Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.
Mostrando postagens com marcador Bolsa de Valores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolsa de Valores. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Twitter prevê a Bolsa no Brasil? O que descobrimos analisando o sentimento do investidor

Quem acompanha o mercado financeiro brasileiro e é usuário frequente do X (antigo Twitter) sabe que muitos atores desse mercado integram uma comunidade apelidada de "FinTwit". São analistas, gestores, investidores, influencers financeiros e outros participantes que trocam mensagens frequentes sobre ações, juros, inflação e demais ativos do mercado financeiro. Sabendo disso, uma questão me surgiu: será que é possível antecipar os movimentos no mercado financeiro a partir do sentimento dos investidores no X?


Com essa inquietação, elaborei um estudo em parceria com Jocykleber e Ana Karla, que mergulha em um tema cada vez mais presente na rotina do mercado financeiro: a influência das redes sociais nos investimentos. Nosso estudo explora a intersecção entre o antigo Twitter (atual X) e o mercado de capitais brasileiro, buscando entender se o "burburinho" digital pode realmente ajudar a montar carteiras de ações vencedoras.

O problema que investigamos nasce de um grande debate nas finanças. De um lado, a Hipótese de Mercados Eficientes (HME) sugere que os preços das ações já refletem todas as informações e que é impossível "bater o mercado" consistentemente. Do outro, as Finanças Comportamentais argumentam que somos seres humanos, sujeitos a emoções, e que o otimismo ou pessimismo exagerado dos investidores pode, sim, distorcer preços e criar oportunidades.

Para tirar isso a limpo, utilizamos uma metodologia inovadora. Analisamos dados de 394 empresas listadas na B3 entre 2017 e 2022. Diferente de estudos antigos que usavam dicionários fixos, aplicamos Inteligência Artificial e processamento de linguagem natural para criar um "índice de sentimento" dinâmico. Isso permitiu que nosso modelo entendesse que o peso de certas palavras muda com o tempo (como a palavra "COVID", que mudou de contexto entre 2020 e 2022).

O que os dados nos mostraram?

Primeiro, um "choque de realidade": descobrimos que o sentimento no Twitter, no geral, funciona mais como um retrovisor do que como um farol. Estatisticamente, é o retorno passado do Ibovespa que dita o humor na rede social, e não o contrário. Ou seja, o investidor brasileiro médio no X tende a reagir ao que já aconteceu.

No entanto, encontramos uma "pepita de ouro" para gestão de portfólio. Embora o nível bruto de sentimento não preveja o futuro, o Momentum do Sentimento (a rapidez com que o humor muda de negativo para positivo) mostrou-se uma ferramenta poderosa. Carteiras montadas com base na melhora do otimismo, especialmente em ações de baixa liquidez (Small Caps), conseguiram superar o Ibovespa e gerar retornos expressivos. Por outro lado, tentar lucrar com a queda das ações (Short) baseando-se apenas no pessimismo do Twitter provou ser uma estratégia perdedora.

Conclusão e Aplicabilidade

Para assessores, estudantes e investidores, a lição prática é clara: as redes sociais não são uma "bola de cristal". Contudo, algoritmos sofisticados que capturam a mudança de tendência no humor dos investidores podem servir como um excelente filtro tático, ajudando a identificar oportunidades em ativos menores que muitas vezes passam despercebidos pelos grandes analistas.

Convido todos a lerem a pesquisa completa, intitulada "Investor sentiment from X (Twitter) and portfolio formation: Can social media predict winning stock portfolios in Brazil?", que acaba de ser publicada no respeitado Investment Analysts Journal.

🔗 Leia o estudo na íntegra aqui: https://doi.org/10.1080/10293523.2025.2578069

Continue lendo >>

quinta-feira, 7 de março de 2024

Livro: O Investidor em Acões de Dividendos

Você conhece o livro O INVESTIDOR EM AÇÕES DE DIVIDENDOS?

Neste vídeo o pessoal do TC School fez uma resenha do livro. A seguir a chamada:

Já pensou em ter um livro sobre investimentos com as melhores explicações práticas e comprovações científicas para você se tornar um investidor bem sucedido? Agora você tem um! O professor Felipe Pontes, Diretor Educacional do TC, e o professor Orleans Martins, Head do TC Labs, uniram-se para nos prestigiar com essa obra: "O Investidor em Ações de Dividendos".


