segunda-feira, 4 de maio de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Inflação de março é a maior dos últimos 20 anos! Acumulada chegou a 8,13%
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Governo Pode Usar Impostos para Conter Inflação
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dinheiro de Plástico
terça-feira, 26 de abril de 2011
Impostos do Casamento Chegam a 50%
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Gabrielli Nega que Reajuste da Gasolina Seja Adiado Para não Atrapalhar Inflação
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Defasagem na Tabela do IR Passa de 70%
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| Governo abandona política de correção anual, e discrepância entre reajustes e inflação acumulados aumenta. |
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Mercado Eleva Previsão para Inflação Neste Ano Para 5,32%, aponta BC
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Google Cria Sistema Próprio de Índice de Preços
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Decisão do Copom Reflete Melhora Inflacionária
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| Equipe do Banco Schahin analisa manutenção da Taxa Selic em 10,75%. |
O comunicado divulgado ao término da reunião afirmou que "o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião" e que este nível da taxa de juros básica "proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória das metas". De maneira interessante, o texto citou que o Comitê "não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo", ou seja, admite que alguma aceleração da inflação nos meses seguintes já está considerada em seu cenário.
Em nossa visão, tal decisão está baseada na melhora observada no ambiente inflacionário recente, que foi refletida em três meses de variações próximas de zero no IPCA, além da deterioração das perspectivas para a economia mundial e de sinais de que a atividade interna cresce em ritmo menos intenso, fatores que contribuem para minimizar os riscos para a inflação futura. A despeito das expectativas dos agentes para o IPCA de 2011 ainda se encontrarem acima do centro da meta, entendemos que as incertezas que existem tanto no cenário doméstico como, principalmente, no âmbito internacional, tornam tais previsões mais sujeitas a erros, de modo que não caberia ao BC reagir a esta divergência neste momento. Em suma, em um ambiente de elevada imprevisibilidade, o melhor a ser feito é aguardar sinais mais conclusivos das variáveis relevantes, que tornem o cenário mais claro para futuras decisões.
Desta forma, diante da perspectiva de que a Selic não será mais alterada por enquanto, a grande questão que se coloca agora consiste em identificar qual o timing e a direção do próximo movimento a ser tomado pelo Copom. Em meio às incertezas mencionadas no parágrafo anterior, não há como fazer apostas convictas a este respeito no contexto atual, além de apontar como mais provável a manutenção dos juros até o final do primeiro trimestre do ano. Após isso, não se pode descartar no momento as possibilidades de alta e de baixa, sendo que o sentido a ser tomado dependerá da evolução do cenário inflacionário e seus condicionantes.
A redução da Selic poderia vir com a consolidação de um ritmo de crescimento interno mais moderado e com a acomodação da inflação em torno da meta, confirmando a tendência dos últimos anos que tem mostrado que a economia brasileira está preparada para conviver com níveis de juros cada vez mais baixos e alinhados aos padrões internacionais. Por outro lado, os fatores condicionantes do consumo seguem sólidos, com altas significativas da massa salarial e do crédito, movimento impulsionado também por políticas fiscal e creditícia ainda expansionistas. Ou seja, caso este cenário se mantenha, poderá caber à política monetária promover o ajuste, requerendo assim retomada do aumento da Selic em algum momento em 2011. Ou seja, a solução deste dilema entre aumento/redução da Selic em 2011 está em grande medida nas mãos do governo, que deverá definir o mix de suas políticas - quanto maiores os estímulos em termos de gastos públicos e crédito, maior será a chance do BC precisar apertar a política monetária (e vice-versa).
De toda maneira, como de costume fica a expectativa para a leitura da ata, a ser divulgada na próxima quinta-feira (dia 09), que poderá trazer elementos adicionais em relação aos aspectos decisivos para a seqüência da política monetária. Por hora, reforçamos a visão neutra em relação ao curto prazo, sem perspectiva de mudanças na Selic ao menos até o final do primeiro trimestre de 2011."
