Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Como Avaliar um Artigo Científico?


A Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), em parceria com a Elsevier, publicou recentemente um webinar sobre como avaliar artigos científicos para periódicos. 

Intitulado "How to review a manuscript: step by step guide", ele possui cerca de 15 minutos e é narrado em português. 

Esta sessão apresenta um panorama dos principais passos a serem seguidos na avaliação de um manuscrito, com foco no papel do parecerista. Assista o vídeo abaixo:


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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Mestrado e Doutorado em Contabilidade



Já estão disponíveis os Editais do Processo Seletivo 2016 do PPGCC/UFPB para os seus cursos de Mestrado Acadêmico e de Doutorado.

As inscrições estarão abertas entre 02/10 e 16/10/2015.

Estão sendo oferecidas até 16 (dezesseis) vagas para o Mestrado e até 9 (nove) vagas para o Doutorado.

Mais informações podem ser obtidas nos Editais que estão disponíveis na aba Processo Seletivo/2016 (AQUI) e na Secretaria do PPGCC.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Academia Tropical: Uma Crítica ao Produtivismo Acadêmico


No último mês de julho foi publicada uma reportagem na revista Carta Capital (apesar de eu não gostar da revista) que, mais uma vez, evidencia algumas preocupações que tenho destacado há algum tempo. No modelo atual de "produtivismo" acadêmico, naturalmente o ser humano se adéqua ao sistema e aprende a sobreviver com ele. Apesar de não concordar completamente com o texto, ele faz importantes observações. Abaixo está a reportagem completa.

A Academia Tropical

O campo científico da Administração cresceu vigorosamente nas duas últimas décadas. Há hoje, no Brasil, 78 programas de pós-graduação para formação de mestres e doutores. Esses programas contam com cerca de 1,2 mil professores e produzem por ano quase 1,4 mil dissertações de mestrado e mais de 200 teses de doutorado. Anualmente, mais de 4 mil trabalhos são apresentados em duas dúzias de eventos acadêmicos, geralmente em aprazíveis cidades litorâneas e bucólicas estâncias nas montanhas. O campo conta cerca de 80 periódicos científicos, os quais somados publicam, aproximadamente, 2 mil artigos por ano. Informação relevante: parte considerável do sistema é bancada por recursos públicos.

Dado que a Administração é uma ciência aplicada, supõe-se que o dinheiro investido seja utilizado de forma honesta e eficiente para ajudar o País a superar sua vexatória incompetência gerencial. Mas a qualidade e o impacto social da produção acadêmica da área são decepcionantes. As reflexões revelam fraquezas metodológicas, baixa capacidade de construção de teorias e afastamento da realidade brasileira.

Em uma tese de doutorado defendida em junho na FGV-Eaesp, sob a orientação do colega Rafael Alcadipani, Paulo Marcelo Ferraresi Pegino analisou com lupa crítica nosso estranho modo de produzir ciência. O pesquisador aferiu a produção de 168 pesquisadores, bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), supostamente a nata da área de Administração. Os resultados são preocupantes.

Primeiro, sobra quantidade e falta qualidade. No período analisado por Pegino, cada pesquisador publicou em média um artigo por trimestre. O mais produtivo atingiu a impressionante marca de dois por mês. Por outro lado, os pesquisadores levam em média dez anos para publicar em periódico de alta qualidade.

Segundo, emergiu da pesquisa de campo uma prática heterodoxa de divisão do trabalho: os mais jovens (alunos de mestrados e doutorados) pesquisam e escrevem e os mais velhos (professores doutores), assinam. No período analisado, dois terços da produção científica dos pesquisadores foram gerados por orientados. Os orientadores aparecem como primeiros autores apenas em 16% dos trabalhos. Em suma, os textos científicos são produto de uma linha de montagem voltada para a geração em massa de artigos de baixo impacto e qualidade duvidosa.

As entrevistas realizadas por Pegino com pesquisadores e alunos de doutorados revelam o funcionamento da máquina. As diretrizes de produção vêm de Brasília e são desdobradas em cada unidade industrial. Nas fábricas, os capatazes põem seus servos a trabalhar. Trechos das entrevistas revelam uma dura realidade: a pressão permanente por produção e a reação de professores e estudantes. O mercado é muito competitivo e pouco seletivo, mais importa a quantidade que a qualidade. Os mais velhos respondem como podem ao sistema, frequentemente empregando artifícios criativos para atender às metas de produção. Os mais jovens se submetem. Quem não produz é condenado ao desterro. Alguns pesquisadores se esmeram na adaptação, tirando o máximo rendimento de suas fábricas e de seus servos. Outros, sabe-se bem, se refugiam na nostalgia de tempos passados e empregam sofisticada retórica para defender sua zona de conforto. Aqui e acolá, surgem casos exóticos: alunos que parecem fazer trabalho de ghost-writer e doutorandos que orientam mestrandos.

A tentativa de transformar a lerda e improdutiva academia tropical em máquina do conhecimento parece ter gerado uma linha de montagem cara e anacrônica, comandada (segundo palavras dos entrevistados de Pegino) por pseudopesquisadores, orientadores fantasmas, picaretas, primas-donas e cafetões acadêmicos. Um dos pesquisadores ouvidos criticou a fixação dos colegas com o acúmulo quantitativo de publicações e a dificuldade para veicular artigos em periódicos de alta qualidade: “(É) igual ao carnaval de Salvador: o cara está muito mais preocupado em quantas ele esteve [...] do que com a qualidade da mulherada que ele pegou, entendeu? [...] só que é o seguinte, meu amigo, pra pegar baranga é um minuto de conversa, pra pegar gata tem de conversar, tem de levar”. Bonito, não? Sem comentários.

Fonte: Carta Capital.

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Bill Gates pede mais Baixas Contábeis na Petrobrás


A Petrobras pode ser obrigada a fazer uma baixa contábil adicional de até US$ 14 bilhões em seus ativos, representando o custo da inflação aplicado aos contratos firmados com o cartel de empreiteiras da Lava-Jato entre 2004 e 2012, afirmou o processo movido pela Fundação Bill & Melinda Gates e pelo fundo de investimentos WGI Emerging Markets contra a Petrobras nos Estados Unidos.

A Petrobras fez uma baixa contábil de aproximadamente US$ 2,5 bilhões no seu balanço de 2014, correspondendo à aplicação do percentual de 3% aos US$ 81,4 bilhões em contratos com o cartel de empreiteiras descoberto pela Lava-Jato entre 2004 e abril de 2012.

O percentual utilizado foi indicado pelos delatores do esquema nos depoimentos prestados às autoridades. Segundo o processo, porém, o valor dos ativos da Petrobras ainda está inflado e a companhia deve ser forçada a fazer novos ajustes. Isso porque a baixa contábil feita no balanço de 2014 não aplicou o custo da inflação no período à baixa contábil feita no balanço de 2014 não aplicou o custo da inflação no período à baixa contábil, de 17%. Dessa forma, defendem que seja feita uma nova baixa, representando a aplicação dos 17% aos US$ 81,4 bilhões dos contratos.

A ação ajuizada ontem (24/09/2015), quinta-feiram à noite contra a Petrobras pela fundação e pelo fundo de investimentos é o 16º processo individual contra a estatal nos Estados Unidos. Os processos correm no mesmo tribunal da ação coletiva, que também busca ressarcir perdas com ações da Petrobras. A estatal é acusada de violar as leis do mercado de capitais dos Estados Unidos, devido aos esquemas de corrupção que inflaram os valores dos ativos.

Além da Petrobras, a auditoria Pricewaterhouse (PwC) também está sendo processada por não ter identificado os erros nos balanços da companhia até o ano passado.

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pesquisa e Publicação Científica na Graduação


Demorei mas postei!

Este é o material utilizado no minicurso sobre Pesquisa e Publicação Científica na Graduação, que ministrei na última terça-feira no evento de comemoração dos 55 Anos do Curso de Ciências Contábeis da UFPB. Clique no link abaixo para fazer o download do material.


