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terça-feira, 7 de julho de 2009

Brasil Começou a Ser Levado a Sério Pelo Mundo, diz Financial Times


O Brasil começou a ser levado mais a sério pela comunidade internacional desde o ano passado, afirma o jornal britânico Financial Times, nesta terça-feira, em um suplemento especial de quatro páginas dedicado ao país.

"As ambições globais do Brasil frequentemente foram atrapalhadas no passado... Mas a estabilidade de seu sistema bancário e de seus mercados de capitais diante da crise mundial fizeram órgãos reguladores em outros países se interessarem por suas opiniões", diz uma das reportagens do caderno, lembrando que autoridades brasileiras hoje integram organismos como o Fórum de Estabilidade Financeira e a Comissão da Basiléia para Supervisão Bancária, por exemplo.

Ainda segundo o jornal, muitos aspectos da política monetária e fiscal brasileira têm mais em comum com os países desenvolvidos do que com os emergentes. "Isso sem falar na força de suas instituições e na diversidade de sua economia", completa a reportagem.

"Da maneira como as organizações multilaterais mundiais estão se modificando em um ritmo acelerado pela crise global, a posição do Brasil só deve se fortalecer", diz o diário.

O jornal menciona ainda que o episódio em que o presidente americano, Barack Obama, foi flagrado dizendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele "é o cara" significou um "reconhecimento de fato" para os brasileiros.


'Velho Brasil'

Em outra reportagem do mesmo suplemento, intitulada "Driblando a crise econômica", o Financial Times comenta como o governo brasileiro e o setor privado têm enfrentado com certo sucesso a atual crise econômica global.

"Trata-se de uma democracia madura, com uma economia diversificada e uma população jovem e adaptável, fazendo a festa com cada vez mais empregos estáveis e melhores salários", afirma o jornal.

"O Brasil é também uma potência em ascensão nos setores de alimentos e indústria, um futuro grande exportador de petróleo e o quarto mercado do mundo de ações e derivativos."

Mas o diário lembra que existe ainda "um velho Brasil", com "estradas e infra-estrutura dilapidadas, motoristas 'barbeiros', crimes violentos e a aceitação de que a corrupção é algo normal".

"É também um Brasil onde os velhos e maus hábitos perduram e onde os políticos ainda se contentam em empurrar os problemas fiscais com a barriga", diz a reportagem.

O Financial Times destaca, no entanto, que o fato de o Brasil estar saindo da crise mais rápido que o esperado "não significa que não tenha havido estragos, nem que ele esteja imune a novas reviravoltas mundiais".

"Duas nuvens negras ameaçam estragar o cenário ensolarado do Brasil: uma é o perigo de mais problemas trazidos pela crise global; a outra é o risco de este ou de um futuro governo, animado pelo desgosto mundial pelos livres mercados, desvie do caminho da reforma e adote um caminho de mais intervenção estatal na economia."

Mas o jornal acrescenta que o Brasil vem seguindo as mesmas políticas econômicas nos últimos 15 anos, ainda que com governos de diferentes correntes.


Sucessão presidencial

O Financial Times também dedica um artigo à situação política do Brasil, citando a polêmica em torno do senador e ex-presidente José Sarney, e escândalos de corrupção envolvendo deputados no passado.

"É difícil conciliar uma ganância e uma corrupção tão antiquadas com o Brasil moderno que está emergindo no cenário mundial como exemplo de governo de sucesso. Mas esses dois Brasis coexistem", afirma o jornal.

O diário diz, no entanto, que a mentalidade de alguns políticos está mudando, mencionando o fato de alguns governos estaduais e municipais terem buscado ajuda de empresas de consultoria para administrar melhor suas finanças.

Isso, segundo o FT, terá um reflexo nas eleições presidenciais de 2010, em que a habilidade administrativa dos candidatos será levada em conta pelos eleitores.

"Os dois mais prováveis candidatos serão o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Como nenhum deles tem muito carisma e ambos são vistos como 'espinhentos', eles esperam que os eleitores prestem mais atenção nas suas realizações do que na simpatia de seus sorrisos", conclui o jornal.

