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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasil: País de Banqueiros? Será?


Recentemente o Portal Exame publicou reportagem que relata que o HSBC se junta a um "cemitério" de banco estrangeiros. Em 2002 possuíamos 8. Em breve, teremos apenas 2. Por mais que os extremistas de esquerda achem isso bom, significa que nosso mercado financeiro está ficando mais concentrado, sem recurso externo e mais dependente da economia nacional. O que será que se passa? Por que bancos em um ambiente "supostamente" muito favorável a altos lucros estão se desinteressando pelo Brasil? Abaixo alguns trechos da reportagem.

HSBC se une a Citigroup no cemitério de bancos estrangeiros

O HSBC Holdings Plc se tornou esta semana o terceiro banco de varejo estrangeiro a abandonar ou reduzir suas operações no Brasil nos últimos dois anos. Com isso, apenas dois bancos de fora do país vão manter negócios de varejo por aqui.

O Citigroup Inc. vendeu sua financeira e operadora de cartões de crédito há dois anos. Já o Société Générale SA decidiu encerrar a operação de varejo em fevereiro.

Nas duas últimas décadas, também desistiram do varejo no país o Bank of America Corp., dos EUA, o espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria SA, o italiano Intesa Sanpaolo SA e o francês Crédit Lyonnais SA.

O Brasil, o quinto país do mundo em extensão geográfica, é um mercado difícil para os bancos de varejo que tentam entrar ou se expandir aqui.

Eles têm que enfrentar a concorrência do maior banco da América Latina em valor de mercado, o Itaú Unibanco Holding SA, e o maior da região em ativos, o Banco do Brasil SA.

Ao mesmo tempo que nos últimos anos perdeu oportunidades para comprar rivais menores no país, lá fora o HSBC ainda enfrentou as novas exigências de capital adotadas depois da crise financeira global de 2008.

“Para se manter em uma economia com a nossa, com as dimensões que temos, tem que ter crescimento geográfico”, disse Henrique Kleine, analista-chefe de ações da corretora Magliano SA em São Paulo, em entrevista por telefone, na terça-feira.

“O HSBC perdeu a oportunidade de ganhar uma escala maior. O HSBC não tem mais condições de crescer aqui”. HSBC preferiu não comentar a decisão sobre a venda da operação no Brasil.

Restam dois

O Brasil contava com pelo menos oito bancos estrangeiros atuando no varejo no fim de 2002. Com a venda do HSBC, haverá dois: o Banco Santander Brasil SA, uma unidade do maior banco da Espanha, e o Citigroup, de Nova York, que manteve sua unidade Citibank no país após vender a Credicard.

A maior parte das empresas deixou o país após uma onda de aquisições que somou US$ 91,3 bilhões desde dezembro de 2002, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O Itaú, o Banco Bradesco SA e o Banco do Brasil foram os compradores mais ativos no período, respondendo por cerca de metade das transações.

O HSBC investiu US$ 951 milhões no período, incluindo a aquisição por US$ 815 milhões da financeira do Lloyds TSB Group Plc, a Losango, em 2003.

O banco chegou a contratar o JPMorgan Chase Co. em 2011 para vender a Losango, mas não encontrou um comprador.

O investimento do HSBC contrasta com os US$ 27,9 bilhões que o Itaú gastou no período. Só a compra da União de Bancos Brasileiros SA, ou Unibanco, custou US$ 12,5 bilhões em 2008.

Regras de capital

Enquanto os bancos brasileiros cresciam, os estrangeiros foram atingidos pela crise financeira global e por exigências regulatórias e de capital mais rígidas, disse Alexandre Nobre, fundador da RCB Investimentos, uma firma com sede em São Paulo especializada na compra de carteiras de crédito.

A participação dos bancos estrangeiros no mercado de crédito de R$ 3,1 trilhões do Brasil caiu para 14,5 por cento em abril, contra 22 por cento em março de 2007, segundo dados do Banco Central.

"É preciso ter escala para estar no brasil, comendo todas as eficiências que poderia ter a partir das aquisições,'' disse Nobre em uma entrevista por telefone na terça.

"O nível de regulação, o nível de exigência regulamentar dos bancos tornou mais dificil operar de forma global''.

O HSBC disse esta semana que tentará vender a divisão de varejo no Brasil após ser multado por manipulação do mercado de câmbio e se envolver em um escândalo de lavagem de dinheiro ligado a contas na Suíça.

O banco também planeja vender a operação na Turquia e eliminar até 25.000 empregos.

Clientes corporativos

Apesar de ter colocado à venda a unidade brasileira, que teve um prejuízo líquido de R$ 549,1 milhões no ano passado, o banco disse que manterá presença no país para atender clientes corporativos de grande porte.

O Bradesco provavelmente comprará a unidade do HSBC por US$ 3,2 bilhões a US$ 4 bilhões, disseram fontes com conhecimento direto do assunto esta semana.

O Bradesco e o HSBC não quiseram comentar o assunto.

O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria também está interessado em comprar as unidades do HSBC no Brasil e na Turquia, informou o jornal El Financiero, da Cidade do México, na quarta-feira.

Fonte: Portal Exame.

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terça-feira, 18 de março de 2014

Demonstrações Ampliam Possibilidades de Negócios


Mesmo sem exigência legal, a análise e aprovação das demonstrações financeiras podem abrir portas para a companhia de capital fechado. O ato de analisar e aprovar os balanços anualmente traz benefícios importantes a uma sociedade, como a atração de investimentos estratégicos, a participação em licitações públicas e até obtenção de maior destaque na hora de fusões e aquisições em função da adoção de melhores práticas de governança corporativa, segundo especialistas ouvidos pelo DCI.