O Investidor em Ações de Dividendos aproxima teoria e prática com mais de 200 exemplos e casos reais do mercado brasileiro. Baseado na experiência dos autores, o livro destaca-se por sua abordagem totalmente voltada ao cenário nacional, oferecendo um conteúdo prático e didático sobre a estratégia de Dividend Investing focada em ações de empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos. Desde os aspectos legais e técnicos dessas ações até a aplicação de técnicas de seleção e valuation de empresas, o leitor encontra um guia completo para investir com segurança e conhecimento.

Esse best-seller da Amazon.com.br já alcançou o 1º lugar em diversas categorias, como “Avaliação da Educação” e “Finanças em Teoria da Educação”, e foi o “nº 1 mais presenteado”. Com uma avaliação média de 4,7 estrelas e mais de 600 avaliações máximas (5 estrelas), é uma leitura indispensável para quem busca se aprofundar nessa estratégia.


Opinião dos Leitores

“Os professores Orleans Martins e Felipe Pontes detalham bem a performance superior das ações de dividendos no livro O Investidor em Ações de Dividendos.” 

– Thiago Nigro (Primo Rico), influenciador e CEO do Grupo PRIMO

“Um livro que só fala de dividendos; para eu entender, eu não sabia o que era um dividendo!” 
– Márvio Lucio (Carioca), humorista e apresentador do Ticaracaticast

"Parabéns pelo excelente trabalho! Um livro que realmente vale a pena e que já estou recomendando para meus alunos. Sucesso!" 
– Eliseu Martins, professor e referência em Contabilidade no Brasil

“Parabéns ao Orleans e ao Felipe pela obra criada! Leitura nacional, de qualidade, mostrando a nossa realidade, e que certamente ajudará muitos investidores. Nota 10!” 
– Zé do Clube do Pai Rico, educador financeiro

O Investidor em Ações de Dividendos será o seu verdadeiro grito de independência!” 
– Pedro Albuquerque, investidor e fundador da TC Investimentos

“Este ouro que fala de investimentos em ações de dividendos.” 
– Josiane Haese, professora e palestrante

“Felipe e Orleans conseguiram reunir nesse livro os principais conceitos e filosofia de um investidor de longo prazo. Livro muito bem escrito e fundamentado.” 
– Vanessa Martins, educadora financeira e fundadora do SaldoInvest

“Este livro é diferente de tudo que você já leu sobre investimentos no Brasil. Que livro, senhoras e senhores, do tipo que você se arrepende de não ter lido antes, dada a quantidade de aprendizado que você ganha.” 
– André Sekunda, professor e pesquisador na área de finanças

Continue lendo >>

Aprenda a Não Cair na Armadilha dos Dividendos

Você sabe o que é Armadilha de Dividendos?

Já ouviu falar nela?

Neste vídeo eu falo um pouco da estratégia de investimento por dividendos e explico o que é a chamada "Armadilha dos Dividendos! e como o investidor pode evitar de cair nessa armadilha.

Continue lendo >>

Assimetria de Informação: Como se Proteger do Insider Trading

Você sabe o que é insider trading? 

Sabe como se proteger da assimetria de informação no mercado?

Neste vídeo eu falo um pouco sobre os efeitos do insider trading no mercado de ações, explicando o que é o termo e como a assimetria de informação pode afetar a vida do investidor e demais participantes desse mercado.

Continue lendo >>

Assimetria de Informações no Mercado de Capitais - Parte 2

Você sabe o que é assimetria de informação?

Sabe como ela afeta o mercado de capitais?

É um pouco do que falo nesta entrevista (Parte 2).

Continue lendo >>

Assimetria de Informações no Mercado de Capitais - Parte 1

Você sabe o que é assimetria de informação?

Sabe como ela afeta o mercado de capitais?

É um pouco do que falo nesta entrevista (Parte 1).

Continue lendo >>

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Valuation - Modelos Desconto de Fluxos de Caixa

Para encontrar o valor intrínseco de uma empresa nós podemos utilizar alguns modelos clássicos de desconto de fluxos de caixa.

Nesta aula falamos um pouco disto, com destaque para os modelos de desconto de fluxos de caixa da Firma, do Acionista e dos Dividendos.

Continue lendo >>

Valuation - Estimação do Valor Terminal ou Perpetuidade

Nesta aula tratamos da estimação do valor terminal das empresas.

Pressupomos que as empresas durem "para sempre", porém, não conseguimos estimar crescimento de seus fluxos de caixa para sempre.

Por isso, pressupomos um crescimento estável e estimamos um valor na perpetuidade.

Acompanhem mais detalhes no vídeo...

