quinta-feira, 23 de outubro de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
União Adia Repasse de Royalties para Atingir Meta
quinta-feira, 8 de março de 2012
2,7%: O PIB da Ineficiência
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Número de Devedores do Simples Nacional sobe 24%
O número de endividados com tributos federais aumentou 24% entre empresas optantes pelo Simples Nacional.
Em agosto de 2010, segundo a Receita Federal, 484 mil micro e pequenos negócios tinham débitos. No mesmo mês deste ano, eram 600 mil.
O volume é o maior já apurado pelo órgão, segundo João Paulo Fachada, coordenador-geral de arrecadação e cobrança da Receita.
Parte da alta, segundo ele, está ligada às adesões ao Simples, que cresceram 11% entre 2010 e 2011 -passaram de 1,12 milhão para 1,24 milhão.
Hoje, há 5,8 milhões de empresas enquadradas nesse sistema de tributação.
Outra razão é que o órgão não excluiu devedoras do Simples neste ano. Em 2010, 30 mil passaram para outra forma de tributação, que pode ser mais onerosa.
Entre grandes companhias, Fachada afirma desconhecer quantas são inadimplentes, mas calcula que o número tenha caído. A Receita, que cobrava débitos por lote, passou a exigi-los mensalmente neste ano, explica.
Para Bianca Xavier, professora de direito tributário da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas), a alta está ligada ao refinamento da fiscalização.
Ela diz que as expectativas de aprovação das mudanças no Simples, que reduziu alíquotas de impostos e possibilitou o parcelamento de débitos a partir de 2012, aumentaram a insegurança e podem ter feito as "pequenas empresas esperarem [para pagar]".
O gerente de políticas públicas do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Bruno Quick, acrescenta que dever é forma de sobreviver. "O empresário financia o negócio atrasando com fornecedor ou não pagando imposto."
Foi o que fez Marcos Alexandre dos Reis Cardillo, 36, dono da gráfica Alfa Print há dez anos: deixou de lado os tributos para fugir dos juros dos empréstimos bancários.
Com dívida acumulada de cerca de R$ 50 mil, ele aderiu ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal) em 2000.
Esse foi o primeiro. Cardillo ainda aderiu a outros dois programas de parcelamento - um deles já foi quitado.
Programa de renegociação é alternativa
Débito pode levar à penhora de bens e impedir participação em licitações
Há três anos, o débito de R$ 20 mil em tributos federais fez Victor Riccelli, 63, dono de uma empresa de informática e gestão financeira, aderir a um parcelamento.
Quando a empresa estava ativa, cerca de 35% do faturamento bruto médio mensal de R$ 10 mil eram destinados aos impostos. A dificuldade de arcar com os tributos o fez procurar a Receita Federal para efetuar o pagamento da dívida - estratégia adotada por boa parte dos empreendedores endividados.
Riccelli está com as parcelas em dia, mas, há dois anos, a empresa está apenas no papel. "Estou pagando as dívidas para poder enterrá-la."
Voltou ao mercado de trabalho aos 61 anos. Hoje, 50% do salário vai para a quitação do débito, que está programada para ocorrer em 2013.
O diretor da Auditoria Brasileira, Péricles Porto, explica que fechamento do negócio após renegociação é incomum. Além do parcelamento, o empresário pode optar pela adesão a programas como Refis (Programa de Recuperação Fiscal) ou PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), segundo ele (leia mais na página ao lado).
Como os programas são abertos sem periodicidade fixa -é preciso decreto para autorizá-los-, no entanto, confiar apenas nessa solução é arriscado, avalia Porto.
Permanecer com a dívida até que um deles seja aberto pode resultar em inclusão no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal), o que impede a participação em licitações, por exemplo.
PREJUÍZO
Para microempresários, a consequência maior é serem excluídos do Simples, explica Patrícia Nadalucci, advogada tributarista da Themis Consultoria. "Ele passa a pagar mais em tributos", avalia.
O risco também envolve a execução da dívida, acarretando perda de bens, como ocorreu com E.S.M., 67.
