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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Inflação, o Inimigo Comum do Brasil e da Rússia


Anos de desilusão econômica colocaram Brasil e Rússia em rota de colisão com um velho inimigo: a inflação.

Em 2001, os dois países foram incluídos, juntamente com Índia e China, num bloco batizado de “BRICs”, a famosa sigla criada por Jim O’Neill, ex-economista do banco Goldman Sachs, GS +0.57%  para um grupo de novas potências econômicas. Passados 14 anos e diversas políticas equivocadas, há hoje muito menos otimismo em relação aos BRICs, principalmente no Brasil e na Rússia.

O equívoco mais recente foi o corte de 1,5 ponto percentual que a Rússia fez, na semana passada, em sua taxa referencial de juros de recompra, para 12% ao ano, basicamente um convite para que os preços ao consumidor, já em alta, acelerem ainda mais. No caso do Brasil, mais escolado no longo processo de lidar com os danos que uma inflação arraigada podem causar, o banco central voltou a elevar a taxa Selic, para 13,25% ao ano, estrangulando ainda mais o crescimento.

Nada disso é exatamente uma surpresa para os que acompanham o mercado doméstico dos dois países. O Brasil vem se debatendo com um déficit em conta corrente persistente, o que torna o financiamento da dívida externa vulnerável à queda do real. A Rússia está mais preocupada com a fuga de capital, principalmente de cidadãos russos atingidos por sanções ocidentais e pela queda nos preços do petróleo.

Os governos da Rússia e do Brasil precisam agir para inspirar confiança em seus cidadãos e nos investidores estrangeiros, caso queiram sustentar um crescimento econômico de longo prazo. Essa perspectiva pode ser comprometida se os dois países permitirem uma escalada da inflação para obter crescimento no curto prazo.

Enquanto o resto do mundo se vê às voltas com a deflação, o índice de preços ao consumidor do Brasil subiu 8,13% em março na comparação anual, acima do limite de 6,5% estabelecido pelo BC. E expectativas embutidas de inflação têm gerado um ciclo de aumentos preventivos de preços. Parte da culpa é das políticas de estímulo passadas. O governo interveio para enfraquecer o real, manteve o déficit fiscal em face de uma demanda superaquecida e os bancos estatais injetaram um imenso volume de crédito subsidiado em grandes empresas com pouca transparência.

Esse estímulo desenfreado forçou o BC a dobrar seus esforços na luta contra a inflação. As políticas também criaram distorções: qualquer empresa excluída das benesses do Estado tem que captar recursos a juros baseados na referência da Selic.

Agora que o governo de Dilma Rousseff enfrenta a resistência do Congresso para controlar os excessos fiscais, o BC é obrigado a apertar ainda mais sua política monetária, num momento de queda acentuada nos preços das principais commodities de exportação do país. O resultado é a ameaça de outra contração econômica, depois de quase quatro anos de crescimento anual médio abaixo de 1%.

“Não há nada mágico nisso: eles só têm que recuar e desfazer tudo que fizeram nos últimos quatro anos”, diz Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina. “É um ajuste de vários anos [...] não dá para consertar as coisas da noite para o dia.”

A Rússia está, agora, cometendo os mesmos erros. Embora o banco central afirme que os cortes de juros sejam meramente uma política de emergência introduzida no fim do ano, ele está essencialmente apostando que o crescimento de curto prazo pode ter prioridade em relação à inflação. O contexto é que, em dezembro, quando o rublo estava em queda livre, a taxa de recompra foi elevada para 17% para conter a fuga de capital deflagrada pelo colapso do preço do petróleo e pelas sanções econômicas impostas a Moscou pelos Estados Unidos e a Europa por conta do conflito militar na Ucrânia.

Agora que a moeda russa está subindo novamente à medida que os preços do petróleo vivem uma pequena recuperação, tanto o banco central quanto o governo estão afirmando que a crise acabou, que é hora de cortar os juros e que o rublo deve cair para restaurar a competitividade das exportações. O que está sendo ignorado é a inflação, que subiu todo mês desde março de 2014, indo de 6,9% ao ano para 16,9% em março deste ano.

“A Rússia nunca se importou com a inflação; eles só se importam com crescimento”, diz Timothy Ash, diretor de pesquisa de mercados emergentes do Standard Bank, em Londres. Mas “o banco central está mais politizado hoje do que nunca. Eles estão, basicamente, fazendo o que o governo quer que eles façam”.

Um banco central mais independente poderia ver tendências de preço com mais preocupação. As sanções reprimiram o fornecimento de mercadorias, elevando os preços. E, embora o rublo tenha se recuperado este ano, a moeda ainda está 35% abaixo do nível de dez meses atrás, o que encarece as importações.

Enquanto isso, o petróleo barato — que, apesar de ter subido 29% desde janeiro, ainda está quase 65% abaixo de seu pico de 2014 — está corroendo os lucros da indústria do petróleo, vital para o país. O resultado é a estagflação, um estado de alto desemprego, baixo crescimento e inflação persistente. É um atentado à confiança daqueles que controlam o capital na Rússia e requer políticas mais rigorosas.

Graças ao controle do poder, o presidente russo Vladimir Putin pode ser mais resistente que Dilma à baixa popularidade nas pesquisas. Mas não é mais capaz que ela de contrariar as leis da economia, um fato que acabará sendo revelado aos investidores que se atreverem a apostar na Rússia.

Fonte: The Wall street Journal.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Inflação de março é a maior dos últimos 20 anos! Acumulada chegou a 8,13%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,32% em março, após alta de 1,22% em fevereiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março do ano passado, o índice avançou 0,92%.

É o maior IPCA para todos os meses desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, além de ser a taxa mais elevada para meses de março desde 1995, quando subiu 1,55%. Com o resultado, o índice oficial de inflação do país acumulou alta de 3,83% no ano a maior para um primeiro trimestre desde 2003 e de 8,13% em 12 meses, a maior alta nesta comparação desde dezembro de 2003, quando subiu 9,30%.

O IPCA de março ficou abaixo da média de 1,38% estimada por 20 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. O intervalo das estimativas foi de 1,30% a 1,45%.

