sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Participação nos Lucros e Resultados: Cuidados na Elaboração dos Acordos Coletivos
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Senado dá Isenção de IR a Aposentado
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Imposto: Classe Média Paga o Pato
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O gasto médio das famílias capixabas com impostos subiu 60%. Nas classes B e C essa variação foi ainda mais forte: 210% e 255%, respectivamente.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Ministro Espera Fechar o Ano com R$ 39 Bilhões de Déficit da Previdência, o Menor dos Últimos Anos
sábado, 23 de julho de 2011
Gorjeta é Isenta de Tributos
quarta-feira, 30 de março de 2011
Walmart Enfrenta Maior Ação Judicial do Mundo Sobre Discriminação Sexual
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Novo Mínimo Afetará Salário dos Informais
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Entrega do IR 2011 Começa em 1º de Março: Saiba o Que Muda
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
PIB Per Capita do Brasil Cresceu 21,7% em 14 anos
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| Segundo IBGE, valor atual é de R$ 5.405,00; Distrito Federal tem maior PIB per capita, de R$ 40.696. |
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Inflação no Governo Lula é 37% Menor que nos Anos de FHC

Com a divulgação da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2009, ficam mais nítidos tanto o impacto social como o custo da estabilidade de preços dos sete primeiros anos de governo do presidente Lula, informa Marcio Aith em reportagem na Folha desta quinta-feira.
O índice fechou 2009 com taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Entre 1995 e 2002, durante o período de implementação do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso, o IPCA médio ficou em 9,1%.
De 2003 a 2009, sob o governo do PT, o índice médio caiu para 5,7%. Ou seja: a inflação média anual dos sete anos de Lula é mais de um terço (37%) menor que a dos oito anos de FHC.
Associada ao aumento do salário mínimo e a programas de transferência de renda, a inflação mais baixa funcionou como motor de redução da pobreza. Em 2003, com um salário mínimo, comprava-se pouco mais de uma cesta básica (1,5). Hoje, compra-se algo mais que duas (2,2) cestas básicas.
Fonte: Folha Online.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Seguro-Desemprego Soma R$ 19,57 Bilhões em 2009 e Bate Recorde
O valor pago em seguro-desemprego em 2009 foi recorde, de acordo com o Ministério do Trabalho, somando R$ 19,57 bilhões. No ano anterior, o total havia sido de R$ 14,71 bilhões. Com isso, o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) registrou seu primeiro deficit anual desde a sua criação.
De acordo com o ministro Carlos Lupi (Trabalho), 7,7 milhões de trabalhadores receberam o benefício no ano passado, valor também recorde. Em 2008, haviam recebido o seguro-desemprego 7,09 milhões de pessoas.
Segundo balanço do FAT, as receitas do fundo em 2009 somaram R$ 35,01 bilhões, contra R$ 33,27 bilhões no ano anterior. Já o total das destinações no ano passado superou o valor das receitas, ficando em R$ 36,83 bilhões. Em 2008, haviam sido de R$ 30,92 bilhões.
Foi a primeira vez desde a criação do FAT, em 1992, que o fundo encerra o ano com deficit operacional.
"O fundo não existe para dar lucro, não é banco. Como tivemos uma crise, houve ampliação do seguro-desemprego. Agora em 2010, calculo que o crescimento da receita será muito maior do que das despesas porque geraremos empregos. Vamos recuperar o saldo positivo na conta corrente do FAT", disse Lupi.
Lupi afirmou ainda que a diferença nos valores pagos está ligada a demissões que foram efetuadas em 2008 mas cujos benefícios foram pagos em 2009.
Os últimos dados sobre emprego formal, do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de novembro, apontam que até aquele mês tinham sido criados 1,41 milhão de postos de trabalho no país durante 2009. Em novembro de 2008, auge da crise econômica, houve mais demissões do que contratações, com saldo de empregos negativo em 40.821.
Fonte: Folha Online.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Bolsa Lidera Ranking dos Investimentos mais Rentáveis em 2009

No ano em que as economias em todo o mundo concentraram esforços para se recuperar de uma das maiores crises das últimas décadas, a bolsa foi - de longe - a aplicação que trouxe as melhores oportunidades de ganhos para os investidores. De acordo com informações da Central do Investidor, do Portal Exame, a rentabilidade alcançada pelo Ibovespa, composto pelas ações de maior liquidez da bolsa brasileira, foi de 81,63% até o dia 30 de dezembro.
