quarta-feira, 15 de outubro de 2014
sábado, 22 de maio de 2010
Economistas Prevêem Vitória do Brasil na Copa. Mas Eles Entendem de Futebol?
Os americanos do Goldman Sachs, que podem entender de soccer tanto quanto de economia, elaboraram estatísticas e consolidaram-nas em 68 páginas até concluírem que o Brasil seria o país com mais chance de ganhar a Copa do Mundo, com 13% de probabilidade.
Também nos Estados Unidos, o JPMorgan Chase explicou em seu pequeno calhamaço de 69 páginas por que acredita que a Inglaterra vencerá o torneio. Na Europa, os holandeses do ABN Amro fizeram um pouco diferente: concluíram que, diante da crise econômica, é melhor para o mundo que a Alemanha ganhe, por ser um enorme exportador global.
No Brasil, o site Economia & Negócios fez sua parte. Pediu palpite a 15 profissionais da área de economia. Se depender deles, vai dar Brasil - 9 votaram pela Seleção do País (veja tabela nesta página). O site também perguntou aos internautas, em enquete: "Você acha que os bancos entendem de futebol?" Só 12,7% dos 1.741 votantes disseram "sim"; os outros 87,3%, "não".
Na turma do "não", mais um revés para os analistas: 59,8% dos participantes da enquete acham que os bancos "são tão ruins em futebol quanto em economia", e apenas 27,5% declararam que as instituições financeiras devem largar o futebol e se ater à especialidade delas.
Os economistas ouvidos pelo E&N, diferentemente dos bancos, não se basearam em modelos econométricos ou estatísticos. A maioria acabou optando por vestir a camisa da Seleção, ainda que sem tirar a gravata, como deixou transparecer o economês de André Perfeito, da Gradual Investimentos: "Sou comprado em Brasil: comprado em bolsa, comprado em real e comprado em futebol."
Fonte: O Estadão.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O Custo dos Estádios do Mundial 2014 no Brasil

A FIFA divulgou no principio do mês as lista das 12 cidades brasileiras que vão ser sedes do Campeonato do Mundo de 2014. Tal como no Euro 2004 em Portugal e na maior parte das empreitadas neste género de torneios, a construção ou remodelação dos estádios estará a cargo de parcerias público-privadas.
Segundo a estimativa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) os investimentos na construção e remodelação dos 12 estádios serão de cerca de R$ 2.200 milhões (806,5 milhões de Euros), o que torna o custo médio de cada estádio de cerca de R$ 185,5 milhões (67,8 milhões de Euros).
Aqui ficam as 12 sedes do Mundial de 2014 no Brasil, com referências à capacidade dos estádios e aos custos estimados nas suas construções, sendo que o destaque vai para o novo estádio Nacional em Brasília, como o projecto mais caro R$ 520 milhões (190 milhões de Euros) e para a remodelação do estádio do Morumbi em São Paulo como o projecto mais barato R$ 136 milhões (50
milhões de Euros).
Os 12 Estádios do Mundial 2014 no Brasil:
Belo Horizonte – Estádio Mineirão – 70.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Brasília – Estádio Nacional – 70.000 lugares – Novo – R$ 520 milhões
Cuiabá – Estádio Verdão – 45.000 lugares – Novo – R$ 400 milhões
Curitiba – Arena da Baixada – 41.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Fortaleza – Estádio Castelão – 53.000 lugares – Remodelado – R$ 300 milhões
Manaus – Arena Manaus – 42.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões
Natal – Arena das Dunas – 45.000 lugares – Novo – R$ 300 milhões
Porto Alegre – Estádio Beira-Rio – 62.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido
Recife – Arena Cidade da Copa – 46.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões
Rio de Janeiro – Estádio Maracanã – 90.000 lugares – Remodelado – R$ 430 milhões
Salvador – Estádio Fonte Nova – 55.000 lugares – Remodelado – R$ 400 milhões
São Paulo – Estádio Morumbi – 62.000 lugares – Remodelado – R$ 136 milhões
De salientar que foram apresentadas 17 candidaturas, sendo que os estádios de Rio Branco, Belém,
Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, ficaram de fora da prova.
Fonte: Futebol Finance.
O Marketing na Fórmula 1 e no Futebol
Por Vicente Criscio
O esporte tratado como negócio.
A frase parece ser de efeito mas não é. Na prática estamos sentido os efeitos da profissionalização do esporte em diversas áreas. No futebol, mais recentemente. Em outros esportes essa prática já é mais antiga.
Especificamente falo da Fórmula 1. Enquanto se lê essa coluna, os motores devem estar roncando em Interlagos. Ou já pode ter passado e Barrichello ainda tem chances de ser campeão ou Button já levou o caneco prá casa. Não importa. Quem ganhou foi a cidade pela organização do evento e principalmente pelos turistas que deixaram nos cofres cerca de R$ 260 milhões em um evento somente no final de semana.
As estimativas são razoáveis. Em 2008 foram R$ 230 milhões. O evento GP Brasil de Fórmula 1 supera a parada Gay e Carnaval. Nas padarias próximas ao autódromo de Interlagos os proprietários engordam seus estoques e restaurantes oferecem cardápio em inglês (fonte: portal G1).
Ontem mesmo, enquanto enfrentava o trânsito por conta da chuva nos arredores, ouvia a Rádio Sul América, rádio especializada em trânsito, que dava boletins em inglês, espanhol e francês para os turistas chegarem a Interlagos. Reallly cool!!
E daí? Perguntaria o torcedor de futebol estressado: os mesmos efeitos da Fórmula 1 estamos sentindo no futebol. A FEMSA oferece um pacote razoável criando uma nova propriedade para os clubes. Empresas procuram o times de futebol para ações não ligadas somente a exposição da marca na camisa ou calção, mas a novas propriedades. O próprio efeito Ronaldo (Corinthians) – a camisa pode até parecer um carro de fórmula 1 – além de Adriano (Flamengo) que geram valor ao patrocinador que viabiliza a permanência – ou à volta – do craque ao Brasil.
Então estamos na boa? Não, infelizmente estamos muito longe. Não basta apenas olhar o copo meio cheio, mas também olhar o copo meio vazio. As empresas precisam apostar mais na visibilidade do futebol. Quem investe, ainda investe bem menos do que o retorno que terá, causando um desequilíbrio contratual. Os clubes, ávidos por dinheiro para enfiar no capital de giro – ao invés de investirem – fazem que sim com a cabeça sempre pensando que aquele milhãozinho ajuda a pagar a folha do mês. Tem a necessidade de caixa e às vezes esquece de valorizar o potencial que está entregando.
Todos precisam rever seus conceitos: os gestores dos clubes, que na figura do Clube dos 13 (nas ações estruturais) e de seus dirigentes (nas ações específicas a cada clube), precisam impor a lei do mais forte ou seja, a preferência de quem detém o conteúdo; e as empresas patrocinadoras, que precisam parar de barganhar e pensar num relacionamento duradouro, de longo prazo, e ganha-ganha.
Afinal de contas, esporte e marketing, quando bem organizados, geram excelente retorno para os dois lados. Os gestores da Fórmula 1 já fizeram a lição de casa e sabem tirar proveito disso. E quanto aos gestores do futebol brasileiro? Vão continuar entregando suas propriedades por "amendoins"?
E boa Itaipava em Interlagos, seja pro Button, seja pro Barrichello.
Claro, mas como sempre digo, essa é apenas mais uma opinião. E a sua? Estamos vendendo barato demais nossas propriedades no futebol?



