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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

As Profissões em Alta e em Baixa no Brasil para 2016




Recentemente o Infomoney publicou uma matéria com uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamentos Wyser, destacando as profissões em alta e em baixa para 2016. Abaixo estão as profissões com seus destaques.




















Fonte: Infomoney.




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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lucro Inflado Derruba CEO da Toshiba


Tanaka, ex-Toshiba: "A maior erosão da imagem de nossa marca em 140 anos"

O CEO da Toshiba renunciou ontem ao cargo depois de uma investigação independente ter concluído que a empresa inflou os lucros, no que vem sendo considerado um dos maiores escândalos contábeis da história do Japão.

A Toshiba sofreu "o que poderia ser a maior erosão da imagem de nossa marca em nossos 140 anos de história", disse Hisao Tanaka, depois de fazer uma reverência de pesar, ficando 15 segundos curvado, durante concorrida entrevista a jornalistas ontem, em Tóquio.

O incidente é o maior golpe à reputação de uma empresa no Japão desde o escândalo da Olympus em 2011, quando se descobriu que a firma de tecnologia havia encoberto perdas de até US$ 1,7 bilhão que vinham desde o início dos anos 90.

O presidente do conselho de administração da Toshiba, Masashi Muromachi, vai assumir como CEO interino enquanto o grupo reestrutura sua governança. A Toshiba anunciou que estuda indicar diretores externos para mais da metade dos assentos de seu conselho de administração.

A renúncia de Tanaka chega um dia depois de uma comissão de advogados e contadores externos ter divulgado informe no qual se detalha uma tentativa "sistemática" e "deliberada" de inflar os números dos lucros do conglomerado. Eles descreveram uma cultura empresarial em que funcionários tinham medo de falar contra a chefia quando eram pressionados a seguir metas irreais de lucros.

De acordo com a comissão, Tanaka, na Toshiba há 40 anos, e o vice-presidente
do conselho, Norio Sasaki, que também renunciou ontem, sabiam que os lucros eram superestimados e não tomaram ações para acabar com a contabilidade inadequada. Tanaka negou ter instruído subordinados a fraudar os livros, mas disse que recebe com seriedade as conclusões da comissão. "Senti a necessidade de promover uma grande remodelação em nossa equipe administrativa para erigir nossa empresa novamente", disse Tanaka.

A Toshiba, que atua em áreas como as de computadores portáteis, chips de memória e reatores nucleares, terá de revisar em 152 bilhões de ienes (US$ 1,2 bilhão) seus lucros antes dos impostos relativos a sete anos a partir de 2008. A isso se somam os 4,4 bilhões de ienes de lucros inflados estimados pela própria Toshiba para o período de sete anos incluindo os três trimestres do ano fiscal de 2014.

Os 152 bilhões de ienes representam quase 30% do lucro total antes dos impostos do período. Não ficou claro que tipo de baixas contábeis ou perdas adicionais a empresa terá de declarar como resultado da revisão dos lucros. O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, disse que o escândalo evidencia a necessidade de uma reforma da governança corporativa no país. "Poderíamos perder a confiança nos mercados japoneses e na Bolsa de Valores de Tóquio a menos que uma genuína governança corporativa esteja em vigor", disse.

O informe, de 294 páginas, relata que a cultura da Toshiba de exercer pressão para que os funcionários seguissem altas metas de lucro de curto prazo estendeu-se durante o mandato de três CEOs. Vinha desde a época de Atsutoshi Nishida, que chefiou a empresa entre 2005 e 2009 e que continua como assessor na empresa. Nishida vai renunciar ao cargo.

Um exemplo das pressões, revelado pela comissão, foi um encontro em dezembro de 2008, anterior ao anúncio dos resultados do terceiro trimestre fiscal. Na reunião, foi comunicado que se previa prejuízo operacional de 18,4 bilhões de ienes. Nishida, então, disse: "O número é tão embaraçoso que não podemos anunciá-lo em janeiro próximo". A empresa inflou o resultado para transformálo
em lucro de 500 milhões de ienes.

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasil: País de Banqueiros? Será?


Recentemente o Portal Exame publicou reportagem que relata que o HSBC se junta a um "cemitério" de banco estrangeiros. Em 2002 possuíamos 8. Em breve, teremos apenas 2. Por mais que os extremistas de esquerda achem isso bom, significa que nosso mercado financeiro está ficando mais concentrado, sem recurso externo e mais dependente da economia nacional. O que será que se passa? Por que bancos em um ambiente "supostamente" muito favorável a altos lucros estão se desinteressando pelo Brasil? Abaixo alguns trechos da reportagem.

HSBC se une a Citigroup no cemitério de bancos estrangeiros

O HSBC Holdings Plc se tornou esta semana o terceiro banco de varejo estrangeiro a abandonar ou reduzir suas operações no Brasil nos últimos dois anos. Com isso, apenas dois bancos de fora do país vão manter negócios de varejo por aqui.

O Citigroup Inc. vendeu sua financeira e operadora de cartões de crédito há dois anos. Já o Société Générale SA decidiu encerrar a operação de varejo em fevereiro.

Nas duas últimas décadas, também desistiram do varejo no país o Bank of America Corp., dos EUA, o espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria SA, o italiano Intesa Sanpaolo SA e o francês Crédit Lyonnais SA.

O Brasil, o quinto país do mundo em extensão geográfica, é um mercado difícil para os bancos de varejo que tentam entrar ou se expandir aqui.

Eles têm que enfrentar a concorrência do maior banco da América Latina em valor de mercado, o Itaú Unibanco Holding SA, e o maior da região em ativos, o Banco do Brasil SA.

Ao mesmo tempo que nos últimos anos perdeu oportunidades para comprar rivais menores no país, lá fora o HSBC ainda enfrentou as novas exigências de capital adotadas depois da crise financeira global de 2008.

“Para se manter em uma economia com a nossa, com as dimensões que temos, tem que ter crescimento geográfico”, disse Henrique Kleine, analista-chefe de ações da corretora Magliano SA em São Paulo, em entrevista por telefone, na terça-feira.

“O HSBC perdeu a oportunidade de ganhar uma escala maior. O HSBC não tem mais condições de crescer aqui”. HSBC preferiu não comentar a decisão sobre a venda da operação no Brasil.

Restam dois

O Brasil contava com pelo menos oito bancos estrangeiros atuando no varejo no fim de 2002. Com a venda do HSBC, haverá dois: o Banco Santander Brasil SA, uma unidade do maior banco da Espanha, e o Citigroup, de Nova York, que manteve sua unidade Citibank no país após vender a Credicard.

A maior parte das empresas deixou o país após uma onda de aquisições que somou US$ 91,3 bilhões desde dezembro de 2002, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O Itaú, o Banco Bradesco SA e o Banco do Brasil foram os compradores mais ativos no período, respondendo por cerca de metade das transações.

