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segunda-feira, 29 de março de 2010

Brasil Volta a Ser 8ª Maior Economia do Mundo




A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares. A informação é de Érica Fraga, editora sênior da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit), em reportagem especial para a Folha deste domingo.


Segundo o texto, a crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. "Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país", detalha.


A matéria aponta ainda que o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.


Fonte: Folha Online.

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Receita Federal Recebeu 4,8 Milhões de Declarações do IR até Hoje



A Receita Federal recebeu até as 11 horas desta segunda-feira 4,83 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física 2010.


A expectativa do órgão é receber 24 milhões de declarações neste ano. Quem não entregar dentro do prazo pagará multa de R$ 165,74. Está obrigado a declarar o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 ou recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados na fonte que ultrapassem R$ 40 mil.


A partir deste ano, não será mais obrigatório à pessoa física sócia de empresa apresentar declaração de IR. Esse tipo de contribuinte só terá que apresentar declaração se cair em um dos outros quesitos de obrigatoriedade.


Outra mudança relevante será o aumento do limite de isenção de bens. Até o ano passado, teria que entregar declaração o contribuinte que tivesse bens em valores acima de R$ 80 mil. A partir deste ano, o valor subirá para R$ 300 mil.


Fonte: Folha Online.

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Ricardo Eletro e Insinuante Formam 2º Maior Varejista do País



As redes de móveis e eletrodomésticos Ricardo Eletro e Insinuante anunciaram nesta segunda-feira a fusão de suas operações, formando o segundo maior grupo do varejo brasileiro, com faturamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2009 e 528 lojas pelo País.


A liderança segue disparada com a união Casas Bahia e Pão de Açúcar no final de 2009, que criou um grupo de 1.015 lojas e faturamento anual estimado de R$ 40 bilhões (com base em dados de 2008). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ainda analisa a fusão das duas empresas.


No entanto, o novo grupo Ricardo Eletro/Insinuante deixa para trás o Magazine Luiza, que atualmente possui 455 lojas e faturamento de R$ 3,8 bilhões no ano passado.


Fundada em 1989, a Ricardo Eletro era até então a 5º maior empresa no ranking de varejo, com 268 lojas nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás e Distrito Federal, divididas em lojas de rua, shopping e megastore. A companhia tem cinco centros de distribuição.


Enquanto isso, a Insinuante começou a operar em 1959 e atualmente possui 260 lojas, em todos os Estados do Nordeste mais Rio de Janeiro e Espírito Santo. A empresa emprega cerca de 10 mil funcionários e era a quarta maior do segmento.


Fonte: Terra.

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Batizada XBRL, A Tecnologia Automatiza o Processo de Divulgação de Relatórios Contábeis



O Instituto Internacional de XBRL aprovou o uso do programa taxonomia XBRL (na sigla em inglês: Extensible Business Reporting Language) no Brasil. A tecnologia, criada por um contador americano em 1998, permite a automação do processo de divulgação de envio e recepção de relatórios contábeis de pequenas, médias ou grandes empresas.


Por meio do programa, as informações contidas nos relatórios são convertidas à tecnologia XBRL, sem que haja alteração no conteúdo enviado aos órgãos reguladores. Além de ser compatível com qualquer sistema. As informações são do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).


O presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, está otimista quanto a agilidade no processo de implantação, que será coordenado pela Câmara Técnica. Há dois anos, o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (TECSI) da USP, já vêm trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.


De acordo com Carneiro, a linguagem padrão do XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", afirmou Carneiro, em comunicado. Neste ano, o CFC pretende apoiar um evento sobre o tema a ser realizado em São Paulo. Além disso, o Conselho participará, em abril, do Congresso Mundial do XBRL em Roma, onde reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.


Fonte: FinancialWeb.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Sai Hoje o Corte das Despesas Federais



O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o governo vai adotar uma postura conservadora e de prudência ao anunciar hoje, o corte nas despesas do orçamento. Segundo ele, apesar da arrecadação do governo federal nos dois meses do ano "estar boa" é preciso manter a prudência. "Temos apenas dois meses como base para a Receita projetada, por isso temos de ter um pouco de conservadorismo. Ao longo do ano, com as coisas andando um pouco melhor do que estamos projetando, vamos liberando os recursos", afirmou o ministro, em rápida entrevista após participar de uma cerimônia de comemoração dos 39 anos da Secretaria do Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento.

Paulo Bernardo disse que a magnitude do corte "é grande", mas alertou que é preciso manter as contas equilibradas. Ele reconheceu que a redução gera insatisfação na Esplanada dos Ministérios, mas ponderou que a medida é necessária para garantir o cumprimento do superávit primário das contas do setor público neste ano.



O ministro disse também que o corte será distribuído entre os ministérios porque "não dá para cortar numa única área". O governo, segundo ele, preservará dos cortes as despesas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Educação, Saúde e os programas sociais considerados prioritários pelo governo. O corte será anunciado hoje.

Durante a cerimônia, que contou com a presença dos principais responsáveis pelo controle do orçamento nos ministérios, o ministro das cidades, Márcio Fortes, brincou após a apresentação de teatro, em que os atores traziam grandes facões como indumentárias. "Vocês viram os tamanhos das facas? Será que isso é para cortar o orçamento", questionou. Paulo Bernardo respondeu, também brincando, que as facas eram do acervo da SOF.

Na última segunda-feira, o ministro disse que a gestão pública no País tem melhorado muito nos últimos anos, como resultado do aumento de investimentos na máquina do Estado. Mas ressaltou que a administração pública necessita de melhorias e ajustamentos constantes.

Fonte: DCI.

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Confira Motivos para Alta e Manutenção da Selic




O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira manter a taxa básica de juros, a Selic, em 8,75% ao ano. A reunião de diretores e presidente da autoridade monetária ocorreu em meio à discussão sobre um possível "excesso" no crescimento econômico, o que já estaria pressionando a inflação para cima.

A maioria dos analistas apostava na manutenção dos juros, mas alguns analistas já apontavam para uma elevação de 0,25 a 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira.

Além de um suposto superaquecimento da economia, a proximidade das eleições presidenciais também eram apontadas pelos agentes de mercado como um fator a ser considerado na reunião do Copom.


