quinta-feira, 11 de junho de 2015
terça-feira, 18 de março de 2014
Demonstrações Ampliam Possibilidades de Negócios
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Empresa Detalha Processo de Falência em Site
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Analista: Brasil Pode Ter Crise Semelhante à dos EUA
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Senado Aprova Cadastro de Bom Pagador
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Grupo Silvio Santos Aportará R$ 2,5 bi no Panamericano
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pontualidade de Pagamentos das MPEs cai para 95,3% em Julho
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| Recuo no mês foi puxado pelas empresas industriais, apontou Serasa Experian. |
Em relação ao mês anterior (junho/2010), houve queda de 0,1 ponto percentual na pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas, recuo este que foi puxado pelas empresas que atuam no setor industrial, cuja pontualidade caiu de 95,3% (junho/10) para 94,8% (julho/10). Nos demais setores as pontualidades de pagamentos, em julho/10, situaram-se praticamente nos mesmos níveis observados em junho/10, sendo de 95,3% no comércio (queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior) e de 95,3% no setor de serviços (estabilidade em relação ao verificado em junho/10).
De acordo com os economistas da Serasa Experian, as paralisações da atividade fabril nos dias de jogos da seleção brasileira durante a Copa da África e o período de férias escolares afetaram a geração de caixa das empresas industriais, criando dificuldades para que honrassem, com maior pontualmente os seus compromissos financeiros durante o mês de julho. Todavia tal situação deverá ser normalizada ao longo dos próximos meses dado que, sazonalmente, os níveis de pontualidade dos pagamentos durante o segundo semestre são superiores aos do primeiro semestre. Isso ocorre porque o dinamismo econômico é maior na segunda metade do ano em razão do Natal e da entrada da segunda parcela do 13º salário na economia.
O valor médio dos pagamentos efetuados pontualmente recuou 1,3% em julho/10 frente ao mês de junho/10, atingindo o valor de R$ 1.476,27. Em comparação ao mesmo mês do ano passado (julho de 2009), o valor médio dos pagamentos pontuais apresenta queda de 3,7%. Todavia, tais recuos anuais estão perdendo intensidade, sinalizando que a melhora das condições de crédito para as micros e pequenas deverá elevar, gradativamente, os volumes médios negociados ao longo dos próximos meses.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Selic em 8,75% Terá Pouco Impacto no Custo do Crédito, diz Anefac
Segundo estimativas da associação, taxa empregada em operações de empresas cairá em uma média de 0,08 ponto percentual |
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O corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juro, levando a Selic ao menor nível em dez anos, para 8,75% ao ano, traz pouco impacto para os juros empregados a empresas e a pessoas físicas. A informação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, que prevê um barateamento médio de 0,04 ponto percentual. Dessa forma, a taxa média a pessoa jurídica, que esta em 4,12% ao mês, passaria para 4,08% mensais. Aos consumidores, o custo passaria de 7,26% para 7,22%, ambos na análise mensal. "Isso ocorre porque existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor, provocando uma variação de mais de 1.300%", explicou, por meio de nota, Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da instituição. Pela média, os juros mensais ao consumidor e as empresas devem ficar assim: PESSOAS JURÍDICAS PESSOAS FÍSICAS |
Fonte: Anefac. Continue lendo >>
quinta-feira, 23 de julho de 2009
CVM Comunica seu Entendimento sobre Créditos de Carbono e Produtos que eles Derivam
A quantidade de créditos é baseada no número de toneladas de gás "economizada".
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) comunica seu entendimento sobre os créditos de carbono e produtos que deles derivam. A Autarquia também se manifesta sobre a possibilidade de aquisição de créditos de carbono por fundos de investimento e as formas de financiamento de projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) por meio do mercado de valores mobiliários.
Créditos de carbonos são títulos emitidos por um órgão ligado à Organização das Nações Unidas que representam a não emissão de uma certa quantidade de gases que causam o aquecimento global.
A manifestação da CVM discute as razões pelas quais os créditos de carbono não devem ser considerados derivativos ou títulos de investimento coletivo – não se tratam, assim, de valores mobiliários, mas de ativos cuja comercialização pode ocorrer para o cumprimento de metas de redução de emissão de carbono ou com o objetivo de investimento.
Adicionalmente, a CVM manifesta o seu entendimento de que seria inconveniente caracterizar os créditos de carbono como valores mobiliários por meio da edição de lei, tendo em vista a forma de emissão desses instrumentos.