O HSBC investiu US$ 951 milhões no período, incluindo a aquisição por US$ 815 milhões da financeira do Lloyds TSB Group Plc, a Losango, em 2003.

O banco chegou a contratar o JPMorgan Chase Co. em 2011 para vender a Losango, mas não encontrou um comprador.

O investimento do HSBC contrasta com os US$ 27,9 bilhões que o Itaú gastou no período. Só a compra da União de Bancos Brasileiros SA, ou Unibanco, custou US$ 12,5 bilhões em 2008.

Regras de capital

Enquanto os bancos brasileiros cresciam, os estrangeiros foram atingidos pela crise financeira global e por exigências regulatórias e de capital mais rígidas, disse Alexandre Nobre, fundador da RCB Investimentos, uma firma com sede em São Paulo especializada na compra de carteiras de crédito.

A participação dos bancos estrangeiros no mercado de crédito de R$ 3,1 trilhões do Brasil caiu para 14,5 por cento em abril, contra 22 por cento em março de 2007, segundo dados do Banco Central.

"É preciso ter escala para estar no brasil, comendo todas as eficiências que poderia ter a partir das aquisições,'' disse Nobre em uma entrevista por telefone na terça.

"O nível de regulação, o nível de exigência regulamentar dos bancos tornou mais dificil operar de forma global''.

O HSBC disse esta semana que tentará vender a divisão de varejo no Brasil após ser multado por manipulação do mercado de câmbio e se envolver em um escândalo de lavagem de dinheiro ligado a contas na Suíça.

O banco também planeja vender a operação na Turquia e eliminar até 25.000 empregos.

Clientes corporativos

Apesar de ter colocado à venda a unidade brasileira, que teve um prejuízo líquido de R$ 549,1 milhões no ano passado, o banco disse que manterá presença no país para atender clientes corporativos de grande porte.

O Bradesco provavelmente comprará a unidade do HSBC por US$ 3,2 bilhões a US$ 4 bilhões, disseram fontes com conhecimento direto do assunto esta semana.

O Bradesco e o HSBC não quiseram comentar o assunto.

O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria também está interessado em comprar as unidades do HSBC no Brasil e na Turquia, informou o jornal El Financiero, da Cidade do México, na quarta-feira.

Fonte: Portal Exame.

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Inflação, o Inimigo Comum do Brasil e da Rússia


Anos de desilusão econômica colocaram Brasil e Rússia em rota de colisão com um velho inimigo: a inflação.

Em 2001, os dois países foram incluídos, juntamente com Índia e China, num bloco batizado de “BRICs”, a famosa sigla criada por Jim O’Neill, ex-economista do banco Goldman Sachs, GS +0.57%  para um grupo de novas potências econômicas. Passados 14 anos e diversas políticas equivocadas, há hoje muito menos otimismo em relação aos BRICs, principalmente no Brasil e na Rússia.

O equívoco mais recente foi o corte de 1,5 ponto percentual que a Rússia fez, na semana passada, em sua taxa referencial de juros de recompra, para 12% ao ano, basicamente um convite para que os preços ao consumidor, já em alta, acelerem ainda mais. No caso do Brasil, mais escolado no longo processo de lidar com os danos que uma inflação arraigada podem causar, o banco central voltou a elevar a taxa Selic, para 13,25% ao ano, estrangulando ainda mais o crescimento.

Nada disso é exatamente uma surpresa para os que acompanham o mercado doméstico dos dois países. O Brasil vem se debatendo com um déficit em conta corrente persistente, o que torna o financiamento da dívida externa vulnerável à queda do real. A Rússia está mais preocupada com a fuga de capital, principalmente de cidadãos russos atingidos por sanções ocidentais e pela queda nos preços do petróleo.

Os governos da Rússia e do Brasil precisam agir para inspirar confiança em seus cidadãos e nos investidores estrangeiros, caso queiram sustentar um crescimento econômico de longo prazo. Essa perspectiva pode ser comprometida se os dois países permitirem uma escalada da inflação para obter crescimento no curto prazo.

Enquanto o resto do mundo se vê às voltas com a deflação, o índice de preços ao consumidor do Brasil subiu 8,13% em março na comparação anual, acima do limite de 6,5% estabelecido pelo BC. E expectativas embutidas de inflação têm gerado um ciclo de aumentos preventivos de preços. Parte da culpa é das políticas de estímulo passadas. O governo interveio para enfraquecer o real, manteve o déficit fiscal em face de uma demanda superaquecida e os bancos estatais injetaram um imenso volume de crédito subsidiado em grandes empresas com pouca transparência.

Esse estímulo desenfreado forçou o BC a dobrar seus esforços na luta contra a inflação. As políticas também criaram distorções: qualquer empresa excluída das benesses do Estado tem que captar recursos a juros baseados na referência da Selic.

Agora que o governo de Dilma Rousseff enfrenta a resistência do Congresso para controlar os excessos fiscais, o BC é obrigado a apertar ainda mais sua política monetária, num momento de queda acentuada nos preços das principais commodities de exportação do país. O resultado é a ameaça de outra contração econômica, depois de quase quatro anos de crescimento anual médio abaixo de 1%.

“Não há nada mágico nisso: eles só têm que recuar e desfazer tudo que fizeram nos últimos quatro anos”, diz Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina. “É um ajuste de vários anos [...] não dá para consertar as coisas da noite para o dia.”

A Rússia está, agora, cometendo os mesmos erros. Embora o banco central afirme que os cortes de juros sejam meramente uma política de emergência introduzida no fim do ano, ele está essencialmente apostando que o crescimento de curto prazo pode ter prioridade em relação à inflação. O contexto é que, em dezembro, quando o rublo estava em queda livre, a taxa de recompra foi elevada para 17% para conter a fuga de capital deflagrada pelo colapso do preço do petróleo e pelas sanções econômicas impostas a Moscou pelos Estados Unidos e a Europa por conta do conflito militar na Ucrânia.

Agora que a moeda russa está subindo novamente à medida que os preços do petróleo vivem uma pequena recuperação, tanto o banco central quanto o governo estão afirmando que a crise acabou, que é hora de cortar os juros e que o rublo deve cair para restaurar a competitividade das exportações. O que está sendo ignorado é a inflação, que subiu todo mês desde março de 2014, indo de 6,9% ao ano para 16,9% em março deste ano.

“A Rússia nunca se importou com a inflação; eles só se importam com crescimento”, diz Timothy Ash, diretor de pesquisa de mercados emergentes do Standard Bank, em Londres. Mas “o banco central está mais politizado hoje do que nunca. Eles estão, basicamente, fazendo o que o governo quer que eles façam”.

Um banco central mais independente poderia ver tendências de preço com mais preocupação. As sanções reprimiram o fornecimento de mercadorias, elevando os preços. E, embora o rublo tenha se recuperado este ano, a moeda ainda está 35% abaixo do nível de dez meses atrás, o que encarece as importações.