"Um empréstimo bancário é mais facilmente liberado para uma empresa que tenha aprovadas suas demonstrações anuais. Outra situação benéfica para o empresariado é estar preparado para uma licitação, que em geral tem como requisito a apresentação do documento", comenta a advogada da área societária e de mercado de capitais do Machado Meyer Advogados, Adriana Pallis Romano. No cenário de aquisições, em que as companhias de capital fechado podem estar envolvidas, a aprovação da demonstração financeira é uma condição vista como positiva.

"No private equity, os investidores irão procurar e aplicar seu dinheiro em empresas que tenham vida saudável, demonstradas em suas contas", diz Adriana. Tipo de atividade financeira realizada por instituições que investem essencialmente em empresas que ainda não são listadas em bolsa de valores, o private equity tem como objetivo alavancar seu desenvolvimento. Esses investimentos são realizados via fundos de investimentos.

Sem sanções, multas ou penalidades diretas, as empresas de capital fechado (atualmente cerca de 90% das companhias limitadas e de origem familiar) são resistentes em aprovar suas demonstrações financeiras, diferente das sociedades por ações que são obrigadas a publicar.

Segundo a advogada do ZRDF Advogados, Roberta Cunha Andrade Azeredo, na sociedade limitada a cultura brasileira é muito refratária, justamente por elas terem suas origens na família. "Para alguns, é considerado inapropriado pedir para um dos irmãos assinar um documento. Por estarem numa empresa de âmbito familiar, soa como se houvesse desconfiança um pedido nesse gênero", comenta Roberta.

Como a maioria esmagadora das sociedades limitadas tem origem familiar, essa prática não era aceita, nem desejada, porque no âmbito familiar causa desconforto. "São poucas as limitadas que fazem a formalidade de registrar suas demonstrações anuais, mesmo sabendo dos benefícios que vêm com ela", diz Roberta.

De acordo com Adriana, as companhias de capital fechado, diferente das de capital aberto, não sofrem fiscalizações nem estão sob o crivo de nenhuma regulação. "Nas empresas fechadas, somente os sócios podem reclamar de não ter uma assembleia geral ordinária para aprovar as demonstrações financeiras, diferente das sociedades anônimas de capital aberto, que são registradas e fiscalizadas pela CVM [Comissão de Valores Mobiliários]", diz.

Adriana destaca que, quando a assembleia de sócios aprova as demonstrações, ela ratifica o trabalho feito pelos administradores. "Esse ato é extremamente importante para os gestores, num possível caso de responsabilização", diz Adriana.

O papel dessa formalidade para os administradores é de suma importância. O administrador tem por lei uma garantia de responsabilidade aprovada se tiver as contas da companhia gerida aprovada.

Numa empresa que não realiza essa formalidade, o administrador não tem a isenção da responsabilidade da contas que não foram aprovadas. "Se, a longo prazo, essas contas forem avaliadas de alguma forma, mesmo não estando mais na empresa, esse administrador pode ser responsabilizado. Porque ele não terá o resguardo no papel de que está exonerado de responsabilidade", explica Roberta.

Segundo ela, além das vantagens para a sociedade, o momento é propício para que os seus administradores apresentem seu trabalho e esforços bem como a segurança jurídica de ser exonerado de responsabilidade. "Salvo em casos de erro, dolo, fraude ou simulação, como prevê o artigo 134, parágrafo terceiro , da Lei das Sociedades Anônimas (6.404/76)", explica Roberta.

A especialista da ZRDF esclarece que a demonstração financeira de companhias fechadas como isentas de obrigação não precisam ser publicadas como as demonstrações das empresas de capital aberto. Na prática significa que, uma vez ao ano, uma reunião onde será feita a ata, os sócios irão analisar as demonstrações apresentadas e, se estiverem em conformidade com o documento, levam a registro na junta comercial.

Fonte: DCI – SP.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Empresa Detalha Processo de Falência em Site



Por determinação do Ministério Público do Estado de São Paulo, a massa falida da Fazendas Reunidas Boi Gordo colocou no ar nesta quarta-feira (7) uma página na internet com informações detalhadas sobre o processo de falência da empresa de investimento coletivo, decretada em 2004. O site www.massafalidaboigordo.com.br tem o objetivo de oferecer aos cerca de 30 mil credores da massa falida informações oficiais sobre o andamento do processo, como incidentes, habilitações e impugnações de créditos, ações propostas e decisões judiciais. É possível consultar ainda o quadro geral de credores, dividido por categorias: trabalhistas, fiscais, com garantia real, investidores e quirografários, além dos créditos individualizados.

A página permite também obter informações sobre as avaliações e arrendamentos dos bens, leilões já realizados, próximos leilões e o saldo das contas judiciais da massa falida.

Por meio de nota, o promotor de Justiça de Falências Eronides Aparecido Rodrigues dos Santos, autor da iniciativa, afirma que o objetivo do site é garantir total transparência ao processo de falência. Isso com o apoio do síndico da massa falida, o advogado Gustavo Henrique Sauer de Arruda Pinto, e com autorização da juíza da Vara de Falências onde tramita o processo, Cynthia Torres Cristófaro. "Queremos utilizar a internet para facilitar o acesso às informações por todos aqueles que têm interesse em acompanhar o andamento da falência, especialmente os consumidores que foram lesados em razão da quebra", afirma o promotor.

