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domingo, 5 de maio de 2019

Doutorado Acadêmico em Inovação = Oportunidade!


Aderindo a um programa de inovação, a Universidade Federal da Paraíba passou a oferecer vagas para a realização do curso de doutorado em suas principais áreas, com foco em inovação tecnológica.

A ideia principal do programa é a realização do curso de doutorado junto à uma empresa parceira, na qual se deve desenvolver uma tecnologia para solução de um problema da empresa (extensível a demais situações).

Nesta seleção são oferecidas 7 vagas, sobre as quais detalho 2, por se tratarem de programas de pós-graduação nos quais eu sou docente: Administração e Contabilidade.

ADMINISTRAÇÃO

É oferecida 1 (uma) vaga, em parceria com a "Rosa Neto Tributos". A meta apontada é: "Desenvolver ferramentas inteligentes de gerenciamento fiscal e contábil, através da introdução gradativa de novas tecnologias, como BIG DATA e Inteligência Artificial, na atividade do escritório Rosa Neto (consultoria e planejamento tributário), priorizando plataformas de baixo custo. Para atendimento do objetivo final, será necessário realizar entregas parciais, as quais serão testadas em produção nos projetos do Escritório, gerando dados para análise de gargalos ainda não conhecidos e planejamento de integração com outras ferramentas e processos."

CONTABILIDADE

É oferecida 1 (uma) vaga, em parceria com a "Companhia de Água e Esgotos da Paraíba – CAGEPA". A meta apontada é: "Desenvolvimento tecnológico que gere novo processo que possa
avalizar minuciosamente os custos de todos os serviços prestados pela CAGEPA, a fim de melhor adequá-los às atuais práticas de mercado, tornando-os com valores mais justos e evitando cobranças abusivas ou cobranças que tragam prejuízos à Companhia."

INSCRIÇÕES

Serão realizadas pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGAA), no período de 18 de junho de 2019 até as 23:59h do dia 25 de junho de 2019, no endereço eletrônico: https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf?aba=pprocesso&nivel=S.

Mais informações em: http://www.cear.ufpb.br/arquivos/editais/EDITAL_02_DAI_DE_SELE%C3%87%C3%83O_2019-_PRPGVFEM.pdf.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Custo Tributário e Crescimento das Empresas no Brasil


Será que o aumento dos impostos afeta o crescimento das empresas?

Quando o governo decide majorar a alíquota de um tributo, buscando aumentar a sua arrecadação, não corre o risco de sofrer um revés ao impedir que empresas cresçam e recolham mais tributos?

Essas foram algumas questões levantadas em uma das aulas da disciplina de Avaliação de Empresas que ministrei no curso de Mestrado em Contabilidade no PPGCC/UFPB. Logo, o Lauro, também auditor fiscal do estado da Paraíba, levantou esta inquietação e contou com a minha colaboração e a da Márcia Machado, também professora do PPGCC.

Essa discussão originou uma pesquisa que inicialmente foi apresentada no XXIII Congresso Brasileiro de Custos. Em seguida, publicamos a versão final da pesquisa na Revista Custos e @gronegócios, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

A seguir eu resumo o que é o trabalho e apresento o link para acesso completo à pesquisa, no final desta postagem.


Artigo: Reflexo do aumento do custo tributário com o ICMS no crescimento das empresas brasileiras

Autores: Lauro Vinício de Almeida Lima, Orleans Silva Martins e Márcia Reis Machado

Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo verificar a relação existente entre a variação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o crescimento das empresas no mercado brasileiro de capitais. Com base em uma revisão de literatura acerca do custo tributário, do crescimento das empresas e do ICMS, analisou-se uma amostra de 51 empresas empresas que compuseram o índice IBrX100 da Brasil, Bolsa, Balcão (B3) entre 2010 e 2016. O estudo tem por embasamento a análise fundamentalista, onde o crescimento observado é relativo ao capital investido em razão de sua utilização para a geração de fluxos de caixa futuro. Como proxy do custo tributário com o ICMS foi utilizada a variação do percentual do tributo sobre a receita operacional entre os períodos observados, sendo controlados pelos efeitos da variação da receita, da taxa de reinvestimento, do retorno sobre o patrimônio líquido e do endividamento. Os resultados validaram o modelo estrutural da pesquisa, evidenciando a influência negativa do custo tributário com o ICMS no crescimento das empresas, ao afetar as tomadas de decisão de investimento em ambientes de recessão econômica e aumento de impostos, levantando a necessidade da ampliação do debate sobre as políticas fiscais brasileiras e o seu papel fundamental no desenvolvimento econômico do País.

Artigo completo disponível AQUI.

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domingo, 26 de maio de 2013

IFRS Reduziu Custo de Capital, diz Estudo


Não foram só os leitores de balanços que se beneficiaram do claro salto de qualidade no nível informações prestadas ao mercado depois da adoção do padrão contábil IFRS no Brasil [1].

O custo de capital próprio das companhias brasileiras diminuiu em sete pontos-base como decorrência da mudança do padrão usado para elaboração das demonstrações financeiras.

A conclusão consta da tese de doutorado do pesquisador Ricardo Luiz Menezes da Silva, recém-defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade da FEA-USP. O trabalho contou com a orientação do professor Alexsandro Broedel, ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atual diretor de controle financeiro do Itaú.

Além dessa conclusão, o estudo confirmou indicações anteriores de que o IFRS aumentou a relevância e a tempestividade da informação contábil, o que significa que os balanços têm uma relação maior com o valor de mercado e as cotações das ações na bolsa.

Não é preciso nenhum cálculo sofisticado para saber que a transição para o padrão contábil IFRS tirou o sono de inúmeros executivos no Brasil nos últimos anos, além de ter custado caro. Agora o estudo mostra que, ao menos, as horas de trabalho também beneficiaram as próprias empresas.

"Muita gente assume que as coisas são verdade, mas eu prefiro testar. E essa é uma evidência empírica de que um efeito contábil afeta a realidade", afirma Broedel, ao comentar que tanto a teoria como estudos realizados em outros países indicavam que um padrão contábil mais transparente teria como consequência a redução do custo de capital.

O professor reconhece que a queda de sete pontos-base não tem um efeito "revolucionário" para as empresas, mas considera o resultado "importante". "Sempre que a gente consegue mostrar que algo contábil tem efeito no mundo não contábil, isso é relevante", afirma Broedel.

Para medir a diferença no custo de capital, o estudo conduzido por Silva usou um banco de dados com informações contábeis e de mercado do período entre 2000 e 2011, considerando os anos de 2010 e 2011 como pós-adoção.

Para cálculo do custo de capital foi usado o método que leva em consideração o crescimento estimado do lucro por ação, conhecido pela sigla em inglês PEG (Price Earnings Growth).

Silva comparou então o comportamento do custo de capital de 30 companhias abertas que adotaram o IFRS completo voluntariamente antes de 2010 e outras 93 (integrantes do IBrX, mas sem sobreposição e excluindo instituições financeiras) que fizeram a migração de padrão apenas naquele ano - como era exigido pela CVM.

"Eu não poderia apenas comparar a variação do custo de capital entre 2009 e 2010 e dizer que o IFRS explicava a diferença", afirma o pesquisador, ao justificar o uso da metodologia, que seguiu um padrão usado em trabalhos acadêmicos publicados no exterior. A principal base foi um estudo da pesquisadora Siqi Li, feito com empresas europeias, que apontou queda de 48 pontos-base no custo de capital próprio com base em metodologia semelhante.

Na visão de Silva, entre os motivos que podem explicar a diferença de impacto está o fato de a adoção no Brasil ter ocorrido em etapas. "Não fiz nenhum tratamento para considerar a antecipação das normas de 2008 e 2009. Talvez o efeito pudesse ser maior", afirma o pesquisador.

