Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.
Mostrando postagens com marcador Estágio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estágio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Início da Carreira Tem Apoio Legal




Na esteira de oportunidades profissionais, o diretor de Recursos Humanos da rede de Lojas Colombo, Francisco Honório Araújo Batista, foi subindo degrau por degrau. Ele ingressou na faculdade de Administração e logo buscou um estágio pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Foi trabalhar no Curtume Pinheiros, em São Leopoldo, em 1996, onde encontrou um universo de informações. “Descobri que eu realmente gostava de lidar com as pessoas e com toda a dinâmica da área de Recurso Humanos”, comenta. A sua função como estagiário durou apenas três meses, pois logo ganhou a confiança da chefia e foi contratado para trabalhar como auxiliar do Departamento de Pessoal.

Consciente e seguro do seu ponto forte, ele buscou uma pós-graduação em Recursos Humanos e em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Batista está convicto de que uma empresa só consegue se profissionalizar e se desenvolver através de uma área de RH forte e com pensamento estratégico. E foi neste caminho que ele adquiriu experiência, atuando em empresas nacionais e multinacionais.

Hoje, além de diretor de uma das maiores redes de lojas do País, é também o atual presidente da Associação de Recursos Humanos da Serra Gaúcha, reeleito recentemente para a gestão 2012/2013, e conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH/RS), seccional do Rio Grande do Sul. “Sempre trabalhei com foco no meu crescimento profissional, buscando conhecimento da atividade e uma boa formação educacional”, ressalta.

Batista aconselha aos estagiários que busquem fazer a diferença, dando o seu melhor. “Não importa se você não está numa grande empresa ou não recebe o melhor salário, sempre alguém estará lhe avaliando e um bom trabalho realizado é um trampolim para o emprego seguinte”, aconselha. Para ele, o aprendizado é o mais importante, pois o conhecimento é o que destaca um bom profissional.

Empresas buscam aproximar a escola do meio profissional

Historicamente, o início do ano é sempre uma oportunidade de buscar emprego ou estágio, pois cresce as ofertas de vagas, uma chance para quem quer entrar em 2012 garantido no mercado de trabalho.

O Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS) tem em média 2.800 ofertas de estágios ao mês em todo o Estado. Com 42 anos de atividades, o Ciee e já oportunizou trabalho para mais 1,4 milhão de jovens. De acordo com o gestor de Relações Institucionais da entidade, Cláudio Inácio Bins, cerca de 8% desses acabam sendo efetivados. A instituição espera aumentar a demanda de ofertas em 7% a 10% em 2012.

Os cursos de maior absorção são Administração, Pedagogia, Direito, Ciências Contábeis e Informática, que representam mais de 50% das colocações. A coordenadora de estágios da Fundação Irmão José Otão (Fijo), Cristiane Nascimento, comenta que 827 alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) foram contratados para estagiar em suas áreas de estudo em 2011. Ela também observou a mudança no cenário corporativo com relação à lei, mas explica que, a partir de 2010, os estágios começaram a voltar à normalidade. 
“As empresas puderam ver isso como desenvolvimento do aluno, pois com seis horas diárias, eles têm mais tempo para estudar e aumentar o aprendizado”, comenta. Atualmente, há 100 vagas disponíveis para o nível superior. Segundo ela, 90% das empresas proporcionam a efetividade. “A possibilidade de estágio faz com que o aluno modifique sua postura diante do mercado.”

Para a chefe de Divisão de Gestão de Estágios da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Lisiane Inês Roman Marangon, a lei foi importante pelo regramento a uma área que estava aberta. “Os jovens se preparam para o trabalho e é uma complementação para o estudo”, ressalta. A instituição atende a órgãos públicos e gerencia atualmente 10 mil estagiários e possui 400 vagas em aberto.

Características da Geração Y atraem a atenção das empresas

Conhecida como Geração Y ou Geração da Internet, os novos profissionais do mercado chamam atenção dos recrutadores. Como esses estudantes se desenvolveram em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica, possuem mais facilidade com a linguagem da internet. “O que temos hoje é uma geração que pensa diferente, não aceita mais a imposição dos antigos chefes e quer trabalhar em um local onde admirem seu líder e também vejam um propósito no seu trabalho”, explica o especialista em Recursos Humanos e diretor de RH da rede de Lojas Colombo, Francisco Honório Araújo Batista. “Eles são mais informais e tratam suas lideranças com a mesma liberalidade que tratam seus pais”, observa.