Fonte: FinancialWeb. Continue lendo >>
quarta-feira, 28 de abril de 2010
BC Decide Juros em Meio a Debate Sobre "Superaquecimento" Econômico
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros, a Selic. A reunião ocorre em meio a estimativas de mercado de que a economia brasileira estaria “superaquecida”, o que exigiria uma nova rodada de elevação dos juros.
A maioria dos analistas consultados pelo BC na pesquisa Focus aposta em um aumento de 0,5 ponto percentual nos juros, elevando a Selic para 9,25% ao ano. Muitos economistas, no entanto, já falam em um aumento de 0,75 ponto percentual.
O principal argumento para um maior aperto monetário é a inflação. As previsões de aumento da inflação vem sendo revistas para cima a cada semana e já ultrapassam o centro da meta do governo, que é de 4,5%.
O Focus desta segunda-feira prevê, para este ano, uma alta de 5,41% do IPCA – o índice de inflação que baliza as decisões do governo.
‘Superaquecimento’
Em seu relatório anual, divulgado na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para o risco de “superaquecimento econômico” no Brasil, resultado de um consumo interno mais forte do que a produção no país.
De acordo com essa avaliação, o Produto Interno Bruto do país entrou em um ritmo de crescimento que supera sua capacidade produtiva, resultando em uma inflação maior.
Na semana passada, o FMI revisou para cima a expansão do PIB brasileiro em 0,8 ponto percentual: a previsão agora é de um crescimento de 5,8% em 2010.
Entre os analistas consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central, o otimismo é ainda maior. A maioria prevê uma expansão de 6% para o PIB deste ano.
O governo, no entanto, rebate a tese de que a economia brasileira esteja crescendo rápido demais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na semana passada que a economia está “aquecida, e não superaquecida”.
“Não há ainda sinais concretos. É preciso esperar com paciência os resultados de abril, de maio, de junho, da produção, para ver”, disse.
Inflação
As expectativas de inflação para esse ano vêm aumentando a cada semana, de acordo com o levantamento Focus, do Banco Central.
A maioria dos analistas aposta em uma alta de 5,41% do IPCA para este ano – acima do centro da meta do governo, que é de 4,5%, mas ainda abaixo do teto, de 6,5%.
Uma das dúvidas entre os economistas é o quanto dessa inflação pode ser considerada temporária, ou seja, reflexo de aumentos pontuais nos preços de alguns bens e serviços, e não de um descompasso entre consumo e produção, o que seria mais preocupante.
Entre os setores que mais têm puxado a inflação para cima está o de alimentos. Diversos itens, como frutas e hortaliças, vêm subindo de preço. A avaliação do IBGE é de que as chuvas do início de ano são a principal causa dessa alta, mas que o “aumento da demanda” também ajudou.
O economista-chefe da BES Investimentos, Jankiel Santos, diz que é preciso “ancorar” os aumentos de preços nesse momento, com uma alta de de juros. Mas segundo ele, a inflação “não está em um nível preocupante”.
“Imaginar que essa dinâmica (de aumento de preços) será perversa durante todo o ano, não me parece ser o caso”, diz.
Contas externas
Se por um lado o aumento da taxa de juros é visto como o principal instrumento de controle da inflação, a medida também tem seus efeitos colaterais.
Um deles é a valorização do real diante do dólar. Uma Selic mais alta tende a atrair o capital estrangeiro, o que representa mais dólares no país – e em consequência, uma cotação menor para a moeda americana na comparação com o real.
O câmbio valorizado costuma reduzir a competitividade do produto nacional no exterior, prejudicando as exportações e o saldo da balança comercial, um problema que já estaria em curso, segundo economistas.
De acordo com o Banco Central, o déficit das contas externas do país chegou a US$ 12,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, o pior resultado para o período desde 1947.
O economista Yoshiaki Nakano, da FGV-SP, diz que o aumento da Selic vai “piorar” esse cenário – e que a saída é estimular a produção, com incentivos fiscais, e não coibir o consumo.