Fonte: Estado de Minas.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Analista: Brasil Pode Ter Crise Semelhante à dos EUA



O Brasil pode estar caminhando para uma situação semelhante à da crise do “subprime” ocorrida nos Estados Unidos, segundo um artigo publicado no “Financial Times”. O autor, Paul Marshall, é administrador do Eureka Fund, um fundo que investe em projetos de inovação na área de “tecnologia limpa”.

A crise do “subprime” nos EUA, que estourou em 2008, se refere à expansão do crédito para uma categoria da população que não é “prime” (os chamados empréstimos de segunda linha), ou seja, não é de uma classe acostumada a tomar muito dinheiro emprestado e pagar.

Marshall lista alguns argumentos para mostrar que, no Brasil, a “farra do crédito”, nas palavras do autor, é preocupante:

- O crédito no Brasil cresceu 2,4 vezes mais rápido que o PIB (produto interno bruto), ritmo superior a de países emergentes como China (onde o crescimento do crédito foi de 1,2 vez o do PIB), Índia (1,6 vez) e Rússia (duas vezes).

- Os tomadores de empréstimo no Brasil pagam, em média, uma taxa de juros real de 20% a 25% ao ano; e, outros países, essa taxa fica entre 1% e 3%.

- A dívida dos consumidores no Brasil “come” 24% da renda. Nos EUA, quem tem metade desse percentual de comprometimento da renda já é considerado endividado demais.

Fonte: O Estadão.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Senado Aprova Cadastro de Bom Pagador



O Senado aprovou ontem projeto que cria o "cadastro positivo", uma lista de bons pagadores que ficará à disposição das instituições financeiras para consulta.

A ideia é que, de posse das informações, as instituições financeiras possam cobrar juros menores de quem paga suas contas em dia e taxas mais altas dos que já atrasaram pagamentos no passado - e que, portanto, estariam mais propensos a voltar a fazer isso novamente.

O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto aprovado pelo Senado, porém, não determina como deve ocorrer a implementação do cadastro.

O projeto diz apenas que os consumidores devem informar aos sistemas de proteção ao crédito, para a formação do cadastro positivo, as "características e o cumprimento das obrigações contraídas" em serviços de crédito ou financiamento.

O governo vai regulamentar o funcionamento do cadastro por meio de decreto ou medida provisória.

"A regulamentação será feita por MP, no que for possível fazer por medida provisória, e por decreto, no que for possível fazer por decreto", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Ainda não está definida a data para a regulamentação do cadastro, uma vez que não há consenso sobre todos os pontos da matéria.

O Executivo defende a aprovação do cadastro positivo como uma iniciativa que possa ajudar na redução dos juros bancários.

HISTÓRICO

O governo espera que, com o cadastro, os bancos conheçam mais detalhes do histórico de clientes que estejam sempre em dia no pagamento de suas dívidas, diferentemente do que acontece hoje em dia com os cadastros negativos, que só possuem em seus bancos de dados os nomes daqueles que acabam inadimplentes em seus financiamentos.

O raciocínio é que uma pessoa que sempre pagou seus compromissos em dia no passado tende a continuar fazendo isso no futuro.

O cadastro positivo é formado por informações sobre contratos de financiamento assinados nos últimos anos e que não tenham tido parcelas pagas em atraso.

O Senado optou por aprovar a versão simplificada do cadastro positivo, deixando de lado outro projeto de iniciativa da Câmara dos Deputados com uma regulamentação extensa do assunto.

"O projeto da Câmara é melhor porque dá garantias individuais, que vão ficar esperando ainda decreto", criticou o deputado Maurício Rands (PT-PE). 

REESTRUTURAÇÃO

APROVADA LEI SOBRE DEFESA DA CONCORRÊNCIA

O Senado aprovou o projeto de lei de reestruturação dos órgãos que cuidam da defesa da concorrência. A proposta, que tramita no Congresso desde o início de 2009, sofreu modificações e terá de voltar para a Câmara. Um dos objetivos das mudanças é tornar mais rápidas as análises de fusões e aquisições de empresas.

Fonte: Folha de São Paulo.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Grupo Silvio Santos Aportará R$ 2,5 bi no Panamericano



O Banco Panamericano anunciou nesta terça-feira que o Grupo Sílvio Santos, seu controlador, vai aportar 2,5 bilhões de reais na instituição, numa operação destinada a restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez da instituição financeira.

"(Os recursos foram) obtidos mediante operação financeira contratada com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), integralmente garantida por bens do patrimônio empresarial do Grupo (Silvio Santos)", informou o Panamericano em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo o documento, a medida está em linha com um termo firmado com o Banco Central, para restabelecer o equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional do banco, para preservar o nível de capitalização, após terem sido constatadas "inconsistências contábeis" que não permitem que o balanço reflita a real situação patrimonial do Panamericano.

O banco informou ainda que convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para indicação de nomes para formar um novo Conselho de Administração e já indicou uma nova diretoria-executiva.

Desde 13 de outubro, as ações preferenciais do Panamericano se desvalorizaram em quase 25 por cento, tendo recuado 6,75 por cento apenas nesta terça-feira. No mesmo intervalo, o principal índice da Bovespa acumula estabilidade.

Especializado nos segmentos de leasing e financiamento de automóveis, o Panamericano teve 49 por cento do capital votante vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por 739,2 milhões de reais.

A aquisição, feita por meio da CaixaPar, braço de participações da Caixa, foi parte dos esforços do governo para ampliar a participação dos bancos públicos no crédito, em meio aos efeitos da crise de 2008 que fizeram as instituições financeiras privadas reduzirem a oferta de financiamentos.