Energia elétrica

Mais da metade da alta do IPCA de março ficou na conta da energia elétrica, cujo aumento médio de 22,08% gerou inflação de 0,71 ponto percentual, o que representou 53,79% do IPCA de 1,32%. Com a entrada em vigor, a partir de 2 de março, da revisão das tarifas aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ocorreram aumentos extras, fora do reajuste anual, para cobrir custos das concessionárias com a compra de energia. Na mesma data, houve reajuste de 83,33% sobre o valor da bandeira tarifária vigente, a vermelha, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50.

Enquanto os preços administrados continuaram ganhando fôlego em março, os serviços já estão em nível abaixo da inflação geral. Na passagem de fevereiro para o mês passado, os itens monitorados por contrato avançaram de 2,37% para 3,37%, segundo cálculos do IBGE. Já a alta do grupo que reúne preços como aluguel, cabeleireiro e empregada doméstica diminuiu de 1,07% para 0,58%.

O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Brasília, e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.

A maior alta do IPCA ocorreu na região metropolitana de Porto Alegre, que apresentou aumento de 1,81% no mês. Campo Grande (1,79%), Curitiba (1,69%), Fortaleza (1,57%) e Belo Horizonte (1,48%) são as outras cinco regiões
metropolitanas com os maiores índices. No caso de Porto Alegre, a conta de luz exerceu grande pressão, subindo 27,21% o ônibus urbano também contribuiu para a alta da taxa (7,97%).

No Rio de Janeiro, a variação refletiu também o reajuste anual de 34,91% em uma das concessionárias de energia. A região metropolitana teve inflação de 1,35% no mês de março. Em São Paulo, o IPCA também acelerou de fevereiro para março, somando alta de 1,31%. No primeiro trimestre deste ano, a inflação na Grande São Paulo chega a 4,12%, segundo o IBGE. No acumulado do ano o índice bate em 7,83%.

Os menores índices foram os de Recife (0,56%) e Belém (0,58%). Na região pernambucana, o reajuste da energia elétrica foi o menor registrado entre todas as regiões, o que evitou uma forte elevação do índice. Já na região metropolitana do Pará, os alimentos consumidos em casa ficaram em 0,17%, bem abaixo da média nacional de 1,17%, o que também segurou o IPCA.

Baixa renda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 1,51% em março, depois da alta de 1,16% em fevereiro. Em março de 2014, o indicador teve alta de 0,82%. No acumulado do ano, o INPC subiu 4,21% e, em 12 meses até março, teve alta de 8,42%, indicando avanço em relação aos 12 meses encerrados em fevereiro, quando ficou em 7,68%. 

O INPC abrange as famílias com renda entre um e cinco salários mínimos mensais, que vivem nas mesmas regiões pesquisadas para o IPCA.

Fonte: Valor Econômico.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Governo Pode Usar Impostos para Conter Inflação


O governo pode reduzir tarifas de importação ou voltar a lançar mão de desonerações tributárias como forma de combater a eventual pressão inflacionária que pode advir da recente desvalorização do real, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após participar de encontro com cerca de 400 empresários. Mantega disse que por enquanto o impacto da perda de valor do real para os preços neste ano foi pequeno, "o que não significa que não vai ocorrer". Ainda assim, o ministro enfatizou que a inflação está sob controle e que o governo não vai permitir "grandes repasses ou contágio da questão cambial sobre a inflação".

Como o atual movimento de desvalorização do real é reflexo de desdobramentos externos, com a sinalização dada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que a autoridade monetária deve começar a reduzir estímulos monetários possivelmente ainda neste ano, é preciso aguardar os próximos passos do Fed para saber se o atual patamar do real é permanente. "Se durar tempo mais longo, vamos ver o que tem que ser feito para contrabalançar o impacto sobre inflação", disse Mantega. O ministro ainda afirmou que não há decisão tomada de elevar o preço da gasolina, o que tem sido alvo de especulação por causa da pressão do câmbio sobre o caixa da Petrobras.

Mantega ponderou que não acredita que a volatilidade do mercado cambial vá durar muito tempo, já que os mercados tendem a se estabilizar quando o Fed deixar mais claro como se dará a retirada de estímulos, que por enquanto tem sido mal comunicada pelo Fed, na avaliação do ministro. Até lá, o governo tem à disposição um arsenal de medidas que podem ser adotadas para conter turbulências e deixar que o mercado encontre nível de equilíbrio para a taxa de câmbio. Bem humorado, o ministro afirmou, no entanto, que não sabe qual é esse patamar. "Não sei qual é e não falo nem para mim mesmo para não deixar escapar para jornalistas", brincou.

Segundo Mantega, os emergentes passam por uma "mini-crise". Os desdobramentos, contudo, serão menos sérios do que os da crise europeia de 2011, que levou o crescimento brasileiro a desabar nos dois anos seguintes, porque o Brasil tem reservas e dívida menor. Segundo Mantega, o país não precisou se desfazer de nenhum "tostão" das reservas, ao contrário de outros emergentes.

Para 2014, Mantega projeta crescimento de 4%, com base na perspectiva de que as concessões de infraestrutura vão fazer o investimento deslanchar e que a economia global estará em recuperação. Já os analistas continuam mais céticos. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, divulgado ontem, o mercado projeta expansão da economia doméstica de 2,2% neste ano e de 2,4% para 2014. Com a disparada recente do câmbio, a mediana das estimativas para inflação neste ano também subiu, ao passar de 5,74% para 5,8%. Para 2014, as estimativas para o IPCA, que vinham em queda há três semanas, voltaram a aumentar e saíram de 5,8% para 5,84%.

Fonte: Valor Econômico.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dinheiro de Plástico



O uso do dinheiro de plástico, o chamado cartão, torna-se a cada dia uma realidade na vida dos brasileiros. Essa modalidade de pagamento surgiu nos Estados Unidos por volta de 1920 e no Brasil em 1956, sendo inicialmente um cartão de compra e não de crédito. Foi no ano de 1968 que ocorreu o lançamento do primeiro cartão de crédito por aqui.

