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sábado, 30 de novembro de 2013

Investigação Revela Mercado Ilegal de Autorias e Trabalhos Científicos na China


Precisa publicar um trabalho numa revista científica de respeito para subir na carreira, mas não tem o tempo nem a competência necessários para isso? Não tem problema … Na China, com um pouco de dinheiro, pode-se comprar uma “vaga” de autor no trabalho de outra pessoa, ou até comprar um trabalho já pronto para colocar seu nome nele – com a garantia de que ele será publicado numa revista indexada pela Elsevier ou pela Thomson Reuters, as principais empresas de referência no ramo das publicações científicas. [1]

É o que revela uma investigação de cinco meses, conduzida e reportada hoje pela revista Science. Repórteres chineses, posando de cientistas ou alunos de pós-graduação, investigaram as atividades de 27 empresas chinesas suspeitas de comercializar autorias e artigos científicos para publicação em revistas indexadas da base SCI (Science Citation Index). [2]

Ter trabalhos publicados na base SCI é condição quase que obrigatória para se formar e obter promoções em muitas instituições chinesas, de forma que muitos alunos e cientistas estão dispostos a pagar para conseguir isso. E onde há demanda, claro, há oferta: das 27 agências consultadas, apenas 5 se recusaram a escrever trabalhos ou vender autorias, segundo a reportagem. [3]

Várias dessas empresas anunciam seus serviços abertamente na internet. “É incrível: você pode publicar trabalhos na SCI sem fazer nenhum experimento!”, anuncia uma delas, chamada Sciedit. Outra empresa, chamada Wanfang Huizhi, ofereceu ao repórter uma vaga de co-primeiro autor num trabalho de pesquisa sobre câncer por US$ 14.800. O artigo sairia no International Journal of Biochemistry & Cell Biology, da editora Elsevier – o que de fato aconteceu, algumas semanas depois, com dois autores principais, um dos quais (Wang Yu) não tem nenhum histórico de produção científica (link do artigo: http://migre.me/gNSOr). [4]

Uma investigação subsequente da revista, após ser procurada pela reportagem da Science, revelou que quatro autores haviam sido incluídos e dois retirados no processo de edição do trabalho. A editora da revista, Joanna Kargul, reconheceu que “a mudança de autoria passou despercebida pelo radar dos revisores e do editor responsável” pelo trabalho. O gerente da Wanfang Huizhi, Huang Wei, negou as acusações de que a empresa comercializa autorias em trabalhos científicos e disse que quem fez a oferta ao repórter poderia ser algum ex-funcionário, agindo fora dos canais oficiais da empresa.

Em outros casos investigados pela reportagem, os valores ofertados por autoria em trabalhos alheios variaram de US$ 1.600 a US$ 26.300. Caso o pesquisador tenha medo de incluir seu nome num trabalho que não conhece a origem dos dados, não tem problema: ele pode optar por um artigo de revisão, ou meta-análise, baseado em dados já publicados por outros autores. O que vale para a promoção, afinal de contas, é ter um trabalho publicado na SCI; o conteúdo, a qualidade ou a relevância da pesquisa são questões secundárias.

A íntegra da reportagem, que certamente terá um impacto grande na reputação da ciência chinesa, pode ser lida no site da Science (o acesso é pago, mas vale a pena a leitura, para aqueles que se interessam pelo assunto). Dois meses atrás, a revista publicou uma outra reportagem investigativa, sobre um trabalho falso que foi aceito para publicação em mais de 150 periódicos de acesso aberto, disponível neste link: http://migre.me/gNStX.


[1] No Brasil, um dos parâmetros de referência de bom pesquisador e requisito para ingressar como professor em um programa de pós-graduação é a obtenção de 150 pontos no período de 3 anos, em artigos publicados em algumas revistas raqueadas pela Capes.

[2] Imagina se essa moda pega no Brasil? Acostumados a dar um "jeitinho" em tudo, certamente criaríamos um grande "mercado clandestino" de publicações.

[3] Onde há demanda há oferta? Imagina num país que avalia sua pós-graduação em termos meramente quantitativos? 150 pontos no triênio (com perspectiva de subir para 200) ou você não pode lecionar em cursos de mestrado e doutorado.

[4] Uma bagatela de cerca de R$ 34.000,00 por um artigo? Equivale a quase 4 meses de salário de um professor doutor (Adjunto I) em universidade federal.