Espero que possa ser útil em suas próximas pesquisas.

Att,

Orleans Martins.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Rating de Crédito e Governança Corporativa no Brasil


Com o recente corte da nota de crédito (rating) do Brasil (e de empresas brasileiras) pela Standard and Poor's, veio à tona do cidadão brasileiro uma enxurrada de discussões acerca das agências de avaliação de risco e de ratings de empresas e países.

Tempestivamente, realizei há alguns anos um estudo com um aluno do mestrado em Administração sobre a relação desses ratings de crédito e a governança corporativa no Brasil, o qual foi recentemente publicado no último número da Revista de Gestão da USP (REGE). Abaixo exponho seu resumo e endereço para o artigo completo.

RATING DE CRÉDITO, GOVERNANÇA CORPORATIVA E DESEMPENHO DAS EMPRESAS LISTADAS NA BM&FBOVESPA

Lucyan Hendyo Max Pereira
Orleans Silva Martins

RESUMO
Este trabalho buscou analisar os efeitos das práticas de governança corporativa sobre o rating de crédito atribuído pela Moody’s às empresas abertas, não financeiras, com ações negociadas na BM&FBOVESPA no período de 2008 a 2012. A análise se apoiou nos fundamentos teóricos abordados pela Teoria da Agência (JENSEN; MECKLING, 1976), sobretudo no que diz respeito aos mecanismos de transparência e qualidade dos ativos que, como consequência, podem afetar os indicadores de desempenho e credibilidade das firmas (LARKER; TAYAN, 2011; BAKER; ANDERSON, 2010). Para atingir os objetivos de pesquisa foram utilizadas regressões do tipo Probit ordenado, tendo como variável dependente o rating de crédito das empresas e como variáveis independentes seus indicadores de governança corporativa e desempenho. Dentre os principais resultados, foi possível observar que houve uma relação positiva e significante do rating de crédito com os níveis de governança corporativa e o retorno sobre o ativo. Adicionalmente, verificou-se relação negativa entre o rating e a alavancagem das firmas. Constatou-se, ademais, que durante o apogeu da crise financeira de 2008 as empresas situadas em níveis mais elevados de governança apresentaram desempenho financeiro superior àquelas situadas em níveis mais baixos. Dentre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a ratificação das evidências existentes de que há efeito positivo da governança corporativa sobre os ratings atribuídos pela Moody’s, o que sugere que o nível de governança deve ser considerado nas análises de crédito, bem como as evidências de que melhores níveis de governança repercutiram de maneira positiva no desempenho das empresas durante uma crise financeira.
Palavras-chave: Risco; Gestão; Credibilidade.

Artigo completo: AQUI.

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Curso de Ciências Contábeis da UFPB é 4 Estrelas


Pelo segundo ano consecutivo o curso de graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é avaliado como 4 estrelas (de um máximo de 5) pelo Guia Estudante de melhores universidade do Brasil.

Parabéns a todos que fazem o curso e vamos rumo às 5 estrelas!

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Dependência da Forma do Profissional Contábil no Brasil



O "frame dependence" é um fenômeno conhecido como "dependência da forma", que tem sido estudada há algum tempo em finanças comportamentais. Na contabilidade brasileira não se verifica estudos que analisem este fenômeno. Com a recente convergência às normas internacionais de contabilidade (IFRS), os contadores no Brasil passaram a ter maior grau de julgamento sobre as operações da contabilidade e, consequentemente, estarem mais expostos à forma como as operações lhes são apresentadas, para posterior contabilização.

Nesse sentido, desenvolvi junto com a Profa. Dr. Diana Vaz de Lima (UnB) e o Prof. Dr. José Dionísio Gomes da Silva (UFRN) um estudo intitulado "Frame Dependence no comportamento do profissional contábil face à adoção dos novos padrões contábeis internacionais" que foi recentemente publicado pela revista Enfoque: Reflexão Contábil, em seu volune 34, número 2. Abaixo destaco o resumo e o link para o artigo completo.

Frame Dependence no comportamento do profissional contábil face à adoção dos novos padrões contábeis internacionais

Resumo
Este estudo teve o objetivo de analisar o comportamento do profissional contábil sob o ponto de vista da frame dependence, frente ao processo de adoção dos novos padrões contábeis internacionais. Com base na Teoria do Prospecto, que explica os vieses cognitivos e heurísticos do processo de tomada de decisão de acordo com a forma como um problema é apresentado, o que se convencionou chamar de frame dependence, foi analisado o processo de tomada de decisão de 489 profissionais contábeis registrados nos Conselhos Regionais de Contabilidade do Distrito Federal, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, no período de 20 de maio a 06 de junho de 2011, no que se refere à convergência aos padrões internacionais de Contabilidade. Seus resultados indicam que não houve indícios de dependência da forma em três dos quatro princípios da frame dependence, que são a aversão à perda, a aversão ao arrependimento e a ilusão monetária. Por outro lado, os respondentes apresentaram dependência da forma em relação ao princípio da mental accounting. Ainda, como principais contribuições deste estudo, notou-se que os profissionais mais jovens são mais independentes, que os Técnicos em Contabilidade são mais dependentes que os Contadores e que o gênero não influenciou nessa relação de dependência.

Palavras-chave: Contabilidade Comportamental. Dependência da Forma. Contador.

Artigo completo: AQUI.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Vagas para Mestrado e Doutorado em Contabilidade



Já estão disponíveis os Editais do Processo Seletivo 2016 do PPGCC/UFPB para os seus cursos de Mestrado Acadêmico e de Doutorado. 

As inscrições estarão abertas entre 02/10 e 16/10/2015. 

Estão sendo oferecidas até 16 (dezesseis) vagas para o Mestrado e até 9 (nove) vagas para o Doutorado. 

Mais informações podem ser obtidas nos Editais, que estão disponíveis no site do PPGCC (aqui), na aba Processo Seletivo/2016, ou na Secretaria do Programa.

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Novo Número da RECFin (v. 3, n. 2, 2015)


A RECFin acaba de publicar seu último número, o segundo de 2015. A seguir são listados os artigos desse número, e todos os artigos podem ser acessados aqui.

v. 3, n. 2 (2015)
Sumário
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Editorial (1-3)
Orleans Silva Martins
Seção Nacional
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Relação entre Níveis de Governança, Política de Dividendos, Endividamento e Valor das Empresas Brasileiras (4-26)
Vagner Antônio Marques, Rosilaine Francisca Campos Alves, Hudson Fernandes Amaral, Antônio Artur de Souza

Divulgação de Informações por meio da Internet: Serão as Redes Sociais Capazes de Reduzir a Assimetria Informacional entre Empresas e Investidores? (27-41)
Marcelo Paulo de Arruda, Raíssa Aglé Moura de Sousa, Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, Edilson Paulo

Um Estudo sobre a Governança Corporativa e o Nível de Atendimento aos Critérios de Evidenciação do Ajuste a Valor Presente em Empresas de Construção e Transporte (42-59)
Juliana Gonçalves de Araújo, Rodrigo Vicente dos Prazeres, João Gabriel Nascimento de Araújo, Umbelina Cravo Teixeira Lagioia, Mayke Douglas Xavier de Lima

Evidenciação das Informações Ambientais das Empresas do Setor de Energia Elétrica do Brasil (60-72)
José Ribamar Marques de Carvalho, Janayna Rodrigues de Morais Luz, Francineide Eleotério Pereira

Controladoria no Setor Público: Uma Comparação entre as Leis de Criação em Quatro dos Maiores Municípios de Rondônia e a Literatura (73-87)
Nelcilene dos Reis da Silva, Alexandre de Freitas Carneiro, Elder Gomes Ramos

Proposta de um Mapa Estratégico para uma Universidade Pública (88-103)
Vinicius Abilio Martins

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

55 anos do Curso de Ciências Contábeis da UFPB


É com grande satisfação que parabenizo o Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba, do qual faço parte como docente, que completa nesta data 55 anos de sua fundação. 

