Informações sobre Contabilidade, Atuária, Economia e Finanças.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Reflexões da Contabilidade


A prática que registra a movimentação financeira de instituições com a finalidade de gerar dados e informações sobre sua composição e variações patrimoniais tem como objetivo central o controle da riqueza do investidor. A atividade se tornou fundamental dentro do sistema capitalista há muito tempo e ganha ainda mais importância toda vez que mudanças de paradigmas atingem a rede econômica global. Porém, é preciso nestas horas pensar a contabilidade além do âmbito pragmático das informações referentes às finanças e avançar em questões voltadas também ao seu princípio de evolução de atitudes e crenças na sociedade.

Sempre nos momentos de transformação, é necessário avaliar o contexto extensivo à realidade das pessoas, além de suas influências e consequências de comportamento. A contabilidade e seus profissionais devem se abastecer desse entendimento na hora de realizar suas atividades. É que sem isso as decisões carecem de adequação ao momento.

Na prática de controle financeiro, o componente gerencial conquistou importância, servindo-se como instrumento essencial de suporte. Nesse aspecto, a interface da contabilidade societária com a administração se aplica na busca de atuação condizente com o ambiente interno e externo das instituições.

Neste cenário, a contabilidade mudou do mero exercício de registro e informação (para alguns) para descrições das influências do cotidiano existente. Porém, isso requer entendimento empírico dos movimentos socioeconomicos que hoje permeiam a gestão moderna.

No caso da contabilidade, o exercício de expor o resultado econômico de instituições exige neste novo tempo reflexões acerca da responsabilidade da transparência e da necessidade premente das instituições serem sustentáveis a partir de números concretos. O fato é que não há mais espaço para o esbanjamento ilimitado e a ideologia do crescimento sem freio.

O papel do contabilista é impor a cultura do maior controle e fiscalização da riqueza disponível, reflexo da sociedade de consumo desenfreado. É prudente estabelecermos novos valores nesse campo para que tenhamos mais estabilidade nas ações futuras.

Na missão dos contabilistas de tornar acessível informações financeiras, possibilitando às pessoas compreensão de dados contábeis, se agregou a tarefa de norteamento à sociedade de evoluções materiais e culturais que fazem ligação lógica com a contabilidade. Sem esta fusão estaremos inviabilizando o progresso deste trabalho.

Fonte: Portal Razão Contábil.

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Mercado Reduz Projeção de Inflação para 2009 e 2010


Analistas do mercado financeiro reduziram as estimativas para a inflação este ano e em 2010. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2009, caiu de 4,29% para 4,27%. Para 2010, a estimativa foi reduzida de 4,50% para 4,45%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de mercado sobre os principais indicadores financeiros.

As estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Essa meta, válida para 2009 e 2010, tem limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic.

A projeção para essa taxa foi mantida tanto para o final de 2009 (8,75% ao ano) quanto para o fim de 2010 (10,50% ao ano). Quando o BC considera que a economia está aquecida e os preços estão em alta, a taxa básica sobe e, quando ocorre o inverso, a Selic é reduzida.

Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi mantida em 3,99%. Para 2010, a projeção passou de 4,40% para 4,50%.

Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa é de deflação neste ano. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,41% para -0,44% e para o IGP-M, de -0,65% para -0,87%. Em 2010, os analistas mantiveram a projeção de alta de 4,50% para esses dois índices.

A estimativa para os preços administrados foi mantida em 4,10%, em 2009, e em 3,5% em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, para este ano, foi mantida expectativa de 0,18%. Para 2010, também não foi alterada a projeção de 4,80%.

A expectativa para a queda da produção industrial teve uma leve alteração, de -7,56% para -7,57%, em 2009. Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 6,50%. Os analistas também ajustaram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,95% para 44% neste ano e de 41,90% para 42% em 2010.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi mantida em R$ 1,70. Para 2010, a previsão também não foi alterada (R$ 1,75). A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano subiu de US$ 25,850 bilhões para US$ 26 bilhões. Para 2010, os analistas alteraram a estimativa de US$ 16 bilhões para 16,250 bilhões.

Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$ 16,8 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Para 2010, foi alterada a projeção de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões. Para o próximo ano, a projeção também não foi alterada (US$ 33 bilhões).