Temos no nosso país uma entidade que representa oficialmente o segmento de meios de pagamentos eletrônicos. Trata-se da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Fundada em 1971, é formada por instituições financeiras e administradoras, credenciadoras, processadoras e outras empresas integrantes do setor de cartões. A entidade instituiu recentemente um selo de boas práticas para atestar o cumprimento das normas de autorregulação. 

Como vivemos em um mundo mais veloz e em constante transformação, onde as pessoas buscam mais conveniência e segurança, o uso de cartões é uma adaptação a uma nova forma de vida, que impõe uma convivência intensa com a tecnologia.

A utilização de cartões, principalmente de débito e crédito, modificou a funcionalidade do mercado financeiro, fazendo com que as operações de compra e venda ficassem mais rápidas e muito mais seguras.

Os tipos e funcionalidades principais do dinheiro de plástico são: cartão de crédito - é a forma de pagamento utilizada na aquisição de produtos e serviços em estabelecimentos comerciais na qual o portador recebe a fatura em um prazo seguinte; cartão de débito - havendo saldo/limite disponível, o débito do valor da compra é efetuado de imediato no momento da transação; cartão próprio de estabelecimentos (private label) - é o chamado cartão de loja, que facilita a compra de produtos/serviços; cartão afinidade, que apoia campanhas sociais e serve para atender segmentos específicos; e o cartão empresarial - plástico utilizado por empresas ou governos para atender determinadas necessidades dos principais executivos no desenvolvimento de suas atividades profissionais. Existem, ainda, diversos outros tipos de cartões que surgem para facilitar as transações financeiras.

Para entender melhor o interesse do brasileiro pelo dinheiro de plástico, registro o trabalho que foi divulgado recentemente pelo Banco Central (BC), que aborda a relação do brasileiro com o dinheiro.

Na pesquisa, verifica-se uma evolução significativa na posse do dinheiro de plástico por parte dos brasileiros no período entre 2007 e 2010.

Os cartões de crédito e débito evoluem na sua utilização, enquanto a posse de cheques permanece inalterada e em um índice inferior ao registrado pelos cartões. No entanto, o dinheiro vivo ainda continua sendo a forma de pagamento mais usada pela população brasileira em suas transações.

A minha opinião é a de que o dinheiro de plástico estará cada vez mais presente na vida dos brasileiros, independentemente da sua classe econômica, e os novos avanços tecnológicos irão popularizar mais ainda esse meio de pagamento, contribuindo também para a inclusão financeira da população.

Fonte: Brasil Econômico.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Impostos do Casamento Chegam a 50%



O consumidor não tem descanso nem ao planejar seu casamento. Os impostos incidentes sobre o vestido da noiva, as joias utilizadas, o traje do noivo, a decoração da igreja e a cerimônia no civil chegam a 50% do valor pago.

A justificativa para tantos tributos está no fato de esses produtos e serviços não serem considerados essenciais e boa parte deles ser industrializada, o que eleva a carga tributária.

O item pelo qual se paga mais impostos é a joia. Considerando que se gaste R$ 200, não fosse a carga de 50,44%, ela sairia pela metade do preço: R$ 99,12.

O tão sonhado vestido de noiva - e um dos produtos mais caros da lista matrimonial - tem 34,67% de seu preço destinado aos cofres públicos municipais, estaduais e federais. Sem os impostos, de R$ 4.500 seu custo cairia para R$ 2.939,85.

O casamento no civil possui carga tributária de 16,93% por ser considerado como uma empresa com fins lucrativos. "É preciso pagar pelos impostos incidentes sobre os serviços do juiz", conta o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Elói Olenike.

Estão embutidos no preço, portanto, ISS (Imposto Sobre Serviços), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), IR (Imposto de Renda) e encargos sociais sobre a folha de pagamento. Não fosse tudo isso, de R$ 450 o valor recuaria para R$ 373,81.

Apenas a cerimônia na igreja está isenta dos tributos por ter imunidade constitucional - válida para todos os templos religiosos. O que se paga, portanto, é referente aos serviços do padre.

Nem mesmo as flores utilizadas no buquê e na decoração da igreja escapam da fome do Leão. É preciso pagar também pelos encargos de quem as colheu do canteiro e pelo imposto incidente sobre a empresa que as vendeu. Desonerados da carga de 17,71%, o buquê passaria de R$ 500 para R$ 411, e a decoração, de R$ 2.500 para R$ 2.057.

A esperada lua de mel, por conta de ISS, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), IR e contribuições sociais, fica quase 30% mais cara. Poderia custar R$ 4.578, dependendo do destino, mas sai por R$ 6.500. "A diferença é grande porque inclui-se no custo os gastos com passagem aérea e agência de viagens", explica Olenike.

Ao todo, considerando itens básicos para realizar um casamento (veja lista ao lado), sem a abusiva carga tributária brasileira, os noivos desembolsariam R$ 11.903 para realizar seu sonho, em vez de R$ 16.662 - diferença de R$ 4.759. Isso sem contar a festa de casamento, que também vem recheada de tributos.

Na avaliação do economista chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, o consumidor tem de, no mínimo, exigir como retorno do montante pago em impostos, serviços de qualidade compatível.

"É preciso, também, pressionar o Congresso para fiscalizar os gastos do governo", aponta. "Se esse acompanhamento não for feito só resta pagar os impostos, cobrados até mesmo quando se morre."


Procon mostra que problemas com festas aumentaram

Além dos tributos, noivos devem tomar muito cuidado na hora de escolher os prestadores de serviço antes de fecharem os contratos para a festa. Segundo dados do Procon de Santo André, o número de problemas no atendimento a esse público em particular tem crescido consideravelmente nos últimos anos.

A lista de situações desagradáveis vai desde a falência de empresas antes das festas até entrega de serviços totalmente contrários aos solicitados pelos noivos. "É algo muito difícil, porque são lembranças, são momentos que não vão voltar. A reclamação maior é, sem dúvida, referente ao cardápio da festa. Noivos que, por exemplo, compram um churrasco com tudo incluso e que mal recebem a carne, muito menos os pratos para acompanhar", conta a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki.