Ao longo dessas cinco décadas e meia contribuiu valorosamente à sociedade brasileira com a formação de profissionais contábeis de alto nível. 

Parabéns a todos que fazem ou já fizeram parte dessa história, sejam professores, alunos, servidores ou aqueles que já puderam contribuir com seu legado de alguma forma.

Orleans Silva Martins
Professor do Departamento de Finanças e Contabilidade da UFPB

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lucro Inflado Derruba CEO da Toshiba


Tanaka, ex-Toshiba: "A maior erosão da imagem de nossa marca em 140 anos"

O CEO da Toshiba renunciou ontem ao cargo depois de uma investigação independente ter concluído que a empresa inflou os lucros, no que vem sendo considerado um dos maiores escândalos contábeis da história do Japão.

A Toshiba sofreu "o que poderia ser a maior erosão da imagem de nossa marca em nossos 140 anos de história", disse Hisao Tanaka, depois de fazer uma reverência de pesar, ficando 15 segundos curvado, durante concorrida entrevista a jornalistas ontem, em Tóquio.

O incidente é o maior golpe à reputação de uma empresa no Japão desde o escândalo da Olympus em 2011, quando se descobriu que a firma de tecnologia havia encoberto perdas de até US$ 1,7 bilhão que vinham desde o início dos anos 90.

O presidente do conselho de administração da Toshiba, Masashi Muromachi, vai assumir como CEO interino enquanto o grupo reestrutura sua governança. A Toshiba anunciou que estuda indicar diretores externos para mais da metade dos assentos de seu conselho de administração.

A renúncia de Tanaka chega um dia depois de uma comissão de advogados e contadores externos ter divulgado informe no qual se detalha uma tentativa "sistemática" e "deliberada" de inflar os números dos lucros do conglomerado. Eles descreveram uma cultura empresarial em que funcionários tinham medo de falar contra a chefia quando eram pressionados a seguir metas irreais de lucros.

De acordo com a comissão, Tanaka, na Toshiba há 40 anos, e o vice-presidente
do conselho, Norio Sasaki, que também renunciou ontem, sabiam que os lucros eram superestimados e não tomaram ações para acabar com a contabilidade inadequada. Tanaka negou ter instruído subordinados a fraudar os livros, mas disse que recebe com seriedade as conclusões da comissão. "Senti a necessidade de promover uma grande remodelação em nossa equipe administrativa para erigir nossa empresa novamente", disse Tanaka.

A Toshiba, que atua em áreas como as de computadores portáteis, chips de memória e reatores nucleares, terá de revisar em 152 bilhões de ienes (US$ 1,2 bilhão) seus lucros antes dos impostos relativos a sete anos a partir de 2008. A isso se somam os 4,4 bilhões de ienes de lucros inflados estimados pela própria Toshiba para o período de sete anos incluindo os três trimestres do ano fiscal de 2014.

Os 152 bilhões de ienes representam quase 30% do lucro total antes dos impostos do período. Não ficou claro que tipo de baixas contábeis ou perdas adicionais a empresa terá de declarar como resultado da revisão dos lucros. O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, disse que o escândalo evidencia a necessidade de uma reforma da governança corporativa no país. "Poderíamos perder a confiança nos mercados japoneses e na Bolsa de Valores de Tóquio a menos que uma genuína governança corporativa esteja em vigor", disse.

O informe, de 294 páginas, relata que a cultura da Toshiba de exercer pressão para que os funcionários seguissem altas metas de lucro de curto prazo estendeu-se durante o mandato de três CEOs. Vinha desde a época de Atsutoshi Nishida, que chefiou a empresa entre 2005 e 2009 e que continua como assessor na empresa. Nishida vai renunciar ao cargo.

Um exemplo das pressões, revelado pela comissão, foi um encontro em dezembro de 2008, anterior ao anúncio dos resultados do terceiro trimestre fiscal. Na reunião, foi comunicado que se previa prejuízo operacional de 18,4 bilhões de ienes. Nishida, então, disse: "O número é tão embaraçoso que não podemos anunciá-lo em janeiro próximo". A empresa inflou o resultado para transformálo
em lucro de 500 milhões de ienes.

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasil: País de Banqueiros? Será?


Recentemente o Portal Exame publicou reportagem que relata que o HSBC se junta a um "cemitério" de banco estrangeiros. Em 2002 possuíamos 8. Em breve, teremos apenas 2. Por mais que os extremistas de esquerda achem isso bom, significa que nosso mercado financeiro está ficando mais concentrado, sem recurso externo e mais dependente da economia nacional. O que será que se passa? Por que bancos em um ambiente "supostamente" muito favorável a altos lucros estão se desinteressando pelo Brasil? Abaixo alguns trechos da reportagem.

HSBC se une a Citigroup no cemitério de bancos estrangeiros

O HSBC Holdings Plc se tornou esta semana o terceiro banco de varejo estrangeiro a abandonar ou reduzir suas operações no Brasil nos últimos dois anos. Com isso, apenas dois bancos de fora do país vão manter negócios de varejo por aqui.

O Citigroup Inc. vendeu sua financeira e operadora de cartões de crédito há dois anos. Já o Société Générale SA decidiu encerrar a operação de varejo em fevereiro.

Nas duas últimas décadas, também desistiram do varejo no país o Bank of America Corp., dos EUA, o espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria SA, o italiano Intesa Sanpaolo SA e o francês Crédit Lyonnais SA.

O Brasil, o quinto país do mundo em extensão geográfica, é um mercado difícil para os bancos de varejo que tentam entrar ou se expandir aqui.

Eles têm que enfrentar a concorrência do maior banco da América Latina em valor de mercado, o Itaú Unibanco Holding SA, e o maior da região em ativos, o Banco do Brasil SA.

Ao mesmo tempo que nos últimos anos perdeu oportunidades para comprar rivais menores no país, lá fora o HSBC ainda enfrentou as novas exigências de capital adotadas depois da crise financeira global de 2008.

“Para se manter em uma economia com a nossa, com as dimensões que temos, tem que ter crescimento geográfico”, disse Henrique Kleine, analista-chefe de ações da corretora Magliano SA em São Paulo, em entrevista por telefone, na terça-feira.

“O HSBC perdeu a oportunidade de ganhar uma escala maior. O HSBC não tem mais condições de crescer aqui”. HSBC preferiu não comentar a decisão sobre a venda da operação no Brasil.

Restam dois

O Brasil contava com pelo menos oito bancos estrangeiros atuando no varejo no fim de 2002. Com a venda do HSBC, haverá dois: o Banco Santander Brasil SA, uma unidade do maior banco da Espanha, e o Citigroup, de Nova York, que manteve sua unidade Citibank no país após vender a Credicard.

A maior parte das empresas deixou o país após uma onda de aquisições que somou US$ 91,3 bilhões desde dezembro de 2002, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O Itaú, o Banco Bradesco SA e o Banco do Brasil foram os compradores mais ativos no período, respondendo por cerca de metade das transações.

O HSBC investiu US$ 951 milhões no período, incluindo a aquisição por US$ 815 milhões da financeira do Lloyds TSB Group Plc, a Losango, em 2003.

O banco chegou a contratar o JPMorgan Chase Co. em 2011 para vender a Losango, mas não encontrou um comprador.

O investimento do HSBC contrasta com os US$ 27,9 bilhões que o Itaú gastou no período. Só a compra da União de Bancos Brasileiros SA, ou Unibanco, custou US$ 12,5 bilhões em 2008.

Regras de capital

Enquanto os bancos brasileiros cresciam, os estrangeiros foram atingidos pela crise financeira global e por exigências regulatórias e de capital mais rígidas, disse Alexandre Nobre, fundador da RCB Investimentos, uma firma com sede em São Paulo especializada na compra de carteiras de crédito.

