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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mercado Espera PIB Negativo em 2009 Após Resultado do 3º trimestre


Após o IBGE divulgar que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu abaixo das expectativas do governo e dos analistas no terceiro trimestre, o mercado revisou suas previsões e prevê agora queda de 0,26% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano. Na semana anterior, a previsão era de crescimento de 0,21%.


De acordo com a pesquisa Focus feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, a previsão para o próximo ano subiu levemente de 5% para 5,3%.


Em relação à inflação, o mercado já prevê o índice oficial, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), na meta estabelecida pelo governo para o próximo ano, em 4,5%. Para este ano, a estimativa é que o índice termine em 4,31%, contra previsão de 4,26% feita na semana passada.


O mercado manteve ainda as previsões para a taxa básica de juros (Selic) para o próximo ano em 10,63%. Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária), em sua última reunião do ano, manteve pela terceira vez neste ano a Selic em 8,75%. Na nota divulgada na quarta-feira passada, porém, o órgão disse avaliar que a taxa é suficiente para conter a inflação "neste momento", o que foi visto por alguns analistas como um sinal de que o Copom poderá aumentar a Selic nas próximas reuniões.


PIB


O mercado vinha prevendo PIB negativo durante todo este ano até o início de outubro, quando pela primeira vez projetou crescimento positivo da economia em 2009 --na ocasião, de 0,01%. Os economistas chegaram a prever crescimento de 0,21%, mas voltaram a apostar no encolhimento da economia após os números da semana passada.


O IBGE divulgou que o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi de 1,3%, e, em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda de 1,2%. O governo atribuiu o valor abaixo do esperado --o ministro Guido Mantega (Fazenda) projetava crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre-- às mudanças metodológicas feitas pelo IBGE.


Com o resultado, para que o PIB fique estável neste ano o crescimento no quarto trimestre terá que ser de pelo menos 5%.


Mais inflação


A previsão do mercado para o IGP-DI melhorou para queda de 1,02% neste ano, contra estimativa anterior de queda de 0,84%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), passou para -1,08%, contra previsão de -1,17% da semana passada. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis.


A previsão para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), passou de 3,88% para 3,87%. Para 2010, as previsões para os IGPs e para o IPC-Fipe ficaram em 4,45%.


Depois de sete semanas prevendo dólar em R$ 1,70 no fim deste ano, o mercado aumentou a previsão para $ 1,73. Para 2010, a projeção foi mantida em R$ 1,75.


A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 25 bilhões e para o deficit nas transações correntes em US$ 18 bilhões.


A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 25 bilhões neste ano e em US$ 35 bilhões em 2010. A projeção para a relação dívida/PIB aumentou para 44,5%, contra 44,3% na semana anterior.


Fonte: Folha Online.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Estudo Revela Falta de Transparência


Os pesquisadores da FGV se depararam com um problema sério ao fazer o estudo para identificar o impacto das mudanças contábeis nos resultados das empresas brasileiras: a falta de transparência. Das 318 empresas avaliadas, apenas 175, ou 55% do total, apresentaram reconciliação dos resultados em 2007 ou 2008. Do universo total, foram apenas 34, ou 11%, as que publicaram esses efeitos nos dois exercícios, considerada a forma de divulgação mais transparente pelos analistas.

O estudo, coordenado pela professora Edilene Santana Santos, da FGV-EAESP, será apresentado hoje no seminário "Migração dos balanços para o IFRS: Impactos nos resultados de 2008 - Perspectivas para 2010", que será realizado no auditório da escola em São Paulo.

O fato de a empresa estar listada no Novo Mercado tampouco serviu de diferença em termos de transparência sobre esses números. Apenas 15 empresas deste segmento fizeram a reconciliação nos dois exercícios, o que equivale a 18% do universo.

Menos crítico foi o caso das companhias com recibos de ações (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York. Das 25 empresas listadas nos Estados Unidos, 17 fizeram a reconciliação em 2007 e 2008. Ainda assim, a expectativa era cumprimento de 100%, uma vez que essas empresas já apresentam seus balanços conforme o US Gaap, bem mais complexo.

