Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bancos dos EUA Terão Perdas de Até US$10 Bi com Hipotecas



O setor bancário dos Estados Unidos enfrenta perdas relacionadas a execuções de hipotecas de 6 bilhões a 10 bilhões de dólares, mas está preparado para absorver "confortavelmente" esse prejuízo, afirma o FBR Capital Markets.

"Notamos que isso é um problema para o lucro, não de capital", afirmam analistas liderados por Paul Miller, em nota a clientes.

Os analistas, entretanto, afirmam que as empresas executoras de hipotecas podem enfrentar problemas uma vez que nunca foram tão desafiadas pelo sistema judicial quanto agora.

Na quarta-feira, todos os 50 Estados norte-americanos lançaram uma investigação conjunta sobre a indústria de hipotecas, uma decisão que alguns especialistas temem que possa dificultar vendas de moradias que tiveram hipotecas executadas. Além disso, há o risco de ameaçar a frágil recuperação do mercado imobiliário.

Fonte: Portal Exame.

Continue lendo >>

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um Mundo à Espera dos Contadores Tipo Exportação




Trabalhar com auditoria e consultoria contábil no exterior parece ter uma recompensa à altura de seus desafios. Os altos salários, o plano de carreira, além de treinamento e qualificação constantes, são apenas parte dos benefícios. Somado a isso, a constate tarefa de tomar decisões em nível internacional e a completa falta de rotina no ambiente corporativo fazem deste trabalho um dos preferidos pelos jovens contadores.

Prova disso é um recente estudo promovido pelo instituto sueco Universum, que mostrou que, depois do Google, as quatro maiores empresas de auditoria do mundo - KPMG, Ernst & Young, PWC e Deloitte - estão entre as cinco companhias do mundo mais atraentes para se trabalhar. Mais do que coroar o esforço e trajetória merecidos dessas companhias, o estudo deflagra um novo e crescente cenário de oportunidades para os profissionais contábeis: a contabilidade internacional. 

O ranking do Universum, instituto especializado em serviços de pesquisa, consultoria estratégia e soluções que permitam que os empregadores compreendam melhor, atraiam e mantenham os funcionários, aponta as 50 empregadoras mais atraentes na visão de 130 mil profissionais. 

Os rankings estão baseados nas opiniões de cerca de 130 mil estudantes das principais instituições acadêmicas do mundo em 12 economias de destaque - Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Brasil, Espanha, Canadá, Rússia e Índia.

Na opinião do presidente do Universum, Michal Kalinowski, 2010 foi um bom ano para o setor de auditoria, já que as quatro principais empresas ocuparam quatro dos cinco primeiros lugares do ranking. Segundo ele, as firmas de auditoria e as companhias de produtos de consumo de grande saída estão reconquistando seus talentos, que andaram flertando com a indústria de tecnologia da informação.

As corporações multinacionais estão mais cientes dos desafios atuais e futuros de uma força de trabalho cada vez mais reduzida. Para reter e assegurar o fluxo de talentos, as empresas precisam desenvolver uma estratégia de atração desses profissionais e de consolidação de sua marca, aconselha Kalinowski. 

Portas abertas para a liderança
 
Cenário desafiador, funcionários expostos a empresários de nível internacional, contato muito próximo com os executivos, assim é o ambiente de trabalho da KPMG. Aliado ao desenvolvimento profissional e às recompensas salariais, ele é um dos principais atrativos para os seus 140 mil colaboradores, que estão espalhados por 146 países no mundo - no Brasil são 2.700. A opinião é da diretora de Recursos Humanos Adriana Zanni. 

"Desde que entra na empresa, o profissional é direcionado para o desenvolvimento de carreira, recebendo diversos treinamentos desde cedo", afirma. 

As qualificações não se referem apenas a aspectos técnicos. Os funcionários recebem treinamentos comportamentais, o que, na opinião de Adriana, é decisivo para o crescimento dos funcionários na empresa. "Aqui, temos a remuneração muito focada na meritocracia. Isso tem tornado a gente uma das empresas mais interessantes", explica. 

