Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Teste de Impairment Muda o Balanço das Empresas


Com o bom desempenho da economia brasileira durante a crise econômica mundial, os olhos dos investidores estrangeiros se voltaram para as empresas nacionais. Afinal, a turbulência econômica pouco afetou os negócios por aqui, o que garante bons resultados financeiros a quem decidir investir. Além disso, as recentes mudanças nas normas contábeis do país vão facilitar o acesso desses investidores aos números das organizações brasileiras. As alterações, definidas pela Lei 11.638, vão abranger, ao contrário do que muitos pensam, todas as empresas e não apenas aquelas consideradas de grande porte. Isso ocorre porque as mudanças foram ratificadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, que é o órgão responsável pelas normas contábeis em vigor no país. As mudanças, portanto, valem para todas as empresas.


Entre todas as alterações introduzidas pelas normas contábeis internacionais, que começam a ser empregadas no Brasil, uma das principais é a contabilização dos ativos a valor justo, que é o valor pelo qual eles seriam negociados no mercado, diferentemente do registro pelo custo como ocorria antes. Nesse sentido, todos os ativos de uma empresa, sejam eles instrumentos financeiros, propriedades para investimento, ativos imobilizados ou até mesmo o ágio (pago no passado por expectativa de rentabilidade futura), deverão estar registrados ao valor justo de mercado.


Isso, sem dúvida, vai alterar os dados dos balanços das empresas, mas dará muito mais segurança aos investidores estrangeiros. A falta deste instrumento pode render grandes equívocos. Um exemplo prático, e recente, foi a crise financeira originada pelo subprime (produto financeiro de alto risco relacionado à habitação, onde a garantia exigida é o próprio imóvel), onde os bancos (principalmente nos EUA) tiveram que reconhecer perdas bilionárias em seus balanços por causa da contabilização pelo valor justo. Essa forma de contabilização fez com que perdas financeiras significativas fossem verificadas nos balanços dessas empresas. Mas seria um retrocesso culpar o modelo. A causa dessas perdas foi a desvalorização do preço de mercado dos imóveis nos EUA e uma não realização do fluxo de caixa esperado dos papéis, que possuíam um alto risco e tiveram que ser remarcados a valor de mercado.


Outro fato que demonstra a aplicabilidade desse modelo de contabilização são as recentes baixas contábeis provindas de marcação a mercado dos ágios (goodwill) pagos por expectativas de rentabilidades futuras em empresas de todo o mundo. Certamente a euforia nas aquisições de empresas, em um cenário econômico passado mais otimista, levou as expectativas por lucros futuros serem ajustadas ao real e mais conservador cenário econômico atual.


Nesse sentido, a partir de agora as empresas no Brasil têm de elaborar um teste para comprovar se o valor de seus ativos imobilizados ou de um eventual ágio registrados em sua contabilidade está ajustado a valor justo. Esse teste (CPC 01), denominado teste de recuperabilidade dos ativos (ou impairment), deverá ser elaborado anualmente pelas empresas e objetiva demonstrar se a capacidade do ativo de gerar caixa no futuro ou se seu valor de venda a mercado é maior do que o valor registrado na contabilidade. Caso isso não seja feito, a empresa pode ter problema junto aos órgãos reguladores e fiscalizadores.


Diante disso, é importante ressaltar que, com uma baixa contábil proveniente de uma marcação a mercado de um ágio, ou de um ativo imobilizado, há um impacto fiscal negativo para as empresas, seja por meio da diminuição do valor a ser amortizado fiscalmente do ágio (caso a empresa tenha aderido ao Regime Tributário Transitório - RTT, até o final de 2009) ou de uma diminuição do valor do ativo imobilizado a ser depreciado.


Entretanto, a aplicabilidade desse modelo de contabilização a valor justo dos ativos certamente trará maior transparência nos balanços das empresas, contribuindo para a melhoria das políticas contábeis, bem como a padronização internacional dos demonstrativos financeiros, o que aumentará o acesso a novas oportunidades e parceiros globais e reduzirá o custo de capital do negócio.


Fonte: FinancialWeb.

Continue lendo >>

Adesão ao IFRS Atrai Investidores



A Eternit, fabricante de telhas e caixas-d’água, teve seu quadro de acionistas ampliado ao adotar práticas que trouxeram mais transparência aos negócios, complementadas pela adoção do padrão internacional IFRS já em 2006.

“Nossa base acionária cresceu sete vezes com a decisão de irmos ao Novo Mercado. Isso porque os investidores reconhecem empresas pró-ativas no quesito governança corporativa. Grande parte desse resultado foi conquistado com a adoção do IFRS, mesmo ele sendo obrigatório apenas a partir de 2010 no Brasil”, disse o assessor de Relações com Investidores da companhia, Rodrigo Luz, em evento do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e da Fipecafi na última semana.

