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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Financial Times: Futuro Brilhante do Brasil ainda ‘Fora de Alcance’




O jornal britânico Financial Times publica nesta quinta-feira um caderno especial de 14 páginas sobre a infraestrutura no Brasil e chega à conclusão de que, por pouco, o “futuro brilhante do Brasil ainda está fora de alcance”.A reportagem introdutória descreve brevemente uma cena uqe poderia ser vista num futuro próximo se os projetos de infraestrutura já traçados forem concretizados.

Imagine: “Um trem bala dispara passageiros de São Paulo ao Rio em menos de duas horas. Outrora irritados, passageiros de avião agora andam sem esforços por terminais novos e reluzentes. Onde antes as pessoas saiam de miseráveis favelas para enfrentar quatro horas de trânsito engarrafado, os viajantes agora deixam apartamentos e casas novinhos para entrar em ônibus e metrôs que fluem rapidamente”.

A partir daí, o caderno apresenta informações para mostrar que, por pouco, essa “utopia” ainda parece “perturbantemente fora de alcance”. Os motivos: desentendimento entre governos federal, estaduais e municipais; dificuldades de obtenção de licenças para meio ambiente; e problemas com o Tribunal de Contas da União.


PAC: lento, mas não ‘um fracasso’

O jornal explica aos leitores o que é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), traz um gráfico mostrando a evolução do chamado PAC 1 (a primeira versão do programa, lançada pelo governo em 2007) e conclui que o projeto "caminha lentamente, mas não é um fracasso".

Para o período de 2007 a 2010, estavam previstos investimentos de R$ 504 bilhões. Até 2009, as obras acabadas somavam R$ 257 bilhões (se consideradas as em andamento, o valor sobe).

“O PAC não acelerou crescimento, mas emprega os pobres. Também é um excelente portfólio de projetos que nos dá uma clara visão das nossas necessidades”, disse ao FT Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral.


O ‘trauma’ da energia

O Financial Times lembra que os brasileiros têm um "trauma" em relação à eletricidade por causa do apagão de 2001 e 2002, e que “nem todos os riscos foram mitigados”. O próximo governo terá que lidar com os problemas ambientais e decidir o que fazer com um conjunto de concessões que vão terminar por volta de 2015.

O vasto caderno especial traz, ainda, reportagens sobre saneamento básico, urbanização de favelas, habitação, óleo e gás, agricultura, mercado de trabalho, instituições financeiras (bancos de investimento, bancos privados e, espscificamente, o Banco do Brasil e o BNDES), telecomunicações, mercado de capitais, Copa do Mundo e Olimpíadas, aeroportos, trem bala, estradas, portos, construção e siderurgia.

O autor das principais reportagens, o jornalista Jonathan Wheatley, havia dito em entrevista a um jornal brasileiro que o objetivo de uma reportagem como essa é dar aos leitores informações que lhes permitam decidir se fazem ou não (ou como fazer) negócios no Brasil.


Fonte: Financial Times.

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Proposta Amplia Receita Bruta do Simples Nacional e do Empreendedor Individual



Um projeto com novos ajustes à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei complementar 123/06) será apresentado ainda este ano na Câmara dos Deputados. Entre as alterações estão correções nos valores da receita bruta anual de empreendedores para inclusão no Empreendedor Individual e para acesso ao Simples Nacional. Outra mudança é a inclusão de novas categorias no Simples Nacional, principalmente do setor de serviços.

As bases do projeto foram debatidas nesta quarta-feira (5) em reunião de integrantes da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa no Congresso Nacional com representantes do governo federal e de entidades representativas e de apoio ao segmento, como o Sebrae. A previsão é de que o projeto seja apresentado e aprovado ainda em 2010. Mas o teor da proposta ainda será discutido por parlamentares e interessados, como empresários e governos.

A idéia inicial é que a receita bruta anual do Empreendedor Individual, hoje limitada a R$ 36 mil por ano - uma média de R$ 3 mil por mês - suba para R$ 60 mil por ano. Já o teto das empresas para inclusão no Simples Nacional deverá passar de de R$ 240 mil para R$ 360 mil, no caso de micro empresas, e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para empresas de pequeno porte.

O projeto dever criar ainda o Simples Rural, permitindo que o pequeno produtor rural possa usufruir de benefícios tributários como os do Simples Nacional. Também está prevista a figura do Trabalhador Rural Avulso - a exemplo do Empreendedor Individual - possibilitando a formalização simplificada de empreendedores por conta própria no meio rural. A proposta reúne diversos projetos em tramitação na Câmara dos Deputados com disposições sobre pequenos negócios.