“Vamos continuar cometendo os mesmos erros do passado, acionando instrumentos errados de política econômica”, avalia o professor, em seu site.
Questionado sobre o problema durante uma coletiva de imprensa em Washington, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o assunto “requer atenção”, mas que o déficit em conta corrente “tende a se ajustar” ao longo do tempo.
Fonte: BBC Brasil.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Banco Mundial vê Risco de Superaquecimento Econômico no Brasil

O relatório do Panorama Econômico Mundial divulgado pelo Banco Mundial, nesta quarta-feira, alerta o Brasil quanto ao risco de superaquecimento interno e recomenda que o País reverta a política de estímulo para que isso seja evitado.
De acordo com o relatório, conforme a recuperação econômica se torna mais sólida, a posição da política monetária nos países da América Latina deve passar para a "mais neutra".
O Banco Mundial diz que o Brasil está mais perto desta mudança de estratégia, devido ao seu regime orientado para controlar a inflação, do que outros países da região, como a Colômbia e o México.
As estimativas do Banco Mundial para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de 5,5% em 2010, apresentando um declínio em 2011, com um avanço de 4,1%.
Fonte: Terra.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Analistas do Mercado Preveem mais Inflação e Crescimento para 2010
Os economistas do mercado financeiro elevaram, na última semana, sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010, que passou de 4,80% para 4,86%, informou nesta segunda-feira (22) o Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.
Essa foi a quinta semana consecutiva de aumento da previsão, que, com isso, se afastou ainda mais da meta central de inflação para este ano, que é de 4,50%. De acordo com o sistema de metas, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo em relação à meta central. Assim, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2011, a previsão do mercado para o IPCA permaneceu em 4,50%.
Taxa de juros
Com base no sistema de metas de inflação, o BC calibra a taxa básica de juros. Se os modelos da autoridade monetária indicam que a inflação pode ficar acima da meta central, o BC sobe os juros.
Para o fim de março, a projeção do mercado para os juros foi mantida estável em 8,75% ao ano, atual patamar da taxa de juros. Para o fechamento de 2010, a estimativa permaneceu em 11,25% ao ano, de modo que o mercado acredita em elevação da taxa Selic no decorrer deste ano. Para o fim de 2011, entretanto, a projeção do mercado para os juros recuou de 11,25% para 11% ao ano na semana passada.
Crescimento econômico
Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas do mercado financeiro elevaram, na última semana, a expectativa de crescimento deste ano de 5,47% para 5,50%. Foi a segunda semana seguida de aumento desta previsão. O Banco Central estima um crescimento de 5,8% para a economia neste ano, enquanto que a previsão do Ministério da Fazenda é de uma expansão de 5,2%. Já para 2011, a projeção dos economistas do mercado financeiro permaneceu em 4,50% de crescimento.
Taxa de câmbio
Na semana passada, dado que foi informado nesta segunda-feira (22), a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2010 permaneceu estável em R$ 1,80 por dólar. Para o fechamento de 2011, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou inalterada em R$ 1,85 por dólar.
Balança comercial e investimentos estrangeiros
Para 2011, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial caiu de US$ 5 bilhões para US$ 1,6 bilhão de superávit.
No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2010 permaneceu estável em US$ 38 bilhões na última semana. Para 2011, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou em US$ 40 bilhões.
Fonte: O Globo.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Inflação no Governo Lula é 37% Menor que nos Anos de FHC

Com a divulgação da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2009, ficam mais nítidos tanto o impacto social como o custo da estabilidade de preços dos sete primeiros anos de governo do presidente Lula, informa Marcio Aith em reportagem na Folha desta quinta-feira.
O índice fechou 2009 com taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Entre 1995 e 2002, durante o período de implementação do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso, o IPCA médio ficou em 9,1%.
De 2003 a 2009, sob o governo do PT, o índice médio caiu para 5,7%. Ou seja: a inflação média anual dos sete anos de Lula é mais de um terço (37%) menor que a dos oito anos de FHC.