De acordo com o professor Broedel, o resultado da tese sobre IFRS vai na mesma linha de outro estudo acadêmico que provou que as empresas mais transparentes tem um custo de capital próprio inferior às demais. O trabalho, assinado pelo próprio Broedel e por Roberta Carvalho de Alencar, foi publicado em 2010 pelo The International Journal of Accounting.

Os autores partiram da hipótese de que a baixa associação entre transparência e redução de custo de capital verificada em estudos realizados nos EUA se devia ao ambiente regulatório americano, que já exige, como divulgação mínima, um grande volume de informações.

E consideraram que em ambientes com nível de transparência mínimo menor, como no Brasil, a divulgação adicional de informações poderia ter um impacto relevante no custo de capital.

Os autores construíram, então, com base em uma amostra de 50 empresas mais líquidas da BM&FBovespa, um índice de transparência com base em 47 itens que as empresas divulgaram ou não entre 1998 e 2005.

A conclusão do trabalhou foi de que quanto maior o índice de transparência menor o custo de capital próprio das companhias.

Para as empresas com menor cobertura de analistas de mercado e para aquelas com controle difuso, os resultados foram os mais pronunciados, com reduções de 26 e 27 pontos base no custo de capital, respectivamente.

"Esse discurso de que transparência nem sempre é bom merece atenção", diz o ex-diretor da CVM, que acredita que a abertura de informações beneficia as empresas especialmente no longo prazo.


[1] A melhora da qualidade da informação contábil reduz o chamado risco de informação que, conforme estudos recentes no mercado brasileiro de capitais, é precificado. Ou seja, quanto maior o risco, maior tende a ser o retorno da ação (e vice versa). Essa redução de risco explica parte da redução do custo de capital (que é o retorno exigido pelos investidores no mercado).


Fonte: Valor Econômico.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil é o País Emergente Mais Caro para Negócios

Custos para as empresas no país são apenas 7% menores do que nos EUA. China e Índia são os países mais baratos, com valores cerca de 25% menores do que nos Estados Unidos.



O Brasil é o país mais caro para se fazer negócios dentre os países emergentes e exibe custos similares aos das principais economias maduras, apontam dados de um estudo da consultoria KPMG.

"Alternativas Competitivas" compara a estrutura de custos para as empresas em 14 países, levando em conta questões tributárias, trabalhistas, aluguéis e custo de capital, entre outras.

O estudo também compara 19 setores, de manufatura de automóveis e processamento de alimentos à produção de videogame. Em todos o Brasil é o mais caro dentre os emergentes.

Tomando a estrutura de custos dos Estados Unidos como base, o estudo da consultoria mostra que, de modo geral, fazer negócios no Brasil é só 7% mais barato.

A China, país mais barato para se fazer negócios dentro do universo pesquisado, tem uma estrutura de custos 25,8% mais barata do que a dos EUA. Em seguida vêm Índia (25,3%) e México (24,53%). Só são mais caros que os EUA a Alemanha (0,1%), a Austrália (3,7%) e o Japão (9,5%).

Considerando apenas o setor automotivo, o Brasil é 5,4% mais barato do que os EUA, enquanto o México é 13% mais barato.

Em termos de impostos e tributos, o Brasil é 43% mais caro que os EUA, ficando em 11º lugar.

Para a KPMG, o fato de o Brasil ser "reconhecido como emergente" e ter custo tributário maior do que economias maduras é "um enigma".

Mas a situação brasileira é ainda pior quando se analisam incentivos tributários ou impostos sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), fundamentais para garantir a competitividade futura da indústria.

O Brasil é o país que menos oferece incentivos para P&D dentre os países pesquisados.

Considerando todos os custos envolvidos em P&D, incluindo salários de profissionais qualificados, o Brasil é o sétimo mais caro. Os dados do país foram convertidos para o dólar a R$ 1,80.  

Fonte: Folha de S.Paulo.

