade de atrair parceiros interessados em fazer bons negócios — ampliando o poder de barganha para contratar bons jogadores e formar equipes competitivas. 

Os obstáculos que os clubes enfrentam para dar esse passo, no entanto, ainda são grandes. Em 2003, o Coritiba enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro de companhia aberta concomitantemente a um pedido de distribuição pública de ações em mercado de balcão não organizado. A estratégia era passar a gestão do clube e do departamento de futebol para uma empresa, a Coritiba Futebol S.A. No entanto, a autarquia negou os pedidos, alegando irregularidades contábeis nos documentos apresentados. Dos R$ 51 milhões declarados como patrimônio da Coritiba S.A., mais de R$ 50 milhões eram referentes ao direito de uso da marca Coritiba Foot Ball Club, o nome oficial do clube. Esse valor foi descrito pela companhia como "patrimônio intangível gerado internamente" nas demonstrações financeiras, mas a CVM avaliou que esse tipo de intangível não poderia ser contabilizado. [2]

Atualmente, clubes contam com executivos do mercado em seus quadros. O próprio Coritiba tem, desde 2010, como presidente do board Vilson Ribeiro de Andrade, que já foi CEO do HSBC no Brasil. No Corinthians, o presidente da BDO, Raul Correa, é vice-presidente de finanças desde 2007. O cargo de vice de futebol do Flamengo é ocupado, desde o início de 2013, por Wallim Vasconcellos, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esses profissionais, contudo, enfrentam a resistência de sistemas de governança estagnados. [3]

De maneira geral, os clubes brasileiros são geridos por sócios não remunerados que detêm o poder político da entidade. Trata-se de diretores e conselheiros eleitos para mandatos com tempo determinado pelo estatuto, mas que na prática ficam longos períodos em seus postos. Além disso, há a presença do chamado conselho de fiscalização ou consultivo, que vigia a responsabilidade da diretoria, veta ou aprova projetos e autoriza contratos e parcerias. Em geral, é formado por ex-presidentes e ex-diretores com mandato vitalício no órgão, que muitas vezes tomam decisões de forma conservadora, à luz do resguardo da tradição ética e histórica do clube. Para ir à bolsa, portanto, um dos primeiros desafios dos clubes é tornar sua gestão profissional — movimento que, na opinião de João Paulo de Jesus Lopes, professor de gestão de marketing esportivo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e vice-presidente do São Paulo Futebol Clube, enfrentaria resistência dos dirigentes atuais. "Seria um obstáculo de ordem política." 

Ampliar a transparência é outra necessidade. A Pluri Consultoria, especializada em negócios do esporte, produziu um levantamento do grau de abertura de informações dos 32 clubes de maior torcida do País. Entre os critérios utilizados no estudo, citam-se: publicação do balanço no site do time, publicação do parecer dos auditores independentes, periodicidade dos balanços, nível de disclosure das informações e política de governança. A conclusão é que os clubes brasileiros, em geral, ainda são tímidos no que se refere à divulgação de dados sobre governança corporativa. As cinco equipes mais bem colocadas no ranking foram Corinthians, Santos, Fluminense, Palmeiras e Coritiba, nessa ordem. O São Paulo, na nona colocação, se destacou como o time com melhor disclosure; o Santos, com o maior histórico de balanços disponíveis; o Palmeiras destoou com a melhor periodicidade (publica mensalmente); e o Corinthians, campeão do mundo, foi eleito o clube mais transparente do País. 

O alvinegro paulistano é o único clube do Brasil que publica um relatório de sustentabilidade para o mercado ao final de cada exercício, desde 2008. O documento possui quase 90 páginas e traz informações sobre estratégia esportiva e de negócios, gestão, marketing, desempenho econômico e responsabilidade social, além de demonstrações financeiras auditadas pela PricewaterhouseCoopers. Em 2010, o relatório anual do Corinthians foi finalista do Prêmio Abrasca de Relatório Anual, na categoria de organizações não empresariais, e ficou em quarto lugar. 

Raul Correa, vice de finanças do clube, destaca a guinada do Corinthians em direção às boas práticas de governança em 2008. Naquele ano, o ex—presidente Andrés Sanchez assumiu o lugar de Alberto Dualib, que renunciara em 2007 após 14 anos no cargo. "Passamos a estabelecer um diálogo muito claro com os stakeholders e com o mercado", explica. Entre 2008 e 2012, o Corinthians se tornou o clube com maior valor de mercado (R$ 1,1 bilhão) e receita do Brasil (R$ 358 milhões no ano passado, 300% superior à de 2008). Dentro de campo, no mesmo período, o alvinegro conquistou cinco títulos importantes, entre os quais o Campeonato Brasileiro, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes. 