Com um débito de R$ 17 milhões com o Estado de São Paulo, o empresário do ramo da borracha teve de ceder o imóvel da empresa em 2006 para arcar com a dívida.
"O prédio era novo e só o aluguel me renderia hoje R$ 300 mil por mês. Era a minha aposentadoria, mas eu queria voltar a dormir."
Empresários podem pagar dívida em 2012
As dívidas tributárias apuradas no Simples poderão ser parceladas em até 60 meses, com correção pela Selic (11% ao ano) e valor mínimo de R$ 500. A parcela mínima para empreendedor individual será analisada. A Receita (www.receita.fazenda.gov.br) disponibilizará formulário do pedido pela web em 2 de janeiro.
Fundo de reserva é chave para gestão
É preciso analisar custos e ponderar valores de impostos e de contas para determinar o quanto deve ser poupado
Traçar estratégias, como criar fundo de reserva, é, muitas vezes, negligenciado. Mas são essas táticas que salvam empresas em tempos difíceis.
É o que faz o Grupo GR, de serviços terceirizados, segundo o diretor jurídico, Rogério Gomez, 48. "Consideramos tributos contas como quaisquer outras", afirma.
Como diferencial, a empresa efetua o pagamento de impostos em juízo - ou seja, ainda que estejam sendo questionados na Justiça, os tributos são pagos em dia. "Se vencermos o processo, o dinheiro volta como lucro. Caso contrário, [o débito] já está quitado", explica.
Para Vagner Jaime Rodrigues, sócio da consultoria Trevisan Outsourcing, a solução para evitar dívida é simples: planejamento. "[Os empresários] deixam de pagar por má gestão", afirma.
ESTRATÉGIA
Reduzir os gastos é uma das formas de aumentar as reservas, orienta Rodrigues. A indicação é investigar a planilha da empresa para verificar o que pode ser suprimido.
Não há, contudo, fórmula mágica para chegar a um percentual ideal de faturamento bruto a ser poupado.
Muitas vezes, entre negociar diretamente com a instituição credora e esperar programas de parcelamento, como o Refis, a segunda opção é mais vantajosa, avaliam Cláudio Carvajal, professor da Fiap, e Walther Bottaro de Castro, sócio da assessoria Castro & Hayashi.
"Isso não significa que o empreendedor tenha de deixar de pagar, mas, de fato, os programas são mais vantajosos", enfatiza Carvajal.
O último recurso deve ser contratar empréstimo bancário, explicam consultores, porque os juros cobrados podem comprometer ainda mais o caixa da empresa.
Fonte: Folha de S.Paulo.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Receita Regulamenta Parcelamento para Micro e Pequenas Empresas
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Empresa com Débito na Fazenda Estadual Pode ter Ingresso no Simples Nacional Negado
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Próximo Governo Terá R$ 90 Bilhões em Restos a Pagar
| Conta para o próximo governo. |
Contudo, os números representam 34,3% da verba de R$ 68,2 bilhões autorizada no orçamento, embora mais de metade do exercício já tenha transcorrido. Mas só R$ 7,5 bilhões foram pagos com recursos previstos para 2010. Os demais R$ 15,9 bilhões correspondem a restos a pagar de exercícios anteriores.
Para todos os tipos de despesas, a parcela relativa a restos chega a R$ 58,8 bilhões, de acordo com o último balanço divulgado pela ONG Contas Abertas, especializada no acompanhamento e na análise das finanças públicas.
Do montante investido em 2010, R$ 14,5 bilhões foram feitos via aplicações diretas, ou seja, a União liberando verba diretamente aos executores dos serviços. As transferências a municípios somaram R$ 4,4 bilhões (19%), enquanto os repasses a estados e ao Distrito Federal chegaram a R$ 4,3 bilhões (18%).
"Alguma transferência desse tipo é normal [restos a pagar], porque nem todos os gastos contratados num ano são pagáveis até dezembro. Mas esse tipo de operação contábil aumentou nos últimos sete anos, especialmente depois de lançado o primeiro Programa de Aceleração do Crescimento [PAC]", argumenta o economista Keyton Almeida.