Argumentos favoráveis a juros maiores


O crescimento de 2% do PIB no 4º trimestre, considerado expressivo, e a geração recorde de empregos formais no mês de janeiro estão entre os indicadores que contribuíram para o argumento a favor da alta dos juros ainda nesta semana.

Os defensores de juros maiores argumentam que o Brasil está crescendo "acima de seu potencial", ou seja, com o consumo mais forte do que a oferta de bens e produtos.

O resultado dessa diferença, segundo alguns economistas, já estaria sendo refletida não apenas na inflação atual, como também na projeção para meses futuros.

O IPCA, medidor oficial da inflação no País, acumula uma alta de 4,83% nos últimos 12 meses. Para este ano, os analistas consultados semanalmente pelo Banco Central esperam um índice de 5,03%. O centro da meta de inflação no Brasil é de 4,50%, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais e para menos.

A avaliação de alguns economistas, porém, é de que o objetivo do governo deveria ser o de manter a inflação mais perto do centro da meta e que seria menos custoso para a economia agir "de forma preventiva".

"Há consenso no mercado de que os juros precisam subir. A questão é quando. E se a questão é essa, por que esperar? Por que correr o risco de a situação se deteriorar?", diz o economista-chefe da Máxima Asset, Elson Teles, que previa uma alta de 0,5 ponto percentual nesta quarta.

A Gradual Investimentos, que também apostava em um acréscimo de 0,5 ponto percentual à Selic, disse em seu relatório que a situação "não é dramática", mas que se o BC não agir agora, "nem que seja de forma discreta, pode tornar mais cara a manutenção das expectativas".


Argumentos pela manutenção dos juros


O principal argumento é de que o aumento da inflação verificado no início do ano seria apenas sazonal, ligado por exemplo ao reajuste das mensalidades e à alta de alguns alimentos.

A inflação, portanto, seria apenas "pontual", o que descartaria a necessidade de uma nova elevação dos juros.

O fato de a inflação (IPCA) do mês de fevereiro ter ficado abaixo das expectativas do mercado, em 0,78%, é apontado como um "sinalizador" de que o índice possa estar arrefecendo.

O grupo favorável à manutenção dos juros em 8,75% também ressalta que "ainda é cedo" para o Copom concluir que a economia esteja rodando a uma velocidade excessiva. Essa também é a posição do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ideal, argumentam, seria aguardar até que os indicadores econômicos mostrem uma tendência, e não apenas efeitos sazonais.

A avaliação da consultoria Tendências, que aposta na manutenção da Selic, é de que haverá uma "acomodação" da economia brasileira nos próximos meses.

"Esperamos um bom crescimento do PIB, mas não vemos esse vigor se mantendo ao longo do ano", diz o economista Bernardo Wijuniski.

Para ele, a retirada dos estímulos fiscais, que impulsionaram o consumo no ano passado, vai permitir uma recuperação "mais gradual".

"Achamos que o BC pode deixar para aumentar a Selic em abril e assim ter mais tempo para olhar os indicadores de março", afirma o economista da Tendências.

Ainda segundo Wijuniski, o Banco Central não deu sinais de que aumentaria os juros em seus últimos documentos, um ritual "obrigatório", segundo ele.


Implicações políticas da decisão


Com a proximidade das eleições presidenciais, a decisão sobre os juros ganha uma relevância política ainda maior. No Palácio do Planalto, as opiniões estavam divididas, segundo um assessor. Para uma parte da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não havia embasamento técnico suficiente para uma alta da Selic nesta semana.

Além disso, aumentar a Selic no momento atual seria "delicado", em função das discussões sobre alianças e anúncios de candidatura.

Um outro grupo, porém, preferia um "pequeno aumento" de 0,25 ponto percentual para já. Nesse caso, o argumento era de que a decisão diminuiria as expectativas de inflação, sem grande impacto eleitoral.


Consequências de juros mais altos


O aumento dos juros é um dos principais instrumentos para o controle da inflação, mas tem seus efeitos colaterais.

A taxa básica de juros da economia, a Selic, funciona como uma referência para todo o sistema de crédito no País.

Com isso, se a Selic sobe, a tendência é de que os bancos acompanhem esse movimento, cobrando mais caro pelo crédito oferecido a seus clientes.

Mesmo com a Selic a 8,75% ao ano, a menor da história brasileira, ainda assim o País tem a taxa de juros reais (descontada a inflação) mais alta do mundo.

Além disso, quanto mais altos são os juros, maiores são as chances de real se valorizar em relação ao dólar, o que prejudica principalmente os grandes exportadores.

Alguns especialistas defendem que a Selic seja usada para "calibrar" o câmbio, evitando assim uma valorização excessiva do real. Essa é a posição, por exemplo, de representantes da oposição, incluindo o governador de São Paulo, José Serra.

O presidente do Banco Central (BC), no entanto, é contrário à ideia, com o argumento de que o foco da política monetária brasileira é a inflação, e não o câmbio.

Durante a fase mais aguda da crise financeira global, a partir do final de 2008, diversas economias, entre ricas e emergentes, entraram em um processo de corte de juros como forma de estimular o consumo.

Alguns países, no entanto, já entraram em uma fase de franca recuperação e passaram a se preocupar mais com o fantasma da inflação do que com as consequências da crise.

Entre os países do G20, o primeiro a adotar o aperto monetário no período pós-turbulência foi a Austrália. O processo começou em setembro passado e taxa do país atualmente é de 4% ao ano.

Em dezembro foi a vez de Israel e Noruega anunciarem a elevação dos juros. De acordo com a previsão de analistas, países como Índia e Malásia devem seguir o mesmo caminho ainda esse ano. Já as principais economias ricas ainda sofrem com os efeitos da crise continuam preocupadas em estimular seu consumo interno.

Na terça-feira, o banco central americano anunciou que as taxas de juros nos Estados Unidos continuarão baixas "por um longo período", até que existam "claras evidências" de uma recuperação econômica. A taxa de juros americana é de 0,25% ao ano.


Fonte: BBC Brasil.



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quarta-feira, 17 de março de 2010

Brasil Continua no Topo do Ranking Mundial do Juro Real




Independentemente de qual será a decisão desta quarta, 17, do Comitê de Política Monetária (Copom), o Brasil vai permanecer na liderança do ranking mundial do juro real, medida que desconta da taxa básica a inflação projetada para os 12 meses seguintes. Se a Selic for mantida em 8,75% ao ano, o juro real, segundo a UpTrend Consultoria, continuará em 4% ao ano, ante 2,6% da Indonésia e 2,5% da China.