Continue lendo >>

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Valuation - Taxa de Crescimento

O valor intrínseco de uma empresa é função de seus fluxos de caixa futuros.

É natural que se espera que esses fluxos de caixa cresçam ao longo do tempo.

Mas como determinar essa taxa de crescimento?

É isso que discutimos nesta aula, sob diferentes contextos e, inclusive, em períodos de crise.


Continue lendo >>

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Estimando Fluxos de Caixa

Nesta aula nós discutimos os principais fluxos de caixa utilizados para avaliar uma empresa, sob os enfoques da empresa e do acionista.

Para que uma empresa garanta sua continuidade e expectativa de crescimento ela necessita reinvestir parte dos lucros obtidos. Logo, entre o lucro e o fluxo de caixa livre há ajustes que podem determinar com muita força o valor de uma empresa.

Aqui fazemos essa discussão e vemos como chegar ao fluxo de caixa livre que será o fundamento do seu valor.


Continue lendo >>

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Quem é Nosso "Mercado"?

Quem é nosso "mercado"?

Sua carteira, clube ou fundo tem batido o "mercado"? Sim? Que bom!

Mas será que o parâmetro de comparação que temos usado é, de fato, adequado? O "mercado" se limita ao #Ibovespa? O "mercado" é 6 (seis) empresas (52,16%)?

Qual é o risco da empresa?

O famoso Beta é estimado com base na co/variância dos retornos do ativo em relação ao #IBOV. O custo do capital do acionista é estimado sofre influência do #IBOV. A performance que você paga sobre o desempenho do seu fundo de ações (FIA), normalmente também é sobre o #IBOV.

Mas quem é o "mercado"?

Na carteira atual (13/09/2019), 52,16% são 6 (seis) empresas! Ou seja, Petro/Vale/Ambev ou as financeiras têm um domínio sobre o #IBOV. Se um desses lados sobe e o outro desce, o mercado anda de lado. Se ambos vão na mesma direção, é up ou down!

O setor mais influente no #IBOV é o financeiro (35,74%). Se o governo cogita aumentar um imposto sobre esse setor (1/3 da bolsa), o "mercado" desaba. Mesmo que isso favoreça outros setores (ex: para investimento em infraestrutura). Faz sentido?

Em um mercado emergente/volátil como o brasileiro, #Ibovespa pode "justificar" muito (ou pouco) em um modelo de valuation. Seja na #Academia ou no #Mercado isso merece atenção. Há muita coisa fora do #IBOV que também é mercado (e tem liquidez).

Nos EUA, por exemplo, o S&P500 tem 500 cias. A "foto" do mercado é melhor. No Brasil, uma alternativa mais abrangente é o #IBRX100. No fim do dia, o importante é entender que essas medidas são "aproximações" sujeitas a vieses. Use o bom senso!

A discussão continua no Twitter, acompanha lá... @orleansmartins

Continue lendo >>

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Gerenciamento de Resultados, ou de Valor?

Será que uma simples provisão contábil teria o poder de afetar o Valor de uma empresa?

E no caso dos bancos, que dependem de crédito para rentabilizar suas operações em ambientes de maior/menor risco, as decisões discricionárias dos gestores podem afetar o Valor?

Isto pode ser chamado de Gerenciamento de Resultados (ou Earnings Management).

Eu tenho estudado esse fenômeno na academia há alguns anos, e recente o caso de uma das empresas que eu invisto me chamou a atenção.

Ontem, dia 05/08/2019, o Banco ABC divulgou seu resultado do trimestre 2T19 e reportou um Lucro Líquido de R$ 125,2 milhões, montante acima das expectativas de uma famosa casa de análise, que destacou em seu relatório pós-resultado que o fraco desempenho das Receitas de Intermediação Financeira do banco havia sido compensado pela redução da Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD ou PDD). Será? Como assim?

O Banco ABC é reconhecido como um banco médio com resultados mais previsíveis, poucas surpresas, com spread fortemente ligado à Selic. Como seu principal negócio é crédito, em ambiente de maior incerteza sua PDD tende a aumentar, com a redução do risco, há menor PDD.

Bem, é fato que o ambiente atualmente no Brasil tem se tornado mais favorável aos negócios. O Bacen acabou de reduzir a taxa Selic de 6,5% a.a. para 6,0% a.a. Por um lado, isso pressiona as receitas do Banco ABC, que é tipicamente um banco de crédito para empresas, mas, por outro lado, favorece o ambiente de negócios ao baratear o crédito para a produção de bens e serviços na economia. Mas a PDD não está relacionada apenas ao risco atual, a partir desta redução de taxa, ela reflete o risco de inadimplência enfrentado pelo banco entre abril e junho de 2019, antes dessa mudança na economia, e antes da aprovação da Reforma da Previdência.