A participação dos bancos estrangeiros no mercado de crédito de R$ 3,1 trilhões do Brasil caiu para 14,5 por cento em abril, contra 22 por cento em março de 2007, segundo dados do Banco Central.

"É preciso ter escala para estar no brasil, comendo todas as eficiências que poderia ter a partir das aquisições,'' disse Nobre em uma entrevista por telefone na terça.

"O nível de regulação, o nível de exigência regulamentar dos bancos tornou mais dificil operar de forma global''.

O HSBC disse esta semana que tentará vender a divisão de varejo no Brasil após ser multado por manipulação do mercado de câmbio e se envolver em um escândalo de lavagem de dinheiro ligado a contas na Suíça.

O banco também planeja vender a operação na Turquia e eliminar até 25.000 empregos.

Clientes corporativos

Apesar de ter colocado à venda a unidade brasileira, que teve um prejuízo líquido de R$ 549,1 milhões no ano passado, o banco disse que manterá presença no país para atender clientes corporativos de grande porte.

O Bradesco provavelmente comprará a unidade do HSBC por US$ 3,2 bilhões a US$ 4 bilhões, disseram fontes com conhecimento direto do assunto esta semana.

O Bradesco e o HSBC não quiseram comentar o assunto.

O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria também está interessado em comprar as unidades do HSBC no Brasil e na Turquia, informou o jornal El Financiero, da Cidade do México, na quarta-feira.

Fonte: Portal Exame.

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estrutura de Propriedade e Assimetria de Informação


Fui publicado na Revista Ambiente Contábil (Volume 7, Número 2) o resultado da pesquisa de iniciação científica da Thamirys de Sousa Correia, sob minha orientação, que trata da relação da estrutura de propriedade e controle das empresas abertas brasileiras com a assimetria de informação na negociação de suas ações. A seguir apresenta-se o resumo do trabalho e o link para acesso ao trabalho completo.

ESTRUTURA DE PROPRIEDADE E CONTROLE E ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO NO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO
Thamirys de Sousa Correia, Orleans Silva Martins

Resumo

Esta pesquisa teve o objetivo de investigar a relação existente entre a estrutura de propriedade e controle das empresas e a assimetria da informação existente nas negociações de suas ações. Para isso, apoiou-se em um referencial acerca da Teoria da Agência, reportando as principais evidências da literatura de estrutura de propriedade e assimetria de informação. Foram analisados os dados das empresas listadas na BM&FBOVESPA entre 2008 a 2013, por meio de modelos de regressão Tobit, sendo possível observar evidências distintas para empresas que possuíam American Depository Receipt (ADR) ou estavam no segmento Novo Mercado de governança corporativa e para as demais empresas. Para o primeiro grupo, verificou-se que a concentração de propriedade e controle apresentou relação positiva com a assimetria, considerando as proxies retorno anormal, volatilidade e beta. Essas evidências são ainda mais fortes com relação à concentração de controle, indicando que a assimetria poderia ser reduzida por meio da pulverização de ações. Por outro lado, entre as empresas sem ADR ou fora desse segmento, a concentração de propriedade e controle tendeu a reduzir a assimetria. Assim, como principal contribuição se destaca tal evidência, pois revela que a concentração de ações tem efeito diferente sobre a assimetria, conforme características da empresa.

Palavras-chave: Governança Corporativa; Estrutura de Controle; Assimetria de Informação. 

Texto completo:

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aécio e os "Contabilistas"


No último dia 20 o senador Aécio Neves, em crítica ao ajuste fiscal do atual governo, fez uma colocação no mínimo descabida, desnecessária e desrespeitosa à profissão contábil. Mandou mal em senador?! Em resposta, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) emitiu uma Nota de Desagravo, a qual é reproduzida a seguir.

Nota de desagravo do CFC sobre o pronunciamento do senador Aécio Neves
O Conselho Federal de Contabilidade, nesta nota representando os 27 Conselhos Regionais de Contabilidade e os 510 mil Profissionais da Contabilidade do Brasil, vem a público discordar das referências aos “contabilistas” feitas pelo senador Aécio Neves, em pronunciamento criticando o Ajuste Fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy, do dia 20 de maio, conforme matéria publica no Jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-chama-ajuste-fiscal-de-joaquim-levy-de-contabilista-16217897).
   Segundo a notícia, o senador disse que o pacote do ministro da Fazenda “é extremamente rudimentar, de um contabilista, que se baseia só na questão fiscal e esquece que as pessoas se levantam todos os dias e precisam comer e ir trabalhar”.
   Quando associa o termo “rudimentar” ao “Contabilista”, o Senador demonstra total desconhecimento da profissão contábil exercida atualmente no Brasil. Há muito tempo os nossos Contabilistas deixaram de ser vistos como meros cumpridores das normas do Fisco. A Contabilidade que se pratica no território Nacional encontra-se em sintonia com as normas internacionais. Com o nosso Profissional Contábil marcando presença nos fóruns mais avançados das Nações desenvolvidas.
   Nos últimos anos o Sistema CFC/CRCs tem desenvolvido um profícuo trabalho, em parceria com Instituições Governamentais e com o meio acadêmico, exatamente, para dotar a Contabilidade Pública da racionalidade e transparência que a Sociedade Brasileira exige. É, pois, de suma importância que os homens públicos do nosso País se atualizem – por isso, é oportuno esclarecer! – que a Contabilidade é uma Ciência Social com vastos recursos de controle e informação, indispensáveis à gestão pública e privada, possuindo uma responsabilidade evidente na proteção da Sociedade.
   Diante do exposto, o Conselho Federal de Contabilidade lamenta a visão distorcida e a forma equivocada com o que o senador se referiu aos profissionais da Contabilidade.

Contador José Martonio Alves Coelho
Presidente do Conselho Federal de Contabilidade

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

SINAFC - Simpósio Nacional para Futuros Contadores


Esse congresso tem o objetivo de reunir grandes profissionais do mercado contábil e seus segmentos para dividir com vocês suas experiências e perspectiva do mercado.

É um evento 100% online e gratuito para impactar o maior número de pessoas e ajudar os Contadores a entenderem melhor o mercado contábil, a escolherem e conseguirem planejar suas carreiras.

"Descubra o verdadeiro potencial do mercado contábil e assuma o controle da sua carreira".

Outras informações:

1. Para cada palestra assistida vai ser enviado certificado após o termino do evento, que servirá como horas complementares;
2. Para incentivar os inscritos a ajudarem na divulgar do evento, haverá um sistema de bônus, em que cada pessoa se cadastra no link abaixo e divulga com um link especial e recebe o bônus (Link).
3. O congresso possui duas vertentes: Grátis e Pago. Na semana do evento serão 100% gratuitas todas as palestras, mas, depois do evento, serão oferecidos pacotes para quem quiser reassistir as palestras e aproveitar os bônus. 

Mais informações: www.sinafc.com.br

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Junta Comercial Exige Publicação de Balanço de Limitadas


A Junta Comercial de São Paulo passou a exigir, no fim de março, que as empresas limitadas de grande porte publiquem seus balanços em jornais oficiais (no caso, o Diário Oficial do Estado de São Paulo) e também em jornais de grande circulação da cidade-sede das companhias. Caso os números não sejam devidamente publicados, as empresas não conseguem registrar seus balanços no órgão. Antes, a obrigação era restrita às sociedades anônimas (SAs). 

A discussão sobre a publicação dos balanços das limitadas é antiga. Segundo o advogado Sergio Marangoni, do escritório Salusse Marangoni Advogados, o debate começou em 2007. Originalmente, a Lei 11.638/2007, que estabeleceu o critério para empresas de grande porte – definidas como negócios de ativos superiores a R$ 240 milhões ou receita bruta acima de R$ 300 milhões – previa a publicação do balanço das empresas limitadas. No entanto, segundo o advogado, essa parte do texto foi retirada da lei, após forte lobby de parte do mercado. 

