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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Engenharia e Finanças Sofrem com Baixa Qualificação

Brasil está na segunda posição dos países que mais padecem com baixa qualificação dos trabalhadores. Confira os dez cargos com maior escassez de talentos





Mais da metade das empresas brasileiras têm dificuldade para encontrar funcionários com qualificação compatível com os cargos oferecidos. No mundo, o índice atinge os 31%.

Segundo levantamento, no Brasil, há mais dificuldade para encontrar profissionais qualificados para carreiras com exigência de nível médio.

Em cargos de ensino superior, faltam profissionais formados em engenharia, contabilidade e áreas da tecnologia da informação.

O Brasil está na segunda posição de pesquisa global liderada pela consultoria Manpower. Aqui, 64% admitiram dificuldades para contratar profissionais qualificados. No Japão, líder do ranking, 76% das empresas admitiram padecer com baixa qualificação dos trabalhadores.

Nas Américas, a Argentina vem logo depois com 53% das empresas. Nos Estados Unidos, apenas 14% das empresas têm alguma dificuldade para encontrar profissionais qualificados.

No continente, as carreiras da área financeira estão na sétima posição das que mais carecem de pessoal qualificado. Áreas ligadas a engenharia vêm logo depois, na oitava posição.

Para chegar a esses resultados, a consultoria Manpower ouviu 35 mil empresas de 36 países.

A baixa qualificação profissional é a principal razão para que sobrem vagas em 67% das empresas brasileiras, segundo pesquisa. Confira quais as profissões onde há mais falta de trabalhadores qualificados no Brasil.


Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil

1. Técnicos de produção, operações, edificações e manutenção e manutenção)


2. Trabalhadores de ofício manual (como eletricistas e carpinteiros)


3. Operadores de Produção


4. Secretárias e Assistentes Administrativos


5. Operários


6. Engenheiros


7. Motoristas


8. Contadores e profissionais de finanças


9. Profissionais de TI


10. Representantes de Vendas


Fonte: Portal Exame.

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CVM Reforça Fiscalização de Balanços



Para acompanhar o processo de mudança do padrão contábil brasileiro para o sistema internacional, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu criar uma gerência específica dentro da superintendência de relações com empresas (SEP) com foco na supervisão dos balanços. Ao mesmo tempo, o diretor da CVM Alexsandro Broedel vai visitar órgãos reguladores de outros países para verificar como é feita a fiscalização desses documentos.

Quem vai comandar a nova gerência da SEP, que ao todo deve ter cinco pessoas, é Jorge Luis da Rocha Andrade, que já atuava em outra gerência da mesma superintendência. "Fizemos essa realocação por questão de prioridade, para que a análise seja mais detalhada do que já se fazia", diz Broedel, ressaltando que não houve uma troca de gerência, mas a criação de uma nova.

Até então, a checagem dos balanços era feita pelos analistas que supervisionam as empresas de forma geral e que também precisam dar atenção aos comunicados divulgados pelas companhias ao mercado e a outros documentos regulatórios.

Um dos motivos que explicam o interesse da CVM de olhar mais de perto os balanços tem relação com a possibilidade de haver erros no processo de transição. "Devem existir problemas, dado o tamanho da mudança e o nível radical de transformação", diz Broedel, que, apesar disso, se mostra otimista com o andamento da convergência para o padrão internacional, o IFRS.

Mas além de identificar as incorreções que podem aparecer nesse momento de transição, o órgão regulador tem outras preocupações.

Segundo Broedel, a fiscalização demandada no passado não era tão grande como agora, uma vez que o mercado era menos desenvolvido e as companhias se preocupavam menos em atrair os investidores.

Adicionalmente, o diretor da CVM destaca que no padrão contábil anterior as empresas tinham menos interesse em fazer manobras para aumentar o lucro porque isso tinha impacto fiscal. Agora, com a separação definitiva entre o balanço societário e aquele apresentado para a Receita Federal, isso deixou de ser verdade.

O modelo usado para checar as informações prestadas não terá inovações. "A coisa mais simples para começar a análise é ver se a empresa evidencia o que a norma pede que seja divulgado", afirma Broedel, que antes de entrar na CVM seguia carreira acadêmica na área contábil.

Depois, segundo ele, será feita a avaliação de práticas contábeis que exigem julgamento, como o teste em que se verifica se o valor registrado para determinado ativo pode ser mesmo recuperado - teste de "impairment", no jargão do segmento.

Mas mesmo que as ferramentas de análise de balanço já sejam conhecidas, a CVM quer criar uma rotina operacional para que a fiscalização seja realizada.

Antes de definir como isso será feito, Broedel pretende visitar órgãos reguladores de outros países, entre os quais a Securities and Exchange Commission (SEC), dos Estados Unidos, para verificar os sistemas utilizados no exterior.

A ideia, segundo ele, é saber como são estruturadas as equipes, descobrir se a análise se concentra em determinado setor, se há grupos de risco, se existe um rodízio entre as empresas fiscalizadas de forma mais profunda etc.

Ao avaliar o início desta última etapa do processo de convergência contábil, com cerca de 20 empresas já tendo adotado todas as novas normas, o diretor da CVM faz uma avaliação positiva. "O processo está sendo menos doloroso que na União Europeia porque aqui não tem resistência. Ninguém é contra o IFRS", diz.

Fonte: Valor Econômico.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Consultoria Contábil: 5 Passos Para uma Boa Contratação




As pequenas e médias empresas (PMEs) devem ter cautela e seguir algumas recomendações antes da contratação de uma assessoria contábil e fiscal. Segundo a PLK consulting, planejamento tributário e a avaliação do pacote de serviços oferecidos são pontos importantes no momento da contratação.


De acordo com o Sebrae-SP, este segmento registrou alta de 12,9% no faturamento real de fevereiro de 2010, se comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo esses indicadores, a receita total das pequenas empresas em fevereiro de 2010 foi avaliada em R$ 21,8 bilhões, levando em conta o universo de 1,3 milhões de micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo. Ou seja, a estimativa do faturamento médio por empresa, em fevereiro desse ano, foi de aproximadamente R$ 16 milhões.