Tanto no Brasil quanto na maioria dos países emergentes, o mercado acionário teve uma recuperação considerada surpreendente, apoiada principalmente na intevenção dos governos e dos bancos centrais, com o afrouxamento das políticas monetária e fiscal. No caso do governo brasileiro, houve a atuação através de programas de incentivo como o Minha Casa, Minha Vida, voltado ao mercado imobiliário, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a injeção de recursos destinados a financiamentos de obras de infraestrutura. Com isso, o mercado interno foi estimulado, atuando como um dos protagonistas da boa fase da economia no país.
A estabilidade e a resiliência do Brasil se tornaram notórias rapidamente no mundo, atraindo não só os olhares como os recursos dos investidores internacionais, seja para a bolsa, seja por meio da compra de empresas. "Nossa alavancagem foi muito menor em comparação com outros países. Não estávamos expostos ao subprime, nem a um mercado hipotecário capaz de criar problemas. Estávamos muito mais protegidos e isso chamou os investidores", diz Hersz Ferman, economista da Um Investimentos.
Para 2010, os especialistas acreditam na continuidade da boa fase da bolsa como geradora de bons retornos para os investidores. O próprio Ferman acredita que o próximo ano ainda será marcado por uma economia "movida a estímulos fiscais e juros baixos", o que deve deixar a renda variável com larga vantagem, em termos de rentabilidade, sobre as demais aplicações.
Entretanto, apesar de improvável, um risco para a bolsa em 2010, não apenas no Brasil, seria a retirada dos estímulos a um ritmo rápido demais, em um momento em que a economia, apesar de se recuperar com força, ainda mostra sinais de fragilidade. Para os economistas, não é um cenário esperado e a retomada do crescimento deve se manter cautelosa, principalmente no primeiro semestre do próximo ano.
Assim, investir em ações deve continuar sendo a melhor opção em 2010. Para o professor e educador financeiro Mauro Calil, ainda que não haja uma valorização como a observada em 2009, no ano que vem o Ibovespa deve crescer entre 20% e 30%, e exemplifica uma possibilidade de aplicação. "Se o investidor escolher uma boa empresa, pagadora de dividendos, em 2010 ela deve conseguir de 10% a 12% de rendimento do próprio papel, além dos 3% de dividendos. Isso dá 150% do CDI", diz.
Veja a rentabilidade de outros investimentos ao longo de 2009:
Poupança
Com uma rentabilidade de 6,76% até o dia 30 de dezembro, considerada normal para a aplicação, a poupança foi considerada uma boa alternativa de investimento para Manuel Lamas, diretor de renda fixa da corretora XP Investimentos. Apesar da rentabilidade considerada baixa – a poupança é um título pré-fixado, que remunera 0,5% ao mês mais a taxa de referência (TR) -, a alternativa é adequada para quem não tem conhecimentos suficientes para aplicar no mercado de ações, e procura risco praticamente nulo. Em um ano com inflação sob controle, como é esperado para 2010, a tendência é que os rendimentos sejam menores.
CDI
Outra aplicação considerada praticamente livre de riscos, o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) obteve rentabilidade de 9,56% até a última quarta-feira (30). A razão do desempenho menor do que nos últimos dois anos (11,33% em 2007 e 11,63% em 2008) foi a queda nos juros. Como parte de uma política para aquecer a economia brasileira no período mais crítico da crise, o Banco Central (BC) iniciou uma trajetória de redução taxa Selic, a qual saiu de 13,75% em janeiro chegando aos atuais 8,75%. Ao longo do ano houve mais estabilidade econômica, a liquidez dos bancos aumentou, o que diminuiu a remuneração que as instituições estavam dando ao CDI. Para Manuel Lamas, a rentabilidade do CDI deve ser maior em 2010. "O BC pode querer ancorar as expectativas inflacionárias e moderar o provável crescimento de 6% do país no ano que vem, subindo um pouco a Selic", diz.