Em vários outros aspectos, explica o especialista, as limitadas ficaram sujeitas a regras que já eram comuns às sociedades anônimas desde a Lei 6404/76. Entre essas obrigações estão a auditoria do balanço. Mas a questão da publicação ou não do balanço não está expressa no texto. No entanto, a Associação Brasileira da Imprensa Oficial (Abio) entrou com uma ação pedindo a publicação dos resultados também pelas limitadas. 

Em março de 2010, o processo recebeu uma sentença favorável da 25.ª Vara Federal de São Paulo. A União (por meio do extinto Departamento Nacional de Registro do Comércio ) impetrou um recurso no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, que ainda não foi julgado. 

Escopo

A decisão da Junta Comercial de São Paulo, publicada em 25 de março, não só acatou a decisão de primeira instância da Justiça Federal de São Paulo, como ampliou seu escopo. A deliberação inclui também a publicação em jornais de grande circulação. Embora acredite que a decisão da Junta Comercial possa ser contestada na Justiça – já que a obrigação não está expressa na legislação –, Marangoni afirma que, por enquanto, as empresas estão optando pela publicação do balanço. “Até agora, dois dos meus clientes já optaram por publicar.” A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que ainda “está analisando a legalidade da deliberação” da Junta Comercial, uma vez que a matéria ainda é passível de recursos judiciais.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

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Inflação, o Inimigo Comum do Brasil e da Rússia


Anos de desilusão econômica colocaram Brasil e Rússia em rota de colisão com um velho inimigo: a inflação.

Em 2001, os dois países foram incluídos, juntamente com Índia e China, num bloco batizado de “BRICs”, a famosa sigla criada por Jim O’Neill, ex-economista do banco Goldman Sachs, GS +0.57%  para um grupo de novas potências econômicas. Passados 14 anos e diversas políticas equivocadas, há hoje muito menos otimismo em relação aos BRICs, principalmente no Brasil e na Rússia.

O equívoco mais recente foi o corte de 1,5 ponto percentual que a Rússia fez, na semana passada, em sua taxa referencial de juros de recompra, para 12% ao ano, basicamente um convite para que os preços ao consumidor, já em alta, acelerem ainda mais. No caso do Brasil, mais escolado no longo processo de lidar com os danos que uma inflação arraigada podem causar, o banco central voltou a elevar a taxa Selic, para 13,25% ao ano, estrangulando ainda mais o crescimento.

Nada disso é exatamente uma surpresa para os que acompanham o mercado doméstico dos dois países. O Brasil vem se debatendo com um déficit em conta corrente persistente, o que torna o financiamento da dívida externa vulnerável à queda do real. A Rússia está mais preocupada com a fuga de capital, principalmente de cidadãos russos atingidos por sanções ocidentais e pela queda nos preços do petróleo.

Os governos da Rússia e do Brasil precisam agir para inspirar confiança em seus cidadãos e nos investidores estrangeiros, caso queiram sustentar um crescimento econômico de longo prazo. Essa perspectiva pode ser comprometida se os dois países permitirem uma escalada da inflação para obter crescimento no curto prazo.

Enquanto o resto do mundo se vê às voltas com a deflação, o índice de preços ao consumidor do Brasil subiu 8,13% em março na comparação anual, acima do limite de 6,5% estabelecido pelo BC. E expectativas embutidas de inflação têm gerado um ciclo de aumentos preventivos de preços. Parte da culpa é das políticas de estímulo passadas. O governo interveio para enfraquecer o real, manteve o déficit fiscal em face de uma demanda superaquecida e os bancos estatais injetaram um imenso volume de crédito subsidiado em grandes empresas com pouca transparência.

Esse estímulo desenfreado forçou o BC a dobrar seus esforços na luta contra a inflação. As políticas também criaram distorções: qualquer empresa excluída das benesses do Estado tem que captar recursos a juros baseados na referência da Selic.

Agora que o governo de Dilma Rousseff enfrenta a resistência do Congresso para controlar os excessos fiscais, o BC é obrigado a apertar ainda mais sua política monetária, num momento de queda acentuada nos preços das principais commodities de exportação do país. O resultado é a ameaça de outra contração econômica, depois de quase quatro anos de crescimento anual médio abaixo de 1%.

“Não há nada mágico nisso: eles só têm que recuar e desfazer tudo que fizeram nos últimos quatro anos”, diz Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina. “É um ajuste de vários anos [...] não dá para consertar as coisas da noite para o dia.”

A Rússia está, agora, cometendo os mesmos erros. Embora o banco central afirme que os cortes de juros sejam meramente uma política de emergência introduzida no fim do ano, ele está essencialmente apostando que o crescimento de curto prazo pode ter prioridade em relação à inflação. O contexto é que, em dezembro, quando o rublo estava em queda livre, a taxa de recompra foi elevada para 17% para conter a fuga de capital deflagrada pelo colapso do preço do petróleo e pelas sanções econômicas impostas a Moscou pelos Estados Unidos e a Europa por conta do conflito militar na Ucrânia.

Agora que a moeda russa está subindo novamente à medida que os preços do petróleo vivem uma pequena recuperação, tanto o banco central quanto o governo estão afirmando que a crise acabou, que é hora de cortar os juros e que o rublo deve cair para restaurar a competitividade das exportações. O que está sendo ignorado é a inflação, que subiu todo mês desde março de 2014, indo de 6,9% ao ano para 16,9% em março deste ano.

“A Rússia nunca se importou com a inflação; eles só se importam com crescimento”, diz Timothy Ash, diretor de pesquisa de mercados emergentes do Standard Bank, em Londres. Mas “o banco central está mais politizado hoje do que nunca. Eles estão, basicamente, fazendo o que o governo quer que eles façam”.

Um banco central mais independente poderia ver tendências de preço com mais preocupação. As sanções reprimiram o fornecimento de mercadorias, elevando os preços. E, embora o rublo tenha se recuperado este ano, a moeda ainda está 35% abaixo do nível de dez meses atrás, o que encarece as importações.

Enquanto isso, o petróleo barato — que, apesar de ter subido 29% desde janeiro, ainda está quase 65% abaixo de seu pico de 2014 — está corroendo os lucros da indústria do petróleo, vital para o país. O resultado é a estagflação, um estado de alto desemprego, baixo crescimento e inflação persistente. É um atentado à confiança daqueles que controlam o capital na Rússia e requer políticas mais rigorosas.

Graças ao controle do poder, o presidente russo Vladimir Putin pode ser mais resistente que Dilma à baixa popularidade nas pesquisas. Mas não é mais capaz que ela de contrariar as leis da economia, um fato que acabará sendo revelado aos investidores que se atreverem a apostar na Rússia.

Fonte: The Wall street Journal.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Inflação de março é a maior dos últimos 20 anos! Acumulada chegou a 8,13%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,32% em março, após alta de 1,22% em fevereiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março do ano passado, o índice avançou 0,92%.

É o maior IPCA para todos os meses desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, além de ser a taxa mais elevada para meses de março desde 1995, quando subiu 1,55%. Com o resultado, o índice oficial de inflação do país acumulou alta de 3,83% no ano a maior para um primeiro trimestre desde 2003 e de 8,13% em 12 meses, a maior alta nesta comparação desde dezembro de 2003, quando subiu 9,30%.

O IPCA de março ficou abaixo da média de 1,38% estimada por 20 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. O intervalo das estimativas foi de 1,30% a 1,45%.

Energia elétrica

Mais da metade da alta do IPCA de março ficou na conta da energia elétrica, cujo aumento médio de 22,08% gerou inflação de 0,71 ponto percentual, o que representou 53,79% do IPCA de 1,32%. Com a entrada em vigor, a partir de 2 de março, da revisão das tarifas aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ocorreram aumentos extras, fora do reajuste anual, para cobrir custos das concessionárias com a compra de energia. Na mesma data, houve reajuste de 83,33% sobre o valor da bandeira tarifária vigente, a vermelha, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50.