Enquanto isso, o petróleo barato — que, apesar de ter subido 29% desde janeiro, ainda está quase 65% abaixo de seu pico de 2014 — está corroendo os lucros da indústria do petróleo, vital para o país. O resultado é a estagflação, um estado de alto desemprego, baixo crescimento e inflação persistente. É um atentado à confiança daqueles que controlam o capital na Rússia e requer políticas mais rigorosas.

Graças ao controle do poder, o presidente russo Vladimir Putin pode ser mais resistente que Dilma à baixa popularidade nas pesquisas. Mas não é mais capaz que ela de contrariar as leis da economia, um fato que acabará sendo revelado aos investidores que se atreverem a apostar na Rússia.

Fonte: The Wall street Journal.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Profissionais que Estão em Falta no Mercado



Segundo levantamento realizado pela consultoria Page Personnel, focada em cargos técnicos e de suporte a gestão, o número de currículos recebidos explodiu neste primeiro trimestre de 2015. Com o aumento da ordem de 40%, o patamar atingido é equivalente ao registrado em 2012.

E não são apenas profissionais fora do mercado que estão com o CV “na mão”. Segundo, Juliana Alvarez, gerente da Page Personnel, a consultoria também tem recebido muitos candidatos interessados em mudar de emprego. “A proporção é equivalente”, diz.

Já a criação de novas oportunidades no mercado responde apenas por 30% das vagas anunciadas pelas empresas. O restante é fruto de substituição de pessoas, parte da estratégia de busca por mais eficiência que muitas empresas têm adotado.

Mesmo com este cenário de mais interesse por parte de candidatos, a consultoria destaca que tem sido muito difícil encontrar profissionais com perfis específicos. Entre esses profissionais, a consultoria destaca, em 4º lugar, os profissionais da área contábil. Confira informações:

4. Analista contábil

O que faz: responsável por rotinas contábeis da empresa.

Salário médio: 6 mil reais.

Por que é difícil contratar: o problema é o mesmo que ocorre com os analistas fiscais. Falta de domínio em uma segunda língua, principalmente o inglês.

Fonte: Portal Exame.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Snapchat é tentato por Facebook e Google e já Vale US$ 4 bilhões


O aplicativo é simples. Em um toque no celular, a câmera liga e permite a captura de uma foto ou vídeo. O usuário, então, pode escrever uma legenda ou desenhar sobre a imagem com o dedo. O segredo está em um recurso que determina o tempo de visualização daquela imagem antes do envio a um grupo de amigos: são, no máximo, dez segundos cronometrados. Depois, a mensagem desaparece. Um oásis de privacidade em tempos de superexposição em redes sociais, o Snapchat é o queridinho da vez. Responsável pelo compartilhamento de 400 milhões de arquivos por dia – o dobro do que intermediava há apenas cinco meses –, o aplicativo para smartphones tem uma audiência jovem cativa, que atraiu, no início de novembro, a atenção de gigantes da internet, como Google e Facebook. Começou com uma oferta de US$ 3 bilhões de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook. Para Evan Spiegel, fundador e presidente do Snapchat, não era suficiente. Logo em seguida, o Google disse que pagaria US$ 4 bilhões. Spiegel, 23 anos, ainda acha pouco. E, mais uma vez, disse não.

A história do Snapchat é comum à de outras redes sociais que transformaram seus donos em milionários da tecnologia na velocidade da internet. A ideia surgiu, em 2011, nos corredores da Universidade de Stanford, na Califórnia, mesma instituição de onde saíram figuras como Larry Page, presidente do Google, e Reed Hastings, presidente do Netflix. No ano seguinte, quando faltavam três disciplinas para se formar, Spiegel abandonou o curso de design de produtos e voltou para a casa do pai, seguro de que a privacidade seria a próxima moeda a ser valorizada na internet. O tiro não poderia ser mais certeiro. Assim, o Snapchat criou uma nova forma de comunicação, que usa fotos e vídeos como um meio em si e que não armazena nenhuma informação do usuário por mais de 24 horas. Os adolescentes adoraram e formaram o maior ativo do Snapchat: uma comunidade altamente engajada, que interage diversas vezes por dia e faz de seu uso uma rotina. Tudo isso em grupos selecionados, longe do olhar de pais e curiosos. “Seria melhor para todo mundo se apagássemos tudo como um padrão e salvássemos apenas as coisas que fossem realmente importantes para nós”, disse Spiegel à agência Associated Press. Procurado por ISTOÉ, ele disse que, no momento, está focado na “construção do produto e do negócio”. A impulsividade dos usuários aliada à efemeridade dos arquivos também facilita a troca de conteúdo erótico. De acordo com Spiegel, 70% dos usuários são mulheres. 

Há outro ponto em comum entre a Snapchat e outras estrelas do mundo virtual. Apesar de todo o frisson e popularidade, o lucro não aparece nas fotos de seus balanços. Isso não intimida investidores. O aplicativo recebeu aportes de grandes fundos do Vale do Silício. Na última rodada, em outubro, a companhia foi brindada com US$ 75 milhões. Menos de um mês depois, a chinesa Tencent demonstrou interesse em levantar outros US$ 200 milhões em investimento para o Snapchat. Não é difícil entender seu apelo. Recentemente, o Facebook admitiu pela primeira vez a seus acionistas que os adolescentes estão passando cada vez menos tempo na rede social. Sua base de mais de 1 bilhão de usuários também publica menos fotos. São 350 milhões de imagens diárias. No Instagram, aplicativo de fotos comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão em abril de 2012 (leia quadro), são 50 milhões por dia – bem longe, portanto, da marca de 400 milhões do Snapchat.

Recusar ofertas bilionárias de concorrentes gigantes não é exclusividade do Snapchat. O próprio Mark Zuckerberg, por exemplo, se negou a vender o Facebook por US$ 1 bilhão ao Yahoo! em 2006. O Foursquare, aplicativo de resenhas de estabelecimentos comerciais, também rejeitou o Yahoo! por US$ 100 milhões em 2010. No mesmo ano, o Google tentou comprar o Groupon, site de compras coletivas, por US$ 6 bilhões, mas não conseguiu. Mais do que um desejo de manter-se independente, a decisão pode ser explicada pela ambição. Analistas de mercado dizem que Spiegel acredita que sua empresa possa receber uma avaliação ainda maior em breve. Deu certo com o Facebook, que hoje vale mais de US$ 100 bilhões na Bolsa de Valores Nasdaq. Nem tão certo para o Foursquare e o Groupon, ambos à beira da falência. 

Fonte: Isto É.

