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sábado, 12 de março de 2011

‘Economist’ Sugere que Empregadores Tomem Cuidado com o Brasil



“Cuidado, empregador” é o título de uma reportagem sobre o Brasil na edição desta semana da revista britânica “The Economist”. O texto expõe aos estrangeiros as principais críticas dos empresários brasileiros às leis trabalhistas. Chama a legislação brasileira de “arcaica”, diz que é derivada de Mussolini e afirma que ela prejudica tanto empresas como empregados.

Mas traz duas novidades interessantes. A primeira: a “Economist”, uma revista liberal, defende o sindicato dos metalúrgicos do ABC, em São Paulo, frisando que é de lá que saiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Recentemente, a causa pela reforma [trabalhista] ganhou um aliado surpreendente: justamente o sindicato que Lula uma vez liderou”, escreve a “Economist”. A entidade quer que o trabalhador brasileiro tenha o direito de negociar redução de salários em momentos de crise, para evitar demissões, como ocorre em outros países.

A outra novidade do texto é abordar o impacto do câmbio na folha de pagamento. Não são apenas as leis trabalhistas que afugentam alguns empresários estrangeiros. Algumas companhias preferem atrelar o salário dos empregados à moeda do país de origem. Como o real está se fortalecendo, o funcionário que recebe, por exemplo, em dólar, vê o seu poder de compra diminuir a cada mês aqui no Brasil.

Como consequência, os funcionários depois de pouco tempo saem da empresa. Segundo uma consultora entrevistada pela revista, isso leva alguns investidores a desistirem do Brasil. Isso acaba tendo um lado bom para o empresário brasileiro: “Significa menos competição [com os estrangeiros], e lucros maiores”.

Além de abordar esses dois pontos, a revista conta a história de três empresários que compraram uma rede de farmácias e descobriram que quatro ex-empregados cobravam US$ 500 mil da companhia, referentes a férias e horas-extras. Os novos donos não tinham os registros de pagamento e por isso a Justiça congelou a conta bancária da empresa. Resultado: a rede de farmácias teve que demitir 35 funcionários para sobreviver a essa briga trabalhista.

Fonte: O Estadão.

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Dia Nacional do Empresário Contábil




LEI Nº 12.387, DE 3 DE MARÇO DE 2011.
Institui o Dia Nacional do Empresário Contábil.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º  Fica instituído o Dia Nacional do Empresário Contábil, a ser celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano.

Art. 2º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília,  3  de  março  de 2011; 190º da Independência e 123º da República. 


DILMA ROUSSEFF
GuidoMantega
Carlos Lupi

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma Tese é Uma Tese!


Por: Mário Prata


Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca. 

As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese. Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.

O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.

São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?

Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.

Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.

E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.

Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290.

Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.

Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.

Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?

Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?

E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza.

Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.

Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:

- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.

Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.

- O quê? Pirou?

- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?

- Pensando bem, até que não é uma má idéia!

Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?

Acho que seria uma tesão.


Fonte: Blog Contabilidade Financeira.

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Contabilidade: Empresas Poderão Manter Regras Anteriores na Elaboração dos Balanços


As auditorias chegaram a um consenso e não devem fazer ressalvas nos balanços das incorporadoras imobiliárias brasileiras que ainda adotarem as regras de contabilidade antigas para registrar no balanço o reconhecimento de receitas de vendas de imóveis na planta. Esse é um dos últimos temas de polêmica envolvendo a adoção do padrão internacional de contabilidade, o IFRS, pelo Brasil.

Segundo apurou a reportagem do Valor, as firmas tiveram pelo menos quatro encontros com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde dezembro até que, no último deles, realizado há cerca de dez dias, fecharam questão sobre o assunto.

Isso quer dizer que as auditorias vão dar parecer "limpo" - que significa em conformidade com a lei - para as incorporadoras que apresentarem seus números no chamado método POC (sigla em inglês do termo Percentage of Conclusion).

Por esse critério, as empresas imobiliárias reconhecem a receita de venda de imóveis residenciais de acordo com o percentual de andamento da obras.

Na prática, o consenso "permite" às auditorias contrariar o entendimento mais comum sobre o modelo contábil internacional IFRS, que passou a ser obrigatório no Brasil nos balanços referentes a 2010 e que são divulgados agora. No padrão IFRS, as incorporadoras costumam reconhecer a receita da venda de um imóvel toda de uma vez, no momento da entrega das chaves.

