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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Anunciar no SBT? Nem de Graça, Disse o Banco Real




O jeito Silvio Santos de administrar sempre teve seus críticos e admiradores. Agora, com a crise no banco Panamericano, o jornal “Valor Econômico” selecionou alguns momentos inusitados da carreira do apresentador e de suas empresas, que dão uma ideia do quão singular é sua forma de gerir um negócio – e de quais são as consequências disso.

Para a reportagem, assinada por Marli Olmos, “Silvio Santos sempre usou o instinto para contratar e tratou os funcionários como parentes”.

Gestão afetiva

Conheça alguns acontecimentos destacados pelo “Valor” (é uma pena, mas as datas não são citadas na reportagem):

- Rubens Carvalho, ex-diretor comercial do SBT, conta que ofereceu um desconto de 60% para o banco Real anunciar na emissora. Ao ouvir um não, resolveu ser mais agressivo e deu até 90% de desconto. “Não”. “E de graça?”, perguntou Carvalho. “Se fizer isso, eu te processo”, afirmou o representante do banco. Carvalho acredita que existia preconceito contra uma emissora que tinha apelidos como “Sistema Bozo de Televisão”.

- Silvio Santos simpatizou com um porteiro da Rádio Nacional e um dia percebeu que ele poderia ajudar a animar um auditório. Anos depois, Gonçalo Roque teve seu sobrenome pronunciado à exaustão pelo apresentador no programa “Topa tudo por dinheiro” – e pelas pessoas nas ruas.

- Luciano Callegari trabalhava na recepção de correspondências na TV Paulista. Silvio notou que o funcionário era ágil e o convidou para contar as cartas enviadas por telespectadores. Callegari chegou a diretor-superintendente e vice-presidente de Operações e Programação do SBT.

- Silvio Santos deu uma entrevista a dois jornalistas de “O Estado de S. Paulo” e gostou do resultado, duas páginas no “Caderno 2”. Quando precisou de uma pessoa para dirigir o jornalismo da emissora, disse a executivos: “Só aceito aqueles dois que me entrevistaram”. Auxiliares o criticaram, mas Silvio insistiu e ofereceu a eles um salário dez vezes maior do que recebiam no jornal.

Fonte: Valor Econômico.

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País Já Conta com 737 Mil Empreendedores Individuais Formalizados




A mobilização feita pelo Sebrae em todo o País elevou em 60% o número de formalizações diárias de trabalhadores por conta própria. A 2ª Semana Nacional do Empreendedor Individual formalizou 28.863 trabalhadores autônomos entre os dias 15 e 20 de novembro. A cada dia foram atendidas 4.810 pessoas, número 60% acima à média diária de 3 mil regularizações registrada desde julho de 2009, quando a legislação entrou em vigor.

"Todo o Sebrae se mobilizou nesta semana. A cada dia mais trabalhadores por conta própria deixam a informalidade, contribuindo para um Brasil mais transparente e real", disse o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. No início deste ano, lembrou, havia cerca de 64 mil e hoje são quase 738 mil empreendedores individuais. Para cumprir a meta de 1 milhão de empreendedores formalizados, o presidente do Sebrae defende o maior apoio das entidades parceiras, em especial, das prefeituras municipais e governos estaduais.

Com o acréscimo da última semana, o Sebrae alcançou 74% da meta estabelecida para ser atingida até dezembro deste ano. Desde o início da vigência da lei, 737.134 mil trabalhadores por conta própria se regularizaram. Das 27 unidades da federação, nove já ultrapassaram a meta de formalizações. Outros seis estados já cumpriram mais de dois terços do objetivo pretendido. E apenas três não atingiram 50% da meta. 

O melhor resultado foi alcançado por Roraima, que cumpriu 161% da meta. Em seguida, aparecem o Distrito Federal (161%), Tocantins (132%), Espírito Santo (119%) e Rio de Janeiro (117%). Também chegaram ao objetivo Mato Grosso (114%), Mato Grosso do Sul (111%), Acre (106%), Goiás (103%) e Rondônia (102%). Santa Catarina deve atingir 100% nos próximos dias.

