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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Escolha da Profissão

Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram, apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue pelo mesmo caminho.



Uma análise do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita pelo Observatório Universitário indicou a correlação entre a profissão exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram, apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue pelo mesmo caminho.

Um exame atento de outras profissões ainda nos indicará que apenas um em cada quatro publicitários, um em cada três engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do título que escolheu e perseguiu.

Há quem defenda a tese de que adolescentes são muito imaturos para optar por uma determinada carreira. Isso me remete a reis e monarcas que com idade igual ou inferior ocupavam o trono de suas nações à frente de grandes responsabilidades, diante de uma expectativa de vida da ordem de apenas 30 anos...

O que falta aos nossos jovens é preparo. Um aparelhamento que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental por meio de disciplinas e experiências alinhadas com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso e útil, despertando talentos e desenvolvendo competências.

Um ensino capaz de inspirar e despertar vocações. Ensino possível, porém distante, graças à falta de infraestrutura das instituições, programas curriculares anacrônicos e, em especial, desqualificação dos professores nas escolas.

Em vez disso, aqui no Brasil assistimos a estudantes com 17 anos de idade, 11 deles ou mais na escola, que às vésperas de ingressar no ensino superior sequer conseguem escolher entre psicologia e comunicação social, entre arquitetura e educação física, entre veterinária e direito.

A escola e a família devem propiciar ao aluno caminhos para o autoconhecimento e descoberta da própria personalidade e identidade. Fornecer informações qualificadas e estimular a reflexão, exercendo o mínimo de influência possível.

Muitos são os que direcionam suas carreiras para atender às expectativas dos pais, aos apelos da mídia e da moda, à busca do status e do sucesso financeiro, em detrimento da autorrealização pessoal e profissional. E acabam por investir tempo e grandes somas de dinheiro numa formação que não trará retorno para si ou para a sociedade.

Orientação vocacional não se resume aos testes de aptidão e questionários. Envolve conhecer as diversas profissões na teoria e na prática. Permitir aos estudantes visitarem ambientes de trabalho e ouvirem relatos de profissionais sobre os objetivos, riscos, desafios e recompensas das diversas carreiras.

Tomar contato com acertos e erros, pessoas bem sucedidas e que fracassaram. Provocar o interesse e, depois, a paixão por um ofício. 
Precisamos voltar a perguntar aos nossos filhos: "O que você vai ser quando crescer?" A magia desta indagação é que dentro dela residem os sonhos e a capacidade de vislumbrar o futuro.

Aliás, talvez também devamos colocar esta questão para nós mesmos, pais e educadores.

Fonte: Brasil Econômico.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

As Melhores Universidades em Contabilidade




Antes de ler o texto a seguir, responda: qual a melhor universidade em contabilidade do mundo? 

Como determinar qual a melhor instituição de ensino? Esta é uma questão amplamente debatida na área de educação. Alguns pesquisadores defendem que se deva avaliar o aluno que foi formado em cada escola. Outros acham que o ideal é verificar quanto o estudante aprendeu durante os anos na instituição. Neste caso, a comparação entre o conhecimento na entrada versus na saída seria a forma mais adequada de avaliar.

Diante da dificuldade de mensurar o aluno, algumas medidas procuram medir os produtos da educação. Num curso de graduação, poderia ser o salário dos alunos formados em cada faculdade, por exemplo.

Nos cursos de pós-graduação também existe uma grande busca por medidas que reflitam a qualidade de cada curso de mestrado e doutorado. Apesar da grande quantidade de trabalhos e indicadores, ainda existem controvérsias sobre as melhores universidades do mundo. Mas existe certa tendência em acreditar que a produção científica dos professores e alunos de cada instituição de ensino seja uma medida razoável da qualidade de cada escola. 

No Brasil, se considerarmos a avaliação da Capes, o melhor curso de pós-graduação é o da Universidade de São Paulo. Mas e nos outros países? 

Uma pesquisa realizada nos principais periódicos internacionais da área contábil (AOS, Auditing, BRIA, CAR, JAE, JAR, JATA, JIS, JMAR, RAST e TAR) tentou classificar as principais universidades em contabilidade. A idéia é simples: quanto mais uma universidade publica nos principais periódicos, melhor a sua qualidade. Os autores também dividiram os artigos em áreas temáticas: sistemas, auditoria, financeira, gerencial, impostos e outras. 

Usando os últimos seis anos, e considerando a produção das escolas nos periódicos, temos que a melhor universidade em contabilidade é ... Stanford. Em segundo lugar temos, empatadas, a universidade de Austin, Texas, e Chicago. O quarto lugar ficou com Washington. 