O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, João Sicsú, afirmou que os investimentos da União, incluindo os realizados pelas estatais federais, devem atingir neste ano entre 3% e 3,5% do PIB. Segundo ele, a aplicação desses recursos deve se aproximar de 5% do PIB se forem incluídos os dispêndios realizados por Estados e municípios.
"Sem dúvida esse montante de investimentos públicos deve atingir o maior patamar dos últimos 15 anos. Eles estão relacionados exatamente com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também com empreendimentos da Petrobras", afirmou.
Na avaliação de Sicsú, os investimentos oficiais estão avançando de forma positiva pois, no ano passado, foram pouco inferiores a 2% do PIB. Segundo ele, o avanço da aplicação de recursos em projetos de longo prazo, sobretudo em infraestrutura, está vinculado diretamente à favorável conjuntura econômica brasileira, que apresenta seu "melhor desempenho em 25 anos".
O Ministério dos Transportes, que tem em sua estrutura o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), foi o órgão da Esplanada que mais investiu neste ano, R$ 6,1 bilhões. Em seguida aparece o Ministério da Defesa, que desembolsou R$ 3,6 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 3,1 bilhões em investimentos.
Para a consultora de orçamento da Câmara dos Deputados Márcia Mourão, o volume recorde de investimentos registrado em 2010 é excepcional e foge do padrão verificado nos últimos anos. Segundo ela, por coincidência ou sorte, o investimento máximo do atual governo será alcançado neste ano eleitoral. "Não é possível afirmar que há relação com o ano eleitoral, no qual as regras de investimentos mudam (empenhos não podem ser feitos três meses antes do pleito). O fato é que os investimentos são excepcionais", afirma.
Questionado sobre os restos a pagar em excesso e se estes podem prejudicar o próximo governo, com relação ao orçamento, o professor do Centro de Estudos Calil e Calil, Mauro Calil frisa que não haverá nenhum efeito para a próxima gestão.
"Não irá prejudicar, os restos são atrasos de obras. Mas isso é carregado de um ano para o outro desde que se conhece o orçamento da união. O próximo governo conseguirá, se quiser, pagar a dívida e ainda investir mais, basta organizar tudo direitinho", pontuou Calil.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
As Dívidas dos Clubes Brasileiros em 2009
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| Clubes do Rio foram os mais endividados em 2009. |
As dívidas dos Clube Brasileiros 2009
| # | Clubes | Reais | Euros | # | Clube | Reais | Euros |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Fluminense-RJ | 329.278.000 | 147.641.000 | 14 | Vitória-BA* | 86.589.000 | 38.824.000 |
| 2 | Vasco da Gama-RJ | 327.432.000 | 146.814.000 | 15 | Ponte Preta- SP | 82.981.000 | 37.206.000 |
| 3 | Botafogo-RJ | 317.469.000 | 142.346.000 | 16 | São Paulo-SP | 66.298.000 | 29.726.000 |
| 4 | Flamengo-RJ | 308.331.000 | 138.249.000 | 17 | Bahia-BA* | 54.669.000 | 24.512.000 |
| 5 | Atlético-MG | 285.836.000 | 128.162.000 | 18 | Goiás-GO | 49.612.000 | 22.245.000 |
| 6 | Santos-SP | 181.084.000 | 81.194.000 | 19 | Náutico* | 49.400.000 | 22.149.000 |
| 7 | Internaconal-RS | 147.577.000 | 66.170.000 | 20 | Coritiba-PR | 49.146.000 | 22.036.000 |
| 8 | Grêmio-RS | 137.318.000 | 61.570.000 | 21 | Paraná-PR | 29.004.000 | 13.004.000 |
| 9 | Palmeiras-SP | 117.061.000 | 52.487.000 | 22 | Sport-PE* | 28.954.000 | 12.982.000 |
| 10 | Portuguesa-SP | 116.907.000 | 52.418.000 | 23 | Figueirense-SC | 12.559.000 | 5.631.000 |
| 11 | Guarani-SP | 116.356.000 | 52.171.000 | 24 | Juventude-RS | 12.433.000 | 5.574.000 |
| 12 | Corinthians-SP | 99.821.000 | 44.757.000 | 25 | Atlético-PR | 1.322.000 | 592.000 |
| 13 | Cruzeiro-MG | 97.746.000 | 43.827.000 | 26 | São Caetano-SP | 1.305.000 | 585.000 |
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Governo Fará Captação de Títulos da Dívida Externa em Breve, diz Secretário do Tesouro
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, reiterou nesta quarta-feira, 7, que o governo brasileiro fará, em breve, uma captação no mercado internacional de títulos da dívida externa. Ele negou, no entanto, que a volta do País ao mercado externo ocorrerá hoje ou amanhã, conforme rumores que circulam no mercado.