Fonte: Portal Exame.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pontualidade de Pagamentos das MPEs cai para 95,3% em Julho

Recuo no mês foi puxado pelas empresas industriais, apontou Serasa Experian.


A pontualidade de pagamentos das micros e pequenas empresas atingiu, em julho de 2010, o patamar de 95,3%. Assim, a cada mil pagamentos efetuados durante o mês passado, 953 foram quitados à vista ou com no máximo sete dias de atraso.

Em relação ao mês anterior (junho/2010), houve queda de 0,1 ponto percentual na pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas, recuo este que foi puxado pelas empresas que atuam no setor industrial, cuja pontualidade caiu de 95,3% (junho/10) para 94,8% (julho/10). Nos demais setores as pontualidades de pagamentos, em julho/10, situaram-se praticamente nos mesmos níveis observados em junho/10, sendo de 95,3% no comércio (queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior) e de 95,3% no setor de serviços (estabilidade em relação ao verificado em junho/10).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as paralisações da atividade fabril nos dias de jogos da seleção brasileira durante a Copa da África e o período de férias escolares afetaram a geração de caixa das empresas industriais, criando dificuldades para que honrassem, com maior pontualmente os seus compromissos financeiros durante o mês de julho. Todavia tal situação deverá ser normalizada ao longo dos próximos meses dado que, sazonalmente, os níveis de pontualidade dos pagamentos durante o segundo semestre são superiores aos do primeiro semestre. Isso ocorre porque o dinamismo econômico é maior na segunda metade do ano em razão do Natal e da entrada da segunda parcela do 13º salário na economia.

O valor médio dos pagamentos efetuados pontualmente recuou 1,3% em julho/10 frente ao mês de junho/10, atingindo o valor de R$ 1.476,27. Em comparação ao mesmo mês do ano passado (julho de 2009), o valor médio dos pagamentos pontuais apresenta queda de 3,7%. Todavia, tais recuos anuais estão perdendo intensidade, sinalizando que a melhora das condições de crédito para as micros e pequenas deverá elevar, gradativamente, os volumes médios negociados ao longo dos próximos meses. 

Fonte: FinancialWeb.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Selic em 8,75% Terá Pouco Impacto no Custo do Crédito, diz Anefac



Segundo estimativas da associação, taxa empregada em operações de empresas cairá em uma média de 0,08 ponto percentual

O corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juro, levando a Selic ao menor nível em dez anos, para 8,75% ao ano, traz pouco impacto para os juros empregados a empresas e a pessoas físicas. A informação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, que prevê um barateamento médio de 0,04 ponto percentual.

Dessa forma, a taxa média a pessoa jurídica, que esta em 4,12% ao mês, passaria para 4,08% mensais. Aos consumidores, o custo passaria de 7,26% para 7,22%, ambos na análise mensal.

"Isso ocorre porque existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor, provocando uma variação de mais de 1.300%", explicou, por meio de nota, Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da instituição.

Pela média, os juros mensais ao consumidor e as empresas devem ficar assim:

PESSOAS JURÍDICAS
Capital de giro: de 3,74% para 3,70%
Desconto de duplicatas: de 3,54% para 3,50%
Desconto de cheques: de 3,65% para 3,61%
Conta garantida: de 5,55% para 5,51%

PESSOAS FÍSICAS
Juros do comércio: de 6,06% para 6,02%
Cartão de crédito: de 10,68% para 10,64%
Cheque especial: de 7,54% para 7,50%
CDC bancos: de 2,78% para 2,74%
Empréstimo pessoal – bancos: de 5,30% para 5,26%
Empréstimo pessoal – financeiras: de 11,17% para 11,13%.


Fonte: Anefac.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

CVM Comunica seu Entendimento sobre Créditos de Carbono e Produtos que eles Derivam


A quantidade de créditos é baseada no número de toneladas de gás "economizada".

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) comunica seu entendimento sobre os créditos de carbono e produtos que deles derivam. A Autarquia também se manifesta sobre a possibilidade de aquisição de créditos de carbono por fundos de investimento e as formas de financiamento de projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) por meio do mercado de valores mobiliários.

Créditos de carbonos são títulos emitidos por um órgão ligado à Organização das Nações Unidas que representam a não emissão de uma certa quantidade de gases que causam o aquecimento global.

A manifestação da CVM discute as razões pelas quais os créditos de carbono não devem ser considerados derivativos ou títulos de investimento coletivo – não se tratam, assim, de valores mobiliários, mas de ativos cuja comercialização pode ocorrer para o cumprimento de metas de redução de emissão de carbono ou com o objetivo de investimento.

Adicionalmente, a CVM manifesta o seu entendimento de que seria inconveniente caracterizar os créditos de carbono como valores mobiliários por meio da edição de lei, tendo em vista a forma de emissão desses instrumentos.

A CVM também discute características de alguns produtos financeiros derivados de créditos de carbono, que, a depender de suas características, poderão ser considerados valores mobiliários. A análise da natureza de cada um desses outros produtos financeiros será feita, a cada caso, pela CVM.

Outro ponto que merece destaque é a utilização de estruturas reguladas pela CVM no mercado secundário ou para o financiamento de projetos destinados à emissão de créditos de carbono. Em especial, a CVM analisa como os fundos de investimento podem investir em créditos de carbono ou em projetos relacionados a mecanismos de desenvolvimento limpo.

A Comissão também reconhece que o desenvolvimento do mercado de carbono pode propiciar o surgimento de novas estruturas de financiamento que merecerão análise especifica.