Mas o texto enfatiza que a classificação geral não é adequada, pois deixa de olhar as especializações. Por exemplo, em sistemas, Stanford não aparece na listagem das melhores universidades, que é dominada por Rutgers e Florida State (empate). Em auditoria, o primeiro lugar ficou com a Florida, seguido por Illinois e Northeastern. Já na área financeira, Chicago ficou em primeiro, seguido por Washington e Stanford. Em gerencial Stanford foi melhor que Michigan e London School. Em impostos, Arizona, Dartmouth e Chicago (juntamente com Iowa) tiveram maior produção. 

Um aspecto interessante é a quantidade de docentes que respondeu pela produção de cada universidade. Por exemplo, a produção na área tributária de Arizona deveu-se a três docentes, a mesma quantidade de Chicago. No computo geral, o primeiro lugar de Stanford deveu-se a 13 docentes somente. Já em Austin o número de docentes foi de 16, um pouco abaixo dos 19 professores de Chicago. 

Aqui no Brasil temos a Capes exigindo que os programas de doutorado tenham um mínimo de docentes para ser aprovado. A pesquisa mostra que uma universidade de ponta não precisa de dezenas de docentes. Bastam alguns poucos (treze, em Stanford), mas com muita produção, para produzir com qualidade. 

COYNE, Joshua; SUMMERS, Scott; WILLIAMS, Brady; WOOD, David. Accounting Program Research Rankings by Topical Area and Methodology. Issues in Accounting Education. Vol. 25, n. 4, 2010, p. 631-654.


Fonte: Blog Contabilidade Financeira.

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Projeto que Altera Lei do Supersimples Pode Ser Votado Nesta Semana

Proposição tramita em regime de urgência e poderá ser votado em sessão extraordinária; havendo acordo e votação poderão ser aprovados aumento do teto e parcelamento de débitos para empresas do Simples.


O Projeto de Lei Complementar 123/10 que altera a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei complementar 123/06) está na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados, mas como tem nove medidas provisórias trancando a pauta, ele poderá ser votado em sessão extraordinária, que ainda depende de decisão do Colégio de Líderes. A previsão é que a decisão seja tomada nesta quarta-feira (8). A urgência para aprovação do projeto foi definida no último dia 1º pelo Plenário, a partir de requerimento do deputado Fernando Ferro (PT/PE). 

O projeto promove ampla alteração na lei, mas até a tarde desta terça-feira ainda não havia acordo efetivamente fechado. As negociações entre integrantes da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa na Câmara dos Deputados com a Receita Federal do Brasil e governos estaduais e municipais estão mais avançadas em relação a temas considerados mais urgentes, levando-se em conta que a falta de alteração poderá acarretar prejuízos grandes e imediatos às empresas já a partir de 2011. 

Na avaliação do gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, a tendência é de que, havendo acordo e votação, haverá possibilidade de aprovar três pontos: a alteração e baixa de atividades do Empreendedor Individual gratuita e automática via Internet, o parcelamento de débitos tributários para empresas do Simples Nacional e o aumento do teto do Simples Nacional apenas para a última faixa, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, sem alterar as demais faixas, o que ficaria para debate a partir de 2011, junto com as outras mudanças. 

"A prioridade para esses temas por parte dos parlamentares que buscam acordo leva em conta o pouco tempo para se conseguir acordo, tendo em vista o pouco tempo que falta para o recesso do Congresso Nacional e, principalmente, os graves impactos que a falta dessas mudanças acarretará às empresas", explicou o gerente do Sebrae.

Fonte: Agência Sebrae.

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Pequenas Empresas Buscam Contabilidade Global




A boa fase econômica do Brasil nos últimos anos, apresentando um resultado sólido – a nossa perspectiva de crescimento do PIB neste ano já é de 8% -, trouxe consigo a necessidade de demonstrações financeiras mais adequadas ao novo momento.

A adoção do IFRS (International Financial Report Standard) nos balanços de grandes empresas no Brasil, por exemplo, revolucionou a contabilidade brasileira — e mexerá agora com as micro e pequenas empresas. A partir de 2011 elas também terão que se adaptar a esta “nova maneira de se fazer contabilidade”.

De acordo com estudo realizado pelo Sebrae em 2006, 62% das empresas exportadoras são micro e pequenas, o que equivale a 2,3% do valor total das exportações brasileiras. Isso poderá sofrer um acréscimo porque muitas pequenas empresas estarão apresentando seus balanços de modo que possa ser lido em qualquer parte do planeta, favorecendo seus negócios. E isso se dará devido à adoção do IFRS. Isso significa que a contabilidade se tornou parte essencial para realização de práticas comerciais pelas empresas brasileiras.