Segundo a professora Edilene Santos, o curto tempo que as companhias tiveram para se adaptar talvez seja a melhor explicação para a falta de transparência. A lei 11.638 foi publicada no fim de 2007, passando a valer já para o ano seguinte, o que se tornou um desafio para a convergência contábil. Como o processo foi conturbado, o regulador acabou sendo mais tolerante com as companhias em termos de divulgação.

Conforme a pesquisadora, seria importante que nesse período de transição as companhias divulgassem os resultados conforme a regra em vigor até 2007, com a primeira fase do processo de migração e também com a adoção completa das normas a partir de 2010.

Dessa forma, o usuário da informação teria como saber se o lucro de uma empresa aumentou ou diminuiu por questões reais ou por mudanças de regra contábil.

Edilene destaca que isso não geraria custo adicional, uma vez que essas informações já estão disponíveis e são usadas para fins fiscais.

Em relação à segunda fase de convergência para o IFRS, com a adoção em 2010 dos CPCs editados este ano, será mais fácil de se identificar o impacto da mudança de regra. Isso porque a reconciliação do resultado de 2009 é uma exigência da própria norma.

Fonte: Valor Econômico.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

IFRS da Crise Trouxe Perdas de 7% nos Balanços em 2008



O novo padrão contábil, IFRS, trouxe um impacto positivo nos resultados líquidos das empresas de 8% em 2007, mas negativos de 7% em 2008. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenada pela professora Edilene Santana Santos.



Segundo a especialista, os efeitos negativos correm porque a norma contábil brasileira é mais conservadora que a internacional. A norma para equivalência patrimonial, por exemplo, determina que sejam incluídos todos os investimentos com participação acima de 20%, e não apenas os relevantes. De acordo com o estudo, esse CPC foi responsável por uma queda de 22,6% nos balanços de 2007 e de 2,6% nos de 2008.



A redução verificada no ano passado, porém, teria sido provocada principalmente pelos efeitos da crise internacional, segundo Edilene, visto que os índices que apresentaram mudança nos balanços têm correlação com esse período.



Com a aplicação de regras como o valor justo para instrumentos financeiros, as empresas viram seus resultados caírem consideravelmente em um momento de baixa dos mercados.



Fonte: FinancialWeb.

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Gradiente Exclui Passivo e Tenta Voltar ao Mercado no Próximo Ano


A Gradiente apresentou ontem um plano de recuperação extrajudicial e planeja voltar ao mercado no segundo trimestre do ano que vem. Mas a volta da marca depende ainda de uma negociação com potenciais investidores --cujos nomes não foram divulgados--, que precisarão entrar com R$ 130 milhões, informa reportagem de Mariana Barbosa para a Folha
.

A marca sofreu enorme desgaste ao vender, nos últimos meses antes de encerrar a produção, em 2007, produtos com baixa qualidade e por não providenciar assistência técnica quando eles quebravam.


Devido aos problemas, chegou a ser banida de alguns Estados, como Mato Grosso, e enfrenta cerca de 50 mil processos judiciais de consumidores em todo o Brasil. Conta que, segundo a Folha apurou, pode chegar a R$ 100 milhões. Para a Gradiente, esse passivo não passa de R$ 10 milhões.


Para viabilizar o negócio, Eugênio Staub, controlador da Gradiente, quer criar outra empresa. Chamada CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital), pretende arrendar a marca. Os passivos ficarão na velha Gradiente, que continuará dona de três fábricas --uma será alugada para a CBTD.

Fonte: Folha Online.

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Coca-Cola e Kaiser vão Patrocinar Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos


Os grandes rivais do futebol paulista, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, anunciaram uma parceria de negócios nesta quarta-feira (09/12), batizada de G4. As marcas de bebidas Coca-Cola e Kaiser, esta última fabricada pelo grupo mexicano Femsa, serão os patrocinadores oficiais do grupo até dezembro de 2014.

Pela primeira vez, esses quatro times, que têm cerca de 57 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil, se unem para, juntos, desenvolverem diversas ações no âmbito do futebol. A sociedade consiste em cotas de 25% para cada clube.