Esse cenário representa o ritmo acelerado em que as PME estão evoluindo, mas também deixa subentendido o quanto elas precisam ficar atentas com a correta apuração fiscal e processos de contabilidade. Ao contratar uma assessoria contábil e fiscal é preciso cautela, veja algumas recomendações.

  • Uma assessoria precisa acompanhar toda movimentação financeira da organização, como por exemplo, saída e entrada de dinheiro, estrutura de estoque e dos custos incidentes das operações comerciais, para garantir uma melhor gestão na saúde financeira da empresa;
  • O planejamento tributário também é competência da assessoria que contribuirá para o sucesso diante da elevada carga tributária, garantindo maior competitividade e economia de gastos;
  • Não há uma fórmula única que desenvolva o planejamento contábil e fiscal. Por isso, cada empresa terá um caminho a ser seguido para obter a economia tributária. Por isso é importante procurar por empresas que oferecem consultoria personalizada;
  • A melhor escolha de uma assessoria dependerá de uma análise concreta e individualizada das características da organização, da situação contábil e financeira, bem como do conhecimento da legislação e principalmente a tributária;
  • É preciso avaliar quais serviços, jurídico e contábil, garantirão a maximização dos lucros, além de aperfeiçoar o desenvolvimento de atividades.

Fonte: FinancialWeb.

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BBC Leva ao Ar Série em Inglês Sobre Ascensão do Brasil



As reportagens, transmitidas em inglês, devem abordar temas que vão da economia à cultura, passando pelo futebol e questões como a violência e a discussão sobre cotas raciais.


Os programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, e as críticas a este tipo de assistência serão abordados em uma das reportagens, assim como o problema do turismo sexual no país.


Outra reportagem discutirá a modernização da agricultura e a ascensão do Brasil como um grande exportador de alimentos.


O crescimento do setor aéreo brasileiro, assim como os gargalos que impedem uma maior expansão serão tema de outra matéria da série, assim como a ascensão de uma nova classe média no país.


Na quinta-feira, o âncora da BBC Matt Frei apresentará o programa BBC World News America ao vivo, direto de São Paulo. Ele deve apresentar reportagens sobre a ascensão do Brasil como um ator global e os desafios que o país ainda precisa superar.


Frei estará novamente ao vivo na sexta-feira, transmitindo a partir do Rio de Janeiro. Neste programa, um dos temas abordados deve ser o impacto do crescimento econômico no futebol, e a volta de jogadores brasileiros que jogavam no exterior.


O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 20h, horário de Brasília.


Leia abaixo as reportagens em inglês que já foram publicadas como parte da série.

-Clique Viewpoint: Brazil's growing international presence ('Ponto de vista: A crescente presença internacional do Brasil')

- Clique Brazil's air industry takes off ('Indústria aérea brasileira decola')


Fonte: BBC Brasil.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Seguro Livra Contador de Indenizar Empresas por Erros


Uma empresa de contabilidade paulistana escapou de ter que pagar uma indenização por deixar de recolher dois meses do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) devidos por um de seus clientes, uma multinacional que acabou multada em R$ 200,4 mil pela Fazenda Nacional. O escritório foi obrigado a acionar o seguro de responsabilidade civil, contratado para cobrir eventuais falhas de seus empregados. Nesse caso, o erro foi descoberto durante a preparação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

O volume cada vez maior de complexas normas e obrigações tributárias - como o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) - e o perigo de terem de indenizar por falhas de seus empregados têm levado os contadores a contratar seguros de responsabilidade civil. As vendas do produto cresceram 27% no primeiro trimestre, comparativamente a igual período do ano passado, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). "Os erros mais comuns são perda de prazo e cálculo errado de imposto", diz Roberto Guimarães Uhl, gerente do departamento de responsabilidade civil profissional da ACE Seguros, que registrou aumento no volume de contratações. Com isso, a participação desse segmento no faturamento da companhia cresceu 40% do ano passado para cá.

Na maioria dos casos, os problemas envolvendo erros de contadores acabam sendo resolvidos de forma amigável entre as partes. Mas alguns acabam na Justiça. Para se precaverem, os contadores têm buscado a contratação dos seguros de responsabilidade civil. O contabilista José Roberto de Arruda Filho, sócio da JR&M Assessoria Contábil, preferiu estar coberto por uma seguradora. Seu seguro não cobre apenas multas, mas também qualquer outro tipo de prejuízo decorrente de informações erradas enviadas ao Fisco. "A Receita Federal vai usar os dados do Sped para o cruzamento de informações e apuração dos impostos", diz. "Assim, um erro no Sped pode gerar um prejuízo muito maior do que apenas a multa pela inadimplência fiscal." O Sped obriga as empresas a transmitir dados de seus livros contábeis em meio digital para a Fazenda Nacional.

O advogado e contabilista José Carlos Fortes, do Grupo Fortes Advogados, já defendeu colegas em ações por perdas e danos no Judiciário. "Às vezes, a culpa não é do contador, mas da empresa que repassa com atraso a documentação necessária. Em alguns casos, nem envia os documentos", afirma. Uma alternativa usada comumente por alguns profissionais do setor é incluir no contrato de prestação de serviços uma cláusula determinando a isenção de responsabilidade do contabilista. "Mas, desde 2002, o Judiciário não aceita mais isso porque a responsabilidade do profissional passou a estar expressa na legislação."

O risco de os contabilistas serem processados aumentou depois que entrou em vigor o novo Código Civil, em 2002, com um capítulo específico sobre a profissão. "Depois do novo código, o contabilista passou a ser visto juridicamente como preposto da empresa, ou seja, o profissional pode assinar pela companhia e é pessoalmente responsável pelo que assina", explica Fortes. Segundo ele, em caso de prejuízo, a empresa é cobrada, mas tem o direito de pedir o ressarcimento ao contabilista, se ele for culpado. Já em caso de o contador ser conivente com uma fraude fiscal, ele e a empresa respondem perante o Fisco. "O contabilista também pode ser responsabilizado criminalmente."

O seguro de responsabilidade civil acabou salvando uma empresa de contabilidade fluminense que executava serviços para uma imobiliária. Durante três anos, ela entregou com atraso as informações relativas à Declaração de Transações Imobiliárias (Dimob). Esse atraso gerou multa de R$ 320 mil, valor que foi reduzido depois de um acordo com a Receita Federal. A imobiliária cobrou perdas e danos do contador, que foi obrigado a acionar o seguro.