Fonte: Terra.


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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Grupo Financeiro Americano CIT Entra em Concordata


O grupo financeiro americano CIT, responsável tradicionalmente pelo financiamento às PME (pequenas e médias empresas), anunciou neste domingo que vai se colocar sob a proteção da lei de falências.

O CIT foi fundado em 1908, sendo especializado no financiamento e na consultoria a empresas menores e que possui mais de um milhão de clientes em 50 países, além de US$ 71 bilhões em ativos.

"O Conselho de administração aprovou a proposta de entregar, voluntariamente um dossiê sobre sua situação ao tribunal de falências do distrito sul de Nova York", diz o grupo em comunicado.

O grupo se apresenta como o número um nos Estados Unidos para as PME, sendo, também, um dos mais importantes na concessão de empréstimos, principalmente para o comércio varejista.

O CIT é, também, um importante parceiro dos setores de aeronáutica, defesa e do transporte ferroviário, tendo entre seus clientes grandes nomes da tecnologia como Dell, Microsoft ou Toshiba.

Com os ativos do CIT avaliados em 71 bilhões de dólares, trata-se da quinta maior quebra da história dos Estados Unidos, após as do Lehman Brothers (2008), Washington Mutual (2008), WolrdCom (2002) e General Motors (2008).

O procedimento diz respeito apenas à sede do grupo, que espera, assim, reduzir seu endividamento de US$ 10 bilhões; estão poupadas as agências do CIT e suas filiais, o que lhes permitirá prosseguir suas atividades, precisa a nota.

As dificuldades do grupo se intensificaram em julho, uma vez que deveria expirar, em agosto, uma parcela de US$ 1 bilhão de sua dívida obrigatória, que não estava preparado para refinanciar. O CIT recusou uma nova injeção de recursos federais por Washington, após ter recebido US$ 2,3 bilhões em dezembro.



Fonte: Folha Online.

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FORD Surpreende e Anuncia Lucro de US$ 1 Bi no 3º Trimestre

Operações na América do Norte foram rentáveis pela 1ª vez desde 2005.
Entre razões estão ganhos de participação de mercado e corte de custos.


A fabricante de automóveis Ford informou nesta segunda-feira (2) que teve um lucro líquido de US$ 997 milhões no terceiro trimestre do ano, ou US$ 29 centavos por ação, ante perdas de US$ 161 milhões, ou US$ 7 centavos por ação de prejuízo, no ano anterior.

A fabricante de automóveis destacou que suas operações na América do Norte foram rentáveis pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2005, ao registrar um lucro, antes do desconto dos impostos, de US$ 357 milhões.

Analistas estimavam um prejuízo médio de US$ 12 centavos por ação para a companhia, segundo pesquisa Thomson Reuters.

A companhia, a única grande montadora dos Estados Unidos que escapou de processo de falência em 2009, também informou que registrou seu primeiro lucro operacional desde o primeiro trimestre de 2008.

Antes dos impostos, o lucro operacional da companhia foi de US$ 1,107 bilhão, em comparação com a perda registrada há um ano de US$ 2,78 bilhões, o primeiro resultado positivo operacional desde os três primeiros meses de 2008.

A companhia americana atribui o resultado a ganhos de participação de mercado, ao corte de custos, melhores resultados com crédito e às vendas impulsionadas pelo programa "Dinheiro por Sucata", do governo.

A montadora declarou ainda que espera ser "solidamente lucrativa" em 2011. Em ocasiões anteriores, a empresa havia previsto terminar o próximo ano empatada ou, na melhor das hipóteses, com lucros modestos. Com o resultado divulgado, as ações subiram 7% antes da abertura dos mercados.


Faturamento e acumulado

No total, a empresa faturou no terceiro trimestre do ano US$ 30,9 bilhões, em comparação com os US$ 31,7 bilhões do mesmo período de 2008. Até o mês de setembro, a companhia arrecadou US$ 82,9 bilhões, frente aos US$ 109,1 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2008.

Nos nove primeiros meses de 2009, a Ford anunciou um lucro de US$ 1,831 bilhão, o que significa um giro radical a respeito das perdas de US$ 9,788 bilhões registradas durante o mesmo período de 2008.

