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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Os Salários que Mais Cresceram na Área Contábil



No período entre fevereiro de 2009 a 2010, o Analista de Ativo Fixo foi o profissional que obteve a maior evolução de remuneração, 16,1%

Entre os profissionais da área contábil, o analista de Ativo Fixo foi o que obteve maior evolução salarial no período entre fevereiro de 2009 a 2010, registrando expansão de 16,1%. O salário subiu de R$ 1.582,81 para R$ 1.850,00. A constatação foi feita pela Catho Online, empresa de recrutamento e seleção.

O cargo de estagiário vem em seguida, com 12,5% de aumento, passando de R$ 435,40 para R$ 490,00.

Em terceiro lugar, com uma evolução de 3.707,22 para 4.043,00 (9,1%), está o coordenador, supervisor ou chefe do segmento de crédito e cobrança.


Conheça o ranking completo referente ao crescimento salarial do financeiro contábil:


Área Geral

Área específica

Cargo

Salário 2008 (R$)

Salário 2009 (R$)

Evolução salarial

Financeiro contábil

Administrativo - financeiro

Analista de Ativo Fixo

1.582,81

1.850,00

16,1%

Financeiro contábil

Contabilidade

Estagiário

435,40

490,00

12,5%

Financeiro contábil

Crédito e Cobrança

Coordenador, Supervisor ou Chefe

3.707,22

4.043,00

9,1%

Financeiro contábil

Contabilidade

Classificador Contábil

1.548,22

1.672,00

8%

Financeiro contábil

Orçamentos

Gerente

9.352,26

10.016,00

7,1%

Financeiro contábil

Orçamentos

Analista Júnior

2.347,56

2.497,00

6,4%

Financeiro contábil

Orçamentos

Analista Pleno

2.945,88

3.117,00

5,8%

Financeiro contábil

Administrativo - financeiro

Auxiliar de Ativo Fixo

892,59

940,00

5,3%

Financeiro contábil

Controladoria

Analista Sênior

3.934,38

4.135,00

5,1%


Fonte: Financial Web.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Financial Times Vê "Fanfarronice" em Recuperação Econômica do Brasil



Um editorial publicado nesta quarta-feira no jornal britânico Financial Times alerta para uma "fanfarronice latina", em especial do Brasil, em relação à sua própria situação econômica. Em um artigo intitulado precisamente assim (Latin swagger), o jornal avalia a maré de boas notícias econômicas sobre a região e, em especial, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela revista americana Time na semana passada como o primeiro de uma lista de personalidades mais influentes do mundo.

Embora reconheça que haja motivos reais para celebrar sua situação econômica, o Financial Times faz uma alerta para o que chama de "complacência" latino-americana, e brasileira em especial, em relação ao seu próprio futuro. "O maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente no Brasil", diz o jornal. "As piores quedas normalmente ocorrem justo quando se está cantando de galo."

A argumentação do jornal é a de que a região contou com uma boa dose de "sorte" na última década. Primeiro porque, calejados por crises anteriores, os bancos latino-americanos preferiram olhar para o mercado interno e evitar embarcar no risco de se expor aos empréstimos do tipo subprime, que terminaram contaminando as economias mais avançadas.

Além disso, diz o editorial, a demanda por commodities na Ásia puxou as economias latino-americanas mesmo durante a tempestade econômica nos países ricos. Por fim, argumenta o FT, as baixas taxas de juros americanas, próxima do zero, fizeram a região receber um influxo de recursos em busca de retorno mais alto.

"Qualquer um desses fatores sozinhos seria capaz de sustentar um boom. Mas a América Latina está desfrutando de todos ao mesmo tempo. Como alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), se trata de uma bonança sem precedentes."

Para o FT, os países da região devem procurar olhar para além da bonança e tomar medidas como evitar a apreciação exagerada do câmbio - o jornal menciona especificamente o Brasil e a Colômbia - e investir em obras de longo prazo, como no setor de infraestrutura.

"Ainda assim, pode haver um excesso de capital", avalia o editorial. "O crédito brasileiro tem saltado a uma taxa de 47% e os preços de imóveis no Rio de Janeiro têm subido cerca de 50% ao ano." Para o diário, esses são "apenas dois sinais de alertas de uma dor-de-cabeça pós-boom que ainda está por vir".