A CVM também discute características de alguns produtos financeiros derivados de créditos de carbono, que, a depender de suas características, poderão ser considerados valores mobiliários. A análise da natureza de cada um desses outros produtos financeiros será feita, a cada caso, pela CVM.
Outro ponto que merece destaque é a utilização de estruturas reguladas pela CVM no mercado secundário ou para o financiamento de projetos destinados à emissão de créditos de carbono. Em especial, a CVM analisa como os fundos de investimento podem investir em créditos de carbono ou em projetos relacionados a mecanismos de desenvolvimento limpo.
A Comissão também reconhece que o desenvolvimento do mercado de carbono pode propiciar o surgimento de novas estruturas de financiamento que merecerão análise especifica.
O Colegiado analisará, no futuro, a necessidade e conveniência de editar regulamentação tanto para os produtos derivados de créditos de carbono que venham a ser caracterizados como valores mobiliários quanto para novas estruturas de financiamento.
Fonte: CVM.
sábado, 11 de julho de 2009
GM Completa Saída da Concordata

A nova GM completou nesta sexta-feira (10) a saída do Capítulo 11 da Lei das Falências americana depois de 40 sob proteção judicial. Em encontro com a imprensa em Detroit, sede da montadora, o presidente da GM Fritz Henderson anunciou o nascimento da "nova GM" -- batizada de General Motors Company (GMC) --, compromissada com ações rápidas e novo foco nos consumidores.
"Hoje é o um novo começo para a General Motors, um dia que permitirá a cada funcionário, incluindo a mim, voltar aos negócios de projetos, construção e vendas de grandes carros para servir às necessidades de nossos consumidores", disse ele em comunicado à imprensa.
Ainda neste mês, o governo americano, que terá 60% das ações da GM em troca do dinheiro investido na empresa, deve nomear mais quatro diretores que completarão o quadro total de 13. O Canadá, que deu à empresa 9 bilhões de dólares, deterá 12% da companhia e nomeará um diretor.
As chances de uma reviravolta sustentada se concentram exatamente na reestruturação da diretoria da empresa, especialmente no novo presidente Edward E. Whitacre Jr. O ex-executivo da AT&T, foi escolhido pelo governo americano, que aposta em sua administração para levar a GM a uma posição confortável no mercado.
Whitacre se encontrou com Henderson em Detroit nesta quinta-feira (9), além de outros executivos, para "acertar o tom" da nova administração. A primeira reunião oficial da diretoria da nova GM está agendada para o início de agosto.
A empresa deixa uma concordata de 48 bilhões de dólares em dívidas. Quando entrou com o pedido de falência, em 1º de junho, o valor era de 176 bilhões de dólares. A nova GM trabalhará apenas com quatro marcas -- Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC – e deve vender ou fechar a Hummer, Saturn, Saab e Pontiac. Até o final do ano, a montadora espera ter 68 500 funcionários, contra os 91 000 no final de 2008.
Fonte: Portal Exame.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Brasil Começou a Ser Levado a Sério Pelo Mundo, diz Financial Times
"As ambições globais do Brasil frequentemente foram atrapalhadas no passado... Mas a estabilidade de seu sistema bancário e de seus mercados de capitais diante da crise mundial fizeram órgãos reguladores em outros países se interessarem por suas opiniões", diz uma das reportagens do caderno, lembrando que autoridades brasileiras hoje integram organismos como o Fórum de Estabilidade Financeira e a Comissão da Basiléia para Supervisão Bancária, por exemplo.
Ainda segundo o jornal, muitos aspectos da política monetária e fiscal brasileira têm mais em comum com os países desenvolvidos do que com os emergentes. "Isso sem falar na força de suas instituições e na diversidade de sua economia", completa a reportagem.
"Da maneira como as organizações multilaterais mundiais estão se modificando em um ritmo acelerado pela crise global, a posição do Brasil só deve se fortalecer", diz o diário.
O jornal menciona ainda que o episódio em que o presidente americano, Barack Obama, foi flagrado dizendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele "é o cara" significou um "reconhecimento de fato" para os brasileiros.
'Velho Brasil'
Em outra reportagem do mesmo suplemento, intitulada "Driblando a crise econômica", o Financial Times comenta como o governo brasileiro e o setor privado têm enfrentado com certo sucesso a atual crise econômica global.