Essa regra é obrigatória mesmo para as empresas que tenham recebido parcela significativa do pagamento das vendas dos imóveis durante as obras.

A Rodobens Negócios Imobiliários será a primeira empresa do setor a apresentar o balanço e sem a ressalva, nesta quinta-feira. A auditoria da empresa é a Deloitte.

Segundo Luciano Guagliardi, diretor de relações com investidores da Rodobens, a Deloitte emitiu parecer sem ressalvas para o balanço de 2010 da empresa na reunião do conselho de administração realizada nesta segunda-feira.

"A Rodobens está de acordo com as orientações determinadas pela CVM, o órgão que regula o mercado", diz Guagliardi. "E a CVM reconhece o POC como o método que está em conformidade com o IFRS."

Procurada pela reportagem para comentar o parecer atribuído ao balanço da Rodobens, a Deloitte informou, por meio da assessoria de imprensa, que não tem por política fazer comentários sobre clientes.

As auditorias começaram os debates sobre o tema ressalvas em dezembro. Na ocasião, a CVM editou a Deliberação 653, que aprova a Orientação nº 4 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). A Orientação autoriza as incorporadoras a usarem o POC no balanço, em certas condições.

Segundo apurou a reportagem do Valor, o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) recomendou às auditorias seguir um modelo de redação de parecer que diz respeito a esse item.

Conforme pessoas a par das reuniões que levaram as auditorias e a CVM a um consenso sobre os pareces, em vez de afirmar que os demonstrativos desobedecem os padrões do IFRS, conforme determinação do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb), os auditores afirmarão que as normas seguem o IFRS, de acordo com as regras do Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Traduzindo ao pé da letra, o consenso deve evitar o desgaste das auditorias com os clientes, por conta de ressalvas, e com a CVM, que permitiu às incorporadoras usar o padrão POC.

Durante todo o ano de 2010, as incorporadoras imobiliárias brasileiras pressionaram os agentes reguladores para que a publicação dos balanços seguindo o padrão IFRS fosse prorrogada ou que as regras contábeis fossem mantidas. Venceu a segunda opção.

O que está por trás da resistências das incorporadoras em adotar o reconhecimento da receita nas chaves é o impacto que as novas regras provocariam nos seus resultados. Segundo estudo feito pelo banco Credit Suisse, em outubro de 2010, o percentual de queda nos resultados das empresas variaria entre 21% e 33% sobre as previsões do banco para 2011. O declínio médio seria de 28%.

De acordo com o analista Marcello Milman, responsável pelo levantamento, o impacto seria maior sobretudo nas incorporadoras que registraram o maior crescimento nas vendas nos últimos anos.

Procurados pela reportagem para comentar os critérios que levaram os auditores e a CVM a um consenso, o Ibracon e a autarquia não concederam entrevista.

Uma exceção ao IFRS parecida com essa também existe na Comunidade Europeia em relação a normas do Iasb ligadas a instrumentos financeiros. Possivelmente, também será aplicada exceção por Malásia e Índia no tema das empresas imobiliárias.

Mesmo sem ressalva, o parecer do auditor das incorporadoras deve trazer um parágrafo de ênfase, chamando atenção dos leitores do balanço para um item. Trata-se da dúvida que ainda existe sobre a aplicação das normas internacionais nesse ponto, que está em discussão no Comitê de Interpretação do IFRS (Ifric).

O Comitê atua exatamente para dirimir questionamentos sobre a aplicação das normas.

Esse ponto está na pauta da próxima reunião do Ifric, que ocorre nos dias 10 e 11 de março. Não há, contudo, certeza de que o comitê se manifestará sobre o caso no mesmo dia. O Ifric poderá apenas abrir a discussão e encerra-lá no futuro, o que é considerado mais provável pelo mercado.

Caso o Ifric chegue à conclusão sobre essa polêmica e se manifeste, o Brasil deve adotar essa determinação, seja quando for. Se ficar claro que o reconhecimento da receita deve ser feito pelo POC, os auditores poderão dizer que os balanços seguem o IFRS conforme emitido pelo Iasb. A ênfase, então, deixa de constar no parecer.

Caso contrário, caberá às empresas mudar a contabilidade para registrar a receita somente no momento da entrega das chaves, se não quiserem ter parecer adverso dos auditores.



