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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Qualidade da Governança Corporativa no Brasil


A governança corporativa tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil, especialmente nos últimos anos, devido a problemas identificados em diferentes empresas de capital aberto. E apesar da existência de segmentos de mercado especialmente criados para diferenciar as empresas com melhores práticas de governança (qualidade), não é estranho observar problemas de governança nas empresas que estão no segmento mais alto (Novo Mercado).

Portanto, conduzi uma pesquisa de iniciação científica desenvolvidas pelas alunas Thamirys de Sousa Correia e Maria Natalice Francelino da Silva, ambas da UFPB, que culminou no artigo que lhes apresento, publicado no final de 2016 na Revista Contexto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Abaixo disponibilizo os dados da pesquisa e o link para a pesquisa completa, no site da revista.

Boa leitura!

QUALIDADE DA GOVERNANÇA CORPORATIVA DAS EMPRESAS NO MERCADO BRASILEIRO DE CAPITAIS

Thamirys de Sousa Correia
Maria Natalice Francelino da Silva
Orleans Silva Martins

RESUMO
Este artigo tem o objetivo de estimar um índice de qualidade da governança corporativa para as empresas que negociaram suas ações na BM&FBOVESPA e relacioná-lo aos diferentes níveis de Governança Corporativa nos quais elas estiveram listadas no período de 2010 a 2013. Para isso, é realizada uma revisão de literatura que aborda as principais dimensões da governança corporativa. Ademais, a partir dos formulários de referência das empresas listadas na BM&FBOVESPA no período de 2010 a 2013, foram coletados os dados relativos a sete dimensões de governança, sendo: conselho de administração, estrutura de propriedade, incentivos aos administradores, disclosure, relação com investidores, comitê de auditoria e assimetria de informação. Também, pela Análise de Componentes Principais (ACP), foi construído um Índice de Qualidade da Governança Corporativa (IQGC), tendo sua composição analisada com o auxílio de análises de correlação e de testes de diferença de médias. Nos resultados, pode-se observar que o IQGC médio das empresas foi de 0,631, sendo verificada uma diferença estatisticamente significante do IQGC entre as empresas listadas nos segmentos diferenciados de governança e o segmento tradicional. Quanto às peculiaridades das dimensões, destacam-se a entrega do relatório no prazo, o free float, o uso dos serviços de auditoria das “big four” e a independência do conselho de administração. Como principais contribuições do estudo, destacam-se a construção de um Índice de Governança Corporativa (IGC) mais robusto, com a mensuração de sete dimensões significativamente correlacionadas entre si, além da ratificação da importância dos segmentos diferenciados da BM&FBOVESPA.

Pesquisa completa AQUI.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Começando a Resenha!


Ao longo dos últimos anos, tenho observado diversas discussões e questionamentos sobre bons livros na área de investimentos, seja em fóruns de investidores, em salas de aula ou mesmo em conversas com amigos.

O tema “investimento” desperta o interesse de diferentes públicos, seja aquele indivíduo que possui a capacidade de resguardar apenas uma pequena parte do seu salário, ou aquele que possui grandes recursos financeiros para aplicação. Difere também a formação dos interessados, alguns formados na área de negócios, outros na área de saúde, ou até aquele que não teve uma formação superior.

Por essas razões, escolher um livro para obtenção de conhecimentos sobre investimentos, ou mesmo indicar um livro a alguma pessoa, não é uma tarefa fácil. Melhor seria se fosse possível “degustar” o livro de forma resumida, para saber se o seu conteúdo é aquilo mesmo que se está procurando.

Pensando nisso, decidi criar uma seção neste blog para, periodicamente, publicar pequenas resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, sejam acadêmicos ou literários, destacando seus pontos fortes e fracos, indicando suas melhores aplicações.

O primeiro deles é um clássico do mundo dos investimentos, chamado INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO. Esta será minha próxima postagem.

Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Confira na postagem a seguir!

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[livro] Investindo em Ações no Longo Prazo


Dando início ao meu projeto de publicar resenhas críticas sobre os livros que tenho lido, inicio esta seção com um clássico do investimento em ações.