Fonte: Valor Econômico.

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Primeiras Grandes Mudanças Causadas pelo IFRS



Desaparece um prejuízo de R$ 5,8 milhões. Surge um lucro de R$ 1,26 bilhão. Esse foi o efeito no resultado do primeiro trimestre de 2009 da Fibria, maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, com a adoção do novo padrão de contabilidade.


O exemplo da empresa ilustra bem como o novo sistema contábil brasileiro, que tem como base o padrão internacional IFRS, pode alterar os números dos balanços. O patrimônio líquido da Fibria ao final de dezembro saltou de R$ 9,9 bilhões para R$ 15,1 bilhões com a utilização das novas práticas.

"Foi uma mudança impressionante", resume Paul Sutcliffe, sócio de auditoria da Ernst & Young, que participou do processo de transição para o IFRS na Europa.

Conforme a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias abertas só serão obrigadas a divulgar o balanço fechado de 2010 pelo novo padrão contábil. Mas algumas anteciparam as mudanças.

Um estudo feito pela E&Y com as cem maiores empresas do país, em conjunto com um levantamento realizado pelo Valor, mostra que, ao lado da Fibria, pelo menos outras 20 companhias abertas já adotaram antecipadamente o novo receituário da contabilidade.

O grupo é formado, em sua maioria, por grandes empresas. Formam a lista Petrobras, Vale, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, AmBev, Souza Cruz, JBS, TAM, Gol, Telesp, Vivo, Net, Natura, Lojas Renner, Copasa, Cielo, Totvs, BR Malls, Grendene e Indústrias Romi.

O valor de mercado somado dessas empresas é de R$ 777,8 bilhões, o que representa quase 40% do total da Bovespa, cerca de R$ 2 trilhões.

Na Petrobras, o lucro líquido do primeiro trimestre do ano passado subiu de R$ 6,2 bilhões para R$ 6,7 bilhões. O patrimônio líquido de dezembro de 2009, por sua vez, subiu R$ 4,7 bilhões, para R$ 164,2 bilhões.

A Vale teve o mesmo ajuste no patrimônio, que também aumentou R$ 4,7 bilhões, só que para R$ 103,3 bilhões. Já em termos de resultado, quase não houve diferença. O lucro do primeiro trimestre de 2009 caiu de R$ 3,15 bilhões para R$ 3,04 bilhões.

Conforme esperado, nem todas tiveram um impacto tão grande no lucro e no patrimônio líquido. No caso da Cielo, por exemplo, Sutcliffe menciona que não houve nenhuma mudança com a adoção das novas normas.

De acordo com o especialista da Ernst & Young, a regra que gerou mais mudanças entre as companhias foi o pronunciamento CPC 15, que trata do que os contabilistas chamam de "combinação de negócios", o que inclui fusões, aquisições, cisões e incorporações de empresas.

Foi o CPC 15 que gerou a principal diferença no resultado da Fibria. Pelo novo critério, a empresa reconheceu a valor de mercado a participação de 12,5% que possuía no capital da Aracruz antes da incorporação. Esse ajuste representou um ganho contábil de quase R$ 1,4 bilhão no lucro da empresa no primeiro trimestre de 2009.

Esse efeito também se repetiu no patrimônio da Fibria, que foi turbinado pelo registro de um ganho de R$ 1,8 bilhão decorrente da troca de ativos feita com a International Paper. Ao avaliar os ativos recebidos a valor justo, a empresa percebeu essa diferença e reconheceu isso como uma compra vantajosa (deságio).

Segundo a Fibria, o aumento do lucro e patrimônio líquido decorrente da mudança contábil não tem a ver com a decisão da companhia de pagar antecipadamente a dívida restante de US$ 511 milhões relacionada às perdas com derivativos. O que permitirá o pagamento da dívida remanescente, segundo a empresa, é a emissão recente de US$ 750 milhões em bônus.

Na análise das empresas que saíram na frente no processo de mudança contábil, a expectativa de Sutcliffe é que haja maior padronização na divulgação dos efeitos dos ajustes pelas demais companhias, que devem adotar as novas ao longo dos próximos trimestres.

O Valor notou que existe uma variação importante no nível de detalhamento do impacto das mudanças apresentado em notas explicativas. A norma do IFRS diz apenas que a companhia deve apresentar a conciliação dos dados publicados no período anterior e como eles ficam com as novas regras. Mas não há uma descrição de como isso deve ser feito, o que abre espaço para maneiras mais ou menos claras de apresentar as diferenças

Até a própria adoção das normas não tem sido divulgada com muito destaque. Na maioria dos casos, somente olhando as notas explicativas dos balanços é possível saber que a empresa de fato usou as novas regras.

A adoção antecipada do IFRS no resultado trimestral é voluntária. De qualquer forma, mesmo aquelas que só deixarem a divulgação para o último momento terão que reapresentar os balanços trimestrais para comparação, inclusive com os dados referentes a 2009.

Fonte: Valor Econômico.

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Comissão Aprova Estabilidade de Três Meses Após Férias



A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou a concessão de estabilidade no emprego por três meses aos trabalhadores após o retorno de férias, licença-maternidade ou afastamento involuntário não inferior a 30 dias. A medida é valida para os funcionários regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, informa a Agência Câmara.


O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Paulo Rocha (PT-PA), ao Projeto de Lei 3035/08, do deputado Sandes Júnior (PP-GO). A proposta aprovada na comissão eliminou a previsão de o empregado receber em dobro a multa rescisória calculada sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) caso fosse demitido sem justa causa durante a estabilidade.


De acordo com Rocha, esse dispositivo representava uma "contradição", pois permitia, na prática, que o trabalhador perdesse o emprego mesmo com o benefício da estabilidade. "É preciso garantir que o funcionário possa se afastar do trabalho, seja por direito ou necessidade, sem sustos", afirmou.