Enquanto os preços administrados continuaram ganhando fôlego em março, os serviços já estão em nível abaixo da inflação geral. Na passagem de fevereiro para o mês passado, os itens monitorados por contrato avançaram de 2,37% para 3,37%, segundo cálculos do IBGE. Já a alta do grupo que reúne preços como aluguel, cabeleireiro e empregada doméstica diminuiu de 1,07% para 0,58%.

O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Brasília, e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.

A maior alta do IPCA ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre, que apresentou aumento de 1,81% no mês. Campo Grande (1,79%), Curitiba (1,69%), Fortaleza (1,57%) e Belo Horizonte (1,48%) são as outras cinco regiões
metropolitanas com os maiores índices. No caso de Porto Alegre, a conta de luz exerceu grande pressão, subindo 27,21% o ônibus urbano também contribuiu para a alta da taxa (7,97%).

No Rio de Janeiro, a variação refletiu também o reajuste anual de 34,91% em uma das concessionárias de energia. A região metropolitana teve inflação de 1,35% no mês de março. Em São Paulo, o IPCA também acelerou de fevereiro para março, somando alta de 1,31%. No primeiro trimestre deste ano, a inflação na Grande São Paulo chega a 4,12%, segundo o IBGE. No acumulado do ano o índice bate em 7,83%.

Os menores índices foram os de Recife (0,56%) e Belém (0,58%). Na região pernambucana, o reajuste da energia elétrica foi o menor registrado entre todas as regiões, o que evitou uma forte elevação do índice. Já na região metropolitana do Pará, os alimentos consumidos em casa ficaram em 0,17%, bem abaixo da média nacional de 1,17%, o que também segurou o IPCA.

Baixa renda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 1,51% em março, depois da alta de 1,16% em fevereiro. Em março de 2014, o indicador teve alta de 0,82%. No acumulado do ano, o INPC subiu 4,21% e, em 12 meses até março, teve alta de 8,42%, indicando avanço em relação aos 12 meses encerrados em fevereiro, quando ficou em 7,68%. 

O INPC abrange as famílias com renda entre um e cinco salários mínimos mensais, que vivem nas mesmas regiões pesquisadas para o IPCA.

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

Contabilidade para Médicos e Profissionais de Saúde


Hoje, no Brasil, há cerca de 400 mil médicos, segundo registros do Conselho Federal de Medicina – CFM. Nos últimos 42 anos, o total desses profissionais cresceu 557,7% enquanto que a população geral aumentou 101,8%. Como diz o Juramento de Hipócrates, feito nas cerimônias de formatura, “os deveres que o médico deve ter para com o professor e para com a profissão são: a integridade da vida, a assistência aos doentes e o desprezo pela sua própria pessoa”. Por isso, diferentemente de outras áreas, medicina é questão de vocação, já que o inquietante compromisso pela vida do paciente que, sem auxílio, pode encontrar a morte, não é para qualquer um.

Como se não bastasse os desafios do dia a dia, os médicos têm de estar acostumados a lidar com longas jornadas de trabalho, plantões de fim de semana, consultas e atualizações de prontuários. A esses desgastes, juntam-se as preocupações com o controle pessoal e financeiro, pagamento de impostos e muitas outras obrigações empresariais, contábeis e tributárias, sobretudo para quem tem seu próprio consultório.

Não é a toa que, devido ao emaranhado da legislação fiscal brasileira e da enorme carga tributária que recaem sobre um consultório médico, é recomendável que o profissional da saúde tome alguns cuidados, de preferência antes de abrir a empresa. Ele tem que ter em mente que para acompanhar as leis é fundamental investir em pessoas responsáveis para fazer o devido cálculo dos tributos. Não basta um curso rápido, pois a intensividade das mudanças nos decretos, normas e instruções normativas exige o acompanhamento periódico e diário dos impactos legislativos sobre esse serviço.

Na opinião do contador Leandro Markus, da MG Soluções Contábeis, na maioria das vezes, os médicos empreendedores não utilizam a Contabilidade de forma estratégica e sim de forma receptiva. “Por isso é importante à contratação de um profissional da Contabilidade para auxiliá-lo, tanto no que diz respeito à economia tributária quanto no controle da contabilidade geral, evitando dores de cabeça com o fisco”.

A mesma opinião divide o também contador Julio Mocarzel, da Mocarzel Assessoria Contábil, que garante: “As vantagens em se contratar um profissional da Contabilidade especializado na área médica são inúmeras, entre elas, destaque para a segurança nas informações fornecidas e o planejamento fiscal adequado. Além disso, por ser um especialista, é comum que o contador já tenha sólido conhecimento das obrigações que necessitam ser realizadas”.

Pessoa Física x Pessoa Jurídica

Mocarzel afirma que, por causa da alta carga tributária, muitos médicos o questionam se é melhor ser autônomo ou pessoa jurídica: “Esta é uma comparação é muito debatida, pois quando autônomo a carga tributária é bem maior do que como pessoa jurídica. Como autônomo, em média, a carga tributária é de 27,50% conforme tabela progressiva do Imposto de Renda - IR, além do INSS de 11%. Agora como empresa, em média, a carga tributária é de 13,33%”.

Sabendo da alta e complexa carga tributária para a área médica, o contador Luiz Henrique Zonato, da Múltipla Contabilidade para Área da Saúde, propõe algumas ponderações, destacando, primeiramente, que cada médico que tem o próprio consultório, tem duas “pessoas”: Pessoa Física e Pessoa Jurídica. “Portanto, todos os médicos que trabalham com convênios e particulares têm de elaborar o Livro Caixa com todas as despesas que o mesmo tem no consultório mensalmente para exercer a atividade profissional. Se o valor da receita for muito superior ao valor do Livro Caixa (despesas) deve-se ter uma Pessoa Jurídica”.

Diante deste fato, outra indagação muito comum é: há possibilidades de reduzir os custos dos médicos e clínicas médicas? Zonato garante que os custos poderão ser deduzidos na elaboração do Livro Caixa, como pessoa física. “Na Pessoa Jurídica, como a maioria das empresas da área da saúde são pelo regime de tributação do Lucro Presumido, não se pode deduzir nenhum valor para cálculo dos impostos”.

Regime

No segmento médico, qual regime tributário é mais vantajoso: Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido? No parecer de Zonato, para os profissionais da Saúde sempre foi mais vantajosa à tributação pelo Lucro Presumido. Ele menciona ainda que o governo abriu a oportunidade de adesão ao Simples Nacional, mas a alíquota inicial é muito maior do que se pago no momento, “já que tem início em 16% e vai até 22%, contra 11% que pode ser pago tendo Imposto sobre Serviços – ISS fixo, ou 16% com o ISS fixo normal em tributação variável. A única exceção é para os fisioterapeutas que ganharam a opção de começar na alíquota de 4%”, garante.

Para Markus e Mocarzel, escolher o regime tributário adequado despende muito da estrutura da empresa. Por isso, é importante contar com um profissional especializado, que ainda auxiliará o médico com as complexidades da legislação brasileira. 

Fonte: Revista Dedução.

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segunda-feira, 23 de março de 2015

1ª Olimpíada de Contabilidade da UFPB


O Departamento de Finanças e Contabilidade da UFPB está organizando a sua I Olimpíada Interna de Contabilidade. Essa Olimpíada será realizada anualmente e tem como objetivo colocar os alunos do Curso de Ciências Contábeis em uma disputa de conhecimentos contábeis, de modo que se possa estimular ainda mais a pesquisa na área contábil, com uma metodologia diferente daquela utilizada normalmente em sala de aula.

Os 5 primeiros colocados receberão prêmios e serão classificados para representar a UFPB na I Olimpíada Brasileira de Contabilidade, que está prevista para ocorrer em maio de 2015. A premiação na etapa nacional ocorrerá em Brasília.