Como essa provisão depende da estimativas contábeis, sujeitas a gerenciamento, fiquei curioso em analisá-las. Olhando para o histórico do banco nos últimos 22 trimestres (Gráfico 1), é possível ver algum tipo de "padrão" de maiores provisões no início dos anos.


Para melhorar o olhar, calculei as médias percentuais por cada trimestre, seja PDD/Receita ou PDD/Lucro. No Gráfico 2 coloco até uma linha de tendência. Nos dois casos, vemos uma tendência de maior PDD nos primeiros trimestres, reduzindo-se nos últimos. Especialmente quando a ponderação é feita pela Receita, que é menos passível de manipulação.


Olhando ano-a-ano, o "efeito gerenciamento" some. Mas dentro dos anos, tal efeito parece presente. Portanto, decisões de investimento ou Valuation com base em dados trimestrais necessitam de cuidadosa análise, nesse sentido, pois PDD afeta os fluxos de caixa esperados.

Não é meu objetivo afirmar se há, de fato, manipulação de resultados ou não nessa empresa. Meu único objetivo aqui é lançar um olhar didático sobre o fenômeno, que se repete em outras empresas.

Os famosos "accruals" (acumulações) estão aí.

Isso é Contabilidade!

Continue lendo >>

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estrutura de Propriedade e Assimetria de Informação


Fui publicado na Revista Ambiente Contábil (Volume 7, Número 2) o resultado da pesquisa de iniciação científica da Thamirys de Sousa Correia, sob minha orientação, que trata da relação da estrutura de propriedade e controle das empresas abertas brasileiras com a assimetria de informação na negociação de suas ações. A seguir apresenta-se o resumo do trabalho e o link para acesso ao trabalho completo.

ESTRUTURA DE PROPRIEDADE E CONTROLE E ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO NO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO
Thamirys de Sousa Correia, Orleans Silva Martins

Resumo

Esta pesquisa teve o objetivo de investigar a relação existente entre a estrutura de propriedade e controle das empresas e a assimetria da informação existente nas negociações de suas ações. Para isso, apoiou-se em um referencial acerca da Teoria da Agência, reportando as principais evidências da literatura de estrutura de propriedade e assimetria de informação. Foram analisados os dados das empresas listadas na BM&FBOVESPA entre 2008 a 2013, por meio de modelos de regressão Tobit, sendo possível observar evidências distintas para empresas que possuíam American Depository Receipt (ADR) ou estavam no segmento Novo Mercado de governança corporativa e para as demais empresas. Para o primeiro grupo, verificou-se que a concentração de propriedade e controle apresentou relação positiva com a assimetria, considerando as proxies retorno anormal, volatilidade e beta. Essas evidências são ainda mais fortes com relação à concentração de controle, indicando que a assimetria poderia ser reduzida por meio da pulverização de ações. Por outro lado, entre as empresas sem ADR ou fora desse segmento, a concentração de propriedade e controle tendeu a reduzir a assimetria. Assim, como principal contribuição se destaca tal evidência, pois revela que a concentração de ações tem efeito diferente sobre a assimetria, conforme características da empresa.

Palavras-chave: Governança Corporativa; Estrutura de Controle; Assimetria de Informação. 

Texto completo:

Continue lendo >>

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Capital Externo na BM&FBovespa Bate Recorde


O investidor estrangeiro parece não estar nem um pouco preocupado com a corrida ao Palácio do Planalto. Enquanto o Ibovespa oscila ao sabor das pesquisas eleitorais, o fluxo de capital externo rumo à BM&FBovespa não para de crescer e acaba de bater seu recorde histórico.

Segundo o último dado divulgado pela bolsa, os estrangeiros já compraram mais de R$ 21 bilhões em ações brasileiras neste ano, até sexta-feira (19). O montante supera os R$ 20,596 bilhões de capital estrangeiro que entraram na Bovespa em todo o ano de 2009, o maior fluxo registrado pela bolsa até agora.

Embora o Ibovespa acumule baixa de 7,7% em setembro, reflexo da reversão de expectativas sobre a corrida presidencial, diante da recuperação de Dilma Rousseff nas pesquisas, o fluxo de capital externo no mês está positivo em R$ 3,6 bilhões.