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Previ Prepara Ranking de Governança Corporativa


A Previ está preparando um ranking de governança das empresas investidas, revelou o diretor de Participações do fundo de pensão, Marco Geovanne da Silva. Ele comentou que apenas uma tem o rating AAA no momento, sem citar o nome. [1]

Atualmente, o patrimônio da Previ gira em torno dos R$ 166 bilhões, sendo que em 2012 quase R$ 100 bilhões estavam alocados em renda variável. O fundo tem investimentos em 115 empresas, sendo que o volume de recursos nas companhias participadas atinge em torno de R$ 88 bilhões. No portfólio estão Magazine Luiza, Fibria, Usiminas, Itaúsa, Tupy, Oi, BRF, Weg, Celesc, Ambev, Kepler Weber, Vale e Randon, entre outras. Na Ambev, por exemplo, a participação atual é de R$ 7,2 bilhões; na Kepler Weber, de R$ 114 milhões, e na Tupy de R$ 778 milhões, segundo o diretor.

Silva comentou ainda sobre o interesse do fundo de pensão do Banco do Brasil em participar dos leilões de concessão do governo. "Adoraríamos participar do Galeão, e não querem nos deixar participar por questões de concorrência, o que não faz nenhum sentido", afirmou durante o 14º Congresso Internacional de Governança Corporativa promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Ele considera que a governança corporativa é a melhor forma de garantir o pagamento dos benefícios pelos fundos de pensão, mas isso significa um longo caminho a ser seguido. "É uma estrada longa, tem de haver princípios e fundamentos que norteiem como as pessoas vão atuar. Não se faz governança com visão de curto prazo, é preciso gastar tempo para fazê-la aparecer", disse o executivo.

Para Silva, três tópicos são fundamentais para os fundos de pensão: visão estratégica, monitoramento e remuneração. "A visão estratégica é a da criação sustentável de valor, o monitoramento é em relação às estruturas de governança, ao papel dos conselheiros. Já a remuneração é a questão de não focar o curto prazo. As empresas passam por ciclos, por isso não estamos preocupados com o que vai acontecer no terceiro trimestre, por exemplo", afirmou.

Nesse sentido, o executivo disse ainda que a cultura dos fundos de pensão brasileiros estimula a visão de longo prazo dos seus gestores e das companhias investidas, apesar de o mercado ainda estar maturando. "O mercado de capitais brasileiro ainda está num processo de amadurecimento, mas já apresentou avanços enormes na parte de governança corporativa, transparência e prestação de contas. O setor sofreu demais com as altas taxas de juros durante muito tempo, tanto que os investidores pessoas físicas ainda são acanhados", observou.

O executivo reclamou do fato de alguns considerarem a Previ como governo, e isso influencia na hora de votar nas assembleias das empresas. "Não somos governo, estamos separados do governo e não é justo cassarem nosso direito de votarmos com nossas ações", disse.

[1] O ranking segue o modelo utilizado por algumas agências de risco para classificar empresas e países.

Fonte: Agência Estado.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

PEC das Domésticas Amplia Mercado de Trabalho para Contadores no Recife



O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda termina em 30 de abril e, até o encerramento do período, os profissionais de Ciências Contábeis terão muito trabalho. Os novos direitos trabalhistas conquistados pelas empregadas domésticas têm movimentado os escritórios de contabilidade, que estão contratando mais funcionários.

Em Pernambuco, há 13 mil contadores registrados. Entre as atribuições desse profissional, está a responsabilidade pela folha de pagamento de uma empresa. Ele também faz o controle das contas, gastos e lucros e está habilitado para fazer declaração exigida pela Receita Federal.

A contadora Roberta Fonseca conta que a demanda de trabalho aumentou bastante após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Domésticas [1]. “A gente tem que estar se revezando para atender ao telefone, trabalhar, tirar dúvidas e até convidar as pessoas para gente fazer reuniões e explicar da melhor forma”, disse.

De olho nas oportunidades na área contábil, há pessoas com outra formação acadêmica voltando para a universidade em busca do curso de Ciências Contábeis. “Eu já sou formada em Administração, tenho pós-graduação em Gestão Financeira e escolhi o curso de contábeis porque eu tinha dificuldade em algumas áreas que eu precisava do apoio da contabilidade”, disse a estudante Fabiana Locatelli.

Também formado em Administração, Rafael Coelho, trabalha como auditor e resolveu voltar à sala de aula para cursar Ciências Contábeis [1]. “Trabalho com auditoria e foi o que me motivou a fazer o curso. O mercado está superaquecido e eu me identifiquei bastante com a área”, destacou.

Dispensa de estágio

E engana-se quem pensa que precisa estar formado para conseguir emprego na área. O Conselho Federal de Contabilidade permite que o aluno de contábeis seja admitido, com carteira assinada, sem precisar passar por estágio. O salário é de R$ 730 enquanto ele não recebe o diploma. No Recife, donos de escritórios têm contratado estudantes a partir do terceiro período de graduação. “Nós não recrutamos na condição de estagiário o profissional contábil. Ele já é contratado com carteira assinada desde o primeiro dia na nossa empresa”, afirma o empresário Albérico de Morais.

Adriana Correia escolheu a profissão depois de ler anúncios nos jornais sobre vagas na área. Ela diz que não precisou esperar muito para conseguir uma chance. “Eu não me decepcionei, tanto é que eu estou trabalhando na área."

O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Myron Palhano, afirma que, mesmo com a maior disponibilidade de vagas para a área contábil, é preciso preparação do profissional, que pode seguir os estudos acadêmicos com especializações e cursos de aperfeiçoamento. “É importante também que ele saiba idiomas, principalmente o inglês e o espanhol, e também ter o poder de persuasão porque antigamente o contador era conhecido como guarda-livros, e hoje não, realmente ele é um gestor”, finaliza.

[1] Pelo menos ao que parece, os empregadores terão as mesmas obrigações acessórias que as empresas (relativas ao INSS, IRRF e FGTS). Há chances de ser aprovado uma espécia de "Super Simples das Domésticas" para reduzir essas obrigações.
[2] Certamente o entrevista desenvolve algum trabalho na área de auditoria interna, já que as atribuições de auditoria, principalmente independente, são exclusivas do profissional contábil.

Fonte: G1.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

''Curtir' Algo no Facebook Diz Muita Coisa Sobre Você



Um amplo estudo acadêmico acaba de revelar a crescente quantidade de informações pessoais que podem ser recolhidas por programas de computador que monitoram a maneira como as pessoas usam o Facebook.

Esses programas podem discernir informações privadas confidenciais, como as preferências sexuais dos usuários do Facebook, o uso de drogas e até mesmo se eles têm pais que se separaram quando eles eram jovens, mostra o estudo da Universidade de Cambridge.

Trata-se de um dos maiores estudos do tipo já feitos e nele a equipe de psicometria da universidade e um centro de pesquisas bancado pela Microsoft analisaram dados de 58 mil usuários do Facebook para prever características pessoais e outras informações que não foram fornecidas em seus perfis.