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sábado, 23 de abril de 2011

Malabarismos da Contabilidade Mental



Imagine que está na praia num dia quente de Verão e que está com muita sede, e uma cerveja fresca era mesmo o que lhe apetecia. Um amigo oferece-se para ir comprá-la ao único local aberto perto da praia e pergunta-lhe quanto está disposto a pagar, dizendo-lhe que não comprará a cerveja se o preço for maior que aquele que indicar. Que preço indicaria no caso de o único local aberto ser o bar de um hotel? E no caso de ser uma mercearia de bairro?

Apesar de se esperar que seja indicado um preço igual, já que em ambos os casos está em causa beber uma cerveja para saciar a sede, estudos revelam que a maioria das pessoas indica um preço mais alto no caso de o único local aberto ser um hotel do que no caso de ser uma mercearia.

Esta conclusão é desenvolvida no âmbito da teoria da contabilidade mental, a qual propõe essencialmente que os indivíduos executam mentalmente operações de contabilidade organizada à semelhança do que fazem as empresas e que lhes permite organizar e avaliar as suas decisões económico-financeiras.

No exemplo da cerveja está presente não apenas a utilidade do bem adquirido (que faz esperar que os indivíduos estivessem dispostos a pagar o mesmo preço por uma cerveja) mas também o conceito de utilidade da transacção, que permite que os indivíduos distingam o preço de referência ou esperado do preço pago. É, aliás, esta operação de contabilidade mental, em que são utilizados preços de referência, que torna as promoções mais eficazes quando na etiqueta do preço é indicado o preço anterior (mais alto) do que quando é apenas indicado o preço após o desconto. E nos faz comprar só para "aproveitar" a (utilidade da) promoção.

Outra conclusão desta teoria é a nossa necessidade de amortização de custos afundados, quando estes, como o próprio nome indica, não deveriam exercer mais nenhuma influência nas nossas decisões. É o que acontece quando decidimos guardar um par de sapatos acabados de comprar e que afinal não servem e nos magoam, tanto mais tempo quanto mais tenha- mos pago por eles, até ao dia em que consideramos amortizado o seu custo.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal).

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fazenda Leva ao TCU Novo Sistema para Contas Públicas

Novo conceito trata o gasto público como custo, o que exige ajustes contábeis nas informações.



O ministro interino da Fazenda, Nelson Machado, informou nesta segunda-feira, 11, que o novo sistema de informação de custos da Administração Federal entra agora na segunda fase de implantação. Segundo ele, nessa fase estão sendo treinados funcionários dos ministérios para trabalharem na avaliação das informações produzida pelo novo sistema. Esse sistema que está sendo implementado tem um novo conceito para avaliação dos gastos públicos.

Segundo Machado, o novo modelo de avaliação trata o gasto público não como despesa, mas como custo. Isso exige ajustes contábeis nas informações sobre os gastos públicos. O ministro conversou nesta manhã sobre o novo sistema com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar. 

Machado apresentou um livro preparado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostra como esse novo sistema está sendo implementado na administração pública federal. Segundo Machado os dados agora, nessa nova metodologia estão sendo validados. "A grande importância do sistema é utilizar essa informação de custos para reduzir os custos", disse Machado. Segundo ele, o TCU já criou um comitê de custos para trabalhar com informações já baseadas nessa nova metodologia.

Notícia divulgada pelo instituto  SOCIAL IRIS.


Fonte: O Estadão.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Lucro de Empresas dos EUA Deve-se a Cortes, Não a Vendas

Corte de custos



O aumento do lucro que as empresas norte-americanas têm anunciado nos balanços do segundo trimestre deve-se mais ao corte de gastos do que às vendas de produtos, segundo uma reportagem do jornal The New York Times.

“Muitas empresas estão priorizando corte de gastos para manter o crescimento do lucro, mas os benefícios majoritariamente vão para os acionistas, e não para a economia, na medida em que os administradores mantêm o dinheiro parado ao invés de usá-lo em contratação de funcionários e na produção”, afirma o jornal.