A recente semana de mobilização do Sebrae envolveu 111 tendas instaladas nas principais cidades do interior dos estados e do Distrito Federal, além de manter a atuação em cerca de 800 pontos convencionais de atendimento da instituição. O objetivo foi tirar dúvidas e promover a formalização. A 1ª Semana Nacional do Empreendedor Individual foi realizada no fim de outubro e regularizou 46 mil trabalhadores por conta própria.

O Empreendedor Individual é uma inovação no sistema tributário brasileiro para que milhões de brasileiros formalizem os seus negócios. Desde julho do ano passado, os trabalhadores por conta própria podem contar com os benefícios da formalização pagando no máximo R$ 62,10 por mês. A nova faixa de enquadramento no Simples Nacional legaliza os empreendedores individuais que faturam até R$ 36 mil por ano e que possuem, no máximo, um empregado.

Com a formalização, o empreendedor passa a ter Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que possibilita a abertura de conta em banco e o acesso a crédito com juros mais baratos, e passa a emitir nota fiscal para venda para outras empresas ou para o governo. Com a empresa legalizada, o empreendedor passa a ter cobertura da Previdência Social, com direito a aposentadoria e outras vantagens. 

Entre as mais de 400 atividades passíveis de legalização, algumas das mais procuradas são cabeleireiras, manicures, maquiadoras, mecânicos, fornecedores de marmita e vendedores porta a porta.


Fonte: Agência Sebrae.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Quase Metade dos Brasileiros Não Está Feliz com Salário


O aquecimento da economia e os salários (cada vez mais) competitivos não foram suficientes para minar o índice de descontentamento dos brasileiros com a remuneração oferecida pelas empresas.

De acordo com pesquisa da Philips, os profissionais do país só perdem para os japoneses na hora de reclamar do salário.as 875 pessoas ouvidas no Brasil pela pesquisa, 45% não estão felizes com as políticas de remuneração na empresa em que trabalham. No Japão, esse número pula para 67%.

Mas o descontentamento não está restrito apenas ao dinheiro. Novamente, depois dos japoneses, os brasileiros também são os mais insatisfeitos com seu emprego em todo mundo.

Do outro lado do mundo, 41% dos profissionais admitiram não estarem contentes com sua função. Por aqui, esse índice foi de 31 %.

A pesquisa indica que as brasileiras são mais descontentes com o trabalho do que os homens. Segundo o estudo, apenas 40% delas admitiram estarem satisfeitas com seu emprego contra o índice de 48% deles.

Os dados da pesquisa, contudo, não relacionam essa insatisfação com problemas de relacionamento com a chefia. Apenas 6% dos brasileiros que participaram do estudo admitiram descontentamento com sua relação entre colegas de trabalho e superiores. E 11% reclamaram do período dedicado à férias ou tempo livre.

Por outro lado, para 73% dos brasileiros, perder o emprego é o principal fator de estresse no cotidiano. O temor de perder o emprego foi apontado por 73% dos brasileiros como um fator de estresse.

Segundo o estudo, um terço dos entrevistados, no Brasil, sofrem com privação do sono. Para 48% deles, esse problema reflete diretamente sobre seu desempenho no emprego.

Para chegar a esses números, a Philips ouviu mais de 30 mil pessoas de 23 países.

Fonte: Portal Exame.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tempos Difíceis Voltam Para as Firmas de Auditoria



Os tempos difíceis voltaram para as firmas de auditoria. É quase um movimento cíclico. Quando uma delas cai, é difícil evitar uma contaminação, e as perguntas de praxe, "para quê serve auditoria?", "onde estava o auditor?" etc. voltam a compor o repertório da imprensa. 

A Deloitte, uma das quatro maiores do mundo no setor, está sob fogo intenso, mas não se sabe ainda se pelos motivos certos. A firma foi acusada em letras garrafais de ter maquiado o rombo do Banco PanAmericano. Pela lógica dos negócios, seria uma coisa muito estúpida de se fazer. As auditorias só têm uma coisa a perder: o nome. Não faz sentido encobrir uma fraude num banco pequeno no Brasil e colocar em risco uma marca mundial que vale bilhões de dólares. 