Por outro lado, as empresas também mudaram a visão do papel do contador. E o reconhecimento das suas atividades na companhia têm sido imenso. As micro e pequenas empresas brasileiras – que representam, segundo Sebrae, 98% das companhias do Brasil, gerando cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do País – não tinham em sua cultura o fato de que uma contabilidade fizesse parte de seu negócio; ou a tinham apenas como uma necessidade para se prestar contas ao fisco, geração das guias de impostos, folha de pagamento, dentre outras tarefas.

No entanto, agora elas estão atentas à importância da contabilidade como uma nova visão gerencial, como fonte de continuidade de seu negócio ou de atrair investimentos para o crescimento de sua empresa.

Assim, neste cenário, temos a busca das micros e pequenas empresas por contabilidades de alta qualidade – que agora não é mais uma verdade apenas para as grandes empresas – e a adequação das grandes companhias da terceirização contábil (ou outsourcing), fazendo com que a prestação de serviços na área ofereça produtos mais adequados e acessíveis para este novo público.

Quem ganha com tudo isso são o sistema empresarial, o mercado e os investidores, que cada vez mais têm em suas mãos as demonstrações financeiras uniformes e transparentes.

Fonte: FCDL/SC Notícias.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Será que os Contabilistas são Culpados pelos Fracassos das Empresas?




Obviamente que não. Entretanto, podem ter maior ou menor participação no seu sucesso.

Por fracasso entenda-se não atingir a meta econômica de qualquer empresa (lucro). Fatores de mercado, má gestão de caixa, falta de capital de giro, ausência de inovação ou incompetência técnica são considerados determinantes no fracasso empresarial.

Nos meus anos como consultor constatei que empresas desorganizadas geram contabilidade desorganizada. Isto não significa que o contabilista era responsável pela “bagunça”, tão somente que, a despeito de seus esforços, os administradores não priorizavam a gestão de informações e isto se refletia, obviamente, na escrituração contábil.

Contabilistas são profissionais zelosos, disciplinados, metódicos e laboriosos. Como em toda classe profissional, há aqueles que não merecem confiança, porém nunca vi uma empresa fechar exclusivamente por causa de seu contabilista.

Um bom contabilista pode, sim, ser ferramenta importante em evitar o fracasso empresarial, na medida em que seus esforços de educar o sócio ou administrador da importância da contabilidade devidamente regularizada, útil para análises gerenciais.

Contabilistas que meramente escrituram Livro Caixa ou livros fiscais estão prestando um desserviço às empresas que os contrataram. Melhor seria, nestas circunstâncias, elaborar relatórios e pareceres, informando ao contratante a vantagem da contabilidade, entre as quais, as possibilidades relativas ao planejamento tributário e o acesso ao crédito bancário pela maior transparência nos números e contas da empresa.

Isto tudo dá muito trabalho, mas esta é a tarefa de nossa profissão: sermos úteis a quem nos contrata, potencializando nossos conhecimentos em prol do crescimento econômico (e porque não dizer social) dos beneficiados de nossos serviços.

Não contribuímos para o fracasso de empresas, ao contrário, contribuímos para o sucesso. Porém, comodismo, negligência ou preguiça podem gerar conseqüências que agravam uma eventual situação fragilizada de qualquer 
empreendimento.

Fonte: Portal de Contabilidade.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Doutorado em Contabilidade: 1ª Defesa de Tese do Programa Multiinstitucional de Pós-Graduação da UnB/UFPB/UFRN




A Coordenação Regional do Programa de Pós Graduação em Ciências Contábeis (Convênio UnB,UFPB e UFRN) tem a honra de convidar V.Sa. para assistir a sessão pública da 1º DEFESA DE TESE DE DOUTORADO do Programa, a ser realizada no dia 20 de dezembro de 2010, às 15:00 horas, no Auditório do NEPSA (CCSA), na UFRN.


Candidato: ADILSON DE LIMA TAVARES

Título: A EFICIÊNCIA DA ÁNALISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE VARIAÇÕES NO VALOR DA EMPRESA.


BANCA EXAMINADORA:
Prof. Dr. Cesar Augusto Tibúrcio da Silva – Orientador – UnB/UFPB/UFRN
Prof. Dr. Otavio Ribeiro de Medeiros – Avaliador interno – UnB UFPB/UFRN
Prof. Dr. José Dionisio Gomes da Silva – Avaliador interno – UnB/UFPB/UFRN
Prof. Dr. Eliseu Martins – Avaliador externo – Universidade de São Paulo/USP
Profa. Dra. Ilse Maria Beuren – Avaliadora externa – Universidade Regional de Blumenau/FURB


Trata-se da primeira tese do Programa.



Fonte: Blog Contabilidade Financeira.

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