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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um Sábio que Entendeu para que Servem Impostos


Acaba de ser divulgado que a Receita Federal cravou um novo recorde de arrecadação para janeiro. O valor é 102 bilhões e representa uma alta de 6% em relação a janeiro do mesmo ano. Nunca se arrecadou tanto nessa época do ano.

Antes da turma do impostometro começar a disparar sua campanha em estilo Papai Noel,de quem quer pagar menos imposto com a ilusão de que os serviços públicos irão melhorarpara todo mundo, não custa recordar as lições de Tony Judt, um sábio que morreu precocemente, mas deixou duas obras importantes sobre nosso tempo. A primeira, Pós-Guerra, retrata a construção do Estado Bem-Estar Social. A segunda, O Mal Ronda a Terra, descreve as consequencias socialmente malignas produzidas pela onda conservadora produzida na economia mundial e nas idéias políticas a partir de 1980, pela ação conjunta de Margaret Thatcher e Ronald Reagan. Com pouco mais de 100 páginas, ilustrado por gráficos ilustrativos, O Mal… é umaobra que se lê com facilidade. Foi escrito por Judt em seus últimos meses de vida.

O tom é de um manifesto em defesa dos valores da social-democracia, corrente do movimento operário que foi desprezada pelos comunistas como última barreira de defesa do capitalismo, mas tratadacomo esquerdista demais por muitos conservadores.

O mal que ronda a terra, explica Tony Judt, é a destruição do Estado de Bem-Estar. Longe de serum fanático da estatização e da intervenção do Estado na economia, Judt é partidário da tese deque Estado e mercado pode se combinar em proveito do bem-estar da maioria das pessoas. Com números numa das mãos e idéias claras na outra, Judt acompanhou que as privatizações na Inglaterra de Tatcher e a desregulamentação nos EUA de Reagan. Suas conclusões:a) os serviços pioraram e se tornaram mais caros, mesmo em áreas de saúde e transporte; b) a carga de impostos diminuiu para a cúpula da sociedade, que pagava mais, mas ficou igual e até subiu para as camadas inferiores. Para além do aspecto econômico, porém, Judt tem a sabedoria de registrar o aspecto político. A privatização, ensina, implica num rebaixamento dos serviços públicos e do espaço de atuação da cidania sobre questões que dizem respeito diretamente a sua vida. Quando são prestados pelo Estado, a sociedade tem o direito de discutir seu conteúdo, sua finalidade, suas aplicações. Quando são fornecidos por empresas privadas, adquirem outra natureza. São mercadorias, que obedecem a outra lógica e são julgados por outros critérios.

Judt não é um nostálgico da estatização. Diz que é preciso ter honestidade para ver qual solução funciona melhor em qual situação.

Lembra que a qualidade de muitos serviços prestados pelo Estado chegava a ser ruim e o atendimento deixava a desejar.Mas, mesmo nessa situação, o cidadão tinha meios de cobrar e questionar. Também podia vingar-se na próxima eleição. No caso dos serviços privados, você está diante de uma empresa e do seu SAC. As moças do telemarketing podem ser atenciosas mas não há hipótese de alterar a situação. Neste caso, direito público passam a ser equivalentes a sabonetes ou marcas de biscoito.

Judt mostra que um dos argumentos favoritos para a privatização era a falta de recursos do Estado para manter investimentos. Observa, porém, que raras vezes o Estado deixou de gastar bilhões em recursos — que seriam repassados ao contribuinte — para financiar as aquisições pelo setor privado. Ele também mostra que, no momento em que os serviços deixam de corresponder às metas de lucro, inicia-se um processo de devolução ao Estado.

Judt desenvolve este raciocínio para demonstrar a importancia dos impostos e da saúde financeira dos governos. Mostra que todos os cidadãos consomem serviços públicos ao longo de suas vidas, em grande quantidade, e que é absurdo imaginar que não seria preciso pagar por eles.