"A administração é responsável pela elaboração das demonstrações financeiras, não a auditoria", diz Ana María Elorrieta, presidente do Ibracon, instituto que representa os auditores independentes. "O auditor também tem responsabilidades, mas não é ele que gera a informação financeira." 

Todas as auditorias têm histórias para contar. Estão na linha de frente e, geralmente, são o bode expiatório de uma análise simplista. Não, eles não são agentes da polícia vigiando executivos escroques. Mas têm o dever de chamar a polícia se esbarrarem numa fraude. Mais que isso: têm que se preparar para encontrar a fraude. 

É o que rezam as normas internacionais de auditoria, um avanço em relação à postura de outros tempos em que o profissional limitava-se a checar se os números estavam de acordos com os padrões de contabilidade. 

E esses padrões, por sinal, também estão mudando, mas o Banco Central insiste em deixar para amanhã a padronização que colocaria no balanço bilhões em empréstimos que atualmente só aparecem em notas explicativas. "A reticência em mudar os procedimentos contábeis atrapalha", diz Guy Almeida Andrade, membro do Ifac, a federação internacional dos contadores. "Vários bancos pequenos estão na mesma situação." 

As auditorias podem, sim, ter voltado a gostar de risco. Depois de anos de crescimento acima dos dois dígitos, os auditores - que fazem também as vezes de consultores - parece que se esqueceram do pesadelo do começo dos anos 2000, quando a americana Enron quebrou, em meio a uma fraude bilionária, e levou junto uma das então cinco grandes do setor, a Arthur Andersen. 

A repercussão foi devastadora. A lei caiu pesada sobre a cabeça de todos, a autorregulação se foi, as remanescentes entre as grandes, com exceção da Deloitte, venderam suas áreas de consultoria de sistemas, suspeitas de causar um conflito de interesses - a Andersen recebia mais da Enron pelas consultorias do que pela auditoria dos balanços. 

Dez anos depois, todas voltaram a investir no negócio. Os controles internos, alegam os executivos, são mais rígidos, o que evitariam os conflitos do passado. Difícil saber. Transparência ainda é um tabu para as auditorias. 

Agora, o PanAmericano dá outra lição. "Qualquer análise ainda é muito prematura", diz Ana Maria. "Não sabemos as circunstâncias". 

Porém, admite, a profissão sai abalada, e terá que trabalhar para recuperar a confiança.
 
A Deloitte foi procurada, mas não quis se pronunciar.
 
Fonte: Valor Econômico.

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Auditoria Nega Maquiagem em Rombo do Banco Panamericano

Empresa se diz "indignada" e afirma que foram veiculadas "inúmeras inverdades".

A Deloitte, auditoria responsável pelas contas do Banco Panamericano, divulgou uma nota nesta quarta-feira (17) para negar que tenha maquiado as contas da instituição financeira de Silvio Santos. O comunicado da Deloitte afirma que foram veiculadas "inúmeras inverdades" e que está "indignada" com a imprensa.

Nesta quarta-feira, jornais e portais noticiaram que a empresa enviou o balanço do terceiro trimestre do banco para o Banco Central e para o próprio Panamericano. Esse relatório, supostamente, não trazia o rombo de R$ 2,5 bilhões - R$ 2,1 bilhões do próprio banco e outros R$ 400 milhões da área de cartões de crédito. Segundo a nota da Deloitte, "uma empresa de auditoria não prepara demonstrações financeiras [balanços], as quais são de responsabilidade da Administração da empresa conforme estabelecido em lei". 

Após negar a confecção do relatório do terceiro trimestre, a auditoria concluiu que, "pela sua inexistência [do balanço], seria impossível que um suposto relatório tivesse sido enviado ao Banco PanAmericano e ao Banco Central".

Por causa do rombo de R$ 2,5 bilhões, o Grupo Silvio Santos - controlador do Panamericano - teve que levantar esse valor com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para cobrir o prejuízo causado por uma suposta fraude na contabilidade da instituição.