Se a taxa Selic for elevada em 0,25 ponto porcentual, a taxa real vai a 4,2%. Se houver uma alta de 0,50 ponto, o juro real subirá para 4,5% ao ano.

Na lanterna do levantamento está a Índia, com uma taxa negativa de 11,2% ao ano. Isso significa que um investidor que aplica dinheiro em títulos públicos do país tem uma rentabilidade inferior à inflação. Nos Estados Unidos, a taxa real também está negativa: 2,4%. O objetivo dessa política é estimular a atividade econômica por meio da expansão do consumo das famílias.

No auge da crise, a maioria dos países relaxou a política monetária para combater os efeitos da desaceleração global. No Brasil, a taxa saiu de 13,75% ao ano no fim de 2008 para o nível atual.

Apostas

Hoje, há praticamente consenso entre economistas e analistas de mercado de que a Selic terá de ser elevada. A maioria dos especialistas avalia que o Banco Central (BC) iniciará esse movimento em abril, mas muitos esperam uma alta na reunião do Copom que termina nesta quarta.

"Nossa projeção é de manutenção da atual taxa Selic, baseada em uma inflação sazonal e pontual, de uma atividade econômica que não está exatamente próxima da sua capacidade máxima e de um cenário cambial favorável às importações, com a retomada da valorização do real frente ao dólar", afirmaram, em nota, os economistas da UpTrade que fizeram o levantamento.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, também aposta na primeira elevação só em abril. "Alguns analistas têm dito que, já que o Copom vai subir o juro em algum momento, é melhor que faça logo. Oras, é o mesmo que tirar antes da hora da UTI um paciente que os médicos sabem que está melhor", compara.

O analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, também espera uma mudança da taxa só no mês que vem.


Fonte: O Estadão.

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Todo o País Terá Núcleos de Estudo em Contabilidade


A vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Maria Clara Cavalcante Bugarim, assumirá a Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon) para gestão até 2014. A primeira medida a ser adotada pela nova presidente é disseminar a academia, criando núcleos de estudos em todos os Estados da Federação.


A profissional tem como principal meta fortalecer a profissão no Brasil, fomentando as discussões e aprimorar os conhecimentos técnicos e científicos sobre a profissão.


“O objetivo é unir todos os conhecimentos do pensamento doutrinário contábil dos estudiosos locais estimulando-os à pesquisa e ao desenvolvimento teórico da profissão, visto que a parte normativa já está determinada por lei e controlada pelos órgãos reguladores”, declarou.


Maria Clara entra mais uma vez para a história das Ciências Contábeis brasileira por ser a primeira mulher a assumir a Abracicon. Ela já havia sido a primeira mulher a assumir, em 2006, a presidência do CFC, o mais alto cargo da contabilidade do País, que faz a representação de mais de 410 mil profissionais atuantes em todo o Brasil.


Fonte: FinancialWeb.

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Nike e PSG, de Ronaldinho, Respondem Processo por Fraude



O time de futebol Paris Saint-Germain (PSG) e a marca esportiva Nike compareceram ontem a audiência no processo a que respondem por supostamente terem burlado o pagamento de encargos sociais referentes aos salários de jogadores, informa o jornal francês Les Echos.


A acusação de fraude abrange 25 contratos assinados entre 1998 e 2003, incluindo o do brasileiro Ronaldinho Gaúcho (hoje no Milan) e de outros jogadores como Okocha, Ali Benarbia, Laurent Robert, Gabriel Heinze e Pauleta.


Os clubes franceses têm dificuldade de pagar aos seus esportistas salários compatíveis com os de times britânicos, italianos e espanhois, devido aos altos encargos sociais embutidos nos salários na França, diz o diário Les Echos.


O PSG teria firmado contratos de uso de imagem com a Nike para aumentar os salários dos jogadores. O dinheiro é contabilizado como um pagamento pelo uso de chuteiras da marca e consequente exposição do logotipo; mas, na prática, segundo a acusação, tratava-se de um complemento salarial, sujeito a encargos.


Outra forma usada pelo PSG para alavancar o pagamento dos jogadores, ainda segundo a acusação, era a contratação de agentes para “supervisionar” os jogadores. “Alargava-se ficticiamente o papel [desses supervisores], a fim de inflar suas comissões, que depois eram repassadas aos jogadores”, afirma o jornal.


A Nike disse, por meio de nota, que aguardará o momento oportuno para “mostrar por que a relação contratual com o PSG não apresentava nenhuma característica fraudulenta”. Os jogadores não serão processados.


Fonte: O Estadão.

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terça-feira, 16 de março de 2010

Manobra Contábil Reduz o Déficit Chinês de 2010


O Ministério da Fazenda da China mudou a contabilidade de alguns gastos governamentais de um jeito que permitiu a Pequim anunciar um déficit abaixo do nível simbólico de 3% do PIB para 2010, revela um exame da documentação orçamentária.

A mudança nas práticas contábeis, revelada brevemente num relatório do ministério, ressalta a vontade do governo chinês de exibir finanças públicas saudáveis num momento em que os mercados mundiais estão cada vez mais desconfiados de déficits e endividamentos, em meio a uma crise na Europa precipitada pela incapacidade da Grécia de cumprir o limite de 3% para déficit na zona do euro.

A manobra contábil suscita questões sobre transparência num momento em que o governo chinês, fortalecido pelo bom desempenho econômico do país no auge da recessão mundial, tem se mostrado mais crítico sobre como outros países administram suas economias.

Numa entrevista coletiva anteontem, o premiê Wen Jiabao disse que queria garantias dos EUA de que iriam honrar suas obrigações para com compradores de títulos de dívida americanos. Wen também acusou os EUA de depreciar sua moeda para pressionar a China a permitir que a moeda chinesa se aprecie, isso tudo para melhorar as exportações americanas.

Ontem, um grupo suprapartidário de 130 membros da Câmara dos Deputados dos EUA, numa carta ao presidente Barack Obama, reivindicou um amplo esforço para levar Pequim a mudar sua política cambial, incluindo tarifas sobre importações chinesas em caso de resistência.