Os algoritmos foram 88% precisos na previsão da orientação sexual, 95% na previsão de raça e 80% no quesito inclinação religiosa e política. Tipos de personalidade e estabilidade emocional também foram previstos com exatidão que vai de 62% a 75%. O Facebook não quis comentar o assunto.

O estudo realça as preocupações crescentes com as redes sociais e como os registros de dados podem ser explorados em busca de informações sensíveis, mesmo quando as pessoas tentam manter em segredo informações sobre elas mesmas. Menos de 5% dos usuários prognosticados como gays, por exemplo, estavam ligados a grupos declaradamente gays.

Michael Kosinski, um dos autores do estudo, disse ao "FT" que as técnicas da universidade poderiam ser facilmente copiadas por empresas para deduzir atributos pessoais que uma pessoa não gostaria de revelar, como sua orientação sexual ou visão política: "Usamos métodos muito simples e genéricos. Empresas de marketing e da internet poderiam gastar muito mais tempo e recursos, conseguindo assim uma precisão muito maior que a obtida por nós".

Na semana passada, a União Europeia concordou em atenuar propostas de uma reorganização radical da regulamentação da privacidade de dados. A medida reflete a relutância do governo em obstruir companhias da internet com decisões que possam prejudicar o crescimento econômico, e segue-se a um forte lobby de companhias como o Facebook e o Google.

Os dados pessoais se tornaram um grande negócio. A Wonga, instituição financeira britânica que opera na internet, faz avaliações de crédito em segundos, com base em milhares de informações que incluem perfil no Facebook. A rede de supermercados Tesco começou neste mês a usar os históricos de compras dos clientes para vender propaganda online direcionada.

Kosinski disse que o estudo não foi elaborado para desencorajar o compartilhamento online: "Eu não desencorajaria as pessoas a evitar a tecnologia - até certo ponto, o leite já está derramado, e de qualquer maneira há muita informação sobre você circulando na internet. Eu sugeriria uma melhoria das configurações de privacidade".

Fonte: Valor Econômico.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Contadores Buscam Reconhecimento em 2013



Em 2013 o País comemora o Ano da Contabilidade. A profissão, uma das mais antigas que se tem notícia, está passando por várias mudanças e deu um salto de qualidade nos últimos três anos. A principal alteração foi a obrigatoriedade de o profissional passar pelo Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Caso o recém-formado não seja aprovado no exame, ele não pode tirar sua carteira do Conselho Regional de Contabilidade e, consequentemente, não tem permissão para exercer a atividade profissional. 

"Graças ao CFC, com mais de 66 anos de história, e a todos os Conselhos Regionais espalhados pelo território nacional, a profissão do contador é hoje uma das poucas reconhecidas e valorizadas em sua unidade e tem representatividade diante da sociedade, das instituições e do segmento empresarial brasileiro", diz o presidente nacional do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, Eduardo Pocetti. 

O professor Cesar Abicalaffe, detentor do título "Notório Saber" conferido pelo Ministério da Educação e Cultura pela pesquisa "Causa de fracassos e os caminhos para o sucesso de empresas e de profissionais brasileiros", diz que para a profissão contábil ganhar ainda mais importância e valorização é preciso ocorrer também uma mudança de visão tanto dos empresários brasileiros quanto do sistema de ensino superior. Segundo ele, no Brasil existem mais de mil faculdades de Ciências Contábeis, mas "muitas deixam a desejar, pautando o preparo dos futuros profissionais para atuarem de forma limitada". 

Segundo o professor a entrada em vigor da lei de convergência do sistema contábil brasileiro para os padrões internacionais, está acelerando o processo de mudança não só na economia, mas também na qualificação dos profissionais que atuam na área contábil. Hoje, disse, são poucos os empresários brasileiros que têm o domínio e controle financeiro de suas empresas, o que dificulta o processo de internacionalização dos negócios assim como a entrada do investimento externo no País. 

"Pelas minhas estimativas 90% das nossas empresas trabalham em cima de balanços que não são verdadeiros. São balanços feitos com foco em atender unicamente o fisco e por isso não cumprem o seu principal papel que é o de servir de ferramenta de gerenciamento, análise e base para tomada de decisões", enfatizou Abicalaffe. Com a padronização às normas internacionais de contabilidade, afirma o professor, haverá um ganho para todos. "As empresas terão balanços reais e isto é fundamental nas transações internacionais. Além disso, os empresários terão informações mais precisas para as tomadas de decisão", explica. Segundo ele, também por conta disso, os profissionais da área contábil passam a ter ainda mais importância na atividade econômica empresarial do País. 

O presidente do Sescap de Londrina, Marcelo Odetto Esquiante, diz que as entidades representativas do segmento também estão dando uma contribuição fundamental para este novo momento da contabilidade. "Nosso sindicato, por exemplo, oferece cursos de qualificação profissional e empresarial o ano todo. Além disso, treinamos mão de obra para os escritórios contábeis e outras empresas de segmentos diversos. Não há empresa ou entidade e mesmo pessoas físicas que não precisem de contadores. É uma profissão que só tem a crescer e ganhar ainda mais respeito", disse Esquiante. 

Fonte: Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e Serviços Contábeis de Londrina (Sescap-Ldr).

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lucros das Empresas Param de Cair em Dezembro, Segundo Dados da Receita



A recuperação da economia no segundo semestre chegou ao caixa das empresas no fim do ano. Segundo números da Receita Federal, a arrecadação dos tributos que refletem a lucratividade das empresas voltou a subir em dezembro depois de oito meses em queda.

No mês passado, a arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 12 bilhões. Em relação a dezembro de 2011, a alta soma 22,56% descontando a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Ainda é cedo para dizer se a tendência será duradoura, porque só temos o movimento de um mês. Mesmo assim, os números de dezembro indicaram a recuperação dos lucros das empresas no fim do ano”, disse a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta.

De acordo com a Receita, a recuperação dos lucros é generalizada e independe do tamanho das empresas. Em dezembro, a arrecadação de IRPJ e da CSLL das empresas que declaram por estimativa mensal, categoria que engloba as maiores companhias, subiu 26,83% em relação a dezembro de 2011.

O pagamento das empresas que declaram pelo balanço trimestral, que abrange as médias empresas, aumentou 20,58% na mesma comparação. As empresas que declaram com base no lucro presumido, vinculado às menores empresas, também pagaram mais IRPJ e CSLL, mas o crescimento ocorreu em ritmo menor, apenas 3,18% acima da inflação pelo IPCA.

Segundo a Receita Federal, a disparidade entre as grandes e as menores empresas deve-se ao desempenho das entidades financeiras, que pagaram 125,7% a mais de IRPJ e CSLL em dezembro em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse crescimento, no entanto, foi inflado por pagamentos extraordinários que não tinham ocorrido em 2011.