Na hipótese de férias fracionadas, a estabilidade será aplicada após o fim do primeiro período de descanso. A nova norma não revogará qualquer estabilidade mais favorável ao trabalhador existente em outras legislações. Paulo Rocha citou como exemplo a estabilidade de 12 meses em caso de acidente de trabalho, prevista na Lei de Benefícios da Previdência Social. O texto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


O projeto tramita em caráter conclusivo, pelo qual não precisa ser votado pelo plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. Só perderá esse caráter se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra) ou se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados. Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo plenário.


Fonte: Agência Câmara.


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sábado, 22 de maio de 2010

Economistas Prevêem Vitória do Brasil na Copa. Mas Eles Entendem de Futebol?




Os bancos atreveram-se a entrar em um campo hostil: o do futebol. E não parecem ser bem-vindos.


Os americanos do Goldman Sachs, que podem entender de soccer tanto quanto de economia, elaboraram estatísticas e consolidaram-nas em 68 páginas até concluírem que o Brasil seria o país com mais chance de ganhar a Copa do Mundo, com 13% de probabilidade.


Também nos Estados Unidos, o JPMorgan Chase explicou em seu pequeno calhamaço de 69 páginas por que acredita que a Inglaterra vencerá o torneio. Na Europa, os holandeses do ABN Amro fizeram um pouco diferente: concluíram que, diante da crise econômica, é melhor para o mundo que a Alemanha ganhe, por ser um enorme exportador global.


No Brasil, o site Economia & Negócios fez sua parte. Pediu palpite a 15 profissionais da área de economia. Se depender deles, vai dar Brasil - 9 votaram pela Seleção do País (veja tabela nesta página). O site também perguntou aos internautas, em enquete: "Você acha que os bancos entendem de futebol?" Só 12,7% dos 1.741 votantes disseram "sim"; os outros 87,3%, "não".


Na turma do "não", mais um revés para os analistas: 59,8% dos participantes da enquete acham que os bancos "são tão ruins em futebol quanto em economia", e apenas 27,5% declararam que as instituições financeiras devem largar o futebol e se ater à especialidade delas.


Os economistas ouvidos pelo E&N, diferentemente dos bancos, não se basearam em modelos econométricos ou estatísticos. A maioria acabou optando por vestir a camisa da Seleção, ainda que sem tirar a gravata, como deixou transparecer o economês de André Perfeito, da Gradual Investimentos: "Sou comprado em Brasil: comprado em bolsa, comprado em real e comprado em futebol."


Fonte: O Estadão.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Documentos fiscais poderão passar a ser conservados em mídia eletrônica



A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) analisa projeto que altera o Código Tributário Nacional para tornar possível a escrituração e a conservação de documentos fiscais em mídia eletrônica. Segundo o projeto (PLS 461- Complementar), a mudança na forma de conservação de livros de escrituração empresarial e fiscal ficará condicionada à regulamentação do Poder Executivo. A comissão está reunida neste momento, sob a presidência do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).


O texto estabelece ainda que as impressões em papel dos livros e comprovantes de lançamentos conservados eletronicamente terão a mesma força de comprovação de documento original, devendo o responsável pela apresentação responder, civil e criminalmente, por qualquer tentativa de adulteração.

Também consta da agenda da CCT proposta determinando a publicação em jornais de grande circulação de demonstrativos financeiros por sociedades de grande porte, a exemplo do que já fazem as sociedades anônimas.

A comissão vota ainda 37 projetos de decreto legislativo para a exploração de serviço de radiodifusão em diversas cidades brasileiras.

Fonte: Agência Estado.

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Crescimento do Brasil Pode Ser Insustentável, diz 'The Economist'



A revista britânica The Economist alertou em um artigo na edição desta semana que o nível de crescimento da economia brasileira pode se tornar insustentável. Para a publicação, o fato de a economia brasileira pode estar crescendo em uma velocidade comparada ao crescimento chinês é um problema, pois "o Brasil não é a China".


"Pelo fato de (o Brasil) economizar e investir pouco, a maioria dos economistas acredita que a velocidade de crescimento deve ser limitada a 5% no máximo, para não entrar em colapso", diz a revista.


A Economist afirma que o problema, segundo os críticos, é que grande parte dos gastos adicionais do governo está se transformando em gasto permanente, e a economia está começando a "ficar parecida com um carro com o acelerador preso ao chão".


Segundo o artigo, as autoridades estão começando a se preocupar. No mês de abril o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual, o primeiro aumento em quase dois anos, que fez com que os juros no País cheguem a 9,5% por ano.


Críticos do governo afirmam que a política fiscal frouxa faz com que a tarefa do Banco Central seja ainda mais difícil, aumentando o risco de que este crescimento acabe no próximo ano, com uma desaceleração acentuada.


Segundo a The Economist, as autoridades também tem esta preocupação. O artigo diz que governo acabou com quase todas as isenções de impostos que tinha introduzido durante a recessão.


"No dia 13 de maio os ministros declararam que iriam cortar R$ 10 bilhões dos custos do governo federal em 2010. (...) Mas isto não significa pisar no freio. Os cortes são em um generoso orçamento aprovado pelo Congresso", afirma o artigo.


A The Economist cita o secretário de Política Econômica da Fazenda, Nelson Barbosa, ao afirmar que mesmo se o corte for implementado em sua totalidade, ele vai apenas diminuir a taxa de crescimento nos gastos do governo, mantendo-o constante ou um pouco menor como uma fatia do PIB (Produto Interno Bruto).


Fonte: BBC Brasil.

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CVM Coloca em Audiência Pública Interpretações do CPC



Os pontos a serem discutidos visam complementar o conjunto de normas para convergência contábil do Brasil às normas internacionais

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência pública nesta quinta-feira (20) minutas de deliberações com três interpretações técnicas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Os pontos a serem discutidos são:


  • Interpretação Técnica ICPC 13: Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de Desativação, Restauração e Reabilitação Ambiental;
  • Interpretação Técnica - ICPC 14: Cotas de Cooperados em Entidades Cooperativas e Instrumentos Similares; e
  • Interpretação Técnica - ICPC 15: Passivos Decorrentes de Participação em um Mercado Específico – Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos.


De acordo com o órgão regulador, embora tais interpretações apresentem menor complexidade e sejam usadas com pouca frequência entre as empresas brasileiras, elas visam complementar o conjunto de normas para convergência contábil do País às normas internacionais - o conhecido IFRS.