O secretário está otimista com a imagem do Brasil no exterior e afirmou que "hoje o mercado financeiro já precifica um rating melhor" para o País, do que o concedido pelas agências de classificação de risco. "É só olhar o preço dos títulos brasileiros", frisou o secretário em rápida entrevista após participar de reunião mensal com parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A reunião é fechada e ocorreu para responder perguntas dos parlamentares sobre o comportamento das contas públicas.
O secretário fez questão de ressaltar, no entanto, que respeita a avaliação das agências e ponderou que elas têm um tempo maior para avaliar suas decisões.
Augustin disse ainda que não há decisão sobre o prazo do título que o Tesouro emitirá no mercado internacional. Tampouco há decisão sobre se o bônus será atrelado ao dólar, euro ou real. Ele disse também que o prazo de 10 anos para o título é o melhor para servir de referência para as emissões das empresas brasileiras no exterior. Por outro lado, um título com prazo mais longo, de 30 anos, serve para mostrar a capacidade do País de superar as dificuldades, depois de momentos de turbulência, como a crise internacional.
A mais recente captação soberana do Brasil ocorreu em 15 de dezembro de 2009, com uma reabertura do Global 2019 (vencimento em janeiro de 2019. A venda atingiu US$ 500 milhões de títulos nos mercados europeu e norte-americano e US$ 25 milhões no asiático. Os papéis, atrelados ao dólar, pagaram a menor taxa de juros da história para um bônus da dívida externa brasileira: a taxa de retorno ao investidor foi de 4,75%. Na ocasião, havia demanda de empresas brasileiras por uma taxa de referência para captações de dez anos.
No ano passado, o Brasil captou ainda recursos em outras quatro ocasiões. Em setembro, vendeu US$ 1,275 bilhão de bônus do Global 2041, com taxa final de retorno ao investidor "yield" de 5,80% ao ano; reabriu uma emissão do Global 37, com remuneração ao investidor de 6,45% e captação de US$ 525 milhões; e reabriu, por duas vezes, a emissão do Global 2019, em maio e janeiro, com taxas de retorno ao investidor, respectivamente, de 5,80% (captação de US$ 750 milhões) e 6,127% (US$ 1,025 bilhão).
Fonte: Agência Estado.
terça-feira, 16 de março de 2010
Manobra Contábil Reduz o Déficit Chinês de 2010

O Ministério da Fazenda da China mudou a contabilidade de alguns gastos governamentais de um jeito que permitiu a Pequim anunciar um déficit abaixo do nível simbólico de 3% do PIB para 2010, revela um exame da documentação orçamentária.
A mudança nas práticas contábeis, revelada brevemente num relatório do ministério, ressalta a vontade do governo chinês de exibir finanças públicas saudáveis num momento em que os mercados mundiais estão cada vez mais desconfiados de déficits e endividamentos, em meio a uma crise na Europa precipitada pela incapacidade da Grécia de cumprir o limite de 3% para déficit na zona do euro.
A manobra contábil suscita questões sobre transparência num momento em que o governo chinês, fortalecido pelo bom desempenho econômico do país no auge da recessão mundial, tem se mostrado mais crítico sobre como outros países administram suas economias.
Numa entrevista coletiva anteontem, o premiê Wen Jiabao disse que queria garantias dos EUA de que iriam honrar suas obrigações para com compradores de títulos de dívida americanos. Wen também acusou os EUA de depreciar sua moeda para pressionar a China a permitir que a moeda chinesa se aprecie, isso tudo para melhorar as exportações americanas.