Fonte: Estadão.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Snapchat é tentato por Facebook e Google e já Vale US$ 4 bilhões


O aplicativo é simples. Em um toque no celular, a câmera liga e permite a captura de uma foto ou vídeo. O usuário, então, pode escrever uma legenda ou desenhar sobre a imagem com o dedo. O segredo está em um recurso que determina o tempo de visualização daquela imagem antes do envio a um grupo de amigos: são, no máximo, dez segundos cronometrados. Depois, a mensagem desaparece. Um oásis de privacidade em tempos de superexposição em redes sociais, o Snapchat é o queridinho da vez. Responsável pelo compartilhamento de 400 milhões de arquivos por dia – o dobro do que intermediava há apenas cinco meses –, o aplicativo para smartphones tem uma audiência jovem cativa, que atraiu, no início de novembro, a atenção de gigantes da internet, como Google e Facebook. Começou com uma oferta de US$ 3 bilhões de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook. Para Evan Spiegel, fundador e presidente do Snapchat, não era suficiente. Logo em seguida, o Google disse que pagaria US$ 4 bilhões. Spiegel, 23 anos, ainda acha pouco. E, mais uma vez, disse não.

A história do Snapchat é comum à de outras redes sociais que transformaram seus donos em milionários da tecnologia na velocidade da internet. A ideia surgiu, em 2011, nos corredores da Universidade de Stanford, na Califórnia, mesma instituição de onde saíram figuras como Larry Page, presidente do Google, e Reed Hastings, presidente do Netflix. No ano seguinte, quando faltavam três disciplinas para se formar, Spiegel abandonou o curso de design de produtos e voltou para a casa do pai, seguro de que a privacidade seria a próxima moeda a ser valorizada na internet. O tiro não poderia ser mais certeiro. Assim, o Snapchat criou uma nova forma de comunicação, que usa fotos e vídeos como um meio em si e que não armazena nenhuma informação do usuário por mais de 24 horas. Os adolescentes adoraram e formaram o maior ativo do Snapchat: uma comunidade altamente engajada, que interage diversas vezes por dia e faz de seu uso uma rotina. Tudo isso em grupos selecionados, longe do olhar de pais e curiosos. “Seria melhor para todo mundo se apagássemos tudo como um padrão e salvássemos apenas as coisas que fossem realmente importantes para nós”, disse Spiegel à agência Associated Press. Procurado por ISTOÉ, ele disse que, no momento, está focado na “construção do produto e do negócio”. A impulsividade dos usuários aliada à efemeridade dos arquivos também facilita a troca de conteúdo erótico. De acordo com Spiegel, 70% dos usuários são mulheres. 

Há outro ponto em comum entre a Snapchat e outras estrelas do mundo virtual. Apesar de todo o frisson e popularidade, o lucro não aparece nas fotos de seus balanços. Isso não intimida investidores. O aplicativo recebeu aportes de grandes fundos do Vale do Silício. Na última rodada, em outubro, a companhia foi brindada com US$ 75 milhões. Menos de um mês depois, a chinesa Tencent demonstrou interesse em levantar outros US$ 200 milhões em investimento para o Snapchat. Não é difícil entender seu apelo. Recentemente, o Facebook admitiu pela primeira vez a seus acionistas que os adolescentes estão passando cada vez menos tempo na rede social. Sua base de mais de 1 bilhão de usuários também publica menos fotos. São 350 milhões de imagens diárias. No Instagram, aplicativo de fotos comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão em abril de 2012 (leia quadro), são 50 milhões por dia – bem longe, portanto, da marca de 400 milhões do Snapchat.

Recusar ofertas bilionárias de concorrentes gigantes não é exclusividade do Snapchat. O próprio Mark Zuckerberg, por exemplo, se negou a vender o Facebook por US$ 1 bilhão ao Yahoo! em 2006. O Foursquare, aplicativo de resenhas de estabelecimentos comerciais, também rejeitou o Yahoo! por US$ 100 milhões em 2010. No mesmo ano, o Google tentou comprar o Groupon, site de compras coletivas, por US$ 6 bilhões, mas não conseguiu. Mais do que um desejo de manter-se independente, a decisão pode ser explicada pela ambição. Analistas de mercado dizem que Spiegel acredita que sua empresa possa receber uma avaliação ainda maior em breve. Deu certo com o Facebook, que hoje vale mais de US$ 100 bilhões na Bolsa de Valores Nasdaq. Nem tão certo para o Foursquare e o Groupon, ambos à beira da falência. 

Fonte: Isto É.