Livro: INVESTINDO EM AÇÕES NO LINGO PRAZO

Autor: Jeremy J. Siegel, professor de finanças da Universidade da Pensilvânia.

O livro INVESTINDO EM AÇÕES NO LONGO PRAZO certamente é um clássico no mundo inteiro. Como diz seu subtítulo é “O Guia Indispensável do Investidor no Mercado Financeiro”. Em sua 5ª edição, publicada em 2015 na versão em português pela editora Bookman, o livro já traz em sua contracapa imponentes comentários de importantes jornais acerca de sua qualidade. Com os quais eu concordo.

Acerca do livro, em geral, digo que é muito bom! Valeu a pena cada real investido nele. É rico em conhecimento não só sobre o mercado de ações, mas também aborda o mercado de dívida, de renda fixa, os períodos de crise, o desempenho da economia, as finanças comportamentais, entre outros. Sua abordagem é ampla, sem deixar de ser detalhada em cada um de seus capítulos. Há muitos dados do mercado norte-americano, os quais suportam cada afirmação do autor. Por essa razão, talvez para um iniciante ele seja um pouco “denso”, “pesado”. Eu não o indico para alguém que vai ler seu primeiro livro sobre investimentos, mas para alguém que já tem uma pequena noção, pois tirará mais proveito ao se deparar com temas, chavões e expressões mercadológicas frequentes nessa área. Pena que se restrinja ao mercado dos Estados Unidos, todavia, devido à forte correlação desse mercado com todos os outros mercados do mundo (por ser o maior), suas lições podem ser exportadas para esses outros mercados.

O livro está dividido 24 capítulos, distribuídos em 5 partes.

Na primeira parte, aborda-se os retornos das ações no passado, presente e futuro. Iniciando com fatores históricos, o Jeremy aborda temas como o retorno das ações em períodos de pico de preços, assim como os períodos de crise, com destaque para a crise dos subprime de 2008. Ainda, aborda a crise dos benefícios sociais, assim como a reação do mercado a essas crises.

A segunda parte aborda fatores históricos, chamada de “o veredito da história”. Destacando o retorno das ações no mercado dos EUA desde 1802, mostrando porque no longo prazo as ações são menos arriscadas do que os títulos. Alternativamente, aborda a formação e negociação de índices, assim como o impacto dos impostos sobre o retorno das ações. Destaca indicadores de lucro e dividendos e parâmetros para avaliar as ações.

Na parte III é destacado como o ambiente econômico afeta as ações. Explica-se o padrão ouro e sua extinção, o reflexo das políticas monetárias, o impacto da inflação, assim como a relação do preço das ações com os ciclos econômicos. O que move o mercado? Nem sempre seus movimentos estão atrelados a fatores específicos, e outras vezes quando se espera uma reação positiva vem uma avalanche descendo com tudo! Ou vice-versa.

A quarta parte é voltada às oscilações das ações no curto prazo. Nesta parte há atenção especial à volatilidade dos mercados. Fundos negociados em bolsas, futuros de índices, arbitragem, ETFs... como lidar com esses elementos em períodos de alta oscilação dos preços, chegando a suspender o pregão na bolsa? Como tratar as anomalias de mercado e como se proteger das armadilhas psicológicas? Aqui há uma atenção final às finanças comportamentais.

A quinta e última parte, menor e certamente mais atraente ao leitor, fala da construção de riqueza por meio de ações. Certamente de forma proposital, o Jeremy J. Siegel deixou a melhor parte para o final, não por crueldade, mas com certeza porque, para se construir riqueza com ações, é preciso atenção a todos os elementos antes discutidos, desde crises e riscos, passando por volatilidade, anomalias e armadilhas psicológicas, para se chegar ao esperado retorno (e riqueza). Assim, ao final se discute o desempenho de fundos e a indexação dos investimentos, assim como a estrutura de uma carteira para um crescimento de longo prazo.

Com isso, encerro minha resenha crítica. Isto é apenas um aperitivo. Espero que possa tê-lo deixado mais curioso e com vontade de ler o livro.


Abraços!