Ontem, um grupo suprapartidário de 130 membros da Câmara dos Deputados dos EUA, numa carta ao presidente Barack Obama, reivindicou um amplo esforço para levar Pequim a mudar sua política cambial, incluindo tarifas sobre importações chinesas em caso de resistência.
As finanças da China, segundo as medidas oficiais, continuam mais saudáveis do que as dos EUA e de vários países europeus, embora autoridades chinesas estejam cada vez mais preocupadas com as dívidas ainda não descobertas de governos locais.
A mudança contábil simplesmente transfere os gastos de um ano para o outro e não indica que a situação geral das finanças governamentais chinesas esteja pior do que divulgado. O Ministério da Fazenda chinês prometeu manter o déficit fiscal abaixo de 3%, mesmo limite da zona do euro.
Num relatório ao Legislativo chinês, o ministério calculou que o déficit total de 2010 será de 2,8% do PIB, "basicamente o mesmo do ano passado". Mas uma contabilidade de caixa rígida dos gastos governamentais aumentaria o déficit de 2010 para 3,5% do PIB previsto e encolheria o déficit de 2009 para 2,2% do PIB, segundo cálculos do Wall Street Journal checados por três economistas.
A Grécia e outros países europeus usaram no decorrer dos anos manobras contábeis para poder atingir suas próprias metas de 3%.
Não está claro por que o governo chinês é tão apegado à meta de 3%. A China não é obrigada a manter o déficit abaixo desse patamar e vários economistas estrangeiros dizem que o governo pode operar mais no vermelho. O país não enfrenta pressão de mercados financeiros mundiais para enxugar as finanças públicas, já que seu enorme montante de poupança faz com que tenha pouca necessidade de tomar emprestado no exterior.
Mas o governo é questionado frequentemente por investidores e pelos próprios chineses sobre se os dados oficiais realmente representam o estado real da economia importante de mais rápido crescimento no mundo.
Num relatório de 2008 sobre transparência das finanças governamentais preparado pela ONG International Budget Partnership, a China recebeu nota 14 de um total de 100, a Índia recebeu 60 e os EUA, 82.
A diferença na contabilidade do déficit de 2010 tem a ver com o tratamento de 260,82 bilhões de iuans (US$ 38,16 bilhões) em gastos dos governos locais, que foram "transferidos" de 2009. Segundo o relatório do ministério, o dinheiro foi alocado para projetos em 2009 mas não foi gasto. Embora o dinheiro vá ser gasto em 2010, ainda é contabilizado como parte do orçamento de 2009.
Em respostas por escrito a perguntas do WSJ, o ministério confirmou que o dinheiro "transferido" não está incluído no orçamento de gastos para 2010.
Não é raro contabilizar as despesas no período em que o compromisso de pagá-las é feito e essa prática, o regime de competência, é empregada na contabilidade usada por várias empresas.
Mas a maioria dos governos, como a China, historicamente tem preferido o regime de caixa, que conta a receita e os gastos só quando o dinheiro é pago ou recebido.
De acordo com esses princípios, a contabilização de todo o dinheiro que o governo realmente vai gastar em 2010 necessita que os fundos sejam "carregados" para os 8,453 trilhões de iuans de despesas orçadas. Isso aumentaria em 260,82 bilhões de iuans o total de 1,05 trilhão orçado para 2010, aumentando o déficit previsto para 3,5% do PIB, em vez de 2,8%.
O verdadeiro déficit orçamentário da China em 2010 pode terminar menor que previsto, já que se baseia numa previsão da fazenda de crescimento de 8% na receita, considerada conservadora demais. O ministério também orçou para um crescimento de 8% na receita do ano passado, quando a expansão na verdade foi de 11,7%.
Fonte: Valor Econômico.
Administradores do Espólio de Michael Jackson Fecham Contrato Recorde
Os administradores do espólio do cantor Michael Jackson assinaram o maior contrato da história da indústria fonográfica com a Sony Music, estimado em mais de US$ 200 milhões, segundo dados publicados pela imprensa americana.