Transparência nos relacionamentos, o foco no ganha-ganha, trabalho em time e uma política de portas abertas com os gestores e líderes são características que acabam sendo adquiridas - ou formadas - por estas grandes companhias que atuam em ritmo, escala e interação global. "Quanto mais você expõe os jovens a essa internacionalização, mais você reforça esses valores", afirma. 

Para o presidente da KPMG no Brasil, Pedro Melo, a classificação obtida na pesquisa demonstra que os estudantes reconhecem o importante papel desempenhado pela organização, em um ambiente de negócios global e complexo como o atual. "Nosso foco no desenvolvimento da multidisciplinaridade e da possibilidade de vivencia de valores também foram reconhecidos pelos entrevistados nesta pesquisa", afirma.  

Dentre os pré-requisitos necessários para atuar na organização, as competências de saber trabalhar em equipe, relacionar-se bem e ser curioso estão entre as características mais importantes. Gostar de estudar e ser uma pessoa disponível para o aprendizado e mudança de rotina são outros fatores. Ainda entre os diferenciais da empresa, destaca-se o programa de intercâmbio exclusivo para trainees Global Intership Program, um estágio internacional de três meses. 

Da vestimenta à forma de falar 
 
Cada detalhes do comportamento é observado pelos headhunters que trabalham em uma grande empresa de auditoria. O comprometimento com o foco na carreira é um aspecto que a equipe de seleção percebe logo de cara. Mesmo priorizando candidatos com esse perfil, a equipe de recrutamento de novos funcionários da Deloitte não contrata profissionais prontos, mas em fase de formação. 

Como a empresa não oferece um emprego - e sim um plano de carreira - ela se responsabiliza for formar esse profissional e servir de escola para seu amadurecimento.  

Quem entra na empresa não precisa saber de cor as últimas novidades das normas internacionais de contabilidade - os IFRS. "Este não é um pré-requisito. Faz parte dos treinamentos que damos", explica a gerente nacional de recrutamento e diversidade da Deloitte, Ellen Macedo. O primeiro desafio, segundo ela, é sair do mundo da faculdade e entrar no mundo corporativo. "No treinamento tem que orientar os comportamentos para agir em um novo mundo. Mudança de cenário, sair do cenário universitário, e incorporar a postura de um profissional que pertence a uma empresa global", explica. Para se comunicar com este público-alvo, a empresa foi inclusive levada a seguir o caminho da convergência digital e aderiu às mídias sociais, criando perfis no Facebook e no Twitter. 

Mas não é só no começo da carreira que os treinamentos acontecem. Eles acompanham os funcionários em todas etapas dentro da organização. Todos os anos ocorrem treinamentos de reciclagem que atingem toda a empresa, de ponta a ponta da gestão - desde os sócios aos profissionais que ainda estão na universidade, sem muita experiência. 

O que torna a Delloite uma das empresas mais atrativas para trabalhar no mundo envolve seu processo de gestão. Gerenciar clientes, equipes, com salários e benefícios inerentes a função, e a oportunidade de se tornar um gerente sênior, diretor e até sócio da empresa - o País conta com 136 sócios. Essa é uma das explicações de Ellen. 

Outro motivo seria o fato de o profissional já ser contrato diretamente, sem passar por etapas como o estágio ou o trainee. "Efetivamos todos os que entram na empresa. O profissional entra na empresa e já é alocado em uma das seis áreas em 11 escritórios e 140 países", explica ela. 

O céu é o limite
 
Ontem na indústria de varejo, hoje na instituição financeira, amanhã em uma metalúrgica. Janeiro no Brasil, junho em Cingapura, outubro no Chile. Mobilidade, dinâmica e ausência de rotina são características clássicas do trabalho em auditoria. Diante desta diversidade de cenários, idiomas e ambientes corporativos, estar pronto para tomada de decisões é indispensável para um funcionário de uma empresa de auditoria.

Outro desafio é a cobrança sobre a evolução no idioma inglês. Fora isso, estar atento às novidades legais é uma obrigação, mas desde que os padrões da contabilidade brasileira alinharam-se ao padrão global, essa dificuldade caiu por terra: os padrões de trabalho da firma são iguais em qualquer lugar do mundo. 