"O estrangeiro aparece quase sempre na ponta compradora. Ele é quem tem dado saída ao investidor local, que está mais focado na especulação eleitoral", comenta um experiente operador de uma corretora brasileira.

"O que o estrangeiro está fazendo no mercado brasileiro é arbitragem com taxa de juros", explica o executivo de uma grande corretora internacional. "Com o juro praticamente zero nos Estados Unidos e Europa, esse investidor busca rendimento aqui", afirma a fonte. Segundo esse executivo, a estratégia de investimento dos estrangeiros é toda "travada", ou seja, independe do rumo da bolsa. Para isso, os investidores utilizam combinações que envolvem ações, opções e derivativos, como o contrato futuro de Ibovespa.

"O estrangeiro está sempre hedgeado [protegido]. No fim das contas, o que ele faz é estabelecer uma taxa de juros de sua aplicação no período definido para aquela operação durar." Além do fluxo de capital externo no mercado à vista - compra direta de ações - outro termômetro muito observado pelos operadores para monitorar o posicionamento do estrangeiro é o saldo de contratos futuros de Ibovespa na BM&F.

Segundo o último dado da bolsa, o estrangeiro mantinha até segunda-feira (22) saldo de 68,5 mil contratos de compra de Ibovespa Futuro. Em outras palavras, a aposta predominante desse investidor ainda é de alta da bolsa.

Enquanto o estrangeiro segue na compra, a bolsa brasileira registrou ontem sua quinta baixa consecutiva, em meio ao clima de tensão no exterior e à volatilidade provocada pelas incertezas sobre a corrida presidencial.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,49%, aos 56.540 pontos. O mercado - leia-se o investidor local - preferiu manter a cautela antes da divulgação de novos levantamentos sobre a corrida presidencial.

O mais aguardado, do Ibope, saiu após o fechamento da bolsa e reiterou o quadro observado em pesquisas anteriores: de empate entre Marina Silva e Dilma Rousseff no segundo turno. Nesta pesquisa, ambas aparecem com 41% das preferências de voto. Outra pesquisa divulgada ontem, logo na abertura da bolsa, foi produzida pelo instituto MDA. O levantamento também mostrou empate, porém com leve vantagem de Dilma (42%) sobre Marina (41%).

Para o gestor da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, a reação do mercado à pesquisa MDA foi moderada porque os investidores já anteciparam na segunda-feira, com base em rumores originados de pesquisas "clones", que Dilma apareceria à frente de Marina. "Essa melhora de Dilma foi antecipada. Mas a bolsa deve continuar volátil porque temos mais pesquisas para sair nos próximos dias", comentou.

Entre as principais ações do Ibovespa, quase todas fecharam no vermelho: Itaú PN (-0,48%, a R$ 37,06), Petrobras PN (-2,23%, a R$ 20,13), Bradesco PN (-0,82%, a R$ 37,38) e Ambev ON (-0,30%, para R$ 16,39).

A exceção foi Vale PNA (0,71%, a R$ 24,04). A mineradora recuperou parte das perdas de segunda-feira, quando declarações do ministro das Finanças da China, Lou Jiwei, de que o governo chinês não fará mudanças drásticas em suas políticas apenas por causa da fraqueza de um indicador, deixaram os investidores preocupados.

Contrariando as expectativas, o índice de atividade (PMI) preliminar da China, medido pelo HSBC, avançou de 50,2 pontos em agosto para 50,5 pontos em setembro.

No noticiário corporativo, o destaque do dia foi o credenciamento para o leilão de licenças de serviços da quarta geração (4G) da telefonia móvel na faixa de 700 megahertz (Mhz). Quatro operadoras - Claro, Vivo, TIM e Algar Telecom (CTBC) - anunciaram sua participação na disputa, que acontecerá no dia 30.

A Oi decidiu não participar por considerar que a atual frequência, de 2,5 Mhz, já atende a necessidade de seus clientes e as obrigações de cobertura até 2017. "A Oi preferiu ser defensiva neste momento. Ao que parece, eles querem arrumar a casa antes de pensar em novos investimentos", avalia Pereira.

"Outra possibilidade é a Oi comprar ativos no futuro que possuam essa frequência. Vamos esperar os próximos passos de consolidação do setor." A Oi contratou o BTG Pactual no mês passado para avaliar uma proposta de compra da TIM e fatiamento da empresa entre as concorrentes Claro e Vivo. TIM ON subiu 1,18%, Oi PN ganhou 1,16% e Vivo PN caiu 1,02%.