O acordo envolve os direitos de venda do catálogo completo do artista e de aproveitamento de um vasto legado de gravações inéditas. O contrato prevê o lançamento de dez discos ao longo dos próximos sete anos e pode chegar a até US$ 250 milhões, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (15) pelo Wall Street Journal, citando fontes que trabalharam no negócio.
O valor pode aumentar dependendo da comercialização de discos antigos e artigos de colecionadores relacionados ao cantor. Os direitos da trilha sonora do filme póstumo This is it também foram incluídos no contrato.
Sucesso póstumo
A Sony vendeu cerca de 31 milhões dos discos de Michael Jackson desde a sua morte, no dia 25 de junho. O cantor foi um dos maiores sucessos de venda do ano passado.
Segundo o correspondente da BBC em Los Angeles Rajesh Mirchandani, a esperança dos administradores do espólio de Michael Jackson é usar o dinheiro do contrato para pagar as várias dívidas que o cantor deixou. Um anúncio oficial com mais detalhes sobre o contrato deve ser feito nesta terça-feira (16).
O cantor morreu em Los Angeles em junho, aos 50 anos, a poucas semanas de uma série de shows em Londres. A polícia concluiu que Michael Jackson morreu em decorrência do uso do anestésico Propofol. Seu médico, Conrad Murray, foi indiciado por homicídio culposo, mas declarou-se inocente.
Fonte: Terra.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Receita Cobra 110 Mil Empresas por Crédito Tributário
A Receita Federal iniciou em outubro uma ação fiscal que intima 110,6 mil empresas pela cobrança de créditos tributários, os quais já atingem o total de R$ 4.7 bilhões. A cobrança dos débitos vencidos começa logo após a carga das inscrições na Divida Ativa da União, tanto para a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) mensal como semestral. O procedimento adotado anteriormente era de cobrança por lote, semestral ou anual, e agora ela passa a ser mensal e contínua. "É uma atividade permanente da Receita. A tempestividade nas ações de análise dessas declarações e, se for o caso, o envio para cobrança, deverá reduzir inadimplência", afirma o secretário da Receita Federal, Otacílio Dantas Cartaxo.
A cobrança ficou restrita aos débitos vencidos a partir de 1º de dezembro do ano passado. O prazo para atendimento desta ação foi estipulado para 30 de novembro e, após isso, os débitos cobrados e não resolvidos devem seguir para imediata inscrição no cadastramento de Dívida Ativa da União.
A Receita declarou que até a última sexta-feira (09) os sistemas dos programas de parcelamento do governo registraram 302,2 pedidos de adesão. Destes, um total de 209,6 já estão validados - o que ocorre assim que o pagamento da primeira parcela for efetuado.
Fonte: FinancialWeb.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Lei 11.941/2009 Muda Responsabilidade da Pessoa Física por Dívida da Companhia

É importante refletir sobre o alcance de tais disposições. Há opiniões no sentido de que, pela Lei 11.941/2009, a responsabilidade solidária só poderia se estabelecer na hipótese nela contemplada. Mas não compartilhamos desse entendimento. Ao nosso ver, essa disposição criou uma nova hipótese de responsabilidade solidária da pessoa física para com os débitos da pessoa jurídica, caso solicite o parcelamento total ou parcial do débito.
O grande mérito da nova disposição foi o de revogar o art. 13 da Lei 8.620/93. Ele previa a solidariedade imediata dos sócios das companhias limitadas, e a responsabilização solidária e subsidiária de acionistas controladores, diretores e gerentes, por dolo ou culpa, nas contribuições destinadas à Seguridade Social. Com a revogação, contudo, não é mais permitida a inclusão das pessoas físicas com base nesse dispositivo legal.
Nos termos do Código Tributário Nacional, as pessoas físicas só podem ser responsabilizadas pelos débitos das companhias se tiverem praticado atos com excesso de poder (contrários aos atos constitutivos das companhias) ou que envolvam ofensa à lei.
A jurisprudência anterior à Lei 8.620/93 entendia que o simples inadimplemento fiscal configurava ofensa à lei, o que permitia a inclusão das pessoas físicas no polo passivo da relação tributária.