Decisões locais colocam 'língua universal' em risco

Está ruim, mas está bom. Em essência, é mais ou menos isso que os auditores independentes vão escrever nos pareceres sobre os balanços das construtoras.

Pelo tempo que se gastou na discussão sobre quando se deve reconhecer a receita de venda de um imóvel, a pressão foi grande. O lobby das construtoras interessadas nas benesses contábeis do sistema anterior não é surpresa. O que pode ser mais difícil de entender é a posição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), guardiã da boa informação financeira.

O fato é que se decidiu pela criação de uma vertente das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS, na sigla em inglês) de acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis brasileiro. Com isso, os balanços só serão comparáveis com os das construtoras da Malásia e da Índia. Já é uma evolução, diriam os mais otimistas.

Os arautos do IFRS, que discutem os destinos da língua universal da contabilidade em Cannon Street, no coração financeiro de Londres, têm questões maiores com as quais se preocupar desde que os banqueiros resolveram culpar os contadores pela crise financeira. Ainda assim, eles sabem que pequenas rachaduras podem causar grandes estragos.

A grande promessa do IFRS é dar aos investidores o poder da comparação. Idealmente, significa colocar numa planilha os números das principais empresas globais de um dado setor e tirar conclusões consistentes sobre eles. Se for preciso salpicar asteriscos para fechar a conta, os céticos, principalmente nos Estados Unidos, não vão deixar barato.

Fazer com que o maior mercado de capitais do mundo adote o IFRS é de longe o maior desafio para que a promessa se cumpra. Há críticos o bastante no país fazendo campanha para que isso nunca aconteça.

O americano Dennis Nally, presidente mundial da auditoria PwC, disse em entrevista recente ao Valor que acredita na necessidade de se caminhar para um sistema único. No entanto, é preciso garantir que haja consistência dos padrões. "É crucial a questão da independência do processo de adoção das normas em relação a pressões políticas, por exemplo", afirmou. "Se cada país puder modificar as normas, então voltamos ao ponto de partida."


Contexto

A discussão técnica travada é sobre quando a incorporadora transfere o controle, os riscos e os benefícios de um imóvel na planta para o comprador, pois é nesse momento que deve reconhecer a receita da venda.

Conforme a Orientação nº 4 emitida pelo CPC, que foi objeto de discussão no ano passado e aprovada pela CVM, há avaliação de que, nos contratos de promessa de compra e venda de imóveis na planta usados no Brasil, o mais comum é que haja transferência continuada dos riscos e benefícios do imóvel em questão. A possibilidade de venda da casa ou apartamento pelo comprador durante a obra e o recebimento proporcional de indenização em caso de desapropriação seriam algumas das evidências disso.

Em relação ao controle do imóvel, o CPC destaca que o comprador não tem poder para mudar as características do projeto, mas que a incorporadora também não tem, após o registro do memorial descritivo em cartório.

Se ao analisar os seus contratos a incorporadora concluir que o seu caso se insere nessa definição, ela deve fazer o reconhecimento da receita conforme o andamento das obras.

Já os auditores entendem que quem compra um apartamento na planta não assume nem controle nem riscos e benefícios do imóvel até a entrega das chaves, quando deveria ser reconhecida a receita. Para eles, o controle permanece com a incorporadora e a venda do bem depende de concordância. Sobre os casos de desapropriação, eles seriam exceção, e não a regra do mercado..

Fonte: Valor Econômico.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Contabilista no Topo do Prestígio




A constatação é das empresas que buscam profissionais no mercado, as "caçadoras de talentos": cada vez mais as organizações procuram executivos da área contábil, tendência internacional que revela a importância dessa categoria para a eficácia dos empreendimentos. 

Nós, que militamos na área, há tempos identificamos que, em cenário de economias interdependentes e globalizadas, que exigem decisões complexas, as organizações de todos os portes e setores não podem abrir mão de profissionais como os contabilistas, pois de seus conhecimentos dependem o acerto de decisões em áreas essenciais como a financeira, a tributária e a de controles, para citar algumas cruciais no sistema produtivo. 

Várias pesquisas de empresas de recrutamento de executivos, aqui e no exterior, confirmam a tendência. Uma delas, feita pela Consultoria Robert Half, ouviu cerca de 1.900 responsáveis pela contratação nas empresas em dez países. E concluiu que, no primeiro semestre de 2011, 36% dos consultados pretendem aumentar as equipes de executivos no Brasil - perto de 40% na área da contabilidade. 