Fonte: BBC Brasil.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ciências Contábeis em foco


RIO - O gerente de Auditoria Operacional e Gestão do BNDES e presidente do conselho Regional de Contabilidade do Rio, Antônio Miguel Fernandes, é o próximo convidado da seção "Voz da experiência", que traz profissionais renomados para falar sobre a dinâmica das suas carreiras. Fernandes vai tratar de assuntos relacionados a Ciências Contábeis.

A carreira foi a opção escolhida por 37,5% dos internautas, em enquete realizada semana passada pelo site do GLOBO. Em segundo lugar ficou Engenharia de Telecomunicações, com 35,71%, seguida por Informática, com 26,79%.

Com pós-graduação em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas e mestrado na mesma área pela Uerj, Fernandes tem mais de 30 anos de experiência profissional e passagens por grandes empresas, como Souza Cruz, Brahma e Furnas. O contador também leciona em instituições como a Universidade Cândido Mendes, a Fundação Getúlio Vargas, o Centro Universitário da Cidade e a Faculdade Mackenzie-Rio.

Estudantes interessados em tirar dúvidas sobre o mercado de trabalho e o dia a dia da profissão podem enviar questões pelo site (oglobo.com.br/educacao). As melhores perguntas serão levadas para a entrevista, que será publicada na próxima edição da Megazine.

Fonte: O Globo.

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domingo, 5 de julho de 2009

SPED Contábil: 10% dos Obrigados não Enviaram, diz Receita


Segundo a Receita, somente no último dia foram recepcionados 14,7 mil arquivos

Cerca de 10% dos obrigados a encaminhar a Escrituração Contábil Digital (ECD) até o dia 30 de junho não enviaram os dados ao Sistema Público de Escrituração Digital. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (02) pela Receita Federal.

Conforme balanço do Fisco, foram recebidos 43,7 mil arquivos, de um total de 7,1 mil contribuintes. O órgão não informou se a totalidade enviou o registro antes das 20h — horário limite para o não-pagamento de multa, fixada em R$ 5 mil por mês de atraso.

“A Receita Federal informa que o espaço disponibilizado para recepção dos arquivos foi ampliado para facilitar o recebimento dos dados. A utilização do sistema permaneceu dentro da margem de limite esperado”, informou a Receita, detalhando que somente no último dia foram recepcionados 14,7 mil arquivos.

Em nota, o supervisor-geral do Sped, Carlos Sussumu Oda, lembrou que até o dia 30 de setembro, cerca de 28 mil contribuintes do Sped Fiscal terão que encaminhar os arquivos da Escrituração Fiscal Digital (EFD).

Fonte: FinancialWeb.

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

EUA Darão Mais US$ 1,175 Bi à General Motors


Os Estados Unidos darão US$ 1,175 bilhão em financiamento para o encerramento de operações da montadora norte-americana General Motors (GM), segundo informações da rede de televisão Bloomberg. De acordo com o plano de reorganização da companhia, a GM vai transferir seus ativos de boa qualidade para a "Nova GM", enquanto os demais serão eliminados no processo de concordata. A divisão será completada por meio de uma venda que irá transferir os ativos da "Nova GM" para uma entidade controlada pelos governos dos EUA e do Canadá, pelo sindicato dos trabalhadores do setor (United Auto Workers) e por credores não securitizados da GM.

O executivo-chefe do grupo, Fritz Henderson, disse em um tribunal de falências esta semana que US$ 950 milhões deverão ser reservados para cobrir o custo de desativação da velha GM. O vice-presidente da AlixPartners LLP e principal executivo de reestruturação da GM, Albert Koch, afirmou ser improvável que a companhia consiga desativar suas operações por US$ 950 milhões. O governo dos EUA pretende deixar a velha GM com "caixa suficiente" para cobrir a desativação, segundo Koch. Ele prevê que a maior parte desse processo de encerramento de operações deve ocorrer em dois ou três anos, mas alguns aspectos da liquidação deverão levar mais tempo.