A lista de maiores baixas trouxe Eletrobras PNB (-2,86%), PDG Realty ON (-2,43%) e Rossi ON (-2,38%). Na ponta positiva ficaram Marfrig ON (3,95%), Ecorodovias ON (2,92%) e Marcopolo PN (2,17%).

Fonte: Valor Econômico.

Continue lendo >>

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lei Incentiva Acesso de Pequena Empresa à Bolsa


A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 11, por unanimidade projeto de lei que cria o "Brasil+Competitivo", que tem como foco aumentar a competitividade e o acesso de pequenas e médias empresas (PMEs) ao mercado de capitais. De autoria do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), o PL foi uma adaptação do PAC-PME, plano formulado por agentes financeiros, como bancos de investimento, auditorias, grandes bancas de advocacia e entidades de mercado.

A ideia é que as empresas beneficiárias do programa realizem ofertas de ações de até R$ 250 milhões, sendo 70% destinados a emissões primárias (em que os recursos vão para o caixa da empresa. O "pulo do gato" para estimular essas operações é criar incentivos fiscais às empresas e ao investidor. [1]

A proposta aprovada diz que a companhia emissora poderá, em 60 meses, deduzir de seu Imposto de Renda (IRPJ) crédito tributário correspondente a 33% - não 66% como previsto no projeto original - das despesas com a preparação da oferta pública. Além disso, prevê a constituição de fundos de médias empresas, que terão isenção de Imposto de Renda (IR) sobre ganhos de capital. O limite é de R$ 2 milhões.

A proposta ainda deverá passar pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) antes de seguir para apreciação do Senado.

Para o empresário Rodolfo Zabisky, integrante do movimento Brasil+Competitivo e executivo da Attitude, a aprovação em uma comissão estratégica "demonstra que a proposta foi muito bem recebida e compreendida no Congresso dada a sua extrema relevância". O projeto foi apresentado em outubro.

A expectativa dos defensores do projeto é que em cinco anos o Brasil+Competitivo possa gerar mais de R$ 84 bilhões de investimento privado produtivo na economia, Mais de 1,1 milhão de novos empregos formais no segmento de PMEs e gerar R$ 2,5 bilhões de ganho líquido em imposto de renda. O programa mobiliza 180 entidades, entre as quais CNI, FIESP, FIEMG, FecomercioSP, centrais sindicais, bancos, instituições de pesquisa e entidades especializadas.

[1] O projeto é um interessante passo em direção ao fortalecimento do mercado brasileiro de capitais, sendo visto como um incentivo à abertura de capital. Todavia, apenas isto ainda não é suficiente. Os custos de abertura de capital ainda não muito altos no Brasil, há muita burocracia, alta tributação e pouco incentivo à população. É necessário uma mudança na cultura do brasileiro, que não tem o hábito de investir na bolsa de valores, como nos Estados Unidos, por exemplo.

Fonte: Diário do ABC.

Continue lendo >>

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reguladores dos EUA Querem mais Transparência em Auditoria


Reguladores norte-americanos divulgaram uma proposta controversa nesta terça-feira que pode obrigar auditores a dar mais detalhes sobre a análise de balanços de empresas listadas em bolsa, numa tentativa de munir investidores com mais informações.

O comitê de vigilância contábil para empresas abertas afirmou que sua proposta, se adotada, seria a mudança mais significativa para relatórios de auditoria desde a década de 1940.

Nos últimos 70 anos, auditores aderiram ao padrão de opinião de auditoria de três parágrafos, que fica anexada ao balanço anual da companhia, que essencialmente dão uma nota aos livros da empresa.

Os relatórios afirmam se os comunicados financeiros apresentados correspondem à condição financeira da empresa e se seguem os princípios contábeis (GAAP).

A proposta desta terça-feira não acabaria com o atual sistema de aprovação das empresas pelos auditores. Mas pela primeira vez em décadas, seria necessário que os auditores avaliassem informações além dos comunicados financeiros, e descrevessem os resultados.

Grupos de investidores criticaram nos últimos anos a fórmula de três parágrafos dos relatórios de auditoria, afirmando que se tratava apenas de um carimbo que falha em dar informações necessárias, incluindo preocupações que podem ter surgir durante a auditoria.

Mas empresas abertas e auditores afirmam que a direção da empresa, e não os auditores, deveriam fornecer informações adicionais. As companhias estão cautelosas com a possibilidade de mudanças nas regras, afirmando que a informação pode ser tirada do contexto ou entrar em conflito com regras de confidencialidade.

Fonte: Portal Exame.