Dor de cabeça enfrentou a noiva Natalia Arantes Fagundes, 24 anos, que pagou pelo serviço de foto e filmagem e pouco mais de seis meses depois do evento ainda não recebeu nem as provas dos retratos. "Eu recebi indicações da empresa, paguei adiantado, como pedido, e a companhia simplesmente faliu, fechou as portas. Algo absurdo", reclama ela.

Depois de muita procura, ela conseguiu contato novamente com os antigos donos, apenas para receber como resposta o pedido de mais dinheiro para que o material seja entregue. "Me senti extorquida. Paguei a quantia que ele pediu, não pechinchei preço. Agora ele está pedindo mais porque sabe que são minhas recordações e não vou querer perdê-las", afirma.

Para evitar esse tipo de problema, a diretora do Procon recomenda que noivos peguem referências de todas as empresas e procurem mais informações sobre elas antes de fechar qualquer negócio. A maneira de pagamento também deve ser exaustivamente negociada. "Se você pagar tudo antes, pode enfrentar sim problemas para receber o serviço. O ideal é pagar 20% como sinal do negócio e o restante na semana da festa ou pouco depois. Assim, mesmo que tiver problemas na realização, terá tempo e dinheiro para minimizar possíveis danos", completa.

Fonte: Diário do Grande ABC.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gabrielli Nega que Reajuste da Gasolina Seja Adiado Para não Atrapalhar Inflação



O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou, na noite desta quinta-feira (7), que o sistema de definição de preços da estatal sofra qualquer influência política. "Não tem nada a ver (a decisão de aumentar ou não) com a inflação. Tem a ver com o mercado de petróleo."

Analistas avaliam que a empresa tende a adiar eventuais reajustes do preço da gasolina para não atrapalhar o governo federal, que vive um momento delicado no combate à inflação.

Questionado pelo reportagem de EXAME.com se o governo poderia contar com a ajuda da Petrobras no quadro inflacionário, Gabrielli disse que "o problema não é de ajuda (na redução da inflação). É um problema econômico (do mercado de petróleo). (...) Ninguém pode controlar isso."

O executivo explica que, em tese, se o preço do barril do petróleo permanecer no atual patamar (superior a 100 doláres) e o preço interno da gasolina não for elevado, o mercado resolve a situação. "Você vai ter gente comprando (o combustível barato da Petrobras) e exportando. Isso é normal, é da economia."

José Sergio Gabrielli esteve na cerimônia de entrega do prêmio "Empreendedor do Ano" da Ernst & Young Terco, em São Paulo, na qual foi homenageado na categoria "Executivo Empreendedor". 

Antes do início do evento, indagado por EXAME.com se os acionistas correriam o risco de ser prejudicados, Gabrieli disse que eles já conhecem a política de preços da Petrobras, em vigor há oito anos. "É uma política de longo prazo. O nosso último reajuste foi no dia 9 de junho de 2009, quando houve redução no preço da gasolina."

Polêmica com Mantega

Na quarta-feira (6), o presidente da estatal tinha indicado que haveria reajuste na gasolina se o preço continuasse pressionado no mercado internacional. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, no entanto, afastou qualquer possibilidade nesse sentido.

"O ministro Guido Mantega, que é presidente do Conselho da empresa, disse que não tem nenhuma decisão sobre aumento do preço da gasolina, o que é absolutamente correto. É exatamente o que eu tenho dito", ressaltou Gabrielli, que negou qualquer mal estar entre os dois. "Temos a mesma posição."

O executivo disse que vários fatores impedem uma decisão no curto prazo, como as incertezas em torno da safra de cana-de-açúcar, do preço de petróleo, da demanda de gasolina no verão americano, da taxa de câmbio e dos juros internacionais. 

Fonte: Portal Exame.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Defasagem na Tabela do IR Passa de 70%

Governo abandona política de correção anual, e discrepância entre reajustes e inflação acumulados aumenta.


No último dia de 2010, o governo confirmou que a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) - que, desde 2007, é corrigida pela meta de inflação, de 4,5% - não teve mudança para o ano-base 2011.

A defasagem desde 1995, que já superava 64%, deve passar de 70%, segundo cálculos do Sindifisco Nacional.

A tabela precisaria ter um reajuste de 71,5% para compensar toda a inflação acumulada entre 1995 e 2011. Isso significa que os contribuintes têm sido descontados bem acima da reposição dos salários, corrigidos ao menos tendo como base o índice de preços acumulado.

De acordo com o diretor de Estudos Técnicos do Sindifisco, Luiz Antonio Benedito, esse cálculo leva em conta o centro da meta de inflação no ano, estipulada em 4,5%.

A correção anual da tabela tinha como meta assegurar maior justiça tributária. Ao abandonar essa política, o governo expõe contribuintes a uma sobretaxação e provoca alta na arrecadação do IR.

"O governo apresentava a correção como uma benesse, quando é um direito do contribuinte", afirma o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike.

Para o supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, os ganhos de receita sem a correção não são expressivos. "Sempre que aumenta a renda aumenta a arrecadação."

Segundo especialistas, o ganho de arrecadação sem a correção é equivalente à inflação no ano. A arrecadação do IR deve se aproximar de R$ 18 bilhões em 2010. Sem contar a alta por fatores macroeconômicos, só os ganhos por não corrigir a tabela podem atingir R$ 810 milhões.

CONGRESSO
Para o advogado Lázaro Rosa da Silva, o governo deveria ter enviado ao Congresso a proposta de correção da tabela até o fim de 2010. "Qualquer mudança depois acarreta problema."

Legalmente, é possível fazer alterações durante o ano e definir, se for o caso, a restituição daquilo que foi recolhido em excesso. "Mas isso cria insegurança", diz Bianca Xavier, professora da FGV.

Para o Sindifisco, os ganhos de receita são pequenos ante o prejuízo para os assalariados de mais baixa renda.

"É uma forma burra de realizar a política tributária", diz Benedito. "Os ganhos de capital têm uma taxação proporcional inferior aos rendimentos de salários, o que é outra distorção", acrescenta o advogado Vinícius Branco.