Para ele, as empresas precisam envolver mais os novos profissionais para conseguir engajar os funcionários. Batista defendeu sua tese de mestrado sobre esse público. Ele fez uma pesquisa em uma metalúrgica de Caxias do Sul e pôde constatar que o nível de comprometimento da Geração Y era igual às demais gerações. Portanto, Batista está convencido de que as empresas precisam se adequar a esse novo perfil de colaboradores e devem se modernizar.

Os que se adeptam têm vaga garantida. Foi o que aconteceu com o estudante de Direito Antônio Morais Ventura, de 26 anos. Ele termina o curso no segundo semestre de 2011 e comemora a garantia do emprego. Estagiário desde julho de 2011 na Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul (Fcors), recebeu a notícia de que seria contratado como assistente jurídico tão logo recebesse o diploma da universidade. Ventura também aposta no conhecimento e busca focar sua atenção nos estudos. “O estágio é importante para somar experiência na área, além do mais, a parte financeira também ajuda a manter a faculdade”, diz.

Vagas ficam aquém da necessidade de mercado

A Lei do Estágio completou três anos da sua publicação em 2011. Entre as alterações, destacam-se a diminuição da carga horária e o tempo limite de dois anos de permanência em uma instituição. O estágio ficou mais focado no aprendizado do aluno, o que, para o gestor de Relações Institucionais do Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS), Cláudio Inácio Bins, foi muito positivo. Outro aspecto é com relação ao recesso do estagiário. Após 12 meses de trabalho, o estudante tem direito a 30 dias de descanso remunerado. O auxílio-transporte e outros benefícios são compulsórios, mas a legislação estimula que essas vantagens sejam oferecidas.

Após a implantação da Lei nº 11.788/2008, devido ao receio das empresas com as modificações, o número de oferta de vagas caiu 40% e prejudicou milhares de jovens, agravado pela crise econômica do País. Os dados são do Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube).

De acordo com a entidade, antes de aprovada a legislação, eram 1,1 milhão de estagiários no País, sendo 715 mil do Ensino Superior e 385 mil do Ensino Médio e Médio Técnico. Esse número recuou para 900 mil. Hoje, em 2011, existem 5,08 milhões de estudantes de nível acadêmico e apenas 14,5% conseguem estagiar, ou seja, 740 mil. Já no Ensino Médio, a situação é mais grave, pois dos 8,33 milhões, somente 260 mil estão estagiando, o que corresponde a 3,1%.

“O objetivo é ampliar a oferta de vagas para jovens no Brasil, onde o nível de desemprego é muito superior em relação às outras faixas”, explica o presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci. Como a lei diminuiu a carga horária, reduziu também o valor das bolsas. Mas algumas empresas não acharam a medida positiva e acabaram deixando de contratar estagiários. Alguns benefícios foram instituídos para estimular as organizações durante a contratação. “Elas ganharam vantagens como os incentivos sociais e fiscais, não precisando recolher INSS, FGTS, verbas rescisórias e 13º sobre a bolsa-auxílio”, comenta Mencaci. De acordo com o gestor de Relações Institucionais do CIEE-RS, Cláudio Inácio Bins, as instituições sentiram um pouco as alterações da lei, mas apesar disso, ela trouxe segurança jurídica às empresas.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

Continue lendo >>

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os Primeiros Passos Rumo à Profissão Contábil

Estágios e programas de trainee abrem as portas do mercado de trabalho para estudantes de Ciências Contábeis.

Encurtar a distância entre a faculdade e o mercado de trabalho. Com este objetivo, estudantes de Ciências Contábeis recorrem aos estágios e programas de trainee para dar os primeiros passos na profissão. Além de exercer a contabilidade desde cedo, eles têm a oportunidade de relacionar o conhecimento adquirido no ofício com a rotina acadêmica. Mais do que uma remuneração ao final do mês, o esforço realizado para conciliar aula e jornada laboral gera reflexos no futuro. Um início de carreira precoce pode ser determinante para a pavimentação de uma trajetória bem-sucedida.