Continue lendo >>

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pequenas e Médias Empresas Querem Acessar Bolsa, diz Deloitte



As pequenas e médias empresas brasileiras querem a oportunidade de abrir capital na Bolsa de Valores  e de captar recursos no mercado de capitais [1]. É o que mostra pesquisa da consultoria Deloitte com 73 empresas emergentes divulgada pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) nesta quinta-feira (4), no 15º Encontro de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, realizado em São Paulo. 

Segundo o levantamento, 85% concordam que a oferta inicial de ações (IPO) depende mais do momento da empresa, enquanto 45% das consultadas pretendem abrir capital, mas ainda não o fizeram por diversos motivos além do custos para concretizar essa operação.

"A principal barreira é cultural, pois 20% dos consultados afirmam que falta maturidade e 15% dos consultados tem o receio de perda de controle nas decisões da empresa", avalia Bruce Mescher, sócio-lider de Global IFRS and Offerings Services (GIOS) da Deloitte. 

Já para o presidente do Ibri, Ricardo Florence, vencida a barreira cultural, as pequenas e médias empresas podem acessar a Bolsa de Valores para diversificarem suas fontes de capital. "É importante que as empresas possam equilibrar sua estrutura de capital, seja por meio de dívida, capital próprio ou de terceiros", argumenta Florence.


[1] Talvez essa seja uma boa solução para as empresas, como fonte de capital, e para a própria Bolsa, que tem enfrentado um momento de desaceleração de negócios nos últimos meses.


Fonte: Panorama Brasil.

Continue lendo >>

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Balanços Enfraquecem Negócios nas Bolsas da Ásia



Uma rodada fraca de balanços marcou as quedas vistas nas bolsas asiáticas nesta sexta-feira. Em Seul, as ações da Samsung recuaram 0,78% após a fabricante de eletrônicos reportar resultado abaixo do esperado no primeiro trimestre de 2011. O índice Kospi fechou cotado aos 2.192,36 pontos, com desvalorização de 0,72%.

Na bolsa de Sydney, os papéis da marca de surf Billabong International caíram 1,75%, também refletindo o desempenho inferior às expectativas do mercado. O S&P/ASX 200 finalizou as operações de hoje com retração de 1,02%, aos 4.823,20 pontos. As ações das mineradoras Rio Tinto e BHP Billiton cederam 1,39% e 0,99%, respectivamente.

Na China, as pressões inflacionárias mantêm os investidores cautelosos. O índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, avançou 0,85%, para 2.911,51 pontos, enquanto Hong Kong apresentou movimento inverso e caiu 0,36%, para 23.720,80 pontos. 

Em Taipé, o Taiwan Taiex também baixou 0,36%, para 9.007,87 pontos e, em Tóquio, a bolsa permaneceu fechada devido a um feriado local. 

Fonte: Valor Online.

Continue lendo >>

terça-feira, 19 de abril de 2011

OGX Perde R$ 10,9 Bi de Valor na Bolsa



A OGX, petroleira do grupo de Eike Batista, perdeu ontem R$ 10,9 bilhões de seu valor de mercado por causa da frustração de expectativas em relação à revisão de seu portfólio. Na última sexta-feira, com base em auditoria da consultoria DeGolyer & MacNaughton (D&M), a companhia havia revisado o potencial de suas reservas de 6,8 bilhões para 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente.

O aumento de 58,8% sobre a última projeção, feita em setembro de 2009 pela mesma consultoria, foi recebido na sexta-feira como uma boa notícia, embora conservadora na visão da empresa. Mas, ontem, no primeiro pregão da Bovespa após o anúncio, as ações da OGX despencaram 17%, puxando para baixo não somente outras empresas do grupo, como também a petroleira HRT, que vinha sendo vista como uma "cópia", com desempenho e perspectivas semelhantes.

"Parece que, de repente, o mercado acordou para os riscos do setor de petróleo", comentou o analista do Banco do Brasil, Nelson Rodrigues Matos. Numa primeira leitura logo após o relatório divulgado no final da tarde de sexta-feira, as ações da empresa chegaram a subir 3,5% no "after market", período que sucede o fechamento do pregão, às 17h30.

A euforia, porém, deu lugar à frustração ontem, logo pela manhã, quando começaram a ser divulgados relatórios de bancos com as análises da revisão de portfólio. Em teleconferência, o empresário Eike Batista chegou a ser ríspido com um analista.