Ao recrutar novos colaboradores, a PricewaterhouseCoopers mira na vontade de trabalhar, identidade com a cultura da empresa e foco no plano de carreira. Pequenos na lista, mas complexos na seleção, os requisitos pretendidos pela companhia são avaliados durante rigoroso processo de seleção. Nele, não é avaliada a capacidade técnica, mas os atributos pessoais. "Avaliamos o potencial do candidato como indivíduo. Treinamento e ferramentas para trabalhar se dá internamente, após a seleção", afirma Carlos Biedermann, sócio da PwC - Brasil e líder da companhia na região Sul. 

Na PwC, as limitações para o crescimento ficam a cargo da capacidade do indivíduo e da existência de mercado. O crescimento dentro da carreira está relacionado a estas variáveis. Para oportunizar essa evolução, fortes doses de treinamentos e desenvolvimento pessoal são não apenas oferecidos como exigidos dos funcionários. 

"A nossa quantidade de treinamento é muito maior do que a média das empresas", afirma Biedermann. A possibilidade de formação de network - a rede de contatos profissionais - e a ausência de rotina são outros atrativos da empresa. "O relacionamento com os públicos interno e externo é diferenciado e crescente", afirma.  

Sempre existe forma de melhorar, e por isso, a PwC mantém práticas de monitoramento diário para qualificar seu corpo funcional. Pensando nisso, também não deixa de lado o bem-estar de seus funcionários, e, por isso, investe pesado na qualidade de vida. Além de cada pessoa na firma ter o seu coach (uma espécie de tutor, que ajuda a pessoa a evoluir), permite o colaborador levar os seus temas pessoais e discutir.

Exemplo disso é uma funcionária da região Sul que após dar a luz quadrigêmeos, teve a sua função e horário de trabalho adaptados para dar atenção à família e continuar trabalhando. Presente em 150 países, a PWC possui 13 escritórios no Brasil e 4 na Região Sul. No Brasil são 4,5 mil funcionários e no mundo, 150 mil. 


Fonte: Jornal do Comércio - RS.

Continue lendo >>

Novo Modelo Contábil Coloca Setor Imobiliário no Muro

Construtoras precisam se adaptar ao padrão internacional,
pelo qual a venda de imóveis só pode ser colocada no orçamento quando as chaves são entregues.




Um clima de indefinição ronda o setor imobiliário brasileiro. Faltando aproximadamente seis meses para a largada da divulgação dos números consolidados do ano, construtores e auditores ainda não chegaram a um consenso sobre a adesão ao padrão internacional, o chamado International Financial Reporting Standards (IFRS).
O centro da discussão é a alteração no reconhecimento de receita das companhias do ramo de construção, tanto as de capital aberto como as fechadas, com faturamento acima de R$ 300 milhões.
No Brasil, os balanços do setor acompanham o desenvolvimento das obras, o modelo Percentage of Completion (POC) - ou percentual de conclusão, na sigla em inglês. Na nova regra, obedecendo a lógica do negócio, o dinheiro só entra oficialmente quando as chaves forem entregues ao proprietário do imóvel.
Ainda há muita polêmica e falta de clareza sobre o tema, admite Tadeu Céndon, sócio da Price. No entanto, isso não pode fazer com que as empresas deixem de alertar seus acionistas sobre os possíveis impactos das alterações.
"A nova norma pode pressionar o Valor Geral de Vendas, principal indicador das companhias do setor. A atenção dos analistas será redobrada, pois há muita pressão para que as empresas entreguem o que prometeram", diz.
Céndon lembra que uma das formas de tranquilizar o mercado é abastecê-lo com um número maior de informações. Balanços trimestrais robustos, recheados com notas informativas e cenários para esclarecer como a empresa pretende honrar o fluxo de pagamento de dividendos, serão ferramentas usadas pelas empresas que fizerem a lição de casa.
"Os benefícios da divulgação são maiores que os eventuais prejuízos em não divulgar a alteração adequadamente. As empresas precisam deixar claro que seus fundamentos permanecem." Em outras palavras: o novo modelo contábil não tem o poder de tornar uma empresa melhor ou pior do que era.
Se para as companhias listadas a principal preocupação é comunicar os impactos da nova norma para que o mercado não castigue suas ações na bolsa, para as de capital fechado os focos de atenção são outros, diz Julian Clemente, sócio de auditoria da Crowe Horwath RCS. "Elas temem ver suas receitas encolherem temporariamente, o que pode fazer com que os bancos dificultem ou simplesmente não aceitem abrir linhas de financiamento."
A regra que altera a forma de contabilizar as receitas das empresas do setor é tão complexa que tem provocado discussões acaloradas no mundo todo. E por aqui não tem sido diferente. Um grupo formado por grandes empresas de contabilidade, analistas de bancos de investimentos e representantes das companhias tem debatido o tema, cujo desfecho deve ocorrer entre o fim deste mês e o próximo.
A decisão de adotar a norma está condicionada à definição de uma dúvida: as empresas do segmento fazem uma venda com entrega futura ou são meras prestadoras de serviços. "A norma sobre receitas se aplica ao primeiro caso", diz Walter Dalsasso, da Deloitte.
Mas o que de fato parece inquietar as empresas nesse processo é o ciclo das obras. Ou seja, o intervalo que uma incorporadora demora entre o lançamento de um projeto e a efetiva entrega da unidade a seu proprietário. No Brasil, esse tempo é maior, de cerca de 30 meses, estima Dalsasso. E deixar de fora dos balanços receitas por todo esse tempo é a grande preocupação do setor.