Fonte: Terra.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Nobel de Economia Prevê um Possível Fim do Euro Devido à Crise Grega



O prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, previu nesta terça-feira o possível fim do euro se a Europa não conseguir solucionar seus problemas institucionais fundamentais depois da crise grega.


Em uma entrevista à rádio "BBC 4", Stiglitz analisou que o plano de ajuda da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), combinado com um plano de austeridade que criticou com veemência, não frearão o ardor dos especuladores em apostar em um enfraquecimento da zona euro.


"As condições aparentemente excesivamente duras impostas à Espanha [afirmou ele, em um lapso] serão, na realidade, contraproducentes para prevenir um contágio", segundo ele.


Os analistas apontam a Espanha como o próximo país da zona euro que pode enfrentar as mesmas dificuldades que da Grécia.


"Quando tivermos visto até que ponto fica difícil para a Europa adotar uma postura comum para ajudar um de seus pequenos países, nos daremos conta de que se um país um pouco maior tiver dificuldades, é provável que a Europa tenha ainda mais dificuldades para chegar a um acordo".


"A longo prazo, enquanto os problemas institucionais fundamentais continuarem, os especuladores saberão que eles existem", acrescentou.


Indagado se isso significa o fim do euro, Stiglitz respondeu: "Pode ser que seja o fim do euro". "Se a Europa não solucionar seus problemas institucionais fundamentais, o futuro do euro pode ser muito breve", concluiu.


Fonte: Folha Online.

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US$ 880 Bi no Pré-Sal: Estudo da FGV Revela 40 Bilhões de Barris a US$ 22



Estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira projeta o custo para extração e produção na região do pré-sal em US$ 22 o barril.

Levando em conta o preço do barril a US$ 75, o estudo teve como base informações coletadas com o governo, Petrobras e instituições financeiras, informou o economista responsável pelo trabalho, Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV.

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

Na avaliação feita pela FGV, as reservas do pré-sal seriam de 40 bilhões de barris de óleo equivalentes, com produção estimada para o período de 40 anos. Multiplicada pelo valor de extração e produção (US$ 22 o barril), os investimentos necessários seriam de US$ 880 bilhões.

Segundo Couto, o objetivo do estudo foi mostrar que, pelo tamanho dos investimentos, o país perderia se a Petrobras fosse aprovada como operadora única da região do pré-sal na votação do novo marco regulatório do setor em tramitação no Congresso.

"Em um cenário de múltiplos operadores, há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", avalia Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV e responsável pelo estudo.

De acordo com o estudo, a existência de um operador único pode atrasar a exploração e produção na região e causar prejuízo de R$ 53 bilhões para o Brasil por ano de atraso.

As simulações feitas pelos economistas da FGV apontam que as perdas podem chegar a 5,5% do Produto Interno Bruto em três anos de atraso, "o que ilustra os riscos econômicos de um modelo centralizador de investimentos em exploração e produção nesta nova província petrolífera", afirma o estudo.

A FGV usa exemplos como os campos de Peregrino e Polvo, que depois de serem devolvidos pela Petrobras à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), foram a leilão em 2000 e desenvolvidos com sucesso. "Nos dois casos, foi declarada a comercialidade dos campos após investimentos milionários nos poços", informou o economista.


Fonte: Folha de São Paulo.

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Itaú Ultrapassa Bradesco e BB e tem Maior Lucro da História no 1º Trimestre



O Itaú Unibanco registrou crescimento de 60,5% no lucro do primeiro trimestre e fechou os três primeiros meses de 2010 com o maior lucro da história entre os bancos brasileiros, segundo pesquisa da Economática,

O resultado, de R$ 3,23 bilhões, ultrapassou os R$ 2,103 bilhões registrados pelo Bradesco, e também os resultados do lucro do Banco do Brasil nos anos de 2008 e 2006, de R$ 2,347 bilhões e R$ 2,343 bilhões, respectivamente. O estudo considera e compara sempre o desempenho do primeiro trimestre.

Para a análise, a Economática considera os valores líquidos apresentados pelas empresas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e sem correção pela inflação.