A fabricante de motos Harley Davidson, por exemplo, anunciou no ano passado que cortaria entre 1.400 e 1.600 empregos até o final de 2011, além dos 2.000 já demitidos no ano passado. Com isso, a companhia triplicou seu lucro no segundo trimestre deste ano, para US$ 71 milhões.

Fonte: Estadão.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Adesão ao IFRS Reduz Custo de Capital, diz CPC


Além de tornar uma empresa mais transparente e seus resultados comparáveis no mercado, o padrão de contabilidade IFRS, a ser adotado no Brasil obrigatoriamente em 2010, pode reduzir os custos de capital de uma companhia. A afirmação é do membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e diretor de Pesquisa da Fipecafi Nelson Carvalho.

"Para emitir títulos de dívida de US$ 500 milhões, uma companhia brasileira não bancária pagou 8,25% de custo sobre empréstimo. O banco líder do consórcio responsável pela operação aviou os executivos da empresa que, se eles tivessem divulgado o balanço no modelo IFRS, haveria uma redução de 120 pontos base nesse custo", afirmou Carvalho.

De acordo com o executivo, a transição ao padrão IFRS traz muitos benefícios, embora dispendiosa. "Uma empresa, cuja transição pude acompanhar de perto, demorou três anos para completar o processo, com gastos estimulados em US$ 5 milhões. E por que desembolsar tanto? A transparência reduz custo de capital, uma vantagem fundamental para as corporações. Além disso, o valor dos papéis cresce significativamente em uma Oferta Inicial de Ações [da sigla IPO, em inglês], pois o mercado reconhece empresas de alta governança corporativa", disse.

Fonte: FinancialWeb.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Custo dos Estádios do Mundial 2014 no Brasil


A FIFA divulgou no principio do mês as lista das 12 cidades brasileiras que vão ser sedes do Campeonato do Mundo de 2014. Tal como no Euro 2004 em Portugal e na maior parte das empreitadas neste género de torneios, a construção ou remodelação dos estádios estará a cargo de parcerias público-privadas.

Segundo a estimativa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) os investimentos na construção e remodelação dos 12 estádios serão de cerca de R$ 2.200 milhões (806,5 milhões de Euros), o que torna o custo médio de cada estádio de cerca de R$ 185,5 milhões (67,8 milhões de Euros).

Aqui ficam as 12 sedes do Mundial de 2014 no Brasil, com referências à capacidade dos estádios e aos custos estimados nas suas construções, sendo que o destaque vai para o novo estádio Nacional em Brasília, como o projecto mais caro R$ 520 milhões (190 milhões de Euros) e para a remodelação do estádio do Morumbi em São Paulo como o projecto mais barato R$ 136 milhões (50
milhões de Euros).

Os 12 Estádios do Mundial 2014 no Brasil:

Belo Horizonte – Estádio Mineirão – 70.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Brasília – Estádio Nacional – 70.000 lugares – Novo – R$ 520 milhões
Cuiabá – Estádio Verdão – 45.000 lugares – Novo – R$ 400 milhões
Curitiba – Arena da Baixada – 41.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Fortaleza – Estádio Castelão – 53.000 lugares – Remodelado – R$ 300 milhões
Manaus – Arena Manaus – 42.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões
Natal – Arena das Dunas – 45.000 lugares – Novo – R$ 300 milhões
Porto Alegre – Estádio Beira-Rio – 62.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Recife – Arena Cidade da Copa – 46.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões
Rio de Janeiro – Estádio Maracanã – 90.000 lugares – Remodelado – R$ 430 milhões
Salvador – Estádio Fonte Nova – 55.000 lugares – Remodelado – R$ 400 milhões
São Paulo – Estádio Morumbi – 62.000 lugares – Remodelado – R$ 136 milhões

De salientar que foram apresentadas 17 candidaturas, sendo que os estádios de Rio Branco, Belém,
Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, ficaram de fora da prova.

Fonte: Futebol Finance.

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