A paz no esporte e nos estádios será o mote de todas as iniciativas do G4, segundo José Carlos Peres, superintendente do Santos em São Paulo e presidente da instituição. E, para isso, o padre Marcelo Rossi foi escolhido como representante da paz e também para participar das ações do G4 nos seis primeiros meses. "Queremos resgatar as famílias nos estádios", afirmou o padre Marcelo Rossi durante coletiva de imprensa.

O G4 é formado pelo conselho dos presidentes dos clubes envolvidos: Andrés Sanchez (Corinthians); Luiz Gonzaga Beluzzo (Palmeiras); Juvenal Juvêncio (São Paulo) e Marcelo Teixeira (Santos), pelos respectivos diretores de marketing; além dos representantes da Femsa Cerveja Brasil, Coca-Cola Femsa Brasil e Coca-Cola Brasil.

A principal meta da parceria é explorar os potenciais sinérgicos dos quatro clubes e, dessa forma, gerar receita. "Os clubes, as marcas e os consumidores serão beneficiados com essa união", disse Ricardo Moricci, diretor de marketing da Femsa Cerveja Brasil.

Alguns objetivos já foram traçados. São eles: incentivar entretenimento e shows nos estádios; promover a internacionalização dos quatro times, por meio de amistosos; criar uma clínica infantil de futebol em conjunto; modernizar o processo de comercialização de ingressos pela internet; criar políticas compatíveis de fixação de preços dos ingressos; entre muitas outras.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, esteve presente no evento de lançamento do G4 desta tarde e afirmou: "Essa ação conjunta fortalece o esporte e a cidadania. Esse anúncio acontece bem depois de um trágico exemplo de violência no domingo passado", ao se referir à pancadaria após o jogo Coritiba 1 x 1 x Fluminense, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela última rodada do Brasileirão.


Marcas Kaiser e Coca-Cola

As marcas de bebidas Coca-Cola e Kaiser vão aparecer em diversas embalagens temáticas em referência aos clubes, nas placas localizadas nos interiores dos estádios, em campanhas publicitárias e de marketing, além de participarem de promoções exclusivas do G4.

Ambas as marcas já têm uma longa história com o futebol brasileiro. A Coca-Cola, por exemplo, é patrocinadora oficial de Copas do Mundo desde 1950, quando aconteceu a primeira e única Copa no Brasil. Já a Kaiser é responsável pelo principal campeonato de futebol amador no país, a Copa Kaiser. Além de patrocinar o campeonato paulista feminino, denominado oficialmente como Campeonato Paulista Kaiser de Futebol Feminino.


Rivalidade onde fica?

De acordo com os representantes do G4, a parceria nasce para maximizar a rivalidade e minimizar a inimizade.

"Sem dúvida que a rivalidade em campo vai continuar, até porque ela é o oxigênio do futebol, é ela que traz emoção. E emoção é o nosso principal produto", afirmou Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.

O grupo Femsa não revelou quanto estima investir no G4, somente admitiu tratar-se de valores vultosos, ainda mais tendo em vista duas Copas pela frente.

Segundo Beluzzo, do Palmeiras, com certeza o acordo visa elevar as receitas dos clubes em conjunto e também individualmente. "Espero que isso traga empresas interessadas da grandeza e competência da Femsa e que podemos avançar nesse tipo de negócio no país", disse Beluzzo.

De acordo com a Femsa, os lucros decorrentes dos negócios serão divididos igualitariamente entre os quatro clubes, a não ser em caso de ações individuais com cada time.

Fonte: Portal Exame.

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PIB tem Segunda Alta Seguida, de 1,3% no Terceiro Trimestre


A economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano, intensificando a retomada do crescimento após seis meses de recessão influenciada pela crise mundial. De julho a setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 797 bilhões no terceiro trimestre.


A economia do país, no entanto, ainda não recuperou as perdas sofridas com a recessão registrada entre outubro do ano passado e março deste ano: na comparação com o mesmo trimestre de 2008, no entanto, o PIB segue em baixa, de 1,2%. No acumulado de janeiro a setembro, a queda ficou em 1,7% frente ao mesmo período de 2008.


O IBGE também revisou para baixo o crescimento do PIB no segundo trimestre deste ano. A alta divulgada anteriormente, de 1,9% na comparação com os primeiros três meses do ano, foi revista para 1,1%.


Fonte: G1.

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