As finanças da China, segundo as medidas oficiais, continuam mais saudáveis do que as dos EUA e de vários países europeus, embora autoridades chinesas estejam cada vez mais preocupadas com as dívidas ainda não descobertas de governos locais.

A mudança contábil simplesmente transfere os gastos de um ano para o outro e não indica que a situação geral das finanças governamentais chinesas esteja pior do que divulgado. O Ministério da Fazenda chinês prometeu manter o déficit fiscal abaixo de 3%, mesmo limite da zona do euro.

Num relatório ao Legislativo chinês, o ministério calculou que o déficit total de 2010 será de 2,8% do PIB, "basicamente o mesmo do ano passado". Mas uma contabilidade de caixa rígida dos gastos governamentais aumentaria o déficit de 2010 para 3,5% do PIB previsto e encolheria o déficit de 2009 para 2,2% do PIB, segundo cálculos do Wall Street Journal checados por três economistas.

A Grécia e outros países europeus usaram no decorrer dos anos manobras contábeis para poder atingir suas próprias metas de 3%.

Não está claro por que o governo chinês é tão apegado à meta de 3%. A China não é obrigada a manter o déficit abaixo desse patamar e vários economistas estrangeiros dizem que o governo pode operar mais no vermelho. O país não enfrenta pressão de mercados financeiros mundiais para enxugar as finanças públicas, já que seu enorme montante de poupança faz com que tenha pouca necessidade de tomar emprestado no exterior.

Mas o governo é questionado frequentemente por investidores e pelos próprios chineses sobre se os dados oficiais realmente representam o estado real da economia importante de mais rápido crescimento no mundo.

Num relatório de 2008 sobre transparência das finanças governamentais preparado pela ONG International Budget Partnership, a China recebeu nota 14 de um total de 100, a Índia recebeu 60 e os EUA, 82.

A diferença na contabilidade do déficit de 2010 tem a ver com o tratamento de 260,82 bilhões de iuans (US$ 38,16 bilhões) em gastos dos governos locais, que foram "transferidos" de 2009. Segundo o relatório do ministério, o dinheiro foi alocado para projetos em 2009 mas não foi gasto. Embora o dinheiro vá ser gasto em 2010, ainda é contabilizado como parte do orçamento de 2009.

Em respostas por escrito a perguntas do WSJ, o ministério confirmou que o dinheiro "transferido" não está incluído no orçamento de gastos para 2010.

Não é raro contabilizar as despesas no período em que o compromisso de pagá-las é feito e essa prática, o regime de competência, é empregada na contabilidade usada por várias empresas.

Mas a maioria dos governos, como a China, historicamente tem preferido o regime de caixa, que conta a receita e os gastos só quando o dinheiro é pago ou recebido.

De acordo com esses princípios, a contabilização de todo o dinheiro que o governo realmente vai gastar em 2010 necessita que os fundos sejam "carregados" para os 8,453 trilhões de iuans de despesas orçadas. Isso aumentaria em 260,82 bilhões de iuans o total de 1,05 trilhão orçado para 2010, aumentando o déficit previsto para 3,5% do PIB, em vez de 2,8%.

O verdadeiro déficit orçamentário da China em 2010 pode terminar menor que previsto, já que se baseia numa previsão da fazenda de crescimento de 8% na receita, considerada conservadora demais. O ministério também orçou para um crescimento de 8% na receita do ano passado, quando a expansão na verdade foi de 11,7%.

Fonte: Valor Econômico.

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Administradores do Espólio de Michael Jackson Fecham Contrato Recorde


Os administradores do espólio do cantor Michael Jackson assinaram o maior contrato da história da indústria fonográfica com a Sony Music, estimado em mais de US$ 200 milhões, segundo dados publicados pela imprensa americana.


O acordo envolve os direitos de venda do catálogo completo do artista e de aproveitamento de um vasto legado de gravações inéditas. O contrato prevê o lançamento de dez discos ao longo dos próximos sete anos e pode chegar a até US$ 250 milhões, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (15) pelo Wall Street Journal, citando fontes que trabalharam no negócio.


O valor pode aumentar dependendo da comercialização de discos antigos e artigos de colecionadores relacionados ao cantor. Os direitos da trilha sonora do filme póstumo This is it também foram incluídos no contrato.


Sucesso póstumo


A Sony vendeu cerca de 31 milhões dos discos de Michael Jackson desde a sua morte, no dia 25 de junho. O cantor foi um dos maiores sucessos de venda do ano passado.


Segundo o correspondente da BBC em Los Angeles Rajesh Mirchandani, a esperança dos administradores do espólio de Michael Jackson é usar o dinheiro do contrato para pagar as várias dívidas que o cantor deixou. Um anúncio oficial com mais detalhes sobre o contrato deve ser feito nesta terça-feira (16).


O cantor morreu em Los Angeles em junho, aos 50 anos, a poucas semanas de uma série de shows em Londres. A polícia concluiu que Michael Jackson morreu em decorrência do uso do anestésico Propofol. Seu médico, Conrad Murray, foi indiciado por homicídio culposo, mas declarou-se inocente.


Fonte: Terra.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

Pesquisa Destaca Evolução do Valor dos Times de Futebol no Brasil


Grêmio e Internacional foram os clubes brasileiros que mais valorizaram sua marca no período entre 2004 e 2009. A conclusão é a Crowe Horwath RCS, empresa de consultoria esportiva, que realizou uma pesquisa referente ao brand valuation dos 12 principais times do Brasil e destacou os bons resultados dos rivais gaúchos.


No período analisado, o valor da marca do Internacional saltou de R$ 82,2 milhões para R$ 230,9 milhões, enquanto a marca Grêmio deixou de valer R$ R$ 67,3 milhões para R$ 213,7 milhões. A evolução gremista foi a maior dentre os clubes brasileiros, com valor 218% superior ao inicial. Mesmo assim, a equipe do Estádio Olímpico ainda está atrás do rival do Beira-Rio, ocupando o 6º lugar da lista, contra o 5º colocado Inter - que evoluiu 180%.


As marcas mais valiosas do Brasil continuam sendo as de Flamengo e Corinthians, donos das maiores torcidas do pais. Enquanto o Flamengo saltou de R$ 322,8 milhões para R$ 568,1 milhões (evolução de 76%), o Corinthians pulou de R$ 286,0 milhões para R$ 562,6 milhões (evolução de 97%). O São Paulo, que ganhou três títulos brasileiros no período, teve crescimento de 62%: de R$ 339,8 milhões para R$ 551,9 milhões.