O ganho recorrente do Itaú Unibanco, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 3,17 bilhões e subiu 23,7% nesse mesmo comparativo.

O banco manteve a liderança entre os bancos privados no país, com R$ 634,7 bilhões em ativos em 31 de março, elevando o valor contabilizado um ano antes (R$ 624,5 bilhões).


Veja abaixo os 10 maiores lucros do primeiro trimestre entre bancos brasileiros:

Itaú Unibanco - R$ 3,234 bilhões (2010)
Banco do Brasil - R$ 2,347 bilhões (2008)
Banco do Brasil - R$ 2,343 bilhões (2006)
Bradesco - R$ 2,103 bilhões (2010)
Bradesco - R$ 2,102 bilhões (2008)
Itaú Unibanco - R$ 2.043 bilhões (2008)
Itaú Unibanco - R$ 2,015 bilhões (2009)
Itaú Unibanco - R$ 1,902 bilhões (2007)
Bradesco - R$ 1,723 bilhão (2009)
Bradesco - R$ 1,705 bilhão (2007)


Fonte: Folha Online.

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UBS Rebaixa Recomendação das Ações da Petrobrás e Papéis Derrubam Bovespa



O UBS rebaixou nesta terça-feira, 4, a recomendação para as ações da Petrobrás de "comprar" para "neutra". Analistas do banco atribuíram a mudança do rating ao gasto maior da companhia com baixos retornos, já que a petroleira "desenvolve a cadeia de fornecimento local e investe em áreas secundárias". A notícia pressionou as ações da empresa na Bovespa, que desde a parte da manhã operam em baixa. Às 14h25, Petrobrás PN caía 3,40%, a R$ 30,44. O desempenho dos papéis nesta terça afetou o índice Bovespa (Ibovespa), que, no mesmo horário, recuava 2,88%, para 65.185 pontos. Na abertura dos negócios, o índice estava no patamar de 67 mil pontos. Já o dólar opera em alta e sobe 1,65%, cotado a R$ 1,758.

As ações da Vale também operam em forte queda nesta terça. Vale PNA cedia 3,66% e Vale ON caía 3,07%. Os investidores se deparam ainda com um dado mostrando arrefecimento da atividade industrial chinesa. Com isso, aumenta o temor de redução da demanda por commodities, o que derruba as cotações dos metais e do petróleo. Pesa também sobre os metais o medo de que a crise da Grécia se espalhe para outros países e o receio de rebaixamento do rating (classificação de risco) da Espanha.

As bolsas internacionais também têm dia de forte queda. Em Nova York, Dow Jones caía 2,19%, S&P 500 cedia 2,47% e Nasdaq tinha queda de 3,22%. Na Europa, as bolsas fecharam em forte queda. Londres caiu 2,56%, Frankfurt teve desvalorização de 2,60%, Paris perdeu 3,64% e Madri cedeu 5,41%.


Petrobrás

Na última segunda-feira, o JP Morgan também rebaixou sua recomendação para os papéis da Petrobrás de "overweight" para "neutral" e reduziu o preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) da empresa, de US$ 57,00 para US$ 48,00. Em relatório, analistas da instituição destacam que a boa performance registrada pelas ações desde 5 de fevereiro pode ser interrompida após o anúncio de que a capitalização da estatal será feita por meio de uma oferta global de ações. O relatório lembra que a data limite para a capitalização da estatal é julho de 2010 e destaca que o prazo é apertado, o que contribui para gerar incertezas sobre o processo.

Também na segunda-feira, a Petrobrás divulgou comunicado esclarecendo que não foram concluídos os processos que levarão à definição dos valores da capitalização, da cessão onerosa ou do plano de negócios da empresa. Segundo a estatal, os números dados pela companhia em entrevistas à imprensa na sexta-feira tiveram o objetivo de "facilitar o entendimento do público e constituem meras hipóteses usualmente formuladas pelos executivos, que neste caso foram utilizadas apenas para exemplificar as orientações do conselho de administração divulgadas em 30 de abril".

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Josias Matos de Araújo, participarão de uma discussão na próxima quinta-feira, com todos os senadores sobre os projetos do pré-sal.

Fonte: O Estadão.

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