Apesar da influência do setor financeiro, o Fisco ressalta que a recuperação da lucratividade se disseminou por diversos setores da economia. Entre os ramos que mais se recuperaram estão fabricantes de equipamentos de informática e eletrônicos, com alta real de 169%; empresas de saneamento básico (aumento real de 48%) e fabricantes de bebidas (crescimento de 30% acima da inflação).

Por causa da crise econômica, os tributos que refletem a lucratividade das empresas foram um dos fatores que mais contribuíram para a estagnação da arrecadação federal em 2012. No ano passado, o governo federal arrecadou 0,7% a mais do que em 2011, descontado o IPCA. Mesmo com a recuperação em dezembro, o pagamento do IRPJ e da CSLL encerrou 2012 com queda real de R$ 4,7 bilhões (-2,68%).

Apenas as menores empresas resistiram à crise no ano passado. A arrecadação de IRPJ e da CSLL das empresas que declaram pelo lucro presumido aumentou 6,46% acima da inflação em 2012. A desaceleração da economia afetou principalmente as grandes empresas. O recolhimento caiu 10,74% pela estimativa mensal e  8,12% pelo balanço trimestral de janeiro a dezembro.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Financial Times diz que Mantega é Especialista no "Jeitinho Brasileiro"



"Se há uma palavra em português que você precisa aprender antes de ir ao Brasil é jeitinho." Assim começa um texto do blog Beyond Brics, do jornal britânico Financial Times, publicado na última noite, ao criticar o "jeitinho brasileiro".

Contra um crescimento fraco e uma inflação mais forte do que o esperado, o Financial Times diz que parece que o Banco Central e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, são favoráveis à adoção do jeitinho brasileiro.


Apesar da taxa Selic indicar 7,25% ao ano, os empréstimos interbancários, que costumam seguir a Selic de perto, operam a taxas muito menores. Em janeiro o DI marcava uma taxa de 6,93%. A diferença é mais que o dobro da média vista na última década, destaca notícia da Bloomberg, citada pelo Financial Times para corroborar a tese. Essa seria uma medida de dar mais estímulos à economia mesmo sem anunciar efetivamente mais um corte na taxa de juros, complementa a reportagem.

Mas esse não foi o único jeitinho. Na terça-feira foi veiculado aqui na imprensa brasileira que Mantega pediu ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que adie o aumento nas tarifas de ônibus para dar um alívio à inflação. "Mantega já é de algum modo um expert no jeitinho", destaca a notícia do Financial Times.

Em resposta, o prefeito de São Paulo disse nesta quarta-feira, na sede da prefeitura, que Mantega faz uma política de gestão, e não de jeitinho.

Entretanto, a publicação britância segue adiante e lembra também das manobras fiscais que o governo fez no início do ano para atingir a meta de superávit fiscal de 2012, em operações que envolveram a venda de ações do Fundo Soberano, antecipar dividendos de bancos estatais e descontar os gastos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) das contas.

Críticas constantes

As críticas ao Brasil têm sido recorrentes na publicação britânica. Depois de satirizar a presidente Dilma Rousseff em um conto de natal, onde ela foi representada por uma rena de nariz vermelho, a publicação disse que o Brasil foi prematuro ao comemorar o posto de sexta maior economia do mundo (o Reino Unido retomou a posição no final do ano passado) e, mais recentemente, escreveu que o chão é o limite para o Brasil, ao comentar as revisões nas projeções do mercado para a economia.

Fonte: InfoMoney.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mulheres Poderosas Amedrontam Muito Mais Que os Homens



Na semana passada fui a uma festa dada por uma velha amiga da universidade. Foi um evento muito divertido, cheio de pessoas que conheço há mais de 30 anos. Mas quando fui embora, percebi uma coisa estranha: comecei a ficar assustada com minhas amigas bem-sucedidas.

Pensei, então, nos homens que estavam na festa - a maioria perdendo a cintura. Nenhum deles chegou a me deixar nervosa, mesmo aqueles com grandes empregos e opiniões ainda maiores sobre si mesmos.

O que há nas mulheres bem-sucedidas que as tornam tão amedrontadoras? Tome por exemplo duas das cinquentonas mais assustadoras do mundo: Madonna e Angela Merkel. A primeira acaba de lançar um novo videoclipe cheio de insinuações sexuais em que ela é espremida contra uma parede em indumentária sadomasoquista e domina homens negros que giram em torno dela. A fonte desse medo não é exatamente obscura, mas vem para cima de você em botas de cano alto.

O medo imposto por Angela Merkel é bem diferente e, no geral, mais misterioso. Ela evita as calças coladas no corpo - recentemente foi fotografada com um discreto casaco verde-ervilha, constrangedoramente parecido com um que eu tenho. Seu quociente de terror nada tem a ver com o erotismo, mas paira sobreela como uma auréola em seu corte de cabelo e na maneira como franze os lábios.

Como experiência de controle, olhei para uma fotografia do presidente francês Nicolas Sarkozy, mas em vez de sentir medo, senti vontade de rir - até que vi a Carla Bruni, parada de forma assustadora ao seu lado. É a mesma coisa com os Clinton: Hillary assusta, Bill não.

Quando penso em minhas colegas, vejo um padrão parecido. Marjorie Scardino, presidente-executiva da Pearson, que controla o "Financial Times", consegue me deixar amedrontada de uma maneira que seu antecessor do sexo masculino não deixava. Muitas de minhas colegas mais graduadas são assustadoras. Seus pares que ocupam cargos parecidos são "garotinhas" em comparação.

Não estou dizendo que não há homens assustadores. Se eu fosse colocada cara a cara com Bashar al-Assad, ouso dizer que me sentiria meio incomodada por estar diante de um homem acusado de assassinatos em massa. Tenho certeza que Steve Jobs também era bem amedrontador, principalmente quando estava nervoso.

Mas preciso de um motivo para achar isso deles e poucas mulheres que me metem medo fazem isso por alguma razão em especial. Margaret Thatcher e Anna Wintour, que são tirânicas em escala mundial, estão nesta categoria. Assim como Rebekah Brooks, com aqueles cabelos flamejantes e temperamento idem. Na verdade, ela é muito mais assustadora que os dois Murdoch, o pai e o filho, juntos, o que é muita coisa.

A ampla maioria das mulheres que me deixa amedrontada, porém, não fez nada em particular. Então por que isso acontece? Pensei e cheguei a meia dúzia de motivos. Nenhum deles é uma explicação completa, mas aí vão eles mesmo assim.

Em primeiro lugar, o medo pode ser uma coisa darwiniana. É mais difícil para as mulheres avançar na profissão, de modo que aquelas que conseguem isso precisam impressionar mais e ser duronas. Em segundo lugar, pode ser que as mulheres ajam de uma maneira assustadora para abafar a voz de sua impostora interior. E em terceiro, elas podem ser naturalmente amedrontadoras, uma vez que é difícil interpretá-las. A imprevisibilidade leva à ansiedade.