A maioria dos acionistas do grupo é pessoa física, que representam 60% do quadro geral, seguidos por fundações, clubes e fundos de investimento, com 34% de participação.

Durante o evento, Luz anunciou que os balanços contábeis de 2010 das empresas coligadas e controladas pela Eternit também serão divulgados no modelo IFRS, estrutura hoje exclusiva dos resultados consolidados do grupo.

“O objetivo é tornar os resultados e a atuação da companhia mais acessível à análise dos investidores. Para isso, temos uma equipe que trabalha unicamente com a transição, o que não foi barato, e requer dedicação full time”, disse Luz, sem revelar os custos da companhia com a operação.


Fonte: FinancialWeb.

Continue lendo >>

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Caixa Econômica Paga R$ 739 Mi por 35% do Banco PanAmericano

Após oito meses de negociação, a Caixa Econômica Federal fechou ontem, por R$ 739,27 milhões, a compra de 49% do capital votante do Banco PanAmericano. A operação envolve a aquisição de 20,69% das ações preferenciais do banco do grupo Silvio Santos, deixando a Caixa com 35,54% do capital total da instituição. Os detalhes foram antecipados pelo Valor em 26 de novembro. Foi o primeiro negócio realizado pela CaixaPar e a primeira aquisição, pela Caixa, de participação acionária de um banco de capital aberto.

O presidente da CaixaPar, Márcio Percival, informou ao Valor que foram firmados um acordo de acionistas para uma gestão compartilhada do banco, assim como um acordo operacional que define quais produtos financeiros serão vendidos em cada balcão. O princípio é de que não haverá exclusividade de vendas, mas esse acordo terá que ser pormenorizado.

O conselho de administração do banco será paritário e poderá ter 11 membros, quatro indicados pela Caixa, quatro pelo PanAmericano e três independentes, sendo um escolhido pelo banco federal, outro pelo banco do grupo Silvio Santos e um terceiro de comum acordo. A presidência do conselho será rotativa e o primeiro nome será de escolha da CaixaPar. Haverá um comitê de planejamento também paritário, cuja função será acompanhar a política de crédito, de tesouraria e de captação de recursos. Esse comitê será um elo entre o banco e o conselho de administração, explicou Percival.

Embora o controle ainda seja do grupo Silvio Santos, o comando das operações ficará a cargo do conselho. Só serão submetidos ao conselho temas de consenso, dentro de uma lista de assuntos predefinidos, como reorganização societária, aquisição de instituições, orçamento e plano de negócios.

A aquisição de fatia do banco, cuja carteira de crédito soma R$ 9,3 bilhões, dará à Caixa, que tem uma carteira de crédito na casa de R$ 40 bilhões, competitividade em alguns setores em que ela hoje não tem, como financiamento para compra de veículos, empréstimos consignados, operações de leasing e crédito direto ao consumidor. A Caixa adotou política agressiva de expansão de crédito. Em doze meses até outubro a carteira de crédito do banco público cresceu quase 57% e, no ano, deverá apresentar aumento de 55%. Para 2010, a meta da instituição é crescer mais 30%.

Como a origem do PanAmericano é uma financeira, o banco tem larga experiência em crédito para pessoa física e financiamentos de varejo. Conta hoje com uma base de 2,5 milhões de clientes, em sua maioria de baixa renda, e 11,5 milhões de clientes de cartão de crédito. Como o banco não tem rede de agências, vai trabalhar com a rede da Caixa, que pretende fidelizar essa clientela, correntista potencial do banco federal. Segundo Percival, o objetivo da Caixa em 2010, já consolidada essa parceria, é aumentar sua fatia no mercado.

" Existem boas oportunidades de negócios na distribuição de produtos, como conta corrente, cheque especial, cartões de crédito, sistema de cobrança, entre outros " , diz nota conjunta.

A sociedade " ampliará, ainda, a atuação da Caixa no segmento de crédito imobiliário, em que já responde por 74% do mercado, através da oferta desses produtos na base de clientes do PanAmericano " . Segundo a nota, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, acredita que " aquisição reforça a estratégia de democratizar a oferta de crédito e o processo de bancarização " . Segundo o presidente do grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, o fato das duas instituições terem foco na baixa renda " cria uma sinergia muito grande, que irá facilitar a distribuição dos produtos de ambas as instituições " .

" A operação aumenta a capilaridade dos empréstimos da Caixa junto às classes C, D e E " , afirmou Venilton Tadini, o diretor de banco de investimentos do Banco Fator, que assessorou a Caixa na transação. O banco federal também contou com assessoria da empresa de auditoria KPMG e do escritório de advocacia Bocater, Camargo, Costa e Silva. O grupo Silvio Santos foi assessorado pela Previplan, do ex-presidente do Banco Central, Wadico Bucchi, e pelo escritório de advocacia Mattos Filho.

Fonte: Valor Online.