Batizado como "Valor das marcas dos 12 maiores clubes de futebol do Brasil", o estudo será publicado anualmente até 2014, de forma a analisar a valorização dos clubes até a Copa do Mundo de 2014. "A realização da Copa do Mundo no Brasil pode ser o catalisador de investimentos para construir uma perspectiva extremamente positiva para o mercado de futebol, graças à construção e reforma de estádios e também pela ampliação de interesse midiático e mercadológico pelo futebol brasileiro", explica o estudo em sua introdução.


Como um todo, o grupo dos 12 clubes apresentou aumento em sua captação de receitas, que passaram de R$ 805 milhões (2003) para R$ 1,7 bilhão (2008). Na origem dessas receitas (departamentos social e amador, patrocinadores, publicidade e bilheteria), todos os 12 clubes também apresentaram evolução.


Aquecido, o mercado do futebol brasileiro ainda deve apresentar evoluções na captação de receitas até 2014. A projeção do estudo é que os clubes pesquisados se aproximem dos R$ 3 bilhões no total de arrecadação de receitas no mercado brasileiro. Até a Copa do Mundo, a captação por meio de transferências, cotas de TV, departamentos sociais e exploração de marcas devem crescer consideravelmente.


O estudo, porém, apresenta uma conclusão preocupante para os clubes menores: o abismo entre as arrecadações deles e dos grandes cresceu. "Em 2003, (os 12 clubes grandes) representavam 63% dos recursos gerados. Em 2008, a representatividade foi de 67% do total", avaliou a pesquisa, que trabalhou com 18 diferentes variáveis dos históricos financeiros dos clubes, como pesquisas entre torcedores e hábitos de consumo.


Confira o valor das marcas dos 12 maiores clubes do Brasil, segundo a pesquisa:


1. Flamengo: R$ 568, 1 milhões
2. Corinthians: R$ 562,6 milhões
3. São Paulo: R$ 551,9 milhões
4. Palmeiras: R$ 419,6 milhões
5. Internacional: R$ 230,9 milhões
6. Grêmio: R$ 213,7 milhões
7. Cruzeiro: R$ 138,9 milhões
8. Santos: R$ 135,1 milhões
9. Vasco da Gama: R$ 121,8 milhões
10. Fluminense: R$ 108,5 milhões
11. Botafogo: R$ 97,1 milhões
12. Atlético-MG: R$ 91,8 milhões


Fonte: Terra.

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Executivos do Lehman Brothers Manipularam Dados Contábeis, diz Relatório



O tribunal de falências que atua no caso do banco Lehman Brothers – a maior falência da história do setor bancário dos Estados Unidos – divulgou relatório apontando que executivos da instituição financeira manipularam dados de balanços, retiveram informações que deveriam ser expostas ao conselho e inflaram o valor de ativos tóxicos ligados ao setor imobiliário, informa o jornal The Wall Street Journal.


O relatório diz que o Lehman “desconsiderou ou ignorou” seus controles de risco mesmo quando os mercados de crédito e imóveis mostravam sinais de tensão, relata o WSJ.


Em maio do ano passado, um executivo teria alertado a cúpula do banco de potenciais irregularidades nas contas, o que, segundo o relatório, foi ignorado pelos auditores do Lehman, a empresa Ernst & Young.


As alegações do relatório podem impulsionar investigações criminais e civis sobre o banco e seus executivos, afirma o jornal. O Lehman Brothers tinha 158 anos e quebrou em setembro de 2008, sendo considerado um estopim para o estouro da crise financeira internacional.


Artifícios contábeis


O jornal Financial Times observa que o relatório aponta inclusive o então presidente do banco, Dick Fuld, como uma das pessoas que aprovaram “demonstrações financeiras enganosas” e fizeram uso de “artifícios contábeis” para maquiar os resultados.


O documento diz que foi usado um mecanismo com o único propósito de reduzir o nível de alavancagem (espécie de endividamento) nos balanços, fazendo o banco parecer mais saudável.


A autoria Ernst & Young, por sua vez, falhou em “questionar e desafiar divulgações impróprias ou inadequadas”.


O advogado do ex-presidente do banco afirmou, por escrito: “Fuld não sabia o que eram essas transações – ele não as estrutura nem as negocia, nem estava a par desses trâmites contábeis”.


Fonte: O Estadão.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Normas Internacionais ao Alcance de Todos


O International Accounting Standard Board (IASB) editou, em julho de 2009, as "IFRS for SME", ou seja, as Normas Internacionais de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Trata-se de uma importante iniciativa já que, segundo dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa categoria de empresas representa 95% das empresas existentes no mundo.

No Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão com competência para emitir as normas contábeis brasileiras convergentes com as normas internacionais, emitiu o "CPC-PME" - para as pequenas e médias empresas. Ele foi aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da NBCT nº 19.41, cuja aplicação é exigida a desde 1º de janeiro deste ano.

As normas específicas para as PME chegam em boa hora pois, do contrário, não restaria alternativa a não ser atender às normas completas ou ainda, equivocadamente, manter padrões de contabilidade que não levassem em conta as mudanças.

As empresas são classificadas em três categorias: as que têm obrigação pública de prestação de contas; as sociedades de grande porte e as pequenas e médias empresas. As que têm obrigação pública de prestação de contas são as companhias abertas, ou seja, aquelas que têm instrumentos de dívida (debêntures) ou patrimoniais (ações) negociados em mercado de ações, aquelas que estão em processo de emissão desses instrumentos, bem como aquelas que lidam com recursos de terceiros, como por exemplo, instituições financeiras e seguradoras.

A categoria sociedades de grande porte foi criada pela Lei nº 11.638, de 2007 e inclui as sociedades com receita bruta superior a R$ 300 milhões ou ativo total superior a R$ 240 milhões. Assim, as pequenas e médias empresas são todas aquelas que não têm obrigação pública de prestação de contas e não se enquadram como sociedades de grande porte.

Portanto, a título ilustrativo, uma sociedade anônima de capital fechado, mesmo obrigada a publicar suas demonstrações contábeis, desde que não se enquadre como sociedade de grande porte, é considerada para fins de aplicação da norma contábil como uma PME.