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Vem aí o Congresso ANPCONT 2017


O Congresso ANPCONT é um evento de importante significado acadêmico-científico da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (ANPCONT). Este evento proporciona a interação da comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, representando um meio de divulgação da produção técnico-científica na área das Ciências Contábeis.

A submissão de trabalhos pode ser feito para as sessões de apresentação de artigos científicos, para as sessões do Consórcio Mestral e Doutoral e para as sessões da Mostra de Iniciação Científica.

Informações

Título do evento: XI Congresso ANPCONT
Período do evento: 03 a 06 de junho de 2017
Local de realização: Hotel Mercure Belo Horizontes Lourdes - Centro de Convenções Planetarium
Número estimado de participantes: 300 pessoas
Abrangência do evento: Internacional
Tipos de Trabalhos: Artigos Científicos, Projetos de Dissertação de Mestrado, Projetos de Tese de Doutorado e Trabalhos de Iniciação Científica.

Saber mais AQUI

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ano Novo, Vida Nova?


A cada início de ano, habitualmente buscamos colocar em prática nossos novos planos e expectativas de mudanças. Em geral, buscamos avançar em nossas ideias e melhorar como pessoas.

Pois bem, estando em falta já há algum tempo com este blog, também há tempos planejo a realização de algumas mudanças e melhorias, para as quais não encontrei tempo no ano passado.

Já em 2017 dediquei alguns dias das minhas férias para cumprir essa missão e, como habitualmente as pessoas fazem, decidi colocar meus novos planos em prática!

A partir de 2017 o Blog Informação Contábil passará a contar com menos notícias e mais conteúdos mais espontâneos, como publicação de minhas pesquisas, artigos críticos, comentários e sugestões de livros e artigos na área de negócios, entre outros temas de interesse.

Para iniciar, fiz a atualização de todos os links do blog, reunindo os endereços das principais revistas e eventos científicos, assim como dos programas de mestrado e de doutorado em contabilidade no Brasil. Também faço boas sugestões de outros blogs de colegas professores.

Espero que aproveitem e interajam com comentários, perguntas e sugestões.

Tenham um excelente 2017. E como dizia um certo mexicano colorado: SIGAM-ME OS BONS!

Att,

Orleans Martins

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Efeitos Crise e Divulgação sobre a Assimetria de Informação no Mercado Acionário Brasileiro


Esta pesquisa encerra o ciclo de publicações da minha tese de doutorado. Este artigo originalmente foi apresentado no VII Congresso ANPCONT, na cidade de Natal, em 2013. Naquela ocasião, este artigo foi premiado como o melhor trabalho da área de Mercado Financeiro, de Crédito e de Capitais e, ainda, como o melhor trabalho de todo o congresso.

Após uma revisão e ampliação de sua base de dados, teve seus resultados ampliados e submetido para avaliação na Revista Contabilidade Vista & Revista da UFMG, tendo sido aprovado para publicação no 2º número de 2016.

Efeitos Crise e Divulgação sobre a Assimetria de Informação no Mercado Acionário Brasileiro
Orleans Silva Martins e Edilson Paulo

Resumo

Este estudo analisou os efeitos da Crise dos Subprime e da Divulgação das Demonstrações Financeiras sobre a assimetria de informação existente no mercado acionário brasileiro. Para isso foram analisadas as negociações das ações de 164 empresas listadas na BM&FBOVESPA entre os anos de 2008 e 2012. A partir de dados intradiários de negociação foi estimada a Probability of Informed Trading (PIN), a qual foi relacionada a outras proxies para a assimetria de informação identificadas na literatura. Com base em análises de correlação, diferença de médias e regressões Tobit com dados em pooled, pode-se verificar que seus resultados ratificam evidências anteriores de relação positiva da PIN com o Risco, o Custo de Capital Próprio, a Liquidez e o Tamanho da empresa. Adicionalmente, nota-se relação positiva da PIN com o Retorno Anormal e a Volatilidade, e negativa com a Governança Corporativa e a emissão de ADR. Entre suas principais contribuições, destacam-se as evidências de que tanto a Crise quanto a Divulgação apresentam efeitos negativos e significantes sobre a assimetria de informação.

O texto completo está disponível aqui: ARTIGO

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