Associada ao aumento do salário mínimo e a programas de transferência de renda, a inflação mais baixa funcionou como motor de redução da pobreza. Em 2003, com um salário mínimo, comprava-se pouco mais de uma cesta básica (1,5). Hoje, compra-se algo mais que duas (2,2) cestas básicas.
Fonte: Folha Online.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Prévia da Inflação Oficial Fecha 2009 em 4,18%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em dezembro, refletindo principalmente o alívio nos custos de alimentação.
O indicador subiu 0,38% neste mês, após elevação de 0,44% em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). A mediana e a média de 30 projeções apontaram taxa de 0,34% neste mês, ante 0,44% em novembro. Os prognósticos oscilaram de 0,30 a 0,42%.
A taxa dos preços dos alimentos arrefeceu de 0,39% para 0,17% entre novembro e dezembro, uma vez que itens como arroz e feijão ficaram mais baratos, assim como o tomate, leite pasteurizado, carnes, entre outros produtos importantes no orçamento familiar, informa o IBGE.
Em 2009, o IPCA-15 acumulou alta de 4,18%, bem abaixo dos 6,10% de 2008. O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país.
A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.
Fonte: G1.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Mercado Reduz Projeção de Inflação para 2009 e 2010

Analistas do mercado financeiro reduziram as estimativas para a inflação este ano e em 2010. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2009, caiu de 4,29% para 4,27%. Para 2010, a estimativa foi reduzida de 4,50% para 4,45%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de mercado sobre os principais indicadores financeiros.
As estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Essa meta, válida para 2009 e 2010, tem limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic.
A projeção para essa taxa foi mantida tanto para o final de 2009 (8,75% ao ano) quanto para o fim de 2010 (10,50% ao ano). Quando o BC considera que a economia está aquecida e os preços estão em alta, a taxa básica sobe e, quando ocorre o inverso, a Selic é reduzida.
Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi mantida em 3,99%. Para 2010, a projeção passou de 4,40% para 4,50%.
Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa é de deflação neste ano. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,41% para -0,44% e para o IGP-M, de -0,65% para -0,87%. Em 2010, os analistas mantiveram a projeção de alta de 4,50% para esses dois índices.
A estimativa para os preços administrados foi mantida em 4,10%, em 2009, e em 3,5% em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, para este ano, foi mantida expectativa de 0,18%. Para 2010, também não foi alterada a projeção de 4,80%.
A expectativa para a queda da produção industrial teve uma leve alteração, de -7,56% para -7,57%, em 2009. Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 6,50%. Os analistas também ajustaram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,95% para 44% neste ano e de 41,90% para 42% em 2010.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi mantida em R$ 1,70. Para 2010, a previsão também não foi alterada (R$ 1,75). A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano subiu de US$ 25,850 bilhões para US$ 26 bilhões. Para 2010, os analistas alteraram a estimativa de US$ 16 bilhões para 16,250 bilhões.
Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$ 16,8 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Para 2010, foi alterada a projeção de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões. Para o próximo ano, a projeção também não foi alterada (US$ 33 bilhões).
Fonte: Terra.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Manutenção da Selic Deixa País Entre 5 Que Mais pagam

O Brasil deve se manter entre cinco os países que pagam mais juros, independentemente da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir, elevar ou manter a taxa básica de juro (Selic) - atualmente em 8,75% ao ano. Caso a taxa suba 0,25 ponto percentual, o País cai da segunda para a terceira colocação e, se houver queda de 0,25 ponto percentual, vai para o quarto lugar na lista.
Atualmente, a taxa real de juros do País dos últimos 12 meses, descontada a inflação do período, está em 6,1%, menor apenas que a da China, com 6,8%. Na sequencia aparecem as da Argentina (5,4%), Turquia (5%) e Malásia (4,9%). Mesmo num cenário de manutenção da Selic, a projeção para o Brasil no próximo ano cai para o quarto posto (4,3%), com a subida da Argentina e da Malásia.