Ao ser indagado sobre a elevada taxa de retorno fixada pela OGX para suas áreas - 49%, ante 25% estimados pela D&M -, ele afirmou que se recusa a aceitar esse padrão. Para as áreas do pré-sal de Santos, a Petrobrás também estima retorno de 25%.

"Estamos num mundo digital, em que temos novas tecnologias de exploração. A consultoria (D&M) já mostrou ao mercado o quão conservadora é. Eu respeito, mas estou avaliando a possibilidade de contratar outros relatórios no futuro. Seria interessante que os analistas avaliassem dois ou três relatórios de consultorias diferentes antes de emitir suas opiniões", protestou.

Detalhes

A maioria dos relatórios de instituições financeiras divulgados ontem consideraram que houve falta de detalhamento e frustração em relação à confirmação de reservas. "O mercado estimava pelo menos 4 bilhões de barris contingenciados na Bacia de Campos, e vieram só 3 bilhões", disse um analista, que preferiu não se identificar, lembrando que a OGX vinha trabalhando com uma margem entre 2,3 bilhões e 5,4 bilhões de barris.

O temor dos analistas com relação à taxa de retorno é de que, com a perfuração de novos poços em suas áreas na Bacia de Campos, Parnaíba e na Colômbia, a OGX não confirme o volume que vem sendo projetado com base em 19 poços perfurados. "Existem poucos poços perfurados para basear essa análise", avalia relatório do banco americano Morgan Stanley, destacando ainda a "complexidade da rocha naquela área".

Apesar de os relatórios considerarem no geral como positivo o relatório da D&M, o impacto negativo nas ações da OGX foi tido como inevitável diante das "incertezas relativas aos reservatórios, falta de planos para desenvolver volumes de hidrocarbonetos na área e falta de definição quanto à viabilidade econômica de tais desenvolvimentos", como citou a corretora Planner.

No primeiro documento preparado pela D&M em 2009, os dados foram apresentados de forma ainda incipiente e o mercado esperava um maior detalhamento na nova análise. Uma das dúvidas, por exemplo, foi com relação ao desenvolvimento das áreas e como financiar essa etapa exploratória.

Para o banco americano Merrill Lynch, a OGX pode terminar 2011 com menos de US$ 1 bilhão em caixa, o que deve exigir que a companhia vá ao mercado. Na teleconferência, Eike Batista disse que vai levantar recursos tanto com emissão de bônus, quanto com o mecanismo "oil financing", que já foi utilizado pela Petrobrás, e que implica em uma venda antecipada de óleo. "A ideia é não diluir o acionista minoritário", disse Eike, lembrando que terá recursos também com a venda de 10% de seus ativos na Bacia de Campos.

Obrigações

US$ 11,8 bi
é a necessidade de financiamento da OGX para os próximos cinco anos, de acordo com relatório do Merrill Lynch.

53%
seria a relação entre a dívida líquida e o capital da empresa, caso a OGX venha a conseguir captar esse total de recursos.

Fonte: Estadão.

Continue lendo >>

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Facebook Fatura US$1,86 Bilhão com Propaganda




São Paulo - Os mais de 600 milhões de usuários do Facebook se revertem em ganhos significativos para a rede social de Mark Zuckerberg. Estimativa da EMarketer, publicada nesta terça-feira pelo Advertising Age, aponta que a receita chegou a US$ 1,86 bilhão em 2010. O montante supera em 86% os números de 2009.

Segundo o AdAge, cerca de US$ 1,2 bi, 60% do total, vem de anunciantes dos EUA e a surpresa é que a fonte do dinheiro são, principalmente, empresas de pequeno e médio porte, que passaram a utilizar o sistema de "auto-atendimento" do site.

Por esse esquema, as marcas não dependem necessariamente de uma agência para gerenciar o processo de inserção e manutenção de campanhas na rede. Elas mesmas o fazem. Grandes companhias como Coca-Cola e Procter & Gamble ou Match.com, contribuíram com cerca de US$ 740 milhões.

"Esse tipo de anunciantes está realmente bancando o crescimento do Facebook," disse Debra Williamson, analista da eMarketer. "Os anunciantes experimentaram o modelo com o Google por anos e agora repetem isso com o Facebook", complementa Debra.

Fonte: Portal Exame.

Continue lendo >>

Notícias do Mercado de Ações no Mundo

Destaques do Mercado de Ações

Heatmap do IBRX-50

Dados Financeiros das Principais Empresas

Siga este Blog

Número de Visitas

Indique Este Blog

CLIQUE AQUI!
Orleans Silva Martins. Tecnologia do Blogger.