O objetivo da divulgação de normas específicas para as pequenas e médias empresas foi o de padronizar as práticas contábeis sem, contudo, ter todas as opções previstas no IFRS para as demais sociedades, ou seja, buscou-se facilitar e como consequência, reduzir o custo de atendimento às normas internacionais. Assim, exigências como a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e informações por segmento não foram requeridas para as PME.

Quanto a determinadas práticas contábeis que demandariam elevado custo para a mensuração de seus efeitos, e que foram simplificadas para as PME, podemos destacar a possibilidade de essas sociedades amortizarem o ágio decorrente de rentabilidade futura (goodwill), considerando a vida útil estimada. Enquanto as empresas sujeitas às normas completas não devem amortizar, e para evitar que esse ativo fique acima de seu valor de realização, deve-se aplicar periodicamente o teste de realização, o "impairment".

Como até mesmo a estimativa da vida útil trata-se de matéria complexa, o CPC foi mais flexível ainda, permitindo, caso não seja possível para a PME estimar a vida útil de forma confiável, a utilização presumida de um prazo de dez anos. Também foi permitido o uso do prazo presumido de dez anos para fins de amortização do intangível com vida útil estimável.

Há outras simplificações que beneficiam as PME, dentre as quais destacamos: (i) divulgações foram simplificadas e reduzidas; (ii) custos com empréstimos devem ser reconhecidos no resultado quando incorridos, enquanto que as normas completas determinação a incorporação ao custo do ativo quando for possível a vinculação com o ativo em construção; (iii) quanto aos instrumentos financeiros, houve significativa simplificação, apesar de, no meu entender a terminologia ainda ser complexa; (iv) nas normas completas as propriedades para investimento devem ser avaliadas pelo valor justo. A PME pode utilizar o método de custo, caso não seja possível ou o custo para obtenção do valor justo seja significativo. Nesse caso, as propriedades devem ser reclassificadas para o ativo imobilizado.

Dessa forma, haverá benefícios para as pequenas e médias empresas visto que suas demonstrações contábeis tornaram-se comparáveis com outras sociedades, haverá maior qualidade e atendimento às necessidades dos usuários e, por consequência, a possibilidade de reduzir o custo de acesso a capital de terceiros.

Para que uma empresa possa declarar que atende às normas para as pequenas e médias empresas deve adotá-las integralmente, com atenção especial ao primeiro ano de adoção da norma, onde normas específicas de transição devem ser aplicadas.

As normas são mais simples quando comparadas com as normas completas. Entretanto, há mudanças representativas em relação às normas contábeis adotadas anteriormente. Um exemplo são as regras de mensuração e avaliação dos instrumentos financeiros, as quais são substancialmente diferentes das normas anteriores, mas são simplificadas em relação às normas completas.

Para assegurar estabilidade às normas, o CPC prevê a primeira revisão após dois anos, e posteriormente revisões periódicas a cada três anos. Neste ponto reside outra vantagem para as PME, já que para as demais empresas as normas podem ser revisadas a qualquer momento.

Por outro lado, questões como a necessidade de revisar periodicamente a vida útil estimada dos ativos imobilizados e a necessidade de efetuar teste de realização dos ativos, foram mantidas para as PME.

A classe contábil deve encarar os desafios que estão em andamento como uma oportunidade de valorização de sua profissão e aprofundar seus estudos visando dominar as novas práticas o mais rápido possível.

Fonte: Valor Econômico.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Retaliação Pode Provocar "Guerra Comercial" Entre Brasil e EUA



A decisão do Brasil de aumentar as tarifas de importação de produtos americanos, após uma autorização da Organização Mundial do Comércio (OMC), ameaça provocar uma guerra comercial entre os dois países, afirma nesta terça-feira o diário econômico britânico Financial Times.


O governo brasileiro anunciou na segunda-feira uma lista de 102 produtos americanos que deverão ter sua tarifa elevada, totalizando cerca de US$ 591 milhões em sobretaxas. A medida foi anunciada após uma decisão favorável da OMC ao Brasil sobre uma disputa em relação aos subsídios pagos pelo governo americano aos seus produtores de algodão.


A OMC autorizou o Brasil a impor até US$ 829 milhões em sobretaxas. A medida deve entrar em vigor no próximo mês, mas o governo americano espera conseguir um acordo nos próximos 30 dias para revertê-la.


Discussões


O Financial Times observa que a questão deverá ser objeto de discussões entre as autoridades brasileiras e o secretário de Comércio americano, Gary Locke, e o assessor adjunto de segurança nacional para assuntos econômicos, Michael Froman, que chegam ao Brasil nesta terça-feira.


"O Brasil deixou claro que está aberto a um acordo antes de as novas tarifas entrarem em vigor, mas as autoridades enfatizaram que qualquer acordo deverá ser aplicado especificamente ao algodão. Uma possibilidade pode envolver transferência de tecnologia dos Estados Unidos para os produtores de algodão brasileiros", diz o jornal.


Mas a reportagem observa que é incerta a margem de manobra do governo americano para negociações, já que alterações significativas no programa de subsídios ao algodão demandariam mudanças na legislação agrícola. "Conseguir a aprovação do Congresso poderia ser difícil", diz o jornal.


Reação


Em outro texto, o Financial Times comenta que "cada vez mais os parceiros comerciais dos Estados Unidos reagem à pressão". Apesar disso, o jornal observa que as economias dos Estados Unidos e do Brasil "são menos dependentes do comércio do que os investidores podem temer".


A reportagem cita um levantamento da Economist Intelligence Unit segundo o qual as exportações de bens e serviços do Brasil representam apenas 14% do PIB, em comparação com 40% no Chile e na China e 30% no México. A proporção das importações, mesmo tendo dobrado desde 1990, ainda é de apenas 13% do PIB. Do outro lado, para os Estados Unidos o Brasil representou apenas 2,5% de suas exportações de bens no ano passado.


Fonte: Terra.