Dólar
Uma das piores opções para os investidores. Quem comprou a moeda americana esperando alguma apreciação com a melhora dos fundamentos econômicos dos EUA obteve uma queda de 25,30% na rentabilidade da aplicação. Boa parte da desvalorização da moeda americana pode ser explicada pelo bom desempenho da bolsa no Brasil e as elevadas taxas de juros (para os padrões internacionais). Tais condições atraíram mais de 10 bilhões de reais em investimentos estrangeiros apenas nos sete primeiros meses de 2009. O apetite de investidores de todo o mundo por ações brasileiras foi tamanho que o ingresso de recursos se manteve intenso mesmo após o governo decretar a taxação à entrada de capital externo no país em outubro, por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, a própria debilidade da moeda americana, reflexo da crise, contribuiu para que a compra de dólar fosse uma desvantagem para investidores em todo o mundo.
Ouro
O preço do ouro segue o movimento da cotação do dólar e, como era esperado, também teve desempenho fraco no ano. Quem procurou no metal uma reserva de valor, teve uma perda de 4,11% na rentabilidade ao longo de 2009. Segundo explica Calil, apesar de uma ligeira valorização em outubro e novembro, puxada por investidores que acreditavam em uma realização mais acentuada na bolsa, a compra de ouro não foi vantajosa, tanto pela queda do dólar, quanto pela baixa liquidez do investimento.
Títulos públicos
Quando a crise se agravou, o temor de que os investidores estrangeiros pudessem retirar os recursos do país, tornando necessário um aumento nos juros para segurar a alta da inflação, intensificou a procura pelos títulos pré-fixados. Papéis como as Letras do Tesouro Nacional (LTN), cuja rentabilidade é baseada na marcação a mercado, obtiveram bom desempenho, principalmente durante a fase de elevada percepção de risco por parte do mercado, com uma curva de juros garantindo prêmios elevados. As LTNs registraram, em 2009, rentabilidade entre 12% (para aquelas com vencimento em janeiro de 2010) e 14,3% (para os papéis com vencimento em janeiro de 2011). Já a rentabilidade dos títulos pós-fixados, indexados à Selic, acompanhou as decisões do Banco Central. Com a redução da taxa básica, com o intuito de aquecer a economia, papéis como as Letras Financeiras do Tesouro (LTF) terminou o ano com um rendimento entre 9,89% (vencimento em janeiro 2013) e 10,03% (vencimento em março de 2010). No próximo ano, essas aplicações tendem a ter rentabilidade maior, uma vez que é esperado um aumento da Selic para manter ancoradas as expectativas quanto à inflação.
Fonte: Portal Exame.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
IR Terá Pequena Redução em 2010

A mordida do leão da Receita Federal vai ficar um pouco menor a partir de 1º de janeiro com a correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Prevista em lei desde 2006, a correção vai permitir um desconto mensal menor do IR no contracheque do trabalhador que é obrigado a pagar o tributo. O teto de isenção do IRPF subirá dos atuais R$ 1.434,59 para R$ 1499,15, o que deve diminuir o número de contribuintes que têm imposto a pagar. É que quem ganha abaixo desse limite está livre do IR.
Desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, em 2003, o limite de isenção subiu R$ 441,15 com as correções da tabela promovidas pelo governo. Naquele ano, o teto de isenção estava em R$ 1058,00. A nova tabela passará a ser cobrada na fonte a partir de janeiro para o ano calendário de 2010, com declaração de ajuste do IRPF a ser entregue em 2011. Para os anos seguintes, não há, por enquanto, previsão de novos reajustes na tabela, o que deve levar a uma nova rodada de pressão das centrais sindicais.
Pressão
No governo Lula, as centrais ampliaram a pressão por uma correção permanente da tabela do IR e conseguiram fechar um acordo, em 2006, com o governo para que fosse aprovada uma lei com o reajuste de 4,5% por um período de quatro anos. Pela nova tabela, o contribuinte com salário mensal entre R$ 1.499,16 e R$ 2.246,75 está sujeito a menor alíquota, de 7,5%, com parcela a deduzir de R$ 112,43. Para os salários na faixa de R$ 2.246,76 a R$ 2.295,70, a alíquota é 15% e a dedução de R$ 280,94.
Na terceira faixa, com alíquota de 22,5%, estão os contribuintes com salário entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19 e dedução de R$ 505,62. Acima de R$ 3.743,19, a dedução será de R$ 692,78 e alíquota, de 27,5%. Em 2009, começou a vigorar as duas novas faixas de alíquotas de 7,5% e 22,5%. A declaração de ajuste do IRPF do ano calendário de 2009 terá que ser entregue a partir de março do ano que vem. A Receita Federal já divulgou o modelo da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) e o programa de computador para as empresas recolherem o IR dos seus funcionários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Portal Exame.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Real é a Moeda Mais Sobrevalorizada do Mundo, diz Banco Goldman Sachs
O real se converteu na moeda mais sobrevalorizada do mundo devido a uma crescente "muralha de dinheiro" que tem compensando os esforços do governo para conter a valorização, afirmou nesta quarta-feira (25) o banco Goldman Sachs.