"É burrice não fazer a correção porque, ao retirar o dinheiro do contribuinte, afeta também o consumidor. A não ser que o governo queira, com isso, reduzir a demanda e diminuir a pressão inflacionária. Mas há forma melhor de fazer isso", diz Olenike.

FAIXA MENOR PAGA MAIS
Um outro estudo, da Ernst & Young, indica que o aumento será mais forte para a menor faixa de contribuição.

Enquanto o grupo que, sem a correção, deixa a faixa de isenção (e passa a pagar a alíquota de 7,5%) encara um acréscimo percentual líquido (IPCA menos o IR) de 5,68%, para aqueles que passam da alíquota de 22,5% para 27%, esse percentual cai a 4,32%.

O responsável pelo estudo, Oliver Kamakura, diz que a falta de correção ainda mostra outra face negativa: "Inverte tendência de redução na alíquota efetiva do IR dos últimos dois anos".

As correções da tabela em 4,5% ao ano, de 2007 a 2010, foram adotadas após acordo com centrais sindicais no fim de 2006, para impedir que a reposição salarial pela inflação fosse tributada. 


Especialistas cobram aumento das deduções
DE BRASÍLIA

Uma das formas de tornar mais justa a arrecadação do IRPF, para especialistas, seria remodelar as categorias de dedução."É questão de justiça. Se dois estão na mesma faixa de contribuição, mas um é solteiro e o outro tem filhos ou pais idosos dependentes que precisam de medicamentos, não têm a mesma capacidade contributiva. Os valores para as deduções são irrisórios", diz Luiz Antonio Benedito, do Sindifisco Nacional.

Segundo estudo do sindicato, a dedução por dependentes, hoje em R$ 1.808,28 ao ano, deveria ter seu valor ampliado para R$ 2.967,39 para corrigir a defasagem provocada pela inflação.

Para o advogado Vinícius Branco, há despesas que deveriam ser acrescidas à lista. "O contribuinte paga imposto das rendas provenientes de aluguel de imóvel, mas o inquilino não tem como deduzir essas despesas, e moradia é uma necessidade fundamental. Seguro de carro também deveria entrar."

De acordo com a professora Bianca Xavier, da FGV, o governo por vezes faz a revisão das deduções. "Demorou bastante para eles acrescentarem as cirurgias plásticas entre as despesas passíveis de deduções", exemplifica.

Para o Sindifisco, até as deduções com saúde deveriam passar por uma revisão, pois despesas com medicamentos não são dedutíveis. "É lógico que sempre há o risco de fraudes, mas não se pode tirar o direito por causa de poucos desonestos", afirma Benedito. 

Fonte: Folha de São Paulo.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mercado Eleva Previsão para Inflação Neste Ano Para 5,32%, aponta BC





O mercado elevou a previsão para a inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), neste ano para 5,32%, um pouco acima da estimativa anterior (5,31%).

Para 2010, a projeção permaneceu em 5,90%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, também acima do centro da meta estipulada pelo governo federal (4,50%).

Nos últimos 12 meses terminados em novembro, último dado disponível, o IPCA acumulaalta de 5,63%.

Já a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 7,61% em 2010 e 4,50% para este ano. Até o terceiro trimestre, houve expansão de 8,4%.

No início deste mês, a autoridade monetária anunciou uma série de medidas para reduzir o ritmo de aumento do crédito e intensificar o processo de desaceleração da economia, a fim de evitar o aumento dos preços.

Na última reunião do ano passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,75% ao ano. Para 2011, a expectativa do mercado foi mantida em 12,25%.

A estimativa para o dólar ao final de 2011 ficou em R$ 1,75.

Fonte: Folha de São Paulo.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Google Cria Sistema Próprio de Índice de Preços





A direção do Google anunciou ter desenvolvido seu próprio sistema estatístico para medir a inflação a partir da variação dos preços no comércio eletrônico, informou nesta terça-feira a imprensa dos Estados Unidos.

O "Índice de Preços Google" (IPG) ainda está em fase experimental, e a companhia não decidiu se vai publicar seus resultados, segundo o economista-chefe da empresa, Hal Varian, em uma conferência em Denver, no estado do Colorado.

O IPG poderá se transformar em uma alternativa ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mensalmente é feito pelos Governos mundiais para estabelecer a tendência dos preços em seus mercados. A versão do Google tem como vantagem o fato de seus dados se recopilarem de forma muito mais rápida através da internet. 

Fonte: O Estadão.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Decisão do Copom Reflete Melhora Inflacionária

Equipe do Banco Schahin analisa manutenção da Taxa Selic em 10,75%.


Em reunião encerrada na noite desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa Selic inalterada, em 10,75% ao ano, após promover três aumentos consecutivos nos encontros anteriores. A decisão foi tomada de maneira unânime entre os membros do Copom e era praticamente consensual entre os analistas.

O comunicado divulgado ao término da reunião afirmou que "o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião" e que este nível da taxa de juros básica "proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória das metas". De maneira interessante, o texto citou que o Comitê "não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo", ou seja, admite que alguma aceleração da inflação nos meses seguintes já está considerada em seu cenário.

Em nossa visão, tal decisão está baseada na melhora observada no ambiente inflacionário recente, que foi refletida em três meses de variações próximas de zero no IPCA, além da deterioração das perspectivas para a economia mundial e de sinais de que a atividade interna cresce em ritmo menos intenso, fatores que contribuem para minimizar os riscos para a inflação futura. A despeito das expectativas dos agentes para o IPCA de 2011 ainda se encontrarem acima do centro da meta, entendemos que as incertezas que existem tanto no cenário doméstico como, principalmente, no âmbito internacional, tornam tais previsões mais sujeitas a erros, de modo que não caberia ao BC reagir a esta divergência neste momento. Em suma, em um ambiente de elevada imprevisibilidade, o melhor a ser feito é aguardar sinais mais conclusivos das variáveis relevantes, que tornem o cenário mais claro para futuras decisões.