"Trata-se de uma democracia madura, com uma economia diversificada e uma população jovem e adaptável, fazendo a festa com cada vez mais empregos estáveis e melhores salários", afirma o jornal.
"O Brasil é também uma potência em ascensão nos setores de alimentos e indústria, um futuro grande exportador de petróleo e o quarto mercado do mundo de ações e derivativos."
Mas o diário lembra que existe ainda "um velho Brasil", com "estradas e infra-estrutura dilapidadas, motoristas 'barbeiros', crimes violentos e a aceitação de que a corrupção é algo normal".
"É também um Brasil onde os velhos e maus hábitos perduram e onde os políticos ainda se contentam em empurrar os problemas fiscais com a barriga", diz a reportagem.
O Financial Times destaca, no entanto, que o fato de o Brasil estar saindo da crise mais rápido que o esperado "não significa que não tenha havido estragos, nem que ele esteja imune a novas reviravoltas mundiais".
"Duas nuvens negras ameaçam estragar o cenário ensolarado do Brasil: uma é o perigo de mais problemas trazidos pela crise global; a outra é o risco de este ou de um futuro governo, animado pelo desgosto mundial pelos livres mercados, desvie do caminho da reforma e adote um caminho de mais intervenção estatal na economia."
Mas o jornal acrescenta que o Brasil vem seguindo as mesmas políticas econômicas nos últimos 15 anos, ainda que com governos de diferentes correntes.
Sucessão presidencial
O Financial Times também dedica um artigo à situação política do Brasil, citando a polêmica em torno do senador e ex-presidente José Sarney, e escândalos de corrupção envolvendo deputados no passado.
"É difícil conciliar uma ganância e uma corrupção tão antiquadas com o Brasil moderno que está emergindo no cenário mundial como exemplo de governo de sucesso. Mas esses dois Brasis coexistem", afirma o jornal.
O diário diz, no entanto, que a mentalidade de alguns políticos está mudando, mencionando o fato de alguns governos estaduais e municipais terem buscado ajuda de empresas de consultoria para administrar melhor suas finanças.
Isso, segundo o FT, terá um reflexo nas eleições presidenciais de 2010, em que a habilidade administrativa dos candidatos será levada em conta pelos eleitores.
"Os dois mais prováveis candidatos serão o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Como nenhum deles tem muito carisma e ambos são vistos como 'espinhentos', eles esperam que os eleitores prestem mais atenção nas suas realizações do que na simpatia de seus sorrisos", conclui o jornal.
Fonte: BBC Brasil.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
EUA Darão Mais US$ 1,175 Bi à General Motors

Os Estados Unidos darão US$ 1,175 bilhão em financiamento para o encerramento de operações da montadora norte-americana General Motors (GM), segundo informações da rede de televisão Bloomberg. De acordo com o plano de reorganização da companhia, a GM vai transferir seus ativos de boa qualidade para a "Nova GM", enquanto os demais serão eliminados no processo de concordata. A divisão será completada por meio de uma venda que irá transferir os ativos da "Nova GM" para uma entidade controlada pelos governos dos EUA e do Canadá, pelo sindicato dos trabalhadores do setor (United Auto Workers) e por credores não securitizados da GM.
O executivo-chefe do grupo, Fritz Henderson, disse em um tribunal de falências esta semana que US$ 950 milhões deverão ser reservados para cobrir o custo de desativação da velha GM. O vice-presidente da AlixPartners LLP e principal executivo de reestruturação da GM, Albert Koch, afirmou ser improvável que a companhia consiga desativar suas operações por US$ 950 milhões. O governo dos EUA pretende deixar a velha GM com "caixa suficiente" para cobrir a desativação, segundo Koch. Ele prevê que a maior parte desse processo de encerramento de operações deve ocorrer em dois ou três anos, mas alguns aspectos da liquidação deverão levar mais tempo.
A "Nova General Motors" vai entrar com pedido para fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, de acordo com um cronograma apresentado por um tribunal de falências dos EUA. Esta semana, a montadora informou que suas vendas em junho nos EUA caíram 33,6% em comparação com igual mês do ano passado, para 176.571 unidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Portal Exame.
domingo, 28 de junho de 2009
Governo Deve Prorrogar IPI Menor Para Carros na Segunda

O governo anunciará na segunda-feira a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, produtos da chamada linha branca e da construção civil, afirmaram à Reuters duas fontes do governo nesta sexta-feira.