Os investimentos líquidos de carteira mensais no Brasil atingiram a cifra de US$ 17,6 bilhões em outubro, saltando do intervalo de US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões registrado desde março, quando os mercados financeiros começaram a se recuperar, afirmou a instituição.
Em 2007 e 2008, antes da crise do Lehman Brothers, o país atraía cerca de US$ 3,3 bilhões em investimentos mensais.
O Brasil estabeleceu um imposto financeiro de 2% sobre os investimentos estrangeiros em ações e renda fixa e um imposto de 1,5% sobre as operações realizadas com ADR de empresas brasileiras.
Embora os impostos tenham ajudado inicialmente a estabilizar os investimentos, "há indicações de que as pressões de valorização estão em alta de novo", disse o economista Thomas Stolper, do Goldman Sachs, em um relatório.
"Isso incrementa a pressão para implementar uma mescla de políticas mais coerentes ou, alternativamente, existe um risco crescente de que medidas adicionais têm de ser implementadas para frear os ingressos de capital", acrescentou.
Fonte: Folha Online.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Salário Mínimo Sobe 71% Mais do que Aposentadoria
Todo ano, quando se aproxima a época do reajuste do salário mínimo, um tema volta a dominar os debates: os benefícios acima de um salário mínimo pagos pela Previdência estão sendo corrigidos abaixo do que deveriam. Em outras palavras, os aposentados que ganham mais que o mínimo estariam sendo "roubados".
Essa discussão tem uma razão de ser: a política de valorização do mínimo adotada nos últimos anos pelos governos FHC e Lula, que beneficia o aposentado que ganha pouco e "prejudica" o que ganha mais.
Neste ano, a polêmica ganhou um ingrediente adicional com o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que pretende equiparar o reajuste de todos os benefícios, independentemente do valor. Pela proposta, o reajuste para todos os benefícios, a partir de janeiro de 2010, seria com base na inflação deste ano mais a variação do PIB de 2008. O governo concorda com esse índice apenas para os benefícios equivalentes a um salário mínimo, mas quer que, para os de valores superiores, seja dada apenas metade da variação do PIB.
O governo insistirá, nas próximas semanas, na tese de que não é possível dar aos benefícios superiores ao mínimo um reajuste maior do que a inflação de 2009 mais metade da variação do PIB de 2008 -cerca de 6,5% a partir de janeiro.
A tese do governo é a de que um reajuste maior do que esse comprometeria não apenas as contas da Previdência Social em 2010 mas nos anos seguintes. Segundo o governo, a mudança seria um desastre para as contas públicas, gerando gasto adicional de cerca de R$ 6,9 bilhões em 2010.
Se vier a ser aprovado pelo Congresso, o projeto de Paim, que beneficia mais de 8 milhões de aposentados, provavelmente será vetado pelo presidente Lula. Mas o governo fará de tudo para que haja um acordo, um vez que não quer passar pelo desgaste de ter de vetar o projeto -especialmente em ano eleitoral. Sem acordo, uma solução aventada é conceder o reajuste via medida provisória.
Valorização do mínimo
Como o valor do salário mínimo historicamente sempre foi considerado baixo no país, o governo decidiu adotar uma sistemática de reajuste de modo a elevar seu valor. Para tanto, nos últimos anos vêm sendo adotados índices de reajuste bem acima da inflação.
A regra para o reajuste até agora foi dar índices aleatórios, desde que "caibam" no Orçamento. Daqui para a frente, o objetivo é dar a inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Assim, pela proposta do governo, em janeiro o reajuste seria pela inflação de 2009 mais a variação do PIB de 2008.
Por conta dessa política de valorização do mínimo, os aposentados que ganham mais do que o salário mínimo sentem-se "prejudicados". Mas a leitura dessa questão é equivocada. Os que ganham menos estão tendo reajustes acima do que seria devido; os que ganham mais estão tendo reajustes conforme manda a Constituição.