As dívidas também afastam os clubes da bolsa. Levantamento da BDO RCS revela que os 32 maiores times do País devem, no total, R$ 4,7 bilhões — um aumento de 77% em relação a cinco anos atrás. São obrigações fiscais, privadas e tributárias; estas últimas, isoladas, somam R$ 2,4 bilhões. Na opinião de Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva da BDO RCS, não há como os clubes abrirem o capital com dívidas tão elevadas. "Embora você deixe os riscos claros dentro do prospecto, será muito difícil atrair investidores", afirma. O estudo indica que os mais endividados são Flamengo, Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro e Vasco — os cinco, juntos, devem cerca de R$ 2,6 bilhões. Entre eles, somente o Flamengo vale mais do que deve: tem valor de mercado de R$ 855 milhões e dívidas de R$ 741 milhões. Para Fábio Farina, sócio da auditoria Crowe Horwath, apenas com a quitação do saldo devedor os clubes passariam a ser atrativos para os investidores na bolsa, algo ainda distante. "Eles olhariam mais o fluxo de caixa do que o resultado dentro de campo", diz. 

O endividamento bancário, entretanto, vem diminuindo desde 2011. Segundo Daniel, da BDO, os bancos estão mais exigentes com a capacidade dos clubes de arcar com seus débitos, o que estimula as diretorias do futebol a serem mais responsáveis. "Está nascendo uma cultura de resultados consistentes e confiáveis dentro dos balanços", avalia. Como garantia para o pagamento das dívidas, os clubes costumam usar o dinheiro recebido na negociação de contratos de direitos de transmissão televisiva das suas partidas. Os bancos não aceitam, para esse fim, a receita obtida com bilheteria, que está sujeita ao ânimo do torcedor com o momento do time dentro de campo. 

Apesar da reduzida vocação para abrir o capital no Brasil, os clubes têm buscado formas de captar recursos publicamente. Vários desenvolvem programas de sócio—torcedor, em que o filiado paga uma quantia mensal em troca de ingressos garantidos para jogos e benefícios em promoções e ações de marketing do clube. Os times que mais arrecadam com esses programas anualmente são Cruzeiro (R$ 16,1 milhões) e Flamengo (R$ 12,5 milhões). As informações são do Movimento por um Futebol Melhor, organização que cataloga dados sobre futebol profissional no Brasil. "Uma equação equilibrada de direitos de transmissão, bilheteria e planos de sócio—torcedor daria vigor econômico aos clubes dentro da bolsa", comenta Lopes. 

Conforme a entidade, os dez maiores programas de sócio-torcedor dos clubes brasileiros têm 380 mil membros adimplentes, que pagam todo mês. Se todos eles investissem em ações desses times, representariam mais da metade do total de pessoas físicas registradas na BM&FBovespa: atualmente, cerca de 633 mil. Nada mal para uma bolsa que precisa de investidores e emissores para crescer. Muito menos para clubes que carecem de profissionalização. [4]

[1] Um dos problemas para essa listagem é a forma jurídica e tributária dos clubes. Muitos são isentos de tributação devido à sua atividade econômica. Para que pudessem pagar dividendos, ou distribuir lucros, que é um dos atrativos do mercado de capitais, ele teriam que mudar suas formas de tributação. Para clubes que já estão afundados em dívidas, ter um custo de abertura de capital (que já foi estimado em torno de R$ 100 milhões) parece ser algo inalcançável.

[2] Eis um dos problemas que devem ser enfrentados pelos times pois, conforme CPC 04, esse tipo de ativo não pode ser contabilizado. Clubes formadores de atletas tenderiam a ter menores ativos que clubes compradores de atletas.

[3] Há uma tendência nos clubes de profissionalização da gestão. O problema, muitas vezes, está na política do clube, formada por pessoas que estão há décadas nas entranhas da gestão, que sismam em não "largar o osso". Meu querido Palmeiras é um bom exemplo, entre tantos.

[4] Um entrave, talvez, seria que a grande maioria dos sócios dos clubes são associados por amor ao clube e outros para usar suas dependências e obter descontos em ingressos. Ao se tornarem investidores, mesmo considerando a falta de perfil e informação de alguns para isso, corre-se-ia o risco de os investidores optarem por empresas mais rentáveis. Já que estariam na bolsa, por que não ganhar mais dinheiro?

Fonte: Revista Capital Aberto.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Probabilidade de Negociação com Informação Privilegiada


Recentemente tive um artigo escrito em parceria com o professor Edilson Paulo (UFPB) publicado na Revista Brasileira de Finanças (RBFin). O mesmo trata da utilização de informação privilegiada para negociação de ações no mercado de capitais. Para isso, é utilizado um modelo econômico-matemático para identificação dessa probabilidade.