Em caso de queda, o País fica com taxa esperada de 4% e caso a Selic seja elevada, na terceira posição do ranking equiparado a Malásia, fica com 4,5%.
Segundo ranking mundial de juros divulgado pela consultoria Uptrend, a recente decisão de cobrar 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em investimentos estrangeiros deve reduzir a competitividade brasileira na captação de recursos.
Com a atual política adotada pelo Banco Central, o Brasil está na quarta posição do ranking de juros nominais, atrás somente da Venezuela (18,13%), Argentina (11,15%) e Rússia (10%). A média geral feita com base nas 40 principais economias ficou em 3,13% e as últimas colocações da lista foram, respectivamente, da última para a antepenúltima, Cingapura (0,01%), Japão (0,1%) e Estados Unidos (0,12%).
Fonte: FinancialWeb.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Plano Real: Os 15 Anos de uma Conquista
Além de colocar o Brasil no rol dos países que conseguiram adotar uma política monetária responsável, o Real inaugura um marco para o consumo no Brasil e um estímulo ao crescimento econômico. “A inflação distorcia o planejamento das empresas e do governo, além de penalizar a população mais pobre. O aumento constante dos preços era como um imposto corroendo diariamente o poder de compra do salário”, diz Jorge Jatobá, economista da Ceplan - Consultoria Econômica e Planejamento.
Com os preços estáveis e aumento da oferta de crédito, o brasileiro conseguiu comprar bens como TVs, geladeiras, lavadoras e celulares. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de geladeiras nos lares do País passou de 71,8% (em 1993) para 91,4% em 2007.
O vice-presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Djalma Cintra Júnior, frisa que o Plano Real obrigou o varejo a aprender a operar sem inflação. “Nos tempos de inflação alta, o mais importante era comprar certo. Já com a moeda estável foi preciso pensar na gestão como um todo, incluindo RH, área comercial e administração”, observa. Os supermercados chegavam a fazer remarcações diárias de preços e as donas de casa pareciam estar na guerra, inclusive fazendo compras em atacado para estocar.
POLÍTICA
No campo da política, o Plano Real foi acusado pela oposição (liderada na época por Lula) de se tratar de um estelionato eleitoral. O PT combatia o plano, bradando que ele funcionaria como cabo eleitoral de Fernando Henrique Cardoso, captando votos para a sua primeira eleição presidencial, em 1998. O sociólogo tinha sido o quarto ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e um dos pais da iniciativa. Os oposicionistas defendiam que após o processo eleitoral, o Real faria água e a inflação voltaria. “Os que apontaram o Real como um plano eleitoreiro tiveram que engolir a seco, porque ele cumpriu o seu objetivo de acabar com um longo período de hiperinflação depredadora do poder de compra da população”, diz Jorge Jatobá.
“O Real também foi responsável por colocar o Brasil no conjunto dos países que fazem política econômica de forma séria. Passamos a ter uma política fiscal e monetária responsável e isso foi um ganho importante para a nação”, destaca o professor do Departamento de Economia da UFPE, Gustavo Maia Gomes. O economista, que participou das discussões sobre a implantação do Real nos anos 90, avalia que o governo Lula tem sido responsável na condução da macroeconomia, mesmo tendo sido contrário ao plano. Durante a gestão petista na Presidência da República, a inflação tem se mantido na casa de um dígito.
No ano passado, o índice fechou em 5,90% e para este ano, as estimativas apontam para uma taxa de 4,20%. “Não temos uma inflação como a dos Estados Unidos, de 2,3%, mas estamos num patamar aceitável para um país em desenvolvimento e abaixo do índice de outras nações emergentes”, defende Jatobá. Desde a Proclamação da República, o Brasil teve nove moedas (veja arte). Ao longo dos 15 anos do Real, a inflação acumulada é de 244,86%. Que perdure a estabilidade econômica.
Fonte: Jornal do Commercio.
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