Desta forma, diante da perspectiva de que a Selic não será mais alterada por enquanto, a grande questão que se coloca agora consiste em identificar qual o timing e a direção do próximo movimento a ser tomado pelo Copom. Em meio às incertezas mencionadas no parágrafo anterior, não há como fazer apostas convictas a este respeito no contexto atual, além de apontar como mais provável a manutenção dos juros até o final do primeiro trimestre do ano. Após isso, não se pode descartar no momento as possibilidades de alta e de baixa, sendo que o sentido a ser tomado dependerá da evolução do cenário inflacionário e seus condicionantes.

A redução da Selic poderia vir com a consolidação de um ritmo de crescimento interno mais moderado e com a acomodação da inflação em torno da meta, confirmando a tendência dos últimos anos que tem mostrado que a economia brasileira está preparada para conviver com níveis de juros cada vez mais baixos e alinhados aos padrões internacionais. Por outro lado, os fatores condicionantes do consumo seguem sólidos, com altas significativas da massa salarial e do crédito, movimento impulsionado também por políticas fiscal e creditícia ainda expansionistas. Ou seja, caso este cenário se mantenha, poderá caber à política monetária promover o ajuste, requerendo assim retomada do aumento da Selic em algum momento em 2011. Ou seja, a solução deste dilema entre aumento/redução da Selic em 2011 está em grande medida nas mãos do governo, que deverá definir o mix de suas políticas - quanto maiores os estímulos em termos de gastos públicos e crédito, maior será a chance do BC precisar apertar a política monetária (e vice-versa).

De toda maneira, como de costume fica a expectativa para a leitura da ata, a ser divulgada na próxima quinta-feira (dia 09), que poderá trazer elementos adicionais em relação aos aspectos decisivos para a seqüência da política monetária. Por hora, reforçamos a visão neutra em relação ao curto prazo, sem perspectiva de mudanças na Selic ao menos até o final do primeiro trimestre de 2011."

Fonte: FinancialWeb.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

BC Decide Juros em Meio a Debate Sobre "Superaquecimento" Econômico



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros, a Selic. A reunião ocorre em meio a estimativas de mercado de que a economia brasileira estaria “superaquecida”, o que exigiria uma nova rodada de elevação dos juros.

A maioria dos analistas consultados pelo BC na pesquisa Focus aposta em um aumento de 0,5 ponto percentual nos juros, elevando a Selic para 9,25% ao ano. Muitos economistas, no entanto, já falam em um aumento de 0,75 ponto percentual.

O principal argumento para um maior aperto monetário é a inflação. As previsões de aumento da inflação vem sendo revistas para cima a cada semana e já ultrapassam o centro da meta do governo, que é de 4,5%.

O Focus desta segunda-feira prevê, para este ano, uma alta de 5,41% do IPCA – o índice de inflação que baliza as decisões do governo.


‘Superaquecimento’

Em seu relatório anual, divulgado na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para o risco de “superaquecimento econômico” no Brasil, resultado de um consumo interno mais forte do que a produção no país.

De acordo com essa avaliação, o Produto Interno Bruto do país entrou em um ritmo de crescimento que supera sua capacidade produtiva, resultando em uma inflação maior.

Na semana passada, o FMI revisou para cima a expansão do PIB brasileiro em 0,8 ponto percentual: a previsão agora é de um crescimento de 5,8% em 2010.

Entre os analistas consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central, o otimismo é ainda maior. A maioria prevê uma expansão de 6% para o PIB deste ano.

O governo, no entanto, rebate a tese de que a economia brasileira esteja crescendo rápido demais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na semana passada que a economia está “aquecida, e não superaquecida”.

“Não há ainda sinais concretos. É preciso esperar com paciência os resultados de abril, de maio, de junho, da produção, para ver”, disse.


Inflação

As expectativas de inflação para esse ano vêm aumentando a cada semana, de acordo com o levantamento Focus, do Banco Central.

A maioria dos analistas aposta em uma alta de 5,41% do IPCA para este ano – acima do centro da meta do governo, que é de 4,5%, mas ainda abaixo do teto, de 6,5%.

Uma das dúvidas entre os economistas é o quanto dessa inflação pode ser considerada temporária, ou seja, reflexo de aumentos pontuais nos preços de alguns bens e serviços, e não de um descompasso entre consumo e produção, o que seria mais preocupante.

Entre os setores que mais têm puxado a inflação para cima está o de alimentos. Diversos itens, como frutas e hortaliças, vêm subindo de preço. A avaliação do IBGE é de que as chuvas do início de ano são a principal causa dessa alta, mas que o “aumento da demanda” também ajudou.

O economista-chefe da BES Investimentos, Jankiel Santos, diz que é preciso “ancorar” os aumentos de preços nesse momento, com uma alta de de juros. Mas segundo ele, a inflação “não está em um nível preocupante”.

“Imaginar que essa dinâmica (de aumento de preços) será perversa durante todo o ano, não me parece ser o caso”, diz.


Contas externas

Se por um lado o aumento da taxa de juros é visto como o principal instrumento de controle da inflação, a medida também tem seus efeitos colaterais.

Um deles é a valorização do real diante do dólar. Uma Selic mais alta tende a atrair o capital estrangeiro, o que representa mais dólares no país – e em consequência, uma cotação menor para a moeda americana na comparação com o real.

O câmbio valorizado costuma reduzir a competitividade do produto nacional no exterior, prejudicando as exportações e o saldo da balança comercial, um problema que já estaria em curso, segundo economistas.

De acordo com o Banco Central, o déficit das contas externas do país chegou a US$ 12,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, o pior resultado para o período desde 1947.

O economista Yoshiaki Nakano, da FGV-SP, diz que o aumento da Selic vai “piorar” esse cenário – e que a saída é estimular a produção, com incentivos fiscais, e não coibir o consumo.

“Vamos continuar cometendo os mesmos erros do passado, acionando instrumentos errados de política econômica”, avalia o professor, em seu site.

Questionado sobre o problema durante uma coletiva de imprensa em Washington, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o assunto “requer atenção”, mas que o déficit em conta corrente “tende a se ajustar” ao longo do tempo.


Fonte: BBC Brasil.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Banco Mundial vê Risco de Superaquecimento Econômico no Brasil



O relatório do Panorama Econômico Mundial divulgado pelo Banco Mundial, nesta quarta-feira, alerta o Brasil quanto ao risco de superaquecimento interno e recomenda que o País reverta a política de estímulo para que isso seja evitado.