Esse cenário tornou-se ainda mais emaranhado com a promulgação da Lei 8.620/93, na medida em que a automática responsabilização pessoal de diretores, gerentes, acionistas e sócios passou a ter “embasamento legal”. Porém é importante ressaltar que esse equívoco até foi objeto de correção jurisprudencial.
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça proferiu entendimento de que as pessoas físicas incluídas no polo passivo das execuções fiscais deverão apresentar sua defesa mediante a oferta de garantia do montante executado. No entanto, se essa posição vier a ser replicada, sem análise das circunstâncias de cada caso, repetiremos uma lógica equivocada, já afastada pelo Supremo Tribunal Federal, a de que é necessário oferecer garantia do débito para defender-se.
É inaceitável que as pessoas físicas só possam exercer esse direito mediante garantia, uma vez que, em muitos casos, sua inclusão no polo passivo ocorreu sem oportunidade prévia de defesa. Há casos em que nunca tiveram conhecimento da dívida da companhia.
A revogação mencionada certamente acarretará a revisão da jurisprudência sobre o tema, renovando um cenário ainda repleto de ilegalidades. E dessa renovação poderá advir um excelente subproduto: o da análise do conteúdo do dolo e da culpa, para fins de imposição de multa agravada pelas autoridades fiscais, quando da lavratura dos autos de infração.
Fonte: Revista Capital Aberto.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Futebol e Finanças: Economistas Entram em Campo

2.O DOADOR: Cantidiano é um dos notáveis convocados para resgatar as dívidas de R$ 300 milhões do Vasco
3.O MECENAS: o vascaíno Zagury quer a colaboração dos torcedores para salvar as finanças do clube
4.O SALVADOR: Rosenberg colocou R$ 13 milhões em caixa, mas a falta de patrocínio atrapalha o Corinthians
OS NOMES A SEGUIR PODERIAM ESTAR na equipe econômica de qualquer empresa ou governo: Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário do Ministério da Fazenda, Luís Paulo Rosenberg, ex-assessor do Ministério do Planejamento, Isac Zagury, ex-diretor do BNDES e da Aracruz, José Hamilton Mandarino, exdiretor de planejamento do BNDES e Sérgio Landau, ex-presidente da Light. Mas todos eles foram escalados para resolver problemas ligados diretamente à maior paixão do brasileiro: seu clube de futebol. Por isso toparam assumir cargos de comando em seus times. A disputa, nesse caso, estará concentrada nos números - e números muito negativos. Estudo da Casual Auditores, baseado nos balanços publicados no ano passado, contabiliza em R$ 2,6 bilhões o passivo dos 21 principais times brasileiros. Só com a União, os 15 maiores devedores totalizam R$ 1,35 bilhão em passivos, de acordo com a Previdência Social. E este ano a partida começa em desvantagem. As transferências de atletas para o mercado internacional, uma das principais fontes de receita dos clubes, está em baixa com a crise econômica mundial.
A crise também prejudicou os planos para a captação de patrocínio. O projeto de marketing para o Corinthians, elaborado por Luís Paulo Rosenberg, empacou, depois de um início promissor. No ano passado, a negociação direta de cotas de tevê e diversas ações voltadas para o torcedor resultaram em um superávit de R$ 13 milhões até novembro. "Essa é a lógica econômica, não uma revolução no futebol", diz Rosenberg. Mas, neste ano, o clube enfrenta dificuldades para manter as contas em dia, devido à demora em encontrar um novo patrocinador. A busca pelo equilíbrio no orçamento já é uma mudança de postura em relação às práticas tradicionais do futebol. "A gestão profissional é a única maneira de acabar com o atual modelo de gestão dos clubes, que ameaça sua sobrevivência", diz Sérgio Landau, que assumiu a gestão financeira do Botafogo. Contratado em tempo integral, Landau busca a melhoria administrativa do clube, com orçamento controlado e metas preestabelecidas. "Não é diferente de uma empresa privada: tudo está focado no resultado financeiro", resume ele.

MÁRCIO KROEHN
Publicado em 2008.
Fonte: IstoÉ Dinheiro.