Leia a nota da Deloitte na íntegra
 
"Deloitte comunica"

Com relação à reportagem publicada hoje por jornal de grande circulação e que traz inúmeras inverdades, a Deloitte, indignada, tem a esclarecer o seguinte: 
  • A inverdade começa já na manchete da primeira página de um de seus cadernos. Uma empresa de auditoria não prepara demonstrações financeiras (balanços), as quais são de responsabilidade da Administração da empresa conforme estabelecido em lei.
  • Conforme resposta enviada formalmente ao repórter, a Deloitte não preparou e não emitiu qualquer relatório sobre o balanço do terceiro trimestre de 2010 do Banco PanAmericano. Portanto, pela sua inexistência, seria impossível que um suposto relatório tivesse sido enviado ao Banco PanAmericano e ao Banco Central. 
  • Não é possível que terceiros auditores, que teriam sido ouvidos pelo repórter, concluíssem sobre a suficiência de nossos procedimentos de auditoria sem ter tido acesso aos nossos trabalhos e sobre estes emitissem julgamento e afirmativas de forma irresponsável. 
  • Surpreendeu-nos, ainda, o fato de o repórter ter apurado que a Deloitte não disporia de seguro para cobrir "eventuais erros de omissão de executivos" e ter publicado a informação, sem termos nos manifestado a respeito. 
  • O repórter mencionou na matéria que a "unidade", supostamente referindo-se à firma brasileira da Deloitte, "possa ser descredenciada pela matriz". Trata-se de um absurdo sem igual, sem qualquer vínculo com a verdade. Denota total desconhecimento sobre a realidade e a estrutura de nossa organização. 
  • A referida matéria menciona ainda outros casos de maneira incorreta. A empresa Bausch & Lomb nem sequer foi nossa cliente de auditoria. 
Informamos que continuamos impedidos de nos pronunciar sobre o caso do Banco por questões de ética e normas profissionais.

Reiteramos que nosso compromisso é com a verdade dos fatos." 

Fonte: R7.

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Conselho de Contabilidade Vai Investigar PanAmericano



O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) vai formar um grupo de trabalho para analisar o envolvimento das empresas de auditoria e dos contadores no escândalo do Banco PanAmericano.

"Temos observado a menção na imprensa sobre a possível participação das auditorias e do contador do banco em uma fraude", disse Juarez Domingues Carneiro, presidente do CFC, em entrevista por telefone. "Temos o dever de apurar o que está acontecendo."

O grupo de trabalho, com base no Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, deve enviar um pedido de informação às firmas de auditoria Deloitte e KPMG e aos profissionais envolvidos.

Segundo Carneiro, esse é procedimento padrão usado para se iniciar uma investigação. Com base nesse pedido, pode ser aberto um processo administrativo e ético.

O CFC tem competência para fiscalizar o exercício da profissão e pode, em caso de falta grave, cassar o registro do contador.

O mesmo procedimento de pedido de informações foi feito recentemente para o caso da concorrência do Banco do Brasil, disse Carneiro.

Num leilão realizado no fim de outubro, KPMG, Ernst & Young Terco e PwC disputaram a conta de auditoria externa do banco. A última desistiu e as duas primeiras mantiveram uma batalha de lances que derrubou os preços em 99,5%.

A KPMG conseguir manter o contrato por R$ 95 mil - comparado a R$ 19,6 milhões de sua proposta inicial e R$ 6,5 milhões do contrato anterior.

O valor, cerca de R$ 3 por hora, não cobre os custos orçados pela empresa nos documentos enviados ao banco.

Para Carneiro, o "aviltamento dos honorários afeta a imagem da profissão" e pode ter consequências na qualidade dos serviços.

A divulgação do resultado da concorrência causou revolta entre os auditores, principalmente os de empresas de menor porte.

Ele também ataca a forma que foi feita a escolha. "Não tem cabimento esse tipo de licitação [pregão eletrônico] para contratar auditor", diz. "É um serviço qualificado."

A assessoria do Banco do Brasil informou ao Valor que esse tipo de licitação é uma exigência da lei.

Ana María Elorrieta, presidente do Ibracon, órgão que representa os auditores independentes, diz que não comenta casos específicos, mas também se coloca contra o pregão eletrônico. "Precisamos encontrar uma maneira de mudar essa situação", afirma.

Fonte: Valor Econômico

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