Para maiores informações, os interessados deverão acessar o edital. As inscrições poderão ser realizadas presencialmente com os membros da equipe (alunos do 2º período do curso de Contabilidade) ou pela internet

Outras informações também poderão ser obtidas por meio da Fanpage do Facebook ou por email com o Coordenador da Olimpíada (luizfelipe@ccsa.ufpb.br).

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Bem vindo ao 2015.1


Prezados alunos de Contabilidade 3, sejam bem vindos ao período 2015.1!

Na aba da disciplina já estão disponíveis o programa e o plano de ensino de nossa disciplina. Lá consta o planejamento de nossas aulas, com datas previstas para a exploração da ementa da disciplina e para a realização das provas. Consultem os arquivos.

Até breve!

Orleans Martins

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Como Evitar a Malha Fina da Receita Federal no IR 2015


Após sucessivas consultas de amigos e alunos a respeito deste tema, decidi compartilhar com você esta reportagem que traz relevantes informações acerca do imposto de renda. Algumas dicas são simples e os farão evitar problemas!

Reportagem

Sonegação de impostos devidos ao Fisco não é o único motivo que pode levar os cerca de 27,5 milhões de contribuintes aptos a declarar o Imposto de Renda em 2015 para a malha fina da Receita Federal. Erros de preenchimento na declaração anual são comuns e também obrigam o contribuinte a prestar contas ao Leão. De acordo com dados disponibilizados pelo órgão, os erros mais corriqueiros são os lançamentos de valores nas fichas de “Rendimentos Tributáveis” diferentes daqueles declarados nos informes de rendimento fornecidos pelas fontes pagadoras. Em 2014, por exemplo, 937 mil contribuintes ficaram retidos por erros ou alguma divergência de informação. 

Ainda segundo o Fisco, a omissão de rendimentos — aluguéis, por exemplo — e a falta de informações de dependentes e de seus rendimentos estão entre as principais causas para a inclusão na malha fina. Um número cada vez maior de contribuintes nessa situação está no cruzamento mais detalhado feito pela Receita com diversas fontes de dados, como cartórios, imobiliárias, fontes pagadoras, bancos, administradoras de cartões de crédito e fiscos estaduais. 
Para evitar prestação de contas mais complexa ao Leão após a entrega, o importante é se organizar. De acordo com o diretor da Direto Contabilidade Gestão e Consultoria, Silvinei Toffanin, é preciso ficar atento aos gastos mais comuns. “Dados sobre empregados domésticos, aluguel, despesas com saúde, educação, investimentos e aplicações são imprescindíveis e merecem atenção. Por isso, é preciso organizar tudo, especialmente os informes de rendimentos”, diz. 

Para evitar a malha fina do Leão, a dica é providenciar todos os documentos para preencher o formulário. Os mais importantes e que precisam estar em dia são: CPF, título de eleitor, comprovante de endereço e cartão do banco para informar o número da agência e da conta para restituição.

Para saber se há inconsistências na declaração e se está incluído na malha fina, ou seja, se teve o IR retido para verificações, o contribuinte deve acessar, a partir de 30 de abril, o extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2015, disponível no portal e-CAC da Receita Federal. Para entrar na página, é necessário utilizar um código de acesso gerado na própria página da Receita ou certificado digital. 

Caso a declaração esteja retida pelo Fisco, é possível corrigir os erros em uma declaração retificadora. O procedimento para criar esta “correção” é o mesmo que o de uma declaração comum, com a diferença que no campo “Identificação do Contribuinte” deve ser informado que a declaração é retificadora, ou seja, para corrigir eventuais inconsistências. “É fundamental possuir o número do recibo de entrega do ano anterior para fazer o processo. A entrega da retificadora pode ser feita pela internet, pelo mesmo sistema para o envio do primeiro formulário”, explica Toffanin. 

Os contribuintes têm até 30 de abril para entregar a declaração ao Fisco. A multa para quem não enviar o documento no prazo estipulado pela Receita é de R$ 165,74 ou até 20% do imposto devido. Além disso, vale destacar que o contribuinte que entrega primeiro tem prioridade para receber a restituição, caso tenha direito.

Para a declaração, a Receita permite ao contribuinte escolher entre dois formulários: o simples ou o completo. A diferença entre os dois está no abatimento sobre os rendimentos tributáveis, como salários, pensões e aluguel. No simplificado, o desconto é de 20%, com limite máximo de R$ 15.880,89. Normalmente, este modelo de formulário é indicado para contribuintes em início de carreira, sem filhos e com rendimentos baixos. 

Já no modelo completo, não existe percentual fixado. O contribuinte deve informar os gastos dedutíveis para apurar o abatimento. A opção pelo modelo completo vale a pena para contribuintes que têm gastos anuais expressivos. “O modelo completo é o recomendado aos que podem abater gastos com educação, dependentes, saúde, além de investimentos em previdência privada”, diz o especialista em Imposto de renda da IOB Sage Antonio Teixeira Bacalhau.

Preenchimento de formulário 

Para não ter problemas com a entrega da declaração, é preciso ficar atento às formas de envio do formulário. Para facilitar a vida do contribuinte, o Fisco lançou, no ano passado, uma aplicação online, que pode ser utilizada para desktops e também para dispositivos móveis, como tablets e smartphones, que funciona como “rascunho” do Imposto de Renda. Com essa ferramenta, o contribuinte pode lançar operações ao longo do ano, assim que acontecerem e, quando começar o período de declaração, é possível apenas importar o arquivo com as informações. 

O contribuinte que tem certificado digital também pode fazer o preenchimento online, sem precisar baixar o programa, através da própria página da Receita. Assim como no ano passado, quem tiver certificação digital também poderá usar uma declaração pré-preenchida. Nesse caso, alguns dados serão colocados automaticamente na declaração pela Receita.

Fonte: Brasil Econômico.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Profissionais que Estão em Falta no Mercado



Segundo levantamento realizado pela consultoria Page Personnel, focada em cargos técnicos e de suporte a gestão, o número de currículos recebidos explodiu neste primeiro trimestre de 2015. Com o aumento da ordem de 40%, o patamar atingido é equivalente ao registrado em 2012.

E não são apenas profissionais fora do mercado que estão com o CV “na mão”. Segundo, Juliana Alvarez, gerente da Page Personnel, a consultoria também tem recebido muitos candidatos interessados em mudar de emprego. “A proporção é equivalente”, diz.

Já a criação de novas oportunidades no mercado responde apenas por 30% das vagas anunciadas pelas empresas. O restante é fruto de substituição de pessoas, parte da estratégia de busca por mais eficiência que muitas empresas têm adotado.

Mesmo com este cenário de mais interesse por parte de candidatos, a consultoria destaca que tem sido muito difícil encontrar profissionais com perfis específicos. Entre esses profissionais, a consultoria destaca, em 4º lugar, os profissionais da área contábil. Confira informações:

4. Analista contábil

O que faz: responsável por rotinas contábeis da empresa.

Salário médio: 6 mil reais.

Por que é difícil contratar: o problema é o mesmo que ocorre com os analistas fiscais. Falta de domínio em uma segunda língua, principalmente o inglês.

Fonte: Portal Exame.

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Resultado da seleção do PPGCC/UFPB



O Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (PPGCC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) acaba de divulgar a lista de classificados para os cursos de Mestrado e Doutorado em Contabilidade. 

No site do PPGCC (aqui) é possível acessar a lista e obter mais informações sobre os cursos, que são gratuitos. 

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Petrobras é Exemplo de Destruição de Valor


O professor da Universidade de Nova York, Aswath Damodaran , um dos mais respeitados especialistas em avaliação de empresas e finanças corporativas, cita em artigo a Petrobras com exemplo de como destruir o valor de uma companhia. Ele levanta as razões que levaram a Petrobras a perder US$ 200 bilhões em valor de mercado, a maior parte, US$ 160 bilhões, antes mesmo de os preços do petróleo recuarem. E faz uma estimativa de quanto deveria valer a ação da estatal:  quase nada no pior cenário e R$ 22,55 no mais otimista.