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Reduzir a Jornada de Trabalho Faz Mais Mal do Que Bem



Ao aumentar o custo do trabalhador, a PEC 231 estimula o aumento da informalidade no mercado de trabalho


Há uma máxima em economia que diz que determinadas políticas públicas, geralmente muito populares e bem intencionadas e que aparentemente melhorariam as condições de vida das pessoas por elas afetadas, acabam por piorá-las. A proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil, de 44 para 40 horas, sem a diminuição dos salários, e o pagamento de 75% sobre a hora extra trabalhada, contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, parece se enquadrar perfeitamente nesse figurino. À primeira vista, uma jornada menor melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores, dando-lhes mais tempo para o lazer e a família. Além disso, restaria inclusive mais tempo e, com as horas extras, mais renda para consumir, o que estimularia a economia. Por fim, a medida ainda poderia ampliar a criação de empregos, devido à necessidade de novas contratações para compensar a queda de 10% na jornada de trabalho semanal.


No entanto, essa visão só enxerga parte do quadro. Mas o que acontecerá com as empresas que empregam esses trabalhadores? Com certeza, seus custos por trabalhador aumentariam, pois teriam que continuar pagando os mesmos salários por menos horas de trabalho ou pagando valores mais elevados pelas horas extras. Assim, haveria uma perda de competitividade das empresas brasileiras em relação às que operam em suas concorrentes no exterior.


A solução que boa parte das empresas brasileiras de maior porte e com capacidade de investimento tomaria seria a substituição, na medida do possível, de seus trabalhadores por máquinas. As de menor porte e com pouca capacidade de investir, caso típico das pequenas e microempresas, seriam forçadas a reduzir o número de seus empregados. Em ambos os casos, aqueles supostamente beneficiados pela medida seriam prejudicados, gerando um aumento do desemprego, o resultado oposto daquele desejado pela medida.


Alguns podem pensar que isso não faz sentido, pois o país se encontra novamente em um período de forte crescimento econômico, batendo recordes sucessivos de ampliação do emprego. No entanto, essa medida tem o potencial de reduzir dramaticamente a expansão do emprego, mesmo com a economia voltando a crescer acima de 5% ao ano. Além disso, essa medida tira o foco daquilo que deveria ser a principal preocupação do governo em relação ao emprego: a realização de uma corajosa reforma trabalhista, que proporcionasse um aumento significativo dos empregos formais no país. Atualmente, pouco mais da metade dos trabalhadores brasileiros estão na economia formal, restando a informalidade para os demais. Ao aumentar o custo do trabalhador, a PEC 231 se torna mais um ingrediente a estimular o aumento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro.


Outro aspecto interessante a ser examinado é que os principais países emergentes, que pertencem ao grupo dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), apresentam jornadas de trabalho semanais mais longas que a brasileira. Na China, a média de trabalho semanal na indústria chega a 49 horas, enquanto na Índia alcança a 47 horas, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em vários países latino americanos, a carga de trabalho semanal também é mais longa do que no Brasil, chegando a 45 horas no México, no Uruguai e na Colômbia.


Mas, quando se compara as horas trabalhadas ao longo do ano, o quadro ainda é mais desalentador. Devido ao período de férias brasileiro, de 30 dias por ano, quando na maioria dos países emergentes gira em torno de 20 dias anuais, e do número de feriados, a jornada anual trabalhada no Brasil é menor do que em boa parte desses países. Portanto, a adoção da jornada de 40 horas semanais no país, sem alterar o período de férias e o número de feriados, iria reduzir ainda mais a competitividade das empresas que atuam aqui.


Por fim, uma série de estudos tem demonstrado que a redução da jornada de trabalho semanal não resultou em aumento de empregos. Na França, a redução da jornada de trabalho de 40 para 35 horas semanais além de não provocar o aumento esperado de empregos, causou uma fuga de investimentos para países da União Europeia com jornadas de trabalho maiores e legislações trabalhistas mais flexíveis, como Espanha e República Tcheca. No caso brasileiro, a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, garantida pela Constituição de 1988, não criou mais empregos.


Uma das razões é que a maior parte dos empregos no Brasil é criada por micro e pequenas empresas, que não têm como arcar com a elevação das folhas de pagamento. De acordo com a literatura especializada, o que, de fato, gera mais empregos é a combinação de crescimento econômico elevado e sustentável, maior qualificação dos trabalhadores e uma legislação trabalhista que estimule a contratação de novos trabalhadores.


Em suma, o resultado da aprovação da PEC 231 será o desemprego e a informalidade para muitos brasileiros a quem ela supostamente iria beneficiar. Assim, se o governo não tem condições políticas de realizar uma reforma trabalhista, que estimule a formalização dos trabalhadores, especialmente em um ano eleitoral, ao menos deve evitar adotar tal medida que não contribui em nada para a expansão dos empregos formais no país. O melhor caminho seria o da livre negociação entre sindicatos empresariais e de trabalhadores, como ocorre na maioria dos países emergentes e desenvolvidos, e não através de uma imposição do Estado, que engessaria o tema ao inseri-lo na Constituição. Por sinal, uma série de acordos coletivos entre sindicatos patronais e de trabalhadores no Brasil já estabeleceram 40 horas semanais, sem interferência alguma do Estado. Como a experiência internacional e brasileira, além da própria literatura especializada sobre o tema tem demonstrado, a redução da jornada de trabalho por lei somente iria prejudicar aqueles que seriam supostamente beneficiados.


Fonte: Valor Online.

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Empresários Brasileiros Gastam 2.600 Horas com Obrigações Fiscais



Os sistemas tributários da América Latina têm alto custo de transação. Segundo estudo realizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), as empresas da América Latina e Caribe gastam em média 320 horas para calcular, preparar, registrar e pagar seus tributos, quase o dobro se comparado a países mais desenvolvidos. No caso do Brasil, a situação se agrava, já que a média dos empresários é de 2.600 horas.


A pesquisa aponta que os complexos sistemas fiscais desses países podem prejudicar decisões de investimentos das empresas, pois reduzem a eficiência dos mercados e limitam o investimento em infraestrutura, educação e outros serviços públicos.


Além disso, as taxas elevadas de impostos podem desincentivar o investimento em tecnologia e outras formas de melhorar a produtividade, já que reduzem os impostos sobre lucro potenciais gerados a partir desses investimentos.

Sistemas Fiscais Inteligentes


De acordo com o levantamento, se os governos da América Latina e do Caribe adotassem sistemas fiscais mais inteligentes poderiam aumentar suas receitas, financiar programas sociais e expandir sua receita.