O Colegiado analisará, no futuro, a necessidade e conveniência de editar regulamentação tanto para os produtos derivados de créditos de carbono que venham a ser caracterizados como valores mobiliários quanto para novas estruturas de financiamento.

Fonte: CVM.

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sábado, 11 de julho de 2009

GM Completa Saída da Concordata


Depois de 40 dias sob proteção judicial e com ajuda do governo americano, montadora se prepara para voltar ao mercado

A nova GM completou nesta sexta-feira (10) a saída do Capítulo 11 da Lei das Falências americana depois de 40 sob proteção judicial. Em encontro com a imprensa em Detroit, sede da montadora, o presidente da GM Fritz Henderson anunciou o nascimento da "nova GM" -- batizada de General Motors Company (GMC) --, compromissada com ações rápidas e novo foco nos consumidores.

"Hoje é o um novo começo para a General Motors, um dia que permitirá a cada funcionário, incluindo a mim, voltar aos negócios de projetos, construção e vendas de grandes carros para servir às necessidades de nossos consumidores", disse ele em comunicado à imprensa.

Ainda neste mês, o governo americano, que terá 60% das ações da GM em troca do dinheiro investido na empresa, deve nomear mais quatro diretores que completarão o quadro total de 13. O Canadá, que deu à empresa 9 bilhões de dólares, deterá 12% da companhia e nomeará um diretor.

As chances de uma reviravolta sustentada se concentram exatamente na reestruturação da diretoria da empresa, especialmente no novo presidente Edward E. Whitacre Jr. O ex-executivo da AT&T, foi escolhido pelo governo americano, que aposta em sua administração para levar a GM a uma posição confortável no mercado.

Whitacre se encontrou com Henderson em Detroit nesta quinta-feira (9), além de outros executivos, para "acertar o tom" da nova administração. A primeira reunião oficial da diretoria da nova GM está agendada para o início de agosto.

A empresa deixa uma concordata de 48 bilhões de dólares em dívidas. Quando entrou com o pedido de falência, em 1º de junho, o valor era de 176 bilhões de dólares. A nova GM trabalhará apenas com quatro marcas -- Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC – e deve vender ou fechar a Hummer, Saturn, Saab e Pontiac. Até o final do ano, a montadora espera ter 68 500 funcionários, contra os 91 000 no final de 2008.

*As informações são do Wall Street Journal

Fonte: Portal Exame.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Brasil Começou a Ser Levado a Sério Pelo Mundo, diz Financial Times


O Brasil começou a ser levado mais a sério pela comunidade internacional desde o ano passado, afirma o jornal britânico Financial Times, nesta terça-feira, em um suplemento especial de quatro páginas dedicado ao país.

"As ambições globais do Brasil frequentemente foram atrapalhadas no passado... Mas a estabilidade de seu sistema bancário e de seus mercados de capitais diante da crise mundial fizeram órgãos reguladores em outros países se interessarem por suas opiniões", diz uma das reportagens do caderno, lembrando que autoridades brasileiras hoje integram organismos como o Fórum de Estabilidade Financeira e a Comissão da Basiléia para Supervisão Bancária, por exemplo.

Ainda segundo o jornal, muitos aspectos da política monetária e fiscal brasileira têm mais em comum com os países desenvolvidos do que com os emergentes. "Isso sem falar na força de suas instituições e na diversidade de sua economia", completa a reportagem.

"Da maneira como as organizações multilaterais mundiais estão se modificando em um ritmo acelerado pela crise global, a posição do Brasil só deve se fortalecer", diz o diário.

O jornal menciona ainda que o episódio em que o presidente americano, Barack Obama, foi flagrado dizendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele "é o cara" significou um "reconhecimento de fato" para os brasileiros.


'Velho Brasil'

Em outra reportagem do mesmo suplemento, intitulada "Driblando a crise econômica", o Financial Times comenta como o governo brasileiro e o setor privado têm enfrentado com certo sucesso a atual crise econômica global.

"Trata-se de uma democracia madura, com uma economia diversificada e uma população jovem e adaptável, fazendo a festa com cada vez mais empregos estáveis e melhores salários", afirma o jornal.

"O Brasil é também uma potência em ascensão nos setores de alimentos e indústria, um futuro grande exportador de petróleo e o quarto mercado do mundo de ações e derivativos."

Mas o diário lembra que existe ainda "um velho Brasil", com "estradas e infra-estrutura dilapidadas, motoristas 'barbeiros', crimes violentos e a aceitação de que a corrupção é algo normal".

"É também um Brasil onde os velhos e maus hábitos perduram e onde os políticos ainda se contentam em empurrar os problemas fiscais com a barriga", diz a reportagem.

O Financial Times destaca, no entanto, que o fato de o Brasil estar saindo da crise mais rápido que o esperado "não significa que não tenha havido estragos, nem que ele esteja imune a novas reviravoltas mundiais".

"Duas nuvens negras ameaçam estragar o cenário ensolarado do Brasil: uma é o perigo de mais problemas trazidos pela crise global; a outra é o risco de este ou de um futuro governo, animado pelo desgosto mundial pelos livres mercados, desvie do caminho da reforma e adote um caminho de mais intervenção estatal na economia."

Mas o jornal acrescenta que o Brasil vem seguindo as mesmas políticas econômicas nos últimos 15 anos, ainda que com governos de diferentes correntes.


Sucessão presidencial

O Financial Times também dedica um artigo à situação política do Brasil, citando a polêmica em torno do senador e ex-presidente José Sarney, e escândalos de corrupção envolvendo deputados no passado.