As sugestões e comentários devem ser encaminhados, por escrito, até o dia 18 de junho de 2010, à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria. A CVM enfatiza que o método preferencial é por meio do endereço eletrônico AudPublicaSNC0310@cvm.gov.br. Podendo ser entregue no endereço: Rua Sete de Setembro, 111/27º andar – Centro – Rio de Janeiro – CEP 20050-901.


Clique aqui para acessar a íntegra do edital de audiência pública com as minutas das deliberações.

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aviso aos Meus Alunos



Caros alunos,


As atividades que deverão ser feitas durante a próxima semana, na qual não teremos aula, estão nos respectivos links/páginas de cada disciplina, na barra superior desta página.


Qualquer dúvida que surgir me enviem via email.

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Convergência sob Controle


Depois de optarem diversas vezes por caminhos distintos no processo de convergência do padrão contábil brasileiro para o modelo internacional, IFRS, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC) concordaram em um ponto: haverá restrição para antecipação de uso de novas normas emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês).

Isso não significa que nunca haverá adoção antecipada de um novo pronunciamento. Mas que as novas regras serão aprovadas caso a caso e, quando entrarem em vigor, valerão para todas as empresas ao mesmo tempo.

Apesar de coincidente, a decisão não foi tomada em conjunto. Cada órgão fez a orientação a sua maneira, sendo que o BC tem poder sobre os balanços das instituições financeiras e a CVM regula as companhias abertas.

O objetivo da estratégia é evitar o uso "oportunista" de novas normas. Sem esse controle, haveria o risco de uma companhia adotar com antecedência apenas aquelas normas que lhe favorecessem. Outro problema seria a falta de comparabilidade, caso uma outra empresa do mesmo setor não fizesse a mesma opção.

O Iasb tem como prática emitir novos pronunciamentos e dar prazo de alguns anos para que ele se torne obrigatório. Também é comum que o conselho permita a adoção antecipada do normativo.

Um exemplo recente e relevante é a norma IFRS 9, que trata de mensuração e classificação de instrumentos financeiros. O Iasb publicou a regra no segundo semestre de 2009, mas a adoção obrigatória ocorrerá somente a partir do exercício de 2013.

Sem as recentes indicações do Banco Central e da CVM, as empresas brasileiras poderiam entender que tinham o direito de adotar antecipadamente a regra, uma vez que a orientação era apenas seguir as IFRS conforme emitidas pelo Iasb.

Para dar conta disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou, no dia 29 de abril, a resolução 3.853, que afirma expressamente que "a adoção antecipada dos pronunciamentos (...) está condicionada à previsão normativa específica".

A CVM, por sua vez, colocou ontem em audiência pública uma minuta de instrução que tem como um dos objetivos regular essa adoção antecipada.

A proposta da autarquia é emendar a Instrução nº 457, que em 2007 determinou que as companhias abertas deveriam adotar, a partir do exercício de 2010, o padrão internacional IFRS no balanço consolidado.

No novo texto, haverá um dispositivo dizendo que o padrão internacional deve ser seguido de acordo com as normas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e referendadas pela própria CVM.

Dessa forma, um normativo novo só terá validade para as empresas brasileiras após ser traduzido e aprovado pelo CPC.

"Se a CVM achar que determinado pronunciamento pode ser antecipado, faz uma regra somente sobre isso", explica Antonio Carlos de Santana, superintendente de normas contábeis da CVM. Segundo ele, a instrução inicial não previa isso porque, naquele momento, não havia os pronunciamentos do CPC.

Esse ajuste também evitará que uma empresa apresente patrimônio líquido e lucro líquido diferentes no balanço da controladora e no balanço consolidado.

Isso porque o IFRS, que vale para o consolidado, às vezes dá algumas opções de registro contábil para as empresas, o que foi restringido pelo CPC para as demonstrações individuais, principalmente por limitações legais.

Apesar de ter havido concordância sobre esse ponto, as divergências entre CVM e BC no processo de mudança do padrão contábil continuam. Na mesma resolução que trata da antecipação de normas, o CMN reforça a posição anterior de que os bancos não serão obrigados a apresentar os balanços trimestrais comparativos quando adotarem pela primeira vez o IFRS, ao contrário das empresas não financeiras. Já havia regra semelhante para o balanço fechado de 2010.

Se usar a opção, o banco não poderá declarar que seguiu o IFRS e provavelmente não terá um parecer "limpo" do auditor.

A decisão do Banco Central teria tido como base a questão do custo-benefício para instituições menos preparadas. Seria melhor não divulgar o dado, do que passar uma informação com erro.

Fonte: Valor Econômico.

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Ford Prioriza Fortalecimento do Balanço Patrimonial


A montadora americana Ford Motor espera que os lucros melhorem em 2011, depois de resultados sólidos previstos para 2010, à medida que a recuperação econômica ganha ritmo, afirmaram executivos da empresa em reunião anual de acionistas nesta quinta-feira.

A Ford, que fechou 2009 no azul, está concentrada em reduzir sua alta dívida, mas pode discutir a retomada da distribuição de dividendos depois de equilibrar as contas, afirmou o presidente do conselho, Bill Ford Jr.

"Temos que ter o fortalecimento do nosso balanço patrimonial como nossa maior prioridade", disse.

Em abril, a montadora informou esperar um sólido lucro antes de impostos em 2010, sem considerar itens extraordinários. A companhia acumulou prejuízo de US$ 30 bilhões de 2006 a 2008.

O grupo reduziu seu ponto de equilíbrio entre receitas e despesas ("break-even") com uma reestruturação que evitou o pedido de concordata da matriz nos Estados Unidos em meio à crise financeira e econômica global.

A Ford possui dívidas mais pesadas que as de GM ou Chrysler, após tomar cerca de US$ 23 bilhões em empréstimos no fim de 2006. A montadora espera que os esforços para redução da dívida acelerem, à medida que produz fluxo de caixa positivo e lucros.



Fonte: Reuters.



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Brasil Passa EUA e é 5º Construtor de Carros de Passeio



O Brasil passou os Estados Unidos no ranking da produção mundial de carros de passeio, publicado pela Organisation Internationale des Constructeurs d'Automobiles (OICA). Agora, o País está atrás de China, Japão, Alemanha e Coreia do Sul.