É interessante a análise para explicar a ampliação dessa demanda em nosso País. O contabilista no Brasil, mais do que em outros países, é hoje um quadro estratégico para todas as áreas das corporações. Basta pinçar a planilha de nossa carga tributária, uma das mais elevadas do mundo. 

O Brasil, como potência emergente, exige que os especialistas se obriguem à constante atualização nas áreas fiscal e tributária para acompanhar prazos, normas, decretos e regras de todos os calibres. O desafio é criar sintonia com a velocidade das mudanças. 

As empresas que pretendem se instalar no Brasil têm dificuldade em entender a complexidade do nosso ambiente fiscal e tributário. 

O contabilista, assim, deixa de ser mero técnico para assumir a posição estratégica de aconselhamento, vital para a tomada de decisão de investidores, diretores e altos executivos. 

Há ao menos duas conclusões a extrair desses fatos. A primeira é que o contabilista está cada vez mais valorizado e sua atuação pode ser comparada com a do advogado como operador do Direito e a do médico na área da Saúde. É por isso que propugnamos por vários anos e aplaudimos a decisão, tomada em 2010, de fazer retornar, por Lei Federal, a obrigatoriedade do Exame de Suficiência, reconhecimento oficial de que o profissional de contabilidade reúne a capacitação exigida por um mercado crescente. Mais do que exigência, trata-se de valorizar os conhecimentos dos profissionais. 

A outra conclusão deriva da anterior. O contabilista está obrigado a se reciclar a cada dia, num aprendizado permanente. Esta atitude é fundamental para consolidarmos a noção de que nossa atividade mudou de patamar e sua valorização deve ser prioritária em todos os empreendimento, nesses tempos de competitividade acirrada e busca de produtividade. 

Fonte: Diário do Comércio - SP.

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Profissão de Controller Exige Novos Atributos




As exigências para evoluir na profissão de Controller passam por algumas reformulações em função do aumento da complexidade organizacional das empresas. É necessário que o profissional de hoje domine novos requisitos, mas que não pertencem especificamente ao campo de sua formação técnica. Dessa forma, segue abaixo levantamento feito sobre os principais requisitos do profissional de Controladoria e que estão sendo atualmente demandados pelas empresas. O levantamento conta também com dados sobre o mercado para Controllers, além de informações sobre o MBA Controller da FIPECAFI. 

Exigências da Profissão - Há cerca de 10 anos esperava-se que o profissional de Controladoria mantivesse como prioridade o foco no controle do plano de operações da empresa, emissão de relatórios, além de reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis gerenciais. Entretanto, o Controller de hoje precisa - além desses atributos - obter necessariamente conhecimentos de "capital humano", como ter a capacidade de gerenciar pessoas, dominar a comunicação, línguas estrangeiras e ter espírito de liderança. "Um dos atributos mais valorizados pelo profissional de controladoria é saber influenciar pessoas e ter aptidão para vender bem seus projetos", afirma Rubens Lopes da Silva, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). É importante que o Controller conheça a companhia de maneira homogênea, tenha conhecimento das operações que são realizadas e como o custo dessas operações irão impactar na contabilidade. Dessa forma, as empresas valorizam o Controller que saiba manter relacionamento com os diversos departamentos. "É essencial que o Controller seja conhecido pelos diversos setores da companhia, de modo que os processos sejam assegurados dentro do prazo", frisa Rubens Lopes da Silva. 

Profissão demandada - Segundo Henrique Bessa, Gerente da Divisão de Finanças da consultoria Michael Page Brasil, com o crescimento econômico brasileiro em 2010 e a vinda de grupos estrangeiros interessados no mercado nacional, a demanda por Controllers cresceu em relação ao ano de 2009. "A demanda de controllers em 2010 foi 10% superior a do ano anterior", afirma. Em relação a salários, Henrique Bessa, diz que "a faixa de remuneração subiu de 15% a 20% em 2010 em relação ao ano anterior". Segundo o consultor, o Controller continuará demandado em 2011. "A tendência é que, assim como em 2010, em 2011 a demanda por esse profissional continue alta", disse. 