Lembra o óbvio, o que é até necessário em situações de muita confusão ideologico: o imposto está nas ruas, na iluminação, na escola que voce frequentou (ou que seu empregado frequentou), no subsídio que fez a comida ficar mais barata e permitiu comprar remédios mais conta, na saúde pública que atende a massa da população que não teria como receber atendimento médico e assim por diante. Ele mostra que, ao contrário da lenda, o retorno dos impostos é real, pode ter um efeito multiplicador muito maior e seu caráter é socializador. (O caso notório é da saúde americana, um sistema privado que tem custos maiores e qualidades muito menores do que nos países onde é assumido pelo Estado). Outro caso é a previdência pública, única garantia de um fim de vida decente da maioria da população mais velha.

Você não precisa concordar com tudo o que ele diz. Mas certamente não vai perder seu tempo se resolver refletir a respeito.

Fonte: Revista Época.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Novos Processos Ampliam Setor de Contabilidade



Na toada de novos processos da Receita Federal, como possibilidades de parcelamentos de débitos, profissionais de contabilidade ganham mercado.

"As empresas descobriram que a contabilidade é instrumento de gestão", diz Valdir Pietrobon, presidente da Fenacon (federação das empresas contábeis).

Essa preocupação, diz, reforça a demanda por assistentes de contabilidade, como Neusa Sousa do Carmo, 48. Com formação superior e há quase 30 anos na área, a profissional enxerga oportunidades tanto em escritórios de contabilidade como na área comercial de grandes empresas. "Se ficasse desempregada, conseguiria trabalho em dois ou três meses."

Ainda que os processos estejam cada vez mais informatizados e simples, micro e pequenos negócios preferem contratar profissionais da área e passam a representar fatia significativa das novas ofertas de trabalho, avalia Pietrobon.

"Essas empresas perceberam que não dá mais para tirar recursos de um lado para tapar buracos. Com o aumento das obrigações fiscais, elas não se arriscam a proceder sozinhas", diz.

A procura, explica, eleva a remuneração de quem tem mais experiência.

Dos assistentes, o de contabilidade foi o que teve o maior aumento salarial no ano passado, com 8,71%. Carmo teve 8%.

Fonte: Folha de S.Paulo.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Contabilidade Internacional Quer Recursos dos Governos



Os responsáveis pelo padrão contábil internacional, conhecido pela sigla IFRS, querem reduzir a dependência que o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês), órgão que escreve as normas, têm hoje de doações de empresas privadas para se sustentar.

Foi divulgado ontem um plano que tem como um dos objetivos a criação de um esforço para que os países que adotam o IFRS, como é o caso do Brasil, ajudem a arcar com os custos do Iasb de forma perene e sustentada.

A ideia inicial é que as contribuições guardem proporção com o Produto Interno Bruto (PIB) dos países, e espera-se um comprometimento maior daqueles que integram o G-20.

Existe o plano também de aumentar o orçamento anual do Iasb dos atuais 26 milhões de libras para um intervalo de 40 milhões a 45 milhões de libras.

Uma das possibilidades em estudo, que depende da decisão de cada país, seria a cobrança dos "beneficiários" do IFRS, o que incluiria as empresas que publicam os balanços e os investidores que leem as demonstrações financeiras neste padrão contábil.

Atualmente, as grandes firmas internacionais de auditoria são responsáveis por um terço das doações recebidas pela Fundação IFRS, que financia o funcionamento do Iasb, sediado em Londres.

Outras empresas, de inúmeros países e setores, também fazem contribuições ao órgão.

As doações representam mais de 70% da receita anual da Fundação, que foi 22,6 milhões de libras em 2010. A parcela restante veio da venda de publicações.

A melhora da estrutura de governança e financiamento do Iasb é um dos pontos que a Securities and Exchange Commission (SEC) aponta como críticos na decisão que pretende tomar nos próximos meses sobre a migração dos Estados Unidos para o padrão contábil IFRS, em substituição ao modelo atual, conhecido como US Gaap.

O peso relevante de um único país ou região, ou mesmo das empresas de auditoria no financiamento do órgão, pode causar dúvidas em alguns participantes do mercado sobre a independência do Iasb, quando ele for chamado a decidir sobre temas polêmicos da contabilidade.

Em 2010, a única contribuição do Brasil, no valor de 196 mil libras, foi feita pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que traduz e adapta as IFRS para o mercado local. Para 2011, estava previsto um aporte de mais 396 mil libras, desta vez partindo tanto do CPC como também do BNDES.