Os EUA tiveram sua produção fortemente afetada pela crise econômica em que se encontrava em 2009. O número de carros fabricados foi 40,4% menor do que o de 2008.

O Brasil teve um leve aumento no número de veículos produzidos, 1,2%. No ano passado, o governo tomou medidas para estimular a produção, como a não cobrança do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns veículos novos.

A China teve um aumento consistente na sua produção. O país asiático teve um crescimento de 54,1%. Com isso, ela tomou a liderança do Japão, que teve redução de 30,9%.

A terceira colocada Alemanha registrou recuo de 10,3% em sua produção de carros de passeio e a Coreia do Sul, quarta, de 8,5%.


Confira os maiores construtores de carros de passeio, segundo a OICA:


China 10,4 milhões

Japão 6,8 milhões

Alemanha 4,9 milhões

Coreia do Sul 3,1 milhões

Brasil 2,5 milhões

EUA 2,2 milhões

Índia 2,1 milhões

França 1,8 milhão

Espanha 1,8 milhão

Reino Unido 999,4 mil


Fonte: Terra.


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Forbes: Os Times de Futebol mais Valiosos de 2010


A revista Forbes apresentou recentemente o relatório de 2010 referente aos clubes mais ricos do mundo, o “Most Valuable Soccer Teams”. Embora a revista tenha reduzido o número de equipas presentes na lista de 25 para 20 equipas, as equipas que constam da lista como as mais valiosas do mundo, são exactamente as que maiores receitas geram, segundo o último Deloitte Football Money League de 2010.


Na lista deste ano não existem alterações nas 3 primeiras posições em relação em ano anterior, sendo que o Manchester United continua a ser o clube mais valioso do mundo, seguido do Real Madrid e do Arsenal respectivamente. O maior destaque deste ano vai para a subida do FC Barcelona da 7ª para a 4ª posição e a do Internazionale da 14ª para a 10ª posição.


Forbes – Most Valuable Soccer Teams 2010


ClubePaísValorDívidasReceitasRes. Operacional
1Manchester UnitedInglaterra1.380.000.000 €634.000.000 €327.000.000 €112.000.000 €
2Real MadridEspanha995.000.000 €537.000.000 €401.000.000 €97.000.000 €
3ArsenalInglaterra888.000.000 €364.000.000 €263.000.000 €76.000.000 €
4FC BarcelonaEspanha752.000.000 €0365.000.000 €85.000.000 €
5Bayern MuniqueAlemanha744.000.000 €104.000.000 €289.000.000 €45.000.000 €
6LiverpoolInglaterra618.000.000 €290.000.000 €217.000.000 €27.000.000 €
7AC MilanItália601.000.000 €0196.000.000 €30.000.000 €
8JuventusItália493.000.000 €14.000.000 €203.000.000 €42.000.000 €
9ChelseaInglaterra486.000.000 €38.000.000 €242.000.000 €-54.000.000 €
10InternazionaleItália310.000.000 €0196.000.000 €-10.000.000 €
11Schalke 04Alemanha288.000.000 €144.000.000 €124.000.000 €-5.000.000 €
12TottenhamInglaterra279.000.000 €80.000.000 €132.000.000 €26.000.000 €
13Olympique LyonFrança250.000.000 €25.000.000 €139.000.000 €3.000.000 €
14Hamburger SVAlemanha247.000.000 €0147.000.000 €30.000.000 €
15AS RomaItália231.000.000 €0146.000.000 €18.000.000 €
16Werder BremenAlemanha206.000.000 €0114.000.000 €18.000.000 €
17Olympique MarselhaFrança197.000.000 €0133.000.000 €14.000.000 €
18Borussia DortmundAlemanha196.000.000 €62.000.000 €103.000.000 €6.000.000 €
19Manchester CityInglaterra194.000.000 €0102.000.000 €-42.000.000 €
20Newcastle UnitedInglaterra148.000.000 €11.000.000 €101.000.000 €-36.000.000 €


1 USD = 0.752274 EUR 1 EUR = 1.32930 USD


Fonte: Futebol Finance.

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"Contribuinte Vai Pagar a Conta do Reajuste da Previdência", diz Professor da UnB



A conta do reajuste de 7,7% para aposentados que recebem mais de um salário mínimo por mês, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira, vai acabar no bolso dos contribuintes. Na avaliação do professor da Universidade de Brasília José Matias-Pereira, não existe milagre na economia. "A riqueza é gerada pelo pagamento de tributos. Se é para conceder mais benefícios, é certo que os recursos vão sair de algum lugar", disse o professor.

A estimativa dos técnicos do Congresso Nacional é que os gastos com esse reajuste batam a casa do R$ 1,8 bilhão apernas neste ano, aumentando o rombo da Previdência. "Do ponto de vista orçamentário, o aumento impacta nas contas públicas, mas o importante é discutir se os recursos estão sendo aplicados como deveriam", explica Matias-Pereira. Para o professor, é necessário discutir a reforma previdenciária de maneira profunda.

Segundo ele, a falta de transparência no setor complica a comprovação do déficit. "Quando não se tem um fator atuarial e financeiro claro, não tem como alegar déficit na Previdência", afirmou. A Previdência deveria garantir segurança ao contribuinte depois que parasse de trabalhar. Matias-Pereira, no entanto, acha que este seguro corre riscos. "Se não for bem gerida, a Previdência vai explodir nos próximos 8, 10 anos".Ele afirma que as idades para aposentadoria - de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres - são baixas e contribuem para complicar a situação da Previdência. "A Previdência hoje é uma caixa preta e funciona de forma desconexa. O problema não é o aumento, é a questão da reforma previdenciária, que precisa estar na agenda do próximo governo", defende o professor.

Fonte: Portal Exame.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Saiba o que Muda na DIPJ 2010 com o IFRS



Aproxima-se o prazo, de 30 de junho, para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao exercício de 2009. Para isso, as empresas tem que estar atentas às mudanças, que aconteceram neste ano, com relação ao preenchimento do documento.