Consenso
Segundo o professor Eliseu Martins, um dos grandes especialistas em contabilidade internacional no Brasil, a discussão está bastante evoluída e deve levar a um consenso rapidamente. Ele faz parte do grupo de trabalho da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que discute o tema desde março.
Qualquer adiamento é descartado. "Não há qualquer previsão ou intenção de postergar. O prazo para aplicação das normas está mantido", afirma José Carlos Bezerra, gerente da superintendência de normas contábeis e auditoria da CVM.

Fonte: Brasil Econômico.

Continue lendo >>

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Google Cria Sistema Próprio de Índice de Preços





A direção do Google anunciou ter desenvolvido seu próprio sistema estatístico para medir a inflação a partir da variação dos preços no comércio eletrônico, informou nesta terça-feira a imprensa dos Estados Unidos.

O "Índice de Preços Google" (IPG) ainda está em fase experimental, e a companhia não decidiu se vai publicar seus resultados, segundo o economista-chefe da empresa, Hal Varian, em uma conferência em Denver, no estado do Colorado.

O IPG poderá se transformar em uma alternativa ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mensalmente é feito pelos Governos mundiais para estabelecer a tendência dos preços em seus mercados. A versão do Google tem como vantagem o fato de seus dados se recopilarem de forma muito mais rápida através da internet. 

Fonte: O Estadão.

Continue lendo >>

Justiça Bloqueia os Bens de Gigante da Tecnologia





A Justiça determinou o bloqueio dos bens da Cisco do Brasil no processo em que a companhia é acusada de importação fraudulenta com uso de empresas fantasmas, informa reportagem de José Ernesto Credendio e Mario Cesar Carvalho para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Duas delas foram usadas para fazer doação de R$ 500 mil ao PT, na campanha presidencial de 2006, conforme a Folha revelou em 2007.

Com a decisão, a Cisco ficou sem poder movimentar bens e contas bancárias. Recorreu, mas conseguiu liberar somente ativos financeiros. Na última semana, cartórios e juntas comerciais já registravam os bloqueios.

A Cisco é a maior empresa do mundo em equipamentos para redes de computadores. Aparece na 58ª posição no ranking das 500 maiores empresas da revista "Fortune" de 2010. No ano passado, suas vendas somaram US$ 40 bilhões (R$ 68 bilhões).

O congelamento dos bens é o desdobramento de uma das maiores autuações da história brasileira --a Cisco e uma rede de empresas foram multadas pela Receita Federal em R$ 3,3 bilhões devido ao suposto esquema, desvendado pela Operação Persona, realizada pela Polícia Federal em 2007.

OUTRO LADO

Em resposta à Folha, a Cisco diz que já conseguiu liberar ao menos os ativos financeiros e que a decisão não alterou suas operações no país.