A "Nova General Motors" vai entrar com pedido para fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, de acordo com um cronograma apresentado por um tribunal de falências dos EUA. Esta semana, a montadora informou que suas vendas em junho nos EUA caíram 33,6% em comparação com igual mês do ano passado, para 176.571 unidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal Exame.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

SPED Contábil: Consistência dos Dados e Perda do Prazo de Entrega


Maioria das companhias ouvidas pelo estudo também não está confortável com relação ao cadastro de participantes

Quase 34% das empresas declararam que não têm certeza se todas as informações dos seus sistemas de gestão empresarial (ERPs) serão integradas corretamente ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). O levantamento sobre “Os impactos do Sped no Brasil” foi feito pela Deloitte e contou com a participação de 78 empresas.

“Sentimos uma grande preocupação das empresas em gerar os arquivos no layout requerido pela legislação. No entanto, esse é apenas o meio de envio, enquanto que a essência está na certeza da qualidade dos dados”, afirmou Carolina Velloso Verginelli, gerente da área de Consultoria Tributária da Deloitte.

Foi apontado ainda que a maioria das companhias ouvidas não está confortável com relação ao cadastro de participantes (clientes e fornecedores).

Segundo o estudo, o Sped trouxe duas consequências muito recorrentes dentre as queixas das empresas. A primeira diz respeito ao cruzamento eletrônico de informações, que aparece em 77% das respostas. Seguido deste fator está o aprimoramento dos controles fiscais, com 65% delas.

A redução da sonegação fiscal e a melhora na competitividade representaram 62% dos respondentes e o aumento da arrecadação, 57% das respostas relativas à conseqüência trazida pelo sistema. “As empresas, especialmente de setores sensíveis à sonegação, veem o processo de forma positiva, pois acreditam que o Sped vai permitir uma competição mais justa”, concluiu Carolina.


As empresas que não conseguiram fazer a transmissão, agora, pagarão multa de R$ 5 mil por mês de atraso


O prazo para a transmissão dos arquivos da Escrituração Contábil Digital (ECD) — um dos pilares do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) — acabou às 20h da última terça-feira (30). As empresas que não conseguiram fazer a transmissão, agora, pagarão multa de R$ 5 mil por mês de atraso.

O Portal FinancialWeb entrou em contato com o Fisco, que não sou informar quantas empresas efetivamente enviar os dados. Até às 10h30 da última terça, haviam sido gerados 31,2 mil arquivos, o que corresponde a 60% das empresas obrigadas.

De acordo com Andrea Teixeira, consultora tributária da FiscoSoft, as empresas que não tiveram tempo de encaminhar os arquivos e estão com dúvidas na geração dos dados devem fazer os procedimentos com calma. O motivo: a multa é fixa em R$ 5 mil, mesmo que a transmissão ocorra nesta quinta-feira (1º) ou no próximo 30 de julho.

“A retificação dos dados enviados erroneamente é complicada”, comentou. “Quando a empresa é obrigada a cumprir a ECD, ainda que não tenha entregue no prazo, deve apresentar posteriormente ao prazo, procedimento será o mesmo, atender todo o layout, todo o arquivo de acordo com as normas da Receita”, adicionou.

Conforme Andrea, o Sped não permite retificações, a exemplo do que ocorre com a declaração do imposto de renda, por exemplo. Para poder corrigir uma informação, o contribuinte precisa ir até a Junta Comercial de sua comarca e solicitar a paralisação do processo de autenticação do livro contábil. Caso a autenticação ocorra antes de a correção ser feita, o documento digital não pode mais ser alterado. “O Fisco, durante o cruzamento de informações, vai analisar as incoerências e tomar as medidas necessárias”, contou.

Conforme a especialista, não existe prazo para a Junta Comercial realizar a autenticação do livro. “É importante lembrar que os dados dos livros não são conferidos pela Junta. Ela vai verificar apenas se a taxa foi paga, se o layout está correto. Mas o que consta no arquivo é de responsabilidade do contribuinte”, finalizou. Não existe posição do Fisco quanto a isso, mas o entendimento é que, quando o contribuinte retifica um envio após o fim do prazo, precisa pagar a multa de atraso, equivalente a R$ 5 mil.