Pelo artigo 201, parágrafo 4º, "é assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei". Ou seja, o governo cumpre o que manda a Constituição -e dá a todos os benefícios previdenciários o reajuste pela inflação (no caso, pelo INPC, conforme o artigo 41-A da lei nº 8.213/91, incluído pela lei nº 11.430/2006).
Para o mínimo, o governo dá um índice superior à inflação. Ocorre que, também segundo a Constituição, os benefícios não podem ter valor inferior ao do mínimo. Assim, o aumento do primeiro acaba elevando automaticamente os segundos.
Ganho em vez de perda
Para o leitor entender os efeitos dessa política de reajuste, apenas nos últimos dez anos (2000 a 2009) o salário mínimo subiu 241,91%. Assim, os benefícios iguais ao mínimo subiram também 241,91%. Em valores, é como se um benefício de R$ 100 passasse para R$ 341,91 (na verdade, o mínimo passou de R$ 136 em 1999 para os atuais R$ 465).
Por sua vez, os benefícios de valor superior ao salário mínimo subiram apenas 99,66% no mesmo período. Em valores, é como se os mesmos R$ 100 tivessem passado para R$ 199,66. Resultado: os R$ 341,91 representam mais 71,25% sobre os R$ 199,66. Se o mínimo subisse apenas com base na inflação, estaria hoje, no máximo, em R$ 272. Em reais, houve um ganho de R$ 193 para quem está na base da pirâmide salarial.
Esse ganho, porém, é praticamente esquecido. Em vez de dizer que quem está na parte de baixo da pirâmide salarial está ganhando mais, costuma-se dizer que quem está na parte de cima está ganhando menos.
Segundo o advogado Wladimir Novaes Martinez, especialista em legislação previdenciária, "não há impedimento legal para que o governo dê aumentos maiores para o salário mínimo. Trata-se de uma política de distribuição de renda".
Martinez entende que há uma lógica nessa política salarial. Houve perdas no passado, ainda nos anos 70 e 80 --por conta, entre outros fatores, dos diversos indexadores de reajuste adotados pelos governos e por conta da inflação desenfreada. Assim, é compreensível que o governo adote agora uma política visando repor uma parte das perdas do passado.
Fonte: Folha Online.
Continue lendo >>sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Aplicações na Poupança Ultrapassam R$ 300 Bi pela 1ª Vez
O total de recursos depositados na poupança encerrou outubro em R$ 302,45 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. É a primeira vez em toda a série histórica - que se inicia em janeiro de 1995 - que o estoque de dinheiro nesse tipo de investimento fecha um mês acima dos R$ 300 bilhões. No final do ano passado, o total de recursos depositados na poupança era de R$ 270,5 bilhões.
Em outubro, os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques, resultando em uma captação positiva de R$ 1,04 bilhão. Foi o menor saldo registrado desde abril, mas, pelo sexto mês consecutivo, o saldo entre os depósitos e os saques é positivo.
O resultado de outubro ficou bem abaixo do registrado em setembro, que foi de R$ 3,51 bilhões. O saldo no mês passado, porém, superou o de outubro de 2008, quando, no auge da crise financeira, a poupança registrou saldo negativo de R$ 284,1 milhões.
No mês passado, os depósitos somaram R$ 82,75 bilhões e os saques, R$ 81,71 bilhões. Os rendimentos totalizaram R$ 1,48 bilhão. O mês teve 21 dias úteis.
No acumulado do ano, os depósitos já superam os saques em R$ 16,77 bilhões. No mesmo período do ano passado, a captação estava positiva em R$ 9,7 bilhões. Além da captação positiva do período, a poupança recebeu ainda R$ 15,23 bilhões relativos à rentabilidade do dinheiro que já está aplicado.
A poupança começou o ano registrando saída de recursos. Até abril, o resultado acumulado estava negativo em R$ 1,5 bilhão. A partir de maio, no entanto, a caderneta entrou em processo de recuperação.
Recuperação
A retomada dos investimentos na caderneta de poupança acompanha a recuperação do emprego e da economia brasileira nos últimos meses. Pesa também a queda na taxa básica de juros, que diminuiu a rentabilidade de vários fundos de investimento.
Por causa disso, o governo chegou a anunciar que enviaria ao Congresso Nacional, no mês passado, projeto prevendo a cobrança de Imposto de Renda sobre cadernetas com mais de R$ 50 mil. O projeto, porém, ainda não saiu do Palácio do Planalto.
Fonte: Folha Online.