A seguir, o resumo do trabalho.

A probabilidade de negociação com informação privilegiada no mercado acionário brasileiro
RBFin - Revista Brasileira de Finanças, vol. 11, n. 2, 2013

Autores:
Orleans Silva Martins (UFPB)
Edilson Paulo (UFPB)

Resumo:
Este artigo teve o objetivo de investigar a assimetria de informação existente na negociação de ações no mercado acionário brasileiro. Para isso, foi estimada a probabilidade de negociação com informação privilegiada (PIN) de 229 ações durante os anos de 2010 e 2011, por meio do modelo de Easley et al. (2002). Nos resultados, verificou-se que a PIN média dessas ações foi de 24,9%, o que sugere a existência de negociação informada nesse período. Considerando o segmento de governança corporativa, as ações listadas no Nível 2 apresentaram a menor PIN média (24,4%), enquanto as ações do Nível 1 a maior média (25,6%). Considerando as classes de ação, a PIN média das ON foi 24,2% e das PN foi 26,0%, indicando que ações com direito de voto apresentaram menor assimetria de informação. Ainda, verificou-se que a relação entre maior liquidez e menor PIN só foi confirmada para ações ON de alta liquidez.

Texto na íntegra AQUI.

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Profissional Contábil Está Entre os Dez mais Procurados


"A graduação em ciências contábeis prepara o profissional para coordenar e controlar registros financeiros, fornecendo informações precisas para a tomada de decisões. Além disso, ela oferece formação em finanças e estratégia em contabilidade, preparando o aluno para lidar com os padrões internacionais de contabilidade em vigor no mundo todo", afirma o coordenador do curso da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra (foto abaixo).

Ele diz que o profissional pode ter atuação autônoma ou ocupar a posição de empresário da contabilidade. "Também pode atuar com auditoria independente ou interna e consultoria tributária. Controller, auditor fiscal e perito contábil, são funções totalmente apropriadas ao contador", diz.

Cintra conta que o contador pode atuar, ainda, como membro de conselho fiscal e de administração, árbitro em câmaras especializadas, membro de comitês de auditoria, ou membro de entidades de classe. "Atuação executiva e acadêmica são, também, possibilidades reais para o contador."

Segundo o coordenador, o mercado de trabalho está consolidado no mundo. "A profissão tem a quarta maior demanda no mundo e no Brasil ela é crescente, figurando entre as dez mais procuradas. "

Entre as características técnicas necessárias para ingressar na carreira, Cintra diz que é preciso gostar e ser capaz de trabalhar organizadamente, apreciar métodos quantitativos de análise e aplicações da matemática aos temas financeiros. Além de ter capacidade de interação multidisciplinar. "É preciso ter consciência de que a atualização constante é imprescindível, pois a regulamentação é abundante e sempre adaptada às necessidades."

A estudante do quarto semestre da Trevisan, Ellen Aparecida dos Santos, conta que é apaixonada pelo curso e acha incrível as diversas possibilidades de atuação que a profissão oferece. "Poder analisar a saúde financeira de uma empresa e ajudá-la a se manter saudável por meio de análises, faz meus olhos brilharem."

Atualmente, Ellen faz estágio na área de Impostos Indiretos da Goodyear do Brasil Produtos de Borracha Ltda. A estudante conta que o ambiente de trabalho é muito bom e que isso tem contribuído para o seu aprendizado.

"Nas rotinas mensais faço relatórios e planilhas para fechamentos de impostos como INSS Retido, PIS/COFINS-ST para gerar as obrigações acessórias para a Receita Federal", explica. A aluna diz que em alguns casos ajuda a fazer declarações como Siscoserv para a Receita, além de registrar pagamentos de impostos no banco.

Ellen afirma que depois de formada pretende fazer cursos de especialização. "Tenho interesse por várias áreas, mas algumas escolhas dependem de como a minha vida profissional vai se desenvolver nesses próximos dois anos de curso que estão por vir."

Além de se especializar na área, a estudante afirma que gosta muito de escrever e futuramente pretende escrever sobre contabilidade para algum veículo de comunicação. "Quero contribuir com a sociedade com material de qualidade."

ELLEN A. DOS SANTOS

ALUNA DA TREVISAN

Aos 19 anos a estudante está no quarto semestre e faz estágio na área de Impostos Indiretos da Goodyear do Brasil. No trabalho, faz relatórios e planilhas para fechamento de impostos. Ela diz que em alguns casos ajuda a fazer declarações como Siscoserv para a Receita, além de registrar pagamentos de impostos no banco.

Fonte: O Estadão.

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