Estudante do terceiro semestre da graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Morgana Belardinelli, 20 anos, destaca que o grau de exigência dos empregadores é alto até mesmo para os aprendizes. “É essencial tu fazeres estágios antes de se formar. Tenho amigas que resolveram buscar uma vaga tarde e estão com dificuldade de encontrar devido à falta de experiência. Por isso, quanto mais bagagem tu tiveres, melhor”, atesta a estagiária da Dell. Responsável pela contabilização de exportações e importações, Morgana chegou a atuar por nove meses em um escritório contábil antes de chegar à multinacional. Na companhia, ela recebe acompanhamento de uma funcionária, a madrinha, encarregada de ensinar e supervisionar a função.

Uma série de fatores influencia a escolha das organizações na hora de escolher alguém como estagiário ou trainee. A gana por aprendizado aliada ao conhecimento técnico constitui-se na fórmula ideal para fisgar os contratantes. Desta forma, o conhecimento do modelo de normas internacionais, o domínio dos processos digitais e as habilidades gerenciais são alguns dos itens-chave nos processos seletivos. “O pretendente que já possui uma base desses sistemas tem um diferencial. Os estudantes atentos às mudanças que a contabilidade vem passando, chegam com um handicap maior no mercado”, analisa o vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Rio Grande do Sul (ABRH-RS), Orian Kubaski.

A visão empreendedora foi crucial para que Patrícia Oliveira, 20 anos, fosse efetivada como trainee da PricewaterhouseCoopers (PwC). Atualmente no sétimo semestre do curso na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), a jovem chegou a administrar uma empresa de recarga de cartuchos junto com o irmão. A experiência prévia foi ratificada através do bom desempenho nas avaliações e entrevistas. Em 2010, ela obteve uma das 500 posições abertas pela PwC em todo o País. Na ocasião, 18 mil pessoas inscreveram-se na seleção.

Devido às tarefas como auditora, Patrícia possui uma rotina atribulada. Seja no Interior do Estado, Curitiba ou São Paulo, o local de realização das tarefas varia constantemente. “A principal dificuldade que tenho é controlar as faltas na faculdade. Como viajamos muito, perdemos algumas aulas. Mas quando tenho prova, sempre converso com o pessoal da empresa. Eles entendem isso e acabam dando prioridade para quem já está formado”, conta, mencionando que a vivência prática a está ajudando nos estudos.

A dois passos da sociedade

Ao ser contratada como trainee da Ernst & Young Terco em 2000, a carioca Raquel Cerqueira, então com 20 anos de idade, já tinha em mente o esboço de como seria sua trajetória profissional. Desde o momento em que foi admitida no escritório da empresa em Porto Alegre, ela começou a traçar metas e conjeturar seu futuro dentro da companhia. Mesmo em início de carreira, um objetivo em especial lhe atraía: tornar-se sócia.

Onze anos depois, a atual gerente sênior está a dois passos de alcançar o topo. Apenas a função de sênior executivo a separa de figurar entre os integrantes da sociedade. Mas até chegar a essa condição, a auditora percorreu um longo caminho. Formada em Ciências Contábeis pela Ufrgs, Raquel exerceu as atividades de assistente, sênior e gerente. Satisfeita com sua evolução no trabalho, ela sequer cogita trocar de empresa ou área de atuação. “Estou muito realizada. Esta é uma carreira que vale a pena, mas tu precisas te dedicar e também investir um pouco do teu tempo pessoal”, diz Raquel, que veio para a Capital gaúcha ainda na infância, com a família.

A posição conquistada dentro da companhia acabou rendendo à funcionária novas atribuições. Entre elas, a participação nos processos seletivos. A cada ano, Raquel depara-se com candidatos em situação idêntica à sua uma década atrás. “Eu sempre digo para os pretendentes que um dia estive no lugar deles. Tento mostrar para eles que, demonstrando vontade, todos são capazes”, relata.

Oferta de estágios é vasta

Responsáveis por fazer o meio de campo entre estudante e empregador, as centrais de estágios oferecem uma ampla relação de vagas na área de Ciências Contábeis. Com oportunidades de trabalho disponíveis em bancos, escritórios e até organizações de grande porte, basta determinação para conquistar um posto. Entretanto, preencher os espaços vazios pode ser uma tarefa árdua às vezes. Na Fundação Irmão José Otão (Fijo), entidade que faz o encaminhamento de acadêmicos da Pucrs, a fartura de possibilidades contrasta com a escassez de candidatos.