O IPI incidente sobre os carros será mantido no patamar atual por mais três meses. Em outubro, a alíquota será elevada, mas ainda permanecerá em níveis inferiores ao período pré-crise.
O impacto para o governo será de cerca de R$ 2 bilhões no segundo semestre, no que se refere aos carros.
O governo também anunciará a prorrogação por três meses da menor tributação para a linha branca e para itens ligados à construção civil.
Segundo uma das fontes, da área econômica, a renúncia fiscal no caso da linha branca e da construção civil será próxima ao que se registrou nos primeiros três meses de desoneração desses setores.
O IPI menor para carros começou a valer em meados de dezembro, auge da crise financeira internacional, como medida para estimular o comércio, abatido pela desaceleração econômica. A medida valeria inicialmente por apenas três meses, mas foi renovada no final de março por mais um trimestre.
O Ministério da Fazenda inicialmente era contrário a uma nova renovação do tributo menor por preocupações com o impacto sobre a arrecadação tributária, que despencou este ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por outro lado, defendeu uma política permanente de redução do imposto enquanto durar a crise.
A prorrogação do IPI menor para automóveis, mas com elevação gradual da alíquota a partir de outubro, foi uma fórmula intermediária encontrada pelo governo para estimular o setor e, ao mesmo tempo, minimizar o efeito sobre o caixa.
Para o setor, a medida teve impacto positivo e foi vista como responsável pela recuperação nas vendas.
A cobrança do imposto incidente sobre automóveis de até 1.000 cilindradas foi reduzida de 7% para zero em janeiro. Para os carros de 1.000 a 2.000 cilindradas, a tarifa foi reduzida à metade.
Em abril, a taxação da geladeira, máquina de lavar roupa, fogão e tanquinho, além de produtos ligados à construção, também foi reduzida. O impacto fiscal estimado era de R$ 261 milhões.
A decisão de renovar o benefício veio após uma crítica pública do presidente Lula de que empresários não diminuíram o preço dos seus produtos depois de serem beneficiados com impostos menores.
Fonte: Terra.
sábado, 27 de junho de 2009
Bancos se Preparam para Atender Empreendedor Individual
Grandes bancos brasileiros já estão preparados para oferecer produtos e Serviços diferenciados para o Empreendedor Individual, nova figura jurídica criada dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e que entra em vigor a partir de 1º de julho. Esta é a chance que muitos profissionais esperavam para se formalizar e conseguir o acesso a Serviços bancários e financeiros, hoje ainda muito voltados para as grandes empresas.
O Banco do Brasil vai disponibilizar, entre as soluções de crédito criadas para esse público, limite de crédito para Capital de giro de, no mínimo, R$ 1 mil para quem fatura até R$ 25 mil ao ano e de R$ 2 mil para quem fatura acima de R$ 25 mil até R$ 36 mil ao ano.
“No Banco do Brasil, as costureiras, pipoqueiros, chaveiros, manicures e outros profissionais poderão abrir a conta-corrente da sua empresa pagando apenas R$ 5 de taxa de Serviços mensal”, explica o gerente-executivo do banco, Sérgio Rau. Outra vantagem é o acesso ao Cartão Ourocard Empresarial com isenção da taxa de anuidade por 12 meses.
Das soluções de crédito do Banco do Brasil, destaca-se a linha de Capital de giro compartilhada com cartão de crédito, que permitirá ao empreendedor realizar suas compras e financiar a fatura em 18 vezes, com Taxa de Juros a partir de 2,11% ao mês. Ele contará ainda com carência de até 94 dias para pagar a primeira parcela do empréstimo. Por exemplo, o empreendedor compra matéria-prima para sua Produção e paga à vista com o cartão Ourocard Empresarial. Após 35 dias, na data de pagamento da fatura, ele escolhe financiar o valor em 18 prestações, pagando a primeira parcela até 59 dias depois, a depender da data escolhida para vencimento da operação.
Sérgio Rau informa que o Banco do Brasil realizará, em agosto, a terceira etapa do Mutirão da Cidadania Empresarial. “A Ação ocorrerá em cerca de 300 municípios, com foco no apoio à formalização do Empreendedor Individual”, disse. Para saber onde e como utilizar os principais produtos e serviços, basta procurar os canais de auto-atendimento do banco ou acessar o endereço eletrônico www.bb.com.br/mpe.