De acordo com o relatório, conforme a recuperação econômica se torna mais sólida, a posição da política monetária nos países da América Latina deve passar para a "mais neutra".


O Banco Mundial diz que o Brasil está mais perto desta mudança de estratégia, devido ao seu regime orientado para controlar a inflação, do que outros países da região, como a Colômbia e o México.


As estimativas do Banco Mundial para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de 5,5% em 2010, apresentando um declínio em 2011, com um avanço de 4,1%.


Fonte: Terra.


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Analistas do Mercado Preveem mais Inflação e Crescimento para 2010

Foi a 5ª semana consecutiva na qual mercado eleva projeção de inflação.
Para PIB, estimativa do mercado sobe para 5,5% de crescimento neste ano.



Os economistas do mercado financeiro elevaram, na última semana, sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010, que passou de 4,80% para 4,86%, informou nesta segunda-feira (22) o Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

Essa foi a quinta semana consecutiva de aumento da previsão, que, com isso, se afastou ainda mais da meta central de inflação para este ano, que é de 4,50%. De acordo com o sistema de metas, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo em relação à meta central. Assim, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2011, a previsão do mercado para o IPCA permaneceu em 4,50%.

Taxa de juros

Com base no sistema de metas de inflação, o BC calibra a taxa básica de juros. Se os modelos da autoridade monetária indicam que a inflação pode ficar acima da meta central, o BC sobe os juros.

Para o fim de março, a projeção do mercado para os juros foi mantida estável em 8,75% ao ano, atual patamar da taxa de juros. Para o fechamento de 2010, a estimativa permaneceu em 11,25% ao ano, de modo que o mercado acredita em elevação da taxa Selic no decorrer deste ano. Para o fim de 2011, entretanto, a projeção do mercado para os juros recuou de 11,25% para 11% ao ano na semana passada.

Crescimento econômico

Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas do mercado financeiro elevaram, na última semana, a expectativa de crescimento deste ano de 5,47% para 5,50%. Foi a segunda semana seguida de aumento desta previsão. O Banco Central estima um crescimento de 5,8% para a economia neste ano, enquanto que a previsão do Ministério da Fazenda é de uma expansão de 5,2%. Já para 2011, a projeção dos economistas do mercado financeiro permaneceu em 4,50% de crescimento.

Taxa de câmbio

Na semana passada, dado que foi informado nesta segunda-feira (22), a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2010 permaneceu estável em R$ 1,80 por dólar. Para o fechamento de 2011, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou inalterada em R$ 1,85 por dólar.

Balança comercial e investimentos estrangeiros

Já a projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2010 permaneceu estável em US$ 10 bilhões na semana passada.

Para 2011, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial caiu de US$ 5 bilhões para US$ 1,6 bilhão de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2010 permaneceu estável em US$ 38 bilhões na última semana. Para 2011, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou em US$ 40 bilhões.

Fonte: O Globo.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Inflação no Governo Lula é 37% Menor que nos Anos de FHC



Com a divulgação da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2009, ficam mais nítidos tanto o impacto social como o custo da estabilidade de preços dos sete primeiros anos de governo do presidente Lula, informa Marcio Aith em reportagem na Folha desta quinta-feira.

O índice fechou 2009 com taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Entre 1995 e 2002, durante o período de implementação do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso, o IPCA médio ficou em 9,1%.


De 2003 a 2009, sob o governo do PT, o índice médio caiu para 5,7%. Ou seja: a inflação média anual dos sete anos de Lula é mais de um terço (37%) menor que a dos oito anos de FHC.


Associada ao aumento do salário mínimo e a programas de transferência de renda, a inflação mais baixa funcionou como motor de redução da pobreza. Em 2003, com um salário mínimo, comprava-se pouco mais de uma cesta básica (1,5). Hoje, compra-se algo mais que duas (2,2) cestas básicas.


Fonte: Folha Online.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prévia da Inflação Oficial Fecha 2009 em 4,18%


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em dezembro, refletindo principalmente o alívio nos custos de alimentação.

O indicador subiu 0,38% neste mês, após elevação de 0,44% em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). A mediana e a média de 30 projeções apontaram taxa de 0,34% neste mês, ante 0,44% em novembro. Os prognósticos oscilaram de 0,30 a 0,42%.


A taxa dos preços dos alimentos arrefeceu de 0,39% para 0,17% entre novembro e dezembro, uma vez que itens como arroz e feijão ficaram mais baratos, assim como o tomate, leite pasteurizado, carnes, entre outros produtos importantes no orçamento familiar, informa o IBGE.


Em 2009, o IPCA-15 acumulou alta de 4,18%, bem abaixo dos 6,10% de 2008. O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país.


A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.


Fonte: G1.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mercado Reduz Projeção de Inflação para 2009 e 2010


Analistas do mercado financeiro reduziram as estimativas para a inflação este ano e em 2010. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2009, caiu de 4,29% para 4,27%. Para 2010, a estimativa foi reduzida de 4,50% para 4,45%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de mercado sobre os principais indicadores financeiros.

As estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Essa meta, válida para 2009 e 2010, tem limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic.

A projeção para essa taxa foi mantida tanto para o final de 2009 (8,75% ao ano) quanto para o fim de 2010 (10,50% ao ano). Quando o BC considera que a economia está aquecida e os preços estão em alta, a taxa básica sobe e, quando ocorre o inverso, a Selic é reduzida.

Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi mantida em 3,99%. Para 2010, a projeção passou de 4,40% para 4,50%.

Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa é de deflação neste ano. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,41% para -0,44% e para o IGP-M, de -0,65% para -0,87%. Em 2010, os analistas mantiveram a projeção de alta de 4,50% para esses dois índices.

A estimativa para os preços administrados foi mantida em 4,10%, em 2009, e em 3,5% em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, para este ano, foi mantida expectativa de 0,18%. Para 2010, também não foi alterada a projeção de 4,80%.