No âmbito geral, o projeto deverá promover um amplo ajuste na Lei Geral em áreas como desburocratização para abertura de empresas e simplificação das relações de trabalho com redução do depósito recursal. Cria ainda comitês gestores para tratar de assuntos estratégicos da lei, como os que possibilitam maior acesso dos micro e pequenos negócios as compras governamentais, à inovação e tecnologia e aos serviços financeiros.

"Temos que estabelecer uma banca de negociação, pois foi assim que conseguimos aprovar a Lei Geral da Micro e Pequena empresa", disse o presidente da Frente parlamentar, deputado Cláudio Vignatti (PT/SC). Ele está otimista sobre a possibilidade de aprovação do projeto ainda este ano, um ano eleitoral. "Aprovamos a Lei Geral também em ano de eleição, em 2006", disse, lembrando que os debates antecipados facilitaram o processo.


Lição de casa

Na reunião, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, destacou a importância dos ajustes, mas também lembrou que, passados mais de três anos, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa ainda precisa ser regulamentada e praticada pela maioria dos municípios do país. Ele explicou que o Sistema Sebrae está mobilizado para ampliar essa regulamentação e conclamou que os parlamentares também precisam ter amplo engajamento no processo.


"Precisamos do apoio de todos para criar uma cultura do entendimento dos pequenos negócios", disse Okamotto. Ele afirmou que o Sebrae vai subsidiar mais os parlamentares na formalização de políticas que incentivem o crescimento das empresas. "Não teremos um país desenvolvido se não criarmos empresas com valores fortes para competir no mercado globalizado". Para ele, isso inclui, por exemplo, acesso à tecnologia e ao crédito, além de mecanismos para a formação de mão-de-obra para o segmento.

A reunião contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas, incluindo cerca de 40 deputados, o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago; o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e secretário-executivo da Redesim, Edson Lupatini.

A relação de integrantes de entidades empresariais inclui representantes da Confederação Nacional das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), Confederação Nacional da Indústria, Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, União dos Legislativos Estaduais. A proposta estará novamente em debate durante seminário conjunto da Câmara dos Deputados e do Senado no dia 26 de maio, no auditório Petrônio Portela, no Senado.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Os Salários que Mais Cresceram na Área Contábil



No período entre fevereiro de 2009 a 2010, o Analista de Ativo Fixo foi o profissional que obteve a maior evolução de remuneração, 16,1%

Entre os profissionais da área contábil, o analista de Ativo Fixo foi o que obteve maior evolução salarial no período entre fevereiro de 2009 a 2010, registrando expansão de 16,1%. O salário subiu de R$ 1.582,81 para R$ 1.850,00. A constatação foi feita pela Catho Online, empresa de recrutamento e seleção.

O cargo de estagiário vem em seguida, com 12,5% de aumento, passando de R$ 435,40 para R$ 490,00.

Em terceiro lugar, com uma evolução de 3.707,22 para 4.043,00 (9,1%), está o coordenador, supervisor ou chefe do segmento de crédito e cobrança.


Conheça o ranking completo referente ao crescimento salarial do financeiro contábil:


Área Geral

Área específica

Cargo

Salário 2008 (R$)

Salário 2009 (R$)

Evolução salarial

Financeiro contábil

Administrativo - financeiro

Analista de Ativo Fixo

1.582,81

1.850,00

16,1%

Financeiro contábil

Contabilidade

Estagiário

435,40

490,00

12,5%

Financeiro contábil

Crédito e Cobrança

Coordenador, Supervisor ou Chefe

3.707,22

4.043,00

9,1%

Financeiro contábil

Contabilidade

Classificador Contábil

1.548,22

1.672,00

8%

Financeiro contábil

Orçamentos

Gerente

9.352,26

10.016,00

7,1%

Financeiro contábil

Orçamentos

Analista Júnior

2.347,56

2.497,00

6,4%

Financeiro contábil

Orçamentos

Analista Pleno

2.945,88

3.117,00

5,8%

Financeiro contábil

Administrativo - financeiro

Auxiliar de Ativo Fixo

892,59

940,00

5,3%

Financeiro contábil

Controladoria

Analista Sênior

3.934,38

4.135,00

5,1%


Fonte: Financial Web.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Financial Times Vê "Fanfarronice" em Recuperação Econômica do Brasil



Um editorial publicado nesta quarta-feira no jornal britânico Financial Times alerta para uma "fanfarronice latina", em especial do Brasil, em relação à sua própria situação econômica. Em um artigo intitulado precisamente assim (Latin swagger), o jornal avalia a maré de boas notícias econômicas sobre a região e, em especial, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela revista americana Time na semana passada como o primeiro de uma lista de personalidades mais influentes do mundo.

Embora reconheça que haja motivos reais para celebrar sua situação econômica, o Financial Times faz uma alerta para o que chama de "complacência" latino-americana, e brasileira em especial, em relação ao seu próprio futuro. "O maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente no Brasil", diz o jornal. "As piores quedas normalmente ocorrem justo quando se está cantando de galo."