Damodaran ironiza a situação, afirmando que os erros da empresa são tão grosseiros que, se fosse adepto de teorias conspiratórias, ele chegaria a pensar que foram provocados por um plano diabólico para destruir a companhia perpetrado por um gênio do mal. “Mas eu aprendi com a dura experiência que você não deve atribuir à malevolência o que pode ser explicado por ganância, interesses próprios e um sistema errado de incentivos.”

Papel barato?

Para Damodaran, com a forte queda dos preços das ações, os papéis atraem o interesse dos chamados investidores contrários, que vão contra as visões gerais do mercado. E a ação parece atrativa à primeira vista, usando alguns múltiplos convencionais, como a relação preço/lucro , de 5,31 vezes, ante a média de 17,63% do mercado, e o preço/valor patrimonial, de 30%, ante 103% do setor. Já o valor da empresa em relação à geração de caixa (EV/Ebitda, cálculo que soma a dívida ao valor de mercado da empresa e o compara com a geração de caixa, o que mostra quantos anos levaria para a companhia render o suficiente para pagar todo o negócio), é de 5,6 vezes, pior que as 4,60 vezes do mercado.

Para Damodaran, a ação da Petrobras parece barata olhando a relação preço/lucro da ação e sua relação com o valor patrimonial, mas os resultados são mistos com relação ao valor da empresa. Ele lembra ainda que todos esses múltiplos são afetados pelo fato de que os preços do petróleo caíram dramaticamente desde o último balanço oficial e que os lucros também devem cair nos próximos trimestres. E, como os resultados já estavam caindo antes mesmo da baixa do petróleo,  Damodaran teme que a queda seja ainda maior agora, com o barril perto de US$ 50.

Ação perto de zero

Usando os dados históricos da empresa e o preço atual do petróleo, Damodaran fez uma estimativa dos resultados da Petrobras. Considerando o preço atual do petróleo em US$ 51,69 o barril, a receita anualizada da Petrobras seria de US$ 61,3 bilhões, uma queda de 55% em relação aos US$ 135 bilhões dos 12 meses encerrados em setembro. Com isso, o lucro operacional, antes de impostos, seria de US$ 6,638 bilhões. Com esse nível de lucro, o valor da Petrobras seria de US$ 62,4 bilhões, bem abaixo dos US$ 135,1 bilhões atuais, fazendo sua ação valer quase nada.

Fatores para comprar Petrobras

Mas há outros fatores que podem incentivar o investidor a comprar Petrobras, admite Damodaran, se ele for otimista. Há o fato de a Petrobras ser uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e, se o preço do produto subir, haverá um pulo nas receitas. O segundo fator é que os investimentos dos últimos anos tornaram a empresa dona da quinta maior reserva comprovada de petróleo do mundo, apesar de a viabilidade de exploração de algumas dessas reservas aos preços de hoje poder ser questionável.

O terceiro fator é que que se o governo brasileiro parar de interferir e a direção da companhia  parar com seu comportamento autodestrutivo, lucros, margens e retorno devem melhorar. Num cenário mais otimista, a Petrobras poderia manter sua receita intacta em US$ 135,8 bilhões, melhorar sua margem operacional para os 21,1% que tinha em 2010 e seu retorno de capital de 13,36%, na média de 10 anos. Poderia ainda reduzir seu endividamento para 43,5%, média dos últimos cinco anos. Nesse caso, a ação da Petrobras poderia valer R$ 22,55, bem acima do valor atual de R$ 9,12.

Ascensão e queda da Petrobras

A ascensão da Petrobras de uma companhia petroleira de mercado emergente para uma gigante entre 2002 e 2010 se deve a três fatores, explica Damodaran. O primeiro, a descoberta de grandes reservas no início da década passada, que catapultou a empresa para as com maiores reservas comprovadas, apesar de seu custo maior de produção, fator que foi minimizado pelo segundo, a forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional, para mais US$ 100 o barril, o que manteve a exploração desses campos viável economicamente.

O terceiro fator foi a queda no risco-Brasil, dos estratosféricos níveis de 2001, quando o default credit spread atingiu 14,34%, para 1,43% em 2010, quando o Brasil parecia ter atingido o nível de quase desenvolvido. Em 2010, a Petrobras marcou sua chegada aos mercados globais e sua ambição com uma captação de US$ 72,8 bilhões nos mercados de ações, diz Damodaran.

Campeã de perda de valor

O excesso de confiança da oferta pode ter sido o gatilho para a subsequente queda da companhia, que impressiona por sua magnitude e velocidade. Depois de atingir uma capitalização de US$ 244 bilhões em 2010, a empresa perdeu mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, tornando-se campeã em destruição de valor. Uma grande parte do declínio pode ser atribuída à queda do petróleo, mas antes disso ela já havia destruído US$ 160 bilhões em valor.

Descrevendo a governança corporativa da Petrobras, Damodaram lembra que o governo fez uma manobra para vender bilhões em ações aos investidores sem perder o controle da companhia. Para isso, usou as ações preferenciais, sem voto, vendidas aos demais acionistas, manteve sua fatia de 50% nas ações ordinárias, com apoio de empresas estatais como BNDES, que ficaram com mais 11.

Usando essa estrutura de controle, o governo criou um perfeito conselho fantoche, cuja única missão era proteger os interesses do governo, ou melhor, os políticos que formavam o governo de então, a todo custo. Os representantes dos minoritários foram não só ignorados como ainda sofreram retaliação por levantar questões básicas sobre governança. “Para ser honesto com Dilma, sempre houve interferência na Petrobras e seus predecessores são tão culpados quanto ela por tratar a Petrobras como um cofrinho e máquina de pressão política, como ela fez”, diz Damodaram. Lula, lembra o analista, foi tão intervencionista quanto ela, mas teve a sorte dos preços do petróleo estarem altos.

Lições de destruição

Se é preciso olhar casos de empresas que criam valor rapidamente, Petrobras se tornou um caso de estudo pela razão contrária, diz Damodaran. Ou seja, se você tiver um determinado negócio e tiver o perverso objetivo de destruí-lo completamente e rapidamente, deve replicar o que a Petrobras fez em cinco passos.

O primeiro, invista primeiro, se preocupe com retornos depois. O investimento de grandes volumes de dinheiro em novos negócios com pouca atenção ao retorno desse investimento, e normalmente com o interesse em obter vantagens políticas ou coisa pior. Entre 2009 e 2014, Petrobras aumentou seus gastos de capital e custos de exploração para mais de 35% de suas receitas, bem acima dos 15% a 20% da média de outras empresas do setor, o que fez o retorno sobre o capital cair para 5%, mesmo com o barril de petróleo a US$ 100.

O segundo passo: cresça garoto, cresça e a rentabilidade está perdida. A Petrobras ampliou o faturamento de US$ 17,4 bilhões em 1997 para US$ 135 bilhões em 2014, superando a Exxon Mobil, tornano-se a maior produtora de petróleo do mundo no terceiro trimestre do ano passado. Ao mesmo tempo, suas margens de lucro caíram dramaticamente. O governo contribuiu para isso controlando os preços da gasolina, subsidiando os donos de carros.

O terceiro passo: pague dividendos como uma empresa de serviços públicos, mesmo que não seja uma. A estrutura de capital, com ações preferenciais, obriga a empresa a distribuir lucros regularmente, o que é caro quando se tem planos de crescer ambiciosamente.

O quarto passo: tome dinheiro emprestado para cobrir o déficit de caixa. A Petrobras levantou US$ 79 bilhões em 2010, mas continuou dependente de empréstimos para se financiar, o que levou sua dívida a subir para US$ 135 bilhões no fim de 2014, a maior entre as empresas de petróleo do mundo.
O quinto e último passo: destrua valor, missão cumprida! Se você investe demais e cresce sem se preocupar com rentabilidade, pagando dividendos que não tem condições e tomando dinheiro emprestado, você cria a tempestade perfeita que leva à destruição de valor.

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