Continue lendo >>

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lucro Presumido: DCTF Será Mensal a Partir de 2010


A partir de 1º de janeiro de 2010, todas as empresas de lucro presumido serão obrigadas a fazer a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) mensalmente. Segundo divulgado nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União, a entrega semestral foi extinta da agenda contábil. Empresas cadastradas no Simples Nacional estão excluídas da regra.

As empresas terão 45 dias após o fim do mês de ocorrência dos fatos geradores para entregar as declarações.

“Somente as companhias que possuíam declarações ou faturamento superior a R$ 3 milhões eram obrigadas a fazer a DCTF mensal. A partir de janeiro do ano que vem, essa regra vale para todas as empresas de lucro presumido, com o prazo para a primeira entrega em março”, explicou Juliana Ono, diretora de Conteúdo da FISCOSoft.

Segundo a executiva, as empresas de pequeno porte deverão ficar atentas à nova exigência, pois a certificação digital passou a ser obrigatória na entrega de todas as declarações ao Fisco. “Muitas MPEs não trabalham com certificação digital, que é um processo dispendioso e burocrático para esse tipo de empreendimento. Essas companhias podiam entregar a DCTF semestralmente, mas com a redução do prazo, terão de correr para adquirir a assinatura eletrônica”, ressaltou.

Já as empresas que não têm débitos a declarar serão obrigadas a entregar a DCTF pró-forma, referente ao mês de dezembro de cada ano-calendário, indicando os meses que se enquadraram nessa situação. Segundo Juliana, esse modelo é destinado a empresas que se tornaram inativas durante o ano-base.

Fonte: FinancialWeb.

Continue lendo >>

Queda de 15% nas Vendas de Automóvei


Os números de vendas de veículos que serão divulgados amanhã pela Fenabrave vão mostrar que a manutenção do desconto parcial do IPI para carros flex até março é mais do que bem vinda. Faltando um dia para o fim do mês, foram emplacadas 232 000 unidades. Em outubro, também com um dia para fechar o mês, as vendas chegaram a 279 000 unbidades. A expectativa é de que, no mês, as vendas cheguem a 250 000 veículos, contra os 295 000 de outubro. A queda, de 15%, é um reflexo da retirada de parte do desconto do IPI. Mesmo assim, não se pode falar em crise. Na comparação com novembro de 2008, o mês em que o setor mais sentiu os impactos da crise mundial, houve um crescimento de 41,25%.

Fonte: Portal Exame.

Continue lendo >>

HSBC é o Banco mais Exposto a Perdas com Dubai


De acordo com a avaliação de analistas do JPMorgan Chase, o HSBC é o banco mais exposto ao risco de ter perdas com a atual situação de crise em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O banco, segundo o JPMorgan, concedeu 17 bilhões de dólares em empréstimos em 2008.

Segundo matéria publicada pela Bloomberg, os empréstimos e adiantamentos do HSBC a clientes nos Emirados Árabes totalizaram 15,9 bilhões de dólares ao fim do primeiro semestre de 2009, enquanto os depósitos ficaram em 19,3 bilhões de dólares no período.

Outro banco que também deve ter problemas é o Royal Bank of Scotland (RBS), a instituição que mais subscreveu empréstimos ao Dubai World, consórcio financeiro que atua em diversos setores, entre eles o imobiliário, e que tem procurado renegociar o pagamento de suas dívidas. O consórcio chegou a declarar que pretende solicitar a seus clientes a moratória de suas dívidas até março do ano que vem.

A situação também deve se complicar para o banco Standard Chartered, sediado em Londres. O Dubai World, após tomar mais de 70 empréstimos, adquiriu diversos ativos, dentre eles participações no casino MGM Mirage, nos Estados Unidos, e no banco britânico.


Ações

Tanto a turbulência em Dubai como as notícias da exposição do HSBC fizeram os papéis da companhia cair 7,6% na bolsa de Honk Kong. É a maior queda desde março deste ano.

Um analista do Goldman Sachs, Roy Ramos, estimou que as perdas potenciais de crédito do HSBC relacionadas com os Emirados Árabes pode chegar a 611 milhões de dólares. Ainda assim, segundo Ramos, o impacto sobre o banco deve ser “gerenciável”.

Segundo a Bloomberg, os bancos RBS e Standard Chartered também tiveram perdas em função das notícias vindas de Dubai. Na quinta-feira (26/11), as ações dos bancos caíram 7,8% e 5,8%, respectivamente, na bolsa de Londres.Procurado pelo Portal Exame, o HSBC, através de sua asessoria de imprensa, informou ainda não haver posicionamento oficial do banco sobre o assunto.

Fonte: Portal Exame.

Continue lendo >>

Notícias do Mercado de Ações no Mundo

Destaques do Mercado de Ações

Heatmap do IBRX-50

Dados Financeiros das Principais Empresas

Siga este Blog

Número de Visitas

Indique Este Blog

CLIQUE AQUI!
Orleans Silva Martins. Tecnologia do Blogger.