Em nota, a multinacional disse que "os escritórios e operações da Cisco no Brasil continuam a realizar negócios normalmente. O Brasil é um mercado importante para a Cisco e a companhia mantém seu compromisso com o país, assim como com seus funcionários clientes, parceiros e acionistas".

A empresa diz que "foi notificada de que as contas bancárias associadas com uma de suas entidades jurídicas no Brasil haviam sido bloqueadas devido ao processo judicial contra um ex-distribuidor da companhia no país, a Mude, e contra a Cisco --com base em suposta relação com a Mude".

Fonte: Folha de São Paulo.

Continue lendo >>

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Novas Regras Vão Dificultar "Maquiagem" de Balanço

Os bancos deverão divulgar com detalhes truques de "maquiagem".


Os bancos deverão divulgar com detalhes truques de "maquiagem" como as notórias transações "Repo105" do Lehman Brothers, de acordo com as novas leis contábeis internacionais. 

O Conselho Internacional de Normas Contábeis (Iasb, na sigla em inglês) publicou regras definitivas ontem, que também exigirão maior exposição de itens fora do balanço nas quais o banco ou companhia ainda mantenham algum vínculo, como quando o comprador tem um direito de revender ou que o próprio banco tenha um direito de readquirir os ativos. 

A maquiagem, ou "window dressing" na expressão inglesa, tornou-se um tema litigioso este ano quando se soube que o Lehman Brothers havia deslocado até US$ 49 bilhões dos seus livros no fim de cada trimestre para reduzir os coeficientes de alavancagem financeira, que são acompanhados de perto. As operações foram especificamente projetadas para embelezar as contas relatadas e não tinham lógica econômica. 

O banco usava operações de recompra de curto prazo, ou "repo", e oferecia garantia adicional - pelo menos 105% do valor do empréstimo - para permitir prestar contas sobre a transação, pelas regras dos EUA, como uma venda legítima, que removia o ativo dos seus livros até que a operação fosse desfeita depois do término do período de divulgação de relatórios. 

Embora as normas internacionais não permitissem que os Repo 105 fossem removidos dos livros contábeis (porque estavam baseados num conceito distinto em relação aos padrões dos EUA), as novas normas obrigarão os bancos a divulgar qualquer "quantia desproporcional de transações de transferência", como outras operações repo, que são realizadas perto do fim de um período de apresentação de relatórios. Mais de cem países seguem, ou estão adotando, as normas contábeis internacionais, incluindo todos os membros da União Europeia, Japão, Canadá, Austrália, Coreia do Sul e Brasil. 

"As normas ajudarão os investidores a entender melhor os riscos de operações fora dos balanços, e a alertar para a possibilidade da ocorrência das chamadas operações de fachada no fim do período de divulgação de relatórios", disse David Tweedie, presidente do Iasb. 

No mês passado, a Securities and Exchange Commission (SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários) atacou o uso das operações de repo para maquiar resultados, propondo que as companhias divulguem os empréstimos medianos e máximos de curto prazo e explicar qualquer discrepância significativa entre os dois. 

O órgão regulador do mercado financeiro dos EUA também respaldou a instituição de diretrizes imediatas para deixar claro que, seja qual for o sentido literal das normas, ele jamais considerou que qualquer companhia tivesse permissão para usar operações, como os repo 105, que foram projetados para mascarar o informe sobre sua condição financeira. 

Apesar de o Iasb ter evitado exigir que bancos apresentem as divulgações num formato específico, ele vai impor que elas estejam em um lugar, em vez de dispersas por todas as contas. Ele também sugeriu vários formatos. Isso ainda representa um avanço no grau de detalhamento dos seus padrões, que o organismo tem tentado basear em torno de princípios básicos, para evitar a necessidade de seguir os EUA, onde os legisladores tendem a elaborar normas para cobrir cada situação separada. 


Fonte: Valor Econômico.

Continue lendo >>

Notícias do Mercado de Ações no Mundo

Destaques do Mercado de Ações

Heatmap do IBRX-50

Dados Financeiros das Principais Empresas

Siga este Blog

Número de Visitas

Indique Este Blog

CLIQUE AQUI!
Orleans Silva Martins. Tecnologia do Blogger.