Para as informações contábeis, a Ficha 7 é a grande novidade. O campo requer as demonstrações dos resultados com os critérios de 31 de dezembro de 2007. Ou seja, antes da transição para o modelo internacional do IFRS (International Financial Reporting Standards).

De acordo com o Pedro Anders, sócio da KMPG, as empresas têm de fazer a apuração do resultado sem as novas regras contábeis para fins fiscais, pois o IFRS ainda não tem impacto nesse sentido. Segundo ele, enquanto houver adesão ao Regime Tributário de Transição (RTT) - que é uma espécie de adequação enquanto o IFRS não se torna efetivamente obrigatório – as companhias têm de continuar utilizando a regra contábil de dezembro de 2007.

"A Receita quer que o contribuinte tenha condição de declarar as informações tanto com base no novo padrão (ficha 6) quanto no antigo (ficha 7)", disse Anders. Com isso, na opinião do especialista, o trabalho foi duplicado, aumentando o grau de complexidade para as companhias que tiveram sua contabilidade afetada pela convergência.

A Ficha 9 da DIPJ, referente à demonstração com base no lucro real, possui uma linha para ajustes relacionados ao RTT. Trata-se da diferença entre os resultados da norma contábil nova e antiga, presentes nas fichas 6 e 7.

“Importante destacar que os dados da DIPJ têm que ser consistentes com os declarados pelo FCont, - que é o livro de detalhamento das informações apresentadas na DIPJ referentes à adequação das normas brasileiras ao IFRS -, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e Declaração do Imposto Retido na Fonte (DIRF)”, ressaltou Anders.


Informações econômicas

Além das apurações relativas às questões fiscais e tributárias, a partir de 2010, as informações econômicas das companhias foram acrescentadas por meio de duas principais fichas. A de número 51 refere-se à Área de Livre Comércio: voltada para organizações que operam em regiões específicas (Boa vista – RR, Bom fim - RS, Macapá - AP) que recebem incentivos fiscais (IPI, ICMS, PIS etc.) tanto na esfera federal, estadual e/ou municipal.

E a ficha 50, batizada de Zona de Processamento de Exportação: sobre demonstrações de quanto às empresas compraram de bens; quanto contrataram de serviços; quais operações que obtiveram suspensão de IPI, entre outros. De acordo com a Andrea Teixeira Nicolini, especialista em Imposto de Renda, da consultoria Fiscosoft, apesar da data-limite estar próxima para a DIPJ, existe uma carência de entendimento entre os profissionais da área financeira.

“Muitos não estão inteirados com todas essas mudanças, que são extremamente necessárias”, disse.


Penalidades

As penalidades para quem não entregar a declaração no prazo são: - multa de 2% ao mês sobre a DIPJ, chagando ao máximo de 20%; ou vinte reais para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas;- multa mínima será de 500 reais, caso a empresa esteja em prejuízo e não tenha impostos a pagar.

Além disso, a declaração pode ser reduzida em algumas situações: - caso os dados sejam entregues após, mas antes de procedimento de oficio (intimação Fisco), a organização tem redução de 50% do valor (1%). - se houver a intimação e for declarada após, o montante passa a ser reduzido em 75% do valor. Ou seja, 1,5% por mês.


Fonte: FinancialWeb.

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Brasil Fará Aporte de US$ 286 Mi no FMI para Ajudar Grécia, diz Mantega



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI (Fundo Monetário Internacional) para ajudar a conter a crise na Grécia. De acordo com ele, os recursos sairão das reservas internacionais do país, hoje estimadas em US$ 245 bilhões.


Mantega afirmou, porém, que as reservas brasileiras não serão reduzidas por conta do financiamento. "O Brasil emprestará o dinheiro e o FMI nos dará direito especial de saque. É só uma troca de aplicação", disse.


Para o ministro, a crise europeia terá consequências "muito leves" para o país e não afetará o crescimento econômico neste ano. Segundo ele, o impacto maior deverá vir pelo lado do comércio exterior. "A recuperação dos países europeus será mais lenta, então teremos que esperar mais tempo para aumentar as exportações para a região", disse.


Ele estimou, no entanto, que a situação econômica internacional deverá ter uma melhora a partir de 2011 ou 2012, por conta de indicadores positivos em países como os Estados Unidos. Mantega citou a criação de 290 mil vagas no mês de abril no país, o maior aumento desde março de 2006.


Questionado se o Brasil possui títulos da dívida grega, Mantega afirmou que alguns bancos privados brasileiros podem possuir títulos da dívida grega, mas em um percentual baixo.


Fonte: Folha Online.

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Lula Deixará Deficit Recorde na Previdência de Servidor



Quem suceder o presidente Lula vai enfrentar, no primeiro ano de governo, um deficit recorde no regime de aposentadoria dos servidores públicos federais.


Projeções do Ministério da Previdência indicam que o rombo chegará em 2011 à marca de R$ 32,4 bilhões. Esse valor representa um aumento de 33% ante o saldo negativo esperado para este ano, calculado em R$ 24,3 bilhões. Em 2009, as contas fecharam no vermelho em R$ 23,2 bilhões.


Segundo o ministério, a renda média mensal dos aposentados do funcionalismo federal é de R$ 4.575. Dos pensionistas, R$ 2.534. No regime dos trabalhadores da iniciativa privada, essa renda é de R$ 713.


A pasta da Previdência atribui o deficit maior a um abono de permanência, criado no início da gestão Lula para evitar uma corrida à aposentadoria, e reconhece o impacto da reestruturação de carreiras do atual governo federal.


Fonte: Folha de São Paulo.

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Com Crise do Euro, The Wall Street Journal Recomenda Comprar Real


Um dia após recomendar a compra de ações da BM&FBovespa, elogiando o mercado acionário brasileiro, agora o jornal norte-americano The Wall Street Journal coloca o real entre as boas opções para investidores internacionais, na medida em que o euro está instável.

A análise publicada no diário recomenda vender euro e comprar moedas de países emergentes da Ásia ou economias avançadas expostas ao crescimento econômico liderado pela China. “Pode ser o sul-coreano won, o dólar australiano ou as moedas de países produtores de commodities como o Brasil”.