Receita da KPMG avança 23%, para R$ 662 milhões

Com crescimento praticamente uniforme em suas três áreas de negócio, a KPMG brasileira encerrou o ano fiscal terminado em setembro com receita de R$ 662 milhões. O valor indica expansão de 23% sobre o faturamento registrado no exercício anterior.

A empresa não abriu quanto desse crescimento foi orgânico e quanto derivou da compra das operações da Trevisan (antiga associada à BDO no Brasil) - o que inclui a contratação dos sócios e assunção dos clientes. Como a união foi formalizada a partir de abril do ano passado, existem seis meses de faturamento da adquirida incluídos na receita total.

"Como houve uma incorporação de pessoas, a gente não ficou separando, porque todos começaram a trabalhar juntos", explicou Pedro Melo, presidente da KPMG no Brasil.

O valor de R$ 662 milhões deixaria a KPMG como a quarta maior do país na área de auditoria e consultoria, atrás das rivais PricewaterhouseCoopers, Deloitte e Ernst & Young Terco.

Mas essa afirmação não pode ser feita com total segurança porque a EYT fechou seu último ano fiscal em junho, tendo obtido receita de R$ 732 milhões em 12 meses. Nesse número, estão incluídos nove meses (e não seis) desde a aquisição das operações da Terco, que até setembro de 2010 era associada à Grant Thornton no Brasil.

A PwC é a maior com certa folga, mas também a única que não abre sequer os dados de receita. O que se sabe apenas é que o faturamento ficou pouco abaixo da marca de R$ 1 bilhão no ano fiscal que terminou em junho.

A Deloitte teve faturamento de R$ 850 milhões no último ano fiscal, encerrado e maio.

Melo disse acompanha a receita das concorrentes, mas que não encara isso como um fator crítico de sucesso. "Como há essa diferença dos meses, e agora terá o efeito do rodízio, vamos esperar dois ou três anos para ter bases comparáveis", afirmou.

Segundo ele, o crescimento dos negócios da KPMG "foi muito consistente em todas as áreas, mas com motivações diferentes".

O processo de adoção do padrão contábil IFRS no Brasil ainda contribuiu para o aumento da receita da área de auditoria.

Os serviços na divisão de tributos, diz o executivo, tiveram expansão ligada ao uso do sistema de escrituração digital (Sped) exigido pela Receita Federal.

Por fim, a área de consultoria aumentou o faturamento acompanhando o ritmo das fusões e aquisições no país. Nessa área, a empresa pode tanto assessorar na negociação como também prestar serviço de verificação dos balanços e contas das empresas que são adquiridas. (FT)

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Fim do Timesheet na Contabilidade



O “timesheet” acabou. Os avanços tecnológicos colocam fim a precificação de soluções por tempo. Vamos parar um instante e pensar um pouco no mundo que nos cerca hoje, estamos na era da informação e a velocidade que elas circulam a nossa volta é absolutamente impressionante. 

Atualmente temos que fazer nossas obrigações profissionais e desenvolver nosso trabalho com muito mais velocidade. Atingir nosso objetivo no trabalho é considerado praticamente obrigação, pois o grande diferencial é fazermos com grande velocidade, sem perder a qualidade. 

Com a utilização de ferramentas tecnológicas podemos encontrar vários caminhos para atingir um mesmo objetivo, mas a grande questão é atingir da forma mais rápida, pois o mercado não espera mais nós atingirmos os resultados. Se formos devagar, o concorrente faz primeiro! 

A cada dia os trabalhos são mais intelectuais e menos operacionais, pois os equipamentos e sistemas substituem em muitas situações a força executora. Vou exemplificar o serviço de um médico para uma determinada cirurgia, não é precificado pelo tempo que ele leva na cirurgia, mas sim pela sua complexidade e a possibilidade de um resultado positivo, tomando por base a experiência do profissional. Se usarmos um “timesheet” para precificar o Facebook, ele valeria algumas dezenas de milhares de dólares. E a realidade não é essa. Vale bilhões de dólares. 