"Os resultados do terceiro trimestre claramente mostram que a Ford está realizando um tremendo progresso, apesar da prolongada contração da economia mundial", afirmou através de um comunicado o presidente e executivo-chefe da empresa, Alan Mulally.

A Ford também anunciou que terminou o terceiro trimestre com uma reserva de US$ 23,8 bilhões, US$ 2,8 bilhões a mais que após o segundo trimestre de 2009, mas US$ 4,9 bilhões a menos que no mesmo período de 2008.

A Ford apontou que, embora sua receita tenha sido reduzida em US$ 800 milhões na comparação com o resultado obtido no terceiro trimestre de 2008, a empresa foi capaz de reduzir seus custos estruturais em US$ 1 bilhão, o que facilitou sua rentabilidade durante o trimestre.

Fonte: G1.

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IFRS para Pequenas Empresas Entra em Audiência Pública

Anúncio foi feito nesta sexta-feira (30) pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC)
Como forma de dar continuidade ao processo de internacionalização das normas contábeis brasileiras, adotando o modelo internacional IFRS, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) anunciaram, nesta sexta-feira (30), a abertura de audiência pública conjunta da minuta do Pronunciamento Técnico sobre Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

De acordo com especialistas, o documento voltado a companhias de menor porte será menos complexo: com apenas 230 páginas, ela tem aproximadamente 10% do padrão integral.



"A adoção desta norma elevará a qualidade das demonstrações contábeis, trazendo benefícios a essas entidades e, consequentemente, à economia brasileira", afirma o coordenador do grupo de estudos e conselheiro do CFC, Nelson Zafra.


De acordo com nota publicada no site do Conselho Federal de Contabilidade, o documento, que permanece disponível para sugestões e comentários até o dia 27 de novembro, será submetido posteriormente à aprovação da Câmara Técnica e do Plenário do CFC, convertendo-se em Norma Brasileira de Contabilidade (NBC), a ser publicada ainda este ano para ter validade a partir de 2010.


A elaboração da minuta contou com o trabalho de um grupo de estudos, criado pelo CFC, que realizou a revisão da tradução e analisou a adoção da Norma Internacional de Contabilidade pelas Pequenas e Médias Empresas, editada pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB, na sigla em inglês).


O documento também passou por avaliação dos membros do CPC e recebeu sugestões de grupo de trabalho da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi/USP) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Participação


As sugestões e os comentários à minuta devem ser enviados, até o dia 27 de novembro, ao Conselho Federal de Contabilidade, por meio do endereço eletrônico ap.nbc@cfc.org.br, ou, via Correios, para SAS, Quadra 5, Bloco J, Edifício CFC, Coordenadoria Técnica, Brasília, DF - CEP 70070-920, fazendo referência à respectiva minuta.


As contribuições à audiência pública também podem ser encaminhadas ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no endereço eletrônico cpc@cpc.org.br.


Fonte: FinancialWeb.

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Regras Para Montar um Banco de Horas

Saiba como fazer o sistema funcionar de acordo com a lei



A lei diz que o sistema de banco de horas deve estar previsto em acordo ou convenção coletiva. Deve-se sempre contar com a presença de um representante do sindicato durante as negociações.

Registre por escrito o acordo que estabelece o banco de horas, de forma que as regras sejam de fácil interpretação e estabelecidas com total transparência. Isso reduz a possibilidade de ações trabalhistas exigindo o pagamento de horas extras.

O sistema deve respeitar o limite de 10 horas diárias e 44 horas semanais trabalhadas. Se passar disso, o empregador é obrigado a pagar hora extra. As horas extras habituais (como de um funcionário que cumpre jornada de 9 horas por dia) não podem ser contabilizadas no banco.


O banco de horas tem validade máxima de um ano, podendo ser renovado. Ao final desse período, se o funcionário tiver crédito em horas, deverá recebê-las como extras. Se houver débito, aconselha-se perdoar a dívida. Em caso de demissão ou rescisão de contrato, as horas a que o trabalhador tiver direito também devem ser pagas como extras, calculadas sobre o valor do salário mais recente.


Empresas que trabalham sob condições insalubres ou perigosas só podem implantar o banco de horas com autorização expressa da respectiva Delegacia Regional de Trabalho ou de autoridade competente.


Fonte: Exame PME.

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