“Enquanto é muito cedo para dizer [se o pacote da Grécia vai funcionar ou não], cada resultado possível [sucesso ou fracasso do plano] produz a mesma estratégia para o euro: venda-o.”

Fonte: O Estadão.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sociedade Limitada Deve Publicar Balanço



Uma sentença da Justiça Federal obrigou as sociedades limitadas de grande porte a publicar suas demonstrações financeiras em diário oficial e jornal de grande circulação. O juiz Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Cível de São Paulo, julgou procedente o pedido da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (Abio) e declarou nulo o item 7 do Ofício-circular nº 99, de 2008, do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No documento, o órgão, ao interpretar a Lei nº 11.638, de 2007 - que alterou dispositivos da Lei das Sociedades Anônimas, a Lei nº 6.404, de 1976 -, tornou facultativa a publicação dos balanços.


A Lei nº 11.638 criou a figura das sociedades limitadas de grande porte - empresas com ativo superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões - e impôs a essas companhias normas previstas na Lei das Sociedades Anônimas: escrituração e elaboração de balanços e obrigatoriedade de auditoria independente por profissional registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mas não mencionou explicitamente se deveriam publicar suas demonstrações financeiras.

Com a dúvida, o DNRC publicou o Ofício-circular n 99, que estabeleceu ser facultativa a publicação dos balanços pelas sociedades limitadas de grande porte. A partir da edição do documento, a Abio decidiu ir à Justiça. Em primeira instância, obteve antecipação de tutela, proferida pela juíza Maíra Felipe Lourenço, posteriormente derrubada por recurso ajuizado pela União no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. Agora, a Justiça Federal de São Paulo proferiu sentença favorável à entidade, com alcance nacional.

Na decisão, o juiz Djalma Moreira Gomes manteve entendimento anterior de que "não há dúvida de que as sociedades de grande porte estão sujeitas ao regime jurídico das sociedades anônimas quanto à escrituração e à publicação de suas demonstrações financeiras. O que significa que a publicação de suas demonstrações financeiras deve ser feita em órgão oficial e em jornal de grande circulação."

"A interpretação do DNRC foi equivocada. O juiz entendeu que vale para as sociedades limitadas de grande porte o artigo 289 da Lei das Sociedades Anônimas, que exige a publicação dos balanços", diz o advogado João Paulo Hecker, do escritório Lucon Advogados, que defende a Abio.

A União, de acordo com nota do procurador Cid Roberto de Almeida Sanches, da 3ª Região, ainda não foi intimada da decisão, mas deverá recorrer. Ele argumenta que "não há qualquer imperativo legal nos termos da Lei nº 11.638/07" que obrigue as sociedades limitadas de grande porte a publicar suas demonstrações financeiras.

Se mantida a sentença, a ausência dessa publicação poderia impedir o arquivamento de ata de aprovação das contas na junta comercial, de acordo com os advogados Bernardo Vianna Freitas e Felipe Maia, do escritório Junqueira de Carvalho, Murgel & Brito Advogados e Consultores. Como não há um órgão para impor multa às limitadas - como a CVM, no caso das sociedades anônimas -, as consequências futuras seriam apenas jurídicas, de responsabilidade civil pelo descumprimento da lei. "Um cotista que se sentir prejudicado poderá tentar responsabilizar os administradores da sociedade", diz Freitas.

Fonte: Valor Econômico.

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Financial Times: Futuro Brilhante do Brasil ainda ‘Fora de Alcance’




O jornal britânico Financial Times publica nesta quinta-feira um caderno especial de 14 páginas sobre a infraestrutura no Brasil e chega à conclusão de que, por pouco, o “futuro brilhante do Brasil ainda está fora de alcance”.A reportagem introdutória descreve brevemente uma cena uqe poderia ser vista num futuro próximo se os projetos de infraestrutura já traçados forem concretizados.

Imagine: “Um trem bala dispara passageiros de São Paulo ao Rio em menos de duas horas. Outrora irritados, passageiros de avião agora andam sem esforços por terminais novos e reluzentes. Onde antes as pessoas saiam de miseráveis favelas para enfrentar quatro horas de trânsito engarrafado, os viajantes agora deixam apartamentos e casas novinhos para entrar em ônibus e metrôs que fluem rapidamente”.

A partir daí, o caderno apresenta informações para mostrar que, por pouco, essa “utopia” ainda parece “perturbantemente fora de alcance”. Os motivos: desentendimento entre governos federal, estaduais e municipais; dificuldades de obtenção de licenças para meio ambiente; e problemas com o Tribunal de Contas da União.


PAC: lento, mas não ‘um fracasso’

O jornal explica aos leitores o que é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), traz um gráfico mostrando a evolução do chamado PAC 1 (a primeira versão do programa, lançada pelo governo em 2007) e conclui que o projeto "caminha lentamente, mas não é um fracasso".

Para o período de 2007 a 2010, estavam previstos investimentos de R$ 504 bilhões. Até 2009, as obras acabadas somavam R$ 257 bilhões (se consideradas as em andamento, o valor sobe).

“O PAC não acelerou crescimento, mas emprega os pobres. Também é um excelente portfólio de projetos que nos dá uma clara visão das nossas necessidades”, disse ao FT Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral.


O ‘trauma’ da energia

O Financial Times lembra que os brasileiros têm um "trauma" em relação à eletricidade por causa do apagão de 2001 e 2002, e que “nem todos os riscos foram mitigados”. O próximo governo terá que lidar com os problemas ambientais e decidir o que fazer com um conjunto de concessões que vão terminar por volta de 2015.

O vasto caderno especial traz, ainda, reportagens sobre saneamento básico, urbanização de favelas, habitação, óleo e gás, agricultura, mercado de trabalho, instituições financeiras (bancos de investimento, bancos privados e, espscificamente, o Banco do Brasil e o BNDES), telecomunicações, mercado de capitais, Copa do Mundo e Olimpíadas, aeroportos, trem bala, estradas, portos, construção e siderurgia.

O autor das principais reportagens, o jornalista Jonathan Wheatley, havia dito em entrevista a um jornal brasileiro que o objetivo de uma reportagem como essa é dar aos leitores informações que lhes permitam decidir se fazem ou não (ou como fazer) negócios no Brasil.


Fonte: Financial Times.

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