Quanto vale uma grande idéia? O tempo que se levou para concebê-la ou o resultado que ela pode produzir? Vejo nos setores fiscal e contábil aplicações de “timesheet” para precificar serviços. Mas espere um pouco, se eu fizer o mesmo serviço na metade do tempo, ele valerá a metade? Não, provavelmente valerá o dobro ou até mais. O preço de um serviço hoje está relacionado ao resultado rápido e eficaz. Pense então que a tecnologia aplicada na gestão contábil e fiscal gera resultados mais rápidos e de maior precisão. 

Pare, pense, analise as ferramentas disponíveis, veja o caminho mais rápido e eficiente, diferencie-se do mercado e por fim cobre um valor justo pelo resultado. Não venda tempo, venda solução. O seu dia só tem 24 horas, mas em 24 horas quantas soluções você pode gerar? 

Fonte: www.rede-rnc.com.br.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pequenas e Médias Empresas Mudam o Perfil do Contador



Fatia expressiva do mercado contábil, o setor que abrange as pequenas e médias empresas (PMEs), tem crescido de forma feroz. Sem números específicos o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) Luiz Fernando Nóbrega enaltece a força do segmento. “Com certeza o setor é responsável por grande parte da atuação do setor contábil”, afirma. 

Outro papel importante que os PMEs representam para o setor é o perfil de mudança do pequeno e médio empresário. “Hoje notamos que os pequenos e médios são os mais interessados nas mudanças burocráticas e na facilitação do processo contábil”, diz. 

Entre cursos e palestras oferecidos pelo CRC, um dos públicos marcantes também tem este perfil. “Eles são interessados em conhecer o setor e entender melhor os caminhos para estar em dias com a questão tributária.” 

Entre as microempresas, o executivo lembra que ainda há muito espaço para crescer. “Esse segmento representa um dos maiores empregadores do país e é ainda um tanto quanto carente de uma gestão mais profissional. Sem dúvida é um nicho de mercado que pode se muito explorado ainda”, disse. 

Exemplo disso, o escritório de contabilidade Ardana & Netto, forte na região de Salvador, viu seu negócio ganhar força neste mercado. 

“De fato, no começo, pensamos em buscar contas ligadas à grandes empresas, mas descobrimos no pequeno e médio empresário o caminho para crescermos”, explicou Sério Ardana, sócio da empresa, que espera fechar 2012 com crescimento na casa de 30%. 

Em 2011o escritório fechou o ano com um faturamento de R$ 20 milhões e conta com 30 funcionários. “Atendemos agora mais de 50 pequenas e médias empresas, todas da região, que antes estavam fora do radar do governo e resolveram se legalizar”, disse o executivo. 

Fonte: DCI – SP.

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Contador Trabalha Cada Vez Mais Para o Governo



2012 promete ser um ano de mudanças dentro do setor de contabilidade. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o segmento contábil caminha à frente do de outros países da América no que diz respeito a organização e ferramentas de pagamento, e o que falta para o setor deslanchar é a contra partida do governo federal no que diz respeito a carga tributária e simplificação dos trâmites legais. 

“Não há dúvida de que estamos entre os países mais avançados no setor de contabilidade. O que esperamos agora é que se desenvolva um processo mais fácil e menos burocrático, para que o contador tenha mais tempo para analisar separadamente cada ação, e agir melhor”, afirmou o executivo. 

De acordo com Nóbrega o papel do contador no Brasil está um pouco distorcido. “Hoje o contador não trabalha para o cliente mas para o governo”, disse ele, e continuou: “Uma desburocratização por parte do governo eliminaria uma série de informações redundantes que são constantemente enviadas”. 

A expectativa do executivo é de que este ano o setor cresça a cima do crescimento médio da economia—por volta de 5%— e o que puxará o segmento é a força do meio contábil, que se faz cada vez mais necessário. “A profissão contábil adentra 2012 com uma expectativa ainda maior do que a de 2011. Estamos sendo cada vez mais reconhecidos pela sociedade com um papel de destaque no auxílio efetivo aos nossos clientes. As normas internacionais estão se consolidando tanto na área privada quanto na pública”, diz. 