"É difícil conciliar uma ganância e uma corrupção tão antiquadas com o Brasil moderno que está emergindo no cenário mundial como exemplo de governo de sucesso. Mas esses dois Brasis coexistem", afirma o jornal.

O diário diz, no entanto, que a mentalidade de alguns políticos está mudando, mencionando o fato de alguns governos estaduais e municipais terem buscado ajuda de empresas de consultoria para administrar melhor suas finanças.

Isso, segundo o FT, terá um reflexo nas eleições presidenciais de 2010, em que a habilidade administrativa dos candidatos será levada em conta pelos eleitores.

"Os dois mais prováveis candidatos serão o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Como nenhum deles tem muito carisma e ambos são vistos como 'espinhentos', eles esperam que os eleitores prestem mais atenção nas suas realizações do que na simpatia de seus sorrisos", conclui o jornal.

Fonte: BBC Brasil.

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

EUA Darão Mais US$ 1,175 Bi à General Motors


Os Estados Unidos darão US$ 1,175 bilhão em financiamento para o encerramento de operações da montadora norte-americana General Motors (GM), segundo informações da rede de televisão Bloomberg. De acordo com o plano de reorganização da companhia, a GM vai transferir seus ativos de boa qualidade para a "Nova GM", enquanto os demais serão eliminados no processo de concordata. A divisão será completada por meio de uma venda que irá transferir os ativos da "Nova GM" para uma entidade controlada pelos governos dos EUA e do Canadá, pelo sindicato dos trabalhadores do setor (United Auto Workers) e por credores não securitizados da GM.

O executivo-chefe do grupo, Fritz Henderson, disse em um tribunal de falências esta semana que US$ 950 milhões deverão ser reservados para cobrir o custo de desativação da velha GM. O vice-presidente da AlixPartners LLP e principal executivo de reestruturação da GM, Albert Koch, afirmou ser improvável que a companhia consiga desativar suas operações por US$ 950 milhões. O governo dos EUA pretende deixar a velha GM com "caixa suficiente" para cobrir a desativação, segundo Koch. Ele prevê que a maior parte desse processo de encerramento de operações deve ocorrer em dois ou três anos, mas alguns aspectos da liquidação deverão levar mais tempo.

A "Nova General Motors" vai entrar com pedido para fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, de acordo com um cronograma apresentado por um tribunal de falências dos EUA. Esta semana, a montadora informou que suas vendas em junho nos EUA caíram 33,6% em comparação com igual mês do ano passado, para 176.571 unidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal Exame.

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domingo, 28 de junho de 2009

Governo Deve Prorrogar IPI Menor Para Carros na Segunda

O governo anunciará na segunda-feira a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, produtos da chamada linha branca e da construção civil, afirmaram à Reuters duas fontes do governo nesta sexta-feira.

O IPI incidente sobre os carros será mantido no patamar atual por mais três meses. Em outubro, a alíquota será elevada, mas ainda permanecerá em níveis inferiores ao período pré-crise.

O impacto para o governo será de cerca de R$ 2 bilhões no segundo semestre, no que se refere aos carros.

O governo também anunciará a prorrogação por três meses da menor tributação para a linha branca e para itens ligados à construção civil.

Segundo uma das fontes, da área econômica, a renúncia fiscal no caso da linha branca e da construção civil será próxima ao que se registrou nos primeiros três meses de desoneração desses setores.

O IPI menor para carros começou a valer em meados de dezembro, auge da crise financeira internacional, como medida para estimular o comércio, abatido pela desaceleração econômica. A medida valeria inicialmente por apenas três meses, mas foi renovada no final de março por mais um trimestre.

O Ministério da Fazenda inicialmente era contrário a uma nova renovação do tributo menor por preocupações com o impacto sobre a arrecadação tributária, que despencou este ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por outro lado, defendeu uma política permanente de redução do imposto enquanto durar a crise.

A prorrogação do IPI menor para automóveis, mas com elevação gradual da alíquota a partir de outubro, foi uma fórmula intermediária encontrada pelo governo para estimular o setor e, ao mesmo tempo, minimizar o efeito sobre o caixa.

Para o setor, a medida teve impacto positivo e foi vista como responsável pela recuperação nas vendas.

A cobrança do imposto incidente sobre automóveis de até 1.000 cilindradas foi reduzida de 7% para zero em janeiro. Para os carros de 1.000 a 2.000 cilindradas, a tarifa foi reduzida à metade.

Em abril, a taxação da geladeira, máquina de lavar roupa, fogão e tanquinho, além de produtos ligados à construção, também foi reduzida. O impacto fiscal estimado era de R$ 261 milhões.

A decisão de renovar o benefício veio após uma crítica pública do presidente Lula de que empresários não diminuíram o preço dos seus produtos depois de serem beneficiados com impostos menores.

Fonte: Terra.


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sábado, 27 de junho de 2009

Bancos se Preparam para Atender Empreendedor Individual


Grandes bancos brasileiros já estão preparados para oferecer produtos e Serviços diferenciados para o Empreendedor Individual, nova figura jurídica criada dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e que entra em vigor a partir de 1º de julho. Esta é a chance que muitos profissionais esperavam para se formalizar e conseguir o acesso a Serviços bancários e financeiros, hoje ainda muito voltados para as grandes empresas.

O Banco do Brasil vai disponibilizar, entre as soluções de crédito criadas para esse público, limite de crédito para Capital de giro de, no mínimo, R$ 1 mil para quem fatura até R$ 25 mil ao ano e de R$ 2 mil para quem fatura acima de R$ 25 mil até R$ 36 mil ao ano.