Mais produtos e serviços
O gerente de Negócios de Micro e Pequena Empresa e Pessoa Física do Banco do Nordeste, Lauro Ramos, explica que o público-alvo do banco são os clientes de seu Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (Crediamigo). “A meta do governo é a adesão de um milhão e cem mil empreendedores informais até julho de 2010. Só no Crediamigo, que é uma linha de crédito do banco voltada para empreendedores informais, já temos 400 mil candidatos a Empreendedor Individual. Ou seja, hoje já contamos com esse público inserido no banco”, diz Lauro.
Esses empreendedores serão atendidos pelos dois mil assessores de crédito que atualmente fazem o atendimento do Crediamigo. Segundo Lauro, no ato do atendimento, os assessores irão estimular os empreendedores a se formalizarem por meio do Empreendedor Individual. “Os assessores de crédito passarão a ser os porta-vozes do Governo Federal no sentido de elevar o número de empreendedores formais em todo o Brasil”, explicou o gerente. O banco fará aporte de recursos adicionais, além da manutenção das linhas de crédito já existentes no programa.
A Caixa também já se articula para desenvolver soluções e expandir seu atendimento. “O Empreendedor Individual terá isenção de tarifa, conta-corrente, cartão de crédito e limite rotativo no valor de R$ 800, além de outros produtos específicos em desenvolvimento”, explica o superintendente da Caixa Zaqueu Soares Ribeiro.
Todos os produtos e Serviços oferecidos, tanto pelo Banco do Brasil quanto pelo Banco do Nordeste e a Caixa Econômica Federal, estarão disponíveis a partir do dia 1º de julho em todas as suas agências bancárias.
Fonte: Portal Classe Contábil.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Governo Vai Elevar Alíquota do IPI Para Automóveis
A proposta de elevação paulatina do tributo, que está em preparação no Ministério da Fazenda, viria atender a dois objetivos: não retirar o benefício de uma só vez, sob pena de paralisar um setor importante como a indústria automobilística em um momento em que a reativação da economia ainda não está consolidada, mas, também, não abrir mão de receita tributária diante de uma perda de arrecadação que já se prolonga por sete meses.
Na avaliação dos técnicos que estão concluindo a proposta de retomada gradual da tributação dos veículos, os efeitos da medida, que já dura seis meses, foi importante, mas ela não é a única responsável pelo desempenho das vendas. O crédito, que tinha desaparecido, está se normalizando, e os prazos dos financiamentos para compra de carros, que encolheram bastante após a disparada da crise financeira mundial, em setembro de 2008, já estão maiores. Portanto, o retorno gradual do imposto não deverá provocar redução importante das vendas.
Por outro lado, o governo não deve ficar inerte à perda de receitas tributárias. Nesta semana os ministros da área econômica terão um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exatamente para discutir sobre eventuais cortes de despesas, diante da queda da arrecadação até maio. Nos primeiros cinco meses do ano, a receita foi R$ 16,89 bilhões inferior ao coletado no mesmo período de 2008. Nas projeções do início do ano, o governo calculou que neste ano arrecadaria R$ 63 bilhões a menos do que em 2008. Em maio, porém, o caixa da União teria perdido R$ 3 bilhões a mais do que o esperado.
Só com as desonerações de impostos para automóveis, materiais de construção, eletroeletrônicos da linha branca, entre outros, o governo deixou de arrecadar R$ 10,87 bilhões. Outros R$ 4 bilhões foram subtraídos com compensações tributárias atípicas, lançadas por algumas empresas, sobretudo a Petrobras. A Receita não informou o quanto da perda de receita decorreu do aumento da inadimplência das empresas que, diante da escassez de crédito, se financiaram com o atraso no recolhimento de tributos. Entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, essa prática teria reduzido em cerca de R$ 1,1 bilhão a arrecadação federal.
" Se temos menos receitas, temos que adequar as despesas. Não há como escapar disso " , disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao anunciar na semana passada que o assunto seria tratado nesta semana com o presidente Lula. Segundo o ministro as desonerações feitas pelo governo federal chegaram ao limite do possível.
Em dezembro de 2008 um decreto presidencial reduziu o IPI dos carros populares de 7% para zero. Para os modelos médios o governou cortou o tributo à metade, com uma diminuição da alíquota de 13% para 6,5% (movidos a gasolina) e de 11% para 5,5% (nos modelos flex e a álcool). A subida, agora, será progressiva e deverá obedecer às expectativas de retomada do crescimento econômico.