Fonte: FinancialWeb.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Plano Real: Os 15 Anos de uma Conquista


Que dona de casa brasileira não lembra – sem saudades – de um tempo em que, ao receber o salário, era preciso correr ao supermercado antes que o dinheiro do mês virasse pó, incinerado pelo dragão da inflação? Hoje, dia em que o Plano Real comemora seu 15º aniversário, festejamos um tempo de economia estável e com os juros em queda. Sabemos o que o nosso salário pode comprar, não sofremos com a escassez de produtos, nem precisamos estocar comida. Para este ano, a estimativa é que a inflação feche em 4,20%, um índice inimaginável para os anos tormentosos de hiperinflação, quando a taxa anual acumulada chegava a 1.863% (em 1989), por exemplo.

Além de colocar o Brasil no rol dos países que conseguiram adotar uma política monetária responsável, o Real inaugura um marco para o consumo no Brasil e um estímulo ao crescimento econômico. “A inflação distorcia o planejamento das empresas e do governo, além de penalizar a população mais pobre. O aumento constante dos preços era como um imposto corroendo diariamente o poder de compra do salário”, diz Jorge Jatobá, economista da Ceplan - Consultoria Econômica e Planejamento.

Com os preços estáveis e aumento da oferta de crédito, o brasileiro conseguiu comprar bens como TVs, geladeiras, lavadoras e celulares. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de geladeiras nos lares do País passou de 71,8% (em 1993) para 91,4% em 2007.

O vice-presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Djalma Cintra Júnior, frisa que o Plano Real obrigou o varejo a aprender a operar sem inflação. “Nos tempos de inflação alta, o mais importante era comprar certo. Já com a moeda estável foi preciso pensar na gestão como um todo, incluindo RH, área comercial e administração”, observa. Os supermercados chegavam a fazer remarcações diárias de preços e as donas de casa pareciam estar na guerra, inclusive fazendo compras em atacado para estocar.


POLÍTICA

No campo da política, o Plano Real foi acusado pela oposição (liderada na época por Lula) de se tratar de um estelionato eleitoral. O PT combatia o plano, bradando que ele funcionaria como cabo eleitoral de Fernando Henrique Cardoso, captando votos para a sua primeira eleição presidencial, em 1998. O sociólogo tinha sido o quarto ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e um dos pais da iniciativa. Os oposicionistas defendiam que após o processo eleitoral, o Real faria água e a inflação voltaria. “Os que apontaram o Real como um plano eleitoreiro tiveram que engolir a seco, porque ele cumpriu o seu objetivo de acabar com um longo período de hiperinflação depredadora do poder de compra da população”, diz Jorge Jatobá.

“O Real também foi responsável por colocar o Brasil no conjunto dos países que fazem política econômica de forma séria. Passamos a ter uma política fiscal e monetária responsável e isso foi um ganho importante para a nação”, destaca o professor do Departamento de Economia da UFPE, Gustavo Maia Gomes. O economista, que participou das discussões sobre a implantação do Real nos anos 90, avalia que o governo Lula tem sido responsável na condução da macroeconomia, mesmo tendo sido contrário ao plano. Durante a gestão petista na Presidência da República, a inflação tem se mantido na casa de um dígito.

No ano passado, o índice fechou em 5,90% e para este ano, as estimativas apontam para uma taxa de 4,20%. “Não temos uma inflação como a dos Estados Unidos, de 2,3%, mas estamos num patamar aceitável para um país em desenvolvimento e abaixo do índice de outras nações emergentes”, defende Jatobá. Desde a Proclamação da República, o Brasil teve nove moedas (veja arte). Ao longo dos 15 anos do Real, a inflação acumulada é de 244,86%. Que perdure a estabilidade econômica.

Fonte: Jornal do Commercio.

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