“No Banco do Brasil, as costureiras, pipoqueiros, chaveiros, manicures e outros profissionais poderão abrir a conta-corrente da sua empresa pagando apenas R$ 5 de taxa de Serviços mensal”, explica o gerente-executivo do banco, Sérgio Rau. Outra vantagem é o acesso ao Cartão Ourocard Empresarial com isenção da taxa de anuidade por 12 meses.

Das soluções de crédito do Banco do Brasil, destaca-se a linha de Capital de giro compartilhada com cartão de crédito, que permitirá ao empreendedor realizar suas compras e financiar a fatura em 18 vezes, com Taxa de Juros a partir de 2,11% ao mês. Ele contará ainda com carência de até 94 dias para pagar a primeira parcela do empréstimo. Por exemplo, o empreendedor compra matéria-prima para sua Produção e paga à vista com o cartão Ourocard Empresarial. Após 35 dias, na data de pagamento da fatura, ele escolhe financiar o valor em 18 prestações, pagando a primeira parcela até 59 dias depois, a depender da data escolhida para vencimento da operação.

Sérgio Rau informa que o Banco do Brasil realizará, em agosto, a terceira etapa do Mutirão da Cidadania Empresarial. “A Ação ocorrerá em cerca de 300 municípios, com foco no apoio à formalização do Empreendedor Individual”, disse. Para saber onde e como utilizar os principais produtos e serviços, basta procurar os canais de auto-atendimento do banco ou acessar o endereço eletrônico www.bb.com.br/mpe.

Mais produtos e serviços

O gerente de Negócios de Micro e Pequena Empresa e Pessoa Física do Banco do Nordeste, Lauro Ramos, explica que o público-alvo do banco são os clientes de seu Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (Crediamigo). “A meta do governo é a adesão de um milhão e cem mil empreendedores informais até julho de 2010. Só no Crediamigo, que é uma linha de crédito do banco voltada para empreendedores informais, já temos 400 mil candidatos a Empreendedor Individual. Ou seja, hoje já contamos com esse público inserido no banco”, diz Lauro.

Esses empreendedores serão atendidos pelos dois mil assessores de crédito que atualmente fazem o atendimento do Crediamigo. Segundo Lauro, no ato do atendimento, os assessores irão estimular os empreendedores a se formalizarem por meio do Empreendedor Individual. “Os assessores de crédito passarão a ser os porta-vozes do Governo Federal no sentido de elevar o número de empreendedores formais em todo o Brasil”, explicou o gerente. O banco fará aporte de recursos adicionais, além da manutenção das linhas de crédito já existentes no programa.

A Caixa também já se articula para desenvolver soluções e expandir seu atendimento. “O Empreendedor Individual terá isenção de tarifa, conta-corrente, cartão de crédito e limite rotativo no valor de R$ 800, além de outros produtos específicos em desenvolvimento”, explica o superintendente da Caixa Zaqueu Soares Ribeiro.

Todos os produtos e Serviços oferecidos, tanto pelo Banco do Brasil quanto pelo Banco do Nordeste e a Caixa Econômica Federal, estarão disponíveis a partir do dia 1º de julho em todas as suas agências bancárias.

O Empreendedor Individual foi criado pela Lei Complementar 128/08, que aprimorou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/06). A partir de 1º de julho de 2009 poderão se formalizar por meio desse mecanismo empreendedores da indústria, comércio e Serviços – exceto locação de mão-de-obra e profissões regulamentadas por lei – com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Os interessados devem ter no máximo um funcionário com renda de até um Salário Mínimo mensal ou o piso de sua categoria.

Fonte: Portal Classe Contábil.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Governo Vai Elevar Alíquota do IPI Para Automóveis


Até o dia 30 o governo deverá anunciar o aumento gradual das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis, mantendo um benefício fiscal decrescente para incentivar o consumo enquanto a economia não apresenta sinais inequívocos de recuperação.

A proposta de elevação paulatina do tributo, que está em preparação no Ministério da Fazenda, viria atender a dois objetivos: não retirar o benefício de uma só vez, sob pena de paralisar um setor importante como a indústria automobilística em um momento em que a reativação da economia ainda não está consolidada, mas, também, não abrir mão de receita tributária diante de uma perda de arrecadação que já se prolonga por sete meses.

Na avaliação dos técnicos que estão concluindo a proposta de retomada gradual da tributação dos veículos, os efeitos da medida, que já dura seis meses, foi importante, mas ela não é a única responsável pelo desempenho das vendas. O crédito, que tinha desaparecido, está se normalizando, e os prazos dos financiamentos para compra de carros, que encolheram bastante após a disparada da crise financeira mundial, em setembro de 2008, já estão maiores. Portanto, o retorno gradual do imposto não deverá provocar redução importante das vendas.

Por outro lado, o governo não deve ficar inerte à perda de receitas tributárias. Nesta semana os ministros da área econômica terão um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exatamente para discutir sobre eventuais cortes de despesas, diante da queda da arrecadação até maio. Nos primeiros cinco meses do ano, a receita foi R$ 16,89 bilhões inferior ao coletado no mesmo período de 2008. Nas projeções do início do ano, o governo calculou que neste ano arrecadaria R$ 63 bilhões a menos do que em 2008. Em maio, porém, o caixa da União teria perdido R$ 3 bilhões a mais do que o esperado.