Fonte: Valor Econômico.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Muito Além do Balanço
Ao longo de seus quase 60 anos de história, o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou-se como a principal fonte de crédito de empresas brasileiras. Em 2008, a instituição emprestou 87 bilhões de reais a companhias instaladas no país. Em setembro, porém, o tradicional sistema usado pelo banco para avaliar e decidir que empresas receberão recursos (e com qual taxa de juro) sofrerá uma profunda transformação. Em vez de se concentrar no desempenho financeiro das companhias que pedem empréstimo, o BNDES passará a levar em conta também os chamados ativos intangíveis. Assim, quesitos como a capacidade de inovação, o relacionamento com stakeholders e os riscos ambientais inerentes ao negócio responderão por pelo menos 50% do peso da avaliação que o banco fará da companhia. Num momento como o da crise atual, em que as instituições financeiras estão obcecadas por garantias reais, pode parecer paradoxal que o banco dê tanta importância ao valor intangível que há em cada empresa. Mas, para a instituição, essa é justamente uma maneira de diminuir seu risco. "A crise mostrou que a forma tradicional de avaliar empresas falhou", diz Eduardo Rath Fingerl, diretor de mercado de capitais do BNDES e idealizador do novo sistema. "Os ativos importantes para a geração de valor hoje não estão no balanço."
Desenvolvida em parceria com a Coppe, centro de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a nova metodologia vai avaliar um universo de quase 700 empresas que recebem anualmente financiamentos diretos do BNDES - em 2008, esse grupo levou 42 bilhões de reais em recursos, quase metade de tudo o que o banco emprestou. (Companhias que recebem recursos do banco por meio de outras instituições financeiras não serão submetidas a esse tipo de análise.) Até agora, o BNDES atualizava periodicamente as notas dessas empresas com base no balanço e numa avaliação qualitativa feita por técnicos de sua área de crédito. Com o novo sistema, os técnicos passarão a aplicar um extenso questionário com 80 perguntas sobre temas que vão da frequência das reuniões de diretoria sobre a estratégia seguida à qualidade dos treinamentos dados aos funcionários. Essa metodologia foi testada num grupo de 40 empresas e avaliará outras 60 nos próximos três meses, numa espécie de projeto piloto. Uma delas é a prestadora de serviços de tecnologia Totvs, que recebeu em 2008 dois empréstimos do BNDES no valor total de 360 milhões de reais. O dinheiro saiu em três meses - metade do tempo usual. "Nossa grande vantagem é a propriedade intelectual. Quando isso entrou nos cálculos do banco, o resultado foi uma velocidade muito maior na decisão de liberar os recursos", diz Laércio Cosentino, presidente da Totvs. Também estão no grupo de empresas avaliadas a fabricante de papel e celulose Suzano, que publica um relatório anual sobre intangíveis desde 2004 e é tradicional cliente do banco, e companhias como a paulista Genoa, com atuação na área de biotecnologia e faturamento de 3 milhões de reais em 2008. "A vantagem de se expor tanto é que o banco passa a ter uma visão mais objetiva de como sua empresa funciona e você tem uma chance de ser mais bem avaliado", diz Luiz Câmara Lopes, presidente da Genoa. A expectativa do mercado é que esses novos critérios afetem principalmente o custo de captação dos recursos. "Para companhias muito dependentes de fatores como capital humano e tecnologia, as taxas de juro podem cair", diz Armando Castelar, economista da Gávea Investimentos.
A iniciativa do BNDES é pioneira no mundo, mas segue uma tendência já apontada por instituições como o Banco Mundial e o Federal Reserve, banco central americano, que já estudam o peso dos ativos intangíveis. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 55% da riqueza gerada no mundo em 2002 dependia de atividades ligadas a pesquisa e inovação, e não a processos industriais. "Ao transformar essa discussão em algo prático, o BNDES está proporcionando um avanço inédito", diz o americano Jonathan Low, um dos mais reconhecidos especialistas do mundo em valores intangíveis e autor do livro Vantagem Invisível. Para o professor do Coppe Marcos Cavalcanti, que participou da criação do novo método do BNDES, a partir de agora, as empresas precisarão se adaptar a uma nova realidade. "A lógica de produzir riqueza mudou, e a de gerenciar empresas também precisa mudar. Quem já faz a gestão de intangíveis está muito mais preparado para competir daqui para a frente."
Fonte: Revista EXAME Continue lendo >>