E com a desburocratização também será importante para valorizar o profissional da área. “Quando o governo perceber que há uma necessidade de rever formas de tributação, nós mudaremos toda a cultura do segmento”, assevera Nóbrega,e explica:“Feito isso, o profissional irá escrever mais, pensar mais, e as tributações serão mais justas, e o crescimento será latente, teremos escritórios que contratarão ainda mais, universidades formarão ainda mais e empresas perceberão a necessidade de profissionalizar este setor”, disse. 

De acordo com executivo um dos passos caminhados ano passado pelo mercado contabilista brasileiro, que resultará num cenário positivo para o setor, é o destaque do País na adequação de leis internacionais de tributação. “O Brasil se tornou um dos líderes mundiais do processo de convergência das normas contábeis, no ano passado.” 

Exemplo disso, explicou Nóbrega, foi a criação de um grupo do setor que representa a América Latina, e dá voz ao Brasil e países vizinhos sobre o setor. “Criamos ano passado o Grupo Latino-americano de Emissores de Normas de Información Financiera (Glenif), presidido por um brasileiro, Juarez Domingues Carneiro, que também é presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), dando voz efetiva aos países latinos dentro do International Accounting Standards Board (Iasb). Esta conquista permitirá uma transposição interna muito melhor para as normais internacionais, haja vista nossa interferência no processo de elaboração destas.” 

Nóbrega afirmou ainda que o encaminhamento desta postura internacional resultará em promoção do profissional e da sociedade com relação ao setor. Ele explica ainda que para este ano, as mudanças pleiteadas pelo CRC estão em âmbito nacional são as mesmas feitas há algum tempo. “Nosso pleito acaba se tornando um clichê, mas esperamos uma redução e simplificação da carga tributária, além de uma desburocratização dos processos de constituição e licenciamento das empresas.” 

“Isso se traduz, para nós, profissionais da contabilidade, em uma economia de tempo valiosa que nos permitirá atuar em áreas mais nobres para os nossos clientes, áreas estas que possam gerar um maior valor com nossos serviços”, analisa. 

Mudanças

O executivo explica que há uma movimentação conjunta entre associações, empresas e contadores para pressionar o governo e mudar a realidade tributária do Brasil. “É uma ação conjunta com pressão por parte dos órgãos que representam o setor,além de empresas que buscam melhorias.” 

Um dos meios usados para isso, explica, é a Internet. “Já derrubamos algumas barreiras, mas ainda há muito que conquistar nesse meio ainda”, disse. “Falamos de um futuro ainda mais promissor, de um setor que não cresce mais em razão de impasses do governo, então, percebemos cada vez mais a ciência do contador com relação a isso, e a busca por melhorias”, disse. 

“Damos assistência a todos os setores da economia, crescemos junto com todos eles”, afirmou Nóbrega, que acrescentou: “Para crescermos acima da média, precisamos otimizar o trabalho do contador, precisamos que ele gaste mais tempo descrevendo, por escrito, a realidade de cada negócio,e assim a tributação será mais justa”, afirmou. 

Solução requer paciência

Para driblar os problemas e manter o ritmo decrescimento a solução, de acordo com Nóbrega, está em um trabalho “de formiguinha”, em conjunto com todos os públicos. “Não podemos esperar uma mudança brusca de última hora. Não funciona assim”, disse. 

O executivo afirma que o setor contábil no Brasil ainda pensa com uma cabeça às vezes antiquada com relação a tributação. “Não é possível, muitas vezes, usar a mesma base de comparação para todos os impostos, há casos que precisam ser pensados e analisados separadamente.” 

A mudança, gradual, que já teve início, não tem prazo para ser resolvida, mas nem tudo está perdido. “O mercado está otimista, o Brasil já tem voz ativa nos padrões mundiais do setor, e é uma questão de tempo para que as coisas se resolvam. Precisamos apenas manter o ritmo e o empenho”, diz. 

O cenário se mostra tão positivo que novas áreas começam a surgir dentro da contabilidade. “Temos informações de novas categorias dentro da contabilidade, contratação de profissionais focados em análise, coisa que nunca existiu e abre um leque de opções para o emprego no setor.”

Fonte: DCI – SP.

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