Abaixo, segue pesquisa internacional elaborada pela consultoria Robert Half sobre o salário em 2011 para Controllers no mercado brasileiro:

Tamanho da Companhia 
a) 6 a 9 anos de experiência 
b) 10 a 15 anos de experiência 

Salário anual (Pequenas e Médias Companhias): 
a) R$: 107.000,00 a R$:160.000,00 
b) R$: 107.000,00 a R$:173.000,00

Salário anual Grandes Companhias: 
a) R$: 187.000,00 a R$:280.000,00 
b) R$: 253.000,00 a R$:360.000,00

Dados: Robert Half 


Patrícia Gibin, diretora da empresa de recursos humanos FESA para o mercado financeiro, também declara que o Controller continua demandado. Entretanto, ela frisa ser importante que o Controller saiba que ele tem mais opções de carreira do que somente cargos em grupos multinacionais estrangeiros. O Controller pode experimentar cargos em grupos multinacionais brasileiros, trabalhar em gestão de fundos de Private Equity ou até mesmo no processo de estruturação e profissionalização de uma empresa, seja pequena, média ou de grande porte. 

MBA Controller da FIPECAFI - A FIPECAFI mantém parceria de colaboração técnico-científica com a ANEFAC no oferecimento de seu MBA Controller. A parceria foi firmada com a intenção de formar novos profissionais de Controladoria, por meio do conhecimento e da experiência de renomados Professores da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), além de promover a troca de experiência entre alunos, profissionais do mercado e Professores. "Após ter ingressado no MBA Controller da FIPECAFI consegui fazer dois movimentos positivos de carreira. Fui contratada como Controller em uma empresa multinacional e, após 2 anos, ser Diretora Financeira. Estou muito feliz com a escolha que fiz, pois ter um curso de MBA da FIPECAFI no currículo denota que sou uma profissional que zela pela qualidade do conhecimento que adquiri e o mercado responde positivamente a isso", celebra a ex-aluna do MBA Controller da FIPECAFI Eliza Fiqueiredo, que atualmente é Diretora Financeira da Zeebo Brasil. 

Sobre a FIPECAFI: 

A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) foi fundada em 1974 por professores do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e atua desde então como órgão de apoio institucional ao Departamento. Dentre seus principais objetivos estão: a missão de desenvolver e promover a divulgação de conhecimentos da área contábil, financeira e atuarial, organizar cursos, seminários, simpósios e conferências, prestar serviços de assessoria e consultoria e realizar pesquisas, atendendo entidades dos setores público e privado. 

A FIPECAFI oferece 13 programas de pós-graduação. Entre os MBAs, na área de Controladoria, Finanças e Auditoria, estão: Controller em parceria com a ANEFAC (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Controles Internos - Compliance, Auditoria Interna para Instituições Financeiras, Gestão Financeira e Risco, Gestão Atuarial e Financeira e Advisor em Finanças Pessoais e o novo MBA em IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade). 

A Fundação oferece ainda os MBAs: Relações com Investidores em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), Gestão Tributária, Supply Chain e Logística Integrada, Governança Corporativa em parceria com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e Mercado de Capitais em parceria com a APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). 

Para profissionais em início de carreira ou que estejam buscando uma nova área de especialização a FIPECAFI oferece o CEFIN (Curso de Especialização em Contabilidade, Controladoria e Finanças). Com duração de um ano, o curso oferece formação teórica e prática em 360 horas-aula que incluem disciplinas presenciais e eLearning. A Fundação também oferece o curso de Especialização em Administração Pública, com enfoque teórico e prático da administração, contabilidade e da controladoria na gestão pública. 

Além dos cursos de pós-graduação, a Fundação disponibiliza por meio do Programa de Educação Executiva cursos de curta duração com foco específico dentro das áreas de negócios, direcionados a executivos, empreendedores, consultores, pesquisadores e estudantes de Finanças, Contabilidade, Economia, Administração, Auditoria, Controladoria e Atuária. Os cursos têm conteúdo sofisticado e vistas à tomada de decisões. A partir de julho de 2010, a Fundação deu inicio ao programa Financial Games, que tem como objetivo proporcionar ao aluno a tomada de decisões bancárias por meio de simulações realistas. 

A Fundação também realiza seminários, cursos de extensão, presenciais e blended in company. Disponibiliza cursos de curta duração eLearning com garantia e segurança da certificação digital.

Fonte: Assessoria de Impresa FIPECAFI.

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