“Ao abrir uma vaga em Administração de Empresas, aparecem uns dez candidatos no mesmo dia. Em Contábeis, quando vem uma pessoa, é dois ou três dias depois da abertura. Essa lentidão faz com que muitas empresas encerrem a solicitação sem conseguir alguém para o lugar”, lamenta Carla Breto, responsável pelas vagas de estágio da Fijo. Ao todo, 154 dos 438 graduandos da universidade possuem cadastro na fundação. Em março, 49 alunos receberam direcionamento, número pequeno se comparado a outros cursos.

Segundo Carla, há uma justificativa para o pouco interesse dos estudantes de Contábeis: muitos deles já possuem emprego fixo. Para contornar essa situação, a Fijo aposta na articulação junto aos coordenadores da faculdade e na divulgação das oportunidades em sala de aula e por meio de cartazes. Os empregadores também estão agindo. A elevação dos valores das bolsas remuneratórias foi a saída encontrada para atrair os pretendentes. Hoje, um estagiário recebe entre R$ 330,00 e R$ 1.000,00.

Entre as exigências feitas pelos contratantes está o conhecimento básico dos processos contábeis, por isso a preferência por educandos situados do quarto semestre em diante. Neste contexto, as constantes mudanças vividas pela contabilidade influenciam o perfil do funcionário procurado. “O grau de exigência dos empregadores aumentou. Além da parte técnica, a tecnologia tornou-se um diferencial em todas as áreas, mas na contabilidade ainda mais”, garante o gerente de relações institucionais do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) no Estado, Cláudio Bins.

No Ciee, Ciências Contábeis é o sexto curso em número de demandas. Com atuação em 80% dos municípios gaúchos, a central planeja utilizar as redes sociais para ampliar a divulgação das vagas abertas. A ação começará a ser desenvolvida a partir deste mês.

Grandes empresas investem em programas de trainee

Para as organizações, um investimento em alguém promissor. Para estudantes e recém-formados, a possibilidade de construir uma carreira estável. Com o objetivo de transformar um jovem talentoso em potencial mandatário, as grandes empresas contábeis têm apostado na contratação de profissionais com perspectiva de aproveitamento à longo prazo. Neste sentido, os programas de trainee configuraram-se na alternativa ideal para as companhias moldarem o contador a sua maneira, capacitando-o para alcançar a posição máxima no futuro. Afinal, quem hoje é trainee, amanhã pode ser sócio.

Nas gigantes da área de auditoria, as Big Four, a permanência desses contadores após o término do primeiro contrato ocorre com frequência. Desde a entrada no escritório, os candidatos aprovados no processo seletivo têm um plano de carreira traçado. Esse é um dos fatores que acirra a disputa por uma vaga nas multinacionais Deloitte, Ernst & Young Terco, KPMG e PricewaterhouseCoopers (PwC). A filtragem dos pretendentes ocorre em várias etapas, por meio de provas sobre conhecimentos específicos e entrevistas com gerentes e sócios.

O domínio teórico, todavia, é apenas um dos requisitos levados em conta pelos empregadores. “Buscamos uma pessoa proativa, que demonstre vontade de aprender e tenha humildade para reconhecer que ainda há coisas a serem aprendidas. Não adianta chegar aqui e pensar que vai se tornar sócio no dia seguinte”, afirma o supervisor de auditoria da PwC, Sérgio Porciúncula.

Para evitar que etapas no caminho até a sociedade sejam queimadas, o planejamento torna-se essencial. Um passo avançado no momento errado pode prejudicar o desenvolvimento do profissional. “Não podemos antecipar a carreira da pessoa. Ela tem de avançar degrau por degrau, adquirindo bagagem e conhecimento necessários para assumir maiores responsabilidades. Por isso, procuramos acomodá-la dentro de cada passo da carreira por determinado período”, justifica Américo Ferreira Neto, um dos sócios responsáveis pelo escritório da Ernst & Young Terco em Porto Alegre.

Outra preocupação das empresas refere-se à adaptação do contador no ambiente de trabalho. Para entrosá-lo com os colegas e familiarizá-lo com as normas do local, são realizados treinamentos e programas internos.

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

Continue lendo >>

Notícias do Mercado de Ações no Mundo

Destaques do Mercado de Ações

Heatmap do IBRX-50

Dados Financeiros das Principais Empresas

Siga este Blog

Número de Visitas

Indique Este Blog

CLIQUE AQUI!
Orleans Silva Martins. Tecnologia do Blogger.