Só com as desonerações de impostos para automóveis, materiais de construção, eletroeletrônicos da linha branca, entre outros, o governo deixou de arrecadar R$ 10,87 bilhões. Outros R$ 4 bilhões foram subtraídos com compensações tributárias atípicas, lançadas por algumas empresas, sobretudo a Petrobras. A Receita não informou o quanto da perda de receita decorreu do aumento da inadimplência das empresas que, diante da escassez de crédito, se financiaram com o atraso no recolhimento de tributos. Entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, essa prática teria reduzido em cerca de R$ 1,1 bilhão a arrecadação federal.

" Se temos menos receitas, temos que adequar as despesas. Não há como escapar disso " , disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao anunciar na semana passada que o assunto seria tratado nesta semana com o presidente Lula. Segundo o ministro as desonerações feitas pelo governo federal chegaram ao limite do possível.

Em dezembro de 2008 um decreto presidencial reduziu o IPI dos carros populares de 7% para zero. Para os modelos médios o governou cortou o tributo à metade, com uma diminuição da alíquota de 13% para 6,5% (movidos a gasolina) e de 11% para 5,5% (nos modelos flex e a álcool). A subida, agora, será progressiva e deverá obedecer às expectativas de retomada do crescimento econômico.

Fonte: Valor Econômico.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Muito Além do Balanço

Capacidade de inovação, força da marca, competência dos executivos. A partir de setembro, o BNDES vai avaliar também ativos intangíveis como esses antes de liberar empréstimos para empresas brasileiras

Ao longo de seus quase 60 anos de história, o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou-se como a principal fonte de crédito de empresas brasileiras. Em 2008, a instituição emprestou 87 bilhões de reais a companhias instaladas no país. Em setembro, porém, o tradicional sistema usado pelo banco para avaliar e decidir que empresas receberão recursos (e com qual taxa de juro) sofrerá uma profunda transformação. Em vez de se concentrar no desempenho financeiro das companhias que pedem empréstimo, o BNDES passará a levar em conta também os chamados ativos intangíveis. Assim, quesitos como a capacidade de inovação, o relacionamento com stakeholders e os riscos ambientais inerentes ao negócio responderão por pelo menos 50% do peso da avaliação que o banco fará da companhia. Num momento como o da crise atual, em que as instituições financeiras estão obcecadas por garantias reais, pode parecer paradoxal que o banco dê tanta importância ao valor intangível que há em cada empresa. Mas, para a instituição, essa é justamente uma maneira de diminuir seu risco. "A crise mostrou que a forma tradicional de avaliar empresas falhou", diz Eduardo Rath Fingerl, diretor de mercado de capitais do BNDES e idealizador do novo sistema. "Os ativos importantes para a geração de valor hoje não estão no balanço."

Desenvolvida em parceria com a Coppe, centro de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a nova metodologia vai avaliar um universo de quase 700 empresas que recebem anualmente financiamentos diretos do BNDES - em 2008, esse grupo levou 42 bilhões de reais em recursos, quase metade de tudo o que o banco emprestou. (Companhias que recebem recursos do banco por meio de outras instituições financeiras não serão submetidas a esse tipo de análise.) Até agora, o BNDES atualizava periodicamente as notas dessas empresas com base no balanço e numa avaliação qualitativa feita por técnicos de sua área de crédito. Com o novo sistema, os técnicos passarão a aplicar um extenso questionário com 80 perguntas sobre temas que vão da frequência das reuniões de diretoria sobre a estratégia seguida à qualidade dos treinamentos dados aos funcionários. Essa metodologia foi testada num grupo de 40 empresas e avaliará outras 60 nos próximos três meses, numa espécie de projeto piloto. Uma delas é a prestadora de serviços de tecnologia Totvs, que recebeu em 2008 dois empréstimos do BNDES no valor total de 360 milhões de reais. O dinheiro saiu em três meses - metade do tempo usual. "Nossa grande vantagem é a propriedade intelectual. Quando isso entrou nos cálculos do banco, o resultado foi uma velocidade muito maior na decisão de liberar os recursos", diz Laércio Cosentino, presidente da Totvs. Também estão no grupo de empresas avaliadas a fabricante de papel e celulose Suzano, que publica um relatório anual sobre intangíveis desde 2004 e é tradicional cliente do banco, e companhias como a paulista Genoa, com atuação na área de biotecnologia e faturamento de 3 milhões de reais em 2008. "A vantagem de se expor tanto é que o banco passa a ter uma visão mais objetiva de como sua empresa funciona e você tem uma chance de ser mais bem avaliado", diz Luiz Câmara Lopes, presidente da Genoa. A expectativa do mercado é que esses novos critérios afetem principalmente o custo de captação dos recursos. "Para companhias muito dependentes de fatores como capital humano e tecnologia, as taxas de juro podem cair", diz Armando Castelar, economista da Gávea Investimentos.

A iniciativa do BNDES é pioneira no mundo, mas segue uma tendência já apontada por instituições como o Banco Mundial e o Federal Reserve, banco central americano, que já estudam o peso dos ativos intangíveis. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 55% da riqueza gerada no mundo em 2002 dependia de atividades ligadas a pesquisa e inovação, e não a processos industriais. "Ao transformar essa discussão em algo prático, o BNDES está proporcionando um avanço inédito", diz o americano Jonathan Low, um dos mais reconhecidos especialistas do mundo em valores intangíveis e autor do livro Vantagem Invisível. Para o professor do Coppe Marcos Cavalcanti, que participou da criação do novo método do BNDES, a partir de agora, as empresas precisarão se adaptar a uma nova realidade. "A lógica de produzir riqueza mudou, e a de gerenciar empresas também precisa mudar. Quem já faz a gestão de intangíveis está muito mais preparado para competir daqui para a frente."


Fonte: Revista EXAME

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