A expectativa para a queda da produção industrial teve uma leve alteração, de -7,56% para -7,57%, em 2009. Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 6,50%. Os analistas também ajustaram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,95% para 44% neste ano e de 41,90% para 42% em 2010.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi mantida em R$ 1,70. Para 2010, a previsão também não foi alterada (R$ 1,75). A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano subiu de US$ 25,850 bilhões para US$ 26 bilhões. Para 2010, os analistas alteraram a estimativa de US$ 16 bilhões para 16,250 bilhões.

Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$ 16,8 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Para 2010, foi alterada a projeção de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões. Para o próximo ano, a projeção também não foi alterada (US$ 33 bilhões).


Fonte: Terra.


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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Manutenção da Selic Deixa País Entre 5 Que Mais pagam

Com elevação da taxa, País cai da segunda para a terceira colocação e, se houver queda, vai para o quarto lugar na lista


O Brasil deve se manter entre cinco os países que pagam mais juros, independentemente da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir, elevar ou manter a taxa básica de juro (Selic) - atualmente em 8,75% ao ano. Caso a taxa suba 0,25 ponto percentual, o País cai da segunda para a terceira colocação e, se houver queda de 0,25 ponto percentual, vai para o quarto lugar na lista.

Atualmente, a taxa real de juros do País dos últimos 12 meses, descontada a inflação do período, está em 6,1%, menor apenas que a da China, com 6,8%. Na sequencia aparecem as da Argentina (5,4%), Turquia (5%) e Malásia (4,9%). Mesmo num cenário de manutenção da Selic, a projeção para o Brasil no próximo ano cai para o quarto posto (4,3%), com a subida da Argentina e da Malásia.


Em caso de queda, o País fica com taxa esperada de 4% e caso a Selic seja elevada, na terceira posição do ranking equiparado a Malásia, fica com 4,5%.


Segundo ranking mundial de juros divulgado pela consultoria Uptrend, a recente decisão de cobrar 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em investimentos estrangeiros deve reduzir a competitividade brasileira na captação de recursos.


Com a atual política adotada pelo Banco Central, o Brasil está na quarta posição do ranking de juros nominais, atrás somente da Venezuela (18,13%), Argentina (11,15%) e Rússia (10%). A média geral feita com base nas 40 principais economias ficou em 3,13% e as últimas colocações da lista foram, respectivamente, da última para a antepenúltima, Cingapura (0,01%), Japão (0,1%) e Estados Unidos (0,12%).


Fonte: FinancialWeb.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Plano Real: Os 15 Anos de uma Conquista


Que dona de casa brasileira não lembra – sem saudades – de um tempo em que, ao receber o salário, era preciso correr ao supermercado antes que o dinheiro do mês virasse pó, incinerado pelo dragão da inflação? Hoje, dia em que o Plano Real comemora seu 15º aniversário, festejamos um tempo de economia estável e com os juros em queda. Sabemos o que o nosso salário pode comprar, não sofremos com a escassez de produtos, nem precisamos estocar comida. Para este ano, a estimativa é que a inflação feche em 4,20%, um índice inimaginável para os anos tormentosos de hiperinflação, quando a taxa anual acumulada chegava a 1.863% (em 1989), por exemplo.

Além de colocar o Brasil no rol dos países que conseguiram adotar uma política monetária responsável, o Real inaugura um marco para o consumo no Brasil e um estímulo ao crescimento econômico. “A inflação distorcia o planejamento das empresas e do governo, além de penalizar a população mais pobre. O aumento constante dos preços era como um imposto corroendo diariamente o poder de compra do salário”, diz Jorge Jatobá, economista da Ceplan - Consultoria Econômica e Planejamento.

Com os preços estáveis e aumento da oferta de crédito, o brasileiro conseguiu comprar bens como TVs, geladeiras, lavadoras e celulares. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de geladeiras nos lares do País passou de 71,8% (em 1993) para 91,4% em 2007.

O vice-presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Djalma Cintra Júnior, frisa que o Plano Real obrigou o varejo a aprender a operar sem inflação. “Nos tempos de inflação alta, o mais importante era comprar certo. Já com a moeda estável foi preciso pensar na gestão como um todo, incluindo RH, área comercial e administração”, observa. Os supermercados chegavam a fazer remarcações diárias de preços e as donas de casa pareciam estar na guerra, inclusive fazendo compras em atacado para estocar.


POLÍTICA

No campo da política, o Plano Real foi acusado pela oposição (liderada na época por Lula) de se tratar de um estelionato eleitoral. O PT combatia o plano, bradando que ele funcionaria como cabo eleitoral de Fernando Henrique Cardoso, captando votos para a sua primeira eleição presidencial, em 1998. O sociólogo tinha sido o quarto ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e um dos pais da iniciativa. Os oposicionistas defendiam que após o processo eleitoral, o Real faria água e a inflação voltaria. “Os que apontaram o Real como um plano eleitoreiro tiveram que engolir a seco, porque ele cumpriu o seu objetivo de acabar com um longo período de hiperinflação depredadora do poder de compra da população”, diz Jorge Jatobá.

“O Real também foi responsável por colocar o Brasil no conjunto dos países que fazem política econômica de forma séria. Passamos a ter uma política fiscal e monetária responsável e isso foi um ganho importante para a nação”, destaca o professor do Departamento de Economia da UFPE, Gustavo Maia Gomes. O economista, que participou das discussões sobre a implantação do Real nos anos 90, avalia que o governo Lula tem sido responsável na condução da macroeconomia, mesmo tendo sido contrário ao plano. Durante a gestão petista na Presidência da República, a inflação tem se mantido na casa de um dígito.

No ano passado, o índice fechou em 5,90% e para este ano, as estimativas apontam para uma taxa de 4,20%. “Não temos uma inflação como a dos Estados Unidos, de 2,3%, mas estamos num patamar aceitável para um país em desenvolvimento e abaixo do índice de outras nações emergentes”, defende Jatobá. Desde a Proclamação da República, o Brasil teve nove moedas (veja arte). Ao longo dos 15 anos do Real, a inflação acumulada é de 244,86%. Que perdure a estabilidade econômica.

Fonte: Jornal do Commercio.

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