E pode ser que isso não tenha a ver com mulheres bem-sucedidas, mas sim com a maneira como as percebemos. Se ainda esperamos que as mulheres sejam maternais, ficamos alarmados quando elas não demonstram nenhum sinal disso. Ou pode ser simplesmente um produto da escassez. Se você é rara, é mais fácil ser assustadora.

Uma última possibilidade é que isso pode ter ligação com as mulheres de nossa infância. Lembro-me de ter ido a um jantar em que estavam presentes dois homens que tiveram um papel muito importante na política externa do Reino Unido. No começo, a discussão envolveu o Afeganistão, mas durante o café ela mudou para a escola preparatória e ficou claro que a inspetora de alunos inspirava mais medo que o Taliban.

Não importa o motivo, ser amedrontadora é uma grande vantagem para as mulheres. Conheço muitas mulheres que abrem seus caminhos porque seus chefes ficam com medo de lhes dizer não. Elas não são tiranas ou sórdidas, mas sabem quando dar um olhar duro, uma palavra ríspida e como erguer a cabeça e fazer todo mundo - homens e mulheres - entrarem na linha.

Escrever esta coluna me fez decidir aumentar meu próprio quociente de terror. Mas antes de começar, tentei avaliar o ponto de partida e pedi a um colega que me classificasse na escala do terror, de um a dez. "Onze", respondeu ele. Seus olhos brilhavam enquanto ele falava, o que pode ter significado que ele falava de coração. Ou pode significar que ele estava simplesmente brincando.

Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira

Fonte: Valor Econômico.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mulheres Casadas Ganham 20% Mais que Solteiras no Brasil



Com uma filha ainda pequena, a técnica em enfermagem Juliana da Silva Pereira, 28, casada, mudou de emprego há quatro meses por um belo aumento de salário mensal: de R$ 1.300 para R$ 2.200.

Atuando no ramo para o qual se qualificou, a trabalhadora faz parte de uma estatística que a surpreendeu: no Brasil, as mulheres casadas ganham, em média, 19,8% mais que as solteiras, de acordo com um estudo do Insper.

"Sempre achei que as solteiras, por terem mais tempo livre, ganhassem mais", diz a técnica em enfermagem.

É assim nos EUA, de acordo com Regina Madalozzo, pesquisadora que orientou a pesquisa sobre o Brasil feita pela economista Carolina Flores. No mercado americano, solteiras ganham, em média, 34% mais que as casadas.

"Nos EUA, a presença das mulheres em vagas que exigem maior qualificação, como em empresas, é mais expressiva que no Brasil. Nesse ambiente, ter mais tempo para o emprego e possibilidade de viajar, o que é mais fácil para as solteiras, são pontos valorizados", diz Madalozzo.

A pesquisadora ressalta que, no Brasil, ainda há uma grande concentração de mulheres empregadas em atividades de baixa qualificação, como trabalho doméstico.

"E os patrões parecem encarar o fato de as funcionárias serem casadas como um indicativo de que são mais responsáveis", acrescenta.

O estudo foi realizado com base nos dados do Censo 2000 do IBGE. Outra explicação possível para o resultado é que a mulher casada, pela segurança de uma renda familiar conjunta com o marido, possa investir mais tempo até encontrar empregos mais recompensadores.

"É possível que as solteiras se submetam com maior facilidade a salários mais baixos", diz Madalozzo.

"Mas creio que, à medida que o mercado brasileiro se desenvolva e as mulheres assumam mais postos qualificados, a situação no país se aproxime da dos EUA."

O estudo revelou que, entre as mulheres casadas, as negras, pardas e indígenas ganham menos que as brancas, enquanto as asiáticas ganham mais. "Pode ser um reflexo da qualificação, mas esse grupo é pequeno; representa menos de 1% do total", diz a pesquisadora.

Fonte: Folha de São Paulo.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Padrão IFRS e a Informação Contábil nos Mercados de Capitais



Por Orleans Silva Martins

A crescente expansão do mercado acionário brasileiro e o aumento da competitividade entre as empresas por recursos disponíveis nesse mercado têm levado as empresas brasileiras a angariarem recursos em mercados de capitais de outros países, os quais são submetidos a normas contábeis diferentes daquelas utilizadas aqui no país. Essas normas que, por sua vez, fazem parte do sistema de contabilidade desses países, são determinadas pelo nível de desenvolvimento do mercado de capitais e do ambiente financeiro no qual cada país está inserido. Assim, no contexto atual de expansão dos mercados em todo o mundo, a convergência das normas contábeis tem sido vista como necessária, tendo em vista que, sem ela, uma mesma transação pode vir a ser registrada de formas diferentes, dependendo do país de origem da empresa, gerando dificuldades na análise e comparação do desempenho e da situação financeira de diferentes empresas. 

Até pouco tempo, para que uma empresa pudesse adentrar em um mercado de capitais que não fosse o de seu país de origem, precisaria que suas demonstrações contábeis fossem elaboradas de acordo com as normas locais desses países ou, em alguns casos, com base nas International Financial Reporting Standards (IFRS). Contudo, com a globalização do comércio internacional e o crescimento dos mercados de capitais, tem se tornado evidente a necessidade de se ter um conjunto de demonstrações contábeis elaboradas a partir de uma mesma linguagem contábil, compreensível em diferentes mercados, por usuários da informação contábil de diferentes países. Com isso, vários organismos nacionais e internacionais têm defendido a adoção das IFRS como padrão contábil aplicável às demonstrações contábeis nos diferentes países, determinando o que se convencionou chamar de “convergência internacional das normas de contabilidade”. 

Um dos argumentos em defesa da convergência dessas normas, ou consequente adoção das IFRS, diz respeito à melhoria da qualidade das informações contábeis e, consequentemente, da comunicação entre as companhias e os usuários de suas informações. Não obstante, alguns questionamentos têm surgido quanto a esse processo como, por exemplo, no que se refere à efetiva melhoria da qualidade das informações financeiras com a adoção das IFRS. Nesse sentido, alguns estudiosos têm realizado investigações com empresas de diferentes países e verificado que as empresas que adotaram as IFRS têm apresentado maior qualidade na informação contábil e menor custo de capital do que aquelas que não as adotaram. Ademais, outro argumento utilizado pelos pesquisadores diz respeito à efetiva utilidade da informação contábil no mercado de capitais, a qual é verificada por meio da reação que esse mercado demonstra a cada divulgação de resultado das companhias. Assim, se o mercado reage (positiva ou negativamente) à divulgação de resultado de uma empresa, é porque a informação contábil tem capacidade informativa e é útil ao mercado. 