A argumentação do jornal é a de que a região contou com uma boa dose de "sorte" na última década. Primeiro porque, calejados por crises anteriores, os bancos latino-americanos preferiram olhar para o mercado interno e evitar embarcar no risco de se expor aos empréstimos do tipo subprime, que terminaram contaminando as economias mais avançadas.

Além disso, diz o editorial, a demanda por commodities na Ásia puxou as economias latino-americanas mesmo durante a tempestade econômica nos países ricos. Por fim, argumenta o FT, as baixas taxas de juros americanas, próxima do zero, fizeram a região receber um influxo de recursos em busca de retorno mais alto.

"Qualquer um desses fatores sozinhos seria capaz de sustentar um boom. Mas a América Latina está desfrutando de todos ao mesmo tempo. Como alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), se trata de uma bonança sem precedentes."

Para o FT, os países da região devem procurar olhar para além da bonança e tomar medidas como evitar a apreciação exagerada do câmbio - o jornal menciona especificamente o Brasil e a Colômbia - e investir em obras de longo prazo, como no setor de infraestrutura.

"Ainda assim, pode haver um excesso de capital", avalia o editorial. "O crédito brasileiro tem saltado a uma taxa de 47% e os preços de imóveis no Rio de Janeiro têm subido cerca de 50% ao ano." Para o diário, esses são "apenas dois sinais de alertas de uma dor-de-cabeça pós-boom que ainda está por vir".


Fonte: Terra.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Nobel de Economia Prevê um Possível Fim do Euro Devido à Crise Grega



O prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, previu nesta terça-feira o possível fim do euro se a Europa não conseguir solucionar seus problemas institucionais fundamentais depois da crise grega.


Em uma entrevista à rádio "BBC 4", Stiglitz analisou que o plano de ajuda da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), combinado com um plano de austeridade que criticou com veemência, não frearão o ardor dos especuladores em apostar em um enfraquecimento da zona euro.


"As condições aparentemente excesivamente duras impostas à Espanha [afirmou ele, em um lapso] serão, na realidade, contraproducentes para prevenir um contágio", segundo ele.


Os analistas apontam a Espanha como o próximo país da zona euro que pode enfrentar as mesmas dificuldades que da Grécia.


"Quando tivermos visto até que ponto fica difícil para a Europa adotar uma postura comum para ajudar um de seus pequenos países, nos daremos conta de que se um país um pouco maior tiver dificuldades, é provável que a Europa tenha ainda mais dificuldades para chegar a um acordo".


"A longo prazo, enquanto os problemas institucionais fundamentais continuarem, os especuladores saberão que eles existem", acrescentou.


Indagado se isso significa o fim do euro, Stiglitz respondeu: "Pode ser que seja o fim do euro". "Se a Europa não solucionar seus problemas institucionais fundamentais, o futuro do euro pode ser muito breve", concluiu.


Fonte: Folha Online.

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US$ 880 Bi no Pré-Sal: Estudo da FGV Revela 40 Bilhões de Barris a US$ 22



Estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira projeta o custo para extração e produção na região do pré-sal em US$ 22 o barril.

Levando em conta o preço do barril a US$ 75, o estudo teve como base informações coletadas com o governo, Petrobras e instituições financeiras, informou o economista responsável pelo trabalho, Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV.

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

Na avaliação feita pela FGV, as reservas do pré-sal seriam de 40 bilhões de barris de óleo equivalentes, com produção estimada para o período de 40 anos. Multiplicada pelo valor de extração e produção (US$ 22 o barril), os investimentos necessários seriam de US$ 880 bilhões.

Segundo Couto, o objetivo do estudo foi mostrar que, pelo tamanho dos investimentos, o país perderia se a Petrobras fosse aprovada como operadora única da região do pré-sal na votação do novo marco regulatório do setor em tramitação no Congresso.

"Em um cenário de múltiplos operadores, há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", avalia Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV e responsável pelo estudo.

De acordo com o estudo, a existência de um operador único pode atrasar a exploração e produção na região e causar prejuízo de R$ 53 bilhões para o Brasil por ano de atraso.

As simulações feitas pelos economistas da FGV apontam que as perdas podem chegar a 5,5% do Produto Interno Bruto em três anos de atraso, "o que ilustra os riscos econômicos de um modelo centralizador de investimentos em exploração e produção nesta nova província petrolífera", afirma o estudo.

A FGV usa exemplos como os campos de Peregrino e Polvo, que depois de serem devolvidos pela Petrobras à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), foram a leilão em 2000 e desenvolvidos com sucesso. "Nos dois casos, foi declarada a comercialidade dos campos após investimentos milionários nos poços", informou o economista.


Fonte: Folha de São Paulo.

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