Esses países necessitam promover melhor alocação de recursos que facilitariam uma maior produtividade. Segundo os autores da pesquisa, isso não significa apenas simplificar os impostos, mas também reduzir os tributos cobrados das empresas, afim de diminuir a informalidade.

Impostos das Empresas


O levantamento apontou também que, nos países dessa região, 61% das receitas fiscais são decorrentes das empresas, enquanto nos países mais desenvolvidos, as empresas contribuem apenas com 25% da receita total.


Apesar da elevada carga tributária, as receitas fiscais na América Latina e Caribe representam apenas 17% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto nos Estados Unidos o percentual é de 27%, e de 36% nos países industrializados.

Micro e Pequenas Empresas


Como as taxas de impostos e custos de transação são altas, segundo o estudo, não é surpreendente que a evasão prevaleça na América Latina. Segundo o estudo, em alguns países como Brasil e Panamá, as MPEs chegam a declarar apenas 60% das vendas.


Uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey & Company revela que no México quase 70% das MPEs não são registradas, portanto, não pagam impostos. Entre as pequenas e médias empresas, o índice é de 63%. Já entre as grandes, 48% não pagam impostos.

"O alto nível de sonegação é prejudicial, uma vez que impede que o governo tenha receitas suficientes para investir em bens públicos que podem aumentar a produtividade, tais como infraestrutura e educação”, finaliza a coordenadora do estudo, Carmen Pages.


Fonte: Portal Guia dos Contadores.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Médico e Administrador são Profissões Mais Bem Pagas



Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com o estudo 'O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho', divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).


Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os médicos também lideram a lista do número de horas trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas.


Já os médicos com graduação tem um salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de ocupação de 90%. No sentido oposto, os formados em teologia estão entre as piores colocações e em terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.


Para saber a média salarial de sua profissão, já dividida por critérios de sexo, raça, idade e grau urbano, clique aqui. A FGV lembra, no entanto, que os salários do quadro são de 2000 e precisam ser multiplicados por 1,55 para se chegar aos valores atuais corrigidos pela inflação.


Relação educação/salário

Para a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre escolaridade e remuneração. 'A hierarquia educacional se reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho, ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e tem maiores chances de conseguir trabalho', afirmou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri.


Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de políticas públicas como para auxiliar a escolha do cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de pós-graduação de acordo com o retorno que cada profissão pode oferecer.


Veja abaixo os 40 primeiros da lista com os salários já atualizados:*


Os salários incluem a renda de todos os trabalhos, ou seja, os dados incluem a renda de mais de um emprego de médicos ou advogados, por exemplo.


1- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07

2- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10

3- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79

4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24

5- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39

6- Medicina (graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82

7- Outros cursos de engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05

8- Engenharia mecânica (graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49

9- Engenharia civil (graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85

10- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32

11- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.349,96

12- Geologia (graduação)
Salário médio: R$ 5.285,77

13- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)
Salário médio: R$5.231,07

14- Militar
Salário médio: R$ 5.039,14

15- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.028,37

16- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.947,44

17- Engenharia química e industrial (graduação)
Salário médio: R$ 4.844,92

18- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.677,14

19- Direito (graduação)
Salário médio: R$ 4.649,63

20- Ciências econômicas (graduação)
Salário médio: R$ 4.644,67

21- Agronomia (graduação)
Salário médio: R$ 4.356,56

22- Propaganda e marketing (graduação)
Salário médio: R$ 4.199,05

23- Odontologia (graduação)
Salário médio: R$ 4.075,63

24- Administração (graduação)
Salário médio: R$ 4.006,61

25- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 3.949,86

26- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)
Salário médio: R$ 3.928,07

27- Letras e artes (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.864,82

28- Estatística (graduação)
Salário médio: R$ 3.846,21

29- Arquitetura e urbanismo (graduação)
Salário médio: R$ 3.835,08

30- Medicina veterinária (graduação)
Salário médio: R$ 3.758,94

31- Física (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

32- Química (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

33- Comunicação social (graduação)
Salário médio: R$ 3.435,09

34- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)
Salário médio: R$ 3.408,60

35- Farmácia (graduação)
Salário médio: R$ 3.381,98

36- Ciências da computação (graduação)
Salário médio: R$ 3.325,40

37- Outros de ciências agrárias (graduação)
Salário médio: R$ 3.278,04

38- Pedagogia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.219,14

39- Ciências contábeis e atuariais (graduação)
Salário médio: R$ 3.105,60

40- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)
Salário médio: R$ 3.099,10


Fonte: Folha Online.

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Homens Perdem mais Empregos que Mulheres no Mundo, diz Pesquisa



A recessão global vem levando mais homens que mulheres a perder seus empregos em todo o mundo, seguindo um padrão já fartamente comprovado nos Estados Unidos, revelou pesquisa divulgada na sexta-feira.


Em quase todos os países onde executivos foram entrevistados pela Accenture, uma consultoria gerencial, mais homens do que mulheres ocupavam as vagas de trabalho perdidas.


Na Índia, executivos disseram que 95% das pessoas que demitiram eram homens. Na França, 71% das pessoas que perderam seu trabalho foram homens. Realizada entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, a pesquisa perguntou a executivos quantos homens e mulheres tinham sido demitidos no ano precedente.


Executivos também demitiram mais homens na Austrália, Canadá, Alemanha, México, África do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido, segundo a pesquisa. Nos Estados Unidos, 54% dos empregos perdidos eram de homens, contra 46% de mulheres.


"Em alguns casos, a maior parte da força de trabalho era formada por homens, de modo que o impacto maior foi sentido por homens", disse Nellie Borrero, diretora de capital humano global e diversidade na Accenture. "Mas isso também pode significar que as empresas tomaram o cuidado de assegurar que um grande número de mulheres não fosse afetado."


Nos Estados Unidos, os homens dominam os setores da economia mais atingidos pela recessão, como o setor manufatureiro pesado e o da construção, enquanto as mulheres dominam os setores menos atingidos, como os serviços de saúde e a educação, revelam estatísticas.


Uma história diferente sobre a relação entre gênero e perda de empregos veio da Holanda, onde as mulheres foram responsáveis por 51% dos empregos perdidos, disse a Accenture. Na China, as demissões se dividiram igualmente entre homens e mulheres.


A Accenture entrevistou 524 executivos seniores de empresas médias a grandes na Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Malásia, México, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.


Fonte: Folha Online.

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