Contudo, embora haja um consenso sobre a utilidade dessa informação no mercado de capitais, o mesmo não pode ser dito sobre o impacto das IFRS na qualidade dessa informação. As pesquisas nesse sentido ainda são limitadas e não conclusivas. Por um lado, fala-se na melhoria da comparabilidade entre as demonstrações de empresas de diferentes países por serem elaboradas a partir de um mesmo conjunto de normas, mas, por outro lado, critica-se o elevado grau de subjetividade que as IFRS possuem, principalmente quanto aos métodos de mensuração dos elementos patrimoniais dessas companhias. O que se sabe é que o objetivo da convergência internacional das normas de contabilidade é melhorar o grau de comparabilidade entre os resultados das companhias, objetivo que, segundo as pesquisas realizadas no Brasil, tem sido alcançado.

Fonte: Jornal do CRC-DF.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Brasil Cai para 30º no Ranking de Crescimento



O fraco desempenho da economia no terceiro trimestre fez o Brasil perder seis posições no ranking dos países que mais crescem no mundo. Com a expansão de 2,1% do PIB em relação ao terceiro trimestre de 2010, o país caiu para a 30ª posição do ranking, que continua sendo liderado pela China, que, mesmo em desaceleração, cresceu 9,1% entre julho e setembro. O Brasil também ficou atrás de todos os países do Brics (grupo das maiores economias emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Índia, com expansão de 6,9%, aparece em quinto lugar no ranking, enquanto a Rússia, com 4,8%, é a 12ª. Até a África do Sul, que no ranking do segundo trimestre estava na lanterna do grupo, cresceu mais, 3,1%, e figura no 25º posto agora.

Mesmo perdendo fôlego em relação a 2010, quando cresceu a uma vigorosa taxa de 7,5%, o Brasil deve manter-se como a sétima maior economia do mundo este ano. Simulação feita pela Austin Rating com base nas mais recentes projeções de crescimento do PIB para as principais economias indica que o PIB brasileiro deve atingir este ano US$2,28 trilhões - valor que leva em conta uma alta anual de 3% do PIB.

Mesmo com uma expectativa de crescer apenas 1,7%, o PIB dos Estados Unidos deve passar de R$15 trilhões. O PIB chinês deve crescer 9,2%, para US$6,75 trilhões, consolidando-se como a segunda maior economia do planeta, à frente do Japão, que continuará encolhendo ( -0,5%), com US$5,3 bilhões.

Expansão fica abaixo até da registrada pela Alemanha

A freada do trimestre passado fez a economia brasileira crescer menos que a da Alemanha, que, mesmo estando no epicentro da crise europeia, teve uma expansão de 2,6% do PIB no período. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ressalta que esse dado deve ser visto com cuidado, uma vez que a economia alemã vem crescendo pouco já há algum tempo, enquanto o Brasil se expandiu fortemente em 2010. No terceiro trimestre de 2010, o PIB alemão avançara 3,9%, enquanto o brasileiro saltou 6,7%.

- Em termos qualitativos, o Brasil cresceu mais. Uma taxa um pouco menor, mas sobre uma base ampliada, de renda e produção muito maior - disse Agostini.

Sobre o fato de o país ter ido para a lanterna do Brics, o economista observa que China e Índia seguem firmes movidos por processos muito fortes de urbanização, transformações sociais e crescimento da demanda interna, fatores que minimizam os efeitos da piora do cenário externo. A expansão mais robusta da Rússia, segundo ele, é parecida com a da Alemanha, já que o país também acumulou taxas muito baixas de crescimento em 2010. Na África do Sul, o economista vê características comuns ao Brasil, como a evolução do consumo interno, a expansão do mercado financeiro e dos investimentos.

Para a Europa, apesar de desempenhos melhores como os da Alemanha, da Suécia (4,6% no trimestre passado), da Polônia (4,2%) e da Romênia (4,4%), as perspectivas não são boas.

- A perspectiva é ruim por causa do impasse atual, que deve contaminar a atividade da região em 2012 - diz Agostini.

Fonte: O Globo.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Estudo Constata Prejuízos de Empresas Provocados pela Alta do Dólar


A desvalorização do real em relação ao dólar no terceiro trimestre do ano causou perdas equivalentes a R$ 18 bilhões para 15 empresas brasileiras de grande porte, segundo um relatório publicado neste domingo (13) no jornal "O Globo". 

Mais da metade desse número, R$ 10,6 bilhões, correspondeu às perdas conjuntas das gigantes Petrobras e Vale. 

O estudo elaborado por analistas de mercado levou em conta a variação na taxa de câmbio comercial e apontou como principal fator para o balanço negativo a desvalorização acumulada do real em setembro, que foi de 18,4%. 

Exportadoras de matéria-prima, companhias aéreas, shopping center e prestadoras de serviços públicos estão entre as empresas mais afetadas pela alta do dólar, devido ao aumento do custo da dívida em moeda estrangeira das empresas. 

Apesar das perdas milionárias, o relatório ressalta que os "números não chegam a ser preocupantes", porque as dívidas em dólar são a longo prazo e não afetaram o caixa das empresas para o pagamento de funcionários, fornecedores e, inclusive, seus investimentos. 

Em outubro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que o governo não tem a intenção de estabelecer uma taxa de câmbio fixo, apesar da forte desvalorização do real e das medidas tomadas para conter o avanço do dólar, como a venda de moeda estrangeira no mercado futuro.

Fonte: R7.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Japonesa Kirin Anuncia a Aquisição de 100% da Schincariol



A companhia japonesa de bebidas Kirin anunciou nesta sexta-feira a compra da totalidade da Schincariol, da qual já possuía metade das participações.

A Kirin completou nesta sexta a compra da Jadangil, que detinha 49,54% da fabricante de bebidas brasileira, em uma operação avaliada em 105 bilhões de ienes (cerca de R$ 2,33 bilhões), segundo um comunicado da empresa.

Os acionistas minoritários da Schincariol, da qual a Kirin controlava mais de 50% desde agosto deste ano, tentaram bloquear a venda da nova parcela na Justiça brasileira, que decidiu levantar a medida cautelar em outubro, lembrou o diário Nikkei.

"Esta aquisição adicional não só melhorará a gestão da Kirin sobre a Schincariol como subsidiária em propriedade absoluta, mas também ajudará a Kirin a aumentar ainda mais a competitividade da Schincariol no emergente mercado brasileiro e a gerar sinergias com a Kirin", explica a companhia japonesa no comunicado.

O consumo de cerveja no Brasil cresceu 11% em 2010, segundo dados da Associação Nacional de Bebidas, enquanto caiu no Japão no mesmo período.

A Schincariol foi fundada em 1939 como fabricante de refrescos e hoje em dia possui mais de dez fábricas que produzem cerveja e outras bebidas não alcoólicas em diversos pontos do Brasil.

Fonte: Veja.

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