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Telexfree na Mira da Receita Federal


A Delegacia da Receita Federal no Espírito Santo terá acesso a toda a documentação envolvendo a ação civil pública e a medida cautelar abertas contra a Telelxfree no Acre.

O Fisco nacional desde o início do ano vem investigando as movimentações da empresa no Espírito Santo e em todo o país.

Em setembro, como A GAZETA noticiou com exclusividade, a Receita Federal confirmou que além dos donos da companhia, estão na mira da fiscalização os associados, chamados pela empresa de divulgadores. Alguns dizem ter ficado milionários ao comercializar o VoiP oferecido pela Telexfree.

Segundo a Delegacia da Receita Federal em Vitória, ainda não é possível dar detalhes sobre as apurações devido à necessidade de manter o sigilo fiscal das pessoas envolvidas.

A autorização para que o Fisco consiga os dados da ação civil pública foi concedida pela juíza Thaís Khalil, na última quinta-feira, junto com a sentença da ação preliminar aberta contra a empresa pelo Ministério Público.

Na decisão, a juíza também manteve o bloqueio das atividades da empresa e o congelamento do capital financeiro e dos bens de sócios e da empresa.

Ela autorizou ainda a quebra do sigilo fiscal da Telexfree e dos proprietários do negócio, Carlos Costa e Carlos Wanzeler. A Receita Federal terá que apresentar informações sobre as cinco declarações de Imposto de Renda da empresa e de seus donos.

Livre para acessar a documentação do processo, o Fisco poderá conhecer quem são os divulgadores da empresa e quanto cada um investiu e mesmo o valor de Imposto de Renda recolhido ou retido pela empresa.

Contas bloqueadas

A Telexfree está com as contas bloqueadas pela Justiça do Acre desde junho. A empresa está impedida de pagar os associados e de recrutar novos integrantes. A empresa é também investigada pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal no Espírito Santo.

Apurações fiscais

A Receita Federal, desde o início do ano, está investigando a Telexfree. Em setembro, conforme foto acima, o órgão afirmou investigar também os associados da empresa.

Fonte: A Gazeta.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ex-Presidente do Panamericano é Multado por Insider Trading


A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) multou Rafael Palladino, ex-presidente do banco Panamericano (BPNM 4 ) em R$ 877,2 mil pelo uso de informação privilegiada e violação do dever de lealdade ao negociar ações em meio às negociações de um aporte de R$ 2,5 bilhões pelo Grupo Silvio Santos, informou a Agência Estado na noite desta terça-feira (19).

Há um tempo atrás, o banco foi investigado pela autarquia, que identificou inconsistências contábeis nos balanços da instituição financeira, além de oscilações no volume e liquidez fora dos padrões nas ações do banco. A CVM constatou que Palladino vendeu R$ 85 mil ações do Panamericano antes da divulgação de um fato relevante duvidoso. As fraudes da companhia encobriam um rombo de R$ 4,3 bilhões.

Ainda de acordo com a matéria da Agência Estado, o ex-presidente do banco evitou perdas de R$ 292,4 mil ao realizar as operações. A punição atual corresponde ao triplo deste valor.

Fonte: InfoMoney.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Acesso Gratuito aos Ganhadores do Prêmio Nobel de Economia



A Wiley Online Library vai disponibilizar os principais trabalhos dos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2013.

Os economistas norte-americanos Eugene F. Fama, Lars Peter Hansen, da Universidade de Chicago, e Robert J. Shiller, da Universidade de Yale, conquistaram nesta segunda-feira (14/10) o Prêmio Nobel de Economia de 2013 por seu trabalho pioneiro em identificar as têndencias nos mercados financeiros.

Até o final de 2013 seus trabalhos poderão ser acessados de qualquer lugar sem nenhum custo. 



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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mais que uma Relação de Amizade, uma Relação de Fortalecimento



Este ano, um projeto muito interessante e valoroso, de iniciativa do Blog Contabilidade Financeira, tem integrado os principais blogs de contabilidade do país.

A ideia é integrar os blogs e incentivar seu responsáveis a mantê-los atualizados, compartilhando informação e conhecimentos aos alunos, professores, profissionais e demais interessados em contabilidade.

Nós, do Blog Informação Contábil, temos a honra de participar de projeto. Este é mais um motivo para nos mantermos motivados e publicando nossas informações e comentários relacionados à finanças e contabilidade.

Até o final do ano, estaremos informando o resultado do amigo secreto, o presente recebido e, principalmente, quem é nosso amigo, divulgando seu blog como nosso parceiro.

Até breve,

Orleans Martins.

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